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OOPS!!!AGORA ESTAMOS AQUI:http://animo.blogs.sapo.pt
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ADEUS, WORDPREES.TEMOS PRESSa DE CHEGAR À NOVA MORADA:http://animo.blogs.sapo.pt
Pronto.Obrigado,wordpress, mas isto por aqui está insuportável!
Todas as explicações, para salvaguardar um mínimo de decência, vamos dá-las na nova casa!
Façam favor de nos bater à porta aqui:
Não há tempo para mais despedidas. Foi bom estarmos aqui.
Obrigado, wordpress, mas… tinhamos tanta pressa de chegar aos nossos amigos que a angústia perante o coro das tantas e angustiadas vozes nos tolheu os passos a cada hora que passava!
Obrigado, outra vez!
antónio colaço
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ESTAMOS DE MALAS AVIADAS….
Estamos de malas aviadas! O suplício quer de composição e edição da ânimo, para nós, quer de pesada abertura para os leitores, tem as horas contadas aqui na wordpress. Fizemos todas as diligências para solucionar o problema. Em vão!
AGUARDEMOS PELAS BOAS NOTÍCIAS QUE MÃOS AMIGAS PREPARAM PARA TODOS NÓS!!!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS
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Obrigado, Rui!
Caríssimo Rui, esta é a derradeira imagem, e estas são as derradeiras palavras que, de mãos dadas, constituem a bagagem com que nos fazemos ao caminho para novas paragens. Sim, é certo que temos por ali espalhadas algumas “lágrimas“, pedaços da chuva desta fria manhã de Novembro. Mas, repara, que estão lá, também, para além da componente rodo/ferroviária, uma nesga de sol e um pedaço de ponte, tudo elementos que caracterizaram este porto de abrigo que constituiu para a ânimo o teu persistente Adufe.
A ânimo conclui aqui esta sua jornada e só porque teve onde repousar e ganhar novas energias é que pode, agora, partir, fazer-se à estrada, ser ponte e fazer pontes como tu.
Já vês, são de alegria, portanto, as gotas de água que aqui deixo como imensa gratidão a quem tomou a iniciativa de tão bem e com toda a liberdade de movimentos nos acolher.
Não quis fazê-lo mais cedo para não introduzir o mínimo ruído que fosse nessa tua tão empenhada aventura, que, desde sempre, saudei e para a qual desejo todos os êxitos, ou, melhor, e se quiseres, tanto quanto os desejo para a minha, atento que estou às urgentes e necessárias correcções de rota em que, também, quero empenhar-me.
Pronto, está tudo bem, espero que esta surpresa “em directo” te deixe satisfeito porque sei que também ficas contente por teres ajudado a renascer a ânimo, às portas de comemorar 30 anos de um despretensioso contributo em “tornar os dias mais leves“a todos quantos por aqui andamos.
Rui, o comboio que passa na imagem ali em cima vai partir. O próximo apeadeiro espera por nós. Serás sempre bem-vindo!
Ao contrário daqueles cenas por que todos já passámos, deixo ficar, com muita amizade e com a tua inquestionável aceitação, o breve património aqui postado. É o máximo do reconhecimento de que sou capaz e que tu inteiramente mereces.
Nunca se sabe se não estás na calha para voltar a “limpar”, outra vez, o licoroso e holywoodesco Kit ”ânimos de ouros”!!!
Um destes dias voltamos a trocar qwerts por um Portugal cada vez mais solidário.
Um grande abraço para ti e lá para casa.
PS -Rui, se não te importas, este vai ser, também, o primeiro post da ânimo, outra vez blog!!!!Ah! Não vou devolver-te as chaves e, sim, enviar-te, também, as chaves cá de casa!Outro abraço.
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Chovem críticas e palmas
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Ânimos exaltados
Em vez do ânimo e da mobilização que a sociedade precisa, cria-se um clima pastoso que mina a confiança e acicata a conflitualidade.
Marques Guedes, deputado PSD, no encerramento Debate OE.
Com este Orçamento, o Governo junta-se aos portugueses e dá-lhes ânimo para lutar contra as dificuldades.
Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, no encerramento Debate OE
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Património (ab)usado
Abrantes. rotunda do Quartel.
O que é que se passa na cabeça de quem autorizou a colocação deste cartaz ?! Já estará tão “usada” como a Feira dos Carros Usados que proclama ?! Logo ali, nas barbas de um prédio antigo que ousou desafiar o tempo, deixando que o recuperassem e, de cara lavada, nos permitisse lavar a ”usada” memória, assim,agora, tão vilipendiada?!
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Santarém:A política somos nós.
Saíndo da A1, conseguir dar com a rotunda que finaliza a Circular a Santarém, para subir até ao complexo Andaluz, foi uma aventura, meu caro João Baptista, velho companheiro das lides do semanário O Ribatejo.
O que me levava a Santarém, juro, não era evocar o passado e, nele, as noites de Sexta-feira em que, vindo de Abrantes, me esperava o Beco dos Tanoeiros, ali, ao fundo, à direita, creio, para dar início a um intenso fim-de-semana nos estúdios da nossa tão querida quanto saudosa Rádio O Ribatejo…
… e ali realizar o Cesta de Sonhos, nas noites de Sexta, e, aos Sábados, o Sem Margens, Afluentes de Sábado, as notícias, os debates… que sei eu. Repare-se no vinil… embora, para a época, tivéssemos sido pioneiros na utilização dos estúdios auto-operados, meu Deus, que desafios! Stop!
Quer dizer, doeu ver este Central entaipado, as tantas conversas, textos e reportagens que aqui tiveram seu início, aqui foram realizados…STOP
Não, não, eu estive em Santarém, esta semana, para assistir, simplesmente, a um debate entre dois jovens políticos com ganas de dar a volta ao anunciado futuro dos dias que nos recusamos, todos, a encarar como inevitável e tremendista fatalidade.Embora o modelo não tivesse sido o melhor, estrangulando a necessária vivacidade, foi possível perceber um Passos Coelho ainda muito institucional, como que querendo afastar uma aura de juventude ainda recente e, em contrapartida, reconhecer um António José Seguro cada vez mais à vontade, no tu-cá-tu-lá com o quotidiano de que a politica deve ser feito, cada vez mais próximo das pessoas, contando com elas, para que elas contem, também, nas soluções a tomar para resolver as suas necessidades, sim, mas, também, para verem valorizadas as suas emoções. “A política para mim não se faz sem emoção”, diria António José Seguro.
O regresso a Lisboa foi, assim, mais tranquilo. Só faltou, mesmo, sintonizar a saudosa Rádio O Ribatejo e, nela, ouvir o homem que acreditava que a rádio não existe, a rádio somos nós. Talvez que transposto para a política, para a nova atitude com que devemos encará-la, a política não existe, a política somos nós!
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DA ILUMINAÇÃO E DAS ILUMINAÇÕES
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MATINAS.O WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO
Obrigado, bom Deus,por iluminares, assim, quem vai à frente a iluminar-nos o caminho. Na ânimo, queremos ser, também, um lugar por excelência onde o brilho da tua Palavra nos aconchegue a alma, animus. O PeAnselmo e outros amigos,têm aqui acolhimento privilegiado.Mas vão ficar connosco e ser questionados para que nenhuma treva fique sem luz e a vontade de tornar os dias mais leves uma certeza, porque sabemos Quem nos conduz. A ânimo e o WEBANGELHO vieram para ficar.
antónio colaço
IGREJA, SEXUALIDADE E BIOÉTICA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
No lançamento do livro A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 anos de Humanae Vitae, de Miguel Oliveira da Silva, procurei reflectir sobre o paradoxo de, sendo o cristianismo uma religião do corpo – não diz a Bíblia que Deus criou os seres humanos em corpo e viu que era muito bom e não confessa a fé cristã que Deus assumiu em Jesus a corporeidade humana e que ela está presente, pela ressurreição, no seio da Trindade? -, em boa parte a má vontade contra a Igreja radicar na sua relação com o sexo. Como admitir, por exemplo, mesmo quando a saúde e a própria vida ficam ameaçadas, a proibição do preservativo?
O que envenenou a relação da Igreja com a sexualidade foi o choque entre o poder e o prazer, porque o prazer pode abalar o poder.
Concretamente, há a doutrina do pecado original, entendido não como o primeiro de todos os pecados – todos pecam -, mas como um pecado herdado de Adão e transmitido por geração, portanto, no acto sexual.
Depois, com a reforma gregoriana, século XI, foram-se erguendo as três colunas sobre as quais assenta, segundo Hans Küng, o paradigma católico-romano: papismo (poder centrado no Papa), celibatismo (celibato obrigatório por lei para os padres), marianismo (devoção a Nossa Senhora como compensação).
Como se determinou que tudo o que se refere ao sexo é por princípio matéria grave e como, por outro lado, não há ninguém que não tenha pelo menos pensamentos relacionados com o sexo e só o sacerdote ou o bispo podem perdoar os pecados, a confissão acabou por tornar-se não um espaço de reconciliação e paz, mas tantas vezes de opressão, e raramente uma instituição acabou por deter tanto poder sobre as consciências, criando infindos complexos de culpabilização. Quando se lê os manuais dos confessores e todos aqueles interrogatórios inquisitoriais, quase reduzidos ao campo sexual, percebe-se que muitos tenham começado a abandonar a Igreja por causa da confissão, considerada ofensiva dos direitos humanos.
No universo sexual, que, como escreve Miguel Oliveira da Silva, continua a ser “um imenso, incómodo e multifacetado mistério”, é evidente que não vale tudo. Ele reconhece que “a sociedade ocidental vive um profundo e grave vazio ético em matéria de sexualidade”.
De qualquer modo, a Igreja precisa de reconciliar-se com o mundo e a ciência, o corpo e a sexualidade. Mas enquanto se mantiver a lei do celibato obrigatório não estará todo o discurso eclesiástico sobre o tema debaixo do fogo da suspeita?
Nos seus Jerusalemer Nachtgespräche, o Cardeal Carlo Martini interroga precisamente esta lei e, depois de considerar os estragos da encíclica Humanae Vitae, reconhece que muitos esperam do Magistério uma palavra de orientação sobre o corpo, a sexualidade, o casamento e a família. “Procuramos um caminho para, de modo fiável, falar sobre o casamento, o controlo da natalidade, a procriação medicamente assistida, a contracepção.”
Neste domínio da contracepção, o equívoco fundamental da encíclica Humanae Vitae encontra-se numa concepção de lei natural fixa, estática e centrada na biologia. Ora, por natureza, o ser humano é cultural e histórico e a própria realidade é processual. A sexualidade humana não pode ser vista apenas na sua vertente biológica. Como pode o Magistério fixar–se na biologia, esquecendo que, para ser verdadeiramente humana, a sexualidade envolve o biológico, o afectivo, a ternura, o amor, o espiritual?
Por outro lado, na perspectiva bíblica, não criou Deus o Homem como criatura co-criadora? Não é o Homem, por natureza, interventivo, aperfeiçoador e transformador da natureza? Então, no juízo moral, o critério não pode ser o natural identificado com o bem e o artificial identificado com o mal, mas a responsabilidade digna e a dignidade responsável. Aliás, quem defende os métodos contraceptivos naturais como os únicos legítimos deverá ser confrontado com a objecção: para lá da sua falibilidade, ainda serão naturais os métodos que têm a ver com uma descoberta e aproveitamento humanos dos períodos inférteis da mulher?
In, Diário de Notícias, hoje.
A ânimo esteve lá
Tal como esta numerosa e entusiasmada assistência
Dois amigos da ânimo:Manuel Vilas Boas e o Pe Anselmo Borges
A ânimo quer ser, também, um lugar de oração, e meditação mas não como uma loja que faça de Deus um “bric-a-brac” a que se recorre, de vez em quando,quando dá jeito, como diz o Pe Vitor Gonçalves ( outro amigo que para aqui convocaremos )um Deus tipo AKI para todo o serviço, pronto a consumir, que não nos interrogue, desmontável e pagável!
Falaremos melhor mas, para já, a porta fica aberta e o nosso mail é a porta de entrada para se juntar a nós.Venham de lá essas reflexões sobre este WEBANGELHO de hoje, publicado no Diário de Notícias.
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ABRANTES DENTRO DE INSTANTES
Abrantes, dentro de Instantes, com Instantes dentro. Ou, uma ansiosa “espécie de regresso” a Abrantes, a alguns dos seus instantes, presentes, sim, mas carregados de outros longínquos instantes, como se o tempo nunca tivesse parado, como se vinte anos estivessem tão presentes, hora a hora, sem sombra de passado.
Abrantes, pela magia de todos os teus instantes, obrigado.
Apesar de nem tudo estar como se deseja, pense, por instantes… virar à direita, em Abrantes? Isso é lá coisa que se veja!!!
Hoje foi dia de Banco Alimentar. Abrantes presente, como sempre. Ajudar a minorar dias de carência que não deveriam de passar de instantes a que urge pôr termo, com urgência.
A melhor “loja de chineses” do centro de Portugal, Lisboa incluída. No frenesi do natalício consumismo, parar por uns instantes, neste preciso local e recordar o instante em que, aqui mesmo, mirámos e remirámos a compra da nossa primeira Dyane. A minha consagrada fidelidade à Citroen, olá, Luis Gomez, a marca que, desde sempre, me pôs os olhos em bico, nesta outrora casa mãe abrantina, é, hoje, a grande casa chinesinha. Limpópó!
A ver quem passa ou …. começar a passar para, de novo, contar o que se deve ver?
Praça Barão da Batalha que um dia baptizei Praça da Nossa Alegria ( não,não havia ainda nada de televisiva semelhança…) e onde tantos e reconfortantes instantes tiveram lugar desde que, com o meu querido amigo Eduardo Campos, ousámos “impôr” à nossa querida Câmara de então, saravá Engº Bioucas,o instante do seu decisivo encerramento ao trânsito!
Abrantes, a todo o instante …
antónio colaço
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MAÇÃO NAS ASAS
Mação, esta tarde, na Praça.
Outra vez a magia do instante fotográfico – o instante é ele mesmo mas, só o seu registo fotográfico atesta o momento sublime da sua irrepetibilidade! – de facto, ao voltar-me para trás para captar o melhor enquadramento de umas nuvens que resolveram marchar sobre a Praça, deparei-me com esta jovem e inexperiente pomba branca qual descuidada filha pródiga abandonando o lar do seu ninho.
Aqui estava para meu espanto a chave para esta investida sobre Mação.
Um Mação que tarda em soltar asas.
De facto,por um dia, a ordem inverteu-se, de Abrantes a caminho de Mação.
Outra vez a convocação do passado mas, agora, em nome de uma melhor compreensão do presente. Foi nesta dinâmica que a ânimo nasceu….
…exactamente neste nº 26 da Rua de S.Bento, em Mação – uma foto antiga, já que a fachada foi alterada.Foi aqui que, definitivamente, o inconfundível traço de Piero Fornazetti foi adoptado como símbolo da ânimo, a partir do seu Nº2, em 9 de Maio de 1979, edição no saudoso formato off-set ( revolucionário para a altura! ).Um rosto com janelas dentro das janelas que os olhos já são.Em suma, ver mais além.
Ver mais além …ou, este EUCALIPTO, plantado na janela lá em em cima, pois claro, e logo na casa de Francisco Serrano, na sua Rua, um ilustre autodidacta da historiografia maçanica, sim, sim, foi nele que, para sempre, bebemos o adjectivante ”maçanico” que também por aqui nos acompanha.
Mas… recordações do passado à parte, hoje, o que nos trouxe a Mação, vindos de Abrantes, foi a celebração da Missa de Mozart, ao meio dia, na tão belíssima quanto vetusta Matriz de Mação ( a que, em breve, aqui dedicaremos substancial destaque ) e o Concerto à tarde, de novo na Matriz, com um variado repertório de Música Sacra, Música de Romaria e Cânticos de Natal.Uma presença já habitual do Coro da Beira Interior. Os parabéns à Câmara e às entidades que apostaram no mecenato como forma de apoiar a música coral.
A qualidade do Coro é inquestionável, a demonstrá-lo os inúmeros prémios com que têm sido galardoados.
Voltaremos para actualizar esta edição, com o nome do maestro e outras informações e links curriculares.
O frio e a chuva foram uma constante deste enregelado 30 de Novembro em acelerado adeus para o natalício Dezembro. Aos poucos, os maçanicos regressaram ao desejado aconchego das lareiras.
O Espírito Santo, a sua Capela e o entardecer propício à serena Iluminação.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS
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MATINAS:DEUS NÃO É DIFICIL
O deus das explicações não tem piada nenhuma, quer dizer, Deus é muito Mais que as nossas explicações, quer dizer da nossa vontade em resumi-Lo a uma explicação que nos deixe de uma vez por todas descansados.Sim, Deus, dá muito trabalho, tanto que, quando menos se espera, consigo descobri-Lo na beleza das linhas desta muito antiga casa beiroa, do seu candeeiro de uma metalurgia tão inicial…O único trabalho que Deus dá é o de que eu, sempre que quiser, dê por Ele.
Sim, começo a sentir o que são os vislumbres de Deus e até não é assim tão difícil.Mas dá trabalho.
Eu gosto de trabalhar.Ora et Labora.
antónio colaço
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Do Público de ontem, enquanto Frei Bento não envia, tal como o Pe Anselmo, as “cinco linhas” que lhes pedi sobre “WEBANGELHO ou o papel das novas tecnologias ao serviço da Palavra”.
Bíblia e fundamentalismo
30/11/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se o sentido da transcendência de Deus1.Alguns leitores acharam estranho que, no domingo passado, me tivesse referido à expressão “Palavra de Deus” como se de uma metáfora se tratasse. Não é a própria Sagrada Escritura que se apresenta como realíssima Palavra de Deus? E, no primeiro escrito cristão, não afirma S. Paulo: “Agradecemos a Deus por terdes acolhido a sua Palavra que vos pregamos não como palavra humana, mas como na verdade é, a Palavra de Deus que está produzindo efeito em vós, os fiéis” (lTs 2, 13)? Existe, portanto, diferença entre palavra meramente humana e Palavra de Deus.
Sem dúvida, mas quem reflectir no que significa “metáfora” – transgressão do imediato sentido, transposição para novas significações – só pode desejar que essa expressão recupere a força ilimitada do seu mistério. Uma metáfora que se banaliza é uma metáfora morta (1).
É uma ilusão supor que podemos adoptar, em directo, o ponto de vista de Deus e, a partir daí, distinguir o que é humano e o que é divino, como se fôssemos entidades que os transcendem e os fiscalizam. As consequências dessa ilusão manifestam-se quando seres humanos colocam na boca de Deus aquilo que eles dizem e escrevem como se fosse o próprio Deus a dizer e a escrever. A Bíblia está cheia de declarações desse teor. Por vezes, o que é posto na boca de Deus só ficava bem na boca do Diabo. Quem assim faz, pensando glorificar a Deus, está a ofendê-lo e a tornar impossível reconhecê-lo como a verdade e a beleza do amor infinito. Por outro lado, quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se, irremediavelmente, o sentido da transcendência de Deus e dos ziguezagues da história humana.
2.A Comissão Pontifícia Bíblica elaborou um documento – A Interpretação da Bíblia na Igreja – sobre a pluralidade de métodos de investigação dessa admirável biblioteca hebraica e cristã. Não é para restringir essa pluralidade que o documento é extremamente severo em relação a identificações idolátricas: “O problema de base da leitura fundamentalista é que, recusando levar em consideração o carácter histórico da revelação bíblica, torna-se incapaz de aceitar plenamente a verdade da própria Incarnação. O fundamentalismo foge da estreita relação do divino e do humano no relacionamento com Deus. Recusa-se a admitir que a Palavra de Deus inspirada foi expressa em linguagem humana e que ela foi redigida, sob a inspiração divina, por autores humanos cujas capacidades e recursos eram limitados. Por esta razão, tende a tratar o texto bíblico como se ele tivesse sido ditado, palavra por palavra, pelo Espírito e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e numa fraseologia condicionadas por uma ou outra época. Não dá nenhuma atenção às formas literárias e às maneiras humanas de pensar presentes nos textos bíblicos, muitos dos quais são fruto de uma elaboração que se estendeu por longos períodos de tempo e com a marca de situações históricas muito diversas.”
A Mensagem final do recente Sínodo dos Bispos (24.10.2008), depois de observar que todos deveriam conhecer e estudar a Bíblia, também sob o seu extraordinário perfil de beleza e fecundidade humana e cultural, destaca que a Palavra de Deus não está presa a uma cultura. Aspira, pelo contrário, a atravessar fronteiras e recorda o exemplo de S. Paulo, artífice excepcional da inculturação da mensagem bíblica em novas coordenadas culturais (2Tm 2, 9).
3.Neste Ano Paulino, não basta louvar a ousadia imensa desse grande Apóstolo de há dois mil anos. O Sínodo insiste em que é, hoje, que a Igreja está chamada, mediante um processo delicado, mas necessário, a fazer que a Palavra de Deus penetre na multiplicidade das culturas e expressá-la segundo as suas linguagens, concepções, símbolos e tradições religiosas, vigiando e guardando a substância dos seus conteúdos, para evitar o risco da degeneração. A Igreja tem de fazer brilhar os valores que a Palavra de Deus oferece a outras culturas, de modo a purificá-las, fecundadas por ela. O Sínodo não esquece a formulação mais ousada do processo de inculturação, apresentada por João Paulo II ao episcopado do Quénia, na sua viagem à África em 1980: “A inculturação será realmente um reflexo da incarnação do Verbo, quando uma cultura, transformada e regenerada pelo Evangelho, produz, na sua própria tradição, expressões originais de vida, de celebração e de pensamento cristão.”
A linguagem humana, sobretudo nas suas expressões musicais e poéticas, é um acontecimento de excesso de significação, uma abertura que não consente horizontes fechados. É, por natureza, uma contínua violação de fronteiras. Pode, por isso, acolher sempre novas significações. A linguagem simbólica é movida, precisamente, pelo que lhe falta, não pelo que tem. É a linguagem do Advento, desafiando todos os limites. Quem tenta interpretar a Palavra de Deus comece por libertá-la da letra que mata, para a deixar entregue ao Espírito que a faz viver (2Cor 3, 2-6).
(1) Paul Ricoeur, Teoria da Interpretação, Lisboa, Edições 70, 1996
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Matinas
Calçada da Ajuda
Será correcto, estarei certo – sim, para quem Te julga perto, habitando mesmo cá por dentro – pedir-Te que me ajudes neste novo dia? Pedir-te ajuda ou, por que não, antes …. ajudar-Te! Se eu fosse Deus gostava de me sentir ajudado por tudo e todos quantos tivesse criado, sei lá.
É bom saber que nesta enregelada manhã me deixaste brincar Contigo.
ac
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ÂNIMOS EXALTADOS
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INSTANTES COM ABRANTES DENTRO
Depois da curta-blogagem ” Abrantes dentro de instantes”, retomamos o fascínio pela edição, agora, de uma outra curta-blogagem “INSTANTES COM ABRANTES DENTRO“.
Melhor do que as palavras, deixemos que as imagens falem por si.
ACTUALIZAÇÃO:
Nesta foto, em cima, no canto esquerdo, sem qualquer qualidade que os 3pixel do tlm consente, são visíveis uns pontinhos da conjugação Lua, Vénus e Júpiter. Não resisti a actualizar a imagem recolhida, algures, na net por camera optimizada:
Sim, deixa-me sentar a teu lado, como se ninguém desse por nós, desfiar as tantas histórias da história desta Praça, os seus instantes mágicos, como se de uma outra magia fôssemos capazes, outras batalhas, aqui mesmo , na Barão, por que não?!
antónio colaço
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S.BENTO COM NATAL DENTRO
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LUZ
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VÉSPERAS
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MATINAS
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ODETE THE SHOW MUST GO….
Quem sou eu, pá?! Mas, oh Mário Crespo, estás a gozar comigo ó quê?! Se me deixaram passar nas relações públicas?! Masporqueméquemetomasmeu?!Algumaquadrilheiraóquê.Porquê, não posso vir com um boné e um Kispo como estes?É por causa do frio,pá!
Tenho a maior simpatia por Odete Santos, melhor, tenho muitas saudades da “camarada Odete” e da vivacidade que imprimia aos debates onde participava, mesmo que em discordância politica com ela, como muitas vezes lhe fiz saber. Aliás, ouso dizer mais, ela e Natália Correia não encontraram, ainda, substitutas à altura da vivacidade, da dimensão cénica que emprestavam às suas intervenções.
Tropecei, ontem, no Frente-a-Frente da SIC e o ar agradavelmente incomodado quer de Crespo quer de Guilherme Silva prometia o melhor, perante o “embrulho” da personagem Odete! “É por causa do frio”, justificaria, assim, a madónica (?) boina de couro preto com que ali se apresentva.
E Odete tinha mesmo que borrar a cena – discutia-se a crise na Educação e, nela, o papel da Ministra. Odete foi longe de mais, até porque começou por reclamar a sua própria fealdade (oh! Odete, como vai essa auto-estima!) - “eu sei que sou feia!”, disse – para, em seguida, dizer que a Ministra “tinha cá umas trombas”, ou, tentando emendar a mão, “um carão”!!!
Oh, Odete, não “habia nexexidade” e o Crespo ficou incomodadoíssimo sentindo-se num qualquer palco do revisteiro Parque Mayer.
Pronto, “fui inconveniente”, lá reconheceu.
Pronto, minha, tás perdoada!
antónio colaço
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OLÁ,VIZINHO RUI!
-Olá, Tio Rui, sou a Micas e dei uma escapadela sem o meu dono saber, como a porta estava aberta, não estava cá ninguém e estavas a falar de aves… eu fiquei logo com os capelos em pé!Uff, estou farta dos croquetes e da Purpurina lá em casa…mas…onde é que estão essas aves?!…
- MIIIIIIICAS! Onde é que te meteste, oh nãoooooooooooo, quem te autorizou a entrar aqui na casa do Rui sem pedir licença?!O quê, leste o post do Rui aproveitando uma distraídela minha e como ouviste falar em …aves?! Micas, mas tu és do Benfica, é assim que respeitas o teu clube?!
-Miau, adeus Tio Rui, para a próxima não me voltes a enganar!Já não há respeito…
Olá Rui, só para dizer que lá por casa está tudo bem, aparece quando quiseres. Não, não vou arranjar nenhum pretexto clubístico-partidário para apareceres , quero, sim, uma vez mais agradecer a tua hospitalidade e inaugurarmos, também , agora, despretensiosamente, esta boa vizinh@nça!
É isso, mais do que todos os manuais sobre o fim da blogosfera, (com todo o respeito que me merece o lado académico da coisa!) o importante é praticar, retomar as práticas de boa vizinhança. E como são imemoráveis as histórias que guardo desde que os meus pais debandaram, um dia, anos cinquenta iniciais, o altoalentejano Gavião atravessando o Tejo a caminho ” lá da Beira”, em Cardigos, concelho de Mação?! E pelo Natal, como eram salutares as disputas entre aqueles vizinhos que se adoravam na sua diferença, por exemplo – já que estamos na quadra – sobre as filhós beiroas e as outras alentejanas, tudo resultando numa salutar partilha!
É o que estamos a demonstrar, praticando!
Até mais logo e… desculpa o atrevimento da Micas. Eu acho é que ela queria fazer uma festinha à Maria.
antónio colaço
NOTA
Este post foi “colocado”, pela manhã, no Adufe, do meu caríssimo amigo Rui Branco, assim, de surpresa. O que quer dizer que, um destes dias, também, o Rui poderá entrar aqui pela ânimo quando muito bem quiser. Sem querermos ser vanguardistas de causas perdidas, acho que esta partilhada vizinhança retoma valores ancestrais que nenhum Magalhães poderá anular.
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MATINAS

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WORDPRESS:MAS O QUÉISTO?!
A ânimo fica sem edição até o sistema 2.7 da Word press nos deixar trabalhar em Paz!
Oh, meus senhores, não habia nexexidade!
O meu protesto!
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WEBANGELHO

Mais um precioso contributo da reflexão do Pe Anselmo, que a ânimo tem o privilégio de poder ampliar, na senda de nos tornar os dias mais leves, neste caso, de tornar a nossa fé mais enraizada, mais liberta, mais descomplexada e mais solta de toda uma demoníaca visão do que na Vida, afinal, é manifestação da bondade de Deus.
Nesta enregelada manhã maçanica, estas são Palavras que verdadeiramente nos aquecem o corpo e a alma, animus!
antónio colaço

A IMACULADA CONCEIÇÃO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Não sei se a maioria dos portugueses conhece o motivo do feriado no dia 8 de Dezembro. Os católicos praticantes saberão que se trata de uma festa ligada a Nossa Senhora. Se interrogados, talvez respondessem, na quase totalidade, que tem a ver com a virgindade de Maria.
Aí está, pois, uma festa infestada com equívocos. Logo à partida, que pode significar Imaculada Conceição? De facto, não se refere directamente à virgindade, mas não lhe é completamente alheia. Do que se trata, na realidade, é da afirmação de que Maria, a Mãe de Jesus, foi concebida sem pecado.
Mas, aqui, sem hermenêutica, isto é, sem interpretação, pode albergar-se uma série de confusões, profundamente ofensivas sobretudo para as mulheres, minando, desgraçadamente, a mensagem do Evangelho enquanto notícia boa e felicitante.
Foi concretamente Santo Agostinho que elaborou a doutrina do pecado original, no sentido de um pecado cometido pelos primeiros pais (Adão e Eva) e transmitido a todos por herança, no acto sexual. Houve uma excepção: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original.
Deste modo, porém, a sexualidade ficou manchada e as mulheres acabavam por sentir-se discriminadas, tanto mais quanto, associando a concepção de Jesus a uma geração virginal, se lhes propunha o ideal impossível de virgem e mãe.
Sub-repticiamente, esta doutrina causou imensos danos ao cristianismo, concretamente à mulher, à visão do sexo e do casamento.
Assim, um cristão atento e reflexivo sabe que é necessário e urgente rever o dogma, mostrando o seu verdadeiro sentido. O próprio Papa João Paulo II deu a chave, ao escrever que “o Natal de Jesus revela o sentido profundo de todo o nascimento humano”. Afinal, quando percebe que o ser humano não é redutível à biologia, o crente verá em toda a nova geração a presença do Espírito, como aconteceu com Jesus. Por outro lado, nascer é vir à luz e, portanto, dar à luz não constitui uma mancha para a mãe, como supõe a doutrina da virgindade de Maria, antes, no e depois do parto.
Um dia, numa entrevista, um jornalista atirou-me: “Não acha que Nossa Senhora é a mulher mais poderosa de Portugal?” Nunca tinha pensado nisso, mas é bem possível. Basta pensar em Fátima e no que Fátima representa para os portugueses. Aliás, Nossa Senhora “concede” dois feriados nacionais: Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e Assunção (15 de Agosto).
Mas, se se pensar bem, estas festas são metáforas de esperança e salvação: todo o ser humano é concebido sem pecado, mas, entrado no mundo, terá de lutar contra a maldade e o pecado, na esperança de um mundo melhor, e também na morte pode contar com o Deus amor e a sua graça de vida eterna.
Podemos então compreender, como dizia o teólogo Karl Rahner, que, nestes domínios, por exemplo, da virgindade de Maria, não se trata de biologia. Referindo-se à narrativa do Evangelho de São Mateus sobre a geração de Jesus por obra do Espírito Santo, escreveu o exegeta Jean Radermakers: “Tomando imagens das mitologias pagãs, depuradas pela reflexão judaica, Mateus não se situa num plano de fisiologia, medicina, ginecologia ou sexologia, mas no de uma realidade mais profunda. Deveríamos reler a nossa experiência do dar à luz e da responsabilidade parental a partir do nascimento de Jesus. Toda a criatura recém-nascida vem de Deus. Assumir uma maternidade e paternidade humanas é deixar que Deus se revele na criatura nascida. A missão de todo o varão e toda a mulher que se unem é dar lugar a que apareça no mundo a realidade do Emanuel, Deus connosco.”
Criticando os mal-entendidos da leitura do Evangelho a partir de pressupostos negativos em relação à sexualidade, o teólogo Juan Masiá põe na boca do anjo estas palavras dirigidas a São José: “Não deixes de levar Maria contigo. Não penses que pelo facto da intervenção do Espírito o teu papel como varão está a mais. Não tens que afastar-te para permitir que Deus faça algo grande com a tua família. Com a tua relação com Maria, não vais entrar em concorrência com o Espírito. O teu papel é compatível com a acção de Deus e com que Jesus seja o Cristo.” |
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ânimo, OUTRA VEZ!TODOS PARA O BORRALHO!

