Publicado por: animo30 | 4 04UTC Novembro 04UTC 2009

ADEUS, WORDPREES.TEMOS PRESSa DE CHEGAR À NOVA MORADA:http://animo.blogs.sapo.pt

Pronto.Obrigado,wordpress, mas isto por aqui está insuportável!

Todas as explicações, para salvaguardar um mínimo de decência, vamos dá-las na nova casa!

Façam favor de nos bater à porta aqui:

http://animo.blogs.sapo.pt

Não há tempo para mais despedidas. Foi bom estarmos aqui.

Obrigado, wordpress, mas… tinhamos tanta pressa de chegar aos nossos amigos que a angústia perante o coro das tantas e angustiadas vozes nos tolheu os passos a cada hora que passava!

Obrigado, outra vez!

antónio colaço

 

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Novembro 02UTC 2009

ESTAMOS DE MALAS AVIADAS….

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Estamos de malas aviadas! O suplício quer de composição e edição da ânimo, para nós, quer de pesada abertura para os leitores, tem as horas contadas aqui na wordpress. Fizemos todas as diligências para solucionar o problema. Em vão!

AGUARDEMOS PELAS BOAS NOTÍCIAS QUE MÃOS AMIGAS PREPARAM PARA TODOS NÓS!!!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Novembro 02UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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Esta é a nossa proposta, este é o nosso ânimo!

Jorge Lacão, Ministro dos Assuntos Parlamentares, na entrega do Programa de Governo

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Novembro 02UTC 2009

ÁGUA RUPESTRE? NÃO, OBRIGADO

Um verdadeiro drama caíu nas cozinhas e nas casas de banho de todos os maçanicos que, respondendo ao mais recente apelo do presidente da autarquia ” Mação apetece!” receberam os seus familiares vindos de longe para a tradicional Feira dos Santos!

De facto, nem neste dia a Câmara se empenhou para oferecer água com alguma qualidade. As imagens que divulgamos ( sim,mais do mesmo mas infelizmente e enquanto o assunto não merecer a atenção de quem de direito continuarão a vir direitinhas para aqui!) reportam o estado da água quer para o banho

 

 - quem sabe se não estará aqui uma nova fonte de riqueza cosmética dadas as conhecidas propriedades do barro … -

….. quer para a cozinha, o que provocou um assinalável consumo de garrafões lá por casa para conseguir oferecer um cozido decente à família!

Ou será que o senhor presidente/empresário, como gosta de alardear  nas múltiplas entrevistas aos media, está sem tempo para se dedicar aos verdadeiros problemas dos munícipes que, apesar de tudo, lá o continuam a eleger?!

Vê, Valter Marques, tem muito por onde começar a perceber primeiro o que nunca deve fazer e, sobretudo, como lutar para deste mal nos livrar!!!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Obrigado, Rui!

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Caríssimo Rui, esta é a derradeira imagem, e estas são as derradeiras palavras que, de mãos dadas, constituem a bagagem com que nos fazemos ao caminho para novas paragens. Sim, é certo que temos por ali espalhadas algumas “lágrimas“, pedaços da chuva desta fria manhã de Novembro. Mas, repara, que estão lá, também, para além da componente rodo/ferroviária, uma nesga de sol e um pedaço de ponte, tudo elementos que caracterizaram este porto de abrigo que constituiu para a ânimo o teu persistente Adufe.

A ânimo conclui aqui esta sua jornada e só porque teve onde repousar e ganhar novas energias é que pode, agora, partir, fazer-se à estrada, ser ponte e fazer pontes como tu.

Já vês, são de alegria, portanto, as gotas de água que aqui deixo como imensa gratidão a quem tomou a iniciativa de tão bem e com toda a liberdade de movimentos nos acolher.

Não quis fazê-lo mais cedo para não introduzir o mínimo ruído que fosse nessa tua tão empenhada  aventura, que, desde sempre, saudei e para a qual desejo todos os êxitos, ou, melhor, e se quiseres, tanto quanto os desejo para a minha, atento que estou às urgentes e necessárias correcções de rota em que, também, quero empenhar-me.

Pronto, está tudo bem, espero que esta surpresa “em directo” te deixe satisfeito porque sei que também ficas contente por teres ajudado a renascer a ânimo, às portas de comemorar 30 anos de um despretensioso contributo em “tornar os dias mais leves“a todos quantos por aqui andamos.

Rui, o comboio que passa na  imagem ali em cima vai partir. O próximo apeadeiro espera por nós. Serás sempre bem-vindo!

Ao contrário daqueles cenas por que todos já passámos, deixo ficar, com muita amizade e com a tua inquestionável aceitação, o breve património aqui postado. É o máximo do reconhecimento de que sou capaz e que tu inteiramente mereces.

Nunca se sabe se não estás na calha para voltar a “limpar”, outra vez, o licoroso e holywoodesco Kit  ”ânimos de ouros”!!!

Um destes dias voltamos a trocar qwerts por um Portugal cada vez mais solidário.

Um grande abraço para ti e lá para casa.

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PS -Rui, se não te importas, este vai ser, também, o primeiro post da ânimo, outra vez blog!!!!Ah! Não vou devolver-te as chaves e, sim, enviar-te, também, as chaves cá de casa!Outro abraço.

 

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Chovem críticas e palmas

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A chuva toma conta das varandas de S.Bento. Chovem críticas, lá dentro. A oposição chumba o Orçamento.

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A chuva toma conta das varandas de S.Bento. Chovem palmas lá dentro, a maioria aprova o Orçamento.

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Ânimos exaltados

 

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Em vez do ânimo e da mobilização que a sociedade precisa, cria-se um clima pastoso que mina a confiança e acicata a conflitualidade.

 

Marques Guedes, deputado PSD, no encerramento Debate OE.

 

Com este Orçamento, o Governo junta-se aos portugueses e dá-lhes ânimo para lutar contra as dificuldades.

Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, no encerramento Debate OE

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Património (ab)usado

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Abrantes. rotunda do Quartel.

O que é que se passa na cabeça de quem autorizou a colocação deste cartaz ?! Já estará tão “usada” como a Feira dos Carros Usados que proclama ?! Logo ali, nas barbas de um prédio antigo que ousou desafiar o tempo, deixando que o recuperassem e, de cara lavada, nos permitisse lavar a ”usada” memória, assim,agora, tão vilipendiada?!

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Novembro 28UTC 2008

Santarém:A política somos nós.

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Saíndo da A1, conseguir dar com a rotunda que finaliza a Circular a Santarém, para  subir até ao complexo Andaluz, foi uma aventura, meu caro João Baptista, velho companheiro das lides do semanário O Ribatejo.

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O que me levava a Santarém, juro, não era evocar o passado e, nele, as noites de Sexta-feira em que, vindo de Abrantes, me esperava o Beco dos Tanoeiros, ali, ao fundo, à direita, creio, para dar início a um intenso fim-de-semana nos estúdios da nossa tão querida quanto saudosa Rádio O Ribatejo…

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… e ali realizar o Cesta de Sonhos, nas noites de Sexta, e, aos Sábados, o Sem Margens, Afluentes de Sábado, as notícias, os debates… que sei eu. Repare-se no vinil… embora, para a época, tivéssemos sido pioneiros na utilização dos estúdios auto-operados, meu Deus, que desafios! Stop!

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Quer dizer, doeu ver este Central entaipado, as tantas conversas, textos e reportagens que aqui tiveram seu início, aqui foram realizados…STOP

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Não, não, eu estive em Santarém, esta semana, para assistir, simplesmente, a um debate entre dois jovens políticos com ganas de dar a volta ao anunciado futuro dos dias que nos recusamos, todos, a encarar como inevitável e tremendista fatalidade.Embora o modelo não tivesse sido o melhor, estrangulando a necessária vivacidade, foi possível perceber um Passos Coelho ainda muito institucional, como que querendo afastar uma aura de juventude ainda recente e, em contrapartida, reconhecer um António José Seguro cada vez mais à vontade, no tu-cá-tu-lá com o quotidiano de que a politica deve  ser feito, cada vez mais próximo das pessoas, contando com elas, para que elas contem, também, nas soluções a tomar  para resolver as suas necessidades, sim, mas, também, para verem valorizadas as suas emoções. “A política para mim não se faz sem emoção”, diria António José Seguro.

O regresso a Lisboa foi, assim, mais tranquilo. Só faltou, mesmo, sintonizar a saudosa Rádio O Ribatejo e, nela, ouvir o homem que acreditava que a rádio não existe, a rádio somos nós. Talvez que transposto para a política, para a nova atitude com que devemos encará-la, a política não existe, a política somos nós!

Publicado por: animo30 | 29 29UTC Novembro 29UTC 2008

DA ILUMINAÇÃO E DAS ILUMINAÇÕES

 

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Abrantes, Barão da Batalha, horas mais tarde

Precisamos das iluminações, sim, mas para um Natal luminoso basta-nos a Iluminação que nenhuma delas contém.

Publicado por: animo30 | 29 29UTC Novembro 29UTC 2008

MATINAS.O WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO

Obrigado, bom Deus,por iluminares, assim, quem vai à frente a iluminar-nos o caminho. Na ânimo, queremos ser, também, um lugar por excelência onde o brilho da tua Palavra nos aconchegue a alma, animus. O PeAnselmo e outros amigos,têm aqui acolhimento privilegiado.Mas vão ficar connosco e ser questionados para que nenhuma treva fique sem luz e a vontade de tornar os dias mais leves uma certeza, porque sabemos Quem nos conduz. A ânimo e o WEBANGELHO vieram para ficar.

antónio colaço

IGREJA, SEXUALIDADE E BIOÉTICA


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

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No lançamento do livro A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 anos de Humanae Vitae, de Miguel Oliveira da Silva, procurei reflectir sobre o paradoxo de, sendo o cristianismo uma religião do corpo – não diz a Bíblia que Deus criou os seres humanos em corpo e viu que era muito bom e não confessa a fé cristã que Deus assumiu em Jesus a corporeidade humana e que ela está presente, pela ressurreição, no seio da Trindade? -, em boa parte a má vontade contra a Igreja radicar na sua relação com o sexo. Como admitir, por exemplo, mesmo quando a saúde e a própria vida ficam ameaçadas, a proibição do preservativo?

O que envenenou a relação da Igreja com a sexualidade foi o choque entre o poder e o prazer, porque o prazer pode abalar o poder.

Concretamente, há a doutrina do pecado original, entendido não como o primeiro de todos os pecados – todos pecam -, mas como um pecado herdado de Adão e transmitido por geração, portanto, no acto sexual.

Depois, com a reforma gregoriana, século XI, foram-se erguendo as três colunas sobre as quais assenta, segundo Hans Küng, o paradigma católico-romano: papismo (poder centrado no Papa), celibatismo (celibato obrigatório por lei para os padres), marianismo (devoção a Nossa Senhora como compensação).

Como se determinou que tudo o que se refere ao sexo é por princípio matéria grave e como, por outro lado, não há ninguém que não tenha pelo menos pensamentos relacionados com o sexo e só o sacerdote ou o bispo podem perdoar os pecados, a confissão acabou por tornar-se não um espaço de reconciliação e paz, mas tantas vezes de opressão, e raramente uma instituição acabou por deter tanto poder sobre as consciências, criando infindos complexos de culpabilização. Quando se lê os manuais dos confessores e todos aqueles interrogatórios inquisitoriais, quase reduzidos ao campo sexual, percebe-se que muitos tenham começado a abandonar a Igreja por causa da confissão, considerada ofensiva dos direitos humanos.

No universo sexual, que, como escreve Miguel Oliveira da Silva, continua a ser “um imenso, incómodo e multifacetado mistério”, é evidente que não vale tudo. Ele reconhece que “a sociedade ocidental vive um profundo e grave vazio ético em matéria de sexualidade”.

De qualquer modo, a Igreja precisa de reconciliar-se com o mundo e a ciência, o corpo e a sexualidade. Mas enquanto se mantiver a lei do celibato obrigatório não estará todo o discurso eclesiástico sobre o tema debaixo do fogo da suspeita?

Nos seus Jerusalemer Nachtgespräche, o Cardeal Carlo Martini interroga precisamente esta lei e, depois de considerar os estragos da encíclica Humanae Vitae, reconhece que muitos esperam do Magistério uma palavra de orientação sobre o corpo, a sexualidade, o casamento e a família. “Procuramos um caminho para, de modo fiável, falar sobre o casamento, o controlo da natalidade, a procriação medicamente assistida, a contracepção.”

Neste domínio da contracepção, o equívoco fundamental da encíclica Humanae Vitae encontra-se numa concepção de lei natural fixa, estática e centrada na biologia. Ora, por natureza, o ser humano é cultural e histórico e a própria realidade é processual. A sexualidade humana não pode ser vista apenas na sua vertente biológica. Como pode o Magistério fixar–se na biologia, esquecendo que, para ser verdadeiramente humana, a sexualidade envolve o biológico, o afectivo, a ternura, o amor, o espiritual?

Por outro lado, na perspectiva bíblica, não criou Deus o Homem como criatura co-criadora? Não é o Homem, por natureza, interventivo, aperfeiçoador e transformador da natureza? Então, no juízo moral, o critério não pode ser o natural identificado com o bem e o artificial identificado com o mal, mas a responsabilidade digna e a dignidade responsável. Aliás, quem defende os métodos contraceptivos naturais como os únicos legítimos deverá ser confrontado com a objecção: para lá da sua falibilidade, ainda serão naturais os métodos que têm a ver com uma descoberta e aproveitamento humanos dos períodos inférteis da mulher?

In, Diário de Notícias, hoje.

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A ânimo esteve lá

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Tal como esta numerosa e entusiasmada assistência

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Dois amigos da ânimo:Manuel Vilas Boas e o Pe Anselmo Borges

 

A ânimo quer ser, também, um lugar de oração, e meditação mas não como uma loja que faça de Deus um “bric-a-brac” a que se recorre, de vez em quando,quando dá jeito, como diz o Pe Vitor Gonçalves ( outro amigo que para aqui convocaremos )um Deus tipo AKI para todo o serviço, pronto a consumir, que não nos interrogue, desmontável e pagável!

Falaremos melhor mas, para já, a porta fica aberta e o nosso mail é a porta de entrada para se juntar a nós.Venham de lá essas reflexões sobre este WEBANGELHO de hoje, publicado no Diário de Notícias.

Publicado por: animo30 | 30 30UTC Novembro 30UTC 2008

ABRANTES DENTRO DE INSTANTES

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Abrantes, dentro de Instantes, com Instantes dentro. Ou, uma ansiosa “espécie de regresso” a Abrantes, a alguns dos seus instantes, presentes, sim, mas carregados de outros longínquos instantes, como se o tempo nunca tivesse parado, como se vinte anos estivessem tão presentes, hora a hora, sem sombra de passado.

Abrantes, pela magia de todos os teus instantes, obrigado.

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Apesar de nem tudo estar como se deseja, pense, por instantes… virar à direita, em Abrantes? Isso é lá coisa que se veja!!!

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Hoje foi dia de Banco Alimentar. Abrantes presente, como sempre. Ajudar a minorar dias de carência que não deveriam de passar de instantes a que urge pôr termo, com urgência.

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A melhor “loja de chineses” do centro de Portugal, Lisboa incluída. No frenesi do natalício consumismo, parar por uns instantes, neste preciso local e recordar o instante em que, aqui mesmo, mirámos e remirámos a compra da nossa primeira Dyane. A minha consagrada fidelidade à Citroen, olá, Luis Gomez, a marca que, desde sempre, me pôs os olhos em bico, nesta outrora casa mãe abrantina, é, hoje, a grande casa chinesinha. Limpópó!

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A ver quem passa ou …. começar a passar para, de novo, contar o que se deve ver?

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Praça Barão da Batalha que um dia baptizei Praça da Nossa Alegria ( não,não havia ainda nada de televisiva semelhança…) e onde tantos e reconfortantes instantes tiveram lugar desde que, com o meu querido amigo Eduardo Campos, ousámos “impôr” à nossa querida Câmara de então, saravá Engº Bioucas,o instante do seu decisivo encerramento ao trânsito!

Abrantes, a todo o instante …

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 30 30UTC Novembro 30UTC 2008

MAÇÃO NAS ASAS

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Mação, esta tarde, na Praça.

Outra vez a magia do instante fotográfico – o instante é ele mesmo mas, só o seu registo fotográfico atesta o momento sublime da sua irrepetibilidade! – de facto, ao voltar-me para trás para captar o melhor enquadramento de umas nuvens que resolveram marchar sobre a Praça, deparei-me com esta jovem e inexperiente pomba branca qual descuidada filha pródiga abandonando o lar do seu ninho.

Aqui estava para meu espanto a chave para esta investida sobre Mação.

Um Mação que tarda em soltar asas.

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De facto,por um dia, a ordem inverteu-se, de Abrantes a caminho de Mação.

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Outra vez a convocação do passado mas, agora, em nome de uma melhor compreensão do presente. Foi nesta dinâmica que a ânimo nasceu….

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…exactamente neste nº 26 da Rua de S.Bento, em Mação – uma foto antiga, já que a fachada foi alterada.Foi aqui que, definitivamente, o inconfundível traço de Piero Fornazetti foi adoptado como símbolo da ânimo, a partir do seu Nº2, em 9 de Maio de 1979, edição no saudoso formato off-set ( revolucionário para a altura! ).Um rosto com janelas dentro das janelas que os olhos já são.Em suma, ver mais além.

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Ver mais além …ou, este EUCALIPTO, plantado na janela lá em em cima, pois claro, e logo na casa de Francisco Serrano, na sua Rua, um ilustre autodidacta da historiografia maçanica, sim, sim, foi nele que, para sempre, bebemos o adjectivante ”maçanico” que também por aqui nos acompanha.

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Mas… recordações do passado à parte, hoje, o que nos trouxe a Mação, vindos de Abrantes, foi a  celebração da Missa de Mozart, ao meio dia, na tão belíssima quanto vetusta Matriz de Mação ( a que, em breve, aqui dedicaremos substancial destaque ) e o Concerto à tarde, de novo na Matriz, com um variado repertório de Música Sacra, Música de Romaria e Cânticos de Natal.Uma presença já habitual do Coro da Beira Interior. Os parabéns à Câmara e às entidades que apostaram no mecenato como forma de apoiar a música coral.

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A qualidade do Coro é inquestionável, a demonstrá-lo os inúmeros prémios com que têm sido galardoados.

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Voltaremos para actualizar esta edição, com o nome do maestro e outras informações e links curriculares.

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O frio e a chuva foram uma constante deste enregelado 30 de Novembro em acelerado adeus para o natalício Dezembro. Aos poucos, os maçanicos regressaram ao desejado aconchego das lareiras.

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O Espírito Santo, a sua Capela e o entardecer propício à serena Iluminação.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Dezembro 01UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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E chega agora a parte do nosso programa em que nós vamos avançar com algum ânimo!

Gato Fedorento, Zé Carlos,Domingo,30 Novembro 08

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Dezembro 01UTC 2008

MATINAS:DEUS NÃO É DIFICIL

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O deus das explicações não tem piada nenhuma, quer dizer, Deus é muito Mais que as nossas explicações, quer dizer da nossa vontade em resumi-Lo a uma explicação que nos deixe de uma vez por todas descansados.Sim, Deus, dá muito trabalho, tanto que, quando menos se espera, consigo descobri-Lo na beleza das linhas desta muito antiga casa beiroa, do seu candeeiro de uma metalurgia tão inicial…O único trabalho que Deus dá é o de que eu, sempre que quiser, dê por Ele.

Sim, começo a sentir o que são os vislumbres de Deus e até não é assim tão difícil.Mas dá trabalho.

Eu gosto de trabalhar.Ora et Labora.

antónio colaço

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Do Público de ontem, enquanto Frei Bento não envia, tal como o Pe Anselmo, as “cinco linhas” que lhes pedi sobre “WEBANGELHO ou o papel das novas tecnologias ao serviço da Palavra”.

 

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Bíblia e fundamentalismo
30/11/2008    Frei Bento Domingues O.P.

 
Quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se o sentido da transcendência de Deus1.Alguns leitores acharam estranho que, no domingo passado, me tivesse referido à expressão “Palavra de Deus” como se de uma metáfora se tratasse. Não é a própria Sagrada Escritura que se apresenta como realíssima Palavra de Deus? E, no primeiro escrito cristão, não afirma S. Paulo: “Agradecemos a Deus por terdes acolhido a sua Palavra que vos pregamos não como palavra humana, mas como na verdade é, a Palavra de Deus que está produzindo efeito em vós, os fiéis” (lTs 2, 13)? Existe, portanto, diferença entre palavra meramente humana e Palavra de Deus.
Sem dúvida, mas quem reflectir no que significa “metáfora” – transgressão do imediato sentido, transposição para novas significações – só pode desejar que essa expressão recupere a força ilimitada do seu mistério. Uma metáfora que se banaliza é uma metáfora morta (1).
É uma ilusão supor que podemos adoptar, em directo, o ponto de vista de Deus e, a partir daí, distinguir o que é humano e o que é divino, como se fôssemos entidades que os transcendem e os fiscalizam. As consequências dessa ilusão manifestam-se quando seres humanos colocam na boca de Deus aquilo que eles dizem e escrevem como se fosse o próprio Deus a dizer e a escrever. A Bíblia está cheia de declarações desse teor. Por vezes, o que é posto na boca de Deus só ficava bem na boca do Diabo. Quem assim faz, pensando glorificar a Deus, está a ofendê-lo e a tornar impossível reconhecê-lo como a verdade e a beleza do amor infinito. Por outro lado, quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se, irremediavelmente, o sentido da transcendência de Deus e dos ziguezagues da história humana.

2.A Comissão Pontifícia Bíblica elaborou um documento – A Interpretação da Bíblia na Igreja – sobre a pluralidade de métodos de investigação dessa admirável biblioteca hebraica e cristã. Não é para restringir essa pluralidade que o documento é extremamente severo em relação a identificações idolátricas: “O problema de base da leitura fundamentalista é que, recusando levar em consideração o carácter histórico da revelação bíblica, torna-se incapaz de aceitar plenamente a verdade da própria Incarnação. O fundamentalismo foge da estreita relação do divino e do humano no relacionamento com Deus. Recusa-se a admitir que a Palavra de Deus inspirada foi expressa em linguagem humana e que ela foi redigida, sob a inspiração divina, por autores humanos cujas capacidades e recursos eram limitados. Por esta razão, tende a tratar o texto bíblico como se ele tivesse sido ditado, palavra por palavra, pelo Espírito e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e numa fraseologia condicionadas por uma ou outra época. Não dá nenhuma atenção às formas literárias e às maneiras humanas de pensar presentes nos textos bíblicos, muitos dos quais são fruto de uma elaboração que se estendeu por longos períodos de tempo e com a marca de situações históricas muito diversas.”
A Mensagem final do recente Sínodo dos Bispos (24.10.2008), depois de observar que todos deveriam conhecer e estudar a Bíblia, também sob o seu extraordinário perfil de beleza e fecundidade humana e cultural, destaca que a Palavra de Deus não está presa a uma cultura. Aspira, pelo contrário, a atravessar fronteiras e recorda o exemplo de S. Paulo, artífice excepcional da inculturação da mensagem bíblica em novas coordenadas culturais (2Tm 2, 9).

3.Neste Ano Paulino, não basta louvar a ousadia imensa desse grande Apóstolo de há dois mil anos. O Sínodo insiste em que é, hoje, que a Igreja está chamada, mediante um processo delicado, mas necessário, a fazer que a Palavra de Deus penetre na multiplicidade das culturas e expressá-la segundo as suas linguagens, concepções, símbolos e tradições religiosas, vigiando e guardando a substância dos seus conteúdos, para evitar o risco da degeneração. A Igreja tem de fazer brilhar os valores que a Palavra de Deus oferece a outras culturas, de modo a purificá-las, fecundadas por ela. O Sínodo não esquece a formulação mais ousada do processo de inculturação, apresentada por João Paulo II ao episcopado do Quénia, na sua viagem à África em 1980: “A inculturação será realmente um reflexo da incarnação do Verbo, quando uma cultura, transformada e regenerada pelo Evangelho, produz, na sua própria tradição, expressões originais de vida, de celebração e de pensamento cristão.”
A linguagem humana, sobretudo nas suas expressões musicais e poéticas, é um acontecimento de excesso de significação, uma abertura que não consente horizontes fechados. É, por natureza, uma contínua violação de fronteiras. Pode, por isso, acolher sempre novas significações. A linguagem simbólica é movida, precisamente, pelo que lhe falta, não pelo que tem. É a linguagem do Advento, desafiando todos os limites. Quem tenta interpretar a Palavra de Deus comece por libertá-la da letra que mata, para a deixar entregue ao Espírito que a faz viver (2Cor 3, 2-6).
(1) Paul Ricoeur, Teoria da Interpretação, Lisboa, Edições 70, 1996

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008

Matinas

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Calçada da Ajuda

Será correcto, estarei certo – sim, para quem Te julga perto, habitando mesmo cá por dentro – pedir-Te que me ajudes neste novo dia? Pedir-te ajuda ou, por que não, antes …. ajudar-Te! Se eu fosse Deus gostava de me sentir ajudado por tudo e todos quantos tivesse criado, sei lá.

É bom saber que nesta enregelada manhã me deixaste brincar Contigo.

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Publicado por: animo30 | 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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Um golo cedo ( na segunda parte) deu-nos ânimo para recuperar.

Quique Flores, TSF

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008

INSTANTES COM ABRANTES DENTRO

Depois da curta-blogagem ” Abrantes dentro de instantes”, retomamos o fascínio pela edição, agora, de uma outra curta-blogagem “INSTANTES COM ABRANTES DENTRO“.

Melhor do que as palavras, deixemos que as imagens falem por si.

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ACTUALIZAÇÃO:

Nesta foto, em cima, no canto esquerdo, sem qualquer qualidade que os 3pixel do tlm consente, são visíveis uns pontinhos da conjugação Lua, Vénus e Júpiter. Não resisti a actualizar a imagem recolhida, algures, na net por camera optimizada:

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Sim, deixa-me sentar a teu lado, como se ninguém desse por nós, desfiar as tantas histórias da história desta Praça, os seus instantes mágicos, como se de uma outra magia fôssemos capazes, outras batalhas, aqui mesmo , na Barão, por que não?!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Dezembro 02UTC 2008

S.BENTO COM NATAL DENTRO

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antónio colaço

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Dezembro 03UTC 2008

LUZ

 

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De que fonte de Luz se fará a iluminação de mais um dia ?

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Dezembro 03UTC 2008

VÉSPERAS

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Senhor, sei que não saíste da minha vida, mas, hoje, quer dizer, nos últimos dias, sinto-me como se a Vida tivesse saído de mim. Quase não Te sinto, mas … ainda sei de Ti.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 4 04UTC Dezembro 04UTC 2008

MATINAS

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Não é um sol muito esplendoroso, sim, mas um Sol que me convida a romper as minhas próprias nuvens e a juntar-me ao esplendor de estar vivo. Obrigado, bom Deus, fonte da Vida de que tanto preciso.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 4 04UTC Dezembro 04UTC 2008

ODETE THE SHOW MUST GO….

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Quem sou eu, pá?! Mas, oh Mário Crespo, estás a gozar comigo ó quê?! Se me deixaram passar nas relações públicas?! Masporqueméquemetomasmeu?!Algumaquadrilheiraóquê.Porquê, não posso vir com um boné e um Kispo como estes?É por causa do frio,pá!

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Tenho a maior simpatia por Odete Santos, melhor, tenho muitas saudades da “camarada Odete” e da vivacidade que imprimia aos debates onde participava, mesmo que em discordância politica com ela, como muitas vezes lhe fiz saber. Aliás, ouso dizer mais, ela e Natália Correia não encontraram, ainda, substitutas à altura da vivacidade, da dimensão cénica que emprestavam às suas intervenções.

odetepc3

Tropecei, ontem, no Frente-a-Frente da SIC e o ar agradavelmente incomodado quer de Crespo quer de Guilherme Silva prometia o melhor, perante o “embrulho” da personagem Odete! “É por causa do frio”, justificaria, assim, a madónica (?) boina de couro preto com que ali se apresentva.

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E Odete tinha mesmo que borrar a cena – discutia-se a crise na Educação e, nela, o papel da Ministra. Odete foi longe de mais, até porque começou por reclamar a sua própria fealdade (oh! Odete, como vai essa auto-estima!) - “eu sei que sou feia!”, disse – para, em seguida, dizer que a Ministra “tinha cá umas trombas”, ou, tentando emendar a mão, “um carão”!!!

Oh, Odete, não “habia nexexidade” e o Crespo ficou incomodadoíssimo sentindo-se num qualquer palco do revisteiro Parque Mayer.

Pronto, “fui inconveniente”, lá reconheceu.

Pronto, minha, tás perdoada!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 4 04UTC Dezembro 04UTC 2008

OLÁ,VIZINHO RUI!

micasanimo

-Olá, Tio Rui, sou a Micas e dei uma escapadela sem o meu dono saber, como a porta estava aberta, não estava cá ninguém e estavas a falar de aves… eu fiquei logo com os capelos em pé!Uff, estou farta dos croquetes e da Purpurina lá em casa…mas…onde é que estão essas aves?!…

- MIIIIIIICAS! Onde é que te meteste, oh nãoooooooooooo, quem te autorizou a entrar aqui na casa do Rui sem pedir licença?!O quê, leste o post do Rui aproveitando uma distraídela minha e como ouviste falar em …aves?! Micas, mas tu és do Benfica, é assim que respeitas o teu clube?!