Pronto, senhores da wordpress 2.7, e amigos a quem lançámos SOS vários, não quero que vos falte nada!Está tudo resolvido e percebido! Cheguem-se aqui um pouquinho à lareira.Quentinho, hein?!
Para todos um óptimo fim-de-semana , à lareira, com a família e os amigos, vá, ide lá para o borralho!
Deixem o qwertalho em paz!!!
antónio colaço
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O QUE DÁ DEZEMBRO

Uma última vista de olhos a caminho …”da província”. Podem as iluminações da Baixa mudar mas…

…as do Totta, na Rua do Ouro, são eteeeeeernas. Todos os anos o mesmo fascínio.Só para nos sentirmos como nos filmes americanos da nossa infância… vale a transgressão de uma paragem para fixar este instante de magia.

Mação embrulhado numa manta de espessa neblina….

…uma ventania molhada a que já poucas folhas resistem….

…e um pulo até Abrantes. Há que subir à montanha respondendo ao apelo das nuvens desafiantes.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Depois do Pe Anselmo, ontem, no DN, hoje, no Publico, a Palavra de Frei Bento Domingues.

Nem só de pão vive o homem
07/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Encontrar-se com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Basta acolher a graça do Presépio1. Nem só de pão vive o homem, mas sem pão é difícil. O Diabo sabia disso quando pôs Jesus à prova no deserto. Hoje, diante dos efeitos económicos da especulação financeira, a nível global e local, a oração pelo “pão nosso de cada dia” – que não dispensa o trabalho – continua a fazer todo o sentido.
Quanto à crise, consultei o site da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). Estava com pouca luz. O filósofo André Comte-Sponville – um ateu meio cristão – realça o primado evangélico do amor, alma de uma ética superior, mas não perde o sentido do realismo mais chão: “A ética vale mais do que a moral. A moral vale mais do que o direito. Mas a moral é mais necessária do que o amor, o direito é mais realista do que a moral. Se não formos capazes de viver à altura do Novo Testamento, respeitemos, ao menos, o Antigo.”
São afirmações lapidares e insuficientes. Encontrei alguns fervorosos católicos lamentando que o Papa – embora com alguns recados à banca – não tenha excomungado os maiores responsáveis por uma crise que continua mais misteriosa do que a Santíssima Trindade.
A receita das excomunhões não me entusiasma e as determinações papais só contam para quem as deseja acolher. Por outro lado, os textos do Novo Testamento colocaram na boca de Jesus de Nazaré e de sua Mãe textos assustadores sobre os ricos. Na escola de S. Paulo, sustentava-se que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1 Tm 6, 10). Os cristãos que alinham com sistemas de exploração e com práticas de corrupção sabem muito bem o que fazem e sabem que estão, pelo efeito da sua actuação perversa, a excomungar-se da comunidade humana.
2.Estamos no Advento, mas a necessidade de vigilância não é exclusiva desta quadra litúrgica. Hoje, mesmo fora dos espaços eclesiais, é frequente ouvir: não se pode permitir aos mercados que façam o que lhes apetece sem qualquer controlo. Não basta, no entanto, aproveitar a crise para ter mais cuidado com a gestão da vida económica. Quem ficar por aí vai sonhar com o fim deste pesadelo para voltar a pautar a vida pessoal, profissional e social pela mesma escala de preocupações. Ora, o que está em causa é o sentido que cada um dá à sua vida, a responsabilidade que assume em relação ao bem comum e o espírito de compaixão pelos que vivem sós e abandonados: justiça e gratuidade.
A alteração de critérios deve começar já pela preparação deste Natal. É evidente que ainda há muito sentimento humano para que os sem-abrigo e os velhos e novos pobres não sejam totalmente esquecidos. Os meios de comunicação podem fazer imenso para avivar o sentido da solidariedade e nem são precisas “300 ideias” para os atender. Mas, se ficarmos por aí, é porque pensamos que as pessoas “só vivem de pão”. Além da satisfação das necessidades materiais básicas – e estamos muito longe de estas serem atendidas, apesar de todos os programas de combate à pobreza – as pessoas vivem, sobretudo, de afectos e beleza. Quando os presentes de Natal não são investimentos, valem na medida em que forem concretizações de presença pessoal, de reconhecimento, isto é, de que os outros contam para nós.
É normal que o marketing se esforce por encontrar modelos de gastos de Natal para tempos de crise, porque presentes de luxo para gente de luxo são negócios, válidos apenas como negócios, mais ou menos honestos, investimentos talvez mais seguros do que a oscilação dos jogos da Bolsa. A ética desses investimentos e jogos é anti-solidária: a riqueza de uns implica a pobreza de outros.
3.Na perspectiva de revisão de vida, neste tempo de Advento, talvez possamos mudar de registo sem muitos gastos. É um momento privilegiado para descobrir a aliança entre a pobreza voluntária e a beleza. A pobreza, quando imposta, é feia e destruidora. Quando voluntária, pode ser azeda por moralismo, como a de João Baptista, ou bela como a de Jesus e Francisco de Assis. Os Evangelhos encheram de música o curral do nascimento do filho de Maria e o Poverello foi o grande poeta do presépio e da natureza. Fra Angelico só gastou alguma tinta para encher de beleza o Convento de S. Marcos de Florença.
Somos europeus. G. Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, numa conferência na Universidade de Salamanca – no começo do próximo ano estará em Portugal -, insistiu na redescoberta da nossa herança cultural multifacetada. Na apologia da vertente cristã, lembrou algumas afirmações de grandes figuras da cultura europeia: para Goethe, a língua materna da Europa é o cristianismo; segundo I. Kant, a fonte da qual brotou a nossa civilização é o Evangelho; T. S. Eliot foi mais explícito: “Um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã da qual é herdeiro. Sem o cristianismo não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto.”
Encontrar-se, hoje, com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Para refazer a nossa alma na beleza e na pobreza, basta acolher a graça do Presépio.
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VÉSPERAS

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AS CURTAS da ânimo
Para o que nos dá Dezembro, ou a história de mais um feriado, completamente encharcado, molhado, outonado e de muito trânsito feito.
Entre Lisboa e Abrantes, entre Abrantes e Mação, ou o privilégio de um chão onde estar, conviver e, por que não, rezar, mesmo se o “religar” nos desafia para um Deus que não pára de nos interpelar muito para além de uma procissão.










A Micas diz-me que tarda a homenagem ao seu irmão mais velho, o nosso querido Quico que, 20 anos depois, nos deixou, mas acho que, por agora, está mais preocupada com a invasão que fez à casa do Rui, dado o seu silêncio…
antónio colaço
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MATINAS

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FORÇA, ZÉ HENRIQUE.

Muitos dos amigos da ânimo conhecem este personagem ímpar da cozinha maçanica. O Restaurante Casa Velha, em Mação, significa para muitos de nós, ao fim de semana, um refrigério para o corpo… e a alma. O ambiente acolhedor do restaurante, onde sobressaem belíssimos paineis de azulejo retratando o Mação Antigo, que aos poucos vamos vendo desaparecer, é, desde logo, o melhor aconchego para um estômago procurando alento e algum ânimo.

E o Zé Henrique, com a sua mulher Filomena, são generosos nas doses com que nos mimoseiam a conta. Às vezes, penso que o Zé quer que o imitemos na sua avantajada figura, tamanha a generosidade, volto a referir, das doses que nos faz descer à mesa.
Para mim, desde sempre, a imagem de marca do Zé Henrique, também conhecido carinhosamente como o … Diabo Amarelo, vejam só – acho mesmo que o verdadeiro diabo foge dali a sete pés…- é o seu galo no forno (para não falar do bacalhau à lagareiro, da sopa de pedra e, mesmo, o arroz de pato ( que, quanto a mim, só peca pelo desarranjo com que se apresenta, quer dizer, sem o chouricito, ou a fatia de bacon e a exigida fatia de laranja, encimando um arroz um tudo nada mais tostadinho, coisas que estou farto de lhe recomendar!), tudo porque o Zé, desde a primeira hora, me dizia serem os pobres galináceos oriundos das capoeiras do…seu sogro, tal a qualidade das carnes dos ditos. Para mim, à excepção do bacalhau, todas as vitualhas vêm … da capoeira ou dos campos do sogro do Zé!
Mas… o que me traz, hoje, mesmo, aqui, é que o Zé Henrique tem outro fascínio na sua vida: ele gosta de meter a colher na vida política local e pratos que não tragam o tempero adequado, cheiram-lhe a esturo e, vai daí, zurze aos quatros ventos que a comida tem que estar “ligal” como diz a Dª Ruelf da TSF! E tudi e tudi!
O Zé vai estar amanhã, quinta, pela manhã, numa outra cozinha, em nada parecida com a sua cozinha, desde logo, porque não será ele a fazer os temperos e a determinar o tempo de cozedura.
O Zé vai estar, amanhã, no Tribunal de Mação. Levado à barra do Tribunal como o único cidadão que ousou afrontar alguns destemperos do edil de Mação. Não, não é o lider da Oposição que vai estar na barra – em Mação existe uma espécie de oposição, muito mansinha, a ver no que param as modas.
Sinto um certo desconforto por isto, Zé. Tinha que to dizer. Peguei nesta sopa de letras mal amanhada, Zé, mas cheio da maior solidariedade de que sou capaz. Toma, lê, ainda está quentinha. É uma espécie de aconchego para a jornada.
Volta depressa e em paz, Zé, que estamos esfomeados.
Sim, também de Justiça. E tu, uma vez mais, a matar-nos essa fome. Faz de conta, Zé, que hoje, eu sou o teu sogro e este é o galo que te sirvo!
Um grande abraço
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

O Primeiro-Ministro precisou de insuflar algum ânimo nos portugueses.
Mario Bettencourt Resendes, SICNotícias. 10.12.08
NOTA
A ânimo prepara para o próximo ano algumas iniciativas que visam assinalar os seus 30 anos.
Aqui, nesta sua nova casa, a coluninha ânimos exaltados visa assinalar, dia a dia, dentro do possível, todas as frases de que tenhamos conhecimento, pelo que, desde já, se quer ser nosso amigo e se tem conhecimento da utilização desta palavrinha mágica entre em contacto com o nosso mail (animados30@gmail.com) . Verá que não nos esqueceremos de si.
Assim, no próximo ano, distinguiremos, mês a mês, o autor da melhor frase em votação dos nossos leitores e, no final do ano, de entre todas as frases seleccionadas, escolheremos a frase do ano!Veja, por exemplo, como está a lista, mais que incompleta, deste ano!)
( Dava jeito continuar este texto, tipo, o ânimo de ouro, para a categoria “ânimos exaltados” será entregue no Casino Y, numa festa de arromba com a presença dos qualquer coisa animic band…com bar aberto, etc)
Sobre as outras iniciativas falaremos, sendo certo que rondarão por perto a cristalina realidade para que a imagem convoca…

antónio colaço
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ÂNIMO LEVE

Está um frio de rachar, quem diria, eu, que há poucas horas, suei estopinhas para aqui chegar.
Não vejo aqui ninguém, o meu dono prega-me cá cada partida. Disse-me, apenas ,que iria fazer as delícias de gente que adora notícias…
Vou esperar.
antónio colaço
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PESSOA E A DESGRAÇA DE UM PEDREGULHO
O Arqº Carrilho da Graça acaba de ganhar o Prémio Fernando Pessoa, 2008.
É caso para dizer, independentemente do mérito da obra do senhor, que UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ!

Meu caro Fernando Pessoa, caríssimo Dr. Balsemão e restante Júri do Prémio, desde já, os mais sinceros cumprimentos pela vossa boa fé em premiar a obra daqueles que, entre nós, por obras e feitos se vão destacando!
Mas, por amor de Deus, parem um bocadinho para pensar no que acabam de sancionar. O senhor arquitecto pode ser, como diz o meu querido sogro, “uma boa pessoa”, mas não acredito que o Pessoa, Lá, onde está, não esteja a torcer para que esta obra - esta e não o conjunto da sua obra – vá por diante em Abrantes.
É por isso que daqui lanço um repto ao Júri para que, antes de entregarem o prémio ao senhor arquitecto, venham a ABRANTES, QUANTO ANTES, ver o pedregulho que o senhor Carrilho aqui quer deixar cair.
Para saberem do que se passa retomo o que escrevi, então no Adufe, e que mereceu estas palavras do Arqº António Castelbranco:

Maquetes e mais detalhes aqui.
É urgente repensar a integração deste projecto, antes que este seja objecto de aprovações burocráticas. Mas, ou muito me engano ou a malta por aqui anda toda distraída… ou, se calhar, acham bem a proposta tal como está… eu não.
Cumprimentos
ACb

Esta encosta descendo a abraçar este rio, não lhe mete graça, arqt Carrilho?!
Por favor, rolem o pedregulho pela encosta abaixo. Quer dizer, este pedregulho de papel, pois para estragos já temos quanto baste.
Muito obrigado, senhor arquitecto. Disponha deste espaço como entender.
antónio colaço
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NATAL DOS JORNALISTAS E ASSESSORES PARLAMENTARES
Todos os anos , por iniciativa da Associação dos Jornalistas Parlamentares, tem lugar o já tradicional almoço de Natal que junta, não só os jornalistas acreditados em S. Bento, como, também, os assessores de imprensa de todos os partidos com representação parlamentar.
Por alguns instantes, não há cachas, convocação de conferências de imprensa, distribuição de projectos de lei, ou simples pedidos de entrevistas e, mesmo, números de telefone. Em contrapartida, cada um dos comensais traz de sua casa, temperadas a preceito, as mais diversas iniciativas legislativas, perdão, gastronómicas, fazendo com que a sala principal das instalações dos jornalistas, em S.Bento, se converta num bem condimentado e melhor regado PAOD sem restrições de tempo ou atropelo de qualquer figura regimental. No final, todos saem mais animados com o consenso assim alcançado e tecendo os mais rasgados elogios às qualidades das diversas iguarias subidas a plenário.
Feliz Natal.
antónio colaço

Anabela Neves, Presidente da Associação dos Jornalistas Parlamentares, nas boas-vindas.

Flor Pedroso, e o seu estridente assobio, convocando o silêncio dos comensais. O Dr. Jaime Gama tem aqui um óptimo exemplo para disciplinar os deputados. Eva Cabral, do DN e Celia Sousa, Antena 1, repelem o estridente silvo.













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WEBANGELHO

Chove intensamente.Manhã fria e enregelada.Lisboa distante. Em Abrantes, por instantes.Mas todas as distâncias são vencidas com a luminosidade da Palavra. Assim os homens o entendam.Obrigado, Pe Anselmo.
Hoje, no DN.

O FÓRUM CATÓLICO-MUÇULMANO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Lembro, pois, pela sua importância, o encontro inédito e histórico entre 29 muçulmanos, representando várias correntes do islão, e igual número de católicos, que teve lugar no Vaticano entre 4 e 6 de Novembro passado.
Quem não se lembra do célebre discurso de Bento XVI em Ratisbona, em Setembro de 2006, e da indignação por ele causada no mundo islâmico por alegadamente associar islão e violência? Foi assim que, em Outubro de 2007, um ano depois, 138 académicos, clérigos e intelectuais islâmicos do mundo inteiro, numa Carta a Bento XVI, com o título Uma Palavra Comum entre Nós e Vós, declararam que, apesar das suas diferenças, o islão e o cristianismo – as duas maiores religiões: juntas, representam mais de 55% da população mundial -, partilham a mesma Origem Divina, a mesma herança abraâmica e os mesmos mandamentos essenciais: o amor a Deus e o amor ao próximo. Também afirmavam que, se não houver paz entre os cristãos e os muçulmanos, não haverá paz no mundo.
A esta mensagem respondeu o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal T. Bertone, em Novembro de 2007: “Sem ignorar nem diminuir as nossas diferenças, podemos e portanto deveremos olhar para o que nos une.”
Os contactos entre as autoridades católicas e muçulmanas conduziram, em Março deste ano, à instituição do Fórum Católico-Muçulmano e à organização do referido encontro no Vaticano.
No fim do Seminário, houve uma Declaração comum, em 15 pontos.
Logo no primeiro, mostra-se como a concepção de um Deus, fonte de amor, é partilhada pelas duas religiões.
Afirma-se depois que “a vida humana é o dom mais precioso de Deus a cada pessoa. Portanto, deveria ser conservado e honrado em todas as suas etapas”.
A pessoa requer “o respeito pela sua dignidade original e a sua vocação humana”. Defende-se, por isso, uma legislação civil que assegure “a igualdade de direitos e a plena cidadania” de todos, e há o compromisso conjunto de “assegurar que a dignidade humana e o respeito se estendam a uma igualdade de base entre homens e mulheres”.
O respeito da pessoa e suas opções em assuntos de consciência e religião “inclui o direito de indivíduos e comunidades praticarem a sua religião em privado e em público”. Também “as minorias religiosas têm direito a ser respeitadas nas suas convicções e práticas religiosas”.
“Nenhuma religião nem os seus seguidores deveriam ser excluídos da sociedade.” A criação de Deus na sua pluralidade de culturas, civilizações, línguas e povos é “uma fonte de riqueza e portanto não deveria nunca converter-se em causa de tensão e conflito”.
É necessário promover uma informação exacta sobre as religiões e proporcionar uma “sã educação em valores humanos, cívicos, religiosos e morais aos seus respectivos membros”.
Católicos e muçulmanos estão chamados a ser “instrumentos de amor e harmonia entre crentes e para a humanidade em geral, renunciando a qualquer tipo de opressão, violência agressiva e terrorismo, sobretudo quando se cometem em nome da religião”.
Sem justiça para todos, não haverá paz. Por isso, a Declaração apela aos crentes para que trabalhem em ordem a criar “um sistema financeiro ético no qual os mecanismos reguladores tenham em conta a situação dos pobres e deserdados, tanto indivíduos como nações endividadas”.
No termo do Seminário, Bento XVI recebeu os participantes, apelando veementemente a que as religiões se tornem artífices da paz e a liberdade religiosa seja respeitada “por todos e em todos os lados”. Certamente, pensava também nas minorias cristãs perseguidas em países de maioria muçulmana.
A Declaração conclui com o compromisso de realização de um segundo Seminário do Fórum dentro de dois anos “num país de maioria muçulmana”. Oxalá!
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CURTA-BLOGAGEM
Declaração de interesses: é uma estranha sensação esta de publicar com um delay, perdão, com um tão assinalado distanciamento entre o acontecido e a sua pública notícia. Não vivo ao ritmo deste blog, quer dizer, a notícia do que teve lugar é sempre posterior mas, convenhamos, a distância tão distanciada, assim, passe o pleonasmo, acarreta esta sensação de preguiçosa incomodidade. Sei e cultivo a dinâmica da expectativa do que vai acontecer mas outro é o tempo de edição sobre o acontecido.
Chega.Vamos servir, por hoje, uma solução de compromisso. Façamos, então, de conta, que hoje é mesmo Sábado e Domingo. Esqueçam a denunciadora janelinha ali em cima. De Lisboa a Mação com paragem por Abrantes ( que, na realidade, ainda não sabia se teria lugar) e, mesmo, uma saltada a Castelo Branco (também não estava nos planos!) subamos a A23. A nossa vez!

Vasco da Gama.A melhor decoração natalícia.

Mação. Há que aproveitar a pouca luz para apanhar o tradicional musgo.

Noite feita,uma a uma, lá foram surgindo as “mantinhas” do fofinho musgo.

Mação, tem graça, sim, esta espécie de nórdica floresta .

O musgo espera, por agora.Para a Matriz e em força para o Concerto de Natal.

O Grupo “Os Maçaenses“

A Filarmónica União Maçaense.

O Confutatis Brass Quintet de Águeda.

O Orfeão de Águeda superiormente dirigido pelo Maestro Paulo Neto, um filho de Mação.

Nem presidente, nem vereador da cultura, da Câmara de Mação,ambos ausentes! Ninguém da autarquia para lhe dar um abraço e reconhecer, publicamente, a brilhante carreira de Paulo Neto.

O Adeste Fidelis cantado por todos. Muito frio, pouca gente, que, apesar de tudo, conseguiu com o calor dos seus aplausos, animar e sublinhar o empenhado esforço dos nossos artistas amadores.

De regresso ao aconchego do lar, mãos à obra. O tradicional presépio não pode esperar. Apesar da chuva que cai incessantemente, o musgo e o pinheiro já cá cantam. O pinheirito foi observado durante todo o ano. Veio directamente do Vale das Árvores. O musgo, esse, das curvas da estrada municipal que liga Mação à estação CP da Ortiga. A gruta aí está. A cortiça, dos sobreiros do Vale, emprestam-lhe o ar de rocha. Vem à memória a arte da minha professora primária, em Cardigos, a Menina Conceição, que “construía” rochas com um tal realismo que me deve ter influenciado para sempre: papel pardo, ou lá o que era, com aquele ar cavernoso bem espelhado.

Ainda tenho o privilégio de conservar algumas figurinhas dos tempos de juventude. As outras fugiram à chinesa invasão sendo, ainda, das iniciais, a barro, portanto.

A árvore de Natal fica inteiramente a cargo de Meninha.Ninguém como ela para distribuir laços, lacinhos, bolas e bolinhas mas, sobretudo as luzinhas.

E pronto, o pobre e enregelado Menino ali vai ficar estes dias todos. O que lhe vale é o calor da lareira, quer dizer e o lugarzinho que ocupa nos nossos corações.

Um salto até Castelo Branco. A felicidade do instante de um arco-íris ali para as bandas de Vila Velha de Ródão.
Para “os de Mação” a A23 configura uma nova e agradável centralidade. Muito caminho está por andar no que a intercâmbio socio-cultural pode ser feito com Castelo Branco.

No interior do novo espaço “Allegro”, passe a publicidade, a atenção virada para diversas fotografias antigas da cidade (ocultando estrategicamente as lojas ainda vazias). Esta, em especial, porque retratava os ancestrais mercados dos albicastrenses. E não é que ao fotografá-la uma voz me segreda, “oh, amigo, che quijer tenho o original, sempre é melhor!!”. Nem mais nem menos que o autor da dita, de seu nome, Pedro Barata. E lá travámos um tão curta quanto agradável conversa sobre as implicações desta grandes superfícies na vida do comércio local.

Independentemente da opinião que se tenha, a verdade é que estes espaços estão repletos de gente e no que à animação cultural diz respeito se o pessoal não aparece nos concertos toca a concertar os passos e deslocarmo-nos até ao pessoal. Foi o que esta Tuna Académica fez. Ignoro quem são, não deu tempo para isso.Um lapso imperdoável que algum leitor albicastrense pode reparar, escrevendo-nos!

Antes do regresso a casa, a passagem obrigatória pela Pastelaria Montalvão, passe a publicidade, outra vez, não só para biscoitar no local, como, sobretudo, levá-los connosco para acompanhamento de outros tantos chás caseiros. Falo-vos dos Biscoitos de Castelo Branco. Prontos a “esfarelarem-se” na boca, tão frágeis e delicados, parecem ser feitos de acúcar algum, deixando na avidez do palato um pequeno rasto de saboroso azeite que nos ilumina o estomago por muitas horas. De comer e …biscoitar por mais! Sei de uma televisão, em Lisboa ,onde fazem sucesso na sua régie!…
antónio colaço
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WEBANGELHO/ CRISTO UM VULCÃO HUMANO E DIVINO

Peregrinações e janelas
14/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
(In, Publico,14.12.08)
No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo
1.Havia rumores de que a Plataforma dos Professores estaria a preparar uma peregrinação a Fátima contra a ministra da Educação. Naquele espaço, há mais do que lugar para todos os professores, familiares e apoiantes. Estranhei que se falasse de uma “peregrinação contra”. Em geral, as peregrinações são feitas para agradecer ou pedir alguma graça ou, ainda, como método de transformação espiritual.
As aparições de Fátima não fazem parte do credo católico. A hierarquia da Igreja não pode impor a ninguém a sua aceitação. Acolher ou não esse fenómeno religioso que, desde 1917, vem marcando o catolicismo português depende da atitude de cada um. Há muitos anos que os frequentadores do Santuário se contam aos milhões. Além disso, a rede viária e os equipamentos hoteleiros servem, hoje, para muitos eventos que nada têm a ver com a religião. Ninguém poderia levar a mal que a plataforma sindical dos professores se reunisse em Fátima.
Curiosa é, porém, a notícia do DN (06.12.2008) com um título nitidamente confessional: Professores vão a Fátima pedir a bênção da Igreja. O conteúdo é inquietante: “Na guerra da educação, os sindicatos não descartam qualquer carta do baralho da influência social e espiritual. A Plataforma dos Professores reúne-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, em Fátima, para lhe pedir a bênção para os protestos contra Maria de Lurdes Rodrigues. Os portugueses estão fartos de agitação, mas são muito católicos…”
Em alguns círculos, a chacota das extrapolações não se fez esperar: os professores, ao pedir a bênção da Conferência Episcopal para os protestos contra a ministra da Educação, ofereceriam, em troca, o propósito de colocar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada uma das salas de aula de todas as escolas do país… Combateriam, assim, o laicismo no ensino e acabariam por favorecer esse comércio que também está a sofrer com a crise.
No momento em que escrevo, não posso saber ainda se a audiência se realizará nem qual será o seu resultado. Seja como for, o recurso à intervenção da hierarquia católica num processo político reveste aspectos melindrosos. Não acredito que a Conferência Episcopal se vá deixar envolver num protesto de consequências incontroláveis. Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações.
Haverá professores interessados em tais cenários? Mandaram-me um artigo de Moisés Espírito Santo, sociólogo e professor do ensino superior, que resvala no seu próprio delírio: “Eu só acreditaria que esta escola valha a pena – já que (como vemos) quanto mais palavreado eduquês, quanto mais avaliações, quanto mais Magalhães… menos saberes e menos formação profissional – se os jovens saíssem de lá a portar-se como gente grande para lutar, a saber organizar-se e a protestar sem medos. Com ovos, com tomates e, quando tiver de ser (longe vá o agoiro!), à pedrada” (Jornal de Leiria: 27.11.2008).
Haverá muitos portugueses a desejar que a tarefa das escolas seja a de preparar terroristas? No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo. Ficou célebre a expressão “juventude rasca”, de Vicente Jorge Silva, primeiro director do PÚBLICO, quando os estudantes viraram as costas à ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e deitaram as calças abaixo. Parece-me, no entanto, uma extrapolação indevida afirmar que os professores de agora são todos a reprodução, em adulto, dessas atitudes.
2.As peregrinações não vão dar todas a Fátima. O turismo religioso voltou-se, apesar da crise, para itinerários de há dois mil anos, sobretudo para os de Paulo de Tarso, a grande figura cristã deste e do próximo ano. As Edições Paulinas lançaram um conjunto de obras deliciosas para conhecer os enigmas das suas arriscadas viagens e das suas Cartas apaixonadas (1).
Cristo não deixou nada escrito, mas esse vulcão humano e divino provocou, muito cedo – desde há dois mil anos até hoje – ondas e ondas de inspirada literatura. Além daquilo que se pode saber de Jesus, através da investigação histórica – mas sem passar ao lado dela -, o que sobretudo interessa é responder à pergunta: como viver, nas encruzilhadas do nosso tempo, do seu próprio Espírito? O dominicano Albert Nolan responde de uma forma radical, sábia e comovente (2).
Anselmo Borges, um encantado com a metáfora da janela, já tinha aberto uma para o (In)Visível. Surge, nas vésperas deste Natal, com outra aberta sobre a paisagem do (In)Finito (3). É um regalo para a razão e para a imaginação.
(1) Peter Walker, Nas Pegadas de São Paulo. Um guia ilustrado das viagens de São Paulo, Lisboa, Paulinas, 2008; Jerome Murphy-O’Connor, Paulo. Um homem inquieto, um apóstolo insuperável, Lisboa, Paulinas, 2008; Jesus e Paulo. Vidas paralelas, Lisboa, Paulinas, 2008.
(2) Albert Nolan, Jesus hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, Lisboa, Paulinas, 2008
(3) Anselmo Borges, Janela do (In)Finito, Porto, Campo das Letras, 2008
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ÂNIMOS EXALTADOS

As últimas vitórias deram-nos algum ânimo para continuar.
Candeias, jogador FCPorto, TSF
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CURTA BLOGAGEM.AS CURTAS DA ÂNIMO

Há uma história comovente que se esconde por de trás do Nº 48 da Rua Rodrigues Sampaio.
Esta história é para ti, Micas. Sim, uma gatinha a quem nada falta. Até as aulas de piano…
O quê, estás insatisfeita como tanto conforto ? Querias antes palmilhar as grandes e enregeladas avenidas da Cidade Grande, Micas?

Então, vem, vem comigo. Desçamos à Grande Cidade. Agasalha-te.

Vês estas grades?! Cuidado, espreita, devagarinho, para veres como é boa a vida que levas.

Reconheces lá ao fundo aquele gatinho preto. Mesmo assim é um felizardo, com um terreno destes todo dele, uma casota, água e restos de comida. Sim, restos, bem longe dos teus certinhos croquetes de purina…

Olha, lá está ele. Um gato com um prédio todo só para ele. Mas… achas que ele é feliz?! Se calhar, pois nada lhe falta como vês. Mas… e o frio, António?
Nah, prefiro o “borralho” da minha manta!

Era uma vez um gato preto….
antónio colaço
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DESÇA UM POUCO…
Sim,é apenas uma sugestão de leitura. “Desça” um pouco mais na ânimo, quatro degraus abaixo, perdão, quatro postes abaixo e veja, finalmente, a “CURTA-BLOGAGEM” da ânimo que o leva até Castelo Branco e aos seus biscoitos de azeite!

Sirva-se, entretanto, aqui de um ou dois!
antónio colaço
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JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”

João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.
O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.

Osvaldo Castro disse, hoje, à ânimo, que “Espaços Perdidos “ é um livro importante para quem viveu em Coimbra, e ali foi estudante, porque aqueles espaços perdidos foram a infra-estrututra logística que permitiu a grande actividade cultural e política de todos conhecida e onde se organizou a solidariedade entre estudantes que culminou na crise académica de 1969.Ali, desde livros, filmes da época, etc, tudo se discutia”.
Grande João, para ti, um Grande Abraço. Até mais logo.
antónio colaço
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PRIVILÉGIO

Percebes, agora, Rui, o privilégio de começar, assim, o dia?! Não gosto daquela pintura, preferia beje, cinza ou mesmo bordeaux, para não falar do preto, claro.
antónio colaço
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PARLAMENTO GLOBAL.APLAUSOS E INTERROGAÇÕES

Os nossos amigos do Parlamento Global, com quem a ânimo tem as melhores relações, inovaram, esta tarde, ao acompanharem o debate parlamentar com José Sócrates através de um blog específico e onde os leitores poderiam colocar, “minuto a minuto” (desculpa, lá, Luis Osório) os seus comentários.
Foi então que, ao descobrirmos o frenesi que se apoderou dos próprios deputados querendo postar, como a figura demonstra….

e, não só, também na bancada do governo, pelo menos, o ministro Vieira da Silva entrou na liça, foi aí, dizíamos, que a ânimo, através do nosso colega José Delgado, tentou aproveitar o comboio e interpelar, imaginem só, o Primeiro Ministro, himself, pois então!
Claro, já não fomos a tempo e ficámos sem ouvir Sócrates convocando-nos para o ânimo que tanto precisamos.
Como nota final fica esta sensação de algum, como dizer, desconforto entre as dinâmicas geradas. Por exemplo, Diogo Feio, como consegue prestar atenção ao blog e…ao próprio debate?! Agostinho Branquinho parece ter tirado senhas atrás de senhas tal a fúria interventiva bloguística. Faz mais sentido que este instrumento possa ser utilizado por quem está de fora do debate, os cidadãos eleitores, na tentativa de que o seu comentário possa ter tanto peso que algum deputado, isso sim, o introduza com a sua intervenção, no próprio debate. Assim, parecem dois debates em paralelo a ver quem chega primeira à meta!
Aplausos, Anabela Neves, e equipa, com interrogações à mistura.
antónio colaço
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MAÇÃO NEVE..R


Mação Jardim Municipal.

Largo do Cineteatro

Praça Central

Largo dos Bombeiros
Imagens cedidas por mão amiga, já há algum tempo, mas de que não recordo agora nem o nome nem o ano a que se referem. Imagino que sejam de finais da década de 70.
A neve não vem a Maomé, perdão, a Mação, então vai Mação até à neve!A Estrela e a Gardunha que até não estão assim tão longe!
Vem, neve!Agora ou NEVE..R!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

A vontade de enfrentar as dificuldades dá-nos ânimo.
Continuaremos a governar com redobrado ânimo.
José Sócrates, jantar Natal GPPS, Refeitório dos Frades,Palácio S.Bento.
antónio colaço
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MATINAS



Embrulhado na neblina, deixo que o Teu sol me ilumine, todas as horas do meu dia.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS.especial

Se reflectimos sobre o nosso problema com um estado de ânimo, ou outro, podem ocorrer-nos diferentes alternativas. Por exemplo, antes de dormirmos, quando estamos relaxados, muitas vezes podem aparecer-nos novas ideias; de facto, algumas pessoas têm nas suas mesas de cabeceira um pequeno livro de anotações para tomar nota delas. São ideias que, quiçá, logo, à luz do dia, quando as virmos a partir de outro estado de ânimo, possam parecer-nos absurdas, ou, então, descobrirmos que são realmente boas.
Se temos tempo, é conveniente pensar a partir de distintos estados de ânimo.
Alberto Vásquez, El País Semanal,9.11.08
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MATINAS

Tal como Francisco de Assis, Louvado sejas, oh meu Senhor, por este esplêndido Irmão Sol!
antónio colaço
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VITÓRIA

A ânimo acaba de registar a sua primeira grande vitória … cívica ( outras se seguirão!). Se bem se lembram denunciámos aqui, há dias, a “vandalização” da estatuária do Palácio do Presisdente Aníbal, com a colocação de um … megafone numa das estátuas do Palácio, assim:

Pois bem, estamos em condições de afirmar que, após reunião do Conselho de Estado para deliberar sobre tamanho crime, a estátua está, finalmente, liberta do hediondo apêndice!
É Natal e em Belém , tudo bem!

antónio colaço
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O GATO EQUILIBRISTA E A CEGONHA ESFOMEADA
A poucos minutos do almoço de Fim de ano, da redacção da ânimo, recebemos estes dois despachos, algures, ali das bandas da nossa delegação na Rua D.Carlos e que quase se candidatavam ao prémio melhor instante fotográfico do ano!

O Gato Equilibrista ou, meu, vieste bater à porta errada e ainda te lix… (Oh, meu, a Micas não trabalha cá na redacção!)

A gaivota esfomeada que se queria fazer convidar para o almoço ou, vai para o mar, minha, que a tempestade está cá na terra!
antónio colaço(texto) pedro mendes (fotos)
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ÂNIMO NOMEAÇÕES DE 2O08

Restaurante Varina.
Longe dos olhares dos papparazzi – quem nos diria que seríamos descobertos pelos nossos próprios repórteres!! -a redacção da ânimo encaminha-se para o nº 34 , da Rua das Madres, em plena Madragoa.

Estamos em pleno restaurante A Varina da Madragoa, desde logo, eleito o nosso Restaurante do ano de 2008.

Esperam-nos os mestres Dino e Veiga que estranham a nossa ausência. Pois, a crise quando chega é para todos. Mas, hoje, é dia de atacar o cabrito no forno, regado com umtinto Cabriz e melhor finalizado com o cremoso toucinho do céu. Mas o bife à café e o bolo de chocolate revestido de generosas lâminas (uff!) do dito, para não falar dos pasteis de bacalhau, chegam e sobram para justificar o prémio.Ah! e tem outra coisa, que até nos fica mal revelar:

Esta é a mesa em que costuma sentar-se, imaginem só, o Nobel Zé Saramago, pois. Quando soube que este era o cantinho da ânimo, o homem jurou a pés juntos que também aqui queria ter o seu poiso! Prontos, pá, Zé, meu,tá bem, isto chega para todos.
A redacção da ânimo, em Lisboa – para o ano esperamos ter connosco os diversos colaboradores espalhados pelo país e mundo web… com quem, aliás estivemos em contacto, nesta versão ânimo na Palma da Mão

-deliberou, então, eleger como o político do ano, Barak Obama, claro, só poderia ser. Quando saímos, espreitámos um quiosque e, tal como o Saramago, também a Time nos seguiu os passos. Já não se pode ser original!

No plano nacional e, sem mais comentários, a incompreensível transferência dos funcionários da Biblioteca da Assembleia da República, para longe dos seus livros, para a Rua D.CarlosI foi eleita como a BIZARRICE DO ANO.

O nosso editor lavrando o seu protesto interior da Biblioteca.
Têm a palavra os nossos leitorespara se pronunciarem sobre estes acontecimentos. Devido a problemas de edição revelaremos mais tarde outras nomeações, nomeadamente, o Blogue do ano! Dê-nos a sua opinião.
António Colaço & Pedro Mendes
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CÚMPLICES COM AS ESTRELAS/BOAS FESTAS

BOAS FESTAS
Tal como há dois mil anos, a enregelada noite de Dezembro deve ter metido medo àqueles que procuravam nas redondezas da grande cidade um lugar onde o Deus Menino pudesse nascer.
Ele que tinha criado Dia e Noite, e tinha visto que tudo estava bem, esqueceu-se desse pequeno pormenor, um lugar para nascer e, de preferência, com a luz do dia.
É certo que criou as estrelas e os olhos para que pudéssemos adivinhá-las e, assim, reconfortados e um pouco mais seguros, poder segui-las.
Na noite que persiste em pairar no nosso Portugal, há uma luzinha que se acende no Largo das Cortes
tranquilizando-nos de que, afinal, há um caminho.
Acredito que em 2009 vamos poder encarar as noites
com muito mais tranquilidade.
As estrelas só precisam da nossa cumplicidade.
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NOTA
Prevendo problemas de edição, ficam, aqui, desde já, os votos de um Feliz e Santo Natal. Caso consigamos, voltaremos “à antena”!
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WEBANGELHO
Do Diário de Notícias de hoje.

‘PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE’
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
É possível que já em Janeiro, nas ruas de Londres, as pessoas se deparem com cartazes no exterior dos autocarros com estes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worring and enjoy your life” (Provavelmente Deus não existe. Então, deixe de preocupar-se e desfrute a vida).
Trata-se de uma campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica e apoiada pelo célebre biólogo darwinista R. Dawkins, professor da Universidade de Oxford, ateu militante e, segundo muitos, fundamentalista.
A campanha foi um êxito, pois rapidamente conseguiu fundos – dezenas de milhares de euros – mais que suficientes para pô-la em marcha. Segundo a jornalista Ariane Sherine, que a tinha sugerido em Junho, “fazer uma campanha em autocarros com uma mensagem tranquilizadora sobre o ateísmo seria uma boa forma de contrabalançar as mensagens de certas organizações religiosas que ameaçam os não cristãos com o inferno”.
Para Dawkins, “a religião está acostumada a ter tudo grátis – benefícios fiscais, respeito imerecido e o direito a não ser ofendida, o direito a lavar o cérebro das crianças”. Assim, “esta campanha de slogans alternativos nos autocarros de Londres obrigará as pessoas a pensar. Ora, pensar é uma maldição para a religião”.
Logo que apareceu o anúncio da campanha, fui confrontado por um jornalista da TSF: se a achava provocatória. Respondi que até a achava interessante. De facto, era isso mesmo: obrigaria as pessoas a pensar nas questões essenciais, e Deus é uma dessas questões decisivas.
Constatei, mais tarde, que essa foi também a posição de líderes religiosos britânicos, que responderam favoravelmente à iniciativa. Aliás, qualquer um tem o direito de promover as suas ideias através de meios apropriados. A Igreja Metodista agradeceu inclusivamente a Dawkins pelo facto de encorajar um “contínuo interesse por Deus”. A rev. Jenny Ellis disse: “Esta campanha será uma boa coisa, se levar as pessoas a comprometer-se com as questões mais profundas da vida.” E acrescentou: “O cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e o sentido.”
É significativo aquele “provavelmente”. Dawkins não sabe que Deus não existe e, por isso, escreve: “Provavelmente.” A existência de Deus não é objecto de saber de ciência, à maneira das matemáticas ou das ciências verificáveis experimentalmente. Nisso, Kant viu bem: ninguém pode gloriar-se de saber que Deus existe e que haverá uma vida futura; se alguém o souber, “esse é o homem que há muito procuro, porque todo o saber é comunicável e eu poderia participar nele”.
Afinal, também há razões para não crer, mas, quando se pensa na contingência do mundo, no dinamismo da esperança em conexão com a moral e na exigência de sentido último, não se pode negar que é razoável acreditar no Deus pessoal, criador e salvador, que dá sentido final a todas as coisas. Numa e noutra posição – crente e não crente -, entra sempre também algo de opcional.
Mas, nos cartazes, o mais impressionante é a segunda parte: “Deixe de preocupar-se e desfrute a vida.” É claro que o que está subjacente a esta conclusão é a ideia de um Deus invejoso da vida e da alegria dos homens e das mulheres.
Se a primeira parte obriga os crentes a pensar, retirando da fé tudo o que de ridículo – pense-se em todas as superstições – lhe tem andado colado, a segunda tem de levá-los a “evangelizar” Deus. É preciso, de facto, reconhecer que houve e há muitos a quem “Deus” tolheu a vida, de tal modo que teria sido preferível nunca terem ouvido falar no seu nome – pense-se no horror do inferno, nas guerras e ódios em seu nome, no envenenamento da sexualidade, na estreiteza e humilhação a que ficaram sujeitos.
Agora que está aí o Natal, é ocasião para meditar no Deus que manifesta a sua benevolência e magnanimidade criadoras no rosto de uma criança. Jesus não veio senão revelar que Deus é amor, favorável a todos os homens e mulheres e querendo a sua realização plena. Perante um “deus” que os humilhasse e escravizasse, só haveria uma atitude digna: ser ateu.
NOTA
Há um leitor, algures, no Brasil, para quem já custa mais perder a leitura deste WEBANGELHO do que “perder a missa”. Não é a missa que está em causa, seguramente. Talvez, isso sim, algumas missas que são o contrário de tudo o que Jesus Cristo pediu que fizessem ” em sua memória”.Ler a Palavra de Anselmo, atrevo-me a dizer, anda tão perto de quase ter o Cristo aqui à mão, quer dizer, sentir a serenidade da sua mão, a indicar-nos o Caminho, a sua “memória” viva. SEMPRE PRESENTE. Deus, PRESENTE, afinal.
antónio colaço
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O CÉU DA MINHA ALDEIA…
O rio da minha aldeia…..
Não, o céu da minha aldeia.
antónio colaço
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ÚLTIMA SESSÃO

Faz de conta que a Micas despertou do seu sono e que é preciso deixar o bem-bom do borralho e, numa saltada, descer até ao Eco cá do sítio, que fica nos arrabaldes da vila.

Sais e o que vês ? Um céu quase a fechar-se para a noite com uma paleta de cores a despedir-se de nós! Imperdível! Micas, é só o tempo de alguns “frames”! Croquetes há muitos,meu, mas… estas cores, apenas hoje! Agora!







Oh, não! O sono foi mais forte.
antónio colaço
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WEBANGELHO/DEUS COM TODOS

Deus com todos
21/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
( In Público,Hoje)
A linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica1. Talvez não seja para homenagear Jesus Cristo e as Igrejas cristãs que a publicidade da Vodafone classifica o Natal como a maior festa do mundo. Direi, no entanto, por todas as razões e mais uma, se o não é, devia ser. Já se tentou, em nome do rigor histórico, eliminar, da cultura do Ocidente, a memória desse estranho judeu, de há dois mil anos, que continua a ser invocado por muitos milhões de pessoas como permanente fonte de vida. Sucessivas gerações de historiadores, com perspectivas muito diversas, têm tornado impossível esse negativismo. Não se espera, no entanto, que a investigação histórica venha algum dia a explicar esse enigma testemunhado nos textos do Novo Testamento, canónicos ou apócrifos. Qualquer trabalho histórico é sempre parcial e não pode evitar as marcas da subjectividade. Não se prevê uma “narrativa canónica” da história do mundo em que Jesus viveu e onde a sua memória se perpetuou. Cada historiador terá sempre de escolher um ângulo de visão e de apresentação do seu trabalho. A noção de verdade histórica está sempre exposta a diferentes configurações. Por outros motivos, o mesmo acontece com as convicções da fé em Cristo. Como Jesus não cabe em nenhum dos títulos que lhe foram atribuídos, haverá sempre quem diga: não, não é bem assim, estão a esquecer o essencial.
2. Vou saltar, de propósito, para a narrativa de um sonho acerca da origem de Jesus Cristo, cujo género literário não pode ser controlado pela investigação histórica: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus (Mt 1, 18-25).
Quem olhar para este texto como se fosse um tratado de biologia ou de sexualidade sobrenatural, tem de o achar ridículo e de o entregar ao mundo das anedotas. Ridículo, porém, é esse olhar naturalista. Para uma perspectiva geral de interpretação de textos bíblicos, Orígenes (185-253 d.C.) – apontado como o professor e escritor mais erudito da Igreja Antiga, nascido de uma família cristã do Egipto – já tocou no essencial: “Os simples que interpretam a Bíblia, meramente à letra, formam frequentemente de Deus um conceito muito pior do que se Ele fosse um homem brutal e injusto. (…) A causa de falsas opiniões e de afirmações ímpias ou simplistas parece ser o facto de que a Escritura foi entendida não segundo o seu sentido espiritual, mas à letra”.
Não é neste espaço que posso apresentar a natureza dos impropriamente chamados “Evangelhos da Infância” de Jesus, nos quais figura a narrativa transcrita. Dir-se-á que é um mito. Embora a palavra “mito” possa ter significações que não se aplicam aqui, quem ler o texto nessa direcção está num caminho possível. Neste caso, a linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica da concepção e do nascimento de Jesus. Esta linguagem é a expressão simbólica, poética, de uma intuição teológica magnífica, inscrita na significação do nome dado à criança, Jesus (Deus salva), explicitando-o com outro: Emanuel (Deus connosco).
Lembro, aqui, uma passagem da belíssima “políptica de maria klophas dita mãe dos homens”, de Mário Cesariny: O jogral do céu / riscou uma estrela no manto judeu // e o milagre veio / sem perdão nenhum sem forma sem meio // sobre a palha loura / caiu o menino de nossa senhora menino perfeito / com fomes e prantos com raivas e peito (1).
As orações do Missal Romano terminam todas assim: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”. No passado dia 18, a antífona da comunhão, era esta: “O seu nome será Emanuel, Deus-connosco”, com a indicação de Mateus 1, 23. Mas a oração que se seguiu esqueceu-se e Jesus Cristo deixou de ser Deus-connosco. Que Ele seja Deus com Deus, óptimo, mas o Natal é para fazer a festa de que, afinal, Ele é Deus-connosco. Todos os trabalhos da vida adulta de Jesus tiveram como objectivo mostrar que Deus está sempre por perto, sobretudo daqueles que, por razões de saúde, de higiene, de profissão, de moral, de religião, de nação, eram classificados como pecadores, abandonados de Deus e sem direito ao convívio social e religioso. O Natal é a festa da transformação da esperança individual ou étnica, na esperança universal: reunir todos os filhos de Deus dispersos, os filhos de todos os povos. Santo Natal! (1) Manual de Prestidigitação, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, p.30-31
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MATINAS

O Sol, continua esplendoroso.Obrigado.

No Vale das Árvores, um outro esplendor, este com mais dor. 
O Outono em plenitude.Não consigo outra atitude.
A Primavera espera a sua hora.
antónio colaço
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VÈSPERAS


Mação.Um pôr-do-sol como há muito não via.Obrigado, Criador.
antónio colaço
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MATINAS.TODOS A CARDIGOS VER O PRESÉPIO!



Desculpe a ousadia, mas como sei que também é um apaixonado por Cardigos, resolvi enviar-lhe um recado.
De certeza que já viu ou já ouviu falar num maravilhoso presépio que está na praça de Cardigos.
Como penso que ele merecia uma maior divulgação, e como imagino que deva ter relações privilegiadas com a comunicação social, pedia a sua colaboração para que muitas mais pessoas pudessem apreciar o referido presépio.
Já enviei um mail para SIC, mas de certeza que não vou ter resposta.
Como estou farta de más notícias, considero importante a divulgação de coisas positivas, e sobretudo belas como esta.
Os meus agradecimentos
Leonor Nunes
NOTA
De manhã é que se começa o dia! Obrigado a Leonor Nunes, que não conheço, mas que conhece o meu amor por esta minha segunda pátria. Na mesma Praça para onde tantas vezes subi com os meus queridos amigos de infância do Quintal da Estrada, para celebrarmos o ritual das mil e uma “fagúlhas” em redor da natalícia fogueira, está hoje um presépio gigante que ainda não visitei (e cujo autor, se puder, agradeço me envie o nome.As obras têm sempre um nome, uma vontade, a animá-las, certo?!). É possível “entrar” no interior do dito presépio, no blogue do meu antigo colega de lides seminarísticas, Tó Manel Silva, dos Vales, como dizemos, aqui! Ficam estas fotos – obrigado, Tó Manel – para aguçar o apetite enquanto não chega a nossa própria reportagem!
Quanto à segunda parte do pedido…bom, a ânimo é lida, nomeadamente, por muitos amigos e amigas que “dominam” as agendas das nossas queridas televisões. Aguardemos.
Para si e todos os seus, Feliz Natal!
antónio colaço
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NATAL, LUGAR DE ENCONTRO!TODOS OS DIAS!

Deus te acrescente que vais servir para muita gente.

As mãos e os rolos assinalados que da fofa massa despegaram maravilhas…

Estamos fritos.

Deste lado do Natal, por nós, belhozes e filhozes, mais este raminho de azevinho, estamos prontos.

Mas, do Outro lado do Natal que nos interessa, acabam de entrar na nossa redacção dois postais de Boas Festas que nos enchem a alma e auguram para 2009 um desejado estreitar de laços:
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Caro António,
Espero que no próximo ano possamos colaborar.
Um abraço de Boas-Festas
Frei Bento
E depois de Frei Bento Domingues,
Meu bom e muito estimado Amigo:
A partir da Alemanha estou q enviar-lhe os meus votos sinceros de santo Natal. Um abraco muito amigo Pe Anselmo Borges São para estes dois amigos, em especial, e todos os outros que têm ajudado a ânimo, para além de um outro projecto editorial, os Votos Especiais de que o Natal possa, todos os dias, ser o Lugar que cada um de nós dedica “ao seu mais próximo”, acolhendo-o e … animando-o!
antónio colaço |
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QUANDO EU FOR PEQUENINO
Presépio da Matriz de Mação, Missa do Galo,ontem.
Meu querido Menino Jesus, estava muito longe de vir importunar-te este ano. Não que não goste de falar contigo, por estas alturas, e, tal como os outros, aproveitar a maré para te fazer alguns pedidos. Mas, como adulto e entradote que já sou, não quero fazer-te perder tempo tão precioso para atenderes os muitos meninos, que, como eu, há muitos anos, te importunam com os seus pedidos mais incríveis. Longe vão, portanto, os tempos em que te pedia uma viola,

uns bonbons, um carrinho de lata e tantas outras coisas que, felizmente, sempre me deste na humilde e singela lareira da casa lá do altoalentejano Gavião. Não, não quero roubar o Teu precioso tempo, por muito que agora já saiba que o tempo para Ti não existe porque Tu és o próprio Tempo. E, se formos bem a ver, nem sequer me dirijo a Ti, porque agora já sei que Tu foste a manifestação de Deus connosco, o Emanuel prometido e a que Deus recorreu para nos fazer perceber como gostava de nós. É certo que também não te venho pedir que me ilumines um pouco mais para perceber melhor como tudo se passa no Mistério da Santíssima Trindade ou, tentando forçar a barra, queime etapas para, de uma vez por todas, entrar na Plenitude dos Céus, na Eterna contemplação de Deus, sem ter de andar a recorrer àqueles amigos que, por aqui vou dando conta, nomeadamente, aos padres Amândio, Anselmo, Frei Bento Domingues, Vitor Gonçalves, tantos, sei lá, que todos os domingos se esforçam para nos explicar o alcance da novidade que há na Palavra que há tantos anos proclamaste, Palavra, essa, que, mais não queria do que nos fazer aproximar de Deus Teu e nosso Pai.
Mas era mesmo isso que, às portas da terceira idade – meu Deus, como o tempo passa – me apetecia pedir-Te mesmo.
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Sem querer, portanto, fazer-Te perder tempo, venho pura e simplesmente pedir-te que me ajudes a ser menino, outra vez. Sim, quando for grande, perdão, quando for menino, outra vez, quero que me faças continuar a viver em Mação, sim, e que me faças olhar sempre para todas as pessoas de boa-fé. Que eu nunca me julgue superior a quem quer que seja e que acredite sempre na bondade das pessoas e, muito menos, que seja distinguido, entre todos os outros, com a possibilidade de ter um jornal ao meu dispor para denunciar por simples ironia ou estafadas figuras metafóricas, todo os meninos que, meninos como eu, vão querer atirar areia para os olhos dos outros meninos.
Menino Jesus, este ano, só por este ano, atende ao meu pedido, faz-me regressar ao tempo em que volte a acreditar que os meninos que vão crescer, como eu, vão preocupar-se sempre e só com o bem-estar dos outros meninos e não apenas com o seu próprio bem estar, tentando enganá-los, com as mais criativas e sub-reptícias manobras do contrário. Faz com que, de uma vez por todas, quando eu voltar a ser pequenino, passe a vida só a escrever-te cartinhas a celebrar aquela máxima que nos ensinaste “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
A todos os que se preocupam em nascer em cada dia para uma nova maneira de estar na vida mais conforme à humildade de Belém, um Santo e Feliz Natal e um óptimo 2009.
Crónica publicada no mensário Voz da Minha Terra,Mação


Acender da fogueira, Largo da Matriz,Mação.


NOTA
A maioria dos nossos leitores ignora a acidentada edição deste post. De facto, ao leitor, interessa o produto final.Mas…desde as quebras de rede, as solicitações do quotidiano – sim, cada vez mais, blogar não substitui o viver, concreto, a cada instante – não vivo para blogar, blogo do que vivo! – para não falar da qualidade das imagens, colhidas sem preocupações de grandes enquadramentos, para que nada perdesse dos natalícios momentos, a decorrer lá dentro…. Devia esta explicação.
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ÂNIMOS EXALTADOS

Provavelmente o último “animos exaltados” de 2008!
A nacionalização do BPN não foi tomada de ânimo leve!
Teixeira dos Santos, RTP
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WEBANGELHO

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Há 60 anos, exactamente no dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou em Paris a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Havia precedentes. Por exemplo, a famosa Charta Magna libertatum – a Magna Carta -, de 1215. Mas ela começa assim: “Estas são as demandas que os barões solicitam e o senhor rei concede”, acabando, portanto, por abranger apenas os “homens livres”.
A Declaração de Direitos (Bill of Rights) do Bom Povo de Virgínia, de 1776, já reconhecia os direitos dos indivíduos enquanto pessoas, mas não se estendia a todos, pois não incluía os negros, considerados “uma espécie inferior”.
Em 1789, a Assembleia Nacional Francesa promulgou a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas este Homem era ainda só o varão branco e proprietário.
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclama-se, pela primeira vez, que toda a pessoa humana, independentemente do sexo, condição social, raça, religião, nacionalidade, é detentora de direitos fundamentais, que devem ser respeitados por todos, pois são universais e valem em todo o tempo e lugar.
Mas não houve consenso. Oito países abstiveram-se de votar a favor. A Arábia Saudita e o Iémen puseram em causa “a igualdade entre homens e mulheres”. A África do Sul do apartheid contestou o “direito à igualdade sem distinção de nascimento ou de raça”. A Polónia, a Checoslováquia, a Jugoslávia e a União Soviética, comunistas, contestaram que alguém pudesse invocar os seus direitos e liberdades “sem distinção de opinião política”.
Entretanto, em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o “Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais” e o “Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos”, que, para entrarem em vigor, precisariam de ser ratificados pelo menos por 35 países membros, o que só aconteceu dez anos mais tarde.
Embora a sua violação continue uma constante, como permanentemente informa e denuncia a Amnistia Internacional, há uma consciência universal crescente dessas duas gerações de direitos – civis e políticos, e económicos e sociais -, a que veio juntar-se uma terceira geração, cujos titulares não são os indivíduos, mas os povos, como o direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação, a um meio ambiente sadio, à paz.
Continua o debate sobre a sua universalidade, que J.-Fr. Paillard sintetizou nesta pergunta: “Um instrumento ideológico ao serviço do Ocidente”, para impor ao resto do mundo a sua visão do bem e do mal? M. Gauchet, por exemplo, disse: “Do ponto de vista de um dirigente chinês, indiano ou árabe, os direitos do Homem são antes de mais os direitos do homem branco a exportar o modelo de civilização que os tornou inteligíveis.”
No entanto, ainda recentemente – Junho de 1993 -, na Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos do Homem, os Estados reafirmaram: “Todos os direitos do Homem são universais, indissociáveis, interdependentes e intimamente ligados.” E, considerando a diversidade cultural em conexão com este universalismo, acrescentaram: “Se importa não perder de vista a importância dos particularismos nacionais e regionais e a diversidade histórica, cultural e religiosa, é dever dos Estados, seja qual for o sistema político, económico e cultural, promover e proteger todos os direitos do Homem e todas as liberdades fundamentais.”
No início de um novo ano, que melhores votos que os do cumprimento pleno destes direitos?
Referindo o Preâmbulo da Declaração – “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; considerando que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar, de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem…” -, um caricaturista do El País pôs Deus a ler e a exclamar: “Que preâmbulo! Não tinha lido nada tão bom desde o Sermão da Montanha.”
In, Diário de Not+icias, hoje.
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A chuva e o frio regressaram. O ano aproxima-se do seu fim mas, cada vez mais, a noção de que chegam ao fim todas as noções de tempo.Cada vez mais a exigência de estar bem presente neste presente instante.
antónio colaço
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SORTILÉGIOS

A A23 não é só um privilégio – ainda sou do tempo das sinuosas curvas e errantes percursos para chegar a Lisboa!- é, sobretudo, e cada vez mais, um sortilégio!Baila na cabeça um projecto… adiante, mas, para além do rio Tejo, embrulhado nos finos lençóis de tantas e orvalhadas madrugadas, acordadas por mil sóis de encantar, os finais de dia são de arrepiar, tamanha a beleza que aos nossos olhos fazem irradiar!
Bora lá até Tomar!

Rua Serpa Pinto…

…a sede do Fatias de Cá neste diamante da arquitectura de outrora…

…mas…o Nabão ali tão perto…

..e a “Estrelas de Tomar” com o seu chá menta e as estaladiças Brisas a cintilar!

Se quiser lanchar e sobre o Nabão os olhos debruçar – hoje vai de rima – só nas Estrelas de Tomar!

E o dia termina, à lareira, com a agradável surpresa de ver e ouvir o meu querido amigo Luiz (sim, com um z!) Carvalho a perorar sobre os anos 80.Em suma, Luiz, um Instante Fatal! Bom ano, Luiz, e … boas imagens, para além das “chamuscagens” do teu constante “lança-chamas”! Poderás vir a ser convocado para os 30 da ânimo, tu, que colaboraste, também , nos 25! Obrigado, outra vez!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Subversão da família?
28/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
A família tende a ser a instituição da reprodução. Jesus não vem para reproduzir o mundo, mas para o transformar
Raros são os jornalistas especializados no fenómeno religioso. Já Hegel se queixava de que o pensamento não quer arriscar-se a estudar seriamente a religião, mas aventura-se em terrenos que conhece mal. Por vezes, dois dedos de conversa com pessoas religiosas ou anti-religiosas bastam para percorrer séculos de história e abranger os mundos culturais mais diversos. Considerações e reportagens sobre as festas do Natal, da Páscoa e dos acontecimentos das Igrejas – às vezes com incursões no âmbito das religiões comparadas – não deviam ganhar em ser entregues à improvisação.
Ainda é cedo para fazer o balanço das produções em torno do Natal de 2008, mas é fácil ver a diferença entre as peças da revista Sábado e da Única (Expresso). Le Point (Hors-série) convocou um conjunto de especialistas para um dossier sobre “Jésus”. É uma obra-prima de seriedade.
2.Celebra-se, hoje, na liturgia católica, a “Sagrada Família de Jesus, Maria e José”. Parece uma festa redundante em relação ao Natal. Os textos não trazem grande novidade: inscrevem Jesus numa família judaica, de há dois mil anos, e nas suas práticas rituais obrigatórias (circuncisão do Menino e purificação da Mãe). É previsível que, nas igrejas, seja usada para multiplicar as lamentações acerca da crise actual da família, esquecendo as razões da crise essencial provocada pelo próprio Jesus. Importa destacar as razões dos conflitos declarados entre Jesus e a sua família de sangue, durante a sua intervenção pública. As narrativas evangélicas, sobretudo de Marcos e João, não podem ser mais claras, ásperas e desagradáveis, quanto ao profundo desentendimento que dividiu a família de Nazaré: “Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: ‘Está fora de si!’” (Mc 3, 20-35). Como dizia S. João, nem sequer os seus irmãos acreditavam nele (Jo 7, 5).
Os doutores da Lei iam mais longe: “Ele tem Diabo (Beelzebu)! É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.”
Esta acusação será repetida noutras passagens do Novo Testamento. Será sempre recebida por Jesus como uma cegueira daqueles que deviam ser peritos na interpretação das Escrituras e da novidade dos sinais dos tempos.
A oposição da família é mais compreensível. A sua família de sangue, como qualquer outra, queria que um seu membro lhe desse prestígio, honra, glória e perpetuasse a sua descendência. Jesus, pelo contrário, nunca mostrou interesse nenhum em repetir esse modelo tradicional. Os seus familiares não conseguiam perceber o que é que Jesus pretendia com a sua pregação, com as suas curas, com o ataque contínuo às observâncias mais sagradas do judaísmo, baseadas na distinção entre puro e impuro na alimentação, nos comportamentos sociais e religiosos, sobretudo, em torno da absoluta sacralização do sábado. É evidente que Jesus era judeu e que actuava no interior dessa religião e dessa cultura. Tinha, no entanto, empreendido, como seu comportamento – interpretado como diabólico – uma revolução cultural e religiosa. Não o preocupava a observância ou não observância de lugares ou tempos sagrados. Sagrada era a condição humana, fosse de quem fosse.
Uma ilustração gráfica desta situação é apresentada pela continuação da narrativa de Marcos: “Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: ‘Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.’ Ele respondeu: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos?’ E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: ‘Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’”
(In, Público, hoje)
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ÂNIMO ELEGE O MELHOR PRESÉPIO



Presépio de Chão de Lopes, Mação.
A ânimo fez, esta tarde, uma ronda por alguns dos presépios instalados ao ar livre nos concelhos de Mação e Vila de Rei. Está em Chão de Lopes o Presépio vencedor. Uma ternura.

A caminho de Cardigos.

O Presépio de José António Martins, em plena Praça de Cardigos. Aplaudindo, desde logo, a sua intervenção, parece-nos um presépio excessivamente criativo e que quase anula, tão minúscula se mostra, a Cabana do Menino. As construções parecem excessivamente realistas e algo agrestes na cor escolhida. Fica a sugestão de conseguir alterar o estado de coisas recorrendo a cores mais suaves e, sobretudo, atapetando-o com muito mais musgo. Se assim for aceito tudo quanto nele fervilha actividade desde a cena da padaria, que muito me tocou, passando pela venda de presuntos e enchidos e, até mesmo, o pormenor do homenzinho de cócoras…Parabéns pelo empenho.

Os pastores, os privilegiados para a Boa Nova do Nascimento do Menino.

Para o ano, Cardigos vai ter uma gruta muito maior e…mais acolhedora.

Um pulo até Vila de Rei.A noite apressou-se.

Simples e com uma Gruta de pesadas rochas feita.

Junto da Albergaria D.Dinis, um outro Presépio, a céu aberto. Chovia na altura em que o visitámos. Figuras gigantes, despojadas, ao frio e ao vento.Talvez a melhor imagem do que significou o Nascimento de há dois mil anos e que S.Francisco de Assis para sempre eternizou, ele, o irmão menor que, também, um dia se despojou da sua riqueza em busca de uma Riqueza Maior.