-Miau, adeus Tio Rui, para a próxima não me voltes a enganar!Já não há respeito…

Olá Rui, só para dizer que lá por casa está tudo bem, aparece quando quiseres. Não, não vou arranjar nenhum pretexto clubístico-partidário para apareceres , quero, sim, uma vez mais agradecer a tua hospitalidade e inaugurarmos, também , agora, despretensiosamente, esta boa vizinh@nça!

É isso, mais do que todos os manuais sobre o fim da blogosfera, (com todo o respeito que me merece o lado académico da coisa!) o importante é praticar, retomar as práticas de boa vizinhança. E como são imemoráveis as histórias que guardo desde que os meus pais debandaram, um dia, anos cinquenta iniciais, o altoalentejano Gavião atravessando o Tejo a caminho ” lá da Beira”, em Cardigos, concelho de Mação?! E pelo Natal, como eram salutares as disputas entre aqueles vizinhos que se adoravam na sua diferença, por exemplo – já que estamos na quadra –  sobre as filhós beiroas e as outras alentejanas, tudo resultando numa salutar partilha!

É o que estamos a demonstrar, praticando!

Até mais logo e… desculpa o atrevimento da Micas. Eu acho é que ela queria fazer uma festinha à Maria.

antónio colaço

NOTA

Este post foi “colocado”, pela manhã, no Adufe, do meu caríssimo amigo Rui Branco, assim, de surpresa. O que quer dizer que, um destes dias, também, o Rui poderá entrar aqui pela ânimo quando muito bem quiser. Sem querermos ser vanguardistas de causas perdidas, acho que esta partilhada vizinhança retoma valores ancestrais que nenhum Magalhães poderá anular.

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Dezembro 05UTC 2008

MATINAS

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Publicado por: animo30 | 5 05UTC Dezembro 05UTC 2008

WORDPRESS:MAS O QUÉISTO?!

A ânimo fica sem edição até o sistema 2.7 da Word press nos deixar trabalhar em Paz!

Oh, meus senhores, não habia nexexidade!

O meu protesto!

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Dezembro 06UTC 2008

WEBANGELHO

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Mais um precioso contributo da reflexão do Pe Anselmo, que a ânimo tem o privilégio de poder ampliar, na senda de nos tornar os dias mais leves, neste caso, de tornar a nossa fé mais enraizada, mais liberta, mais descomplexada e mais solta de toda uma demoníaca visão do que na Vida, afinal, é manifestação da bondade de Deus. 

Nesta  enregelada manhã maçanica, estas são Palavras que verdadeiramente nos aquecem o corpo e a alma, animus!

antónio colaço

anselmoborges_deus2

A IMACULADA CONCEIÇÃO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

Não sei se a maioria dos portugueses conhece o motivo do feriado no dia 8 de Dezembro. Os católicos praticantes saberão que se trata de uma festa ligada a Nossa Senhora. Se interrogados, talvez respondessem, na quase totalidade, que tem a ver com a virgindade de Maria.

Aí está, pois, uma festa infestada com equívocos. Logo à partida, que pode significar Imaculada Conceição? De facto, não se refere directamente à virgindade, mas não lhe é completamente alheia. Do que se trata, na realidade, é da afirmação de que Maria, a Mãe de Jesus, foi concebida sem pecado.

Mas, aqui, sem hermenêutica, isto é, sem interpretação, pode albergar-se uma série de confusões, profundamente ofensivas sobretudo para as mulheres, minando, desgraçadamente, a mensagem do Evangelho enquanto notícia boa e felicitante.

Foi concretamente Santo Agostinho que elaborou a doutrina do pecado original, no sentido de um pecado cometido pelos primeiros pais (Adão e Eva) e transmitido a todos por herança, no acto sexual. Houve uma excepção: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original.

Deste modo, porém, a sexualidade ficou manchada e as mulheres acabavam por sentir-se discriminadas, tanto mais quanto, associando a concepção de Jesus a uma geração virginal, se lhes propunha o ideal impossível de virgem e mãe.

Sub-repticiamente, esta doutrina causou imensos danos ao cristianismo, concretamente à mulher, à visão do sexo e do casamento.

Assim, um cristão atento e reflexivo sabe que é necessário e urgente rever o dogma, mostrando o seu verdadeiro sentido. O próprio Papa João Paulo II deu a chave, ao escrever que “o Natal de Jesus revela o sentido profundo de todo o nascimento humano”. Afinal, quando percebe que o ser humano não é redutível à biologia, o crente verá em toda a nova geração a presença do Espírito, como aconteceu com Jesus. Por outro lado, nascer é vir à luz e, portanto, dar à luz não constitui uma mancha para a mãe, como supõe a doutrina da virgindade de Maria, antes, no e depois do parto.

Um dia, numa entrevista, um jornalista atirou-me: “Não acha que Nossa Senhora é a mulher mais poderosa de Portugal?” Nunca tinha pensado nisso, mas é bem possível. Basta pensar em Fátima e no que Fátima representa para os portugueses. Aliás, Nossa Senhora “concede” dois feriados nacionais: Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e Assunção (15 de Agosto).

Mas, se se pensar bem, estas festas são metáforas de esperança e salvação: todo o ser humano é concebido sem pecado, mas, entrado no mundo, terá de lutar contra a maldade e o pecado, na esperança de um mundo melhor, e também na morte pode contar com o Deus amor e a sua graça de vida eterna.

Podemos então compreender, como dizia o teólogo Karl Rahner, que, nestes domínios, por exemplo, da virgindade de Maria, não se trata de biologia. Referindo-se à narrativa do Evangelho de São Mateus sobre a geração de Jesus por obra do Espírito Santo, escreveu o exegeta Jean Radermakers: “Tomando imagens das mitologias pagãs, depuradas pela reflexão judaica, Mateus não se situa num plano de fisiologia, medicina, ginecologia ou sexologia, mas no de uma realidade mais profunda. Deveríamos reler a nossa experiência do dar à luz e da responsabilidade parental a partir do nascimento de Jesus. Toda a criatura recém-nascida vem de Deus. Assumir uma maternidade e paternidade humanas é deixar que Deus se revele na criatura nascida. A missão de todo o varão e toda a mulher que se unem é dar lugar a que apareça no mundo a realidade do Emanuel, Deus connosco.”

Criticando os mal-entendidos da leitura do Evangelho a partir de pressupostos negativos em relação à sexualidade, o teólogo Juan Masiá põe na boca do anjo estas palavras dirigidas a São José: “Não deixes de levar Maria contigo. Não penses que pelo facto da intervenção do Espírito o teu papel como varão está a mais. Não tens que afastar-te para permitir que Deus faça algo grande com a tua família. Com a tua relação com Maria, não vais entrar em concorrência com o Espírito. O teu papel é compatível com a acção de Deus e com que Jesus seja o Cristo.” |

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Dezembro 06UTC 2008

ânimo, OUTRA VEZ!TODOS PARA O BORRALHO!

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Pronto, senhores da wordpress 2.7, e amigos a quem lançámos SOS vários, não quero que vos falte nada!Está tudo resolvido e percebido! Cheguem-se aqui um pouquinho à lareira.Quentinho, hein?!

Para todos um óptimo fim-de-semana , à lareira, com a família e os amigos, vá, ide lá para o borralho!

Deixem o qwertalho em paz!!!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Dezembro 07UTC 2008

O QUE DÁ DEZEMBRO

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Uma última vista de olhos a caminho …”da província”. Podem as iluminações da Baixa mudar mas…

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…as do Totta, na Rua do Ouro, são eteeeeeernas. Todos os anos o mesmo fascínio.Só para nos sentirmos como nos filmes americanos da nossa infância… vale a transgressão de uma paragem para fixar este instante de magia.

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Mação embrulhado numa manta de espessa neblina….

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…uma ventania molhada a que já poucas folhas resistem….

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…e um pulo até Abrantes. Há que subir à montanha respondendo ao apelo das nuvens desafiantes.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Dezembro 07UTC 2008

WEBANGELHO

Depois do Pe Anselmo, ontem, no DN, hoje, no Publico, a Palavra de Frei Bento Domingues.

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Nem só de pão vive o homem
07/12/2008    Frei Bento Domingues O.P.

 
Encontrar-se com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Basta acolher a graça do Presépio1. Nem só de pão vive o homem, mas sem pão é difícil. O Diabo sabia disso quando pôs Jesus à prova no deserto. Hoje, diante dos efeitos económicos da especulação financeira, a nível global e local, a oração pelo “pão nosso de cada dia” – que não dispensa o trabalho – continua a fazer todo o sentido.
Quanto à crise, consultei o site da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). Estava com pouca luz. O filósofo André Comte-Sponville – um ateu meio cristão – realça o primado evangélico do amor, alma de uma ética superior, mas não perde o sentido do realismo mais chão: “A ética vale mais do que a moral. A moral vale mais do que o direito. Mas a moral é mais necessária do que o amor, o direito é mais realista do que a moral. Se não formos capazes de viver à altura do Novo Testamento, respeitemos, ao menos, o Antigo.”
São afirmações lapidares e insuficientes. Encontrei alguns fervorosos católicos lamentando que o Papa – embora com alguns recados à banca – não tenha excomungado os maiores responsáveis por uma crise que continua mais misteriosa do que a Santíssima Trindade.
A receita das excomunhões não me entusiasma e as determinações papais só contam para quem as deseja acolher. Por outro lado, os textos do Novo Testamento colocaram na boca de Jesus de Nazaré e de sua Mãe textos assustadores sobre os ricos. Na escola de S. Paulo, sustentava-se que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1 Tm 6, 10). Os cristãos que alinham com sistemas de exploração e com práticas de corrupção sabem muito bem o que fazem e sabem que estão, pelo efeito da sua actuação perversa, a excomungar-se da comunidade humana. 

2.Estamos no Advento, mas a necessidade de vigilância não é exclusiva desta quadra litúrgica. Hoje, mesmo fora dos espaços eclesiais, é frequente ouvir: não se pode permitir aos mercados que façam o que lhes apetece sem qualquer controlo. Não basta, no entanto, aproveitar a crise para ter mais cuidado com a gestão da vida económica. Quem ficar por aí vai sonhar com o fim deste pesadelo para voltar a pautar a vida pessoal, profissional e social pela mesma escala de preocupações. Ora, o que está em causa é o sentido que cada um dá à sua vida, a responsabilidade que assume em relação ao bem comum e o espírito de compaixão pelos que vivem sós e abandonados: justiça e gratuidade.
A alteração de critérios deve começar já pela preparação deste Natal. É evidente que ainda há muito sentimento humano para que os sem-abrigo e os velhos e novos pobres não sejam totalmente esquecidos. Os meios de comunicação podem fazer imenso para avivar o sentido da solidariedade e nem são precisas “300 ideias” para os atender. Mas, se ficarmos por aí, é porque pensamos que as pessoas “só vivem de pão”. Além da satisfação das necessidades materiais básicas – e estamos muito longe de estas serem atendidas, apesar de todos os programas de combate à pobreza – as pessoas vivem, sobretudo, de afectos e beleza. Quando os presentes de Natal não são investimentos, valem na medida em que forem concretizações de presença pessoal, de reconhecimento, isto é, de que os outros contam para nós.
É normal que o marketing se esforce por encontrar modelos de gastos de Natal para tempos de crise, porque presentes de luxo para gente de luxo são negócios, válidos apenas como negócios, mais ou menos honestos, investimentos talvez mais seguros do que a oscilação dos jogos da Bolsa. A ética desses investimentos e jogos é anti-solidária: a riqueza de uns implica a pobreza de outros.

3.Na perspectiva de revisão de vida, neste tempo de Advento, talvez possamos mudar de registo sem muitos gastos. É um momento privilegiado para descobrir a aliança entre a pobreza voluntária e a beleza. A pobreza, quando imposta, é feia e destruidora. Quando voluntária, pode ser azeda por moralismo, como a de João Baptista, ou bela como a de Jesus e Francisco de Assis. Os Evangelhos encheram de música o curral do nascimento do filho de Maria e o Poverello foi o grande poeta do presépio e da natureza. Fra Angelico só gastou alguma tinta para encher de beleza o Convento de S. Marcos de Florença.
Somos europeus. G. Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, numa conferência na Universidade de Salamanca – no começo do próximo ano estará em Portugal -, insistiu na redescoberta da nossa herança cultural multifacetada. Na apologia da vertente cristã, lembrou algumas afirmações de grandes figuras da cultura europeia: para Goethe, a língua materna da Europa é o cristianismo; segundo I. Kant, a fonte da qual brotou a nossa civilização é o Evangelho; T. S. Eliot foi mais explícito: “Um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã da qual é herdeiro. Sem o cristianismo não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto.”
Encontrar-se, hoje, com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Para refazer a nossa alma na beleza e na pobreza, basta acolher a graça do Presépio.

Publicado por: animo30 | 9 09UTC Dezembro 09UTC 2008

VÉSPERAS

 

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___________________

 

AS CURTAS da ânimo

Para o que nos dá Dezembro, ou a história de mais um feriado, completamente encharcado, molhado, outonado e de muito trânsito feito.

Entre Lisboa e Abrantes, entre Abrantes e Mação, ou o privilégio de um chão onde estar, conviver e, por que não, rezar, mesmo se o “religar” nos desafia para um Deus que não pára de nos interpelar muito para além de uma procissão.

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A Micas diz-me que tarda a homenagem ao seu irmão mais velho, o nosso querido Quico que, 20 anos depois, nos deixou, mas acho que, por agora, está mais preocupada com a invasão que fez à casa do Rui, dado o seu silêncio…

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008

MATINAS

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Publicado por: animo30 | 10 10UTC Dezembro 10UTC 2008

FORÇA, ZÉ HENRIQUE.

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Muitos dos amigos da ânimo conhecem este personagem ímpar da cozinha maçanica. O Restaurante Casa Velha, em Mação, significa para muitos de nós, ao fim de semana, um refrigério para o corpo… e a alma. O ambiente acolhedor do restaurante, onde sobressaem belíssimos paineis de azulejo retratando o Mação Antigo, que aos poucos vamos vendo desaparecer, é, desde logo, o melhor aconchego para um estômago procurando alento e algum ânimo.

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E o Zé Henrique, com a sua mulher Filomena, são generosos nas doses com que nos mimoseiam a conta. Às vezes, penso que o Zé quer que o imitemos na sua avantajada figura, tamanha a generosidade, volto a referir, das  doses que nos faz descer à mesa.

Para mim, desde sempre, a imagem de marca do Zé Henrique, também conhecido carinhosamente como o … Diabo Amarelo, vejam só – acho mesmo que o verdadeiro diabo foge dali a sete pés…- é o seu galo no forno (para não falar do bacalhau à lagareiro, da sopa de pedra e, mesmo, o arroz de pato ( que, quanto a mim, só peca pelo desarranjo com que se apresenta, quer dizer, sem o chouricito, ou a fatia de bacon e a exigida fatia de laranja, encimando um arroz um tudo nada mais tostadinho, coisas que estou farto de lhe recomendar!), tudo porque o Zé, desde a primeira hora, me dizia serem os pobres galináceos oriundos das capoeiras do…seu sogro, tal a qualidade das carnes dos ditos. Para mim, à excepção do bacalhau, todas as vitualhas vêm … da capoeira ou dos campos do sogro do Zé!

Mas… o que me traz, hoje, mesmo, aqui, é que o Zé Henrique tem outro fascínio na sua vida: ele gosta de meter a colher na vida política local e pratos que não tragam o tempero adequado, cheiram-lhe a esturo e, vai daí, zurze aos quatros ventos que a comida tem que estar “ligal” como diz a Dª Ruelf da TSF! E tudi e tudi!

O Zé vai estar amanhã, quinta, pela manhã, numa outra cozinha, em nada parecida com a sua cozinha, desde logo, porque não será ele a fazer os temperos e a determinar o tempo de cozedura.

O Zé vai estar, amanhã, no Tribunal de Mação. Levado à barra do Tribunal como o único cidadão que ousou afrontar alguns destemperos do edil de Mação. Não, não é o lider da Oposição que vai estar na barra – em Mação existe uma espécie de oposição, muito mansinha, a ver no que param as modas.

Sinto um certo desconforto por isto, Zé. Tinha que to dizer. Peguei nesta sopa de letras mal amanhada, Zé, mas cheio da maior solidariedade de que sou capaz. Toma, lê, ainda está quentinha. É uma espécie de aconchego para a jornada.

Volta depressa e em paz, Zé, que estamos esfomeados.

Sim, também de Justiça. E tu, uma vez mais, a matar-nos essa fome. Faz de conta, Zé,  que hoje, eu sou o teu sogro e este é o galo que te sirvo!

Um grande abraço

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 11 11UTC Dezembro 11UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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O Primeiro-Ministro precisou de insuflar algum ânimo nos portugueses.

Mario Bettencourt Resendes, SICNotícias. 10.12.08

 

NOTA

A ânimo prepara para o próximo ano algumas iniciativas que visam assinalar os seus 30 anos.

Aqui, nesta sua nova casa, a coluninha ânimos exaltados visa assinalar, dia a dia, dentro do possível, todas as frases de que tenhamos conhecimento, pelo que, desde já, se quer ser nosso amigo e se tem conhecimento da utilização desta palavrinha mágica entre em contacto com o nosso mail (animados30@gmail.com) . Verá que não nos esqueceremos de si.

Assim, no próximo ano, distinguiremos, mês a mês, o autor da melhor frase em votação dos nossos leitores e, no final do ano, de entre todas as frases seleccionadas, escolheremos a frase do ano!Veja, por exemplo, como está a lista, mais que incompleta, deste ano!)

 ( Dava jeito continuar este texto, tipo, o ânimo de ouro, para a categoria “ânimos exaltados” será entregue no Casino Y, numa festa de arromba com a presença dos qualquer coisa animic band…com bar aberto, etc)

Sobre as outras iniciativas falaremos, sendo certo que rondarão por perto a cristalina realidade para que a imagem convoca…

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antónio colaço

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008

ÂNIMO LEVE

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Está um frio de rachar, quem diria, eu, que há poucas horas, suei estopinhas para aqui chegar.

Não vejo aqui ninguém, o meu dono prega-me cá cada partida. Disse-me, apenas ,que iria fazer as delícias de gente que adora notícias

Vou esperar.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008

PESSOA E A DESGRAÇA DE UM PEDREGULHO

O Arqº Carrilho da Graça acaba de ganhar o Prémio Fernando Pessoa, 2008.

É caso para dizer, independentemente do mérito da obra do senhor, que UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ!

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Meu caro Fernando Pessoa, caríssimo Dr. Balsemão e restante Júri do Prémio, desde já, os mais sinceros cumprimentos pela vossa boa fé em premiar a obra daqueles que, entre nós, por obras e feitos se vão destacando!

Mas, por amor de Deus, parem um bocadinho para pensar no que acabam de sancionar. O senhor arquitecto pode ser, como diz o meu querido sogro, “uma boa pessoa”, mas não acredito que o Pessoa,, onde está, não esteja a torcer para que esta obra - esta e não o conjunto da sua obra – vá por diante em Abrantes.

É por isso que daqui lanço um repto ao Júri para que, antes de entregarem o prémio ao senhor arquitecto, venham a ABRANTES, QUANTO ANTES, ver o pedregulho que o senhor Carrilho aqui quer deixar cair.

Para saberem do que se passa retomo o que escrevi, então no Adufe, e que mereceu estas palavras do Arqº António Castelbranco:

Gostei muito deste seu comentário – que encontrei por acaso aqui há tempos – sobre este exagero démodé da arquitectura moderna, que pretende ser o futuro museu ibérico (que, diga-se de passagem, é uma óptima ideia). Todavia, a sua escala, o seu enquadramento na paisagem e a sua integração no tecido urbano do centro histórico de Abrantes são claramente excessivos.
 

 

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Maquetes e mais detalhes aqui.

 

 É urgente repensar a integração deste projecto, antes que este seja objecto de aprovações burocráticas. Mas, ou muito me engano ou a malta por aqui anda toda distraída… ou, se calhar, acham bem a proposta tal como está… eu não.
Cumprimentos
ACb

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Esta encosta descendo a abraçar este rio, não lhe mete graça, arqt Carrilho?!

 

Transformar este comentário, só agora chegado, num post, é, como se calcula, um privilégio, por vir de quem vem. Os abrantinos sabem de quem falo. Tive acesso, através do site da câmara, à maquete. O pesadelo aumenta na proporção do “pedregulho acqbático” assim, agora, visto. Ou seja, aquele que é o grande desafio para o autor – criar ruptura com a harmonia da paisagem – é o grande temor e, se quisermos, o grande tremor para todos quantos adoram Abrantes. Distanciado do que por ali se passa, mas, creio, em processo de reaproximação a uma cidade a que, também, despretensiosamente, acho que dei o meu melhor, quando pude, não posso ficar indiferente aos apelos para que o assunto não morra no segredo de uma qualquer agenda eleitoral.
Estou muito à-vontade para dizer o que digo. Por isso, ao publicar a maquete, o que se pede, no mínimo, é que a dita tivesse um outro enquadramento, o tal que a todos os que gostam de Abrantes nos faz tremer, o tal que demonstra o monstro que esta encerra e…não mostra.

Por favor, rolem o pedregulho pela encosta abaixo. Quer dizer, este pedregulho de papel, pois para estragos já temos quanto baste.

Muito obrigado, senhor arquitecto. Disponha deste espaço como entender.

antónio colaço

 

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Dezembro 12UTC 2008

NATAL DOS JORNALISTAS E ASSESSORES PARLAMENTARES

Todos os anos , por iniciativa da Associação dos Jornalistas Parlamentares, tem lugar o já tradicional almoço de Natal que junta, não só os jornalistas acreditados em S. Bento, como, também, os assessores de imprensa de todos os partidos com representação parlamentar.

Por alguns instantes, não há cachas, convocação de conferências de imprensa, distribuição de projectos de lei, ou simples pedidos de entrevistas e, mesmo, números de telefone. Em contrapartida, cada um dos comensais traz de sua casa, temperadas a preceito, as mais diversas iniciativas legislativas, perdão, gastronómicas, fazendo com que a sala principal das instalações dos jornalistas, em S.Bento, se converta num bem condimentado e melhor regado PAOD sem restrições de tempo ou atropelo de qualquer figura regimental. No final, todos saem mais animados com o consenso assim alcançado e tecendo os mais rasgados elogios às qualidades das diversas iguarias subidas a plenário.

Feliz Natal.

antónio colaço

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Anabela Neves, Presidente da Associação dos Jornalistas Parlamentares, nas boas-vindas.

 

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Flor Pedroso, e o seu estridente assobio, convocando o silêncio dos comensais. O Dr. Jaime Gama tem aqui um óptimo exemplo para disciplinar os deputados. Eva Cabral, do DN e Celia Sousa, Antena 1, repelem o estridente silvo.

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Publicado por: animo30 | 13 13UTC Dezembro 13UTC 2008

WEBANGELHO

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Chove intensamente.Manhã fria e enregelada.Lisboa distante. Em Abrantes, por instantes.Mas todas as distâncias são vencidas com a luminosidade da Palavra. Assim os homens o entendam.Obrigado, Pe Anselmo.

 

Hoje, no DN.

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O FÓRUM CATÓLICO-MUÇULMANO


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Após a tragédia da Índia, em Bombaim, ganha urgência maior o princípio de Hans Küng: não haverá paz entre as nações, sem paz entre as religiões; não haverá paz entre as religiões, sem diálogo entre elas e sem um novo ethos – uma nova atitude ética – global.

Lembro, pois, pela sua importância, o encontro inédito e histórico entre 29 muçulmanos, representando várias correntes do islão, e igual número de católicos, que teve lugar no Vaticano entre 4 e 6 de Novembro passado.

Quem não se lembra do célebre discurso de Bento XVI em Ratisbona, em Setembro de 2006, e da indignação por ele causada no mundo islâmico por alegadamente associar islão e violência? Foi assim que, em Outubro de 2007, um ano depois, 138 académicos, clérigos e intelectuais islâmicos do mundo inteiro, numa Carta a Bento XVI, com o título Uma Palavra Comum entre Nós e Vós, declararam que, apesar das suas diferenças, o islão e o cristianismo – as duas maiores religiões: juntas, representam mais de 55% da população mundial -, partilham a mesma Origem Divina, a mesma herança abraâmica e os mesmos mandamentos essenciais: o amor a Deus e o amor ao próximo. Também afirmavam que, se não houver paz entre os cristãos e os muçulmanos, não haverá paz no mundo.

A esta mensagem respondeu o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal T. Bertone, em Novembro de 2007: “Sem ignorar nem diminuir as nossas diferenças, podemos e portanto deveremos olhar para o que nos une.”

Os contactos entre as autoridades católicas e muçulmanas conduziram, em Março deste ano, à instituição do Fórum Católico-Muçulmano e à organização do referido encontro no Vaticano.

No fim do Seminário, houve uma Declaração comum, em 15 pontos.

Logo no primeiro, mostra-se como a concepção de um Deus, fonte de amor, é partilhada pelas duas religiões.

Afirma-se depois que “a vida humana é o dom mais precioso de Deus a cada pessoa. Portanto, deveria ser conservado e honrado em todas as suas etapas”.

A pessoa requer “o respeito pela sua dignidade original e a sua vocação humana”. Defende-se, por isso, uma legislação civil que assegure “a igualdade de direitos e a plena cidadania” de todos, e há o compromisso conjunto de “assegurar que a dignidade humana e o respeito se estendam a uma igualdade de base entre homens e mulheres”.

O respeito da pessoa e suas opções em assuntos de consciência e religião “inclui o direito de indivíduos e comunidades praticarem a sua religião em privado e em público”. Também “as minorias religiosas têm direito a ser respeitadas nas suas convicções e práticas religiosas”.

“Nenhuma religião nem os seus seguidores deveriam ser excluídos da sociedade.” A criação de Deus na sua pluralidade de culturas, civilizações, línguas e povos é “uma fonte de riqueza e portanto não deveria nunca converter-se em causa de tensão e conflito”.

É necessário promover uma informação exacta sobre as religiões e proporcionar uma “sã educação em valores humanos, cívicos, religiosos e morais aos seus respectivos membros”.

Católicos e muçulmanos estão chamados a ser “instrumentos de amor e harmonia entre crentes e para a humanidade em geral, renunciando a qualquer tipo de opressão, violência agressiva e terrorismo, sobretudo quando se cometem em nome da religião”.

Sem justiça para todos, não haverá paz. Por isso, a Declaração apela aos crentes para que trabalhem em ordem a criar “um sistema financeiro ético no qual os mecanismos reguladores tenham em conta a situação dos pobres e deserdados, tanto indivíduos como nações endividadas”.

No termo do Seminário, Bento XVI recebeu os participantes, apelando veementemente a que as religiões se tornem artífices da paz e a liberdade religiosa seja respeitada “por todos e em todos os lados”. Certamente, pensava também nas minorias cristãs perseguidas em países de maioria muçulmana.

A Declaração conclui com o compromisso de realização de um segundo Seminário do Fórum dentro de dois anos “num país de maioria muçulmana”. Oxalá!

Publicado por: animo30 | 14 14UTC Dezembro 14UTC 2008

CURTA-BLOGAGEM

Declaração de interesses: é uma estranha sensação esta de publicar com um delay, perdão, com um tão assinalado distanciamento entre o acontecido e a sua pública notícia. Não vivo ao ritmo deste blog, quer dizer, a notícia do que teve lugar é sempre posterior mas, convenhamos, a distância tão distanciada, assim, passe o pleonasmo, acarreta esta sensação de preguiçosa incomodidade. Sei e cultivo a dinâmica da expectativa do que vai acontecer mas outro é o tempo de edição sobre o acontecido.

Chega.Vamos servir, por hoje, uma solução de compromisso. Façamos, então, de conta, que hoje é mesmo Sábado e Domingo. Esqueçam a denunciadora janelinha ali em cima. De Lisboa a Mação com paragem por Abrantes ( que, na realidade, ainda não sabia se teria lugar) e, mesmo, uma saltada a Castelo Branco (também não estava nos planos!) subamos a A23. A nossa vez!

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Vasco da Gama.A melhor decoração natalícia.

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Mação. Há que aproveitar a pouca luz para apanhar o tradicional musgo.

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Noite feita,uma a uma, lá foram surgindo as “mantinhas” do fofinho musgo.

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Mação, tem graça, sim, esta espécie de nórdica floresta .

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O musgo espera, por agora.Para a Matriz e em força para o Concerto de Natal.

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O Grupo “Os Maçaenses

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A Filarmónica União Maçaense.

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O Confutatis Brass Quintet de Águeda.

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Orfeão de Águeda superiormente dirigido pelo Maestro Paulo Neto, um filho de Mação.

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Nem presidente, nem vereador da cultura, da Câmara de Mação,ambos ausentes! Ninguém da autarquia para lhe dar um abraço e reconhecer, publicamente, a brilhante carreira de Paulo Neto.

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O Adeste Fidelis cantado por todos. Muito frio, pouca gente,  que, apesar de tudo, conseguiu com o calor dos seus aplausos, animar e sublinhar o empenhado esforço  dos nossos artistas amadores.

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De regresso ao aconchego do lar, mãos à obra. O tradicional presépio não pode esperar. Apesar da chuva que cai incessantemente, o musgo e o pinheiro já cá cantam. O pinheirito foi observado durante todo o ano. Veio directamente do Vale das Árvores. O musgo, esse, das curvas da estrada municipal que liga Mação à estação CP da Ortiga. A gruta aí está. A cortiça, dos sobreiros do Vale, emprestam-lhe o ar de rocha. Vem à memória  a arte da minha professora primária, em Cardigos, a Menina Conceição, que “construía” rochas com um tal realismo que me deve ter influenciado para sempre: papel pardo, ou lá o que era, com aquele ar cavernoso bem espelhado.

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Ainda tenho o privilégio de conservar algumas  figurinhas dos tempos de juventude. As outras fugiram à chinesa invasão sendo, ainda, das iniciais, a barro, portanto.

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A árvore de Natal fica inteiramente a cargo de Meninha.Ninguém como ela para distribuir laços, lacinhos, bolas e bolinhas mas, sobretudo as luzinhas.

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E pronto, o pobre e enregelado Menino ali vai ficar estes dias todos. O que lhe vale é o calor da lareira, quer dizer e o lugarzinho que ocupa nos nossos corações.

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Um salto até Castelo Branco. A felicidade do instante de um arco-íris ali para as bandas de Vila Velha de Ródão.dez14ac

Para “os de Mação” a A23 configura uma nova e agradável centralidade. Muito caminho está por andar no que a intercâmbio socio-cultural pode ser feito com Castelo Branco.

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No interior do novo espaço “Allegro”, passe a publicidade, a atenção virada para diversas fotografias antigas da cidade (ocultando estrategicamente as lojas ainda vazias). Esta, em especial, porque retratava os ancestrais mercados dos albicastrenses. E não é que ao fotografá-la uma voz me segreda, “oh, amigo, che quijer tenho o original, sempre é melhor!!”. Nem mais nem menos que o autor da dita, de seu nome, Pedro Barata. E lá travámos um tão curta quanto agradável conversa sobre as implicações desta grandes superfícies na vida do comércio local.

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Independentemente da opinião que se tenha, a verdade é que estes espaços estão repletos de gente e no que à animação cultural diz respeito se o pessoal não aparece nos concertos toca a concertar os passos e deslocarmo-nos até ao pessoal. Foi o que esta Tuna Académica fez. Ignoro quem são, não deu tempo para isso.Um lapso imperdoável que algum leitor albicastrense pode reparar, escrevendo-nos!

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Antes do regresso a casa, a passagem obrigatória pela Pastelaria Montalvão, passe a publicidade, outra vez, não só para biscoitar no local, como, sobretudo, levá-los connosco para acompanhamento de outros tantos chás caseiros. Falo-vos dos Biscoitos de Castelo Branco. Prontos a “esfarelarem-se” na boca, tão frágeis e delicados, parecem ser feitos de acúcar algum, deixando na avidez do palato um pequeno rasto de saboroso azeite que nos ilumina  o estomago por muitas horas. De comer e …biscoitar por mais! Sei de uma televisão, em Lisboa ,onde fazem sucesso na sua régie!…

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 14 14UTC Dezembro 14UTC 2008

WEBANGELHO/ CRISTO UM VULCÃO HUMANO E DIVINO

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Peregrinações e janelas
14/12/2008    Frei Bento Domingues, O.P.

(In, Publico,14.12.08)


 
No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo

1.Havia rumores de que a Plataforma dos Professores estaria a preparar uma peregrinação a Fátima contra a ministra da Educação. Naquele espaço, há mais do que lugar para todos os professores, familiares e apoiantes. Estranhei que se falasse de uma “peregrinação contra”. Em geral, as peregrinações são feitas para agradecer ou pedir alguma graça ou, ainda, como método de transformação espiritual.
As aparições de Fátima não fazem parte do credo católico. A hierarquia da Igreja não pode impor a ninguém a sua aceitação. Acolher ou não esse fenómeno religioso que, desde 1917, vem marcando o catolicismo português depende da atitude de cada um. Há muitos anos que os frequentadores do Santuário se contam aos milhões. Além disso, a rede viária e os equipamentos hoteleiros servem, hoje, para muitos eventos que nada têm a ver com a religião. Ninguém poderia levar a mal que a plataforma sindical dos professores se reunisse em Fátima.
Curiosa é, porém, a notícia do DN (06.12.2008) com um título nitidamente confessional: Professores vão a Fátima pedir a bênção da Igreja. O conteúdo é inquietante: “Na guerra da educação, os sindicatos não descartam qualquer carta do baralho da influência social e espiritual. A Plataforma dos Professores reúne-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, em Fátima, para lhe pedir a bênção para os protestos contra Maria de Lurdes Rodrigues. Os portugueses estão fartos de agitação, mas são muito católicos…”
Em alguns círculos, a chacota das extrapolações não se fez esperar: os professores, ao pedir a bênção da Conferência Episcopal para os protestos contra a ministra da Educação, ofereceriam, em troca, o propósito de colocar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada uma das salas de aula de todas as escolas do país… Combateriam, assim, o laicismo no ensino e acabariam por favorecer esse comércio que também está a sofrer com a crise.
No momento em que escrevo, não posso saber ainda se a audiência se realizará nem qual será o seu resultado. Seja como for, o recurso à intervenção da hierarquia católica num processo político reveste aspectos melindrosos. Não acredito que a Conferência Episcopal se vá deixar envolver num protesto de consequências incontroláveis. Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações.
Haverá professores interessados em tais cenários? Mandaram-me um artigo de Moisés Espírito Santo, sociólogo e professor do ensino superior, que resvala no seu próprio delírio: “Eu só acreditaria que esta escola valha a pena – já que (como vemos) quanto mais palavreado eduquês, quanto mais avaliações, quanto mais Magalhães… menos saberes e menos formação profissional – se os jovens saíssem de lá a portar-se como gente grande para lutar, a saber organizar-se e a protestar sem medos. Com ovos, com tomates e, quando tiver de ser (longe vá o agoiro!), à pedrada” (Jornal de Leiria: 27.11.2008).
Haverá muitos portugueses a desejar que a tarefa das escolas seja a de preparar terroristas? No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo. Ficou célebre a expressão “juventude rasca”, de Vicente Jorge Silva, primeiro director do PÚBLICO, quando os estudantes viraram as costas à ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e deitaram as calças abaixo. Parece-me, no entanto, uma extrapolação indevida afirmar que os professores de agora são todos a reprodução, em adulto, dessas atitudes.

2.As peregrinações não vão dar todas a Fátima. O turismo religioso voltou-se, apesar da crise, para itinerários de há dois mil anos, sobretudo para os de Paulo de Tarso, a grande figura cristã deste e do próximo ano. As Edições Paulinas lançaram um conjunto de obras deliciosas para conhecer os enigmas das suas arriscadas viagens e das suas Cartas apaixonadas (1).
Cristo não deixou nada escrito, mas esse vulcão humano e divino provocou, muito cedo – desde há dois mil anos até hoje – ondas e ondas de inspirada literatura. Além daquilo que se pode saber de Jesus, através da investigação histórica – mas sem passar ao lado dela -, o que sobretudo interessa é responder à pergunta: como viver, nas encruzilhadas do nosso tempo, do seu próprio Espírito? O dominicano Albert Nolan responde de uma forma radical, sábia e comovente (2).
Anselmo Borges, um encantado com a metáfora da janela, já tinha aberto uma para o (In)Visível. Surge, nas vésperas deste Natal, com outra aberta sobre a paisagem do (In)Finito (3). É um regalo para a razão e para a imaginação.

(1) Peter Walker, Nas Pegadas de São Paulo. Um guia ilustrado das viagens de São Paulo, Lisboa, Paulinas, 2008; Jerome Murphy-O’Connor, Paulo. Um homem inquieto, um apóstolo insuperável, Lisboa, Paulinas, 2008; Jesus e Paulo. Vidas paralelas, Lisboa, Paulinas, 2008.
(2) Albert Nolan, Jesus hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, Lisboa, Paulinas, 2008
(3) Anselmo Borges, Janela do (In)Finito, Porto, Campo das Letras, 2008

Publicado por: animo30 | 15 15UTC Dezembro 15UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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As últimas vitórias deram-nos algum ânimo para continuar.

Candeias, jogador FCPorto, TSF

Publicado por: animo30 | 16 16UTC Dezembro 16UTC 2008

CURTA BLOGAGEM.AS CURTAS DA ÂNIMO

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Há uma história comovente que se esconde por de trás do Nº 48 da Rua Rodrigues Sampaio.

Esta história é para ti, Micas. Sim, uma gatinha a quem nada falta. Até as aulas de piano…

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O quê, estás insatisfeita como tanto conforto ? Querias antes palmilhar as grandes e enregeladas avenidas da Cidade Grande, Micas?

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Então, vem, vem comigo. Desçamos à Grande Cidade. Agasalha-te.

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Vês estas grades?! Cuidado, espreita, devagarinho, para veres como é boa a vida que levas.

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Reconheces lá ao fundo aquele gatinho preto. Mesmo assim é um felizardo, com um terreno destes todo dele, uma casota, água e restos de comida. Sim, restos, bem longe dos teus certinhos croquetes de purina…

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Olha, lá está ele. Um gato com um prédio todo só para ele. Mas… achas que ele é feliz?! Se calhar, pois nada lhe falta como vês. Mas… e o frio, António?

Nah, prefiro o “borralho” da minha manta!

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Era uma vez um gato preto….

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 16 16UTC Dezembro 16UTC 2008

DESÇA UM POUCO…

Sim,é apenas uma sugestão de leitura. “Desça” um pouco mais na ânimo, quatro degraus abaixo, perdão, quatro postes abaixo e veja, finalmente, a “CURTA-BLOGAGEM” da ânimo que o leva até Castelo Branco e aos seus biscoitos de azeite!

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Sirva-se, entretanto, aqui de um ou dois!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 16 16UTC Dezembro 16UTC 2008

JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”

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João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.

O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.

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Osvaldo Castro disse, hoje, à ânimo, que “Espaços Perdidos é um livro importante para quem viveu em Coimbra, e ali foi estudante, porque aqueles espaços perdidos foram a infra-estrututra logística que permitiu a grande actividade cultural e política de todos conhecida  e onde se organizou a solidariedade entre estudantes que culminou na crise académica de 1969.Ali, desde livros, filmes da época, etc, tudo se discutia”.

Grande João, para ti, um Grande Abraço. Até mais logo.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 17 17UTC Dezembro 17UTC 2008

PRIVILÉGIO

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Percebes, agora, Rui, o privilégio de começar, assim, o dia?! Não gosto daquela pintura, preferia beje, cinza ou mesmo bordeaux, para não falar do preto, claro.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 17 17UTC Dezembro 17UTC 2008

PARLAMENTO GLOBAL.APLAUSOS E INTERROGAÇÕES

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Os nossos amigos do Parlamento Global, com quem a ânimo tem as melhores relações, inovaram, esta tarde, ao acompanharem o debate parlamentar com  José Sócrates através de um blog específico e onde os leitores poderiam colocar, “minuto a minuto” (desculpa, lá, Luis Osório) os seus comentários.

Foi então que, ao descobrirmos o frenesi que se apoderou dos próprios deputados querendo postar, como a figura demonstra….

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e, não só, também na bancada do governo, pelo menos, o ministro Vieira da Silva entrou na liça, foi aí, dizíamos, que a ânimo, através do nosso colega José Delgado, tentou aproveitar o comboio e interpelar, imaginem só, o Primeiro Ministro, himself, pois então!

Claro, já não fomos a tempo e ficámos sem ouvir Sócrates convocando-nos para o ânimo que tanto precisamos.

Como nota final fica esta sensação de algum, como dizer, desconforto entre as dinâmicas geradas. Por exemplo, Diogo Feio, como consegue prestar atenção ao blog e…ao próprio debate?! Agostinho Branquinho parece ter tirado senhas atrás  de senhas tal a fúria interventiva bloguística. Faz mais sentido que este instrumento possa ser utilizado por quem está de fora do debate, os cidadãos eleitores, na tentativa de que o seu comentário possa ter tanto peso que algum deputado, isso sim, o introduza com a sua intervenção, no próprio debate. Assim, parecem dois debates em paralelo a ver quem chega primeira à meta!

Aplausos, Anabela Neves, e equipa, com interrogações à mistura.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 17 17UTC Dezembro 17UTC 2008

MAÇÃO NEVE..R

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Mação Jardim Municipal.

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Largo do Cineteatro

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Praça Central

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 Largo dos Bombeiros

Imagens cedidas por mão amiga, já há algum tempo, mas de que não recordo agora nem o nome nem o ano a que se referem. Imagino que sejam de finais da década de 70.

A neve não vem a Maomé, perdão, a Mação, então vai Mação até à neve!A Estrela e a Gardunha que até não estão assim tão longe!

Vem, neve!Agora ou NEVE..R!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 17 17UTC Dezembro 17UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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A vontade de enfrentar as dificuldades dá-nos ânimo.

Continuaremos a governar com redobrado ânimo.

José Sócrates, jantar Natal GPPS, Refeitório dos Frades,Palácio S.Bento.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 18 18UTC Dezembro 18UTC 2008

MATINAS

 

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Embrulhado na neblina, deixo que o Teu sol me ilumine, todas as horas do meu dia.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 18 18UTC Dezembro 18UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS.especial

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Se reflectimos sobre o nosso problema com um estado de ânimo, ou outro, podem ocorrer-nos diferentes alternativas. Por exemplo, antes de dormirmos, quando estamos relaxados, muitas vezes podem aparecer-nos novas ideias; de facto, algumas pessoas têm nas suas mesas de cabeceira um pequeno livro de anotações para tomar nota delas. São ideias que, quiçá, logo, à luz do dia, quando as virmos a partir de outro estado de ânimo, possam parecer-nos absurdas, ou, então, descobrirmos que são realmente boas.

Se temos tempo, é conveniente pensar a partir de distintos estados de ânimo.

Alberto Vásquez, El País Semanal,9.11.08

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008

MATINAS

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Tal como Francisco de Assis, Louvado sejas, oh meu Senhor, por este esplêndido Irmão Sol!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008

VITÓRIA

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A ânimo acaba de registar a sua primeira grande vitória … cívica ( outras se seguirão!). Se bem se lembram denunciámos aqui, há dias, a “vandalização” da estatuária do Palácio do Presisdente Aníbal, com a colocação de um … megafone numa das estátuas do Palácio, assim:

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Pois bem, estamos em condições de afirmar que, após reunião do Conselho de Estado para deliberar sobre tamanho crime, a estátua está, finalmente, liberta do hediondo apêndice!

É Natal e em Belém , tudo bem!

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antónio colaço

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008

O GATO EQUILIBRISTA E A CEGONHA ESFOMEADA

A poucos minutos do almoço de Fim de ano, da redacção da ânimo, recebemos estes dois despachos, algures,  ali das bandas da nossa delegação na Rua D.Carlos e que quase se candidatavam ao prémio melhor instante fotográfico do ano!

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O Gato Equilibrista ou, meu, vieste bater à porta errada e ainda te lix… (Oh, meu, a Micas não trabalha cá na redacção!)

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A gaivota esfomeada que se queria fazer convidar para o almoço ou, vai para o mar, minha, que a tempestade está cá na terra!

 antónio colaço(texto) pedro mendes (fotos)

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008

ÂNIMO NOMEAÇÕES DE 2O08

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Restaurante Varina.

Longe dos olhares dos papparazzi – quem nos diria que seríamos descobertos pelos nossos próprios repórteres!! -a redacção da ânimo encaminha-se para o nº 34 , da Rua das Madres, em plena Madragoa.

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Estamos em pleno restaurante A Varina da Madragoa, desde logo, eleito o nosso Restaurante do ano de 2008.

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Esperam-nos os mestres Dino e Veiga que estranham a nossa ausência. Pois, a crise quando chega é para todos. Mas, hoje, é dia de atacar o cabrito no forno, regado com umtinto Cabriz e melhor finalizado com o cremoso toucinho do céu. Mas o bife à café e o bolo de chocolate revestido de generosas lâminas (uff!) do dito, para não falar dos pasteis de bacalhau, chegam e sobram para justificar o prémio.Ah! e tem outra coisa, que até nos fica mal revelar:

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Esta é a mesa em que costuma sentar-se, imaginem só, o Nobel Zé Saramago, pois. Quando soube que este era o cantinho da ânimo, o homem jurou a pés juntos que também aqui queria ter o seu poiso! Prontos, pá, Zé, meu,tá bem, isto chega para todos.

A redacção da ânimo, em Lisboa – para o ano esperamos ter connosco os diversos colaboradores espalhados pelo país e mundo web… com quem, aliás  estivemos em contacto, nesta versão ânimo na Palma da Mão

 

 

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-deliberou, então, eleger como o político do ano, Barak Obama, claro, só poderia ser. Quando saímos, espreitámos um quiosque e, tal como o Saramago, também a Time nos seguiu os passos. Já não se pode ser original!

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No  plano nacional e, sem mais comentários, a incompreensível transferência dos funcionários da Biblioteca da Assembleia da República, para longe dos seus livros, para a Rua D.CarlosI foi eleita como a  BIZARRICE DO ANO.

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O nosso editor lavrando o seu protesto interior da Biblioteca.

Têm a palavra os nossos leitorespara se pronunciarem sobre estes acontecimentos. Devido a problemas de edição revelaremos mais tarde outras nomeações, nomeadamente, o Blogue do ano! Dê-nos a sua opinião.

António Colaço & Pedro Mendes

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Dezembro 19UTC 2008

CÚMPLICES COM AS ESTRELAS/BOAS FESTAS

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BOAS FESTAS

Tal como há dois mil anos, a enregelada noite de Dezembro deve ter metido medo àqueles que procuravam nas redondezas da grande cidade um lugar onde o Deus Menino pudesse nascer.

Ele que tinha criado Dia e Noite, e tinha visto que tudo estava bem, esqueceu-se desse pequeno pormenor, um lugar para nascer e, de preferência, com a luz do dia.

É certo que criou as estrelas e os olhos para que pudéssemos adivinhá-las e, assim, reconfortados e um pouco mais seguros, poder segui-las.

Na noite que persiste em pairar no nosso Portugal, há uma luzinha que se acende no Largo das Cortes

 tranquilizando-nos de que, afinal, há um caminho.

Acredito que em 2009 vamos poder encarar as noites

 com muito mais tranquilidade.

 

As estrelas só precisam da nossa cumplicidade.

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NOTA

Prevendo problemas de edição, ficam, aqui, desde já, os votos de um Feliz e Santo Natal. Caso consigamos, voltaremos “à antena”!

Publicado por: animo30 | 20 20UTC Dezembro 20UTC 2008

WEBANGELHO

Do Diário de Notícias de hoje.

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‘PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE’
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

É possível que já em Janeiro, nas ruas de Londres, as pessoas se deparem com cartazes no exterior dos autocarros com estes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worring and enjoy your life” (Provavelmente Deus não existe. Então, deixe de preocupar-se e desfrute a vida).

Trata-se de uma campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica e apoiada pelo célebre biólogo darwinista R. Dawkins, professor da Universidade de Oxford, ateu militante e, segundo muitos, fundamentalista.

A campanha foi um êxito, pois rapidamente conseguiu fundos – dezenas de milhares de euros – mais que suficientes para pô-la em marcha. Segundo a jornalista Ariane Sherine, que a tinha sugerido em Junho, “fazer uma campanha em autocarros com uma mensagem tranquilizadora sobre o ateísmo seria uma boa forma de contrabalançar as mensagens de certas organizações religiosas que ameaçam os não cristãos com o inferno”.

Para Dawkins, “a religião está acostumada a ter tudo grátis – benefícios fiscais, respeito imerecido e o direito a não ser ofendida, o direito a lavar o cérebro das crianças”. Assim, “esta campanha de slogans alternativos nos autocarros de Londres obrigará as pessoas a pensar. Ora, pensar é uma maldição para a religião”.

Logo que apareceu o anúncio da campanha, fui confrontado por um jornalista da TSF: se a achava provocatória. Respondi que até a achava interessante. De facto, era isso mesmo: obrigaria as pessoas a pensar nas questões essenciais, e Deus é uma dessas questões decisivas.

Constatei, mais tarde, que essa foi também a posição de líderes religiosos britânicos, que responderam favoravelmente à iniciativa. Aliás, qualquer um tem o direito de promover as suas ideias através de meios apropriados. A Igreja Metodista agradeceu inclusivamente a Dawkins pelo facto de encorajar um “contínuo interesse por Deus”. A rev. Jenny Ellis disse: “Esta campanha será uma boa coisa, se levar as pessoas a comprometer-se com as questões mais profundas da vida.” E acrescentou: “O cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e o sentido.”

É significativo aquele “provavelmente”. Dawkins não sabe que Deus não existe e, por isso, escreve: “Provavelmente.” A existência de Deus não é objecto de saber de ciência, à maneira das matemáticas ou das ciências verificáveis experimentalmente. Nisso, Kant viu bem: ninguém pode gloriar-se de saber que Deus existe e que haverá uma vida futura; se alguém o souber, “esse é o homem que há muito procuro, porque todo o saber é comunicável e eu poderia participar nele”.

Afinal, também há razões para não crer, mas, quando se pensa na contingência do mundo, no dinamismo da esperança em conexão com a moral e na exigência de sentido último, não se pode negar que é razoável acreditar no Deus pessoal, criador e salvador, que dá sentido final a todas as coisas. Numa e noutra posição – crente e não crente -, entra sempre também algo de opcional.

Mas, nos cartazes, o mais impressionante é a segunda parte: “Deixe de preocupar-se e desfrute a vida.” É claro que o que está subjacente a esta conclusão é a ideia de um Deus invejoso da vida e da alegria dos homens e das mulheres.

Se a primeira parte obriga os crentes a pensar, retirando da fé tudo o que de ridículo – pense-se em todas as superstições – lhe tem andado colado, a segunda tem de levá-los a “evangelizar” Deus. É preciso, de facto, reconhecer que houve e há muitos a quem “Deus” tolheu a vida, de tal modo que teria sido preferível nunca terem ouvido falar no seu nome – pense-se no horror do inferno, nas guerras e ódios em seu nome, no envenenamento da sexualidade, na estreiteza e humilhação a que ficaram sujeitos.

Agora que está aí o Natal, é ocasião para meditar no Deus que manifesta a sua benevolência e magnanimidade criadoras no rosto de uma criança. Jesus não veio senão revelar que Deus é amor, favorável a todos os homens e mulheres e querendo a sua realização plena. Perante um “deus” que os humilhasse e escravizasse, só haveria uma atitude digna: ser ateu.

 

NOTA

Há um leitor, algures, no Brasil, para quem já custa mais perder a leitura deste WEBANGELHO do que “perder a missa”. Não é a missa que está em causa, seguramente. Talvez, isso sim, algumas missas que são o contrário de tudo o que Jesus Cristo pediu que fizessem ” em sua memória”.Ler a Palavra de Anselmo, atrevo-me a dizer, anda tão perto de quase ter o Cristo aqui à mão, quer dizer, sentir a serenidade da sua mão, a indicar-nos o Caminho, a sua “memória” viva. SEMPRE PRESENTE. Deus, PRESENTE, afinal.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Dezembro 21UTC 2008

O CÉU DA MINHA ALDEIA…

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O rio da minha aldeia…..

Não, o céu da minha aldeia.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Dezembro 21UTC 2008

ÚLTIMA SESSÃO

 

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Faz de conta que a Micas despertou do seu sono e que é preciso deixar o bem-bom do borralho e, numa saltada, descer até ao Eco cá do sítio, que fica nos arrabaldes da vila.

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Sais e o que vês ? Um céu quase a fechar-se para a noite com uma paleta de cores a despedir-se de nós! Imperdível! Micas, é só o tempo de alguns “frames”! Croquetes há muitos,meu, mas… estas cores, apenas hoje! Agora! 

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Oh, não! O sono foi mais forte.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Dezembro 21UTC 2008

WEBANGELHO/DEUS COM TODOS

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Deus com todos
21/12/2008    Frei Bento Domingues, O.P.

( In Público,Hoje)

 
A linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica1. Talvez não seja para homenagear Jesus Cristo e as Igrejas cristãs que a publicidade da Vodafone classifica o Natal como a maior festa do mundo. Direi, no entanto, por todas as razões e mais uma, se o não é, devia ser. Já se tentou, em nome do rigor histórico, eliminar, da cultura do Ocidente, a memória desse estranho judeu, de há dois mil anos, que continua a ser invocado por muitos milhões de pessoas como permanente fonte de vida. Sucessivas gerações de historiadores, com perspectivas muito diversas, têm tornado impossível esse negativismo. Não se espera, no entanto, que a investigação histórica venha algum dia a explicar esse enigma testemunhado nos textos do Novo Testamento, canónicos ou apócrifos. Qualquer trabalho histórico é sempre parcial e não pode evitar as marcas da subjectividade. Não se prevê uma “narrativa canónica” da história do mundo em que Jesus viveu e onde a sua memória se perpetuou. Cada historiador terá sempre de escolher um ângulo de visão e de apresentação do seu trabalho. A noção de verdade histórica está sempre exposta a diferentes configurações. Por outros motivos, o mesmo acontece com as convicções da fé em Cristo. Como Jesus não cabe em nenhum dos títulos que lhe foram atribuídos, haverá sempre quem diga: não, não é bem assim, estão a esquecer o essencial.

2. Vou saltar, de propósito, para a narrativa de um sonho acerca da origem de Jesus Cristo, cujo género literário não pode ser controlado pela investigação histórica: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus (Mt 1, 18-25).
Quem olhar para este texto como se fosse um tratado de biologia ou de sexualidade sobrenatural, tem de o achar ridículo e de o entregar ao mundo das anedotas. Ridículo, porém, é esse olhar naturalista. Para uma perspectiva geral de interpretação de textos bíblicos, Orígenes (185-253 d.C.) – apontado como o professor e escritor mais erudito da Igreja Antiga, nascido de uma família cristã do Egipto – já tocou no essencial: “Os simples que interpretam a Bíblia, meramente à letra, formam frequentemente de Deus um conceito muito pior do que se Ele fosse um homem brutal e injusto. (…) A causa de falsas opiniões e de afirmações ímpias ou simplistas parece ser o facto de que a Escritura foi entendida não segundo o seu sentido espiritual, mas à letra”.
Não é neste espaço que posso apresentar a natureza dos impropriamente chamados “Evangelhos da Infância” de Jesus, nos quais figura a narrativa transcrita. Dir-se-á que é um mito. Embora a palavra “mito” possa ter significações que não se aplicam aqui, quem ler o texto nessa direcção está num caminho possível. Neste caso, a linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica da concepção e do nascimento de Jesus. Esta linguagem é a expressão simbólica, poética, de uma intuição teológica magnífica, inscrita na significação do nome dado à criança, Jesus (Deus salva), explicitando-o com outro: Emanuel (Deus connosco).
Lembro, aqui, uma passagem da belíssima “políptica de maria klophas dita mãe dos homens”, de Mário Cesariny: O jogral do céu / riscou uma estrela no manto judeu // e o milagre veio / sem perdão nenhum sem forma sem meio // sobre a palha loura / caiu o menino de nossa senhora menino perfeito / com fomes e prantos com raivas e peito (1).
As orações do Missal Romano terminam todas assim: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”. No passado dia 18, a antífona da comunhão, era esta: “O seu nome será Emanuel, Deus-connosco”, com a indicação de Mateus 1, 23. Mas a oração que se seguiu esqueceu-se e Jesus Cristo deixou de ser Deus-connosco. Que Ele seja Deus com Deus, óptimo, mas o Natal é para fazer a festa de que, afinal, Ele é Deus-connosco. Todos os trabalhos da vida adulta de Jesus tiveram como objectivo mostrar que Deus está sempre por perto, sobretudo daqueles que, por razões de saúde, de higiene, de profissão, de moral, de religião, de nação, eram classificados como pecadores, abandonados de Deus e sem direito ao convívio social e religioso. O Natal é a festa da transformação da esperança individual ou étnica, na esperança universal: reunir todos os filhos de Deus dispersos, os filhos de todos os povos. Santo Natal! (1) Manual de Prestidigitação, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, p.30-31

Publicado por: animo30 | 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008

MATINAS

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O Sol, continua esplendoroso.Obrigado.

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No Vale das Árvores, um outro esplendor, este com mais dor. 21dez3

O Outono em plenitude.Não consigo outra atitude.

A Primavera espera a sua hora.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 22 22UTC Dezembro 22UTC 2008

VÈSPERAS

 

 

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Mação.Um pôr-do-sol como há muito não via.Obrigado, Criador.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 23 23UTC Dezembro 23UTC 2008

MATINAS.TODOS A CARDIGOS VER O PRESÉPIO!

 

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  Desculpe a ousadia, mas como sei que também é um apaixonado por Cardigos, resolvi enviar-lhe um recado.

 De certeza que já viu ou já ouviu falar num maravilhoso presépio que está na praça de Cardigos.

 Como penso que ele merecia uma maior divulgação, e como imagino que deva ter relações privilegiadas com a comunicação social, pedia a sua colaboração para que muitas mais pessoas pudessem apreciar o referido presépio.

 Já enviei um mail para SIC, mas de certeza que não vou ter resposta.

Como estou farta de más notícias, considero importante a divulgação de coisas positivas, e sobretudo belas como esta.