Mação, pois então.

Os “Três Reis Magos”….

E o Presépio Rupestre de Mação. Agreste, ou talvez não?
Esta proposta “pensada pela autarquia“, como pode ler-se no folheto distribuído pela própria, “esta surpreendente iniciativa que parte de fora da comunidade científica” – um pouco mais de humildade não ficava mal… -deixa-nos meio perplexos exactamente por isso mesmo: Mação, que tudo tem feito para salvaguardar as suas gravuras rupestres ( c0nfesso que ainda não sei quantas gravuras são, qual o seu significado e importância histórica, entre outros aspectos , problema meu, talvez ) em detrimento da preservação do seu património histórico construído em contínua e acelerada destruição – ao contrário dos planos já aprovados e divulgados por autarquias vizinhas, vivendo, portanto, idênticos problemas, como sejam Vila de Rei e Constância – Mação, dizia, quer dizer, quem lá na Câmara “pensou” nesta iniciativa, está a convocar-nos, afinal, para uma utilização abusiva das gravuras para o que der jeito! Hoje para um presépio, amanhã, vá lá saber-se , talvez para uma qualquer campanha eleitoral em que se pega numa determinada gravura, acrescenta-se-lhe, uns”braços levantados em acção de graças” ou “a segurar nas mãos um sol” ou, ainda, põe-se-lhe “um animal aos ombros”!!!
Tanta criatividade que até os próprios rupestres estarão, a estas horas, fartos de dar voltas nas suas antas funerárias admirados com as suas façanhas artísticas.
Anta de morte para anunciar a vinda e a Vida do pobre Menino.
É o que faz tomar iniciativas ” que partem de fora da comunidade científica”. A propósito, senhores académicos, podemos, então, saber o que pensam e, já agora, explicar o mistério que corre por Mação inteiro de um porco rupestre que acompanhava as ditas gravuras e que sumiu para bem longe dos quadros bíblicos assim invocados. E não é que o porquinho, dito rupestre, vem bem anafadinho, ao contrário dos enfezados bicharocos espalhados por algumas paredes de Mação?
Nada contra o nosso património e tudo o que se faz para o defender. Areia para os olhos, não. Ou como dizia uma velhinha, há dias, “o que é que fazem aquelas coisas ali em pé?! Ou, uma outra, “mas quando é que põem lá na gruta as figurinhas do presépio”? Já agora, ao menos, podiam ter revestido o luxuoso parquet daquela assoalhada com mantas do musgo das nossas serranias. As tais, aí sim, onde viveram os nossos tão criativos antepassados!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS(SEGUNDA)
(Por causa do surto de gripe) até a polícia foi chamada para serenar os ânimos.
RTP, Jornal do almoço ( Segunda, 29 Dezembro)
2
(Noticiada)a criação da .. ânimas, educadores que integram a Ânimas – Associação Portuguesa de Cães Para Actividade Social.
RTP, Jornal do almoço (idem)
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ÂNIMOS EXALTADOS
(Várias personalidades falam sobre ) o estado de ânimo do País.
O Diabo, hoje.
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FELIZ 2009!!!

Um 2009 cheio de Paz e Bem!

Foto:A redescoberta, muitos anos depois, do meu primeiro lençol!Bordado pela minha querida e saudosa Mãe!
Um 2009 embrulhado na ternura que o mundo tem!
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DOIS MIL E NOVE…S FORA COM O DESÂNIMO!!!

A primeira hora de 2009!
F
Feliz 2009! Fora com as injustiças e desigualdades sociais!
A Paz e o Bem bem dentro de cada um de nós!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo desânimo.
Cavaco Silva, Presidente da República, Mensagem de ano Novo
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PARABÉNS, MÁRIO.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos.
Parabéns, Mário.
antónio colaço
NR
Sete anos a blogar é obra. E, pior, a ajudar a ressuscitar…Um destes dias falaremos, garfaremos.
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O REGRESSO

Ainda não o sei – não vivo para blogar, blogo do que vivo – mas uma densa neblina e uma persistente chuva requerem companhia até Lisboa.

Adeus, caracolinho, fica bem na tua noite maçanica. “Caracol, caracol, põe os corninhos ao sol…”

Rever a nossa Champs Elysées?! Em noite de chuva, estas “lágrimas” tornam-se mais reais. Choraremos Lisboa?

Passa por mim no Natal do Rossio, outra vez. Um Castelo de mil sonhos habitado. Cuida-te, António!E não é que o Bacelar diz na rádio que o Santana é quem nos vai fazer sonhar?!

Rente às pedras da Calçada. Ajuda, ajuda-me a subir todas as calçadas de 2009.
antónio colaço
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WEBANGELHO

PROVIDÊNCIA E ECONOMICÍDIO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Antes, era a Providência divina. Deus, no seu saber, bondade e poder infinitos, governa o mundo, e a Humanidade está sob a sua protecção. Mesmo quando a dor, a desgraça e a morte se abatem sobre os seres humanos, deve-se confiar, pois Deus tudo dirige segundo o seu desígnio. Aliás, Leibniz escreveu a sua Teodiceia precisamente para, como diz a própria palavra, justificar Deus perante a razão, por causa do mal do mundo. A justificação é: sendo Deus omnisciente, omnipotente e infinitamente bom, este é o melhor dos mundos possíveis.
Hegel de algum modo secularizou a teodiceia, substituindo-a pela historiodiceia: a História autojustifica-se, pois ela é a manifestação e realização do Espírito Absoluto no seu autodesenvolvimento dialéctico, a caminho da plena autoconsciência. A negatividade é momento do processo e a “astúcia da Razão” consiste em colocar mesmo o particular e negativo ao seu serviço. Se a historiodiceia toma o lugar da teodiceia, a Razão na sua astúcia substitui a Providência.
Na economia, a teodiceia e a historiodiceia são substituídas pela mercadodiceia – o mercado justifica-se a si mesmo. Entregue livremente a si próprio, o mercado fará com que, apesar de cada um procurar o seu interesse, tudo convirja para o maior bem de todos. Nele, habita a Providência, agora com o nome de “mão invisível”, como disse Adam Smith.
Mas Kant chamou a atenção para o “falhanço” da teodiceia: como pode a razão finita justificar Deus? A “astúcia da Razão” não é suficientemente forte para assumir as negatividades improdutivas. Quanto à “mão invisível”, deixou mesmo de se ver. Quem tinha dúvidas esbarrou agora com a evidência. O antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos Alan Greenspan recuou na fé de 40 anos: “Cometi um erro ao confiar que o mercado livre pode regular-se a si próprio sem a supervisão da Administração.”
A crise está aí, imensa, imprevisível. Começou com o sistema financeiro e está a chegar, à maneira de tsunami, à economia real, e teme-se um economicídio.
Agora que o mundo do negócio se afunda, é tempo de parar no ócio – quantos se lembram que a palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio, não no sentido de preguiça, mas de liberdade para pensar? -, precisamente para pensar.
Quando se pensa, percebe-se que afinal não há alternativa à economia de mercado, mas ela tem de ser economia social e ecológica de mercado, acentuando os dois adjectivos: social e ecológica. Economia quer dizer etimologicamente lei da casa; ora, a casa tem de ser a casa de todos e para todos e a casa é o planeta Terra, que é obrigatório preservar.
Quando se pensa, vê-se claramente a urgência de apelar para a necessidade da regulação e da ética no universo da finança e da economia. Ética – mais uma vez, segundo o étimo grego – tem a ver com o comportamento que se deve ter para habitar a casa comum.
Quando se pensa, espera-se que a justiça funcione. De facto, houve incompetência, aventuras especulativas irresponsáveis e também se fala em corrupção e crimes vários. Sem justiça, como repor crédito e confiança no sistema? Problema maior: quantos acreditam e confiam real e verdadeiramente na justiça em Portugal?
Pensando bem, precisamos de distribuição mais justa da riqueza – não se lia há dias no DN que “os rendimentos dos presidentes executivos das 50 maiores empresas europeias equivalem a 441 salários mínimos da Zona Euro”? Não continua também entre nós a cavar-se cada vez mais fundo o abismo entre a ostentação obscena da riqueza e a iniquidade cruel da pobreza?
Quando se pensa a fundo, talvez se conclua que é tempo de pôr mais o acento na cultura do ser do que na cultura do ter. E não será urgente viver com mais moderação – de mederi, donde vem também meditação e medicina?
E torna-se absolutamente claro que está aí o tempo da solidariedade. Se não for por humanidade, ao menos por egoísmo esclarecido. De facto, a acumulação sucessiva de frustração, impotência, fome, degradação, injustiça, pode levar a confrontos sociais de consequências imprevisíveis.
(Diário de Notícias,hoje)
NOTA
Venham comentários.Esta Palavra convoca-nos para a urgência de mais palavras.PALAVRAS!
ac
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REIS

Reis. Terminou, há minutos, o habitual Concerto de Reis, no Mosteiro dos Jerónimos. Sim, somos todos Reis, desde logo, todos nós, os privilegiados e atentos espectadores que enchemos por completo o quinhentista Mosteiro dos Jerónimos. Os Reis que cantaram para nós têm um nome: Coro&Ensemble de Santa Maria de Belém!
O Ouro, Incenso e Mirra, o mago presente que nos foi oferecido nesta fria noite de Janeiro, nem mais nem menos, que o Messiah de Haendel.
A acústica dos Jerónimos é um desafio sempre que ali ponho os pés e o cónego José Ferreira dos Santos quem melhor sabe lidar com ela. Depois do seu Coro, claro.
Haendel (1685 – 1759) terá declarado no final da composição desta sua oratória, segundo lemos no programa, “Acredito verdadeiramente ter visto o céu aberto e o próprio Deus diante de mim“. Por mim, nenhuma dúvida desejando é poder continuar a vê-Lo todos os dias, pois, só assim, é possível admirar toda a Sua obra, nomeadamente, a da criação musical. Ou seja, Deus todos os dias, quer dizer, Haendel todos os dias. De facto, Haendel mais não fez do que seguir o livro de instruções de que o Criador o dotou. Nós, quer dizer, alguns de nós, é que preguiçamos podendo desfrutar, então, do trabalho de alguns outros, seja na música, no teatro, na física, na astronomia, na carpintaria….
Tudo isto para dizer que a interpretação a cargo do Coro e Ensemble de Santa Maria de Belém, sob a habitual e firme condução de Fernando Pinto, nos fez subir aos manuelinos céus dos Jerónimos, e até Luiz Vaz e Vasco da Gama deram por bem empregue a breve interrupção do seu eterno sono, tal o vigor interpretativo da referida oratória. Não é preciso ser entendido mas o Hallelujab, que o escriba nos tempos idos pode interpretar, foi assumido com um vigor e um ritmo deveras empolgante o mesmo se diga do Amen final.
Rei, por uma noite, entre Reis.
Brilham, ainda, as estrelas da Estrela de Belém! OBRIGADO!
Um pequeno pormenor: por que tardam os nossos media, nomeadamente as televisões, a tresandar a sangue e canhões, a apanhar o comboio das coisas boas ( esta até é da melhoooooores!) que se fazem entre nós?!
antónio colaço
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AFINAL….

MARIA JOÃO PINTO
Segundo a edição online de ontem do Sunday Times, a equipa de investigadores comparou, através de scanner cerebral, as reacções químicas manifestadas por casais de longa data e por casais em início de relacionamento amoroso. Os resultados foram surpreendentes: o cérebro de alguns casais, juntos há mais de 20 anos, libertou os mesmos níveis de dopamina – neurotransmissor associado às sensações de prazer – encontrados na fase inicial do enamoramento. Mas, sublinham os investigadores, sem o quadro obsessivo que também caracteriza esse estado nascente, o que poderá indiciar uma maior maturidade no relacionamento destes casais que, passado o teste do tempo, podem dizer com segurança ter encontrado a sua “alma gémea”.
“Estes resultados vão contra a visão tradicional de que a paixão esmorece dramaticamente durante os primeiros dez anos de relacionamento, mas agora sabemos que o contrário é possível”, afirmou Arthur Aron, citado pelo Sunday Times.
Aos casais imunes ao declínio da paixão, a equipa de investigadores da universidade nova-iorquina atribuiu a designação de “cisnes”, uma das espécies que, no mundo animal, dedica toda a sua vida ao mesmo parceiro. E, aos 64 anos, tal como a sua mulher, Elaine, Arthur Aron confessa que, apesar de ter “um casamento sólido”, também ele sente “uma pontinha de inveja” destes pares de “cisnes”: “O relacionamento destes casais permanece intenso, e sexualmente activo também”, apesar de uma longa vida passada em comum.
Estudos anteriores nesta área, lembra o Sunday Times, haviam validado a visão corrente de que a paixão esmorece, em média, ao fim de 12 a 15 meses. E que, ao fim de dez anos, “a química” pura e simplesmente já não existe. A famosa “crise dos sete anos”, na base de tantos divórcios, corresponderia, assim, a um dos “pontos de fractura” que marcam a generalidade dos relacionamentos amorosos.
Entre os “cisnes” da vida pública britânica, o jornal aponta o ex-primeiro-ministro Tony Blair e sua mulher, Cherie, e o actor Michael Caine e sua mulher, Shakira. |Com Times Online e CNN/Health
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WEBANGELHO

domingo, 4 de Janeiro de 2009
A grande crise da fé
Quando a ética, as leis, a fé e a justiça não funcionam, ainda resta o desespero e a violência
1.Simplificando muito, o capitalismo, na sua expressão pura e dura, era a única salvação, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim. Agora, já não são, apenas, os anticapitalistas do costume a verem nele o caminho da perdição. Quem esperava ter o paraíso garantido para sempre, sentiu-se atirado para as trevas exteriores, onde só há choro e ranger de dentes, a morte de toda a esperança.
Para quem acredita que fora do capitalismo não há salvação, a tarefa mais importante consiste em restituir a fé e a esperança nesse sistema para salvar a economia de mercado. A fórmula pronta a servir, diante do fracasso da sua auto-regulação, é a ética aplicada. Como a ética não é um produto natural – para não deixar tudo à arbitrariedade subjectiva -, são precisas leis que regulem a vida numa sociedade democrática. Como as leis precisam de ser aplicadas, é necessária a supervisão para saber se estão a ser bem aplicadas ou não. Como numa sociedade laica não se confia a Deus a supervisão, é preciso fé nos seres humanos e no funcionamento das suas instituições. Como estes e estas são falíveis, é preciso o recurso à polícia, aos tribunais e às cadeias. Como a justiça não tem fórmulas automáticas de funcionamento, também é preciso fé na justiça, fé no Estado. Diz-se que, quando nada disto funcionar, ainda resta o desespero e a violência.
2.Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade.
Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará.
3.É normal que, agora, se volte a discutir a ética protestante e o espírito do capitalismo, caracterizados por Max Weber, ou seja, o conjunto de ideias e de práticas que favorecem, de forma ética, a procura racional do lucro económico. Outros regressarão à Idade Média, a S. Francisco de Assis, que abandonou os negócios do pai para “seguir nu o Cristo nu”, mas que originou os paradoxos franciscanos que vão da pobreza voluntária ao contributo para a sociedade de mercado (1). No campo católico, a Doutrina Social da Igreja será invocada, não como uma alternativa ao capitalismo liberal e ao colectivismo marxista, mas como uma instância moral que saiba situar o ser humano na sua vocação terrena e transcendente, reconhecendo o destino universal dos bens (2).
Neste tempo de Natal e no meio de todas estas crises de fé em tudo aquilo que se julgava o caminho e os instrumentos do bem-estar presente e futuro, não se esqueça Jesus de Nazaré, alguém que nunca viveu para ser rico. Ganhava a vida pelas suas próprias mãos, não era um austero como João Baptista, gostava da vida, mas detestava, radicalmente, a ganância, o amor ao dinheiro, à riqueza, e não suportava ver uns a banquetear-se no luxo e outros atirados para a miséria: “Guardai-vos cuidadosamente de qualquer ganância, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada pelos seus bens.” “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder-se a si próprio?” E avisava as pessoas de muita religião: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, porque “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. A última leva de historiadores mostra que Jesus está rodeado pelo mundo farisaico. Conhecia-o muito bem e os fariseus também o conheciam, mas consideravam Jesus um ingénuo na sua atitude perante a ganância. É, pelo menos, o que S. Lucas observa: “Os fariseus, amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam dele” (3).
Celebramos, hoje, a Epifania – impropriamente dita festa dos “Reis Magos” -, isto é, o encontro simbólico do mundo estranho ao judaísmo com Jesus Cristo. É interessante notar que Jesus não se ajoelha perante os símbolos da riqueza (ouro), do sagrado (incenso) e da imortalidade (mirra) que lhe apresentam. É a grande mensagem cristã: não vender a alma a nenhum bem deste mundo profano ou religioso.
O melhor que nos poderia acontecer em 2009 seria a perda da fé naquilo que nos perde e nunca nos poderá salvar.
(1) Giacomo Todeschini, Ricchezza francescana. Dalla povertà volontaria alla società di mercato, Bologna, Il Mulino, 2004.
(2) João Paulo II, A Solicitude Social da Igreja, n.º 41 (1987).
(3) Mt 6, 24; Lc 16, 13; Lc 12, 33-34)
(in, Publico,ontem)
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VÉSPERAS

Não vivo para blogar, blogo do que vivo.
Os últimos dias iluminaram-me o modus faciendi desta coisa. Quase ia passando ao lado da vida tudo fazendo para que nada do que se passasse, passasse ao lado desta coisa, sem o seu frenético registo!
A contradição total assim instalada. E no entanto, a coisa mexe, mexe-se. Reina desordem aqui, sim, não é possível sair de um fabuloso concerto nos Jerónimos e chegar ao fundo do Mosteiro, desembainhar o portátil, o telemobile e, ali mesmo, qual gruta de Belém editar o menino post!!! Não! Muito menos é verdadeira uma certa sensaçãozinha que o nosso condicionado ego de editores adiados (?) sustenta de que milhares de leitores aguardam, ansiosos e desesperados, pela nossa douta opinião.
Em coerência, e até porque neste preciso momento o tempo escasseia – a veia, a veia vai-se e nem mais um segundo, pois então! – só o tempo para dizer que é tempo de desacertar o passo com este tempo. O tempo que criámos, porque o Tempo é Outro e, cada vez mais, por aqui, vamos sabendo d’Ele!
Outono de mim, desfolhado, desguarnecido, despojado, aguardo a Tua Primavera. E não sofro. Tenho a coragem das árvores de peito feito ao frio e ao vento. Nada invento.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Queremos que os portugueses olhem parao novo ano com determinação e com o ânimo que é preciso para fazer face aos problemas.
José Sócrates, à entrada para entrevista na SIC,ontem.
2
Não sei fazer discussões psicologistas sobre ânimo, confiança, etc.
Augusto Santos Silva, RTP, Prós e Contra, ontem.
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15.15H: ENTRE, Dª RECESSÃO!

- Está aqui uma senhora na recepção!

- Entre, faz favor! Por quanto tempo vai ficar Dª…, como disse que se chamava?!
- Recessão! O meu nome é Recessão.
antónio colaço
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PARABÉNS,ZÉ !

Querido Pai, meu adorado Zé Jacinto, meu Rei Mago, que vieste lá da longínqua Messejana para me dares como presente, talvez ouro, incenso ou mirra, sei lá, à tua querida Maria dos Remédios, e no nosso querido Gavião, juntamente com a irmã Luisa, constituíres a tua sagrada família, longe da família que te abandonou, aqui estou para te dar um enorme beijo de parabéns por mais um aniversário. Sim, estás e não estás connosco, quer dizer, à medida que se aproxima o tempo do reencontro vejo-te e sinto-te com mais claridade dentro de mim e nem outra coisa poderia ser, já que, se saí de dentro de ti, verdadeiramente nunca estivemos separados.

Agora compreendes, muito melhor do que eu, o que te quero dizer e mesmo que ainda persista em dizer para quantos dos que não te conheceram que o teu espírito paira sobre o Vale das Árvores em homenagem às mil e uma hortas que levantaste do chão de silvas e rochedos das tantas terras por onde passámos, às vezes, querido Pai, sinto saudades de uma palavra tua, mesmo que fosse para dizer, não faças isso, deixa que eu é que faço, está quieto Tozé, não te sujes…
Diz-me lá, olhos nos olhos, sim, não te importes que eu sei do que falo, dez anos depois não achas que o Vale está outro, tu que não o conheceste quando estavas entre nós mas que agora o conheces por inteiro? Sim, estou a ouvir-te dizer que podia estar melhor, que eu já podia ter aprendido mais alguma coisita, tudo bem, é certo que o Outono e, sobretudo, as geadas do Inverno entram nele e fragilizam-no com uma facilidade. Andámos quase dez dias sem lá pôr os pés por causa deste chuvoso Natal mas, como viste, fomos fazer-lhe umas festinhas no passado domingo… Não quero roubar-te mais tempo… tontice, vês como ainda te sinto presente, o tempo todo que tinhas para descansar, antes que entrasses pela noite a cuidar do pão para toda a aldeia… mas olha, este ano, não te safas, vais mesmo ter que ajudar, entende-te Aí com os teus Amigos! Estamos sózinhos e vamos ter de aprender a podar as árvores e as videiras. Vê se arranjas algum do teu tempo … (conta-me, aqui só entre nós, como te dás com esse Tempo Todo Agora?!)
Pai, o que os anos nos fazem quando fazemos anos.
Um beijo, também, à Mãe, a tua querida Maria José.
Beijos de todos nós.
antónio colaço
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FRIO, RESPEITA O STOP!

Algures, na enregelada manhã de Lisboa. Anuncia-se para mais logo uma acentuadíssima baixa de temperatura. Irmão Frio, importas-te de respeitar os sinais de trânsito?!
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MEMÓRIA VIVA

Mais depressa se tropeça em ti no canal Memória do que na memória dos dias recentes, meu! O que é que estamos a escrever agora, hein?!Há rostos e vozes – o António inovou com “As Noites Longas do FM” (era assim, certo?!) – que desapareceram cedo de mais dos nossos “televisores” , dos nossos “rádios”. Envelhecer nos media, em Portugal, parece convocar-nos, também, para a nossa acelerada velhice o que, de todo, rejeito. Cada idade tem a sua sabedoria e o António Santos sabia fazer o que fazia. Diz coisas, velho amigo, conta à gente o que andas a fazer. Sim, a escrever, a gente sabe, mas … contado por ti tem outra graça.Um abraço.
antónio colaço
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A PAZ E O CRONÓMETRO DELA

Márcia Rodrigues, repórter RTP na faixa de Gaza, olha para o relógio e diz que faltam vinte minutos para o recomeço dos combates, três horas depois da trégua “concedida” por Israel.
Solnado, só tu e um pouco do teu humor para acabar, de vez, com este horror, com esta paz cronometrada.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS.

O Vitória de Guimarães parece estar a recuperar o ânimo que o levou aos êxitos da época passada.
Mário Fernando, TSF, 20.10H.
(O meu Benfica venceria por 2-0. )
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SORRIA.NÃO ESTÁ A SER FILMADO!

DaLusa, com a devida vénia:
Porto, 07 Jan (Lusa) – Os portugueses estão a sorrir cada vez menos desde 2003, o que pode estar relacionado com o agravamento da situação económica e social em Portugal, conclui um estudo do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, hoje divulgado no Porto.
“Os portugueses estão a sorrir cada vez menos”, alertou António Freitas-Magalhães, director daquele laboratório, que integra a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, frisando que “a frequência e a intensidade da exibição do sorriso registam valores descendentes desde 2003”.
Segundo o especialista, “está comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social”.
“A situação económico-social potencia a inibição da expressão”, frisou.
O investigador sustenta que “a felicidade está na cara das pessoas”.
“O sorriso é um sinal que está a desaparecer”, salientou Freitas-Magalhães, especificando que “é uma reacção neuropsicológica que se desenvolve em situações que envolvam bem-estar e felicidade, pelo que, quando isso não se verifica, o sorriso é inibido e recalcado”.
António Freitas-Magalhães falava na apresentação dos resultados do estudo intitulado ‘Uma década de sorriso em Portugal’, que envolveu até agora a análise de mais de 240 mil fotografias.
No âmbito deste estudo, os especialistas do Laboratório de Expressão Facial da Emoção analisaram também quase 38 mil fotografias publicadas nos jornais diários portugueses, tendo concluído que a face neutra e o sorriso fechado foram os tipos de expressão facial mais frequentes no ano passado.
As conclusões também indicam que – nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses em 2008 – as mulheres sorriem mais que os homens, as crianças são as que apresentam mais e frequentemente o sorriso largo e os homens apresentam mais o sorriso superior a partir dos 60 anos.
Relativamente aos dados do anterior estudo, realizado entre 2003 e 2007, as conclusões sobre 2008 indicam uma “diminuição relevante na frequência e na intensidade do sorriso”.
“A face neutra é a expressão mais exibida e o sorriso superior é substituído pelo sorriso fechado”, conclui o estudo, cujos resultados também apontam para “uma diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens”.
Este estudo, pioneiro a nível mundial, vai prolongar-se até 2013, analisando as expressões faciais nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses.
O Laboratório de Expressão Facial da Emoção, fundado em 2003, é o único do género em Portugal, desenvolvendo um trabalho científico inovador, que já foi distinguido, entre outras entidades, pelo governo inglês e pela multinacional Nokia.
FR.
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DO NOVO CAPITALISMO OU CAPITALIZAR CRISE

Líderes debatem Novo Capitalismo. Nos telejornais de almoço ouve-se: “Não podemos continuar a viver para além dos nossos meios“!
Novo capitalismo, ou capitalizar efeitos da sua crise para debater a velha questão das escolhas entre o Ter e o Ser?!
Afinal, há meio de sair disto! É só questionar os fins, até ao Fim!
antónio colaço
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MATINAS

Afinal, a tão anunciada neve que ameaçou a nocturna viagem desde a Grande Capital, não passa, aqui por estas beiroas bandas, de um fino véu branco debruado em ponto “geada” alongando-se pelos telhados. O Sol aproxima-se para o beijo fatal. Obrigado, pelo espectáculo com que todos os dias nos maravilhas.
Tem sido comovente a acção solidária para com os sem-abrigo e, nela, em geral,o papel dos media, com destaque para a força das televisivas imagens. Senhor, não estão lonnge os tempos em que sonhava com uma TVSA-Televisão dos Sem Abrigo que, de tanto insistir no contar das suas histórias, nos faria acabar com a sua história. Sim, precisamos do frio para nos lembrarmos deles, mas, e depois,arranjaremos tempo para os meter na discussão em curso sobre a crise do sistema capitalista, deste sistema capitalista, como sugere Anselmo no WEBANGELHO de hoje, e, assim, de uma forma radical aquecermos os seus dias?
Não continuaremos, todos, mendigos do verdadeiro Abrigo de que persistimos afastar-nos?
antonio colaço
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WEBANGELHO

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Reinhard Marx abre com uma carta ao seu homónimo, esperando que, após a morte, tenha verificado que se enganou quanto à não existência de Deus e, assim, possa ser mais benevolente para com um homem da Igreja. O diálogo pode ser frutífero, pois consta que, pouco antes de morrer, terá dito: “Só sei que não sou ‘marxista’.”
Karl Marx enganou-se, quando pensou que o seu programa se podia resumir na “abolição da propriedade privada”. Também não se realizou, no conflito entre o trabalho e o capital – concretamente na Alemanha e outros países industrializados -, o seu vaticínio de uma revolução radical. Contra as suas previsões, a revolução acabou por ter lugar onde não devia: a Rússia.
Mediante contratos sociais de trabalho, sindicatos activos, toda uma regulação sócio-jurídica e a participação dos trabalhadores, criou-se uma sociedade na qual estes passaram de vítimas do sistema de mercado a participantes dos seus sucessos. “Pareceu possível o bem-estar para todos”, a ponto de o próprio J. Habermas ter escrito: “O designado portador de uma futura revolução socialista, o proletariado, dissolveu-se enquanto proletariado.”
Mas isto foi uma ilha com sol de pouca dura. Com a globalização, as novas possibilidades de troca de informações, bens e serviços a nível global tornaram o antigo conflito indiscutivelmente favorável ao capital, tanto mais quanto, como disse Manuel Castells, na actual sociedade em rede, está em vigor a fórmula: “O capital é essencialmente global, o trabalho é em geral local.” Aumentam assim as possibilidades dos investidores e especuladores. O lema é: “Demolição do Estado social e desregulação.”
O abismo entre ricos e pobres é cada vez mais fundo no mundo e nos países. Mais de 2, 5 mil milhões de pessoas têm de viver com menos de dois dólares por dia, mas há mil milhões em pobreza extrema, pois têm de sobreviver (?) com menos de um dólar. Mais de metade da riqueza mundial está nas mãos de dois por cento da Humanidade.
Parece que Marx tinha razão quanto à sua tese da acumulação e concentração progressivas do capital. De facto, de ano para ano sobe o número dos super-ricos. E a crise financeira internacional veio mostrar a força com que “já hoje o capital anónimo determina o nosso destino”. Os bancos e os fundos com as suas especulações deitaram a perder milhares de milhões. Mas, agora, depois de tanto se ter propagandeado a necessidade de o Estado se não intrometer no mercado, “tem de ser o contribuinte a responder pelas perdas especulativas”. “Os lucros são privatizados e as perdas, socializadas.”
Será a História a dar razão a Marx? O capitalismo vai afundar-se por si próprio? Responde o bispo Marx: “Dr. Marx, espero que não. E por várias razões.” Ele sabe que não foi o seu homónimo, mas os seus discípulos bolchevistas a pôr em marcha o comunismo soviético. Mas o que é facto é que o programa da socialização dos meios de produção levou à estatização, desembocando numa ditadura política, por vezes totalitária.
É necessário distinguir entre um capitalismo sem limites e uma economia social de mercado. Um “capitalismo primitivo” é injusto, contra a pessoa, e, por isso, não aceitável. Mas um capitalismo enquadrado politicamente, no sentido de uma economia social de mercado, foi “o único caminho correcto, e este caminho continua hoje sem alternativa razoável”.
Há uma pergunta que preside ao livro: as pessoas são para o capital ou o capital deve estar ao serviço das pessoas? A resposta é: “Um capitalismo sem humanitariedade, solidariedade e justiça não tem moral nem futuro.”
(In, Diário de Notícias)
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JANEIRAS MAÇANICAS

Nesta enregelada noite só mesmo o calor das vozes do Grupo Os Maçaenses para nos aquecer os dias com o seu tradicional canto das Janeiras.
Distante, muito distante, mas ainda, e sempre, bem nítido, o nosso cardiguense “juntaram-se os três reis maaaaaagos…”. No dia seguinte, as cacholas, as morcelas, os chouriços e o calor da fogueira onde,ao seu redor, em conjunto, os partilhávamos.
antónio colaço
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WEBANGELHO

Baptismo de Jesus: emancipação de um novo caminho
11/01/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos1.A história da investigação moderna sobre Jesus – isto é, a que se pratica desde o século XVIII – passou por várias fases com efeitos notáveis no conhecimento dos textos e do mundo em que Jesus viveu. No entanto, ao focalizar um aspecto, teve de deixar outros na sombra. Multiplicaram-se, assim, as concepções de Jesus Cristo: o Cristo das Luzes, o Jesus liberal, o jacobino, o romântico, o revolucionário, o pietista. Correm todas o risco de não respeitar a complexidade da sua figura real. A partir dos anos 70 do século XX, impôs-se a chamada “terceira vaga” de investigações. Se as primeiras tentavam libertar a figura de Jesus de mitos e lendas, a terceira valoriza sobretudo o contexto histórico da sua intervenção. De todas as importantes obras desta nova etapa, foi-se destacando a investigação monumental e meticulosa do americano John P. Meier, traduzida em várias línguas. Por “Jesus histórico” ele entende o Jesus que pode ser resgatado, retomado e reconstruído, utilizando os instrumentos científicos da moderna pesquisa histórica. Considerando o estado fragmentário das fontes e a natureza, muitas vezes, indirecta dos argumentos que tem de usar, este “Jesus histórico” será sempre uma construção científica, uma abstracção teórica que não coincide, nem pode coincidir, com a realidade plena do Jesus de Nazaré, aquele que, de facto, viveu e trabalhou na Palestina no primeiro século da nossa era. O que procura resolver são enigmas históricos e não o enigma fundamental que Jesus representa para a nossa história (1).
José Montserrat Torrents, conhecido pela sua colaboração nas edições espanholas da literatura gnóstica, incomodado pelas dimensões e qualidade do empreendimento desse autor, num breve escrito, pensa que o desqualifica, chamando-lhe “o grande mestre da apologética católica contemporânea”. Dispensa as “notas de rodapé de erudição” e prescinde dos “entediantes volumes da frente apologética mais recente”. Este processo dá muito menos trabalho do que a investigação rigorosa. Em Portugal, no tocante à religião, somos mais apressados em divulgar divulgação do que em oferecer os frutos das pesquisas mais exigentes. A tese deste autor é antiga e rasa: “Jesus fazia parte de um contingente armado que tentou uma revolta em Jerusalém e que foi desbaratado pelas tropas romanas” (2).
2.Por mais que se diga que S. Paulo foi o verdadeiro fundador do cristianismo – embora fosse indispensável precisar o que se entende por tal designação -, ainda não consegui convencer-me de que assim seja. Alinho mais com aqueles que sustentam que o verdadeiro fundador do cristianismo é Jesus de Nazaré interpretado como Cristo. No entanto, para mim, o maior enigma continua a ser o seguinte: estando todos de acordo que Jesus não escreveu nada, não deixou nenhuma marca arqueológica, por que razão não foi escolhido nenhum outro nome, nenhuma outra personalidade, como, por exemplo, Maria Madalena, Pedro, Tiago ou João, para lhe atribuírem aquilo que está escrito, de forma tão bela, profunda, abundante e diversa, acerca de Jesus de Nazaré? Podem ser encontradas muitas incertezas, muitos pontos obscuros, muitas contradições nos textos do Novo Testamento e nos chamados “escritos apócrifos”, mas o centro de todas as atribuições – e sem o qual tudo se desvanece – é Jesus e mais ninguém. Que vulcão, que acontecimento foi ele para provocar tantas comunidades tão diversas e uma literatura tão cheia de contrastes?
3.Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos. Pode levar a pensar no baptismo que recebeu de João Baptista – no âmbito de um movimento judaico – ou na celebração de um baptismo numa Igreja cristã. Ora, nem um nem outro. O que se celebra, hoje, é a ruptura de Jesus com o movimento de João Baptista e o começo do seu movimento espiritual a partir de uma nova experiência de Deus. Esta experiência mística – estava em oração – ditou-lhe um novo caminho a percorrer, que detectamos no seu percurso posterior, através das narrativas do Novo Testamento: Deus surge, na sua pessoa, como uma declaração de amor por todos os seres humanos, de todos os povos, culturas e religiões.
Resumindo, há dois mil anos, a partir de situações muito concretas, num canto do império romano, no seio do judaísmo, na “Galileia das Nações”, Jesus de Nazaré questionou e abalou as falsas certezas acerca daquilo que revela e esconde, salva ou perde o que há de mais sagrado, profundo e essencial no ser humano, seja onde for.
Se a crise financeira e económica de consequências globais não for aproveitada para questionar e alterar a orientação absurda da nossa civilização, se não fizer surgir um novo olhar sobre o mundo e o ser humano, se não levar a um novo caminho, só resta continuar de alienação em alienação, na rota da autodestruição.
Jesus é, nas suas palavras e intervenções, uma alteração de todas as representações de Deus e das práticas religiosas e, simultaneamente, a conversão exigida para aceder ao que há de mais essencial na vida humana.
(1) Um Judeu Marginal. Repensando o Jesus Histórico (3 Volumes. O 4.° está prometido para o próximo Abril), Rio de Janeiro, Imago.
(2) Jesus, o Galileu Armado, Lisboa, Esfera do Caos, 2008.
(In,Publico,hoje)
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MATINAS

“Rezar é querer rezar”. Religar-me a TI é saber que nunca deixei de estar ligado a TI. Só que às vezes esqueço. Adormeço.Escureço.Obrigado, então, pela LUZ. Mesmo na escuridão, sei de TI. Sinto-te em mim. Afinal, “tiveste-me”! Tu és o meu TER.O meu Ser.
antónio colaço
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ILUMINAÇÃO
Um dia de peito feito para a Luz. Vem, Ilumina-nos lá onde a LUZ mais falta faz!

Praça de Espanha
Que a luz da serenidade tome conta de todos os doentes de oncologia.

Belém
Que a luz da serenidade tome conta dos homens da Defesa.

Foz Tejo
Serenos, todos nós.
antónio colaço
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SEM PALAVRAS

Quando uma imagem fala por si, para quê mil palavras a turvá-la?
antónio colaço
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PARABÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉNS

E vão dooooooooooooze anos em palco destes velhos amigos ali para as bandas do Chiado.

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos continua em cena às segundas e terças-feiras, pelas 21h00, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, representando cada um inúmeras personagens, a uma velocidade estonteante.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos!
antónio colaço
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RECESSÃO & CRIATIVIDADE

Em dia de azar, lá tive a sorte de conseguir este fragmento. Confesso: várias vezes tentei a sorte já que por ali passo todos os dias, mas, em vão, ou fica “tremida” em excesso, ou o trânsito é muito e, no momento do clic já a mercearia ficou para trás,etc! Estamos em plena descida da Calçada da Estrela, muito próximo da Basília. Um certo pudor (é evidente que teria de pedir autorização ao dono, não fosse julgar-me de uma qualquer ASAE) e a íngreme subida da Calçada têm evitado que lá me desloque de propósito para a fotografia com alguma qualidade estética. Mas, hoje, à estética decidi que estava em condições de ser editada para falar, digamos, da ética deste pequeno comerciante.
Quando se fala no poder avassalador das grandes superfícies, aqui temos mais um exemplo de como um embrulho destes ( Joana Vasconcelos, ponha aqui os olhos!!!) torna irresistível levar qualquer um destes apetecíveis produtos. Outras leituras são possíveis mas fiquemo-nos, hoje, pelo lado apelativo, policromático, destes pimentos vermelhos, gengibre, alhos,uvas, bananas. No meio da recessão há, seguramente, lugar para a inspiração, e, sobretudo, para este “acrescento” de vida. Luiz, se quiseres, passa por lá com tempo e brinda-nos com o instante que a situação merece!
antónio colaço
NOTA
A fotografia tem aqui lugar soberano, como já se viu. Finalmente, jornais e televisões descobriram a dimensão jornalística de cada cidadão. Nem sempre pelas melhores razões, como se tem visto, pois apelam ao envio de tudo, apenas quando há catástrofes e as televisões não chegaram lá, para, assim, melhor explorarem o nosso lado mórbido perante o sofrimento. Tudo isto para dizer que o nosso mail está inteiramente ao vosso dispor para o envio das fotografias com que queiram sublinhar quotidianos.
Não são de hoje os nossos apelos!
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O ALGODÃO DOCE DE S.BENTO
Nem dá para perceber que estamos a fotografar os fotógrafos que vão fotografar o homem do BPN que está para chegar. Estávamos mais virados para as nuvens, para estas fabulosas nuvens, não para a nebulosa das negociatas ainda por conhecer.
antónio colaço
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MATINAS

Por muito que os nossos terrenos e limitados semáforos nos disciplinem os dias, a Vossa Luz é o único semáforo com a Via sempre aberta.
antónio colaço
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DIZ-ME, ESPELHO MEU

Venha daí um título para esta orvalhada imagem de há minutos.
antónio colaço
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HÁ 35 ANOS, MAFRA, MARj…ARI!

Mão amiga fez chegar informação de que se completam, hoje, 35 anos sobre a entrada no Quartel de Mafra. Ninguém ouse esboçar um sorriso por mais disfarçado que seja mas…o terrível momento do confronto com a ”injecção cavalar”, com que tinha vivido anos e anos, estava a chegar.
Mal sabia eu que, depois de querer ter sido objector de consciência, como atesta este desenho – que pretendia ser, presunção e água benta … o meu “Guernica”, tal o dramatismo que lhe emprestei: um bébé que, ainda antes de nascer, já se recusava a ser entregue às mãos de um qualquer general militarista, sua Mãe agarrrada com quantas forças tinha àquela árvore, a solidariedae longínqua dos militares já incorporados e até o auxílio de uma ave no seu voo solidário em meu auxílio .. .- receberia uma outra injecção mas … de revolução.De Abril!!!
Já agora, mais uma memória;

Ou porque não havia maneira de acertar com os nomes das divisas e galões, ou porque as botas estavam mal engraxadas, lá ficava mais um fim-de-semana de castigo naquele “casarão” escrevendo as minhas “Reflexões fáceis de um soldado difícil”.
antónio colaço
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COM QUE ENTÃO….

O que os anos nos fazem, quando fazemos anos….
antónio colaço
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MATINAS


Hoje, ainda só sei balbuciar, só sei extasiar-me, admirar-me mas, sobretudo, agradecer-Te, e aos Pais que me deste e que para Ti já fizeste regressar.Muito obrigado.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

O País precisa de mais investimento público para animar a economia.
José Sócrates, SICNotícias.
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100 TEXTOS
Detesto a palavra post e, pior, o seu plural, postes!
Ainda poderia aceitar a associação de uma imagem que nos convocasse para os postes que, de serrania em serrania, levam a energia, a telefonia (rima forçada para conjunto de telefones!!!) mas nem isso e, muito menos, as postas de … pescada!
Tudo isto para dizer que, mais encorpados ou menos encorpados é de palavras que se trata.Uma mão cheia de palavras, cem canjinhas de letras, sempre com a imprescindível folhinha de hortelã,o que quiserem!
E vão cem.
E vejam a provocação que acabámos de deixar aqui!
antónio colaço
NOTA

Caso não tenham percebido – é um verdadeiro case study perfeitamente identificado de humildade antinarcísica - esta criancinha aqui retratada resolveu fazer anos, aqui,…ontem. Pronto. Já vêm tarde, mas a gente agradece na mesma!
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WEBANGELHO(Uff!De ler e chorar por mais!)

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Ora, não havendo outros sem a interpenetração de biologia e cultura, é inevitável o diálogo intercultural. O encontro com o outro acontece sempre no quadro da cultura, porque não há outro “puro”, sem cultura. Assim, na presente situação do mundo, em contexto de multiculturalismo, não basta a mera junção de culturas, vivendo umas ao lado das outras e respeitando-se mutuamente. É preciso passar do multiculturalismo da justaposição ao pluralismo cultural interactivo, deixando-se desafiar por uma identidade interrogativamente aberta.
Neste quadro, há hoje a tendência para valorizar sobretudo a diferença: é a diferença que nos enriquece, diz-se. Quem pode pôr essa afirmação em dúvida, quando se percebeu que a identidade é atravessada pela alteridade? No entanto, se podemos entender-nos, é porque somos fundamentalmente iguais.
Como recordava recentemente, em Santa Maria da Feira, num debate sobre o diálogo intercultural, o filósofo Fernando Savater, a semelhança entre os seres humanos é que cria a riqueza e funda a humanidade. Reconhecemo-nos, porque somos semelhantes. Só porque o fundamental é a nossa semelhança é que há igualdade de direitos e só porque não há diferença de direitos fundamentais é que há o direito à diferença. Afinal, “não há ninguém tão convencido da diferença como um racista”.
Claro que, no encontro com o outro, nunca se pode esquecer que o outro é um outro eu e ao mesmo tempo um eu outro, de tal modo que nunca nenhum de nós saberá o que é e como é ser outro enquanto outro, eu outro. Mas o que mais nos interessa é a semelhança, pois, nas diferenças, somos todos humanos, reconhecendo-nos.
Se me perguntam pelo fundamento último da dignidade humana, digo que é a nossa comum capacidade de perguntar. O que nos reúne é uma pergunta inconstruível, sem limites, que tem na raiz o infinito e nele desemboca, sendo as culturas tentativas de formulá-la e perspectivar respostas.
Aqui, assenta a convivência fraterna e digna da Humanidade, reconhecendo todos como humanos. Mas, como também lembrou Savater, inimigos maiores desta convivência são a pobreza e a ignorância. Rejeitamos os pobres, porque metem medo: nada nos dão e obrigam-nos a dar. A ignorância é outra fonte de susto: quando se não reconhece a semelhança, teme-se o diferente.
Aí está, pois, a urgência da solidariedade, assente no reconhecimento da semelhança.
Nesta solidariedade, justiça e caridade têm de abraçar-se. Sobre este abraço, Bertolt Brecht, o famoso escritor marxista, que lia a Bíblia, escreveu estes versos inultrapassáveis: “Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da rua vinte e seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem.//Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua.//Não abandones o livro que to diz, Homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite, / durante toda uma noite estão resguardados do vento / e a neve que lhes estava destinada cai na rua. / Mas não é assim que se muda o mundo, / as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração.” |
(In, Diário de Notícias,hoje)
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E O PORTO AQUI TÃO PERTO




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WEBANGELHO

A prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas
1. Os que, no século XIX, anunciaram a “morte de Deus” e o fim da religião foram muito precipitados. A interrogação metafísica não se esgota em nenhuma construção filosófica nem a preocupação religiosa se confunde com as suas expressões organizadas ao longo dos tempos. Se a religião estivesse morta, a cascata de reacções às palavras de Casino (13/1/09), do patriarca da diocese de Lisboa, não teria inundado os meios de comunicação. Voluntária ou involuntariamente, D. José Policarpo realizou uma operação de marketing religioso, sejam quais forem os resultados para a Igreja Católica e para a Comunidade Muçulmana, a curto e a médio prazo. Até os possíveis danos colaterais, no campo do diálogo inter-religioso, convergem para aquele princípio pouco respeitável: “Bem ou mal, o que importa é que falem de nós”. No fundo, os muçulmanos conseguiram uma atenção que ultrapassa a sua presença em Portugal. Poderão dizer, à portuguesa, “há males que vêm por bem”. Espero, aliás, que este incidente ajude a intensificar e alargar o diálogo da Igreja Católica, em Portugal, com a população muçulmana. O facto de o catolicismo ser maioritário, no nosso país, não pode servir para não ter em conta as outras religiões. O diálogo inter-religioso é essencial para se deixar interrogar pelo outro, independentemente do número dos interlocutores. Não só porque, onde uns, num país, são maioritários podem ser minoritários noutro. Vale a regra de ouro: fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Além disso, a prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas. Perde-se a ignorância, o orgulho e, com humildade, podem acolher-se e questionar-se mutuamente.
Que o patriarca tenha desassossegado a comunidade muçulmana, a propósito do casamento de jovens católicas com muçulmanos, por causa dos “sarilhos” em que se podem meter, é um aviso de pastor responsável. Não deveria, no entanto, esquecer o que se passa em sua casa. Seria bom que desassossegasse os seus colegas no episcopado, a começar pelo bispo de Roma, acerca dos sarilhos em que envolveram as exigências da celebração do casamento católico – algumas delas dispensáveis – que leva muitos a ficar, apenas, pelo casamento civil. A relação com o divórcio, com um segundo casamento, com o impedimento do acesso à comunhão eucarística dos recasados, acaba por aumentar o número dos católicos não praticantes. Como os sacramentos são para ajudar e não para complicar, até o próprio Deus deve exclamar: ai o que estão a fazer da graça do matrimónio!
2. Essa questão veio interromper uma outra que já andava na imprensa e, sobretudo, na Internet: as reacções à propaganda ateísta nos autocarros. A moda começou em Inglaterra, passou aos EUA, a Espanha e parece que vai chegar a Portugal. O slogan inscrito nos autocarros, inspirado no cientista ateu Richard Dawkins, é o seguinte: “Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e goze a vida”.
A campanha publicitária, agora em andamento por vários países, começou por ser planeada e parcialmente financiada pela Associação Humanista Britânica (BHA) e visava colocar cartazes em 30 autocarros de Londres.
O novo ateísmo militante tem vários protagonistas de nomeada. Um dos mais célebres é Dawkins, autor de várias obras importantes. Através delas, procurou distribuir as seguintes convicções, sintetizadas por Alister McGrath (1): uma visão darwiniana do mundo toma a crença em Deus desnecessária ou mesmo impossível. A religião estabelece proposições que se alicerçam na fé, o que representa um retrocesso face à busca rigorosa e factual da verdade. Para este autor, a verdade está sempre alicerçada em provas evidentes e todas as formas de misticismo ou obscurantismo, baseadas na fé, devem ser rigorosamente combatidas. A religião oferece uma visão do mundo pobre e pouco clara. “O universo apresentado pela religião organizada é um universo medieval acanhado, extremamente limitado”. Inversamente, a ciência oferece uma visão arrojada e luminosa de um universo grande, belo e assombroso. A religião conduz ao mal. É como um vírus maligno que infecta as mentes humanas. Esta não é uma apreciação estritamente científica, uma vez que a ciência não sabe determinar o que é o bem ou o mal: “A ciência não possui nenhum método para decidir o que é ético”. Não obstante, esta é uma contestação profundamente moral da religião, bem enraizada na cultura e na história ocidental e que deve ser considerada com a maior seriedade.
No seu livro, Alister McGrath não procurou fazer uma crítica à biologia evolucionista de Dawkins. As opiniões deste devem ser avaliadas pela comunidade científica no seu todo. Ele enfrenta, apenas, as conclusões gerais deste cientista, em particular as referentes à religião e à história intelectual, domínio sobre o qual tem uma competência especial para se pronunciar, isto é, a problemática, extraordinariamente importante, da transição da biologia para a teologia. Ele é biólogo e teólogo. Voltaremos a este tema, pois, como diz Tomás de Aquino, não é evidente que Deus exista ou não exista.
(1) O Deus de Dawkins, Lisboa, Alêtheia, 2008, p. 21
(In Publico,hoje)
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Ao lado da messe dos Oficiais…
Quis o impulso da ocasião, patrocinado por estar pelas redondezas, providenciar a este que vos escreve uma breve mas rica visita guiada pelos passos do convento de São Bento, nossa Casa da Democracia.
A pretexto de um café ofereceu-se com a simpatia e disponibilidade habituais que dedica aos amigos este bigodes que se apresenta na foto anexa. António Colaço, assessor de imprensa do grupo parlamentar do Partido Socialista vai para… muitos anos, com o desportivismo que se enaltece, recebeu este putativo deputado MEPiano com honras de cidadania completa.
Obrigado pelo cafézinho e pelos votos. Haja quem queira acreditar que os há bons e interessados pelos quadrantes políticos que vamos tendo e haja, já agora, quem esteja disposto a diversificar os votos.

Por falar em MEP, fiquei ontem a saber que há um MEP no Bloco de Esquerda, ignorância da Lusa, distracção do jornalista e da RTP? Seria de bom tom reservar a sigla que é do novel partido para esse mesmo partido. Já é difícil quanto baste conseguir chegar aos ouvidos de quem pretendemos representar quanto mais com estes lapsos. Imaginem que a PSP voltava a representar Partido Socialista Português, agente assim não se entende, não é verdade? Ou para evitar confusão teremos de passar a chamar-nos ME? Ups. Isto faz lembrar qualquer coisa… ME, BE… Cumprimentos aos jornalistas parlamentares, vale amigo Colaço?
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MATINAS


Basílica da Estrela
É só para lhe agradecer, António Colaço. Diáriamente sou leitor do seu Blogue. Frei Bento e Anselmo Borges são verdadeiramente a certeza de que Deus, apesar de tudo, olha por nós.
Duarte Tapadas
NR – Obrigado, Duarte, mas vai ver, um destes dias, que as palavras destes nossos dois amigos nos fazem, em cada dia, compreender, sim, que ” apesar de tudo” somos nós que devemos continuar a olhar para Deus. O problema é que, por vezes, esquecemo-nos. Não é dramático nem devemos penalizar-nos ou culpabilizarmo-nos por isso, ao contrário do que fizeram crer-nos de dentro da própria Igreja, de uma enviezada maneira de conceber a Igreja. Daí o papel de renovação que estes e outros amigos assumem.É o que penso e verdadeiramente acredito. Aliás, Deus dotou-nos, também, com essa coisa maravilhosa chamada “perdão” um precioso instrumento para nos auxiliar a superar todas as nossas contradições e esquecimentos próprios.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Prefiro começar com uma vitória.Dá outro ânimo ao partido.
Pedro Passos Coelho, TSF/DN .18Jan.09
A equipa visitante (Paços Ferreira ao reduzir para 2-1 com Sporting) ainda ganhou ânimo…
RTPN,notícias.
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AINDA O PORTO



A beleza de um intenso e gratuito nevoeiro foi insuficiente para chamar os nortenhos à sua Foz. “Estamos em crise. As pessoas não saem…”
Em contrapartida, e para espanto meu, o Norte Shopping a abarrotar de gente . Filas em várias lojas, nomeadamente, na área dos novos produtos audiovisuais. Cris… quem ousa falar dela?
antónio colaço
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MATINAS

Uma nesga de sol, lá, ao fundo no estuário do Tejo. Hoje, no grande estuário do planeta, Obama pode ser a nesga de Sol. Do Teu Sol.

Ontem, aqui, não houve uma nesga de sol que se visse, para além da que transpareceu do olhar tranquilo de Luís.
Luís, ainda bem que Deus é muito mais misericordioso e compassivo do que nós julgamos e que nos dotou de uma serena inteligência para podermos dizer do seu algoz de ontem ” já não há pachorra para tanto deslumbramento”. “Graças a Deus” que, para a próxima, mudarei de canal.
antónio colaço
NOTA
Hoje é dia de me acontecerem as mais incríveis histórias.Só depois de editado este post é que dei pela “partida” que o meu amigo Rui Branco pregou. Ou seja, pela primeira vez veio cá a casa!!!Não habia nexexidade daquela foto, aqui mesmo a meus pés, meu caro Rui.Aqui entre nós que ninguém nos …lê, as audiências já estão tão por baixo…Obrigado e volta sempre!
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OBÂNIMO

Ânimo, senhor Presidente!
antónio colaço

ÂNIMOS EXALTADOS ESPECIAL!
Pode ser que o optimismo lhes dê (aos americanos) algum ânimo.
Luis Costa Ribas, SIC.
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MATINAS

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WEBANGELHO

De um amigo da ânimo, o Pe Vitor Gonçalves, com muito gosto, este oportuníssimo WEBANGELHO (para o qual esbocei um primeiro Saulo, Saulo, por que me persegues? que integrará exposição a anunciar em breve!):
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
CONVERSÃO DE SÃO PAULO Ano B
E o Senhor disse-me:
‘Levanta-te e vai a Damasco;
lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Act 22,10
Sinais de pista
Quando penso em S. Paulo frequentemente o imagino em movimento. Incansável. A pé, a cavalo, de barco, por estradas e a corta-mato; e quase o vejo apanhar um comboio, um avião, ou mesmo uma nave espacial, tal é o dinamismo que a sua vida nos imprime. E mesmo quando está em algum lugar também tem o coração e a mente presentes em outras comunidades a quem escreve as suas calorosas cartas. Para os limites de comunicação do século I ele é um fenómeno de globalização. Tem uma sede insaciável de que todos possam conhecer e amar Jesus, de que as comunidades sejam um sinal vivo da Boa Nova em acção.
Na experiência luminosa da estrada de Damasco maravilha-me a identificação de Jesus com os seus amigos perseguidos, mas também a surpresa de não revelar imediatamente a Paulo o que quer que ele faça. Há sempre um mistério em cada chamamento. Algo que só o caminho irá revelando. Como naquela inesquecível definição de vocação que aprendi no Seminário de S. Paulo de Almada: “A vocação é um itinerário com sinais de pista. Cada sinal leva ao sinal seguinte, sem nunca se saber o termo definitivo”. Não vos enchem de “formigueiro” estas palavras? Pois a mim enchem! Ainda que nem sempre veja o horizonte, acredito na luz que permite dar pequenos passos; ainda que nem sempre entenda os sinais, acredito na mão pousada no meu ombro que fortalece a minha esperança! Pois é, Deus não dá mapas, mas é generoso em sinais!
Ficamos pobres quando “arrumamos” facilmente as nossas procuras, quando não valorizamos o esforço em ler os sinais que raramente são evidentes. Não se trata de um trabalho de adivinhação, de “cartas ou búzios” que se lançam para algum vidente “ler” o futuro ou o passado. É mais a responsabilidade que Deus nos oferece de vislumbrar no quotidiano o seu projecto de felicidade. Um projecto aberto, que não tem um caminho único (ou tem, mas é um caminho especial que se chama Jesus Cristo!), e que cresce na medida em que temos a coragem de sonhar o que parece impossível. Podemos ajudar-nos a compreender os sinais mas ninguém pode dar os passos em vez de nós. Podemos “ser conduzidos até Damasco”, mas daí em diante, o risco e a confiança serão os companheiros de vida. Como S. Paulo, que não deve ter imaginado em que aventura ia embarcar!
Viajamos mais facilmente, comunicamos à velocidade de um click, mas continuamos a ter de dar resposta aos sinais. O medo e a rotina tentarão prender-nos, a segurança e a prudência atrasar-nos, mas se tivermos um pouco da centelha de S. Paulo, que “viagens” não escreveremos nós?
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DOÇURA CAPUCHINHA

“Claro que animo os casais casados a rezar para que eles tenham uma vida sexual boa e feliz. Para mim, este é um meio de se aproximar de Deus”, declara o monge de 43 anos.
“As pessoas ficam um pouco surpresas no início, mas agradavelmente surpresas”, destaca Knotz, que fez, como monge, um voto de castidade.
O religioso atende hoje a mais de 3.000 casais de fiéis católicos na Polônia desde 2000, com uma benção tácita de seus superiores. A iniciativa é tão popular que sua agenda está cheia até o ano que vem.
“Se você acredita em Deus, acredita que Deus está presente na vida, no amor, no matrimônio e na sexualidade. Parece natural falar de sexo, e eliminar alguns tabus e manchas do pecado”, declara o monge, que vive no monastério dos capuchinhos em Stalowa Wola, sul da Polônia.Autor de um livro chamado “O ato do matrimônio”, o padre Knotz tem desde 2004 um site http://www.szansaspotkania.net (a sorte do encontro) em duas versões, polonesa e inglesa.
O monge admite que a educação tradicional da Igreja católica sobre o sexo apresenta fragilidades, mas rapidamente acrescenta que seus conselhos sexuais são reservados a casais heterossexuais que contraíram matrimônio.
No capítulo “A teologia do orgãos”, o capuchinho compara o momento supremo do ato sexual com o encontro com Deus no céu.
“O amor de um casal casado, manifestado no sexo, aproxima o corpo humano do céu. O êxtase de uma relação sexual pode ser comparado à alegria da vida eterna”, afirma.
“É por isso que este ato conjugal permite aos esposos começar a entender a doçura do encontro com Deus”, acrescenta o padre Knotz.
O religioso insiste em uma “comunicação boa e aberta entre os casais”, necessária para alcançar os orgasmos celestiais, e incentiva os maridos a darem tempo suficiente às mulheres para satisfazê-las plenamente.
A seus críticos, que o acusam de falta de experiência pessoal, o padre Knotz respondeu: “Não precisais padecer de uma doença do coração para ser cardiologista, nem ser alcoólatra para se tornar terapeuta”.
O monge explicou que encontrou sua inspiração na abertura do olhar de sua família e nos ensinos do Papa João Paulo II, que tratou pela primeira vez o tema da sexualidade em um folheto publicado na Polônia em 1960 sob o título “Amor e responsabilidade”.
Kasia e Jan Paluszewski, ferverosos católicos casados há 18 anos e pais de três meninos, de 16, 13 e 3 anos, afirmam que os conselhos do padre Knotz “reforçam e esclarecem” sua vida sexual e sua espiritualidade. “Ele escuta realmente os casais e é por isso que ele nos entende bem”, diz Jan Paluszewski, um técnico de informática de 46 anos.
nota
Este take da AFP é publicado na sequência de um artigo hoje editado pela revista Focus e intitulado “Kamasutra Católico“. Como se vê, o nosso amigo Capuchinho não está com meias medidas e as resistências que encontrou, aos poucos, transformaram-se em significativas alteracções na vida dos casais que o procuram.
Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, perguntamos: E por que não? Até quando vivermos condicionados por ideias negativistas que nos impedem de olhar para o nosso corpo como um todo, como obra prima d’Aquele que nos criou e que, no final da Criação, olhando para a sua obra-prima, citando o Pe Anselmo ” viu que era bom“?!
Uma lufada de ar fresco no melhor espírito do ” Pelo Irmão Corpo, Louvado Sejas, oh, Meu Senhor, de Francisco de Assis.
antónio colaço
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MATINAS

Às vezes recorro a Ti, já no meio da tempestade,implorando-Te que, qual guarda-chuva sempre a jeito, me protejas. Quero perdoar-me, com o perdão de que me dotaste, por insistir no Deus bric-a-brac, que sei detestas ser, sempre que me esqueço que, depois de todas as tempestades, vem sempre a Tua bonança.
antónio colaço
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SAUDADES DE CARDIGOS

TENHO SAUDADES DE CARDIGOS!
Quando eu era pequenina sonhava em ter uma casa grande,
Uma família unida, como tinha naquela altura.
Sonhava em ter muitos filhos para encher essa casa.
Quando era pequenina eu sonhava em ter um jardim com muitas árvores para fazer uma casa na árvore como tinha na casa do Avô, queria ter uma família grande para, na noite de Natal, rodarmos e cantarmos à volta da fogueira grande da Praça fria.
Oh! Como eu tenho saudades desses Natais, em Cardigos, na casa do Avô…

Corríamos pelos campos que o Avô cedia generosamente, às famílias numerosas de ciganos (nómadas) e assistíamos às suas festas e rituais, eram mágicas as férias do Natal em casa do Avô.
Tenho saudades de andar pela adega e de me esconder por entre as numerosas pipas de vinho que eram três vezes maiores do que eu, tenho saudades de ver os Homens da aldeia, no lagar, enquanto cantavam e pisavam as uvas fazendo um belo vinho que a Avó Titina punha açúcar porque fazia bem ao coração.
Tenho saudades de ir dar palha ao macho, dos passeios pelo Vale da Lagoa, pelo Vale Fagundes, em cima da carroça do macho com o Tio Manel, sempre a tocar guitarra e a cantar, tenho saudades da apanha da azeitona, de apanhar castanhas e de me picar para lhes tirar a casca, tenho saudades de apanhar morangos da terra, todos muito alinhados, sentir o seu maravilhoso cheiro, passá-los pela água do furo e comê-los.
Tenho saudades da Ilda que se atormentava com os “seus meninos” e que, ainda hoje, tem 42 anos, nem ela nem ninguém sabe o ano ou dia em que nasceu, por isso passou a ser dia 1 de Janeiro, o primeiro dia do ano para não se esquecer.
Tenho saudades de ouvir a Tia Guida a pedir para não corrermos nem pularmos na camarata dos rapazes, pois o lustre da sala de jantar podia cair, tenho saudades do cheiro da cera amarela do chão encerado da casa do avô, das noites de Consoada em que nos juntávamos na cozinha para ver as mulheres fazerem as melhores filhós.