Os meus agradecimentos

Leonor Nunes

NOTA

De manhã é que se começa o dia! Obrigado a Leonor Nunes, que não conheço, mas que conhece o meu amor por esta minha segunda pátria. Na mesma Praça para onde tantas vezes subi com os meus queridos amigos de infância do Quintal da Estrada, para celebrarmos o ritual das mil e uma “fagúlhas” em redor da natalícia fogueira, está hoje um presépio gigante que ainda não visitei (e cujo autor, se puder, agradeço me envie o nome.As obras têm sempre um nome, uma vontade, a animá-las, certo?!). É possível “entrar” no interior do dito presépio, no blogue do meu antigo colega de lides seminarísticas, Tó Manel Silva, dos Vales, como dizemos, aqui! Ficam estas fotos – obrigado, Tó Manel – para aguçar o apetite enquanto não chega a nossa própria reportagem!

Quanto à segunda parte do pedido…bom, a ânimo é lida, nomeadamente, por muitos amigos e amigas que “dominam” as agendas das nossas queridas televisões. Aguardemos.

Para si e todos os seus, Feliz Natal!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 24 24UTC Dezembro 24UTC 2008

NATAL, LUGAR DE ENCONTRO!TODOS OS DIAS!

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Deus te acrescente que vais servir para muita gente.

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As mãos e os rolos assinalados que da fofa massa despegaram maravilhas…

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Estamos fritos.

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Deste lado do Natal, por nós, belhozes e filhozes, mais este raminho de azevinho, estamos prontos.

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Mas, do Outro lado do Natal que nos interessa, acabam de entrar na nossa redacção dois postais de Boas Festas que nos enchem a alma e auguram para 2009 um desejado estreitar de laços:

Caro António,
Espero que no próximo ano possamos colaborar.
Um abraço de Boas-Festas
Frei Bento

E depois de Frei Bento Domingues,

Meu bom e muito estimado Amigo:

A partir da Alemanha estou q enviar-lhe

os meus votos sinceros de santo Natal.

Um abraco muito amigo

Pe Anselmo Borges

São para estes dois amigos, em especial, e todos os outros que têm ajudado a ânimo, para além de um outro projecto editorial, os Votos Especiais de que o Natal possa, todos os dias, ser o Lugar que cada um de nós dedica “ao seu mais próximo”, acolhendo-o e … animando-o!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 25 25UTC Dezembro 25UTC 2008

QUANDO EU FOR PEQUENINO

 

25dezd Presépio da Matriz de Mação, Missa do Galo,ontem.

  

Meu querido Menino Jesus, estava muito longe de vir importunar-te este ano. Não que não goste de falar contigo, por estas alturas, e, tal como os outros, aproveitar a maré para te fazer alguns pedidos. Mas, como adulto e entradote que já sou, não quero fazer-te perder tempo tão precioso para atenderes os muitos meninos, que, como eu, há muitos anos, te  importunam com os seus pedidos mais incríveis. Longe vão, portanto, os tempos em que te pedia uma viola,

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uns bonbons, um carrinho de lata e tantas outras coisas que, felizmente, sempre me deste na humilde e singela lareira da casa lá do altoalentejano Gavião. Não, não quero roubar o Teu precioso tempo, por muito que agora já saiba que o tempo para Ti não existe porque Tu és o próprio Tempo. E, se formos bem a ver, nem sequer me dirijo a Ti, porque agora já sei que Tu foste a manifestação de Deus connosco, o Emanuel prometido e a que Deus recorreu para nos fazer perceber como gostava de nós. É certo que também não te venho pedir que me ilumines um pouco mais para perceber melhor como tudo se passa no Mistério da Santíssima Trindade ou, tentando forçar a barra, queime etapas para, de uma vez por todas, entrar na Plenitude dos Céus, na Eterna contemplação de Deus, sem ter de andar a recorrer àqueles amigos que, por aqui vou dando conta, nomeadamente, aos padres Amândio, Anselmo, Frei Bento Domingues, Vitor Gonçalves, tantos, sei lá, que todos os domingos se esforçam para nos explicar o alcance da novidade que há na Palavra que há tantos anos proclamaste, Palavra, essa, que, mais não queria do que nos fazer aproximar de Deus Teu e nosso Pai.

Mas era mesmo isso que, às portas da terceira idade – meu Deus, como o tempo passa – me apetecia pedir-Te mesmo.

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Sem querer, portanto, fazer-Te perder tempo, venho pura e simplesmente pedir-te que me ajudes a ser menino, outra vez. Sim, quando for grande, perdão, quando for menino, outra vez, quero que me faças continuar a viver em Mação, sim, e que me faças olhar sempre para todas as pessoas de boa-fé. Que eu nunca me julgue superior a quem quer que seja e que acredite sempre na bondade das pessoas e, muito menos, que seja distinguido, entre todos os outros, com a possibilidade de ter um jornal ao meu dispor para denunciar por simples ironia ou estafadas figuras metafóricas, todo os meninos que, meninos como eu, vão querer atirar areia para os olhos dos outros meninos.

Menino Jesus, este ano, só por este ano, atende ao meu pedido, faz-me regressar ao tempo em que volte a acreditar que os meninos que vão crescer, como eu, vão preocupar-se sempre e só com o bem-estar dos outros meninos e não apenas com o seu próprio bem estar, tentando enganá-los, com as mais criativas e sub-reptícias manobras do contrário. Faz com que, de uma vez por todas, quando eu voltar a ser pequenino, passe a vida só a escrever-te cartinhas a celebrar aquela máxima que nos ensinaste “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

A todos os que se preocupam em nascer em cada dia para uma nova maneira de estar na vida mais conforme à humildade de Belém, um Santo e Feliz Natal e um óptimo 2009.

 

Crónica publicada no mensário Voz da Minha Terra,Mação

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Acender da fogueira, Largo da Matriz,Mação. 

 

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NOTA

A maioria dos nossos leitores ignora a acidentada edição deste post. De facto, ao leitor, interessa o produto final.Mas…desde as quebras de rede, as solicitações do quotidiano – sim, cada vez mais, blogar não substitui o viver, concreto, a cada instante – não vivo para blogar, blogo do que vivo! – para não falar da qualidade das imagens, colhidas sem preocupações de grandes enquadramentos, para que nada perdesse dos natalícios momentos, a decorrer lá dentro…. Devia esta explicação.

Publicado por: animo30 | 26 26UTC Dezembro 26UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

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Provavelmente o último “animos exaltados” de 2008!

 

A nacionalização do BPN não foi tomada de ânimo leve!

Teixeira dos Santos, RTP

Publicado por: animo30 | 27 27UTC Dezembro 27UTC 2008

WEBANGELHO

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DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Há 60 anos, exactamente no dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou em Paris a Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Havia precedentes. Por exemplo, a famosa Charta Magna libertatum – a Magna Carta -, de 1215. Mas ela começa assim: “Estas são as demandas que os barões solicitam e o senhor rei concede”, acabando, portanto, por abranger apenas os “homens livres”.

A Declaração de Direitos (Bill of Rights) do Bom Povo de Virgínia, de 1776, já reconhecia os direitos dos indivíduos enquanto pessoas, mas não se estendia a todos, pois não incluía os negros, considerados “uma espécie inferior”.

Em 1789, a Assembleia Nacional Francesa promulgou a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas este Homem era ainda só o varão branco e proprietário.

Na Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclama-se, pela primeira vez, que toda a pessoa humana, independentemente do sexo, condição social, raça, religião, nacionalidade, é detentora de direitos fundamentais, que devem ser respeitados por todos, pois são universais e valem em todo o tempo e lugar.

Mas não houve consenso. Oito países abstiveram-se de votar a favor. A Arábia Saudita e o Iémen puseram em causa “a igualdade entre homens e mulheres”. A África do Sul do apartheid contestou o “direito à igualdade sem distinção de nascimento ou de raça”. A Polónia, a Checoslováquia, a Jugoslávia e a União Soviética, comunistas, contestaram que alguém pudesse invocar os seus direitos e liberdades “sem distinção de opinião política”.

Entretanto, em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o “Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais” e o “Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos”, que, para entrarem em vigor, precisariam de ser ratificados pelo menos por 35 países membros, o que só aconteceu dez anos mais tarde.

Embora a sua violação continue uma constante, como permanentemente informa e denuncia a Amnistia Internacional, há uma consciência universal crescente dessas duas gerações de direitos – civis e políticos, e económicos e sociais -, a que veio juntar-se uma terceira geração, cujos titulares não são os indivíduos, mas os povos, como o direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação, a um meio ambiente sadio, à paz.

Continua o debate sobre a sua universalidade, que J.-Fr. Paillard sintetizou nesta pergunta: “Um instrumento ideológico ao serviço do Ocidente”, para impor ao resto do mundo a sua visão do bem e do mal? M. Gauchet, por exemplo, disse: “Do ponto de vista de um dirigente chinês, indiano ou árabe, os direitos do Homem são antes de mais os direitos do homem branco a exportar o modelo de civilização que os tornou inteligíveis.”

No entanto, ainda recentemente – Junho de 1993 -, na Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos do Homem, os Estados reafirmaram: “Todos os direitos do Homem são universais, indissociáveis, interdependentes e intimamente ligados.” E, considerando a diversidade cultural em conexão com este universalismo, acrescentaram: “Se importa não perder de vista a importância dos particularismos nacionais e regionais e a diversidade histórica, cultural e religiosa, é dever dos Estados, seja qual for o sistema político, económico e cultural, promover e proteger todos os direitos do Homem e todas as liberdades fundamentais.”

No início de um novo ano, que melhores votos que os do cumprimento pleno destes direitos?

Referindo o Preâmbulo da Declaração – “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; considerando que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar, de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem…” -, um caricaturista do El País pôs Deus a ler e a exclamar: “Que preâmbulo! Não tinha lido nada tão bom desde o Sermão da Montanha.”

In, Diário de Not+icias, hoje.

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A chuva e o frio regressaram. O ano aproxima-se do seu fim mas, cada vez mais, a noção de que chegam ao fim todas as noções de tempo.Cada vez mais a exigência de estar bem presente neste presente instante.

antónio colaço

 

Publicado por: animo30 | 27 27UTC Dezembro 27UTC 2008

SORTILÉGIOS

 

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A A23 não é só um privilégio – ainda sou do tempo das sinuosas curvas e errantes percursos para chegar a Lisboa!- é, sobretudo, e cada vez mais, um sortilégio!Baila na cabeça um projecto… adiante, mas, para além do rio Tejo, embrulhado nos finos lençóis de tantas e orvalhadas madrugadas, acordadas por mil sóis de encantar, os finais de dia são de arrepiar, tamanha a beleza que aos nossos olhos fazem irradiar!

Bora lá até Tomar!

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Rua Serpa Pinto…

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…a sede do Fatias de Cá neste diamante da arquitectura de outrora…

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…mas…o Nabão ali tão perto…

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..e a “Estrelas de Tomar” com o seu chá menta e as estaladiças Brisas a cintilar!

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Se quiser lanchar e sobre o Nabão os olhos debruçar – hoje vai de rima – só nas Estrelas de Tomar!

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E o dia termina, à lareira, com a agradável surpresa de ver e ouvir o meu querido amigo Luiz (sim, com um z!) Carvalho a perorar sobre os anos 80.Em suma, Luiz, um Instante Fatal! Bom ano, Luiz, e … boas imagens, para além das “chamuscagens” do teu constante “lança-chamas”! Poderás vir a ser convocado para os 30 da ânimo, tu, que colaboraste, também , nos 25! Obrigado, outra vez!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Dezembro 28UTC 2008

WEBANGELHO

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Subversão da família?
28/12/2008    Frei Bento Domingues O.P.


 
A família tende a ser a instituição da reprodução. Jesus não vem para reproduzir o mundo, mas para o transformar

1.Os jornalistas não gozam de grande prestígio. Diz-se, com alguma ligeireza, que são superficiais, sem preocupações com o rigor. Nesta acusação, oculta-se, muitas vezes, o desejo de os encontrar a defender os nossos pontos de vista e exige-se aos meios de comunicação o que não podem dar. Notícias ou comentários de circunstância não são teses de doutoramento.
Raros são os jornalistas especializados no fenómeno religioso. Já Hegel se queixava de que o pensamento não quer arriscar-se a estudar seriamente a religião, mas aventura-se em terrenos que conhece mal. Por vezes, dois dedos de conversa com pessoas religiosas ou anti-religiosas bastam para percorrer séculos de história e abranger os mundos culturais mais diversos. Considerações e reportagens sobre as festas do Natal, da Páscoa e dos acontecimentos das Igrejas – às vezes com incursões no âmbito das religiões comparadas – não deviam ganhar em ser entregues à improvisação.
Ainda é cedo para fazer o balanço das produções em torno do Natal de 2008, mas é fácil ver a diferença entre as peças da revista Sábado e da Única (Expresso). Le Point (Hors-série) convocou um conjunto de especialistas para um dossier sobre “Jésus”. É uma obra-prima de seriedade.

2.Celebra-se, hoje, na liturgia católica, a “Sagrada Família de Jesus, Maria e José”. Parece uma festa redundante em relação ao Natal. Os textos não trazem grande novidade: inscrevem Jesus numa família judaica, de há dois mil anos, e nas suas práticas rituais obrigatórias (circuncisão do Menino e purificação da Mãe). É previsível que, nas igrejas, seja usada para multiplicar as lamentações acerca da crise actual da família, esquecendo as razões da crise essencial provocada pelo próprio Jesus. Importa destacar as razões dos conflitos declarados entre Jesus e a sua família de sangue, durante a sua intervenção pública. As narrativas evangélicas, sobretudo de Marcos e João, não podem ser mais claras, ásperas e desagradáveis, quanto ao profundo desentendimento que dividiu a família de Nazaré: “Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: ‘Está fora de si!’” (Mc 3, 20-35). Como dizia S. João, nem sequer os seus irmãos acreditavam nele (Jo 7, 5).
Os doutores da Lei iam mais longe: “Ele tem Diabo (Beelzebu)! É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.”
Esta acusação será repetida noutras passagens do Novo Testamento. Será sempre recebida por Jesus como uma cegueira daqueles que deviam ser peritos na interpretação das Escrituras e da novidade dos sinais dos tempos.
A oposição da família é mais compreensível. A sua família de sangue, como qualquer outra, queria que um seu membro lhe desse prestígio, honra, glória e perpetuasse a sua descendência. Jesus, pelo contrário, nunca mostrou interesse nenhum em repetir esse modelo tradicional. Os seus familiares não conseguiam perceber o que é que Jesus pretendia com a sua pregação, com as suas curas, com o ataque contínuo às observâncias mais sagradas do judaísmo, baseadas na distinção entre puro e impuro na alimentação, nos comportamentos sociais e religiosos, sobretudo, em torno da absoluta sacralização do sábado. É evidente que Jesus era judeu e que actuava no interior dessa religião e dessa cultura. Tinha, no entanto, empreendido, como seu comportamento – interpretado como diabólico – uma revolução cultural e religiosa. Não o preocupava a observância ou não observância de lugares ou tempos sagrados. Sagrada era a condição humana, fosse de quem fosse.
Uma ilustração gráfica desta situação é apresentada pela continuação da narrativa de Marcos: “Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: ‘Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.’ Ele respondeu: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos?’ E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: ‘Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’”

(In, Público, hoje)

 

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Dezembro 28UTC 2008

ÂNIMO ELEGE O MELHOR PRESÉPIO

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Presépio de Chão de Lopes, Mação.

A ânimo fez, esta tarde, uma ronda por alguns dos presépios instalados ao ar livre nos concelhos de Mação e Vila de Rei. Está em Chão de Lopes o Presépio vencedor. Uma ternura.

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A caminho de Cardigos.

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O Presépio de José António Martins, em plena Praça de Cardigos. Aplaudindo, desde logo, a sua intervenção, parece-nos um presépio excessivamente criativo e que quase anula, tão minúscula se mostra, a Cabana do Menino. As construções parecem excessivamente realistas e algo agrestes na cor escolhida. Fica a sugestão de conseguir alterar o estado de coisas recorrendo a cores mais suaves e, sobretudo, atapetando-o com muito mais musgo. Se assim for aceito tudo quanto nele fervilha actividade desde a cena da padaria, que muito me tocou, passando pela venda de presuntos e enchidos e, até mesmo, o pormenor do homenzinho de cócoras…Parabéns pelo empenho.

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Os pastores, os privilegiados para a Boa Nova do Nascimento do Menino.

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Para o ano, Cardigos vai ter uma gruta muito maior e…mais acolhedora.

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Um pulo até Vila de Rei.A noite apressou-se.

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Simples e com uma Gruta de pesadas rochas feita.

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Junto da Albergaria D.Dinis, um outro Presépio, a céu aberto. Chovia na altura em que o visitámos. Figuras gigantes, despojadas, ao frio e ao vento.Talvez a melhor imagem do que significou o Nascimento de há dois mil anos e que S.Francisco de Assis para sempre eternizou, ele, o irmão menor que, também, um dia se despojou da sua riqueza  em busca de uma Riqueza Maior.

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Mação, pois então.

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Os “Três Reis Magos”….

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E o Presépio Rupestre de Mação. Agreste, ou talvez não?

Esta proposta “pensada pela autarquia“, como pode ler-se no folheto distribuído pela própria, “esta surpreendente iniciativa que parte de fora da comunidade científica” – um pouco mais de humildade não ficava mal… -deixa-nos meio perplexos exactamente por isso mesmo: Mação, que tudo tem feito para salvaguardar as suas gravuras rupestres ( c0nfesso que ainda não sei quantas gravuras são, qual o seu significado e importância histórica, entre outros aspectos , problema meu, talvez ) em detrimento da preservação do seu património histórico construído em contínua e acelerada destruição – ao contrário dos planos já aprovados e divulgados por autarquias vizinhas, vivendo, portanto, idênticos problemas, como sejam Vila de Rei e Constância – Mação, dizia, quer dizer, quem lá na Câmara “pensou” nesta iniciativa, está a convocar-nos, afinal, para uma utilização abusiva das gravuras para o que der jeito! Hoje para um presépio, amanhã, vá lá saber-se , talvez para uma qualquer campanha eleitoral em que se pega numa determinada gravura, acrescenta-se-lhe, uns”braços levantados em acção de graças” ou “a segurar nas mãos um sol” ou, ainda, põe-se-lhe “um animal aos ombros”!!!

Tanta criatividade que até os próprios rupestres estarão, a estas horas, fartos de dar voltas nas suas antas funerárias admirados com as suas façanhas artísticas.

 Anta de morte para anunciar a vinda e a Vida do pobre Menino.

É o que faz tomar iniciativas  ” que partem de fora da comunidade científica”. A propósito, senhores académicos, podemos, então, saber o que pensam e, já agora, explicar o mistério que corre por Mação inteiro de um porco rupestre que acompanhava as ditas gravuras e que sumiu para bem longe dos quadros bíblicos assim invocados. E não é que o porquinho, dito rupestre, vem bem anafadinho, ao contrário dos enfezados bicharocos espalhados por algumas paredes de Mação?

Nada contra o nosso  património e tudo o que se faz para o defender. Areia para os olhos, não. Ou como dizia uma velhinha, há dias, “o que é que fazem aquelas coisas ali em pé?! Ou, uma outra, “mas quando é que põem lá na gruta as figurinhas do presépio”? Já agora, ao menos, podiam ter revestido o luxuoso parquet daquela assoalhada com mantas do musgo das nossas serranias. As tais, aí sim, onde viveram os nossos tão criativos antepassados!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 30 30UTC Dezembro 30UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS(SEGUNDA)

animosimbolo2ab14(Por causa do surto de gripe) até a polícia foi chamada para serenar os ânimos.

RTP, Jornal do almoço ( Segunda, 29 Dezembro)

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(Noticiada)a criação da .. ânimas, educadores que integram a Ânimas – Associação Portuguesa de Cães Para Actividade Social.

RTP, Jornal do almoço (idem)

Publicado por: animo30 | 30 30UTC Dezembro 30UTC 2008

ÂNIMOS EXALTADOS

(Várias personalidades falam sobre ) o estado de ânimo do País.

O Diabo, hoje.

Publicado por: animo30 | 31 31UTC Dezembro 31UTC 2008

FELIZ 2009!!!

 

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Um 2009 cheio de Paz e Bem!

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Foto:A redescoberta, muitos anos depois, do meu primeiro lençol!Bordado pela minha querida e saudosa Mãe!

Um 2009 embrulhado na ternura que o mundo tem!

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Janeiro 01UTC 2009

DOIS MIL E NOVE…S FORA COM O DESÂNIMO!!!

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A primeira hora de 2009!

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Feliz 2009! Fora com as injustiças e desigualdades sociais!

A Paz e o Bem bem dentro de cada um de nós!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Janeiro 01UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo desânimo.

 

Cavaco Silva, Presidente da República, Mensagem de ano Novo

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Janeiro 01UTC 2009

PARABÉNS, MÁRIO.

 

O que os anos nos fazem quando fazemos anos.

Parabéns, Mário.

antónio colaço

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Sete anos a blogar é obra. E, pior, a ajudar a ressuscitar…Um destes dias falaremos, garfaremos.

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Janeiro 03UTC 2009

O REGRESSO

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 Ainda não o sei – não vivo para blogar, blogo do que vivo – mas uma densa neblina e uma persistente chuva requerem companhia até Lisboa.

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Adeus, caracolinho, fica bem na tua noite maçanica. “Caracol, caracol, põe os corninhos ao sol…”

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Rever a nossa Champs Elysées?! Em noite de chuva, estas “lágrimas” tornam-se mais reais. Choraremos Lisboa?

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Passa por mim no Natal do Rossio, outra vez. Um Castelo de mil sonhos habitado. Cuida-te, António!E não é que o Bacelar diz na rádio que o Santana é quem nos vai fazer sonhar?!

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 Rente às pedras da Calçada. Ajuda, ajuda-me a subir todas as calçadas de 2009.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Janeiro 03UTC 2009

WEBANGELHO

anselmoborges_deus2

PROVIDÊNCIA E ECONOMICÍDIO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

Antes, era a Providência divina. Deus, no seu saber, bondade e poder infinitos, governa o mundo, e a Humanidade está sob a sua protecção. Mesmo quando a dor, a desgraça e a morte se abatem sobre os seres humanos, deve-se confiar, pois Deus tudo dirige segundo o seu desígnio. Aliás, Leibniz escreveu a sua Teodiceia precisamente para, como diz a própria palavra, justificar Deus perante a razão, por causa do mal do mundo. A justificação é: sendo Deus omnisciente, omnipotente e infinitamente bom, este é o melhor dos mundos possíveis.

Hegel de algum modo secularizou a teodiceia, substituindo-a pela historiodiceia: a História autojustifica-se, pois ela é a manifestação e realização do Espírito Absoluto no seu autodesenvolvimento dialéctico, a caminho da plena autoconsciência. A negatividade é momento do processo e a “astúcia da Razão” consiste em colocar mesmo o particular e negativo ao seu serviço. Se a historiodiceia toma o lugar da teodiceia, a Razão na sua astúcia substitui a Providência.

Na economia, a teodiceia e a historiodiceia são substituídas pela mercadodiceia – o mercado justifica-se a si mesmo. Entregue livremente a si próprio, o mercado fará com que, apesar de cada um procurar o seu interesse, tudo convirja para o maior bem de todos. Nele, habita a Providência, agora com o nome de “mão invisível”, como disse Adam Smith.

Mas Kant chamou a atenção para o “falhanço” da teodiceia: como pode a razão finita justificar Deus? A “astúcia da Razão” não é suficientemente forte para assumir as negatividades improdutivas. Quanto à “mão invisível”, deixou mesmo de se ver. Quem tinha dúvidas esbarrou agora com a evidência. O antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos Alan Greenspan recuou na fé de 40 anos: “Cometi um erro ao confiar que o mercado livre pode regular-se a si próprio sem a supervisão da Administração.”

A crise está aí, imensa, imprevisível. Começou com o sistema financeiro e está a chegar, à maneira de tsunami, à economia real, e teme-se um economicídio.

Agora que o mundo do negócio se afunda, é tempo de parar no ócio – quantos se lembram que a palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio, não no sentido de preguiça, mas de liberdade para pensar? -, precisamente para pensar.

Quando se pensa, percebe-se que afinal não há alternativa à economia de mercado, mas ela tem de ser economia social e ecológica de mercado, acentuando os dois adjectivos: social e ecológica. Economia quer dizer etimologicamente lei da casa; ora, a casa tem de ser a casa de todos e para todos e a casa é o planeta Terra, que é obrigatório preservar.

Quando se pensa, vê-se claramente a urgência de apelar para a necessidade da regulação e da ética no universo da finança e da economia. Ética – mais uma vez, segundo o étimo grego – tem a ver com o comportamento que se deve ter para habitar a casa comum.

Quando se pensa, espera-se que a justiça funcione. De facto, houve incompetência, aventuras especulativas irresponsáveis e também se fala em corrupção e crimes vários. Sem justiça, como repor crédito e confiança no sistema? Problema maior: quantos acreditam e confiam real e verdadeiramente na justiça em Portugal?

Pensando bem, precisamos de distribuição mais justa da riqueza – não se lia há dias no DN que “os rendimentos dos presidentes executivos das 50 maiores empresas europeias equivalem a 441 salários mínimos da Zona Euro”? Não continua também entre nós a cavar-se cada vez mais fundo o abismo entre a ostentação obscena da riqueza e a iniquidade cruel da pobreza?

Quando se pensa a fundo, talvez se conclua que é tempo de pôr mais o acento na cultura do ser do que na cultura do ter. E não será urgente viver com mais moderação – de mederi, donde vem também meditação e medicina?

E torna-se absolutamente claro que está aí o tempo da solidariedade. Se não for por humanidade, ao menos por egoísmo esclarecido. De facto, a acumulação sucessiva de frustração, impotência, fome, degradação, injustiça, pode levar a confrontos sociais de consequências imprevisíveis.

 

(Diário de Notícias,hoje)

 

NOTA

Venham comentários.Esta Palavra convoca-nos para a urgência de mais palavras.PALAVRAS!

ac

Publicado por: animo30 | 4 04UTC Janeiro 04UTC 2009

REIS

3jan11

Reis. Terminou, há minutos, o habitual Concerto de Reis, no Mosteiro dos Jerónimos. Sim, somos todos Reis, desde logo, todos nós, os privilegiados e atentos espectadores que enchemos por completo o quinhentista Mosteiro dos Jerónimos. Os Reis que cantaram para nós têm um nome: Coro&Ensemble de Santa Maria de Belém!

O Ouro, Incenso e Mirra, o mago presente que nos foi oferecido nesta fria noite de Janeiro, nem mais nem menos, que o Messiah de Haendel.

A acústica dos Jerónimos é um desafio sempre que ali ponho os pés e o cónego José Ferreira dos Santos quem melhor sabe lidar com ela. Depois do seu Coro, claro.

Haendel (1685 – 1759) terá declarado no final da composição desta sua oratória, segundo lemos no programa, “Acredito verdadeiramente ter visto o céu aberto e o próprio Deus diante de mim“. Por mim, nenhuma dúvida  desejando é poder continuar a vê-Lo todos os dias, pois, só assim, é possível admirar toda a Sua obra, nomeadamente, a da criação musical. Ou seja, Deus todos os dias, quer dizer, Haendel todos os dias. De facto, Haendel mais não fez do que seguir o livro de instruções de que o Criador o dotou. Nós, quer dizer, alguns de nós, é que preguiçamos podendo desfrutar, então, do trabalho de alguns outros, seja na música, no teatro, na física, na astronomia, na carpintaria….

Tudo isto para dizer que a interpretação a cargo do Coro e Ensemble de Santa Maria de Belém, sob a habitual e firme condução de Fernando Pinto, nos fez subir aos manuelinos céus dos Jerónimos, e até  Luiz Vaz e Vasco da Gama deram por bem empregue a breve interrupção do seu eterno sono, tal o vigor interpretativo da referida oratória. Não é preciso ser entendido mas o Hallelujab, que o escriba nos tempos idos pode interpretar, foi assumido com um vigor e um ritmo deveras empolgante o mesmo se diga do Amen final.

Rei, por uma noite, entre  Reis.

Brilham, ainda, as estrelas da Estrela de Belém! OBRIGADO!

Um pequeno pormenor: por que tardam os nossos media, nomeadamente as televisões, a tresandar a sangue e canhões, a apanhar o comboio das coisas boas ( esta até é da melhoooooores!) que se fazem entre nós?!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Janeiro 05UTC 2009

AFINAL….

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Afinal o amor pode durar para sempre


MARIA JOÃO PINTO

Estudo. Infelizmente, só acontece a uma (afortunada) minoria: largos anos depois, alguns casais mantêm acesa a paixão dos primeiros instantes. Uma questão de química, dizem os investigadores da Stony Brook University

“Apaixonados como no primeiro dia? Impossível, não podem estar a falar a sério”. Durante muito tempo, foi justamente isso que Arthur Aron pensou, ao ouvir casais afirmarem que a chama da paixão se mantinha acesa após mais de 20 anos de vida em comum. Mas, e se estivessem, de facto, a falar a sério? Psicólogo da Stony Brook University, de Nova Iorque, nos Estados Unidos, Arthur Aron ficou intrigado com estes relatos de eterna felicidade conjugal e, afinal, é mesmo assim: o estudo que conduziu indica que, para uma afortunada minoria – um em cada dez dos casais analisados -, o amor pode mesmo durar a vida inteira.

Segundo a edição online de ontem do Sunday Times, a equipa de investigadores comparou, através de scanner cerebral, as reacções químicas manifestadas por casais de longa data e por casais em início de relacionamento amoroso. Os resultados foram surpreendentes: o cérebro de alguns casais, juntos há mais de 20 anos, libertou os mesmos níveis de dopamina – neurotransmissor associado às sensações de prazer – encontrados na fase inicial do enamoramento. Mas, sublinham os investigadores, sem o quadro obsessivo que também caracteriza esse estado nascente, o que poderá indiciar uma maior maturidade no relacionamento destes casais que, passado o teste do tempo, podem dizer com segurança ter encontrado a sua “alma gémea”.