Última ceia, na Portugália, com o nosso saudoso Zé Mário.
Tenho saudades do tio Zé Mário, meu padrinho querido, das suas barbas negras, das suas gargalhadas e das histórias que ele contava.
Tenho saudades de ver o Tio Gérard a andar pelo seus próprios pés, sem precisar de ajuda de ninguém, de o ver na porta para o quintal a dar-nos adeus com um sorriso nos lábios, lembro-me de o ver com alguma agilidade a apanhar pinhas no pinhal.
Tenho saudades de ver a Tia Nucha sempre preocupada com todos, de subirmos para o telhado, às escondidas de todos, e sentarmo-nos nas velhas telhas a fumar os primeiros cigarros e a falarmos dos primeiros namorados, tenho saudades da minha família, dos meus primos, tenho saudades de como éramos uma família unida enquanto o Avô foi vivo.
Enquanto não houve partilhas.
Tenho saudades de irmos todos juntos escolher o melhor e maior pinheiro para Árvore de Natal, de arrancarmos das pedras dos muros o musgo para o presépio.
Tenho saudades dos doces caseiros, do cheiro da terra molhada, das pedras da calçada, de ver a chuva em carreiros como só em Cardigos vi. Tenho saudades de ouvir o som de um carro e vir a correr para a porta ver de quem era, era tão raro passarem carros em Cardigos.
Tenho saudades de brincar na casa da árvore… tenho saudades de ir à camioneta que chegava de Lisboa, ás 19h, para irmos comprar o jornal do dia anterior. Era tão estranho e tão maravilhoso viver em Lisboa e passar férias em Cardigos…era tudo tão diferente, tão calmo…tenho saudades de me chamarem para a mesa quando ainda havia horas certas para almoçar/jantar
Tenho saudades de ver a minha Mãe sorrir e de rir com gosto.
Tenho saudades…muitas saudades… dos tempos vividos em Cardigos.
Hoje, passados muitos anos, tenho saudades de já não ter uma casa secular em Cardigos.De já não ter um Avô, nem uma Avó…Tenho saudades…
Tenho saudades.
Maria Freire
NOTA – Meu caro Zé Mário Tavares, com que alegria nos olhos nos falavas dos teus sobrinhos. Toma, lê, vê, agora, como eles falam de ti. É um texto com a vila de Cardigos inteira, bem dentro de si. Até arrepia. Parabéns, Maria Freire, que, em boa hora, tropeçou neste cantinho e na nossa eterna dedicação ao Tio Zé Mário. A Maria pode ser lida em
http://petalacaida.blogspot.com.
antónio colaço
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VÉSPERAS

Basílica da Estrela, há minutos.
Embrulhados no aconchego das Tuas neblinas.Onde o frio, onde o calor?
Apenas e sempre a eternidade do Teu Amor.
antónio colaço
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MATINAS

Renascidos das cinzas, ainda meio adormecidos do prolongado sono outonal, ei-los, os pampilhos, desaguando, para nosso encantamento, na foz dos nossos desesperançados dias.Obrigado, pela Primavera que, assim, nos anuncias.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

E então, como é que estão os ânimos aí na Qimonda?!
Alberta Marques Fernandes, RTPn
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WEBANGELHO

ÉTICA E RELIGIÃO NA ECONOMIA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Perante o estrondo da crise financeira, que está a chegar, avassaladora, à economia real, há da parte de muitos um enorme apelo à ética e aos valores na finança, na empresa e na economia em geral.
Há vantagens nisso, como diz Josef Wieland, professor de Ética: os valores éticos trazem enormes bens à empresa, como, por exemplo, a segurança jurídica; “a reputação da empresa aumenta e ela acaba por receber os melhores e mais motivados colaboradores”. É preciso ter em conta que a corrupção vai recuar e “as regras éticas defendem em todo o mundo os empresários da prisão”.
Não é por acaso que são esperados quatro mil participantes no sexto congresso cristão de empresários e gestores, que se realiza em Düsseldorf, Alemanha, de 26 a 28 de Fevereiro próximo, sob o lema Avançar para a Chefia com Valores. Isto não significa de modo nenhum que a ética empresarial seja um exclusivo dos crentes, mas a fé tem de ter influência no mundo dos negócios.
Na Alemanha, 66% dos empresários dizem acreditar pessoalmente em Deus e, segundo impulse, revista para empresários, no seu número de Janeiro, a união de empresários católicos atingiu o número histórico de mais de 1200 membros e, no caso dos empresários protestantes, o número multiplicou-se em poucos anos por dez, sendo agora 600.
Segundo uma sondagem da Forsa, as normas éticas e morais desempenham um grande papel para 50% dos empresários alemães, sendo interessante verificar que essa normas são mais importantes para os empresários protestantes (58%) do que para os católicos (47%). Segundo a mesma sondagem, da fé derivam deveres: responsabilidade pelos trabalhadores (71%), sinceridade, justiça, lealdade (31%), decisões socialmente compatíveis (18%) e há limites morais para o rendimento pessoal: católicos (62%), protestantes (42%), sem confissão religiosa (56%), empresários em geral (52%).
Haverá contradição entre a fé em Deus e a maximização do lucro? Os crentes em geral respondem: sim (28%), não (68%). Os passos da Bíblia mais citados pelos empresários crentes são: “ama o teu próximo como a ti mesmo”, “o Senhor é o meu pastor” e os dez mandamentos.
Segundo o bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, a maximização do lucro e o amor do próximo podem ser compatíveis: “a Igreja não é estranha à realidade”. A responsabilidade económica precisa de ter os pés assentes na terra e a proximidade ao Homem. A presente crise financeira não pôs em causa a economia social de mercado. De qualquer forma, o sistema desequilibrou-se e é preciso corrigi-lo. Quanto à justiça, há um critério importante: “As diferenças na sociedade devem estabelecer-se de tal modo que também as pessoas que se encontram no fundo da escala possam estar convencidas de que o sistema em geral é justo e lhes é favorável também a elas.”
Dos debates tensos de Gerd Kühlhorn com os empresários para impulse, resultaram dez mandamentos para os empresários cristãos, que “talvez sejam um pouco simples, mas certamente mais claros do que todos os fanfarronantes Codes of Conduct”. Aqui ficam:
1. Trata dos negócios de tal modo que a tua empresa tenha um bom lucro. 2. Sê justo com os teus parceiros de negócio. 3. Mostra estima pelos teus colaboradores. 4. Faz negócios prospectivamente e assegura o futuro da tua empresa. 5. Procura parceiros que como tu acreditem em Deus. 6. Cultiva a humildade. 7. Coloca os teus talentos e recursos ao serviço dos outros. 8. Não te percas no trabalho. 9. Reconhece que a tua empresa não te pertence a ti, mas a Deus. 10. Respeita todos os que não partilham a tua fé.
No fundo, como diz o bispo W. Huber, encontramo-nos num “ponto de viragem”. A confiança é “um capital tão importante para a economia como o dinheiro”. Por isso, é preciso que os empresários estabeleçam “um equilíbrio entre a eficiência económica e as consequências sociais do negócio empresarial”.
Afinal, a economia não é fim em si mesma, pois é o Homem que tem de ocupar o centro. Daí, como lembrou Martin Buber, o sucesso não ser “um dos nomes de Deus”. A solidariedade, sim.
In, Diário de Notícias,hoje
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WEBANGELHO

Evolução e fé religiosa não são incompatíveis
25/01/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Antes, dizia-se que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral. Agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo
1.Diante da promessa do meu texto no domingo passado, alguém teve a amabilidade de me aconselhar a não voltar ao tema: isso só poderia servir a propaganda antiteísta que pretende divulgar a ideia de que as religiões são a origem de todos os males e de que, suprimida a ideia de Deus, as religiões caem irremediavelmente por terra e começa uma era limpa de enganos milenários. Quando, em 1975, me convidaram a visitar o museu do ateísmo em Leninegrado, declinei o convite. A simples ideia de um tal museu deu-me imensa vontade de rir e preferi mais tempo para as maravilhas do Hermitage. Não ignoro que o ateísmo tem, na história do Ocidente, diversas expressões literárias e filosóficas. Hoje, não falta quem julgue que a própria ideia de Deus é uma pseudo-ideia. Há expedientes simplistas para evitar a palavra entre religiosos e ateus: que importa aos crentes que os outros não acreditem e vice-versa? Cada um que guarde, para si, as suas convicções, seguindo a velha consigna: aqui, de política e de religião, não se fala. A situação real talvez não se resolva com esse expediente. Se antes, em algumas sociedades, se dizia que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral e uma ameaça para a sociedade, agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo para a ciência, para o progresso, para a felicidade, uma raça a extinguir. Para uma situação destas, é preciso algo mais do que um apelo à tolerância e ao respeito pelos direitos humanos. Em muitas situações são precisamente estes que não são reconhecidos. Por outro lado, seria ridículo supor que o mundo está a caminho de uma comunidade guiada só por critérios científicos que avaliam o que está certo ou errado. Face à complexidade da condição humana e à morte, a inteligência encontra-se diante de questões e fenómenos misteriosos – não apenas enigmas – que a razão não pode controlar. A crença talvez não esteja tão em crise como se diz. Para dar um sentido último à aventura humana, o corpo essencial de doutrina das grandes religiões parece ter longos dias pela frente.
2.A tomada de posse de Barack Obama foi, como estava previsto, político-religiosa: juramento da Constituição e mão na Bíblia. Ninguém pensa que isso tenha, por si mesmo, um resultado político e religioso automático. Pedir a Deus ajuda e bênção para os EUA não garante, só por si, que o presidente respeitará o desígnio da Constituição e, quanto à Bíblia, há, nessa biblioteca, de tudo para todos os gostos. Com o mesmo juramento, Bush foi uma desgraça mundial e aguardo que o novo Presidente não ajude nem permita desgraças como foram a invasão do Iraque e a matança de Gaza. Tornou-se, no entanto, evidente que a autenticidade humana, política e religiosa, manifestada no seu itinerário até à tomada de posse, suscitou uma fé e uma esperança colectivas, um desígnio comum, uma vontade de vencer a crise, como um serviço a toda a América e ao mundo. Um sentimento religioso, transcendente e humano percorreu esse dia.
3.Voltando ao ponto em que deixei o texto do domingo passado, não me parece que a ciência de R. Dawkins vá substituir a religião. Como dizia o poeta Eliot, “não há nada neste mundo ou no outro que possa ser substituto de outra coisa”. Já referi a obra de resposta de Alister McGrath a Dawkins que termina com um convite: “Temos muito a ganhar com um debate comum, cordato e rigoroso. A questão acerca da existência de Deus – e como será Deus se existir – mantém ainda toda a sua importância intelectual e pessoal nesta época pós-Darwin. Encontramos mentes fechadas de ambos os lados da barricada. Os cientistas e os teólogos têm muito a aprender uns com os outros”. Foi, aliás, nesse processo, que este biólogo passou de ateu a cristão, sentiu a necessidade de se doutorar em Teologia e, sem deixar a prática científica, tornou-se padre da Igreja anglicana.
Para superar este abismo entre as mentes fechadas, fundamentalistas, de ambos os lados, um outro biólogo, presidente da American Association for the Advancement of Science, Francisco J. Ayala (1), escreveu uma obra, mostrando que não há contradição necessária entre a ciência e as crenças religiosas. “A ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, as relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, os valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”. Como se dizia na antiga Missa, o Deus que alegra a minha juventude.
Ayala, no balanço final do seu percurso, verifica que “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”. Era esta, aliás, a convicção do próprio Darwin.
(1) Francisco J. Ayala, Darwin y el Diseño Inteligente, Madrid, Alianza, 2008
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PASSEIO COM ASAS

Linha da Beira Baixa, Ortiga.

Surpreendido por quase meio quilómetro de um bando de aves de médio porte (ignoro identificação!) descendo o Vale do Tejo.

Vindas não sei de que recessão, afinal, a nossa, ainda dá para banquete real!

Uma lente mais potente e veríamos o adivinhado festim de …peixe?
antónio colaço
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VÉSPERAS

Mação, há minutos.
Já não corremos para a rua mal a chuva pare para fazermos regatos e barragens… e as ruas da nossa infância nem sequer conheciam o empedrado luxo das calçadas.
Obrigado por crescer e Tu, sempre a veres.
antónio colaço
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leituras.DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR

Alberto Vasquez
DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR
Todos os seres humanos desejam ser queridos. Mas, quantos amam realmente? O verdadeiro amor actua como um alquimista: converte a ambição em altruísmo e transforma o sofrimento em felicidade.
Borja Vilaseca
Talvez seja pela intensidade do frio ou, quiçá, por uma simples questão de tradição, mas o certo é que Janeiro é o mês preferido pelos espanhóis para reflectir sobre como marcham as suas vidas. Depois da ressaca natalícia muitos se refugiam no calor dos seus lares para fazer balanços e fixar os clássicos propósitos para o ano novo.
Deixar de fumar. Estudar inglês. Perder peso. Ir ao ginásio. Estas são algumas das promessas mais comuns. E dado o difícil que nos parece mudar de hábitos damos por concluído que o mais importante é tentar. Pelo menos, sempre podemos repetir no ano que vem.
Em paralelo, um novo propósito está emergindo no coração de mais seres humanos.Trata-se de uma promessa bastante menos concreta e muito mais intangível. Diferente de outras, não sai a pronunciar-se, pois consiste numa prática pacífica e silenciosa. É o maior dos compromissos que podemos fazer connosco próprios e cumpri-lo não requer conselhos nem estudos. Está acima de qualquer outra meta. Agora mesmo, pelo menos, uma pessoa acaba de propor-se a aprender a amar. .
O AMOR É O CAMINHO
“Enquanto que o sábio assinala a Lua, o néscio olha para o dedo”
(provérbio chinês)
Que viemos a este mundo para aprender a amar é uma verdade ancestral. Descobriu-se antes de ter começado a história da filosofia. Zoroastro (630-550, ac), Mahavira(599-527,ac)Lao-Tsé(570-490,ac)Buda (560-480,ac),Confúcio(551-479,ac),Sócrates(470-399,ac),Jesus Cristo (1-33).
Todos os grandes sábios da humanidade cujos ensinamentos deram origem a instituições religiosas que conhecemos, hoje em dia, disseram essencialmente o mesmo: Amar os outros é o caminho que leva os seres humanos à felicidade.
Ainda que muitos outros tenham seguido pregando com o seu exemplo sobre o poder transformador do amor, passam os anos, as décadas e os séculos e a grande maioria dos seres humanos seguimos sem saber amar.. A prender isso não entra nos planos do nosso processo de condicionamento familiar, social, cultural, religioso, laboral, político e económico.
Como estudantes fazem-nos memorizar o inimaginável. Logo, preparam-nos para ser profissionais produtivos. Porém, esquecem-se do mais básico. Assim é como entramos no mundo: sem saber gerir a nossa vida emocional. E se o êxito não é a base da felicidade esta, sim, é que é a base de qualquer êxito. Pelo contrário, desde pequenos nos fazem crer que o mundo está cheio de gente malvada. Que não há que confiar nos desconhecidos. Que o importante é ocupar-se de si mesmo.Assim, o medo, a frustração e o ressentimento vão passando de geração em geração, criando uma cultura baseada na desconfiança, na resignação e na insatisfação.
PARA ALÉM DO CONDICIONAMENTO
“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente .
Jiddu Krishnamurti
A perversão da natureza humana chegou a um ponto que ao longo deste processo de condicionamento também escutamos que a bondade é sinónimo de estupidez, pois alguém sempre acaba por arrepender-se das suas boas acções, e que amar-se a si próprio é uma conduta egoísta, própria de um narcisista. Daí que falar do amor ao próximo soe a ridículo.
Estejam certas ou não, todas estas crenças modelam a nossa percepção do mundo e influenciam a nossa forma de nos relacionarmos com os demais e connosco próprios. E não se trata de culpar a ninguém, e sim responsabilizarmo-nos do nosso processo de mudança e crescimento. O que está em jogo é a nossa liberdade para decidir quem podemos ser. E aqui não há mestres, somente espelhos onde nos vemos reflectidos. Em última instância, deixar de existir como bichos do mato só depende de nós próprios.
O correcto consiste em questionar as nossas crenças, por mais que atentem contra o núcleo da nossa identidade. Daí que esta aprendizagem surja como uma iniciativa pessoal, um compromisso a longo prazo em que a conquista do verdadeiro amor se converte no caminho e na meta..E não se trata de uma moda passageira. O auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal são processos cada vez mais aceites pela sociedade. Ao haver tanta oferta (livros, estudos) e tratando-se de um assunto tão íntimo e delicado, a sua utilidade dependerá do bem que saibamos eleger.
OS INIMIGOS DO AMOR
“O amor é a ausência de egoísmo”
Erich Frromm
Segundo as leis da evolução, tudo começa com o conhecimento (informação verídica).Logo, vem a compreensão (experiência pessoal). Só assim é possível aceitar (deixar de reagir negativamente frente ao que sucede) para poder finalmente amar (dar o melhor de nós próprios em cada momento). Por esse andar teremos de vencer o nosso maior inimigo: nós próprios (o nosso mecanismo de sobrevivência emocional mais conhecido como ego). Para consegui-lo é preciso ser sinceros (não auto-enganarmo-nos), humildes (reconhecer os nossos erros),valentes (atrevermo-nos a emendar-nos) e perseverantes ( comprometermo-nos com o nosso processo de aprendizagem).
O medo ( de que nos façam mal), o apego (de perder o que temos), e a ira ( de não conseguirmos o que desejamos) esperam-nos na volta da esquina. Um pouco mais longe esconde-se a nossa ignorância ( o desconhecimento da nossa própria natureza), a causa última do nosso egoísmo ( a tendência antinatural que corrompe os seres humanos) que é precisamente o que nos impede de amar, que é a nossa essência. Igual a que não temos que fazer nada para ver é não termos que fazer nada para amar. Tanto a vista como o amor são atributos naturais e inerentes à condição humana. O nosso esforço consciente deve centrar-se em eliminar todas as obstruções que enevoam e distorcem a nossa maneira de pensar, sentir e ser, como o stress, a negatividade, o victimismo, o ódio, a desconfiança, a vaidade, a inveja, a arrogância, a preocupação, a intolerância, a cobardia, a avareza, a indolência, o orgulho, a impaciência, a culpa, a tristeza…
DIFERENÇA ENTRE QUERER E AMAR
“O amor é o único que cresce quando se reparte”
Antoine de Sant Exupéry
Todos os vícios da mente são fruto de interpretar de forma egocêntrica a realidade, uma atitude impulsiva e inconsciente que nos impede de aceitar o que acontece tal como acontece e de aceitar os outros tal como são. Esta é a causa de todo o nosso sofrimento, que, além do mais, nos encerra num círculo vicioso muito perigoso. Para poder amar, primeiro temos que albergar amor no nosso coração.
Neste caso, o problema é em si mesmo a solução. O primeiro que devemos saber é o que é o amor. Não aquele a que estamos acostumados e sim o amor de verdade. Porque uma coisa é querer e outra muito diferente é amar. Querer é um acto egoísta: é desejar algo que nos interessa, um meio para chegar a um fim. Amar, ao contrário, é um acto altruísta, pois consiste em dar, sendo um fim em si mesmo. Queremos quando sentimos carência. Amamos quando experimentamos plenitude. Enquanto que querer é uma atitude inconsciente, relacionada com o que está fora do nosso alcance, amar surge como consequência de um esforço consciente que nos faz centrar-nos no que depende de nós próprios.
Quando alguém ama não culpa, não julga, não critica, não se lamenta. Os que amam experimentam deixar um ar de alegria, paz e bom humor em cada interacção com os outros, por muito breve que seja. Amar também é aceitar e apoiar as pessoas mais conflituosas, porque são precisamente as que mais precisam. Amar de verdade é sinónimo de profunda sabedoria, pois implica compreender que não existe a maldade, e sim a ignorância e a inconsciência. O paradoxal é que o amor beneficia primeiramente ao que ama, não ao amado. Assim, o amor salva e revitaliza a mente e o coração de quem o pratica. Por isso recebemos tanto quando damos.
TODOS SOMOS UM
“Creio que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a última palavra”.
Martin Luther King
Para sabermos se aprendemos a amar, temos, apenas, de dar uma vista de olhos à nossa forma de comportamento com os outros. Não é em vão que a relação que mantemos com todas as pessoas que fazem parte da nossa vida é um reflexo da relação que cultivamos connosco próprios. Como expressa o filósofo Dário Lostado “Se não te amas a ti, quem te amará? Se não te amas a ti a quem amarás?”
Ao darmo-nos conta de que o que fazemos aos outros nós fazemo-lo a nós próprios, primeiro, tomamos a consciência do estreitamente unido que estamos todos os seres humanos. As etiquetas com que subjectivamente descrevemos e dividimos a realidade são só isso, etiquetas. E por muito úteis e necessárias que sejam para utilizá-las, no dia a dia, não devem separar-nos da nossa verdadeira natureza: o amor incondicional.
Iguais às árvores que oferecem os seus frutos quando crescem em óptimas condições, nós, os seres humanos emanamos amor quando nos libertamos de todas as nossas limitações mentais. Daí que, se queremos saber qual é asmelhor atitude que podemos tomar em cada momento, temos, simplesmente, de responder com as nossas palavras e acções à seguinte pergunta: que faria o amor frente a esta situação?
adenda
PERDOAR É UM ACTO DE AMOR
Quando culpamos os outros por aquilo que nos sucedeu e os responsabilizamos pelo nosso sofrimento, podemos cair nas garras de um inimigo muito mais subtil e perigoso: o rancor. Para evitar continuar a causar-nos dano é necessário aprender a perdoar, um acto que reflecte amor e humildade, que põe fim a todo o nosso mal-estar. Dado que não podemos mudar o que nos acontece na vida, podemos mudar a nossa atitude, o nosso olhar sobre esses acontecimentos para reinterpretar o seu significado de uma forma mais objectiva. Assim, deixar-nos-ão um melhor sabor na boca.
El País Semanal, 18,Janeiro,2009
nota
Era um texto que, dia a dia, me propunha traduzir e tornar acessível. O ânimo, aquilo que entendo possa contê-lo, defini-lo, de alguma forma, aqui prontinho a servir à mesa dos nossos tantos desalentos, das nossas infinitas melancolias, das nossas íntimas …recessões!
Valeu a pena o trabalho, apesar de algumas lacunas do tradutor que o escriba não é.
antónio colaço
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SOL E CHUVA DE MÃOS DADAS

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abrantes SAÍDAS & REGRESSOS

Abrantes, Quanto Antes foi o mote que criei para a primeira campanha presidencial de Nelson Carvalho. Nelson está de saída.Ponto final.

Helena Bandos, não pára. Ela e o seu Grupo de Teatro Palha de Abrantes estiveram de regresso no passado fim de semana, em Sardoal. Não estivemos lá. Aqui fica o texto anúncio que divulga a peça. Alguém que os contacte:
“A Caixa”, peça de teatro escrita por Prista Monteiro e levada à cena pelo Grupo de Teatro da Associação “Palha de Abrantes”, com encenação de Maria Helena Bandos, foi apresentada no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, no passado sábado, dia 24, pelas 21h30m.
A entrada foi livre e a representação integrou-se num intercâmbio entre o GETAS e a Associação “Palha de Abrantes”, com o apoio do Município Sardoalense.
Tudo se passa num típico bairro de Lisboa. Nesse bairro vive um Cego, o qual sobrevive das esmolas recolhidas diariamente pelas ruas da cidade. Para além das esmolas serem a sua única fonte de alimento, ainda tem que as redistribuir por uma filha e por um genro. A filha para além de se ocupar das tarefas domésticas ainda engoma roupa para fora, enquanto o marido é um marginal desempregado, tal como os seus amigos, vive à custa da caixa do Cego. Até que um dia a caixa é roubada, tal como já tinha acontecido há uns tempos atrás. Motivo suficiente para que haja um grande conflito que acaba em tragédia.

O meu amigo Pedro Marques está de regresso. Apesar das divergências, saúdo o seu regresso à blogosfera. Sim, porque à política, está tudo dito. O Pedro é daquelas almas que não estão no sítio certo à hora certa. Sou dos que o gostava de ver a enfrentar o desafio democrático da sucessão abrantina. Disse enfrentar. Um abraço, Pedro.
antónio colaço
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MANUEL DIAS.A SORTE GRANDE DE UMA CIDADE.

Dizias-me, Manel, há uma vintena de anos, quando parava a Zundapp municipal frente ao teu quiosque, para te desejar os bons dias, antes de me fazer aos mil abrantinos caminhos ” lá vai o vendedor de sabonetes! Mas quando é que eles abrem os olhos e te põem a fazer aquilo de que verdadeiramente és capaz?!..”
Manel, que tinhas sido homenageado, disseram-me. Nada ouvi dizer. E por que deveria? De facto, uma coisa é comemorar os anos de uma vitória eleitoral e, de passagem, toma lá um abraço e vai-te com Deus, outra coisa, Manel, é convocar o povo todo porque tu és o motivo da festa!
Para mim, Manel, a melhor homenagem que te posso fazer é exigir-te que te mantenhas bem vivo no teu quiosque da nossa querida e “fresca” Abrantes.
Manuel Dias, tu és a nossa Santa Casa, tu és a nossa Sorte Grande. Tu sais-nos em sorte todos os dias, a nós, os teus amigos que te queremos bem, que apostamos em ti, todos os dias.
Obrigado, Manuel Dias, por nos perfumares* os dias com a tua coerência! Hoje, em homenagem ao empenhado Deputado Constituinte que também foste, vou andar nesta tua casa com a tua e nossa Abrantes ao peito.

Obrigado, Manel, por me deixares ser teu Amigo!
(*Não me escapas!Esta é para te retribuir a dos sabonetes, meu querido amigo!)
antónio colaço
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MATINAS


Basílica da Estrela
Demoro tanto a fazer-Te entre nós, bem dentro de cada um de nós. Por que será que desde os primórdios insistimos em ver-Te nas nuvens, envolvendo, em dias de nevoeiro, as cúpulas dos templos que Te dedicámos, quando o que querias, e queres, é que, simplesmente, te tenhamos como companheiro. Obrigado, pela Tua paciência.
antónio colaço
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ATÉ MAIS LOGO, SILVINO

A última vez que pude contar com o teu apoio foi na luz verde que também deste para as 25 horas em directo da Galeria Municipal de Abrantes, para a Rádio Tágide.Desde quando é que o derradeiro minuto, aqui, deixa de nos surpreender ? Agora, para ti, a rádio, e também os teus jornais, já estão Eternamente no ar! Obrigado, Silvino. Ah! Seguramente que já mataste as saudades com muitos dos nossos mais idosos a quem deste a voz.
antónio colaço
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MATINAS

Por que é que não falam de nós nestes enregelados dias de Janeiro? Sim, também nós nos deslumbramos com o nosso violáceo traje de Abril, mas, oh António, assinalado pelo seu punho, a nossa verdejante copa verá a sua auto-estima subir e, … certamente que, em Abril, em azul iremos retribuir.
antónio colaço
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MATINAS

Tantas nuvens, um Sol, o Teu Sol, apenas.Obrigado.
antonio colaço
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WEBANGELHO

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
In,Diario de Notícias,hoje |
No seu número de Janeiro, Philosophie Magazine consagrou-lhe um dossier, sublinhando “a originalidade” da sua filosofia, na confluência articulada de experiência real, reflexão e acção. Aí se relata como a foram encontrar, com 11 anos apenas, no meio de uma manifestação de grevistas no boulevard Saint-Germain. Simone de Beauvoir refere nas suas Memórias um encontro na Sorbonne: Weil jura apenas pela Revolução que “daria de comer a toda a gente” e a Beauvoir, que sustenta que o verdadeiro problema é o de “encontrar um sentido” para a existência”, replica: “Vê-se bem que nunca passaste fome!”
Para perceber a alienação dos operários, tornou-se ela própria operária e sindicalizou-se: “Enquanto nos não tivermos colocado do lado dos oprimidos, para sentir com eles, não se pode tomar consciência.” Esgotada pela incapacidade de seguir a cadência infernal da produção, dirá que aí “o pensamento se encarquilha como a carne diante do bisturi”. Visionária, viu claramente que a libertação não viria nem do fascismo nem do comunismo, abstracções “ávidas de sangue humano” que remetem para “duas concepções políticas e sociais quase idênticas”.
Denunciou a exploração da classe operária e o colonialismo, mas manteve-se crítica face ao comunismo. Pôs-se ao lado da Resistência, reivindicando “uma forma de ofensiva”, mas excluindo a violência das armas. Comprometida com a liberdade e a libertação, manteve-se distante dos partidos políticos e da Igreja.
Sobre os partidos escreveu que se trata de “organismos, publicamente, oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça”. Quanto à Igreja, temia a sua intolerância. Ficou, pois, à porta, pensando que a sua vocação era permanecer “cristã fora da Igreja”.
Embora educada no agnosticismo, viveu intensamente à “espera de Deus”. Deus não deve ser tanto procurado como esperado como graça. Essa graça consiste em “morrer para si mesmo”, ser “des-criado” e depois “re-criado” em Deus.
Nesta espera, foi determinante uma experiência em Portugal em 1935, na Póvoa de Varzim. Ela que sabia o que era o sofrimento, assistindo a uma procissão em honra da padroeira, com velas e cânticos de uma tristeza pungente – “Eu nunca escutei nada mais pungente” -, teve repentinamente “a certeza de que o cristianismo é por excelência a religião dos escravos, que os escravos não podem não aderir a ele, e eu também”.
Fui reler a sua obra Carta a um Homem Religioso, onde levanta a lista dos obstáculos que a mantiveram fora da Igreja. Tudo se resume nesta afirmação: “A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo.” Por isso, “é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura. Todas as outras são verdadeiras, em graus diferentes”. Os únicos milagres são os do amor, de tal modo que “Hitler poderia morrer e ressuscitar 50 vezes que eu não o veria nunca como filho de Deus”. “A forma de pensar de Cristo era a de que devíamos reconhecê-lo como santo porque ele fazia o bem perpétua e exclusivamente.”
A Igreja centrou-se no dogma, que levou ao anátema e, assim, “estabeleceu um início de totalitarismo”. “Os partidos totalitários formaram-se devido ao efeito de um mecanismo análogo ao da fórmula anathema sit. Esta fórmula e o seu uso impedem a Igreja de ser católica, a não ser de nome.” A parábola do bom Samaritano “deveria ter ensinado a Igreja a nunca mais excomungar quem quer que fosse que praticasse o amor ao próximo”.
Só o amor salva: “Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé.” |
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MATINAS

Uma paragem no tempo, Mãe, para te relembrar este pequeno ribeiro,aqui nas proximidades de Penhascoso e de quando contigo me trazias para aqui lavares a roupa. Acho que nos últimos dias estes pequenos cursos de água acordaram para os gloriosos dias de então.
Uns quilómetros mais à frente, o Tejo, no seu esplendor.Um Tejo bem cheio, longe das indesejáveis cheias de 1979, creio. E em tudo agradecemos o que para nós criaste. Mesmo a sabedoria para dominar ventos e marés.E cheias!Obrigado.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Liberdade e humor de um teólogo
01/02/2009 Frei Bento Domingues O.P.
(In, Público, hoje)
Hoje, quero recordar o dominicano francês, Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração
1. O célebre filósofo protestante Kierkegaard imaginou, com humor ácido, Cristo, no Juízo Final, diante de um professor de Teologia: “Procuraste, em primeiro lugar, o Reino de Deus?” “Não”, respondeu o professor embaraçado, “mas sei dizer, em sete línguas e talvez mais, a expressão: procurar em primeiro lugar o Reino de Deus.”
Por razões diversas e às vezes opostas, os teólogos são quase sempre suspeitos. Dividi-los em conformistas e rebeldes talvez não seja a classificação mais adequada ao fenómeno imenso das correntes teológicas do século XX, cuja significação não pode ser avaliada, apenas, pelos critérios da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta acaba de reduzir ao silêncio mais um teólogo, o jesuíta Roger Haight, que já havia sido notificado, em 2004, pelo cardeal Joseph Ratzinger. Da sua obra, que eu saiba, nada foi publicado em Portugal. No Brasil, as Paulinas editaram: Jesus, Símbolo de Deus; O Futuro da Cristologia e Dinâmica da Teologia. Espero que esse silêncio não seja definitivo e que continue, segundo o seu programa, a trabalhar na linguagem da fé apropriada à cultura pós-moderna.
Não é, no entanto, de Roger Haight que me vou ocupar. Não faltarão oportunidades. Hoje, quero recordar, para o futuro, o dominicano francês Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração que sucedeu, imediatamente, a dois nomes inapagáveis da inovação teológica francesa, os seus confrades: Dominique Chenu e Yves Congar.
2.A teologia, na sua autenticidade, é a mobilização da imaginação e da razão, no decorrer da problemática concreta e plural da existência humana, para a autocompreensão da fé na sua historicidade, pois a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida.
A prática teológica de Christian Duquoc não foi, apenas, a exigência da sua carreira universitária, no quadro das faculdades de Teologia de Lyon e Genebra ou das responsabilidades que teve na revista temática Lumière & Vie, e na revista internacional Concilium. Segundo ele próprio confessou, já no outono da sua vida, a paixão pela teologia nasceu, na adolescência, através da literatura: “Durante a guerra, li Dostoïevski. Este levou-me a reflectir nas relações do homem com Deus e no problema do messianismo. Li, depois, A la Recherche du Temps Perdu e muitos outros romances. Destas leituras, nascia uma visão das coisas estranha às obras clássicas da teologia. Nunca mais abandonei esta prática.”
O encontro com os teólogos da libertação latino-americana – teve como aluno o peruano Gustavo Gutiérrez, pai desta corrente – foi o segundo acontecimento que o marcou. Descobriu, com eles, uma forma diferente de fazer teologia, ligada ao mundo dos oprimidos no seio da nossa história caótica. Muito inspiradores foram, também, os 15 anos de professor na Universidade protestante de Genebra. Deu-se conta de um mundo protestante, sensivelmente diferente daquele que habita o ecumenismo oficial. Os professores viviam num diálogo sem finalidade precisa. As suas relações eram desinteressadas e fora dos constrangimentos inter-confessionais. Por fim, o ensino na Universidade de Montreal (Canadá), durante uma dezena de anos, fê-lo sair das problemáticas europeias que viveu sempre intensamente. Por exemplo: o diálogo com os marxistas, anterior ao Maio de 68; a consciência da profunda descristianização do Ocidente; o devir da filosofia e da cultura ambiente com o seu agnosticismo e indiferença, que as discussões em torno dos Padres Operários e da Acção Católica escondiam. Em qualquer dos casos, “o [seu] percurso teológico foi marcado por deslocações e encontros simultaneamente literários e humanos”. “Não sei se isso marcou o que escrevi. Espero que sim.”
3. Marcou e muito. Como observa Claude Geffré, no seio da produção teológica mundial, Christian Duquoc tem um estilo, só dele, que não se encontra na teologia escolar ou no “pronto a pensar” teológico. A partir das ciências humanas, revisitou as questões mais difíceis, numa escrita ágil e inventiva, longe do aborrecimento que certos trabalhos universitários provocam.
O seu primeiro contributo importante surgiu, em 1964, com A Igreja e o Progresso. Passou por um conjunto de 13 grandes obras, sem contar artigos e colaborações, até 2006, com Dieu partagé. Le Doute et l’Histoire. Nesta obra, culmina um estilo e uma prática que leva a teologia a renunciar ao desejo de querer ser um sistema perfeito. Assume, no coração da Igreja, com toda a lealdade, a interrogação humana nas suas diferentes expressões e figuras e, no coração do mundo, testemunha a interrogação divina nas suas diversas formas religiosas e espirituais. Deste modo, fez da sua teologia o lugar do diálogo entre o mundo e a Igreja e entre a Igreja e a variedade de movimentos de busca do divino, sem nunca renunciar a Jesus, o homem livre, “a subversão cristã do divino”.
Ch. Duquoc defendeu sempre, no seio da Igreja, a liberdade crítica do teólogo, na sua busca de inteligência da fé. Não é por acaso que a obra de homenagem, que lhe foi oferecida em 1995, tem o simples título: A Liberdade do Teólogo.
PARTILHA
Ontem, num encontro de antigos companheiros de seminário, dei conta da existência deste WEBANGELHO, alimentado, no meu modesto entender, por dois dos mais esclarecidos evangelizadores do sec XXI. A presidir à reunião um muito querido e conhecido bispo, agora “emérito”. Numa pequena conversa, à parte, reforcei-lhe essa minha convicção. Fiquei intimamente convencido não da oportunidade do que dissera mas de algum “aborrecimento” que tal intervenção causara.Longe de mim marginalizar ou diminuir a eficácia daqueles que foram escolhidos para pregar a Palavra mas a verdade é que, na maior parte das vezes, perceber que “a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida” implica muito trabalho, muita atenção à vida e, nela, o papel daqueles que dedicam grande parte do seu tempo a melhor perceber como pôr a nossa vida de acordo com a Vida que o Criador para nós, com Amor, disponibilizou.Sair da leitura destes textos, ou da audição de “homilias” que nos serenizam os dias, torna tudo mais fácil para percebermos que, afinal, Deus, o Seu entendimento, a Sua existência fica cada vez menos difícil. Sim, somos nós que tornamos Deus difícil. Com ou sem ex-comunhões.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Houve muita insensatez esta semana.Lino e Silva Pereira , apesar de bem intencionados, excitaram os ânimos.
Marcelo Rebelo de Sousa, RTP
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MATINAS

Obrigado pelo maravilhoso rouxinol que puseste nesta enregelada madrugada.Tal como ele, devo começar, animado, apesar de ensonado, este meu novo dia, tão distante da grande cidade que, por enquanto, ainda me espera.
antónio colaço
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ESTÁ O INVERNO PARA VIR

Hoje, em Mação, celebra-se a Senhora das Candeias.
Perante o radioso sol, a ver vamos se o ditado popular que ali faz caminho vai ou não ter concretização:
“Se a candeia chora (se chove!) o Inverno vai embora, se a candeia sorrir (se fizer sol) está o Inverno para vir”!
Na minha rua, em Mação, o Inverno é, assim, anunciado!

Quase a chegar à A1, em plena A23, a grande cabeça do Grande Manitu repousa, lá bem ao fundo, na imensa Serra d’Aire. Todo o sol com ele. Todo o Inverno connosco, mais logo, diz a rádio.
antónio colaço
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DO RETRATO AOS RETRACTOS
Imprescindível ler.Imprescindível pôr em marcha!
antonio colaço

Ajudar quem
01/02/2009 António Barreto Retrato da semana
Estes são, há já várias semanas, os títulos das notícias. O desemprego parece ser a ameaça mais grave. Destrói a economia e a sociedade. Cria fenómenos individuais e familiares de enorme sofrimento. Deixa sequelas profundas nas pessoas e nas comunidades. Para além das mil e três receitas que os Estados e os economistas inventam, tantas delas sem destino nem viabilidade, os desempregados deveriam estar à cabeça de todas as preocupações. Não apenas por dó, conforto e solidariedade, mas também por outras razões. A paz social e a recuperação económica. E a dignidade humana.
Nestes períodos de dificuldade, perde-se rapidamente a cabeça com programas de salvação, quantas vezes a pensar mais nas eleições do que na sociedade. Há muito dinheiro dos contribuintes a circular, mas não se sabe bem aonde ele vai parar. Salvam-se bancos e empresas, talvez, mas perdem-se vidas e famílias, provavelmente. Recompensam-se criminosos, mas castigam-se vítimas. Confortam-se especuladores, mas ameaçam-se os que poupam. Fazem-se auto-estradas, mas não há quem nelas circule. Por entre planos sofisticados, ficam a ganhar os técnicos e os burocratas, mas perdem os desempregados e os pobres.
Arigidez da burocracia e da legislação elimina hipóteses de intervenção com bons resultados para a sociedade, a economia e os necessitados. A megalomania das administrações e dos tecnocratas leva-os a produzir planos e programas que, no papel, gastam milhões e empregam milhares, mas que geralmente não respondem, ou respondem mal, às necessidades imediatas. Os desempregados que recebem para ficar em casa deveriam ter a oportunidade de fazer algo de útil para a sociedade e para a sua dignidade pessoal. Os reformados com possibilidade de colaborar deveriam ser organizados para prestar serviços úteis, solidários e até produtivos. Os subsídios concedidos a quem sabe movimentar-se agilmente na selva dos fundos deveriam ter, em tempos de crise, outra “filosofia” e estarem destinados directamente a quem precisa e a quem sabe dar-lhes um destino genuíno, não necessariamente as inaugurações preparadas para a televisão.
Deveria ser fácil e expedito encontrar soluções que travassem a caminhada inexorável para a falência e a perda definitiva de emprego. Reduzir a produção, encerrar as empresas alguns dias por semana e diminuir temporariamente os salários deveriam ser aceites por trabalhadores, sindicatos, patrões e Estado. Contratar “precários” em condições especiais deveria ser simples. Tudo isto, evidentemente, desde que os empresários fossem honestos, falassem com os trabalhadores e dessem o exemplo.
Aadministração deveria ter já organizado acções excepcionais que fizessem bem aos desempregados e aos pobres, mas que garantissem uma qualquer utilidade social. Áreas não faltam. Apoio aos lares de idosos, acompanhamento de velhos e doentes, cuidado de crianças em creche. Transporte e deslocação de pessoas carenciadas. Limpeza, reparação e manutenção do património. Classificação de arquivos e documentos. Protecção e vigilância das florestas. Tratamento e amparo dos sem-abrigo. Reparação e calcetamento de ruas. Vigilância dos museus (parcialmente fechados por falta de verba…). Abertura de monumentos e bibliotecas até horas mais tardias. Obras locais nos jardins e parques. Acompanhamento de actividades desportivas juvenis. Transporte escolar. Apoio às actividades das organizações não governamentais e de solidariedade. O que não falta são necessidades.
Ontem, neste jornal, José Pacheco Pereira escreveu sobre estes problemas e evoca em particular a questão do desemprego e dos mecanismos do Estado providência que melhor conhecemos, os que integrariam o “modelo social europeu”. Sublinha em particular, com toda a razão, um enviesamento deste “modelo”: parece estar feito para proteger melhor os que já têm alguma segurança. O emprego precário, sem as protecções habituais da legislação excessivamente rígida, é combatido pelos sindicatos e por certos partidos, mas é visto por muitos desempregados como uma verdadeira salvação. Em períodos de crise como a actual, seriam úteis dispositivos de toda a espécie que permitissem que as actividades e os empregos a criar durante os períodos difíceis fossem abrangidos por novas regras. Os abusos podem ser muitos, mas é melhor corrigir depois do que deixar o vazio. O subsídio de desemprego deveria estar ligado a trabalho, mesmo que não seja emprego.
Quando há fundos à disposição dos pobres, dos desempregados, dos marginalizados e dos excluídos, assim como quando há recursos orientados para o desenvolvimento, as perguntas que logo surgem ao espírito são conhecidas. Será que esses recursos chegam realmente onde importa? As mulheres e os homens do campo, das fábricas e dos serviços receberão alguma parte dos benefícios existentes? As pequenas e médias empresas que geram emprego com mais flexibilidade e mais rapidez que os grandes conglomerados estão realmente no fim da linha dos fluxos de dinheiros? Os apoios aos pobres, aos desempregados e aos idosos alcançam efectivamente aqueles a que estão destinados? Essas ajudas são instrumentos de recuperação e de recomeço de vida, ou, pelo contrário, reforçam a humilhação dos destituídos e dos desempregados?
Há muitos anos que se sabe que grande parte desses fundos fica pelo caminho. Trabalhos muito sérios das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia mostram que, desde os anos 70, grande parte da ajuda fica entre as mãos dos burocratas, dos políticos e de uma longa fileira de oportunistas que se colocam estrategicamente entre doadores e necessitados. Noutros casos, são os próprios agentes de desenvolvimento, nacionais ou estrangeiros, que retiram uma quota-parte considerável. Há ainda situações em que a ajuda de emergência, cheia de boas intenções, destrói agricultores, artesãos e empresas incapazes de competir com bens de caridade. É sempre assim: a pobreza de muitos aguça a esperteza de alguns.
( In Publico, ontem)
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MATINAS

É daqui, deste exacto ponto da Calçada da Ajuda, que tenho de partir para um novo dia. Chove com intensidade. Mesmo em frente, o Presidente Aníbal Cavaco Silva recebe o Procurador Pinto Ribeiro. Como é que cada um deles partiu de suas casas, no exacto ponto do estacionamento das suas ruas, com a mesma chuva por companheira … com que antecipadas intenções de tudo fazer para que mais um dia tenha valido a pena viver. Obrigado, por nos sabermos a querer, sempre, saber.
antónio colaço
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CRIATIVIDADE

Na ânimo costumamos fazer subir à cena exemplos de boa publicidade, daquela que acrescenta algo mais à simples divulgação dos produtos para que nos convoca. No El Pais de 31 de Janeiro, um dossier sobre publicidade é assim divulgado. Lindo.
antónio colaço
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HOJE, ÀS 14 HORAS, NO TRIBUNAL DE MAÇÃO,O “SUPER JUIZ” CARLOS ALEXANDRE DEFENDE ZÉ HENRIQUE(O DIABO AMARELO)

Todas as atenções estão hoje viradas para o Tribunal de Mação onde, a partir das 14 horas, continua a ser julgado o nosso querido amigo e atento leitor Zé Henrique, mais conhecido por Diabo Amarelo e que, no que nos diz respeito, nos tempera os almoços de domingo, no seu restaurante Casa Velha, ali bem às portas da Igreja Matriz, invariavelmente, entre um Galo no Forno, umas Migas com Entrecosto Grelhado, uma Sopa da Pedra, um Pato no Forno, para não falar no seu sempre bem aveludado e azeitado Bacalhau à Lagareiro.
Mas, o Zé Henrique não se fica pelos temperos gastronómicos da sua cozinha, e sempre que o dever de atenta cidadania por si chama, lá vai ele meter a colher no pobre quotidiano político de Mação. Só que, desta vez, viu saltar-lhe ao caminho um cozinheiro outro, o presidente da Câmara, que na arte de nos temperar os dias com a sempre desejável ética democrática lhe fica a milhas de distância. Vai daí, toca a meter o empenhado Zé em Tribunal. Uns loteamentos de duvidosa legalidade é o prato que tem estado a ser servido na barra do maçanico Tribunal. E como a Câmara, recentemente, pela voz do dedicado vereador Almeida ameaçou gastar “até ao último cêntimo” para “tirar as nódoas de todos os que atentem contra o bom nome da Câmara”, também nós, sem a coragem do Zé, nos ficamos por aqui não vá o diabo, o outro, o vermelhinho, tecê-las.
Dizíamos nós que, hoje, todas as atenções estão viradas para Mação, onde, a partir das 14 horas, o Zé Henrique tem como testemunha de peso, nem mais nem menos do que aquele que vem sendo referido pelos media portugueses como o “Super-Juiz”, de seu nome, Carlos Alexandre, que tem entre mãos alguns dos mais mediáticos processos judiciais da actualidade, desde o caso Maria das Dores, Oliveira e Costa, Freeport, para nos ficarmos por aqui. Carlos Alexandre, ao fazer uma pausa nas investigações que tem entre mãos, demonstra, uma vez mais, o apego a essa outra causa, chamada Mação, de onde é natural.
( Aqui entre nós que ele não nos ouve, brevemente, republicaremos aqui alguns dos seus primeiros textos publicados nas velhinhas edições da … ânimo/offset!Nem mais.Fica para outro dia.Mas, já agora, e a talhe de foice também o presidente da câmara aqui deu os seus primeiros passos…As voltas que o mundo dá!Voltaremos ao assunto lá para Abril , altura do nosso 30 aniversário!)
O Zé Henrique, aqui fotografado pela nossa reportagem num distante acto eleitoral, tem feito mais pela afirmação de uma alternativa democrática política em Mação do que toda a inexistente oposição junta. Na última Assembleia Municipal, realizada no final de Dezembro, e onde se discutiu o Orçamento e Plano para 2009, ano eleitoral, nem sombra de presença de qualquer um dos putativos candidatos das diversas forças políticas! Está tudo dito.Só por isso, o Zé Henrique merece a nossa admiração numa vila onde a maior parte das pessoas raramente ousa ultrapassar o silêncio das esquinas.
O presidente da Câmara, que passou a referida Assembleia num silêncio ensurdecedor, estratégicamente, ou não, fez divulgar, ontem, através da delegação da Lusa para a região, a notícia de que vai recandidatar-se ” para um último mandato”.Qualquer coisa tipo, “não me apetecia nada pois do que eu gosto é mesmo de encher Mação de lojas,mesmo que estejam às moscas, mas, já que tanto insistem, aqui vou eu“! Depois do “Mação Verde”, o candidato anuncia, agora, querer lutar por um…”Mação Azul”.
De que cor ficará, hoje, com a mais que aguardada intervenção de Carlos Alexandre?
Ânimo, amigos!
antónio colaço
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MATINAS

Tanta coisa que começa a fazer sentido.Tanta cortina que ainda nos vai impedindo…Assim eu ilumine, assim eu partilhe a Tua Luz.
antónio colaço
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RESOLVER A CRISE DA CRISE

A sabedoria popular, mais do que nunca. De facto, depois da tempestade, vem a bonança. Depois das nuvens negras, das enxurradas, das inundações, a certeza de que, por detrás da natural cortina, reaparece, sempre, o esplendoroso brilho do sol. É uma imagem, vale o que vale, mas a verdade é que nos acinzentados dias que vivemos de tudo precisamos para não perder o norte. Chegou a hora de reaprendermos tudo, questionarmos tudo, para já , no que ao comesinho (é forte, eu sei) viver por cá diz respeito. Tropecei nesta notícia, ontem. Acho que pode passar por aqui parte da chave do que faz falta fazer. Para que a bonança volte a aparecer:
Viana do Castelo, 04 Fev (Lusa) – A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez, que uma trabalhadora comprou há quatro anos por um euro após uma tentativa frustrada de deslocalização, resiste à crise internacional e até já aumentou o número de operárias.Segundo Conceição Pinhão – a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização e conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por aquele preço simbólico – o segredo está no trabalho e na qualidade. Em declarações à Lusa, Conceição Pinhão admitiu que, neste cenário de crise, o futuro “é sempre incerto”.Acrescentou, no entanto, que a fábrica que dirige desde 2005 não se pode queixar porque encomendas “não têm faltado”.
“O ano passado é que foi um bocadinho pior, mas neste início de 2009 até estamos bastante bem”, disse.
A fábrica conta actualmente com 99 trabalhadores, mais dez do que na altura da tentativa de deslocalização e da compra simbólica. A “Afonso – Produção de Vestuário” funciona há 19 anos na Zona Industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, sendo a sua gestão assegurada por Conceição Pinhão desde 29 de Novembro de 2004, dia em que os patrões, dois empresários alemães, “desapareceram” depois de uma alegada tentativa frustrada de deslocalização.”Nesse dia, e já fora do horário laboral, eles tentaram retirar do interior da fábrica tecidos e máquinas para levar tudo para a República Checa, deixando-nos de mãos a abanar, o que só não conseguiram devido à pronta oposição dos trabalhadores”, disse na altura, à Lusa, Conceição Pinhão.
A partir desse dia, e para evitar “uma qualquer surpresa desagradável”, os trabalhadores revezaram-se durante longos meses em vigílias nocturnas nas instalações da empresa, para que nada de lá fosse retirado. A “Afonso” continuou a funcionar numa insólita situação de “sem dono” até que Conceição Pinhão conseguiu convencer os empresários alemães a vender-lhe a fábrica por um euro, num negócio oficializado em Janeiro de 2005.Nesse mesmo ano, e já sob a gerência da trabalhadora/empresária, a fábrica fechou as contas com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, um valor que em 2008 ascendeu a 800 mil euros. A fábrica concentrou a sua atenção na produção de camisas exclusivamente para exportação, nomeadamente para Espanha, que absorve a grande maioria das peças, destinando-se as restantes ao mercado alemão. Entretanto, as operárias da “Afonso” continuam todas as semanas a apostar, cada uma delas, um euro no Euromilhões, na esperança de que um dia a sorte lhes bata à porta.”Não temos tido sorte, mas a esperança é a última a morrer”, frisou Conceição Pinhão.
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MÁGICO

Descompustura ao meu amigo lá de cima
António Lobo Antunes
Deus, estou zangado contigo. Suponho que já Te habituaste às minhas zangas como Te habituaste às minhas dúvidas, aos meus afastamentos, aos meus regressos a fingir que não venho, aos momentos de harmonia que de vez em quando existem entre nós, à minha incompreensão de tanta coisa que fazes ou não fazes, aos meus ralhetes, aos meus amuos, ao que considero as Tuas injustiças, a Tua crueldade e se calhar não é injustiça, se calhar não é crueldade, sou parvo, não ligues, não consigo entender as Tuas profundezas e os Teus caminhos, o significado dos Teus gestos. Só que ultimamente tens exagerado: o ano ainda mal começou e já desataste a despovoar o mundo à minha roda, eu que nunca fui próximo de muita gente, bicho do mato a fechar-me, a fechar-me. Começaste pelo Zé Manel Rodrigues da Silva, não sei se Te lembras dele, era jornalista, morava na Rua Azedo Gneco, usava óculos, acho que Te lembras porque se vestia de uma maneira única, fumava cachimbo, tinha brinquedos em casa, bebia chá, os olhos desapareciam a sorrir, era muito generoso e muito bom, usava cabelo comprido com risca ao meio, barba, um anel de prata no mindinho, houve uma altura em que fumou cigarros de mortalha, se procurares achas fotografias da gente os dois no Teu arquivo. Tiraste o Zé Manel sem razão, não fazia mal a ninguém, fez bem a muitas pessoas a começar por mim que estou aqui a jeito
(estou sempre aqui ajeito)
segurava os óculos com um fio. O Zé Manel, desculpa lá, não perdoo, quer dizer não digo que daqui a uns tempos não perdoe mas para já não perdoo. E a seguir, pumba, a Tereza. Dessa recordas-Te, não mintas, foi a semana passada, perdão, o funeral foi domingo passado, fresco ainda, não franzas a testa a pensar, não Te escapes, é impossível que não Te recordes, a mulher do Rui, a mãe do Henrique e da Sara, pertencíamos à mesma editora, a Tereza tomava conta de mim, foste tão duro para ela nos últimos tempos e a Tereza sempre corajosa, digna, sem uma queixa. E depois do coiso no cérebro deque ela se estava a levantar com uma
força de vontade que nunca vi amandas-lhe uma gripe, uma pneumonia, cuidados intensivos, os orgãos a desistirem um a um, a inabalável esperança do Rui e o seu imenso amor, nós ambos ao pé da Tereza, toda ligada aos tubos, a inabalável esperança do Rui e a mínha nula esperança, durou mais ou menos durante quinze dias
(mais de quinze dias)
o Rui acreditava, eu não acreditava e infelizmente a razão do meu lado, sempre me maçou ter razão, bendigo algumas das
«E na volta, Deus;
vens lá de cima fazcr isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. 1-lá coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não
servianz de nada»
minhas asneiras, das minhas imprudências, das minhas tolices. Só ando certo ao escrever, no resto acho-me sinceramentc
(e não consegues desmentir)
um palerma, no que diz respeito à vida prática eis o campeão dos azelhas, um desastrado Quixote interior. Bom, mas isso não interessa, interessa a Tereza, Tereza com z, não com s, não me desvies a esferográfica. Na missa de corpo presente comoveram-me as lágrimas do padre, mais junto de Ti e mais conhecedor das Tuas razões do que eu. Estaria zangado também, o padre? Ou aceitava? Senhor padre, entre nós que
eu não conto a ninguém, estava zangado ou aceitava? No dia em que a Tereza morreu fui a casa deles, ainda o Rui não tinha dito aos filhos que lhes levaras a mãe
Venha ver o sítio onde a Tereza lia os seus livros
um apartamento muito bonito, cheio de luz, cheio de vida, feito à justinha para as pessoas serem felizes, os livros, os quadros, os móveis. E depois a elegância de sentimentos do Rui, a elegância na dor, a mais rara de todas. A inveja de uma família assim, as irmãs, os pais, o
(não é piegas nem exagerado)
amor deles, a infinita delicadeza, a discrição de uma imensa ternura. E na volta, Deus, vens lá de cima fazer isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. Há coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não serviam de nada. Rui, eu gosto muito de si. Deus, neste momento não gosto nada de Ti. A Tereza queria tanto viver. Palavras suas
- Quero muito viver
ela sentada à minha frente, do outro lado da mesa onde escrevo, neste lugar cheio de lixo e tão sujo onde eu, obsessivamente meticuloso, me sinto, pasme-se, bem.
- Quero muito viver
dizia a Tereza
- Quero muito viver
depois de falarmos de trabalho e disto e daquilo, o que fizemos, o que íamos fazer. Que mulher tão forte a Tereza, Rui, que Mulher, apenas. O Rui
Lembra-se da nossa viagem à América? há pouco tempo, contentes. Contentes em Nova lorque, Rui, em Washington. Em Boston roubei à descarada uma primeira edição do último Conrad, que o autor deixou incompleto. A Tereza e ao Rui quem os completa a partir de domingo, Deus? E agora um aviso solene, uma ameaça, uma ordem: livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui. Ouviste bem? Livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui porque, se o fizeres, vais ter-me à perna a Eternidade inteira e não sou um osso fácil de roer.
(In, Visão, hoje)
NOTA
Aguarda edição.ac
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CARLOS ALEXANDRE EXPÕE NO HOSPITAL DA LUZ


Estivemos pela primeira vez no Hospital da Luz. Nada que deva preocupar os nossos amigos. A surpresa estava reservada para o jardim interior e, nele,para uma galeria de mil cavaletes mas muito pouca iluminação feita! Uma ideia a aplaudir e que, de há muito é cultivada cá pela casa: de facto, a arte não se esgota nas galerias e o escriba está em vesperas de poder anunciar algo nesse sentido.
Do que o escriba, de todo, não estava à espera era de ver o autor ali exposto e que acode, só, pelo nome do super-juíz que ontem mesmo aqui falámos, Carlos Alexandre! Nada de confusões. Não é que o nosso amigo e antigo colaborador não tenha o direito de enveredar pelas artes plásticas nos poucos tempos livres após os tantos e mediáticos processos que tem em mão. Só que, este não é o Carlos Alexandre que julgam! Mas, também não nos perguntem quem é, pois uma pequena nota com o preçário e algumas exposições já realizadas ( e que preços, Santo Deus !) constituem o único rasto do autor. Quanto às obras, em si, muito pouco densas para o nosso gosto e mais não dizemos. Mas lá que se aplaude a iniciativa, sim senhor.
antónio colaço
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NADIR AFONSO EM S.BENTO

Nos corredores de S.Bento – outro exemplo de como a arte não se esgota nas galerias – ultimam-se os preparativos para a Exposição de Nadir Afonso. A inauguração terá lugar na próxima segunda-feira, pelas 18 horas. O que virá a seguir?…
antónio colaço
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CHEGOU O CARTEIRO

Chegaram à caixa dos comentários mas com demasiado peso para ali ficarem a marinar!
João Pebble
Este blog chegou-me ao domicílio, via email, e só ainda o tresli em diagonal, diga-se, há menos de meia hora.
Uma sensação estranha, confesso. Provavelmente será um blog global, já que nele vislumbro laivos – poucos – do passado, mas sempre presentes: o rosto (imutável) de Piero Fornazetti, esse, parece ser a sua imagem de marca, i. e., uma espécie de hino aos Bill Gates de 79 que já tinham inventado o windows, antes mesmo destas janelas serem comercializáveis…
(Ironias..)
O resto, será presente: espiritualidade (?), néons, “dawns” e “dusks”, cozido à portuguesa, enfim, um verdadeiro sarapatel?
Confesso que ainda não habituei quer ao seu grafismo, quer à multiplicidade temática que o mesmo encerra, o que me perturba de certa maneira e que me obriga a questionar o meu inevitável declínio…
Só pode!
(boas continuações)
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MRN
Caro,
Gostei da prosa ( “Mágico”, copiada em anexo) mas há por ali demasiada cedência e cúnfia à divindade, que, de resto, se deve estar borrifando para as angústias do escriba tuga.
Aos crentes, senhor, deixai-os em paz. Basta-lhes a ilusão de que um dia verão a recompensa para aquilo de que por cá se privaram, o cumprir da esperança que, tão ciosos da ‘única verdade’, acalentaram e que será afinal … “pó, cinza e nada”. Cruel desapontamento.
Não sou muito de leit-motivs mas lá vai este de trazer por casa: Valores sim, deuses, não, obrigado!
Nota: O que me surpreende é que um douto Lobo Antunes grafe ‘descompustura’ e ‘azelha’, termos que não constam do meu (nem do teu, creio) léxico.
Será gralha traiçoeira do tipógrafo?
Abraço.
M
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NOTAS
Caríssimo João Pebble, antes de mais, saudamos o teu regresso mesmo que treslidos em diagonal.
Aceitamos comprar, desde já, o teu “inevitável declínio”, se possível em directo, quer dizer, pela escrita. Temos aqui, ainda, as agulhas e alguma lã que deixaste, à espera do teu saudoso “vício circular do crochet”.Como só tu sabes. Muito melhor, aliás, do que o Fornasetti.Despacha-te, vem ajudar-nos neste “sarapatel”!
Meu caro MRN
Estamos em paz, sobretudo porque já não vivemos “na ilusão” dos pequenos “deuses” e sim na cada vez maior convicção de que a bondade de Deus nos ajuda a superar todo o “pó, cinza e nada” para que durante algum tempo deixámos que nos conduzissem. Um destes dias experimentarás a Paz em que tal nos deixa. E depois, é assim, estamos, como tu, na luta pela afirmação de valores, jamais “ciosos pela única verdade”. Verás que por aqui há lugar para a partilha de todas as dúvidas, mesmo sabendo que Deus, Único, é, em cada dia, descoberto de mil maneiras e não se sente menos diminuído por isso.
É por isso que a carta de Lobo Antunes é um raro momento de magia. Deixamos-te um pedacinho da primeira entrevista dada por Lobo Antunes após a operação. Mas … porque o Deus de que te falamos , felizmente, não nos deixa em Paz ( quer dizer, esta Paz de tão pacífica só pode ser Algo para ser partilhado!) voltaremos a falar!
antónio colaço
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Qual é a sua atitude perante Deus?
Existe um velho provérbio húngaro que diz que na cova do lobo não há ateus, por isso julgo que não existe quem não acredite. O nada nãoexiste na física ou na biologia e quando se lêem os grandes físicos entende-se como eram homens profundamente crentes, que chegarama Deus através da física e da matemática e que falavam de Deus deuma maneira fascinante. A minha relação é a de um espírito naturalmente religioso, cada vez mais, não no sentido desta ou daquela igreja mas porque me parece que a ideia de Deus é óbvia.
Cada vez mais o é para mim. É um bocado como diz Einstein, quando afirma que Deus não joga aos dados.
Como é essa relação?
É claro que me zango com Deus porque permite o sofrimento, mas talvez os seus desígnios tenham tais profundezas que não atinjo. O sofrimento sempre me foi incompreensível porque nascemos para a alegria. A minha atitude em relação à religião é essa, não estou a falar de igrejas, estou a falar em relação a Deus e não acredito quando aspessoas dizem que são agnósticas ou ateias. Não estou a dizer que a pessoa não esteja a ser sincera, mas dentro dela e em qualquer ponto há algo… Uma vez perguntaram ao Hemingway se acreditava em Deus e a resposta foi às vezes, à noite.
Então à noite também acredita?
Acredito sempre mas a dúvida e pôr constantemente em questão é próprio da fé. Muitas vezes pergunto-me será que existe? É óbvio que sim.
Recentemente foram reveladas as dúvidas de madre Teresa sobre a
sua própria fé…
Todos os teólogos as tiveram, Sto. Ambrósio dizia “não busco compreender para crer, creio para compreender”; Sto. Agostinho esteve cheio de dúvidas toda a vida e o Sto. António… O mesmo se passa em relação aos livros, pergunto-me será que isto está bem feito? Não é esta palavra ainda, será que é possível fazer aquilo que eu quero fazer ou será demasiado ambicioso?
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NOVAS RESPOSTAS A NOVOS DESAFIOS
O meu amigo e camarada Vítor Ramalho está em grande forma. Desde que tomou posse do cargo de Presidente do INATEL demonstra, em cada dia que passa, que são as pessoas que fazem os lugares e não o contrário. Não tenho dúvidas que se estivesse à frente do Benfica, lugar para jogar futebol e não só, da RTP , lugar para fazer televisão e não, ou do que quer que fosse, e não só, a coisa deveria mexer. Em tempos de crise esta é a verdadeira aplicação da máxima “o que é que posso fazer mais pelo meu País”? Todos ao palco do Trindade!O Convite aqui está:

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MATINAS

Obrigado, por este porto de abrigo, pelo abraço que o novo pode dar ao antigo.
antónio colaço
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WEBANGELHO

Mação, há minutos.
No meio dos ensombrados dias, aqui e ali mais que evidentes escombros, a certeza de que é possivel iluminar os dias com uma outra Luz. O privilégio de Anselmo, e outros, entre nós. ac