“Estes resultados vão contra a visão tradicional de que a paixão esmorece dramaticamente durante os primeiros dez anos de relacionamento, mas agora sabemos que o contrário é possível”, afirmou Arthur Aron, citado pelo Sunday Times.

Aos casais imunes ao declínio da paixão, a equipa de investigadores da universidade nova-iorquina atribuiu a designação de “cisnes”, uma das espécies que, no mundo animal, dedica toda a sua vida ao mesmo parceiro. E, aos 64 anos, tal como a sua mulher, Elaine, Arthur Aron confessa que, apesar de ter “um casamento sólido”, também ele sente “uma pontinha de inveja” destes pares de “cisnes”: “O relacionamento destes casais permanece intenso, e sexualmente activo também”, apesar de uma longa vida passada em comum.

Estudos anteriores nesta área, lembra o Sunday Times, haviam validado a visão corrente de que a paixão esmorece, em média, ao fim de 12 a 15 meses. E que, ao fim de dez anos, “a química” pura e simplesmente já não existe. A famosa “crise dos sete anos”, na base de tantos divórcios, corresponderia, assim, a um dos “pontos de fractura” que marcam a generalidade dos relacionamentos amorosos.

Entre os “cisnes” da vida pública britânica, o jornal aponta o ex-primeiro-ministro Tony Blair e sua mulher, Cherie, e o actor Michael Caine e sua mulher, Shakira. |Com Times Online e CNN/Health

(In, DN,hoje)
NOTA
Um bom texto para regresso às aulas!!!
Publicado por: animo30 | 5 05UTC Janeiro 05UTC 2009

WEBANGELHO

freibentodomingos

domingo, 4 de Janeiro de 2009

A grande crise da fé

 

Quando a ética, as leis, a fé e a justiça não funcionam, ainda resta o desespero e a violência

1.Simplificando muito, o capitalismo, na sua expressão pura e dura, era a única salvação, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim. Agora, já não são, apenas, os anticapitalistas do costume a verem nele o caminho da perdição. Quem esperava ter o paraíso garantido para sempre, sentiu-se atirado para as trevas exteriores, onde só há choro e ranger de dentes, a morte de toda a esperança.
Para quem acredita que fora do capitalismo não há salvação, a tarefa mais importante consiste em restituir a fé e a esperança nesse sistema para salvar a economia de mercado. A fórmula pronta a servir, diante do fracasso da sua auto-regulação, é a ética aplicada. Como a ética não é um produto natural – para não deixar tudo à arbitrariedade subjectiva -, são precisas leis que regulem a vida numa sociedade democrática. Como as leis precisam de ser aplicadas, é necessária a supervisão para saber se estão a ser bem aplicadas ou não. Como numa sociedade laica não se confia a Deus a supervisão, é preciso fé nos seres humanos e no funcionamento das suas instituições. Como estes e estas são falíveis, é preciso o recurso à polícia, aos tribunais e às cadeias. Como a justiça não tem fórmulas automáticas de funcionamento, também é preciso fé na justiça, fé no Estado. Diz-se que, quando nada disto funcionar, ainda resta o desespero e a violência.

2.Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade.
Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará.

3.É normal que, agora, se volte a discutir a ética protestante e o espírito do capitalismo, caracterizados por Max Weber, ou seja, o conjunto de ideias e de práticas que favorecem, de forma ética, a procura racional do lucro económico. Outros regressarão à Idade Média, a S. Francisco de Assis, que abandonou os negócios do pai para “seguir nu o Cristo nu”, mas que originou os paradoxos franciscanos que vão da pobreza voluntária ao contributo para a sociedade de mercado (1). No campo católico, a Doutrina Social da Igreja será invocada, não como uma alternativa ao capitalismo liberal e ao colectivismo marxista, mas como uma instância moral que saiba situar o ser humano na sua vocação terrena e transcendente, reconhecendo o destino universal dos bens (2).
Neste tempo de Natal e no meio de todas estas crises de fé em tudo aquilo que se julgava o caminho e os instrumentos do bem-estar presente e futuro, não se esqueça Jesus de Nazaré, alguém que nunca viveu para ser rico. Ganhava a vida pelas suas próprias mãos, não era um austero como João Baptista, gostava da vida, mas detestava, radicalmente, a ganância, o amor ao dinheiro, à riqueza, e não suportava ver uns a banquetear-se no luxo e outros atirados para a miséria: “Guardai-vos cuidadosamente de qualquer ganância, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada pelos seus bens.” “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder-se a si próprio?” E avisava as pessoas de muita religião: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, porque “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. A última leva de historiadores mostra que Jesus está rodeado pelo mundo farisaico. Conhecia-o muito bem e os fariseus também o conheciam, mas consideravam Jesus um ingénuo na sua atitude perante a ganância. É, pelo menos, o que S. Lucas observa: “Os fariseus, amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam dele” (3).
Celebramos, hoje, a Epifania – impropriamente dita festa dos “Reis Magos” -, isto é, o encontro simbólico do mundo estranho ao judaísmo com Jesus Cristo. É interessante notar que Jesus não se ajoelha perante os símbolos da riqueza (ouro), do sagrado (incenso) e da imortalidade (mirra) que lhe apresentam. É a grande mensagem cristã: não vender a alma a nenhum bem deste mundo profano ou religioso.
O melhor que nos poderia acontecer em 2009 seria a perda da fé naquilo que nos perde e nunca nos poderá salvar.

(1) Giacomo Todeschini, Ricchezza francescana. Dalla povertà volontaria alla società di mercato, Bologna, Il Mulino, 2004.
(2) João Paulo II, A Solicitude Social da Igreja, n.º 41 (1987).
(3) Mt 6, 24; Lc 16, 13; Lc 12, 33-34)

(in, Publico,ontem)

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Janeiro 05UTC 2009

VÉSPERAS

4jan

Não vivo para blogar, blogo do que vivo.

Os últimos dias iluminaram-me o modus faciendi desta coisa. Quase ia passando ao lado da vida tudo fazendo para que nada do que se passasse, passasse ao lado desta coisa, sem o seu frenético registo!

A contradição total assim instalada. E no entanto, a coisa mexe, mexe-se. Reina desordem aqui, sim, não é possível sair de um fabuloso concerto nos Jerónimos e chegar ao fundo do Mosteiro, desembainhar o portátil, o telemobile e, ali mesmo, qual gruta de Belém editar o menino post!!! Não! Muito menos é verdadeira uma certa sensaçãozinha que o nosso condicionado ego de editores adiados (?) sustenta de que milhares de leitores aguardam, ansiosos e desesperados, pela nossa douta opinião.

Em coerência, e até porque neste preciso momento o tempo escasseia – a veia, a veia vai-se e nem mais um segundo, pois então! – só o tempo para dizer que é tempo de desacertar o passo com este tempo. O tempo que criámos, porque o Tempo é Outro e, cada vez mais, por aqui, vamos sabendo d’Ele!

Outono de mim, desfolhado, desguarnecido, despojado, aguardo a Tua Primavera. E não sofro. Tenho a coragem das árvores de peito feito ao frio e ao vento. Nada invento.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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Queremos que os portugueses olhem parao novo ano com determinação e com o ânimo que é preciso para fazer face aos problemas.

José Sócrates, à entrada para entrevista na SIC,ontem.

2

Não sei fazer discussões psicologistas sobre ânimo, confiança, etc.

Augusto Santos Silva, RTP, Prós e Contra, ontem.

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009

15.15H: ENTRE, Dª RECESSÃO!

recessao21

- Está aqui uma senhora na recepção!

recessao

- Entre, faz favor! Por quanto tempo vai ficar Dª…, como disse que se chamava?!

- Recessão! O meu nome é Recessão.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Janeiro 06UTC 2009

PARABÉNS,ZÉ !

natalviola1956ab

Querido Pai, meu adorado Zé Jacinto, meu Rei Mago, que vieste lá da longínqua Messejana para me dares como  presente, talvez ouro, incenso ou mirra, sei lá,  à tua querida Maria dos Remédios, e no nosso querido Gavião, juntamente com a irmã Luisa, constituíres a tua sagrada família, longe da família que te abandonou, aqui estou para te dar um enorme beijo de parabéns por mais um aniversário. Sim, estás e não estás connosco, quer dizer, à medida que se aproxima o tempo do reencontro vejo-te e sinto-te com mais claridade dentro de mim e nem outra coisa poderia ser, já que, se saí de dentro de ti, verdadeiramente nunca estivemos separados.

7jan

Agora compreendes, muito melhor do que eu, o que te quero dizer e mesmo que ainda persista em dizer para quantos dos que não te conheceram que o teu espírito paira sobre o Vale das Árvores em homenagem às mil e uma hortas que levantaste do chão de silvas e rochedos das tantas terras por onde passámos, às vezes, querido Pai, sinto saudades de uma palavra tua, mesmo que fosse para dizer, não faças isso, deixa que eu é que faço, está quieto Tozé, não te sujes…

Diz-me lá, olhos nos olhos, sim, não te importes que eu sei do que falo, dez anos depois não achas que o Vale está outro, tu que não o conheceste quando estavas entre nós mas que agora o conheces por inteiro? Sim, estou a ouvir-te dizer que podia estar melhor, que eu já podia ter aprendido mais alguma coisita, tudo bem, é certo que o Outono e, sobretudo, as geadas do Inverno entram nele e fragilizam-no com uma facilidade. Andámos quase dez dias sem lá pôr os pés por causa deste chuvoso Natal mas, como viste, fomos fazer-lhe umas festinhas no passado domingo… Não quero roubar-te mais tempo… tontice, vês como ainda te sinto presente, o tempo todo que tinhas para descansar, antes que entrasses pela noite a cuidar do pão para toda a aldeia… mas olha, este ano, não te safas, vais mesmo ter que ajudar, entende-te com os teus Amigos! Estamos sózinhos e vamos ter de aprender a podar as árvores e as videiras. Vê se arranjas algum do teu tempo … (conta-me, aqui só entre nós, como te dás com esse Tempo Todo Agora?!)

Pai, o que os anos nos fazem quando fazemos anos.

Um beijo, também, à Mãe, a tua querida Maria José.

Beijos de todos nós.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

FRIO, RESPEITA O STOP!

7jang

Algures, na enregelada manhã  de Lisboa. Anuncia-se para mais logo uma acentuadíssima baixa de temperatura. Irmão  Frio, importas-te de respeitar os sinais de trânsito?!

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

MEMÓRIA VIVA

7janu

Mais depressa se tropeça em ti no canal Memória do que na memória dos dias recentes, meu! O que é que estamos a escrever agora, hein?!Há rostos e vozes – o António inovou com “As Noites Longas do FM” (era assim, certo?!) – que desapareceram cedo de mais dos nossos “televisores” , dos nossos “rádios”. Envelhecer nos media, em Portugal, parece convocar-nos, também, para a nossa acelerada velhice o que, de todo, rejeito. Cada idade tem a sua sabedoria e o António Santos sabia fazer o que fazia. Diz coisas, velho amigo, conta à gente o que andas a fazer. Sim, a escrever, a gente sabe, mas … contado por ti tem outra graça.Um abraço.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

A PAZ E O CRONÓMETRO DELA

7janh

Márcia Rodrigues, repórter RTP na faixa de Gaza, olha para o relógio e diz que faltam vinte minutos para o recomeço dos combates, três horas depois da trégua “concedida” por Israel.

Solnado, só tu e um pouco do teu humor para acabar, de vez, com este horror, com esta paz cronometrada.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 7 07UTC Janeiro 07UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS.

animosimbolo

O Vitória de Guimarães parece estar a recuperar o ânimo que o levou aos êxitos da época passada.

 

Mário Fernando, TSF, 20.10H.

(O meu Benfica venceria por 2-0. )

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SORRIA.NÃO ESTÁ A SER FILMADO!

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DaLusa, com a devida vénia:

Porto, 07 Jan (Lusa) – Os portugueses estão a sorrir cada vez menos desde 2003, o que pode estar relacionado com o agravamento da situação económica e social em Portugal, conclui um estudo do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, hoje divulgado no Porto.

    “Os portugueses estão a sorrir cada vez menos”, alertou António Freitas-Magalhães, director daquele laboratório, que integra a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, frisando que “a frequência e a intensidade da exibição do sorriso registam valores descendentes desde 2003”.

    Segundo o especialista, “está comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social”.

    “A situação económico-social potencia a inibição da expressão”, frisou.

    O investigador sustenta que “a felicidade está na cara das pessoas”.

    “O sorriso é um sinal que está a desaparecer”, salientou Freitas-Magalhães, especificando que “é uma reacção neuropsicológica que se desenvolve em situações que envolvam bem-estar e felicidade, pelo que, quando isso não se verifica, o sorriso é inibido e recalcado”.

    António Freitas-Magalhães falava na apresentação dos resultados do estudo intitulado ‘Uma década de sorriso em Portugal’, que envolveu até agora a análise de mais de 240 mil fotografias.

    No âmbito deste estudo, os especialistas do Laboratório de Expressão Facial da Emoção analisaram também quase 38 mil fotografias publicadas nos jornais diários portugueses, tendo concluído que a face neutra e o sorriso fechado foram os tipos de expressão facial mais frequentes no ano passado.

    As conclusões também indicam que – nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses em 2008 – as mulheres sorriem mais que os homens, as crianças são as que apresentam mais e frequentemente o sorriso largo e os homens apresentam mais o sorriso superior a partir dos 60 anos.

    Relativamente aos dados do anterior estudo, realizado entre 2003 e 2007, as conclusões sobre 2008 indicam uma “diminuição relevante na frequência e na intensidade do sorriso”.

    “A face neutra é a expressão mais exibida e o sorriso superior é substituído pelo sorriso fechado”, conclui o estudo, cujos resultados também apontam para “uma diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens”.

    Este estudo, pioneiro a nível mundial, vai prolongar-se até 2013, analisando as expressões faciais nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses.

    O Laboratório de Expressão Facial da Emoção, fundado em 2003, é o único do género em Portugal, desenvolvendo um trabalho científico inovador, que já foi distinguido, entre outras entidades, pelo governo inglês e pela multinacional Nokia.

    FR.

Publicado por: animo30 | 8 08UTC Janeiro 08UTC 2009

DO NOVO CAPITALISMO OU CAPITALIZAR CRISE

8jan

Líderes debatem Novo Capitalismo. Nos telejornais de almoço ouve-se: “Não podemos continuar  a viver para além dos nossos meios“!

Novo capitalismo, ou capitalizar efeitos da sua crise para debater a velha questão das escolhas entre o Ter e o Ser?!

Afinal, há meio de sair disto! É só questionar os fins, até ao Fim!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 10 10UTC Janeiro 10UTC 2009

MATINAS

10jan

Afinal, a tão anunciada neve que ameaçou a nocturna viagem desde a Grande Capital, não passa, aqui por estas beiroas bandas, de um fino véu branco debruado em ponto “geada” alongando-se pelos telhados. O Sol aproxima-se para o beijo fatal. Obrigado, pelo espectáculo com que todos os dias nos maravilhas.

Tem sido comovente a acção solidária para com os sem-abrigo e, nela, em geral,o papel dos media, com destaque para a força das televisivas imagens. Senhor, não estão lonnge os tempos em que sonhava com uma TVSA-Televisão dos Sem Abrigo que, de tanto insistir no contar das suas histórias, nos faria acabar com a sua história. Sim, precisamos do frio para nos lembrarmos deles, mas, e depois,arranjaremos tempo para os meter na discussão em curso sobre a crise do sistema capitalista, deste sistema capitalista, como sugere Anselmo no WEBANGELHO de hoje, e, assim, de uma forma radical aquecermos os seus dias?

Não continuaremos, todos, mendigos do verdadeiro Abrigo de que persistimos afastar-nos?

antonio colaço

Publicado por: animo30 | 10 10UTC Janeiro 10UTC 2009

WEBANGELHO

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MARX ESCREVE A MARX


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

De passagem pelo aeroporto de Colónia, lá estava. Lançado nos finais de Outubro, é best-seller há semanas. Estou a referir-me ao livro Das Kapital (“O Capital”), de Marx – desta vez, porém, não Karl Marx, mas Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Ele foi professor de Ética Social Cristã e, antes de chegar a Munique, passou seis anos como bispo auxiliar de Trier, a cidade na qual Marx, o Karl, passou a meninice e a juventude e conheceu a sua futura mulher, Jenny.

Reinhard Marx abre com uma carta ao seu homónimo, esperando que, após a morte, tenha verificado que se enganou quanto à não existência de Deus e, assim, possa ser mais benevolente para com um homem da Igreja. O diálogo pode ser frutífero, pois consta que, pouco antes de morrer, terá dito: “Só sei que não sou ‘marxista’.”

Karl Marx enganou-se, quando pensou que o seu programa se podia resumir na “abolição da propriedade privada”. Também não se realizou, no conflito entre o trabalho e o capital – concretamente na Alemanha e outros países industrializados -, o seu vaticínio de uma revolução radical. Contra as suas previsões, a revolução acabou por ter lugar onde não devia: a Rússia.

Mediante contratos sociais de trabalho, sindicatos activos, toda uma regulação sócio-jurídica e a participação dos trabalhadores, criou-se uma sociedade na qual estes passaram de vítimas do sistema de mercado a participantes dos seus sucessos. “Pareceu possível o bem-estar para todos”, a ponto de o próprio J. Habermas ter escrito: “O designado portador de uma futura revolução socialista, o proletariado, dissolveu-se enquanto proletariado.”

Mas isto foi uma ilha com sol de pouca dura. Com a globalização, as novas possibilidades de troca de informações, bens e serviços a nível global tornaram o antigo conflito indiscutivelmente favorável ao capital, tanto mais quanto, como disse Manuel Castells, na actual sociedade em rede, está em vigor a fórmula: “O capital é essencialmente global, o trabalho é em geral local.” Aumentam assim as possibilidades dos investidores e especuladores. O lema é: “Demolição do Estado social e desregulação.”

O abismo entre ricos e pobres é cada vez mais fundo no mundo e nos países. Mais de 2, 5 mil milhões de pessoas têm de viver com menos de dois dólares por dia, mas há mil milhões em pobreza extrema, pois têm de sobreviver (?) com menos de um dólar. Mais de metade da riqueza mundial está nas mãos de dois por cento da Humanidade.

Parece que Marx tinha razão quanto à sua tese da acumulação e concentração progressivas do capital. De facto, de ano para ano sobe o número dos super-ricos. E a crise financeira internacional veio mostrar a força com que “já hoje o capital anónimo determina o nosso destino”. Os bancos e os fundos com as suas especulações deitaram a perder milhares de milhões. Mas, agora, depois de tanto se ter propagandeado a necessidade de o Estado se não intrometer no mercado, “tem de ser o contribuinte a responder pelas perdas especulativas”. “Os lucros são privatizados e as perdas, socializadas.”

Será a História a dar razão a Marx? O capitalismo vai afundar-se por si próprio? Responde o bispo Marx: “Dr. Marx, espero que não. E por várias razões.” Ele sabe que não foi o seu homónimo, mas os seus discípulos bolchevistas a pôr em marcha o comunismo soviético. Mas o que é facto é que o programa da socialização dos meios de produção levou à estatização, desembocando numa ditadura política, por vezes totalitária.

É necessário distinguir entre um capitalismo sem limites e uma economia social de mercado. Um “capitalismo primitivo” é injusto, contra a pessoa, e, por isso, não aceitável. Mas um capitalismo enquadrado politicamente, no sentido de uma economia social de mercado, foi “o único caminho correcto, e este caminho continua hoje sem alternativa razoável”.

Há uma pergunta que preside ao livro: as pessoas são para o capital ou o capital deve estar ao serviço das pessoas? A resposta é: “Um capitalismo sem humanitariedade, solidariedade e justiça não tem moral nem futuro.”

(In, Diário de Notícias)

Publicado por: animo30 | 10 10UTC Janeiro 10UTC 2009

JANEIRAS MAÇANICAS

10janc

Nesta enregelada noite só mesmo o calor das vozes do Grupo Os Maçaenses para nos aquecer os dias com o seu tradicional canto das Janeiras.

Distante, muito distante, mas ainda, e sempre, bem nítido, o nosso cardiguense “juntaram-se os três  reis maaaaaagos…”. No dia seguinte, as cacholas, as morcelas, os chouriços e o calor da fogueira onde,ao seu redor, em conjunto, os partilhávamos.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 11 11UTC Janeiro 11UTC 2009

WEBANGELHO

freibentodomingos1

Baptismo de Jesus: emancipação de um novo caminho
11/01/2009    Frei Bento Domingues O.P.

 
Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos1.A história da investigação moderna sobre Jesus – isto é, a que se pratica desde o século XVIII – passou por várias fases com efeitos notáveis no conhecimento dos textos e do mundo em que Jesus viveu. No entanto, ao focalizar um aspecto, teve de deixar outros na sombra. Multiplicaram-se, assim, as concepções de Jesus Cristo: o Cristo das Luzes, o Jesus liberal, o jacobino, o romântico, o revolucionário, o pietista. Correm todas o risco de não respeitar a complexidade da sua figura real. A partir dos anos 70 do século XX, impôs-se a chamada “terceira vaga” de investigações. Se as primeiras tentavam libertar a figura de Jesus de mitos e lendas, a terceira valoriza sobretudo o contexto histórico da sua intervenção. De todas as importantes obras desta nova etapa, foi-se destacando a investigação monumental e meticulosa do americano John P. Meier, traduzida em várias línguas. Por “Jesus histórico” ele entende o Jesus que pode ser resgatado, retomado e reconstruído, utilizando os instrumentos científicos da moderna pesquisa histórica. Considerando o estado fragmentário das fontes e a natureza, muitas vezes, indirecta dos argumentos que tem de usar, este “Jesus histórico” será sempre uma construção científica, uma abstracção teórica que não coincide, nem pode coincidir, com a realidade plena do Jesus de Nazaré, aquele que, de facto, viveu e trabalhou na Palestina no primeiro século da nossa era. O que procura resolver são enigmas históricos e não o enigma fundamental que Jesus representa para a nossa história (1).
José Montserrat Torrents, conhecido pela sua colaboração nas edições espanholas da literatura gnóstica, incomodado pelas dimensões e qualidade do empreendimento desse autor, num breve escrito, pensa que o desqualifica, chamando-lhe “o grande mestre da apologética católica contemporânea”. Dispensa as “notas de rodapé de erudição” e prescinde dos “entediantes volumes da frente apologética mais recente”. Este processo dá muito menos trabalho do que a investigação rigorosa. Em Portugal, no tocante à religião, somos mais apressados em divulgar divulgação do que em oferecer os frutos das pesquisas mais exigentes. A tese deste autor é antiga e rasa: “Jesus fazia parte de um contingente armado que tentou uma revolta em Jerusalém e que foi desbaratado pelas tropas romanas” (2).

2.Por mais que se diga que S. Paulo foi o verdadeiro fundador do cristianismo – embora fosse indispensável precisar o que se entende por tal designação -, ainda não consegui convencer-me de que assim seja. Alinho mais com aqueles que sustentam que o verdadeiro fundador do cristianismo é Jesus de Nazaré interpretado como Cristo. No entanto, para mim, o maior enigma continua a ser o seguinte: estando todos de acordo que Jesus não escreveu nada, não deixou nenhuma marca arqueológica, por que razão não foi escolhido nenhum outro nome, nenhuma outra personalidade, como, por exemplo, Maria Madalena, Pedro, Tiago ou João, para lhe atribuírem aquilo que está escrito, de forma tão bela, profunda, abundante e diversa, acerca de Jesus de Nazaré? Podem ser encontradas muitas incertezas, muitos pontos obscuros, muitas contradições nos textos do Novo Testamento e nos chamados “escritos apócrifos”, mas o centro de todas as atribuições – e sem o qual tudo se desvanece – é Jesus e mais ninguém. Que vulcão, que acontecimento foi ele para provocar tantas comunidades tão diversas e uma literatura tão cheia de contrastes?

3.Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos. Pode levar a pensar no baptismo que recebeu de João Baptista – no âmbito de um movimento judaico – ou na celebração de um baptismo numa Igreja cristã. Ora, nem um nem outro. O que se celebra, hoje, é a ruptura de Jesus com o movimento de João Baptista e o começo do seu movimento espiritual a partir de uma nova experiência de Deus. Esta experiência mística – estava em oração – ditou-lhe um novo caminho a percorrer, que detectamos no seu percurso posterior, através das narrativas do Novo Testamento: Deus surge, na sua pessoa, como uma declaração de amor por todos os seres humanos, de todos os povos, culturas e religiões.
Resumindo, há dois mil anos, a partir de situações muito concretas, num canto do império romano, no seio do judaísmo, na “Galileia das Nações”, Jesus de Nazaré questionou e abalou as falsas certezas acerca daquilo que revela e esconde, salva ou perde o que há de mais sagrado, profundo e essencial no ser humano, seja onde for.
Se a crise financeira e económica de consequências globais não for aproveitada para questionar e alterar a orientação absurda da nossa civilização, se não fizer surgir um novo olhar sobre o mundo e o ser humano, se não levar a um novo caminho, só resta continuar de alienação em alienação, na rota da autodestruição.
Jesus é, nas suas palavras e intervenções, uma alteração de todas as representações de Deus e das práticas religiosas e, simultaneamente, a conversão exigida para aceder ao que há de mais essencial na vida humana.

(1) Um Judeu Marginal. Repensando o Jesus Histórico (3 Volumes. O 4.° está prometido para o próximo Abril), Rio de Janeiro, Imago.
(2) Jesus, o Galileu Armado, Lisboa, Esfera do Caos, 2008.
(In,Publico,hoje)

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Janeiro 12UTC 2009

MATINAS

12jan

“Rezar é querer rezar”. Religar-me a TI é saber que nunca deixei de estar ligado a TI. Só que às vezes esqueço. Adormeço.Escureço.Obrigado, então, pela LUZ. Mesmo na escuridão, sei de TI. Sinto-te em mim. Afinal, “tiveste-me”! Tu és o meu TER.O meu Ser.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Janeiro 12UTC 2009

ILUMINAÇÃO

Um dia de peito feito para a Luz. Vem, Ilumina-nos lá onde a LUZ mais falta faz!

12jand

Praça de Espanha

Que a luz da serenidade tome conta de todos os doentes de oncologia.

12jan3

Belém

Que a luz da serenidade tome conta dos homens da Defesa.

12jan2

Foz Tejo

Serenos, todos nós.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Janeiro 12UTC 2009

SEM PALAVRAS

9janeiro

Quando uma imagem fala por si, para quê mil palavras a turvá-la?

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 12 12UTC Janeiro 12UTC 2009

PARABÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉNS

12jane

E vão dooooooooooooze anos em palco destes velhos amigos ali para as bandas do Chiado.

 

 

shakespeare

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos continua em cena às segundas e terças-feiras, pelas 21h00, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, representando cada um inúmeras personagens, a uma velocidade estonteante.

O que os anos nos fazem quando fazemos anos!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 13 13UTC Janeiro 13UTC 2009

RECESSÃO & CRIATIVIDADE

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Em dia de azar, lá tive a sorte de conseguir este fragmento. Confesso: várias vezes tentei a sorte já que por ali passo todos os dias, mas, em vão, ou fica “tremida” em excesso, ou o trânsito é muito e, no momento do clic já a mercearia ficou para trás,etc! Estamos em plena descida da Calçada da Estrela, muito próximo da Basília. Um certo pudor (é evidente que teria de pedir autorização ao dono, não fosse julgar-me de uma qualquer ASAE) e a íngreme subida da Calçada têm evitado que lá me desloque de propósito para a fotografia com alguma qualidade estética. Mas, hoje, à estética decidi que estava em condições de ser editada para falar, digamos, da ética deste pequeno comerciante.

Quando se fala no poder avassalador das grandes superfícies, aqui temos mais um exemplo de como um embrulho destes ( Joana Vasconcelos, ponha aqui os olhos!!!) torna irresistível levar qualquer um destes apetecíveis produtos. Outras leituras são possíveis mas fiquemo-nos, hoje, pelo lado apelativo, policromático, destes pimentos vermelhos, gengibre, alhos,uvas, bananas. No meio da recessão há, seguramente, lugar para a inspiração, e, sobretudo, para este “acrescento” de vida. Luiz, se quiseres, passa por lá com tempo e brinda-nos com o instante que a situação merece!

antónio colaço

NOTA

A fotografia tem aqui lugar soberano, como já se viu. Finalmente, jornais e televisões descobriram a dimensão jornalística de cada cidadão. Nem sempre pelas melhores razões, como se tem visto, pois apelam ao envio de tudo, apenas quando há catástrofes e as televisões não chegaram lá, para, assim, melhor explorarem o nosso lado mórbido perante o sofrimento. Tudo isto para dizer que o nosso mail está inteiramente ao vosso dispor para o envio das fotografias com que queiram sublinhar quotidianos.

Não são de hoje os nossos apelos!

Publicado por: animo30 | 13 13UTC Janeiro 13UTC 2009

O ALGODÃO DOCE DE S.BENTO

13jan3Nem dá para perceber que estamos a fotografar os  fotógrafos que vão fotografar o homem do BPN que está para chegar. Estávamos mais virados para as  nuvens, para estas fabulosas nuvens, não para a nebulosa das negociatas ainda por conhecer.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009

MATINAS

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Por muito que os nossos terrenos e limitados semáforos nos disciplinem os dias, a Vossa Luz é o único semáforo com a Via sempre aberta.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009

DIZ-ME, ESPELHO MEU

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Venha daí um título para esta orvalhada imagem de há minutos.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 14 14UTC Janeiro 14UTC 2009

HÁ 35 ANOS, MAFRA, MARj…ARI!

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Mão amiga fez chegar informação de que se completam, hoje, 35 anos sobre a entrada no Quartel de Mafra. Ninguém ouse esboçar um sorriso por mais disfarçado que seja mas…o terrível momento do confronto com a  ”injecção cavalar”, com que tinha vivido anos e anos, estava a chegar.

Mal sabia eu que, depois de querer ter sido objector de consciência, como atesta este desenho – que pretendia ser, presunção e água benta … o meu “Guernica”, tal o dramatismo que lhe emprestei: um bébé que, ainda antes de nascer, já se recusava a ser entregue às mãos de um qualquer general militarista, sua Mãe agarrrada com quantas forças tinha àquela árvore, a solidariedae longínqua dos militares já incorporados e até o auxílio de uma ave no seu voo solidário em meu auxílio .. .- receberia uma outra injecção mas … de revolução.De Abril!!!

Já agora, mais uma memória;

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Ou porque não havia maneira de acertar com os nomes das divisas e galões, ou porque as botas estavam mal engraxadas, lá ficava mais um fim-de-semana de castigo naquele “casarão” escrevendo as minhas “Reflexões fáceis de um soldado difícil”.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 15 15UTC Janeiro 15UTC 2009

COM QUE ENTÃO….

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O que os anos nos fazem, quando fazemos anos….

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 15 15UTC Janeiro 15UTC 2009

MATINAS

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15jana

Hoje, ainda só sei balbuciar, só sei extasiar-me, admirar-me mas, sobretudo, agradecer-Te,  e aos Pais que me deste e que para Ti já fizeste regressar.Muito obrigado.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 15 15UTC Janeiro 15UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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O País precisa de mais investimento público para animar a economia.

José Sócrates, SICNotícias.

Publicado por: animo30 | 16 16UTC Janeiro 16UTC 2009

100 TEXTOS

Detesto a palavra post e, pior, o seu plural, postes!

Ainda poderia aceitar a associação de uma imagem que nos convocasse para os postes que, de serrania em serrania, levam a energia, a telefonia (rima forçada para conjunto de telefones!!!) mas nem isso e, muito menos, as postas de … pescada!

Tudo isto para dizer que, mais encorpados ou menos encorpados é de palavras que se trata.Uma mão cheia de palavras, cem canjinhas de letras, sempre com a imprescindível folhinha de hortelã,o que quiserem!

E vão cem.

E vejam a provocação que acabámos de deixar aqui!

antónio colaço

NOTA

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Caso não tenham percebido – é um verdadeiro case study perfeitamente identificado de humildade antinarcísica - esta criancinha aqui retratada resolveu fazer anos, aqui,…ontem. Pronto. Já vêm tarde, mas a gente agradece na mesma!

Publicado por: animo30 | 17 17UTC Janeiro 17UTC 2009

WEBANGELHO(Uff!De ler e chorar por mais!)

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A MAIOR RIQUEZA: SEMELHANTES


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

Há algo essencial que aqueles que quereriam imortalizar-se, mediante a clonagem, esquecem: mesmo os clones, quando dissessem “eu”, di-lo-iam de modo único e intransferível. Não é isso, aliás, o que acontece com o gémeos verdadeiros? De facto, cada um de nós é sempre o resultado de uma herança genética e de uma história única, história com cultura.

Nenhum de nós é sem o outro, sem outros. Sem tu, não há eu. Fazemo-nos uns aos outros em interacção. Só com outros seres humanos nos tornamos humanos. A nossa identidade é constitutivamente atravessada e mediada pela alteridade, concretizada em outros.

Ora, não havendo outros sem a interpenetração de biologia e cultura, é inevitável o diálogo intercultural. O encontro com o outro acontece sempre no quadro da cultura, porque não há outro “puro”, sem cultura. Assim, na presente situação do mundo, em contexto de multiculturalismo, não basta a mera junção de culturas, vivendo umas ao lado das outras e respeitando-se mutuamente. É preciso passar do multiculturalismo da justaposição ao pluralismo cultural interactivo, deixando-se desafiar por uma identidade interrogativamente aberta.

Neste quadro, há hoje a tendência para valorizar sobretudo a diferença: é a diferença que nos enriquece, diz-se. Quem pode pôr essa afirmação em dúvida, quando se percebeu que a identidade é atravessada pela alteridade? No entanto, se podemos entender-nos, é porque somos fundamentalmente iguais.

Como recordava recentemente, em Santa Maria da Feira, num debate sobre o diálogo intercultural, o filósofo Fernando Savater, a semelhança entre os seres humanos é que cria a riqueza e funda a humanidade. Reconhecemo-nos, porque somos semelhantes. Só porque o fundamental é a nossa semelhança é que há igualdade de direitos e só porque não há diferença de direitos fundamentais é que há o direito à diferença. Afinal, “não há ninguém tão convencido da diferença como um racista”.

Claro que, no encontro com o outro, nunca se pode esquecer que o outro é um outro eu e ao mesmo tempo um eu outro, de tal modo que nunca nenhum de nós saberá o que é e como é ser outro enquanto outro, eu outro. Mas o que mais nos interessa é a semelhança, pois, nas diferenças, somos todos humanos, reconhecendo-nos.

Se me perguntam pelo fundamento último da dignidade humana, digo que é a nossa comum capacidade de perguntar. O que nos reúne é uma pergunta inconstruível, sem limites, que tem na raiz o infinito e nele desemboca, sendo as culturas tentativas de formulá-la e perspectivar respostas.

Aqui, assenta a convivência fraterna e digna da Humanidade, reconhecendo todos como humanos. Mas, como também lembrou Savater, inimigos maiores desta convivência são a pobreza e a ignorância. Rejeitamos os pobres, porque metem medo: nada nos dão e obrigam-nos a dar. A ignorância é outra fonte de susto: quando se não reconhece a semelhança, teme-se o diferente.

Aí está, pois, a urgência da solidariedade, assente no reconhecimento da semelhança.

Nesta solidariedade, justiça e caridade têm de abraçar-se. Sobre este abraço, Bertolt Brecht, o famoso escritor marxista, que lia a Bíblia, escreveu estes versos inultrapassáveis: “Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da rua vinte e seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem.//Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua.//Não abandones o livro que to diz, Homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite, / durante toda uma noite estão resguardados do vento / e a neve que lhes estava destinada cai na rua. / Mas não é assim que se muda o mundo, / as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração.” |

(In, Diário de Notícias,hoje)

Publicado por: animo30 | 18 18UTC Janeiro 18UTC 2009

E O PORTO AQUI TÃO PERTO

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Publicado por: animo30 | 18 18UTC Janeiro 18UTC 2009

WEBANGELHO

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A prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas

1. Os que, no século XIX, anunciaram a “morte de Deus” e o fim da religião foram muito precipitados. A interrogação metafísica não se esgota em nenhuma construção filosófica nem a preocupação religiosa se confunde com as suas expressões organizadas ao longo dos tempos. Se a religião estivesse morta, a cascata de reacções às palavras de Casino (13/1/09), do patriarca da diocese de Lisboa, não teria inundado os meios de comunicação. Voluntária ou involuntariamente, D. José Policarpo realizou uma operação de marketing religioso, sejam quais forem os resultados para a Igreja Católica e para a Comunidade Muçulmana, a curto e a médio prazo. Até os possíveis danos colaterais, no campo do diálogo inter-religioso, convergem para aquele princípio pouco respeitável: “Bem ou mal, o que importa é que falem de nós”. No fundo, os muçulmanos conseguiram uma atenção que ultrapassa a sua presença em Portugal. Poderão dizer, à portuguesa, “há males que vêm por bem”. Espero, aliás, que este incidente ajude a intensificar e alargar o diálogo da Igreja Católica, em Portugal, com a população muçulmana. O facto de o catolicismo ser maioritário, no nosso país, não pode servir para não ter em conta as outras religiões. O diálogo inter-religioso é essencial para se deixar interrogar pelo outro, independentemente do número dos interlocutores. Não só porque, onde uns, num país, são maioritários podem ser minoritários noutro. Vale a regra de ouro: fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Além disso, a prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas. Perde-se a ignorância, o orgulho e, com humildade, podem acolher-se e questionar-se mutuamente.
Que o patriarca tenha desassossegado a comunidade muçulmana, a propósito do casamento de jovens católicas com muçulmanos, por causa dos “sarilhos” em que se podem meter, é um aviso de pastor responsável. Não deveria, no entanto, esquecer o que se passa em sua casa. Seria bom que desassossegasse os seus colegas no episcopado, a começar pelo bispo de Roma, acerca dos sarilhos em que envolveram as exigências da celebração do casamento católico – algumas delas dispensáveis – que leva muitos a ficar, apenas, pelo casamento civil. A relação com o divórcio, com um segundo casamento, com o impedimento do acesso à comunhão eucarística dos recasados, acaba por aumentar o número dos católicos não praticantes. Como os sacramentos são para ajudar e não para complicar, até o próprio Deus deve exclamar: ai o que estão a fazer da graça do matrimónio!
2. Essa questão veio interromper uma outra que já andava na imprensa e, sobretudo, na Internet: as reacções à propaganda ateísta nos autocarros. A moda começou em Inglaterra, passou aos EUA, a Espanha e parece que vai chegar a Portugal. O slogan inscrito nos autocarros, inspirado no cientista ateu Richard Dawkins, é o seguinte: “Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e goze a vida”.
A campanha publicitária, agora em andamento por vários países, começou por ser planeada e parcialmente financiada pela Associação Humanista Britânica (BHA) e visava colocar cartazes em 30 autocarros de Londres.
O novo ateísmo militante tem vários protagonistas de nomeada. Um dos mais célebres é Dawkins, autor de várias obras importantes. Através delas, procurou distribuir as seguintes convicções, sintetizadas por Alister McGrath (1): uma visão darwiniana do mundo toma a crença em Deus desnecessária ou mesmo impossível. A religião estabelece proposições que se alicerçam na fé, o que representa um retrocesso face à busca rigorosa e factual da verdade. Para este autor, a verdade está sempre alicerçada em provas evidentes e todas as formas de misticismo ou obscurantismo, baseadas na fé, devem ser rigorosamente combatidas. A religião oferece uma visão do mundo pobre e pouco clara. “O universo apresentado pela religião organizada é um universo medieval acanhado, extremamente limitado”. Inversamente, a ciência oferece uma visão arrojada e luminosa de um universo grande, belo e assombroso. A religião conduz ao mal. É como um vírus maligno que infecta as mentes humanas. Esta não é uma apreciação estritamente científica, uma vez que a ciência não sabe determinar o que é o bem ou o mal: “A ciência não possui nenhum método para decidir o que é ético”. Não obstante, esta é uma contestação profundamente moral da religião, bem enraizada na cultura e na história ocidental e que deve ser considerada com a maior seriedade.
No seu livro, Alister McGrath não procurou fazer uma crítica à biologia evolucionista de Dawkins. As opiniões deste devem ser avaliadas pela comunidade científica no seu todo. Ele enfrenta, apenas, as conclusões gerais deste cientista, em particular as referentes à religião e à história intelectual, domínio sobre o qual tem uma competência especial para se pronunciar, isto é, a problemática, extraordinariamente importante, da transição da biologia para a teologia. Ele é biólogo e teólogo. Voltaremos a este tema, pois, como diz Tomás de Aquino, não é evidente que Deus exista ou não exista.

 (1) O Deus de Dawkins, Lisboa, Alêtheia, 2008, p. 21

(In Publico,hoje)

 

 
Publicado por: animo30 | 19 19UTC Janeiro 19UTC 2009

Ao lado da messe dos Oficiais…

Quis o impulso da ocasião, patrocinado por estar pelas redondezas, providenciar a este que vos escreve uma breve mas rica visita guiada pelos passos do convento de São Bento, nossa Casa da Democracia.
A pretexto de um café ofereceu-se com a simpatia e disponibilidade habituais que dedica aos amigos este bigodes que se apresenta na foto anexa. António Colaço, assessor de imprensa do grupo parlamentar do Partido Socialista vai para… muitos anos, com o desportivismo que se enaltece, recebeu este putativo deputado MEPiano com honras de cidadania completa.
Obrigado pelo cafézinho e pelos votos. Haja quem queira acreditar que os há bons e interessados pelos quadrantes políticos que vamos tendo e haja, já agora, quem esteja disposto a diversificar os votos.
António Colaço
Por falar em MEP, fiquei ontem a saber que há um MEP no Bloco de Esquerda, ignorância da Lusa, distracção do jornalista e da RTP? Seria de bom tom reservar a sigla que é do novel partido para esse mesmo partido. Já é difícil quanto baste conseguir chegar aos ouvidos de quem pretendemos representar quanto mais com estes lapsos. Imaginem que a PSP voltava a representar Partido Socialista Português, agente assim não se entende, não é verdade? Ou para evitar confusão teremos de passar a chamar-nos ME? Ups. Isto faz lembrar qualquer coisa… ME, BE… Cumprimentos aos jornalistas parlamentares, vale amigo Colaço? ;-)

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Janeiro 19UTC 2009

MATINAS

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19jan

Basílica da Estrela

É só para lhe agradecer, António Colaço. Diáriamente sou leitor do seu Blogue. Frei Bento e Anselmo Borges são verdadeiramente a certeza de que Deus, apesar de tudo, olha por nós.

Duarte Tapadas

NR – Obrigado, Duarte, mas vai ver, um destes dias, que as palavras destes nossos dois amigos nos fazem, em cada dia, compreender, sim, que ” apesar de tudo” somos nós que devemos continuar a olhar para Deus. O problema é que, por vezes, esquecemo-nos. Não é dramático nem devemos penalizar-nos ou  culpabilizarmo-nos por isso, ao contrário do que fizeram crer-nos de dentro da própria Igreja, de uma enviezada maneira de conceber a  Igreja. Daí o papel de renovação que estes e outros amigos assumem.É o que penso e verdadeiramente acredito. Aliás, Deus  dotou-nos, também, com essa coisa maravilhosa chamada “perdão” um precioso instrumento para nos auxiliar a superar todas as nossas contradições e esquecimentos próprios.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Janeiro 19UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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Prefiro começar com uma vitória.Dá outro ânimo ao partido.

Pedro Passos Coelho, TSF/DN .18Jan.09

A equipa visitante (Paços Ferreira ao reduzir para 2-1 com Sporting) ainda ganhou ânimo

RTPN,notícias.

Publicado por: animo30 | 19 19UTC Janeiro 19UTC 2009

AINDA O PORTO

 

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A beleza de um  intenso e gratuito nevoeiro foi insuficiente para  chamar os nortenhos à sua Foz. “Estamos em crise. As pessoas não saem…”

18jan Em contrapartida, e para espanto meu, o Norte Shopping a abarrotar de gente . Filas em várias lojas, nomeadamente, na área dos novos produtos audiovisuais. Cris… quem ousa falar dela?

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 20 20UTC Janeiro 20UTC 2009

MATINAS

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Uma nesga de sol, lá, ao fundo no estuário do Tejo. Hoje, no grande estuário do planeta, Obama pode ser a nesga de Sol. Do Teu Sol.

20jan

Ontem, aqui, não houve uma nesga de sol que se visse, para além da que transpareceu do olhar tranquilo de Luís. 

Luís, ainda bem que Deus é muito mais misericordioso e compassivo do que nós julgamos e que nos dotou de uma serena inteligência para podermos dizer do seu algoz de ontem ” já não há pachorra para tanto deslumbramento”. “Graças a Deus” que, para a próxima, mudarei de canal.

antónio colaço

NOTA

Hoje é dia de me acontecerem as mais incríveis histórias.Só depois de editado este post é que dei pela “partida” que o meu amigo Rui Branco pregou. Ou seja, pela primeira vez veio cá a casa!!!Não habia nexexidade daquela foto, aqui mesmo a meus pés, meu caro Rui.Aqui entre nós que ninguém nos …lê, as audiências já estão tão por baixo…Obrigado e volta sempre!

Publicado por: animo30 | 20 20UTC Janeiro 20UTC 2009

OBÂNIMO

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Ânimo, senhor Presidente!

antónio colaço

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ÂNIMOS EXALTADOS ESPECIAL!

Pode ser que o optimismo lhes dê (aos americanos) algum ânimo.

Luis Costa Ribas, SIC.

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

MATINAS

21jan

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

WEBANGELHO

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De um amigo da ânimo, o Pe Vitor Gonçalves, com muito gosto, este oportuníssimo WEBANGELHO (para o qual esbocei um primeiro Saulo, Saulo, por que me persegues? que integrará exposição a anunciar em breve!):

À PROCURA DA PALAVRA

P. Vítor Gonçalves

 

CONVERSÃO DE SÃO PAULO Ano B

 

E o Senhor disse-me:
Levanta-te e vai a Damasco;
lá te dirão tudo o que deves fazer
.

Act 22,10

 

Sinais de pista

 

           Quando penso em S. Paulo frequentemente o imagino em movimento. Incansável. A pé, a cavalo, de barco, por estradas e a corta-mato; e quase o vejo apanhar um comboio, um avião, ou mesmo uma nave espacial, tal é o dinamismo que a sua vida nos imprime. E mesmo quando está em algum lugar também tem o coração e a mente presentes em outras comunidades a quem escreve as suas calorosas cartas. Para os limites de comunicação do século I ele é um fenómeno de globalização. Tem uma sede insaciável de que todos possam conhecer e amar Jesus, de que as comunidades sejam um sinal vivo da Boa Nova em acção.

           Na experiência luminosa da estrada de Damasco maravilha-me a identificação de Jesus com os seus amigos perseguidos, mas também a surpresa de não revelar imediatamente a Paulo o que quer que ele faça. Há sempre um mistério em cada chamamento. Algo que só o caminho irá revelando. Como naquela inesquecível definição de vocação que aprendi no Seminário de S. Paulo de Almada: “A vocação é um itinerário com sinais de pista. Cada sinal leva ao sinal seguinte, sem nunca se saber o termo definitivo”. Não vos enchem de “formigueiro” estas palavras? Pois a mim enchem! Ainda que nem sempre veja o horizonte, acredito na luz que permite dar pequenos passos; ainda que nem sempre entenda os sinais, acredito na mão pousada no meu ombro que fortalece a minha esperança! Pois é, Deus não dá mapas, mas é generoso em sinais!

           Ficamos pobres quando “arrumamos” facilmente as nossas procuras, quando não valorizamos o esforço em ler os sinais que raramente são evidentes. Não se trata de um trabalho de adivinhação, de “cartas ou búzios” que se lançam para algum vidente “ler” o futuro ou o passado. É mais a responsabilidade que Deus nos oferece de vislumbrar no quotidiano o seu projecto de felicidade. Um projecto aberto, que não tem um caminho único (ou tem, mas é um caminho especial que se chama Jesus Cristo!), e que cresce na medida em que temos a coragem de sonhar o que parece impossível. Podemos ajudar-nos a compreender os sinais mas ninguém pode dar os passos em vez de nós. Podemos “ser conduzidos até Damasco”, mas daí em diante, o risco e a confiança serão os companheiros de vida. Como S. Paulo, que não deve ter imaginado em que aventura ia embarcar!

           Viajamos mais facilmente, comunicamos à velocidade de um click, mas continuamos a ter de dar resposta aos sinais. O medo e a rotina tentarão prender-nos, a segurança e a prudência atrasar-nos, mas se tivermos um pouco da centelha de S. Paulo, que “viagens” não escreveremos nós?

Publicado por: animo30 | 21 21UTC Janeiro 21UTC 2009

DOÇURA CAPUCHINHA

21janh

VARSÓVIA (AFP) — Apelidado de ‘o apóstolo do Kama Sutra católico’, o padre Ksawery Knotz, um monge capuchinho polonês que dá conselhos a casais casados de sobre como praticar sexo, afirma que simplesmente faz um trabalho para Deus.

“Claro que animo os casais casados a rezar para que eles tenham uma vida sexual boa e feliz. Para mim, este é um meio de se aproximar de Deus”, declara o monge de 43 anos.

“As pessoas ficam um pouco surpresas no início, mas agradavelmente surpresas”, destaca Knotz, que fez, como monge, um voto de castidade.

O religioso atende hoje a mais de 3.000 casais de fiéis católicos na Polônia desde 2000, com uma benção tácita de seus superiores. A iniciativa é tão popular que sua agenda está cheia até o ano que vem.

 

“Se você acredita em Deus, acredita que Deus está presente na vida, no amor, no matrimônio e na sexualidade. Parece natural falar de sexo, e eliminar alguns tabus e manchas do pecado”, declara o monge, que vive no monastério dos capuchinhos em Stalowa Wola, sul da Polônia.Autor de um livro chamado “O ato do matrimônio”, o padre Knotz tem desde 2004 um site http://www.szansaspotkania.net (a sorte do encontro) em duas versões, polonesa e inglesa.

O monge admite que a educação tradicional da Igreja católica sobre o sexo apresenta fragilidades, mas rapidamente acrescenta que seus conselhos sexuais são reservados a casais heterossexuais que contraíram matrimônio.

No capítulo “A teologia do orgãos”, o capuchinho compara o momento supremo do ato sexual com o encontro com Deus no céu.

“O amor de um casal casado, manifestado no sexo, aproxima o corpo humano do céu. O êxtase de uma relação sexual pode ser comparado à alegria da vida eterna”, afirma.

“É por isso que este ato conjugal permite aos esposos começar a entender a doçura do encontro com Deus”, acrescenta o padre Knotz.

O religioso insiste em uma “comunicação boa e aberta entre os casais”, necessária para alcançar os orgasmos celestiais, e incentiva os maridos a darem tempo suficiente às mulheres para satisfazê-las plenamente.

A seus críticos, que o acusam de falta de experiência pessoal, o padre Knotz respondeu: “Não precisais padecer de uma doença do coração para ser cardiologista, nem ser alcoólatra para se tornar terapeuta”.

O monge explicou que encontrou sua inspiração na abertura do olhar de sua família e nos ensinos do Papa João Paulo II, que tratou pela primeira vez o tema da sexualidade em um folheto publicado na Polônia em 1960 sob o título “Amor e responsabilidade”.

Kasia e Jan Paluszewski, ferverosos católicos casados há 18 anos e pais de três meninos, de 16, 13 e 3 anos, afirmam que os conselhos do padre Knotz “reforçam e esclarecem” sua vida sexual e sua espiritualidade. “Ele escuta realmente os casais e é por isso que ele nos entende bem”, diz Jan Paluszewski, um técnico de informática de 46 anos.

 

nota

Este take da AFP é publicado na sequência  de um artigo hoje editado pela revista Focus e intitulado “Kamasutra Católico“. Como se vê, o nosso amigo Capuchinho não está com meias medidas e as resistências que encontrou, aos poucos, transformaram-se em significativas alteracções na vida dos casais que o procuram.

Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, perguntamos: E por que não? Até quando vivermos condicionados por ideias negativistas que nos impedem de olhar para o nosso corpo como um todo, como obra prima d’Aquele que nos criou e que, no final da Criação, olhando para a sua obra-prima, citando o Pe Anselmo ” viu que era bom“?!

Uma lufada de ar fresco no melhor espírito do ” Pelo Irmão Corpo, Louvado Sejas, oh, Meu Senhor, de Francisco de Assis.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009

MATINAS

22jan

Às vezes recorro a Ti, já no meio da tempestade,implorando-Te que, qual guarda-chuva sempre a jeito, me protejas. Quero perdoar-me, com o perdão de que me dotaste, por insistir no Deus bric-a-brac, que sei detestas ser,  sempre que me esqueço que, depois de todas as tempestades, vem sempre a Tua bonança.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009

SAUDADES DE CARDIGOS

mariafreire

TENHO SAUDADES DE CARDIGOS!

Quando eu era pequenina sonhava em ter uma casa grande,
Uma família unida, como tinha naquela altura.

Sonhava em ter muitos filhos para encher essa casa.
Quando era pequenina eu sonhava em ter um jardim com muitas árvores para fazer uma casa na árvore como tinha na casa do Avô, queria ter uma família grande para, na noite de Natal, rodarmos e cantarmos à volta da fogueira grande da Praça fria.

Oh! Como eu tenho saudades desses Natais, em Cardigos, na casa do Avô…

matrizcardigos

Corríamos pelos campos que o Avô cedia generosamente, às famílias numerosas de ciganos (nómadas) e assistíamos às suas festas e rituais, eram mágicas as férias do Natal em casa do Avô.
Tenho saudades de andar pela adega e de me esconder por entre as numerosas pipas de vinho que eram três vezes maiores do que eu, tenho saudades de ver os Homens da aldeia, no lagar, enquanto cantavam e pisavam as uvas fazendo um belo vinho que a Avó Titina punha açúcar porque fazia bem ao coração.

Tenho saudades de ir dar palha ao macho, dos passeios pelo Vale da Lagoa, pelo Vale Fagundes, em cima da carroça do macho com o Tio Manel, sempre a tocar guitarra e a cantar, tenho saudades da apanha da azeitona, de apanhar castanhas e de me picar para lhes tirar a casca, tenho saudades de apanhar morangos da terra, todos muito alinhados, sentir o seu maravilhoso cheiro, passá-los pela água do furo e comê-los.

Tenho saudades da Ilda que se atormentava com os “seus meninos” e que, ainda hoje, tem 42 anos, nem ela nem ninguém sabe o ano ou dia em que nasceu, por isso passou a ser dia 1 de Janeiro, o primeiro dia do ano para não se esquecer.

Tenho saudades de ouvir a Tia Guida a pedir para não corrermos nem pularmos na camarata dos rapazes, pois o lustre da sala de jantar podia cair, tenho saudades do cheiro da cera amarela do chão encerado da casa do avô, das noites de Consoada em que nos juntávamos na cozinha para ver as mulheres fazerem as melhores filhós.

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Última ceia, na Portugália, com o nosso saudoso Zé Mário.


Tenho saudades do tio Zé Mário, meu padrinho querido, das suas barbas negras, das suas gargalhadas e das histórias que ele contava.
Tenho saudades de ver o Tio Gérard a andar pelo seus próprios pés, sem precisar de ajuda de ninguém, de o ver na porta para o quintal a dar-nos adeus com um sorriso nos lábios, lembro-me de o ver com alguma agilidade a apanhar pinhas no pinhal.

Tenho saudades de ver a Tia Nucha sempre preocupada com todos, de subirmos para o telhado, às escondidas de todos, e sentarmo-nos nas velhas telhas a fumar os primeiros cigarros e a falarmos dos primeiros namorados, tenho saudades da minha família, dos meus primos, tenho saudades de como éramos uma família unida enquanto o Avô foi vivo.

Enquanto não houve partilhas.

Tenho saudades de irmos todos juntos escolher o melhor e maior pinheiro para Árvore de Natal, de arrancarmos das pedras dos muros o musgo para o presépio.

Tenho saudades dos doces caseiros, do cheiro da terra molhada, das pedras da calçada, de ver a chuva em carreiros como só em Cardigos vi. Tenho saudades de ouvir o som de um carro e vir a correr para a porta ver de quem era, era tão raro passarem carros em Cardigos.

Tenho saudades de brincar na casa da árvore… tenho saudades de ir à camioneta que chegava de Lisboa, ás 19h, para irmos comprar o jornal do dia anterior. Era tão estranho e tão maravilhoso viver em Lisboa e passar férias em Cardigos…era tudo tão diferente, tão calmo…tenho saudades de me chamarem para a mesa quando ainda havia horas certas para almoçar/jantar
Tenho saudades de ver a minha Mãe sorrir e de rir com gosto.
Tenho saudades…muitas saudades… dos tempos vividos em Cardigos.
Hoje, passados muitos anos, tenho saudades de já não ter uma casa secular em Cardigos.De já não ter um Avô, nem uma Avó…Tenho saudades…
Tenho saudades.

 

Maria Freire

 

NOTA – Meu caro Zé Mário Tavares, com que alegria nos olhos nos falavas dos teus sobrinhos. Toma, lê, vê, agora, como eles  falam de ti. É um texto com a vila de Cardigos inteira, bem dentro de si. Até arrepia. Parabéns, Maria Freire, que, em boa hora, tropeçou neste cantinho e na nossa eterna dedicação ao Tio Zé Mário. A Maria pode ser lida em

http://petalacaida.blogspot.com.

antónio colaço

 

Publicado por: animo30 | 22 22UTC Janeiro 22UTC 2009

VÉSPERAS

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Basílica da Estrela, há minutos.

Embrulhados no aconchego das Tuas neblinas.Onde o frio, onde o calor?

Apenas e sempre a eternidade do Teu Amor.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009

MATINAS

23jan

Renascidos das cinzas, ainda meio adormecidos do prolongado sono outonal, ei-los, os pampilhos, desaguando, para nosso encantamento, na foz dos nossos desesperançados dias.Obrigado, pela Primavera que, assim, nos anuncias.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 23 23UTC Janeiro 23UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

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E então, como é que estão os ânimos aí na Qimonda?!

Alberta Marques Fernandes, RTPn

Publicado por: animo30 | 24 24UTC Janeiro 24UTC 2009

WEBANGELHO

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ÉTICA E RELIGIÃO NA ECONOMIA

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

 

Perante o estrondo da crise financeira, que está a chegar, avassaladora, à economia real, há da parte de muitos um enorme apelo à ética e aos valores na finança, na empresa e na economia em geral.

Há vantagens nisso, como diz Josef Wieland, professor de Ética: os valores éticos trazem enormes bens à empresa, como, por exemplo, a segurança jurídica; “a reputação da empresa aumenta e ela acaba por receber os melhores e mais motivados colaboradores”. É preciso ter em conta que a corrupção vai recuar e “as regras éticas defendem em todo o mundo os empresários da prisão”.

Não é por acaso que são esperados quatro mil participantes no sexto congresso cristão de empresários e gestores, que se realiza em Düsseldorf, Alemanha, de 26 a 28 de Fevereiro próximo, sob o lema Avançar para a Chefia com Valores. Isto não significa de modo nenhum que a ética empresarial seja um exclusivo dos crentes, mas a fé tem de ter influência no mundo dos negócios.

Na Alemanha, 66% dos empresários dizem acreditar pessoalmente em Deus e, segundo impulse, revista para empresários, no seu número de Janeiro, a união de empresários católicos atingiu o número histórico de mais de 1200 membros e, no caso dos empresários protestantes, o número multiplicou-se em poucos anos por dez, sendo agora 600.

Segundo uma sondagem da Forsa, as normas éticas e morais desempenham um grande papel para 50% dos empresários alemães, sendo interessante verificar que essa normas são mais importantes para os empresários protestantes (58%) do que para os católicos (47%). Segundo a mesma sondagem, da fé derivam deveres: responsabilidade pelos trabalhadores (71%), sinceridade, justiça, lealdade (31%), decisões socialmente compatíveis (18%) e há limites morais para o rendimento pessoal: católicos (62%), protestantes (42%), sem confissão religiosa (56%), empresários em geral (52%).

Haverá contradição entre a fé em Deus e a maximização do lucro? Os crentes em geral respondem: sim (28%), não (68%). Os passos da Bíblia mais citados pelos empresários crentes são: “ama o teu próximo como a ti mesmo”, “o Senhor é o meu pastor” e os dez mandamentos.

Segundo o bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, a maximização do lucro e o amor do próximo podem ser compatíveis: “a Igreja não é estranha à realidade”. A responsabilidade económica precisa de ter os pés assentes na terra e a proximidade ao Homem. A presente crise financeira não pôs em causa a economia social de mercado. De qualquer forma, o sistema desequilibrou-se e é preciso corrigi-lo. Quanto à justiça, há um critério importante: “As diferenças na sociedade devem estabelecer-se de tal modo que também as pessoas que se encontram no fundo da escala possam estar convencidas de que o sistema em geral é justo e lhes é favorável também a elas.”

Dos debates tensos de Gerd Kühlhorn com os empresários para impulse, resultaram dez mandamentos para os empresários cristãos, que “talvez sejam um pouco simples, mas certamente mais claros do que todos os fanfarronantes Codes of Conduct”. Aqui ficam:

1. Trata dos negócios de tal modo que a tua empresa tenha um bom lucro. 2. Sê justo com os teus parceiros de negócio. 3. Mostra estima pelos teus colaboradores. 4. Faz negócios prospectivamente e assegura o futuro da tua empresa. 5. Procura parceiros que como tu acreditem em Deus. 6. Cultiva a humildade. 7. Coloca os teus talentos e recursos ao serviço dos outros. 8. Não te percas no trabalho. 9. Reconhece que a tua empresa não te pertence a ti, mas a Deus. 10. Respeita todos os que não partilham a tua fé.

No fundo, como diz o bispo W. Huber, encontramo-nos num “ponto de viragem”. A confiança é “um capital tão importante para a economia como o dinheiro”. Por isso, é preciso que os empresários estabeleçam “um equilíbrio entre a eficiência económica e as consequências sociais do negócio empresarial”.

Afinal, a economia não é fim em si mesma, pois é o Homem que tem de ocupar o centro. Daí, como lembrou Martin Buber, o sucesso não ser “um dos nomes de Deus”. A solidariedade, sim.

 

In, Diário de Notícias,hoje

 

Publicado por: animo30 | 25 25UTC Janeiro 25UTC 2009

WEBANGELHO

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Evolução e fé religiosa não são incompatíveis
25/01/2009    Frei Bento Domingues O.P.


 
Antes, dizia-se que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral. Agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo

1.Diante da promessa do meu texto no domingo passado, alguém teve a amabilidade de me aconselhar a não voltar ao tema: isso só poderia servir a propaganda antiteísta que pretende divulgar a ideia de que as religiões são a origem de todos os males e de que, suprimida a ideia de Deus, as religiões caem irremediavelmente por terra e começa uma era limpa de enganos milenários. Quando, em 1975, me convidaram a visitar o museu do ateísmo em Leninegrado, declinei o convite. A simples ideia de um tal museu deu-me imensa vontade de rir e preferi mais tempo para as maravilhas do Hermitage. Não ignoro que o ateísmo tem, na história do Ocidente, diversas expressões literárias e filosóficas. Hoje, não falta quem julgue que a própria ideia de Deus é uma pseudo-ideia. Há expedientes simplistas para evitar a palavra entre religiosos e ateus: que importa aos crentes que os outros não acreditem e vice-versa? Cada um que guarde, para si, as suas convicções, seguindo a velha consigna: aqui, de política e de religião, não se fala. A situação real talvez não se resolva com esse expediente. Se antes, em algumas sociedades, se dizia que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral e uma ameaça para a sociedade, agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo para a ciência, para o progresso, para a felicidade, uma raça a extinguir. Para uma situação destas, é preciso algo mais do que um apelo à tolerância e ao respeito pelos direitos humanos. Em muitas situações são precisamente estes que não são reconhecidos. Por outro lado, seria ridículo supor que o mundo está a caminho de uma comunidade guiada só por critérios científicos que avaliam o que está certo ou errado. Face à complexidade da condição humana e à morte, a inteligência encontra-se diante de questões e fenómenos misteriosos – não apenas enigmas – que a razão não pode controlar. A crença talvez não esteja tão em crise como se diz. Para dar um sentido último à aventura humana, o corpo essencial de doutrina das grandes religiões parece ter longos dias pela frente.

2.A tomada de posse de Barack Obama foi, como estava previsto, político-religiosa: juramento da Constituição e mão na Bíblia. Ninguém pensa que isso tenha, por si mesmo, um resultado político e religioso automático. Pedir a Deus ajuda e bênção para os EUA não garante, só por si, que o presidente respeitará o desígnio da Constituição e, quanto à Bíblia, há, nessa biblioteca, de tudo para todos os gostos. Com o mesmo juramento, Bush foi uma desgraça mundial e aguardo que o novo Presidente não ajude nem permita desgraças como foram a invasão do Iraque e a matança de Gaza. Tornou-se, no entanto, evidente que a autenticidade humana, política e religiosa, manifestada no seu itinerário até à tomada de posse, suscitou uma fé e uma esperança colectivas, um desígnio comum, uma vontade de vencer a crise, como um serviço a toda a América e ao mundo. Um sentimento religioso, transcendente e humano percorreu esse dia.

3.Voltando ao ponto em que deixei o texto do domingo passado, não me parece que a ciência de R. Dawkins vá substituir a religião. Como dizia o poeta Eliot, “não há nada neste mundo ou no outro que possa ser substituto de outra coisa”. Já referi a obra de resposta de Alister McGrath a Dawkins que termina com um convite: “Temos muito a ganhar com um debate comum, cordato e rigoroso. A questão acerca da existência de Deus – e como será Deus se existir – mantém ainda toda a sua importância intelectual e pessoal nesta época pós-Darwin. Encontramos mentes fechadas de ambos os lados da barricada. Os cientistas e os teólogos têm muito a aprender uns com os outros”. Foi, aliás, nesse processo, que este biólogo passou de ateu a cristão, sentiu a necessidade de se doutorar em Teologia e, sem deixar a prática científica, tornou-se padre da Igreja anglicana.
Para superar este abismo entre as mentes fechadas, fundamentalistas, de ambos os lados, um outro biólogo, presidente da American Association for the Advancement of Science, Francisco J. Ayala (1), escreveu uma obra, mostrando que não há contradição necessária entre a ciência e as crenças religiosas. “A ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, as relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, os valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”. Como se dizia na antiga Missa, o Deus que alegra a minha juventude.
Ayala, no balanço final do seu percurso, verifica que “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”. Era esta, aliás, a convicção do próprio Darwin.
(1) Francisco J. Ayala, Darwin y el Diseño Inteligente, Madrid, Alianza, 2008

Publicado por: animo30 | 25 25UTC Janeiro 25UTC 2009

PASSEIO COM ASAS

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Linha da Beira Baixa, Ortiga.

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Surpreendido por quase meio quilómetro de um bando de aves de médio porte (ignoro identificação!) descendo o Vale do Tejo.

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Vindas não sei de que recessão, afinal, a nossa, ainda dá para banquete real!

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Uma lente mais potente e veríamos o adivinhado festim de …peixe?

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 25 25UTC Janeiro 25UTC 2009

VÉSPERAS

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Mação, há minutos.

Já não corremos para a rua mal a chuva pare para fazermos regatos e barragens… e as ruas da nossa infância nem sequer conheciam o empedrado luxo das calçadas.

Obrigado por crescer e Tu, sempre a veres.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

leituras.DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR

26janc

Alberto Vasquez

DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR

 

Todos os seres humanos desejam ser queridos. Mas, quantos amam realmente? O verdadeiro amor actua como um alquimista: converte a ambição em altruísmo e transforma o sofrimento em felicidade.

 

Borja Vilaseca

 

 

Talvez seja pela intensidade do frio ou, quiçá, por uma simples questão de tradição, mas o certo é que Janeiro é o mês preferido pelos espanhóis para  reflectir sobre como marcham as suas vidas. Depois da ressaca natalícia muitos se refugiam no calor dos seus lares  para fazer balanços e fixar  os clássicos propósitos para o ano novo.

Deixar de fumar. Estudar inglês. Perder peso. Ir ao ginásio. Estas são algumas das promessas mais comuns. E dado o difícil que nos parece mudar de hábitos damos por concluído que o mais importante  é tentar. Pelo menos, sempre podemos repetir no ano que vem.

Em paralelo, um novo propósito está emergindo no coração de mais seres humanos.Trata-se de uma promessa bastante menos concreta e muito mais intangível. Diferente de outras, não sai a pronunciar-se, pois consiste numa prática pacífica e silenciosa. É o maior dos compromissos que podemos fazer  connosco próprios e cumpri-lo não requer conselhos nem estudos. Está acima de qualquer outra meta. Agora mesmo, pelo menos, uma pessoa acaba de propor-se a aprender a amar. .

 

O AMOR É O CAMINHO

 

“Enquanto que o sábio assinala a Lua, o néscio olha para o dedo”

(provérbio chinês)

 

Que viemos a este mundo para aprender a amar é uma verdade ancestral. Descobriu-se antes de ter começado a história da filosofia. Zoroastro (630-550, ac), Mahavira(599-527,ac)Lao-Tsé(570-490,ac)Buda (560-480,ac),Confúcio(551-479,ac),Sócrates(470-399,ac),Jesus Cristo (1-33).

Todos os grandes sábios da humanidade cujos ensinamentos deram origem a instituições religiosas que conhecemos, hoje em dia, disseram essencialmente o mesmo: Amar os outros é o caminho que leva os seres humanos à felicidade.

Ainda que muitos outros tenham seguido pregando com o seu exemplo sobre o poder transformador do amor, passam os anos, as décadas e os séculos e a grande maioria dos seres humanos seguimos sem saber amar.. A prender isso não entra nos planos  do nosso processo de condicionamento familiar, social, cultural, religioso, laboral, político e económico.

Como estudantes fazem-nos memorizar o inimaginável. Logo, preparam-nos para ser profissionais produtivos. Porém, esquecem-se do mais básico. Assim é como entramos no mundo: sem saber gerir a nossa vida emocional. E se o êxito não é a base da felicidade esta, sim, é que é a base de qualquer êxito. Pelo contrário, desde pequenos nos fazem crer que o mundo está cheio de gente malvada. Que não há que confiar nos desconhecidos. Que o importante é ocupar-se de si mesmo.Assim, o medo, a frustração e o ressentimento vão passando de geração em geração, criando uma cultura baseada na desconfiança, na resignação e na insatisfação.

 

PARA ALÉM DO CONDICIONAMENTO

 

Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente .

Jiddu Krishnamurti

 

A perversão da natureza humana chegou a um ponto que ao longo deste processo de condicionamento também escutamos que a bondade é sinónimo de estupidez, pois alguém sempre acaba por arrepender-se das suas boas acções, e que amar-se a si próprio é uma conduta egoísta, própria de um narcisista. Daí que falar do amor ao próximo soe a ridículo.

Estejam certas ou não, todas estas crenças modelam a nossa percepção do mundo e influenciam a nossa forma de nos relacionarmos com os demais e connosco próprios. E não se trata de culpar a ninguém, e sim responsabilizarmo-nos do nosso processo de mudança e crescimento. O que está em jogo é a nossa liberdade para decidir quem podemos ser. E aqui não há mestres, somente espelhos onde nos vemos reflectidos. Em última instância, deixar de existir como bichos do mato só depende de nós próprios.

O correcto consiste em questionar as nossas crenças, por mais que  atentem contra o núcleo da nossa identidade. Daí que esta aprendizagem surja como uma iniciativa pessoal, um compromisso a longo prazo em que a conquista do verdadeiro amor se converte no caminho e na meta..E não se trata de uma moda passageira. O auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal são processos cada vez mais aceites pela sociedade. Ao haver tanta oferta (livros, estudos) e tratando-se de um assunto tão íntimo e delicado, a sua utilidade dependerá do bem que saibamos eleger.

 

OS INIMIGOS DO AMOR

 

O amor é a ausência de egoísmo

 Erich Frromm

 

Segundo as leis da evolução, tudo começa com o conhecimento (informação verídica).Logo, vem a compreensão (experiência pessoal). Só assim é possível aceitar (deixar de reagir negativamente frente ao que sucede) para poder  finalmente amar (dar o melhor de nós próprios em cada momento). Por esse andar teremos de vencer o nosso maior inimigo: nós próprios (o nosso mecanismo de sobrevivência emocional mais conhecido como ego). Para consegui-lo  é preciso ser sinceros (não auto-enganarmo-nos), humildes (reconhecer os nossos erros),valentes (atrevermo-nos a emendar-nos) e perseverantes ( comprometermo-nos com o nosso processo de aprendizagem).

O medo ( de que nos façam mal), o apego (de perder o que temos), e a ira ( de não conseguirmos o que desejamos) esperam-nos na volta da esquina. Um pouco mais longe esconde-se a nossa ignorância ( o desconhecimento da nossa própria natureza), a causa última do nosso egoísmo ( a tendência antinatural que corrompe os seres humanos) que é precisamente o que nos impede de amar, que é a nossa essência. Igual a que não temos que fazer nada para ver é não termos que fazer nada para amar. Tanto a vista como o amor são atributos naturais e inerentes à condição humana. O nosso esforço consciente deve centrar-se em eliminar todas as obstruções que enevoam e distorcem a nossa maneira de pensar, sentir e ser, como o stress, a negatividade, o victimismo, o ódio, a desconfiança, a vaidade, a inveja, a arrogância, a preocupação, a intolerância, a cobardia, a avareza, a indolência, o orgulho, a impaciência, a culpa, a tristeza…

 

DIFERENÇA ENTRE QUERER E AMAR

 

O amor é o único que cresce quando se reparte

 Antoine de Sant Exupéry

 

Todos os vícios da mente são fruto de interpretar de forma egocêntrica a realidade, uma atitude impulsiva e inconsciente que nos impede de aceitar o que acontece tal como acontece e de aceitar os outros tal como são. Esta é a causa de todo o nosso sofrimento, que, além do mais, nos encerra num círculo vicioso muito perigoso. Para poder amar, primeiro temos que albergar amor no nosso coração.

Neste caso, o problema é em si mesmo a solução. O primeiro que devemos saber é o que é o amor. Não aquele a que estamos acostumados e sim o amor de verdade. Porque uma coisa é querer e outra muito diferente é amar. Querer é um acto egoísta: é desejar algo que nos interessa, um meio para chegar a um fim. Amar, ao contrário, é um acto altruísta, pois consiste em dar, sendo um fim em si mesmo. Queremos quando sentimos carência. Amamos quando experimentamos plenitude. Enquanto que querer é uma atitude inconsciente, relacionada com o que está fora do nosso alcance, amar surge como consequência de um esforço consciente que nos faz centrar-nos no que depende de nós próprios.

Quando alguém ama não culpa, não julga, não critica, não se lamenta. Os que amam experimentam deixar um ar de alegria, paz e bom humor em cada interacção com os outros, por muito breve que seja. Amar também é aceitar e apoiar as pessoas mais conflituosas, porque são precisamente as que mais precisam. Amar de verdade é sinónimo de profunda sabedoria, pois implica compreender que não existe a maldade, e sim a ignorância e a inconsciência. O paradoxal é que o amor beneficia primeiramente ao que ama, não ao amado. Assim, o amor salva e revitaliza a mente e o coração de quem o pratica. Por isso recebemos tanto quando damos.

 

TODOS SOMOS UM

 

Creio que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a última palavra”.

 

Martin Luther King

 

Para sabermos  se aprendemos a amar, temos, apenas, de dar uma vista de olhos à nossa forma de comportamento com os outros. Não é em vão que a relação que mantemos com todas as pessoas que fazem parte da nossa vida é um reflexo da relação que cultivamos connosco próprios. Como expressa o filósofo Dário Lostado “Se não te amas a ti, quem te amará? Se não te amas a ti a quem amarás?”

Ao darmo-nos conta  de que o que fazemos aos outros nós fazemo-lo a nós próprios, primeiro, tomamos a consciência do estreitamente unido que estamos todos os seres humanos. As etiquetas com que subjectivamente descrevemos e dividimos a realidade são só isso, etiquetas. E por muito úteis e necessárias que sejam para utilizá-las, no dia a dia, não devem separar-nos da nossa  verdadeira natureza: o amor incondicional.

Iguais às árvores que oferecem os seus frutos quando crescem em óptimas condições, nós, os  seres humanos emanamos amor quando nos libertamos de todas as nossas limitações mentais. Daí que, se queremos saber qual é asmelhor atitude que podemos  tomar em cada momento, temos, simplesmente, de responder com as nossas palavras e acções à seguinte pergunta: que faria o amor frente a esta situação?

 

adenda

PERDOAR É UM ACTO DE AMOR

Quando culpamos os outros por aquilo que nos sucedeu e os responsabilizamos pelo nosso sofrimento, podemos cair nas garras de um inimigo muito mais subtil e perigoso: o rancor. Para evitar continuar a causar-nos dano é necessário aprender a perdoar, um acto que reflecte amor e humildade, que põe fim a todo o nosso mal-estar. Dado que não podemos mudar o que nos acontece na vida, podemos mudar a nossa atitude, o nosso olhar sobre esses acontecimentos para reinterpretar o seu significado de uma forma mais objectiva. Assim, deixar-nos-ão um melhor sabor na boca.

 

El País Semanal, 18,Janeiro,2009

nota

Era um texto que, dia a dia, me propunha traduzir e tornar acessível. O ânimo, aquilo que entendo possa contê-lo, defini-lo, de alguma forma, aqui prontinho a servir à mesa dos nossos  tantos desalentos, das nossas infinitas melancolias, das nossas íntimas …recessões!

Valeu a pena o trabalho, apesar de algumas lacunas do tradutor que o escriba não é.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

SOL E CHUVA DE MÃOS DADAS

26jan

Publicado por: animo30 | 26 26UTC Janeiro 26UTC 2009

abrantes SAÍDAS & REGRESSOS

abrantes1

Abrantes, Quanto Antes foi o mote que criei para a primeira campanha presidencial de Nelson Carvalho. Nelson está de saída.Ponto final.

palhateatro

Helena Bandos, não pára. Ela e o seu Grupo de Teatro Palha de Abrantes estiveram de regresso no passado fim de semana, em Sardoal. Não estivemos lá. Aqui fica o texto anúncio que divulga a peça. Alguém que os contacte:

“A Caixa”, peça de teatro escrita por Prista Monteiro e levada à cena pelo Grupo de Teatro da Associação “Palha de Abrantes”, com encenação de Maria Helena Bandos, foi apresentada no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, no passado sábado, dia 24, pelas 21h30m.
A entrada foi livre e a representação integrou-se num intercâmbio entre o GETAS e a Associação “Palha de Abrantes”, com o apoio do Município Sardoalense.
Tudo se passa num típico bairro de Lisboa. Nesse bairro vive um Cego, o qual sobrevive das esmolas recolhidas diariamente pelas ruas da cidade. Para além das esmolas serem a sua única fonte de alimento, ainda tem que as redistribuir por uma filha e por um genro. A filha para além de se ocupar das tarefas domésticas ainda engoma roupa para fora, enquanto o marido é um marginal desempregado, tal como os seus amigos, vive à custa da caixa do Cego. Até que um dia a caixa é roubada, tal como já tinha acontecido há uns tempos atrás. Motivo suficiente para que haja um grande conflito que acaba em tragédia.

pedromarques

O meu amigo Pedro Marques está de regresso. Apesar das divergências, saúdo o seu regresso à blogosfera. Sim, porque à política, está tudo dito. O Pedro é daquelas almas que não estão no sítio certo à hora certa. Sou dos que o gostava de ver a enfrentar o desafio democrático da sucessão abrantina. Disse enfrentar. Um abraço, Pedro.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

MANUEL DIAS.A SORTE GRANDE DE UMA CIDADE.

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Dizias-me, Manel, há uma vintena de anos, quando parava a Zundapp municipal frente ao teu quiosque, para te desejar os bons dias, antes de me fazer aos mil abrantinos caminhos ” lá vai o vendedor de sabonetes! Mas quando é que eles abrem os olhos e te põem a fazer aquilo de que verdadeiramente és capaz?!..”

Manel, que tinhas sido homenageado, disseram-me. Nada ouvi dizer. E por que deveria? De facto, uma coisa é comemorar os anos de uma vitória eleitoral e, de passagem, toma lá um abraço e vai-te com Deus, outra coisa, Manel, é convocar o povo todo porque tu és o motivo da festa!

Para mim, Manel, a melhor homenagem que te posso fazer é exigir-te que te mantenhas bem vivo no teu quiosque da nossa querida e “fresca” Abrantes.

Manuel Dias, tu és a nossa Santa Casa, tu és a nossa Sorte Grande. Tu sais-nos em sorte todos os dias, a nós, os teus amigos que te queremos bem, que apostamos em ti, todos os dias.

Obrigado, Manuel Dias, por nos perfumares* os dias com a tua coerência! Hoje, em homenagem ao empenhado Deputado Constituinte que também foste, vou andar nesta tua casa com a tua e nossa Abrantes ao peito.

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Obrigado, Manel, por me deixares ser teu Amigo!

(*Não me escapas!Esta é para te retribuir a dos sabonetes, meu querido amigo!)

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 28 28UTC Janeiro 28UTC 2009

MATINAS

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Basílica da Estrela

Demoro tanto a fazer-Te entre nós, bem dentro de cada um de nós. Por que será que desde os primórdios insistimos em ver-Te nas nuvens, envolvendo, em dias de nevoeiro, as cúpulas dos templos que Te dedicámos, quando o que querias, e queres, é que, simplesmente, te tenhamos como companheiro. Obrigado, pela Tua paciência.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 29 29UTC Janeiro 29UTC 2009

ATÉ MAIS LOGO, SILVINO

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A última vez que pude contar com o teu apoio foi na luz verde que também deste para as 25 horas em directo da Galeria Municipal de Abrantes, para a Rádio Tágide.Desde quando é que o derradeiro minuto, aqui, deixa de nos surpreender ? Agora, para ti, a rádio, e também os teus jornais, já estão Eternamente no ar! Obrigado, Silvino. Ah! Seguramente que já mataste as saudades com muitos dos nossos mais idosos a quem deste a voz.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 30 30UTC Janeiro 30UTC 2009

MATINAS

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Por que é que não falam de nós nestes enregelados dias de Janeiro? Sim, também nós nos deslumbramos com o nosso violáceo traje de Abril, mas, oh António, assinalado pelo seu punho, a nossa verdejante copa verá a sua auto-estima subir e, … certamente que, em Abril, em azul iremos retribuir.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 31 31UTC Janeiro 31UTC 2009

MATINAS

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Tantas nuvens, um Sol, o Teu Sol, apenas.Obrigado.

antonio colaço

Publicado por: animo30 | 31 31UTC Janeiro 31UTC 2009

WEBANGELHO

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SIMONE WEIL: FILÓSOFA E MÍSTICA


Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia

In,Diario de Notícias,hoje

Faria 100 anos na próxima terça-feira. Nasceu no dia 3 de Fevereiro de 1909, mas morreu jovem, com 34 anos apenas. Chamava-se Simone Weil, e era de ascendência judaica. Figura complexa, filósofa de formação – as Obras Completas, na Gallimard, completarão sete volumes -, professora de Filosofia, viveu intensamente os dramas da primeira metade do século XX.

No seu número de Janeiro, Philosophie Magazine consagrou-lhe um dossier, sublinhando “a originalidade” da sua filosofia, na confluência articulada de experiência real, reflexão e acção. Aí se relata como a foram encontrar, com 11 anos apenas, no meio de uma manifestação de grevistas no boulevard Saint-Germain. Simone de Beauvoir refere nas suas Memórias um encontro na Sorbonne: Weil jura apenas pela Revolução que “daria de comer a toda a gente” e a Beauvoir, que sustenta que o verdadeiro problema é o de “encontrar um sentido” para a existência”, replica: “Vê-se bem que nunca passaste fome!”

Para perceber a alienação dos operários, tornou-se ela própria operária e sindicalizou-se: “Enquanto nos não tivermos colocado do lado dos oprimidos, para sentir com eles, não se pode tomar consciência.” Esgotada pela incapacidade de seguir a cadência infernal da produção, dirá que aí “o pensamento se encarquilha como a carne diante do bisturi”. Visionária, viu claramente que a libertação não viria nem do fascismo nem do comunismo, abstracções “ávidas de sangue humano” que remetem para “duas concepções políticas e sociais quase idênticas”.

Denunciou a exploração da classe operária e o colonialismo, mas manteve-se crítica face ao comunismo. Pôs-se ao lado da Resistência, reivindicando “uma forma de ofensiva”, mas excluindo a violência das armas. Comprometida com a liberdade e a libertação, manteve-se distante dos partidos políticos e da Igreja.

Sobre os partidos escreveu que se trata de “organismos, publicamente, oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça”. Quanto à Igreja, temia a sua intolerância. Ficou, pois, à porta, pensando que a sua vocação era permanecer “cristã fora da Igreja”.

Embora educada no agnosticismo, viveu intensamente à “espera de Deus”. Deus não deve ser tanto procurado como esperado como graça. Essa graça consiste em “morrer para si mesmo”, ser “des-criado” e depois “re-criado” em Deus.

Nesta espera, foi determinante uma experiência em Portugal em 1935, na Póvoa de Varzim. Ela que sabia o que era o sofrimento, assistindo a uma procissão em honra da padroeira, com velas e cânticos de uma tristeza pungente – “Eu nunca escutei nada mais pungente” -, teve repentinamente “a certeza de que o cristianismo é por excelência a religião dos escravos, que os escravos não podem não aderir a ele, e eu também”.

Fui reler a sua obra Carta a um Homem Religioso, onde levanta a lista dos obstáculos que a mantiveram fora da Igreja. Tudo se resume nesta afirmação: “A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo.” Por isso, “é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura. Todas as outras são verdadeiras, em graus diferentes”. Os únicos milagres são os do amor, de tal modo que “Hitler poderia morrer e ressuscitar 50 vezes que eu não o veria nunca como filho de Deus”. “A forma de pensar de Cristo era a de que devíamos reconhecê-lo como santo porque ele fazia o bem perpétua e exclusivamente.”

A Igreja centrou-se no dogma, que levou ao anátema e, assim, “estabeleceu um início de totalitarismo”. “Os partidos totalitários formaram-se devido ao efeito de um mecanismo análogo ao da fórmula anathema sit. Esta fórmula e o seu uso impedem a Igreja de ser católica, a não ser de nome.” A parábola do bom Samaritano “deveria ter ensinado a Igreja a nunca mais excomungar quem quer que fosse que praticasse o amor ao próximo”.

Só o amor salva: “Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé.” |

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Fevereiro 01UTC 2009

MATINAS

cheias1

Uma paragem no tempo, Mãe, para te relembrar este pequeno ribeiro,aqui nas proximidades de Penhascoso e de quando contigo me trazias para aqui lavares a roupa. Acho que nos últimos dias estes pequenos cursos de água acordaram para os gloriosos dias de então.cheias2

Uns quilómetros mais à frente, o Tejo, no seu esplendor.Um Tejo bem cheio, longe das indesejáveis cheias de 1979, creio. E em tudo agradecemos o que para nós criaste. Mesmo a sabedoria para dominar ventos e marés.E cheias!Obrigado.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Fevereiro 01UTC 2009

WEBANGELHO

freibentodomingosLiberdade e humor de um teólogo
01/02/2009    Frei Bento Domingues O.P.

(In, Público, hoje)
 
Hoje, quero recordar o dominicano francês, Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração

1. O célebre filósofo protestante Kierkegaard imaginou, com humor ácido, Cristo, no Juízo Final, diante de um professor de Teologia: “Procuraste, em primeiro lugar, o Reino de Deus?” “Não”, respondeu o professor embaraçado, “mas sei dizer, em sete línguas e talvez mais, a expressão: procurar em primeiro lugar o Reino de Deus.”
Por razões diversas e às vezes opostas, os teólogos são quase sempre suspeitos. Dividi-los em conformistas e rebeldes talvez não seja a classificação mais adequada ao fenómeno imenso das correntes teológicas do século XX, cuja significação não pode ser avaliada, apenas, pelos critérios da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta acaba de reduzir ao silêncio mais um teólogo, o jesuíta Roger Haight, que já havia sido notificado, em 2004, pelo cardeal Joseph Ratzinger. Da sua obra, que eu saiba, nada foi publicado em Portugal. No Brasil, as Paulinas editaram: Jesus, Símbolo de Deus; O Futuro da Cristologia e Dinâmica da Teologia. Espero que esse silêncio não seja definitivo e que continue, segundo o seu programa, a trabalhar na linguagem da fé apropriada à cultura pós-moderna.
Não é, no entanto, de Roger Haight que me vou ocupar. Não faltarão oportunidades. Hoje, quero recordar, para o futuro, o dominicano francês Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração que sucedeu, imediatamente, a dois nomes inapagáveis da inovação teológica francesa, os seus confrades: Dominique Chenu e Yves Congar.

2.A teologia, na sua autenticidade, é a mobilização da imaginação e da razão, no decorrer da problemática concreta e plural da existência humana, para a autocompreensão da fé na sua historicidade, pois a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida.
A prática teológica de Christian Duquoc não foi, apenas, a exigência da sua carreira universitária, no quadro das faculdades de Teologia de Lyon e Genebra ou das responsabilidades que teve na revista temática Lumière & Vie, e na revista internacional Concilium. Segundo ele próprio confessou, já no outono da sua vida, a paixão pela teologia nasceu, na adolescência, através da literatura: “Durante a guerra, li Dostoïevski. Este levou-me a reflectir nas relações do homem com Deus e no problema do messianismo. Li, depois, A la Recherche du Temps Perdu e muitos outros romances. Destas leituras, nascia uma visão das coisas estranha às obras clássicas da teologia. Nunca mais abandonei esta prática.”
O encontro com os teólogos da libertação latino-americana – teve como aluno o peruano Gustavo Gutiérrez, pai desta corrente – foi o segundo acontecimento que o marcou. Descobriu, com eles, uma forma diferente de fazer teologia, ligada ao mundo dos oprimidos no seio da nossa história caótica. Muito inspiradores foram, também, os 15 anos de professor na Universidade protestante de Genebra. Deu-se conta de um mundo protestante, sensivelmente diferente daquele que habita o ecumenismo oficial. Os professores viviam num diálogo sem finalidade precisa. As suas relações eram desinteressadas e fora dos constrangimentos inter-confessionais. Por fim, o ensino na Universidade de Montreal (Canadá), durante uma dezena de anos, fê-lo sair das problemáticas europeias que viveu sempre intensamente. Por exemplo: o diálogo com os marxistas, anterior ao Maio de 68; a consciência da profunda descristianização do Ocidente; o devir da filosofia e da cultura ambiente com o seu agnosticismo e indiferença, que as discussões em torno dos Padres Operários e da Acção Católica escondiam. Em qualquer dos casos, “o [seu] percurso teológico foi marcado por deslocações e encontros simultaneamente literários e humanos”. “Não sei se isso marcou o que escrevi. Espero que sim.”

3. Marcou e muito. Como observa Claude Geffré, no seio da produção teológica mundial, Christian Duquoc tem um estilo, só dele, que não se encontra na teologia escolar ou no “pronto a pensar” teológico. A partir das ciências humanas, revisitou as questões mais difíceis, numa escrita ágil e inventiva, longe do aborrecimento que certos trabalhos universitários provocam.
O seu primeiro contributo importante surgiu, em 1964, com A Igreja e o Progresso. Passou por um conjunto de 13 grandes obras, sem contar artigos e colaborações, até 2006, com Dieu partagé. Le Doute et l’Histoire. Nesta obra, culmina um estilo e uma prática que leva a teologia a renunciar ao desejo de querer ser um sistema perfeito. Assume, no coração da Igreja, com toda a lealdade, a interrogação humana nas suas diferentes expressões e figuras e, no coração do mundo, testemunha a interrogação divina nas suas diversas formas religiosas e espirituais. Deste modo, fez da sua teologia o lugar do diálogo entre o mundo e a Igreja e entre a Igreja e a variedade de movimentos de busca do divino, sem nunca renunciar a Jesus, o homem livre, “a subversão cristã do divino”.
Ch. Duquoc defendeu sempre, no seio da Igreja, a liberdade crítica do teólogo, na sua busca de inteligência da fé. Não é por acaso que a obra de homenagem, que lhe foi oferecida em 1995, tem o simples título: A Liberdade do Teólogo.

PARTILHA

Ontem, num encontro de antigos companheiros de seminário, dei conta da existência deste WEBANGELHO, alimentado, no meu modesto entender, por dois dos mais esclarecidos evangelizadores do sec XXI. A presidir à reunião um muito querido e conhecido bispo, agora “emérito”. Numa pequena conversa, à parte, reforcei-lhe essa minha convicção. Fiquei intimamente convencido não da oportunidade do que dissera mas de algum “aborrecimento” que tal intervenção causara.Longe de mim marginalizar ou diminuir a eficácia daqueles que foram escolhidos para pregar a Palavra mas a verdade é que, na maior parte das vezes, perceber que “a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida” implica muito trabalho, muita atenção à vida e, nela, o papel daqueles que dedicam grande parte do seu tempo a melhor perceber como pôr a nossa vida de acordo com a Vida que o Criador para nós, com Amor, disponibilizou.Sair da leitura destes textos, ou da audição de “homilias” que nos serenizam os dias, torna tudo mais fácil para percebermos que, afinal, Deus, o Seu entendimento, a Sua existência fica cada vez menos difícil. Sim, somos nós que tornamos Deus difícil. Com ou sem ex-comunhões.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 1 01UTC Fevereiro 01UTC 2009

ÂNIMOS EXALTADOS

 

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Houve muita insensatez esta semana.Lino e Silva Pereira , apesar de bem intencionados, excitaram os ânimos.

Marcelo Rebelo de Sousa, RTP

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Fevereiro 02UTC 2009

MATINAS

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Obrigado pelo  maravilhoso rouxinol que puseste nesta enregelada madrugada.Tal como ele, devo começar, animado, apesar de ensonado, este meu novo dia, tão distante da grande cidade que, por enquanto, ainda me espera.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Fevereiro 02UTC 2009

ESTÁ O INVERNO PARA VIR

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Hoje, em Mação, celebra-se a Senhora das Candeias.

Perante o radioso sol, a ver vamos se o ditado popular que ali faz caminho vai ou não ter concretização:

Se a candeia chora (se chove!) o Inverno vai embora, se a candeia sorrir (se fizer sol) está o Inverno para vir”!

nova-imagem-20Na minha rua, em Mação, o Inverno é, assim, anunciado!

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Quase a chegar à A1, em plena A23, a grande cabeça do Grande Manitu repousa, lá bem ao fundo, na imensa Serra d’Aire. Todo o sol com ele. Todo o Inverno connosco, mais logo, diz a rádio.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 2 02UTC Fevereiro 02UTC 2009

DO RETRATO AOS RETRACTOS

Imprescindível ler.Imprescindível pôr em marcha!

antonio colaço

antoniobarreto

Ajudar quem
01/02/2009    António Barreto Retrato da semana

 O desemprego parece ser a ameaça mais grave. Destrói a economia e a sociedade e cria situações de enorme sofrimentoCrise económica. Crise financeira. Crescimento negativo. Recessão oficial. Crédito difícil. Falência de empresas. Bancos sem recursos. Apoio do Estado. Nacionalização de bancos em dificuldades. Apoios estatais extraordinários. Aumento do défice público. Obras públicas. Desemprego.
Estes são, há já várias semanas, os títulos das notícias. O desemprego parece ser a ameaça mais grave. Destrói a economia e a sociedade. Cria fenómenos individuais e familiares de enorme sofrimento. Deixa sequelas profundas nas pessoas e nas comunidades. Para além das mil e três receitas que os Estados e os economistas inventam, tantas delas sem destino nem viabilidade, os desempregados deveriam estar à cabeça de todas as preocupações. Não apenas por dó, conforto e solidariedade, mas também por outras razões. A paz social e a recuperação económica. E a dignidade humana.
Nestes períodos de dificuldade, perde-se rapidamente a cabeça com programas de salvação, quantas vezes a pensar mais nas eleições do que na sociedade. Há muito dinheiro dos contribuintes a circular, mas não se sabe bem aonde ele vai parar. Salvam-se bancos e empresas, talvez, mas perdem-se vidas e famílias, provavelmente. Recompensam-se criminosos, mas castigam-se vítimas. Confortam-se especuladores, mas ameaçam-se os que poupam. Fazem-se auto-estradas, mas não há quem nelas circule. Por entre planos sofisticados, ficam a ganhar os técnicos e os burocratas, mas perdem os desempregados e os pobres.

Arigidez da burocracia e da legislação elimina hipóteses de intervenção com bons resultados para a sociedade, a economia e os necessitados. A megalomania das administrações e dos tecnocratas leva-os a produzir planos e programas que, no papel, gastam milhões e empregam milhares, mas que geralmente não respondem, ou respondem mal, às necessidades imediatas. Os desempregados que recebem para ficar em casa deveriam ter a oportunidade de fazer algo de útil para a sociedade e para a sua dignidade pessoal. Os reformados com possibilidade de colaborar deveriam ser organizados para prestar serviços úteis, solidários e até produtivos. Os subsídios concedidos a quem sabe movimentar-se agilmente na selva dos fundos deveriam ter, em tempos de crise, outra “filosofia” e estarem destinados directamente a quem precisa e a quem sabe dar-lhes um destino genuíno, não necessariamente as inaugurações preparadas para a televisão.
Deveria ser fácil e expedito encontrar soluções que travassem a caminhada inexorável para a falência e a perda definitiva de emprego. Reduzir a produção, encerrar as empresas alguns dias por semana e diminuir temporariamente os salários deveriam ser aceites por trabalhadores, sindicatos, patrões e Estado. Contratar “precários” em condições especiais deveria ser simples. Tudo isto, evidentemente, desde que os empresários fossem honestos, falassem com os trabalhadores e dessem o exemplo.

Aadministração deveria ter já organizado acções excepcionais que fizessem bem aos desempregados e aos pobres, mas que garantissem uma qualquer utilidade social. Áreas não faltam. Apoio aos lares de idosos, acompanhamento de velhos e doentes, cuidado de crianças em creche. Transporte e deslocação de pessoas carenciadas. Limpeza, reparação e manutenção do património. Classificação de arquivos e documentos. Protecção e vigilância das florestas. Tratamento e amparo dos sem-abrigo. Reparação e calcetamento de ruas. Vigilância dos museus (parcialmente fechados por falta de verba…). Abertura de monumentos e bibliotecas até horas mais tardias. Obras locais nos jardins e parques. Acompanhamento de actividades desportivas juvenis. Transporte escolar. Apoio às actividades das organizações não governamentais e de solidariedade. O que não falta são necessidades.
Ontem, neste jornal, José Pacheco Pereira escreveu sobre estes problemas e evoca em particular a questão do desemprego e dos mecanismos do Estado providência que melhor conhecemos, os que integrariam o “modelo social europeu”. Sublinha em particular, com toda a razão, um enviesamento deste “modelo”: parece estar feito para proteger melhor os que já têm alguma segurança. O emprego precário, sem as protecções habituais da legislação excessivamente rígida, é combatido pelos sindicatos e por certos partidos, mas é visto por muitos desempregados como uma verdadeira salvação. Em períodos de crise como a actual, seriam úteis dispositivos de toda a espécie que permitissem que as actividades e os empregos a criar durante os períodos difíceis fossem abrangidos por novas regras. Os abusos podem ser muitos, mas é melhor corrigir depois do que deixar o vazio. O subsídio de desemprego deveria estar ligado a trabalho, mesmo que não seja emprego.

Quando há fundos à disposição dos pobres, dos desempregados, dos marginalizados e dos excluídos, assim como quando há recursos orientados para o desenvolvimento, as perguntas que logo surgem ao espírito são conhecidas. Será que esses recursos chegam realmente onde importa? As mulheres e os homens do campo, das fábricas e dos serviços receberão alguma parte dos benefícios existentes? As pequenas e médias empresas que geram emprego com mais flexibilidade e mais rapidez que os grandes conglomerados estão realmente no fim da linha dos fluxos de dinheiros? Os apoios aos pobres, aos desempregados e aos idosos alcançam efectivamente aqueles a que estão destinados? Essas ajudas são instrumentos de recuperação e de recomeço de vida, ou, pelo contrário, reforçam a humilhação dos destituídos e dos desempregados?
Há muitos anos que se sabe que grande parte desses fundos fica pelo caminho. Trabalhos muito sérios das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia mostram que, desde os anos 70, grande parte da ajuda fica entre as mãos dos burocratas, dos políticos e de uma longa fileira de oportunistas que se colocam estrategicamente entre doadores e necessitados. Noutros casos, são os próprios agentes de desenvolvimento, nacionais ou estrangeiros, que retiram uma quota-parte considerável. Há ainda situações em que a ajuda de emergência, cheia de boas intenções, destrói agricultores, artesãos e empresas incapazes de competir com bens de caridade. É sempre assim: a pobreza de muitos aguça a esperteza de alguns.

( In Publico, ontem)

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Fevereiro 03UTC 2009

MATINAS

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É daqui, deste  exacto ponto da Calçada da Ajuda, que tenho de partir para um novo dia. Chove com intensidade. Mesmo em frente, o Presidente Aníbal Cavaco Silva recebe o Procurador Pinto Ribeiro. Como é que cada um deles partiu de suas casas, no exacto ponto do estacionamento das suas ruas, com a mesma chuva por companheira … com que antecipadas intenções de tudo fazer para que mais um dia tenha valido a pena viver. Obrigado, por nos sabermos a querer, sempre, saber.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 3 03UTC Fevereiro 03UTC 2009

CRIATIVIDADE

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Na ânimo costumamos fazer subir à cena exemplos de boa publicidade, daquela que acrescenta algo mais à simples divulgação dos produtos para que nos convoca. No El Pais de 31 de Janeiro, um dossier sobre publicidade é assim divulgado. Lindo.

antónio colaço

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Todas as atenções estão hoje viradas para o Tribunal de Mação onde, a partir das 14 horas, continua a ser julgado o nosso querido amigo e atento leitor Zé Henrique, mais conhecido por Diabo Amarelo e que, no que nos diz respeito, nos tempera os almoços de domingo, no seu restaurante Casa Velha, ali bem às portas da Igreja Matriz, invariavelmente, entre um Galo no Forno, umas Migas com Entrecosto Grelhado, uma Sopa da Pedra, um Pato no Forno, para não falar no seu sempre bem aveludado e azeitado Bacalhau à Lagareiro.

Mas, o Zé Henrique não se fica pelos temperos gastronómicos da sua cozinha, e sempre que o dever de atenta cidadania por si chama, lá vai ele meter a colher no pobre quotidiano político de Mação. Só que, desta vez, viu saltar-lhe ao caminho um cozinheiro outro, o presidente da Câmara, que na arte de nos temperar os dias com a sempre desejável ética democrática lhe fica a milhas de distância. Vai daí, toca a meter o empenhado Zé em Tribunal. Uns loteamentos de duvidosa legalidade é o prato que tem estado a ser servido na barra do maçanico Tribunal. E como a Câmara, recentemente, pela voz do dedicado vereador Almeida ameaçou gastar “até ao último cêntimo” para “tirar as nódoas de todos os que atentem contra o bom nome da Câmara”, também nós, sem a coragem do Zé, nos ficamos por aqui não vá o diabo, o outro, o vermelhinho, tecê-las.

Dizíamos nós que, hoje, todas as atenções estão viradas para Mação, onde, a partir das 14 horas, o Zé Henrique tem como testemunha de peso, nem mais nem menos do que aquele que vem sendo referido pelos media portugueses como o “Super-Juiz”, de seu nome, Carlos Alexandre, que tem entre mãos alguns dos mais mediáticos processos judiciais da actualidade, desde o caso Maria das Dores, Oliveira e Costa, Freeport, para nos ficarmos por aqui. Carlos Alexandre, ao fazer uma pausa nas investigações que tem entre mãos, demonstra, uma vez mais, o apego  a essa outra causa, chamada Mação, de onde é natural.

( Aqui entre nós que ele não nos ouve, brevemente, republicaremos aqui alguns dos seus primeiros textos publicados nas velhinhas edições da … ânimo/offset!Nem mais.Fica para outro dia.Mas, já agora, e a talhe de foice também o presidente da câmara aqui deu os seus primeiros passos…As voltas que o mundo dá!Voltaremos ao assunto lá para Abril , altura do nosso 30 aniversário!)

O Zé Henrique, aqui fotografado pela nossa reportagem num distante acto eleitoral, tem feito mais pela afirmação de uma alternativa democrática política em Mação do que toda a inexistente oposição junta. Na última  Assembleia Municipal, realizada no final de Dezembro, e onde se discutiu o Orçamento e Plano para 2009, ano eleitoral, nem sombra de presença de qualquer um dos putativos candidatos das diversas forças políticas! Está tudo dito.Só por isso, o Zé Henrique merece a nossa admiração numa vila onde a maior parte das pessoas raramente ousa ultrapassar o silêncio das esquinas.

O presidente da Câmara, que passou a referida Assembleia num silêncio ensurdecedor,  estratégicamente, ou não, fez divulgar, ontem, através da delegação da Lusa para a região, a notícia de que vai recandidatar-se ” para um último mandato”.Qualquer coisa tipo, “não me apetecia nada pois do que eu gosto é  mesmo de encher Mação de lojas,mesmo que estejam às moscas, mas, já que tanto insistem, aqui vou eu“! Depois do “Mação Verde”, o candidato anuncia, agora, querer lutar por um…”Mação Azul”.

De que cor ficará, hoje, com a mais que aguardada intervenção de Carlos Alexandre?

Ânimo, amigos!

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009

MATINAS

bloganimo

Tanta coisa que começa a fazer sentido.Tanta cortina que ainda nos vai impedindo…Assim eu ilumine, assim eu partilhe a Tua Luz.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009

RESOLVER A CRISE DA CRISE

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A sabedoria popular, mais do que nunca. De facto, depois da tempestade, vem a bonança. Depois das nuvens negras, das enxurradas, das inundações, a certeza de que, por detrás da natural cortina, reaparece, sempre, o esplendoroso brilho do sol. É uma imagem, vale o que vale, mas a verdade é que nos acinzentados dias que vivemos de tudo precisamos para não perder o norte. Chegou a hora de reaprendermos tudo, questionarmos tudo, para já , no que ao comesinho (é forte, eu sei) viver por cá diz respeito. Tropecei nesta notícia, ontem. Acho que pode passar por aqui parte da chave do que faz falta fazer. Para que a bonança volte a aparecer:

 

Viana do Castelo, 04 Fev (Lusa) – A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez, que uma trabalhadora comprou há quatro anos por um euro após uma tentativa frustrada de deslocalização, resiste à crise internacional e até já aumentou o número de operárias.Segundo Conceição Pinhão – a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização e conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por aquele preço simbólico – o segredo está no trabalho e na qualidade. Em declarações à Lusa, Conceição Pinhão admitiu que, neste cenário de crise, o futuro “é sempre incerto”.Acrescentou, no entanto, que a fábrica que dirige desde 2005 não se pode queixar porque encomendas “não têm faltado”.

“O ano passado é que foi um bocadinho pior, mas neste início de 2009 até estamos bastante bem”, disse.

A fábrica conta actualmente com 99 trabalhadores, mais dez do que na altura da tentativa de deslocalização e da compra simbólica. A “Afonso – Produção de Vestuário” funciona há 19 anos na Zona Industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, sendo a sua gestão assegurada por Conceição Pinhão desde 29 de Novembro de 2004, dia em que os patrões, dois empresários alemães, “desapareceram” depois de uma alegada tentativa frustrada de deslocalização.”Nesse dia, e já fora do horário laboral, eles tentaram retirar do interior da fábrica tecidos e máquinas para levar tudo para a República Checa, deixando-nos de mãos a abanar, o que só não conseguiram devido à pronta oposição dos trabalhadores”, disse na altura, à Lusa, Conceição Pinhão.

A partir desse dia, e para evitar “uma qualquer surpresa desagradável”, os trabalhadores revezaram-se durante longos meses em vigílias nocturnas nas instalações da empresa, para que nada de lá fosse retirado. A “Afonso” continuou a funcionar numa insólita situação de “sem dono” até que Conceição Pinhão conseguiu convencer os empresários alemães a vender-lhe a fábrica por um euro, num negócio oficializado em Janeiro de 2005.Nesse mesmo ano, e já sob a gerência da trabalhadora/empresária, a fábrica fechou as contas com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, um valor que em 2008 ascendeu a 800 mil euros. A fábrica concentrou a sua atenção na produção de camisas exclusivamente para exportação, nomeadamente para Espanha, que absorve a grande maioria das peças, destinando-se as restantes ao mercado alemão. Entretanto, as operárias da “Afonso” continuam todas as semanas a apostar, cada uma delas, um euro no Euromilhões, na esperança de que um dia a sorte lhes bata à porta.”Não temos tido sorte, mas a esperança é a última a morrer”, frisou Conceição Pinhão.

Publicado por: animo30 | 5 05UTC Fevereiro 05UTC 2009

MÁGICO

 

loboantunes

Descompustura ao meu amigo lá de cima

António Lobo Antunes


Deus, estou zangado contigo. Suponho que já Te habituaste às minhas zangas como Te habituaste às minhas dúvidas, aos meus afastamentos, aos meus regressos a fingir que não venho, aos momentos de harmonia que de vez em quando existem entre nós, à minha incompreensão de tanta coisa que fazes ou não fazes, aos meus ralhetes, aos meus amuos, ao que considero as Tuas injustiças, a Tua crueldade e se calhar não é injustiça, se calhar não é crueldade, sou parvo, não ligues, não consigo entender as Tuas profundezas e os Teus caminhos, o significado dos Teus gestos. Só que ultimamente tens exagerado: o ano ainda mal começou e já desataste a despovoar o mundo à minha roda, eu que nunca fui próximo de muita gente, bicho do mato a fechar-me, a fechar-me. Começaste pelo Zé Manel Rodrigues da Silva, não sei se Te lembras dele, era jornalista, morava na Rua Azedo Gneco, usava óculos, acho que Te lembras porque se vestia de uma maneira única, fumava cachimbo, tinha brinquedos em casa, bebia chá, os olhos desapareciam a sorrir, era muito generoso e muito bom, usava cabelo comprido com risca ao meio, barba, um anel de prata no mindinho, houve uma altura em que fumou cigarros de mortalha, se procurares achas fotografias da gente os dois no Teu arquivo. Tiraste o Zé Manel sem razão, não fazia mal a ninguém, fez bem a muitas pessoas a começar por mim que estou aqui a jeito
(estou sempre aqui ajeito)
segurava os óculos com um fio. O Zé Manel, desculpa lá, não perdoo, quer dizer não digo que daqui a uns tempos não perdoe mas para já não perdoo. E a seguir, pumba, a Tereza. Dessa recordas-Te, não mintas, foi a semana passada, perdão, o funeral foi domingo passado, fresco ainda, não franzas a testa a pensar, não Te escapes, é impossível que não Te recordes, a mulher do Rui, a mãe do Henrique e da Sara, pertencíamos à mesma editora, a Tereza tomava conta de mim, foste tão duro para ela nos últimos tempos e a Tereza sempre corajosa, digna, sem uma queixa. E depois do coiso no cérebro deque ela se estava a levantar com uma
força de vontade que nunca vi amandas-lhe uma gripe, uma pneumonia, cuidados intensivos, os orgãos a desistirem um a um, a inabalável esperança do Rui e o seu imenso amor, nós ambos ao pé da Tereza, toda ligada aos tubos, a inabalável esperança do Rui e a mínha nula esperança, durou mais ou menos durante quinze dias
(mais de quinze dias)
o Rui acreditava, eu não acreditava e infelizmente a razão do meu lado, sempre me maçou ter razão, bendigo algumas das
«E na volta, Deus;
vens lá de cima fazcr isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. 1-lá coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não
servianz de nada»
minhas asneiras, das minhas imprudências, das minhas tolices. Só ando certo ao escrever, no resto acho-me sinceramentc
(e não consegues desmentir)
um palerma, no que diz respeito à vida prática eis o campeão dos azelhas, um desastrado Quixote interior. Bom, mas isso não interessa, interessa a Tereza, Tereza com z, não com s, não me desvies a esferográfica. Na missa de corpo presente comoveram-me as lágrimas do padre, mais junto de Ti e mais conhecedor das Tuas razões do que eu. Estaria zangado também, o padre? Ou aceitava? Senhor padre, entre nós que
eu não conto a ninguém, estava zangado ou aceitava? No dia em que a Tereza morreu fui a casa deles, ainda o Rui não tinha dito aos filhos que lhes levaras a mãe
Venha ver o sítio onde a Tereza lia os seus livros
um apartamento muito bonito, cheio de luz, cheio de vida, feito à justinha para as pessoas serem felizes, os livros, os quadros, os móveis. E depois a elegância de sentimentos do Rui, a elegância na dor, a mais rara de todas. A inveja de uma família assim, as irmãs, os pais, o
(não é piegas nem exagerado)
amor deles, a infinita delicadeza, a discrição de uma imensa ternura. E na volta, Deus, vens lá de cima fazer isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. Há coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não serviam de nada. Rui, eu gosto muito de si. Deus, neste momento não gosto nada de Ti. A Tereza queria tanto viver. Palavras suas
- Quero muito viver
ela sentada à minha frente, do outro lado da mesa onde escrevo, neste lugar cheio de lixo e tão sujo onde eu, obsessivamente meticuloso, me sinto, pasme-se, bem.
- Quero muito viver
dizia a Tereza
- Quero muito viver
depois de falarmos de trabalho e disto e daquilo, o que fizemos, o que íamos fazer. Que mulher tão forte a Tereza, Rui, que Mulher, apenas. O Rui
Lembra-se da nossa viagem à América? há pouco tempo, contentes. Contentes em Nova lorque, Rui, em Washington. Em Boston roubei à descarada uma primeira edição do último Conrad, que o autor deixou incompleto. A Tereza e ao Rui quem os completa a partir de domingo, Deus? E agora um aviso solene, uma ameaça, uma ordem: livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui. Ouviste bem? Livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui porque, se o fizeres, vais ter-me à perna a Eternidade inteira e não sou um osso fácil de roer.

(In, Visão, hoje)

NOTA

Aguarda edição.ac

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009

CARLOS ALEXANDRE EXPÕE NO HOSPITAL DA LUZ

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Estivemos pela primeira vez no Hospital da Luz. Nada que deva preocupar os nossos amigos. A surpresa estava reservada para o jardim interior e, nele,para uma galeria de mil cavaletes mas muito pouca iluminação feita! Uma ideia a aplaudir e que, de há muito é cultivada cá pela casa: de facto, a arte não se esgota nas galerias e o escriba está em vesperas de poder anunciar algo nesse sentido.

Do que o escriba, de todo, não estava à espera era de ver o autor ali exposto e que acode, só, pelo nome do super-juíz que ontem mesmo aqui falámos, Carlos Alexandre! Nada de confusões. Não é que o nosso amigo e antigo colaborador não tenha o direito de  enveredar pelas artes plásticas nos poucos tempos livres após os tantos e mediáticos processos que tem em mão. Só  que, este não é o Carlos Alexandre que julgam! Mas, também não nos perguntem quem é, pois uma pequena nota com o preçário e algumas exposições já realizadas ( e que preços, Santo Deus !) constituem o único rasto do autor. Quanto às obras, em si, muito pouco densas para o nosso gosto e mais não dizemos. Mas lá que se aplaude a iniciativa, sim senhor.

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009

NADIR AFONSO EM S.BENTO

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Nos corredores de S.Bento – outro exemplo de como a arte não se esgota nas galerias – ultimam-se os preparativos para a Exposição de Nadir Afonso. A inauguração terá lugar na próxima segunda-feira, pelas 18 horas. O que virá a seguir?…

antónio colaço

Publicado por: animo30 | 6 06UTC Fevereiro 06UTC 2009

CHEGOU O CARTEIRO

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Chegaram à caixa dos comentários mas com demasiado peso para ali ficarem a marinar!

 

 João Pebble

  Este blog chegou-me ao domicílio, via email, e só ainda o tresli em diagonal, diga-se, há menos de meia hora.

Uma sensação estranha, confesso. Provavelmente será um blog global, já que nele vislumbro laivos – poucos – do passado, mas sempre presentes: o rosto (imutável) de Piero Fornazetti, esse, parece ser a sua imagem de marca, i. e., uma espécie de hino aos Bill Gates de 79 que já tinham inventado o windows, antes mesmo destas janelas serem comercializáveis…

(Ironias..)

O resto, será presente: espiritualidade (?), néons, “dawns” e “dusks”, cozido à portuguesa, enfim, um verda