MARX CONTRA MARX
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Foi no contexto da queda do muro de Berlim, em 1989, que F. Fukuyama publicou, em 1992, a obra famosa O Fim da História, segundo a qual, depois do fim da União Soviética e a libertação dos países satélites, por causa da falência do comunismo, a democracia liberal e a economia de mercado se imporiam por si ao mundo inteiro. Mas, em 2008, outro politólogo americano, R. Kagan, escreveu também um livro, mas com o título: O Regresso da História e o Fim dos Sonhos.
Fukuyama enganou-se. O fim da História não se impôs com a democracia e a economia de mercado. O terrorismo global é ameaça constante. “No domínio da economia, não vivemos propriamente a difusão do bem-estar geral; pelo contrário, o abismo entre ricos e pobres no mundo é mais fundo do que nunca”, escreve Reinhard Marx, arcebispo de Munique e autor do best- seller com o mesmo título do do seu homónimo: Das Kapital (O Capital). Mil milhões de pessoas dispõem de apenas um dólar por dia. Mais de 850 milhões passam fome. Morrem por dia umas 24 mil em consequência da subnutrição.
Há quem pense que Karl Marx tinha razão. Reinhard Marx, porém, reconhece que o capitalismo está hoje sob pressão de justificação, mas recusa o marxismo. De facto, a História mostrou-nos como foi terrífica a Revolução de Outubro de 1917, ao mergulhar muitos milhões de pessoas na noite mais escura. “Isso nunca mais se pode repetir.”
Então, quando se considera a presente crise, de consequências imprevisíveis, se se quiser evitar a tentação marxista e as barricadas da revolução, não se pode continuar a caminhar no sentido da absolutização do capital e dos seus interesses. “Eu defendo a propriedade e os direitos dos proprietários”, mas o capital não pode ser o bezerro de ouro à volta do qual todos dançam. “O trabalho e os trabalhadores têm primazia sobre o capital.” A dignidade da pessoa humana tem de ocupar o lugar central. A economia não é fim em si mesma, pois tem de estar ao serviço das pessoas.
O que a crise financeira internacional de 2008 nos veio mostrar de modo absolutamente claro é que nos precipitamos para o abismo, quando “se excluem do mercado a moral e a ética e se pensa que se pode renunciar a uma ordem política do Estado que mantenha os movimentos do mercado dentro de regras ao serviço do bem comum”.
O Estado social não pode ser algo apenas remanescente, após bons negócios. “O Estado social é uma condição necessária, não só moral, mas também política e económica, para a manutenção da economia de mercado.”
É preciso distinguir entre capitalismo e economia de mercado. Se os interesses do capital continuarem a ser a única orientação para a economia, então pessoas esmagadas por essa trituradora serão tentadas a refugiar-se nas utopias marxistas. Para evitar a tentação, é necessário lutar por uma economia de mercado que dê espaço a “uma solidariedade institucionalizada num Estado social que funcione, e que funcione na perspectiva do ‘bem-estar mundial’”.
O célebre Prémio Nobel de Economia J. Stiglitz descreveu a ambivalência da globalização em duas obras: As Sombras da Globalização, em 2002, a que se seguiu, em 2006, As Chances da Globalização. Seja como for, a globalização é um facto e, por isso, o bispo Marx, ao falar na necessidade de novas regras para o capitalismo, refere a exigência moral de uma solidariedade global, que é “também um mandamento da inteligência política”. Precisamos de uma economia global, social e ecológica, de mercado.
Na sua obra, o bispo concretiza exigências. Dado o vínculo entre a pobreza material e a pobreza de formação, impõe-se o acento na educação e na formação: “A tentação de combater a pobreza apenas com dinheiro não teve sucesso.” “A democracia precisa de virtudes”, e isso significa, por exemplo, limite para os rendimentos dos executivos e que os políticos têm de decidir em função do bem comum e não dos interesses de determinadas empresas a eles ligados. É necessária uma nova ordem política mundial, tendo-se imposto o conceito Global Governance, para criar um novo sistema de instituições e regras no contexto dos desafios globais.
(In, Diário de Notícias, hoje)
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WEBANGELHO/A HUMANIZAÇÃO DIVINA DA IGREJA

Alçada Baptista e o catolicismo português
08.02.2009,
Frei Bento Domingues O.P.
Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e criar um partido tornara-se inviável.
1.Quando se fala dos católicos – leigos ou padres – dos anos 40 a 74 do século passado, é quase só, e sempre, para saber o lugar que ocuparam na oposição ao Estado Novo, com o pressuposto de que a “Igreja” era um dos seus pilares. Alçada Baptista figura, necessariamente, nessa paisagem, não só devido às suas tomadas de posição individuais e de grupo, mas sobretudo por causa de um empreendimento de vanguarda e sem paralelo, nos anos 60, “A Aventura da Moraes”, que se exprimiu através de uma livraria-editora e duas revistas: O Tempo e o Modo e Concilium (1).
Sobre as peripécias e repercussões desta aventura, já se escreveu muito e continuar-se-á, certamente, a escrever pela sua novidade e significação no campo cultural, religioso e político. O próprio António Alçada explicou, muitas vezes, a nascente desse sonho e as sucessivas dificuldades, incompreensões e desencantos na sua realização, sem nunca renegar a “iluminação” que o fez abandonar a banca prometedora de advogado e tornar-se um editor improvisado: “Naquela altura eu acreditava na Igreja como os crentes acreditam nas igrejas. A insatisfação religiosa que, algum tempo depois, iria desaguar no Concílio Vaticano II era um meio que exprimia as minhas ansiedades e achava que elas eram partilhadas por uma maioria de crentes que estavam inteiramente desmunidos de elementos que os ajudassem a consciencializar e a estruturar aquilo que, na linguagem que então me era cara, ‘contribuísse para a progressiva libertação do homem através do esclarecimento e da denúncia da sua alienação política, cultural e religiosa’.”
2.Alçada procurava, portanto, responder a uma grande lacuna do catolicismo português e agregar pessoas que a sentissem e a desejassem preencher. Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e a criação de um partido, à imagem da ala mais autêntica da democracia cristã italiana, tornara-se inviável. Do Vaticano II ainda não se falava. Passados anos, quando se poderia pensar que tinha a solução na mão, deu-se conta que andava só a substituir umas coisas exteriores por outras que o impediam de ser ele mesmo. Nem tudo foi um desastre: “Uma das maiores compensações da minha ‘irresponsabilidade’ de me ter posto a ver se salvava o mundo foi, muito possivelmente, a de ter criado um estatuto que me deixou com um pé no sistema sem que ele se tivesse apropriado completamente de mim.” Foi também essa profissão de editor e as andanças em que se viu metido que lhe permitiram um conhecimento do mundo e das pessoas que, como diz em A Pesca à Linha, de outro modo, lhe teriam passado ao lado. Acerca desses encontros, leituras e descobertas, confessa: “Trago sempre comigo um pouco de razão e ironia que me trava os encantamentos sem me retirar completamente do clima onde estou.” No primeiro encontro com Lanza del Vasto, depara, em estado puro, com o prazer de viver, de olhar, de ver, de respirar, de ouvir, de estar com os outros, com a alegria. Era a coincidência entre pensamento e vida, mas para Alçada, o incorrigível anti-herói, na primeira reacção, pareceu-lhe que Lanza del Vasto, vestido de profeta, se levava demasiado a sério.
3.Para surpresa de quem o conhecia mal, Alçada aparece, em 1971, com a sua Peregrinação Interior. Vol. I: Reflexões sobre Deus. Serviu a Eduardo Lourenço, num texto magistral, para dilatar e aprofundar essa peregrinação, no interior da nossa literatura, da nossa religiosidade e do nosso catolicismo (2).
Vê, na Peregrinação Interior, o mais significativo e brilhante espelho de uma nova maneira de “ser católico”, não isenta de dilemática inquietude, embora muito lusitanamente alheia à cegueira divina de Abraão e aos paradoxos de Job, o que marca, se não os limites clássicos da nossa religiosidade, ao menos os da visão dela de António Alçada Baptista: um catolicismo reformado e reformista, confiado e inquieto.
Dessa Peregrinação surgiu um segundo volume (1982) e, aventuro-me a dizer, um terceiro com outro título, O Tecido do Outono (1999), elaborando, através de novos laços, uma peregrinação expressa numa singular teologia narrativa, onde imanência e transcendência se exigem mutuamente: “Diria que há coisas na natureza e na condição humana que me impõem a existência de um núcleo misterioso a que chamo Deus. [...] Estamos no tempo da morte de Deus, da sua ausência infinita, e aguardamos a sua Ressurreição. É evidente que não posso estar interessado num deus que aterrorizou toda a minha vida passada, que me cortou cruelmente de uma perspectiva de desenvolvimento humano que tem que ser vivido na terra e de que procura separar-me: dos prazeres, dos valores que a terra me proporciona, quer na minha comunicação com os outros, quer no meu desenvolvimento pessoal como o amor humano e a alegria. Recuso uma concepção de Deus cujo caminho seja a tristeza e a angústia.”
Alçada, na sua peregrinação, perdeu-se de uma Igreja que sabe tudo e de um Deus autoritário. Encontrou em Cristo a humanidade de Deus, a fonte da possível humanização divina da Igreja.
(1) Teresa Tamen (cord.), A Aventura da Moraes, CNC, 2006
(2) Literatura e Interioridade, in O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, pp. 150-157.
(In Público, ontem)
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NADIR AFONSO,EM S.BENTO,ÀS 18H

A partir das 18 horas, de hoje, os corredores do Palácio de S. Bento viram Galeria de Arte.”As Cidades no Homem”, um conjunto de 20 telas do jovem Nadir Afonso

que afirma, hoje no Público, que “aos 88 anos a minha sensibilidade evoluiu!”
A entrevista do Público, na íntegra:
Nadir, nome de origem persa que em hebreu significa “raro”, trabalhou no fim dos anos 40 em Paris no atelier de Le Corbusier (que o deixava pintar durante as manhãs sem descontar essas horas no ordenado) e em 1951 no atelier de Oscar Niemeyer, no Brasil.
Aos 88 anos, é um homem luminoso aquele que entra na sala da casa de Cascais onde habita com a mulher, Laura, e os dois filhos, de 19 e 26 anos, este arquitecto. Tem também três filhas mais velhas, nascidas de outros tantos relacionamentos em França. Durante anos, manteve o costume de ficar por Paris de Setembro a Abril e por cá de Maio em diante. Só nos anos 80 optou definitivamente por viver em Portugal. Ouve com dificuldade mas fala ininterruptamente e, quando a conversa acaba, acrescenta com uma leve candura: “99% das perguntas que me fez não sei responder, não fazem sentido para mim.” Aquele 1% que restava já ele tinha pedido logo no princípio para esclarecer. E é assim:
Nadir Afonso: Eu tenho uma concepção estética sobre a arte, que é original e sobre a qual já escrevi, mas nunca ninguém me questiona sobre isso! Para compreender o mecanismo da criação é preciso ser muito inteligente, está muito bem… [esboça um sorriso mordaz]. Mas se o indivíduo não manipula as formas, se não dá prática efectiva ao pensamento, ele não consegue compreendê-la. A obra de arte é regida por leis que são apenas apreendidas pela intuição sensível e, isto é muito importante, só quem trabalha as formas, quem desenvolve a sua intuição perceptiva, compreende o mecanismo da criação. A intuição desenvolve-se com o trabalho.
E esse só pode ser o artista?
Pode ser outra pessoa, mas tem que meditar sobre o mecanismo da criação. O essencial é a compreensão desse fenómeno.
O mecanismo da criação, ou seja, da obra artística, é um mecanismo universal?
Há uma concepção cósmica relacionada com tudo isso, eu também tenho uma concepção cósmica.
Quer dizer que o crítico…
… está por fora do problema. Uma pessoa lê Kant, lê Adorno, lê grossos volumes que não falam uma única vez nas leis que regem a obra de arte. Pegam numa obra célebre, fazem o seu relacionamento com a sociedade, a psicologia, a política, a teologia mas sobre o elemento essencial, que é a obra em si, não se debruçam. O fenómeno arte nunca é estudado.
Tem sido essa a sua grande preocupação. E defende que existem leis?
Que são a perfeição (dos objectos), a originalidade, a evocação. O homem trabalha dentro dessas qualidades da natureza. Nesse corpo a corpo com as formas, nessa manipulação – e agora é aqui que está o golpe de teatro – o indivíduo apercebe-se que há uma quarta qualidade que não está nos objectos, e essa qualidade é que é essencial: os espaços geométricos têm qualidades morfométricas e quando o indivíduo descobre, começa a empregar leis matemáticas. Assim, a quarta qualidade não está nos objectos, é uma lei matemática que está na geometria das formas e que também está na natureza, tal como estão as outras. Essa lei vai exaltar as outras qualidades e quando perante uma obra se exclama: “Fez a perfeição… foi com a sua alma!” Não é a alma, é a capacidade de descobrir na natureza essa lei matemática.
E da qual muitos artistas não se apercebem?
Exactamente. Muitos dizem: “Não venhas para cá com a geometria e com as leis matemáticas. Eu emprego a minha alma!”
A não ser que a alma seja geométrica…
A não ser que sim. As pessoas dizem: “Mas eu não vejo lá geometria nenhuma!” Pode não ser o quadrado, mas ser a capacidade do artista de juntar as leis da matemática às formas dos objectos. É muito subtil. É uma intuição. É o trabalho. Há uma morfometria, há um arranjo geométrico dos objectos em que o artista ‘lança’ leis matemáticas.
Neste momento, que trabalhos tem em mãos?
Estou a olhar os meus trabalhos, desenhos e guaches, para entender onde é que eles são chocantes e perceber que aqui e ali devo alterar. Se forem óleos, faço outros. Aos 88 anos, a minha sensibilidade evoluiu.
Muitas das suas obras estão dispersas, perdidas?
Perdi muitos trabalhos, sobretudo de quando era estudante.
Uma médica, que vive perto daqui, contou-me que teria uns 15 anos quando o liceu onde andava organizou uma visita de estudo a Coimbra, onde decorria uma exposição de Nadir Afonso. Ficou de tal modo fascinada com as obras que nunca as esqueceu e foi por isso que passou a frequentar exposições. Sente-se responsável por esses que chegaram à arte através dos seus quadros?
Isso é interessante! [Ri-se e o riso é tristonho] A meu ver, era importante dar mais a conhecer o meu trabalho. Parece falta de modéstia, mas muita gente diz: “Fala-se deste e daquele, mas não no Nadir!” Os outros têm actividades que são públicas, eu nunca quis.
Quis isolar-se?
Pensei sempre em criar, realizar uma obra. Era uma fascinação tal, que não dava para mais nada. Foi uma gafe. Sinceramente, nunca pensei que era necessário ao mesmo tempo promover-me.
Estudou arquitectura nas Belas-Artes do Porto e trabalhou em Paris, no atelier de Le Corbusier, entre 1946 e 1951. Em 1949 estava na Normandia a trabalhar na reconstrução de cidades destruídas pela guerra. Partiu depois para o Brasil (1951) e aí colaborou com Oscar Niemeyer. Mas em 1965 abandonou em definitivo a arquitectura. Porquê?
Pensei que estava a despender forças numa coisa que não me interessava.
Estudou na École des Beaux-Arts como bolseiro do governo francês, graças à influência de Portinari, pintor brasileiro. Aprendeu algo?
Não aprendi coisa nenhuma.
Durante três anos, o seu trabalho no atelier de Niemeyer era apenas o de colaborador?
Eu nunca tive projectos meus. Mas ele era um homem simpático e as coisas correram muito bem.
Voltou para Portugal nos anos 80. Seria melhor ter ficado por Paris, ou Brasil?
É claro que eu gostei do Brasil, mas para estar a trabalhar não me adaptava. De resto eu tinha uma vontade de pintar… e como arquitecto isso não era possível. Para mim, era bom estar em Paris, mas a pintar. À medida que fui trabalhando cheguei à conclusão que já não era Paris, já não era Nova Iorque, podia muito bem ser Lisboa. Em Chaves podia fazer a minha obra. Quando entendi as leis da obra de arte percebi que já não precisava de mais, comecei a sentir que essas leis são universais e que eu podia estar muito bem em qualquer lugar. Se tiver um metro quadrado de espaço para trabalhar sou tão feliz como numa grande cidade. Comecei a sentir que a minha obra era cosmopolita, em qualquer parte se podia desenvolver.
Viu passar a ditadura e chegar a democracia. Alguma coisa o incomoda em termos de desenvolvimento do país?
Nunca liguei, não sou nada influenciado por isso.
Em 88 anos de vida (que festejou a 4 de Dezembro) nada conseguiu vencê-lo. Nem a crítica?
Não. Eu ficava feliz se sentisse que um crítico aderia à minha obra, mas mesmo que dissesse mal eu continuava. Não era essencial. Senti pouco a pouco: tenho que realizar uma obra. E foi importante sentir que compreendi as leis que regem a obra de arte.
A Harmonia do mundo, entra nos quadros de Nadir?
Eu sei que há uma harmonia na obra de arte, mas para ser sincero nunca tentei compreender quais os laços que existem entre ela e a harmonia no mundo. Um quadrado com um círculo cria uma nova relação difícil de encontrar, mas são essas formas elementares, essas leis, que me tocaram. Se fossem as mesmas, muito bem, mas eu não andava atrás das leis do universo. Nada me faria sair das leis que encontrei nas formas da natureza, nas formas simples.
É uma pintura que se constrói segundo essas leis?
Exactamente.
Dos 20 aos 26 anos expõe com o Grupo dos Independentes (Porto, anos 40). Foi um tempo agitado?
Não me pareceu, mas havia fraternidade entre nós, havia. Encontrávamo-nos no Majestic para falar sobre arte, entre outros, Júlio Resende, Júlio Pomar, Fernando Lanhas. Eu lia Pessoa e outros, como todos nós. Um dia, estava no quarto a ler e caio nesta frase tão linda: “Espera por mim no Além/ Eu não deixarei de ir ao teu encontro nesse côncavo vale”. Fecho o livro e saio do meu quarto, vou para o meio da rua, vou para o Majestic. Aquela frase impressionou-me tanto que vou ver se aparece alguém, será o Júlio Resende? Só encontrei acabrunhado num canto, um tal Mingacho e digo-lhe essa frase magnífica. “Côncavo não, convexo para quem está debaixo da terra!”, responde ele. Está a ver?!
Era um espírito prático… quando lá chegarmos veremos se é côncavo ou convexo.
Veremos. Nesse tempo, nós éramos todos amigos, ainda não havia dinheiro, ainda não havia quezílias, nem rivalidades.
Em 1944, a obra de Nadir entusiasma a crítica na 9ª Exposição de Arte Moderna em Lisboa. Tinha 24 anos e estava rendido ao surrealismo?
Gostei de Max Ernst, de Chirico. Mas abstraccionismo, surrealismo, são nomes. Eu não sou nem contra o abstraccionismo, nem contra o figurativo, desde que siga a lei matemática.
Surrealismo, período irisado, barroco, período egípcio. Não se pode falar na sua obra sem a dividir por estes períodos?
Talvez se possa, mas não é isso que eu procurava. E esse período irisado já não é de ninguém, era eu que procurava algo com muita cor, irisar, íris. Usei tintas gliceroftálicas que têm cores muito brilhantes, procurava a intensidade total da forma. No barroco estava influenciado pela arquitectura barroca que existe no Porto. Também me impressionou muito a antiga pintura egípcia. Tudo isso me pode ter influenciado, mas o que eu procurava era a harmonia. A tal morfometria.
Encontrou-a?
Tenho quadros em que consegui.
A ligação aos espaços urbanos na sua pintura é ainda a ligação com a arquitectura?
Eu não faço ideia nenhuma se o arquitecto influenciou, se não. Nunca me debrucei sobre esse problema. Estou inocente [risos].
Parece que as cidades circulam à volta do seu atelier de pintor (tem um atelier de guaches e um atelier de óleos). Os trabalhos nascem como cidades?
Também não. É intuição pura, o raciocínio não intervém. Não há a mínima preocupação em fazer o que quer que seja. Geralmente, começo por fazer um desenho, um guache e só depois amplio para óleo. Pego num papel e sem saber bem o que estou a fazer há um impulso, faço um quadrado preto, por exemplo, numa folha branca, e esse depois é que me vai revelar, despertar para alguma coisa. E ponho um traço vermelho, sem saber o que estou a fazer. Estou a procurar impulsos para fazer uma terceira forma e alguém que esteja a ver que acrescentei um triângulo amarelo pode perguntar o que é que isso quer dizer. Eu não sei e vou acrescentando ou tirando formas. É muito possível que haja reminiscências.
Muitos quadros [actualmente está representado pelas galerias António Prates e S. Mamede] têm nomes de cidades como Veneza ou Moscovo. Visitou-as realmente?
Vou contar uma barbaridade. Para encontrar o título, por vezes vou procurar no Dicionário Larousse um nome que me parece ajustar-se. Mas isso é secundário.
Uma das suas obras, Mortes même dans le souvenir, tem alguma ligação com o 11 de Setembro (Nova Iorque)?
Não, não tem nada que ver. Olhei para essa pintura e lembrei-me desse título.
Com a Fundação a funcionar tanto em Boticas como em Chaves (prevê-se que os edifícios estejam concluídos até 2010), passará lá algum tempo a trabalhar?
Ainda não sei.
O isolamento tem sido essencial ao desenvolvimento da sua obra?
É essencial para encontrar uma mensagem. O homem tem que trabalhar e tem que meditar naquilo que faz. Foi o que eu procurei fazer.
Que será dito no futuro da obra de Nadir Afonso?
Isso é uma pergunta terrível. Espero que acabem por gostar do trabalho e que o compreendam. Espero que o futuro me dê razão.
Arquitecto por acaso
Uma personagem fugaz interferiu na sua vida. Terminado o liceu, Nadir Afonso quis inscrever-se no curso de pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, mas o funcionário perguntou-lhe: “Porque não vai para arquitectura?” E ele foi, tinha 17 anos e já vira premiada uma das suas aguarelas. No futuro, haveria de recorrer à sua formação de arquitecto para sustentar a enorme paixão pela pintura. Dos 20 aos 26 anos expõe e convive com o Grupo dos Independentes de que fazem parte pintores como Júlio Pomar e Júlio Resende. E começa a escrever o primeiro de vários estudos, neste caso sobre o fenómeno da óptica. Aos 24 anos, viu adquirido um quadro seu, A Ribeira, que foi integrar a colecção do Museu de Arte Contemporânea de Lisboa.
Um traço faz toda
a diferença
Nadir Afonso sempre utilizou o mesmo método de trabalho: faz um estudo de pequenas dimensões, depois um guache com cerca de trinta centímetros e envia esse original para ampliação. Nessa fase, o que conta não são as cores mas, fundamentalmente, os contornos. Faz o decalque com o bico de uma esferográfica sobre a tela ajudado pelo papel grafite e pinta a óleo com mão firme telas que podem ter dois metros. Conta que um dia entrou em casa de alguém e viu na parede uma dessas telas. Não se lembrava de ter feito um certo traço negro que agora observava e acercou-se mais do quadro. Afinal não estava lá mas, visto ao longe, esse traço fazia tanto sentido que ele o “viu” representado.
Mais palavras para quê?! Bora lá até S.Bento.
antónio colaço
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A ESTRELA COMO NUNCA A VIMOS

A caminho da Gardunha profunda.

Bem por dentro da serra. Os segredos todos ali à mão.

Oh, Serra da Estrela, chegou a tua vez! Nenhuma auto-estrada com a A 23!

As Penhas da Saúde já ficaram para trás. Um pouco mais e a saúde que isto nos traz!

O Covão da Ametade, que ainda no passado Verão visitámos sem pinga de água, ali estava cheio de neve, completamente à vontade! (Esta rima tem muita pinta!)

Afasta-te neve, temos pressa de chegar. O Zêzere, sem nós, não vai engrossar.(Outra rima muito conseguida!)

Segurem-nos, as nossas raízes querem esquiar.

Ala que se faz tarde e a fome aperta. A caminho de Manteigas, ia mesmo, dos viveiros, uma bem grelhada truta.( Esta rima, então, merece mesmo um grande nevão!)

O que valeu é que ainda chegámos a tempo, em Castelo Branco, perto do novo Jumbo, passe a publicidade, para nos deliciarmos com os deliciosos Biscoitos de Azeite da Padaria Montalvão. Poi então!
antónio colaço
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ANSELMO BORGES ABRE JANELA DO (IN)FINITO

Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 21.30, na Cooperativa Árvores, no Porto,olhem só a sorte dos que vão poder assistir não só ao lançamento do livro “Janela do (IN)FINITO“, do nosso querido amigo Anselmo Borges, mas, também, ao Debate que ele mesmo vai moderar sob o tema “RELIGIÃO,RELIGIÕES NO SEC XXVI e que conta com as participações de António Reis, Maria de Belém, Paulo Rangel.
No prefácio do livro, Guilherme d’Oliveira Martins adianta:
«Os textos que constituem este livro de Anselmo Borges são excelentes motivos de reflexão sobre um conjunto vasto de temas relacionados com o fenómeno religioso, com o diálogo entre religiões, com a relação entre fé e razão, com a diversidade de culturas, e também com a evolução da humanidade num mundo globalizado.
Anselmo Borges é um autor fecundo nos temas que aborda e no modo como o faz, tendo qualidades pedagógicas excepcionais, que lhe permitem abordar os mais diversos e complexos temas com uma clareza e uma proximidade que se tornam atraentes e acolhedoras. Mas não se pense em facilidade ou ligeireza.»
Acerca do livro, Anselmo Borges adianta:
«O ENIGMA DE UMA JANELA O fascínio de uma janela está em que se vê de fora para dentro e de dentro para fora, mas de tal maneira que as duas visões não são coincidentes. Escreveu M.-A. Ouaknin: “A janela é um objecto misterioso. Ela abre para a intimidade e para o mundo”. Ela é “fronteira, limiar e sonho”. O que se vê de fora para dentro tem sempre a ver com o oculto, o segredo, a intimidade, o sagrado. E o que se vê de dentro para fora? Baudelaire escreveu: “Je ne vois qu’infini par toutes les fenêtres”: só vejo infinito por todas as janelas. Através de uma janela, não se vê apenas o que está aí, à frente dela. Uma janela dá para o ilimitado, para o infinito.» ANSELMO BORGES.
Uma pequena recensão biográfica de Anselmo Borges:
Padre da Sociedade Missionária Portuguesa. Estudou Teologia (Universidade Gregoriana, Roma), Ciências Sociais (École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris) e Filosofia (Universidade de Coimbra).
Leccionou Filosofia e Teologia na Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Maior de Maputo, Moçambique. É docente de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Tem diversas obras publicadas entre elas: “Janela do (In)visível“; “Religião: Opressão ou Libertação?“; “Morte e Esperança, Corpo e Transcendência” e “Deus para o Século XXI” (coordenação). É colunista do Diário de Notícias sobre temas de religião.
Todos a agendar para Sexta, 13, a grande sorte de uma noite em cheio!
antónio colaço
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A LUZ DO LUIS CIPRIANO ZETHOVEN!

Chama-se Luis Cipriano e, por mero acaso tive o privilégio de ver um excelente trabalho assinado por Miriam Alves ( parabéns, Fernando!), na SICNotícias, sobre o projecto ZETHOVEN, radicado na serrana encosta da beiroa Covilhã, que, aliás, ontem mesmo visitámos, como se pode ver mais abaixo, e que tem neste maestro e compositor a sua matriz vencedora.

É a divulgação destes e de outros trabalhos que nos dão a garantia – o ânimo, numa palavra! – de que no interior, como em qualquer outro lugar, aliás, há gente empenhada em dar a volta à crise da crise!

Quem diz na música diz noutros sectores. Todos os sectores. E só se pode divulgar o que tem existência real. O que corresponde a acreditar nas suas reais potencialidades. “Se tiver um metro quadrado de espaço para trabalhar sou tão feliz como numa grande cidade“! É a sabedoria dos 88 anos de Nadir Afonso a falar. Quer dizer, por vezes, só saímos do bem-bom dos nossos dias depois de exigirmos, de mão beijada todas as condições indisponíveis para contribuírmos com o que quer que seja!
O desafio de Luís e seus pares passa pelo contrário. Só assim se compreende, também, os prémios que o Grupo Coral da Associação da Beira Interior tem alcançado por todo o mundo.

Em Mação tive o privilégio de ouvir o seu coro. A aposta das televisões e do conjunto dos média numa agenda destas, bem diferente da baba e ranho com que nos amachucam a esperança é, igualmente, de louvar!
antónio colaço
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VÉSPERAS




Podes descansar em Abrantes, ou Mação, Sol. Faz de mim a tua derradeira colina, mesmo que nas Lisboas de Lisboa. Hoje, quero repousar na Tua Luz.
antónio colaço
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MATINAS


Faz de mim o lado nascente do Teu Sol.Nenhuma dúvida,nenhum temor, nenhuma hesitação.Tu és a minha Iluminação.
antónio colaço
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CAMPO DE OURIQUE.AQUI SOU FELIZ

Tomando de empréstimo o “aqui fui feliz ” – obrigado Luís pela inspiração! – Campo de Ourique no coração.Sempre, apesar da Ajuda. A caminho da lavandaria, uma lavagem outra, de estaladiços acepipes feita: provem as diversas empadas e digam-me se não tenho razão. Já por lá almocei. Genuíno e com uma decoração de se lhe tirar o chapéu. A Botica do Café, é que é! Cruzamento da Sampaio Bruno com a Almeida e Sousa, creio. Declaração de interesses: não conheço lá ninguém, nem ninguém lá me conhece.
antónio colaço
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OBRIGADO,ZECA.

Mão amiga fez chegar à redacção da ânimo esta atrasada foto do tradicional almoço de Natal que reúne assessores e jornalistas parlamentares e que aqui oportunamente registámos.
Curiosamente, ele há coincidências, o Zeca, meu querido e respeitado amigo, distribuiu, ontem, pelos jornalistas parlamentares, alguns dos cartoons que um tal Antoonio Colaço assinou, aqui há uns anos, no Acção Socialista. Como estava fora da Assembleia, quando cheguei, vi o Zeca nos directos da TV a … fazer de meu eficaz assessor. De assessor para assessor, Zeca, à nossa!
antónio colaço
PS
Não resisto em subir às tantas malas do sótão. Com que ternura esse tal de antoonio tratou o reincidente Dr. Pedro Santana, candidato à CML:

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MARCA MArginalizaÇÃO

Continente, Colombo.
O Tio Belmiro não precisa nada desta publicidade, mas enfim….
Há minutos, na Feira Nacional de Queijos, Vinhos e …Enchidos, em vão tentei encontrar um produtozinho que fosse resultante do recente protocolo assinado entre a Câmara de Mação e os produtores de enchidos daquele concelho. Bem que procurei a ver se descobria o mais que plagiado M, do Millenium (lá vai mais uma publicidadezinha à borla) e nada! Em contrapartida, ali estavam a meus olhos, os produtos “Estrela da Beira”, de Vila de Rei. A Dª Irene importava-se de dar um saltinho a Mação para explicar ao seu colega como é que se consegue estar presente num dos maiores centros comerciais da Europa, aqui mesmo ao pé da porta?
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Os dirigentes do PS ( NR-a pretexto das directas de hoje) estão convencidos que o caso Freeport serviu para acirrar os ânimos dos militantes.
Emídio Fernando, TSF
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ALCOCHETE,JÁ!
O aeroporto de Alcochete já deveria estar construído. Aviões a passarem, diariamente, às dezenas, por cima de Lisboa tem que acabar.
Diário Digital – Um avião comercial despenhou-se na noite de quinta-feira sobre uma casa perto do aeroporto de Buffalo, no norte do Estado de Nova Iorque, causando 49 mortes, 48 a bordo e uma em terra, informou a polícia.




Texto e fotos :pfm
NOTA
O tempo não o permite mas anunciamos para os próximos dias, mais trabalhos de pfm. “A minha janela é um tríptico”. Uma colaboração que se regista e se aplaude. Hoje, caríssimo pfm, até o tempo nos falta para irmos mais longe no registo do teu gesto! Obrigado. ac
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A LUZ DE S.BENTO

Adoro os candeeiros de S.Bento. A luz que irradiam, mesmo quando apagados, inspira, ilumina.Inspiram. Iluminam. Eu gostava de os celebrar e, neles, a LUZ que, verdadeiramente, nos está a faltar.
Este é, no entanto, um post com hora marcada para aqui se regressar. Perceberemos melhor, para a semana, do que hoje não devo falar.
antónio colaço
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MATINAS

Tantos rastos, tantas rotas, tanto céu e Tu a caminhares connosco, sem rasto, sem rosto,bem dentro de nós, num Infinito Céu.Obrigado.
antónio colaço
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WEBANGELHO

BENTO XVI E OBAMA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Já uma vez aqui referi que há anos, na Suíça, fui a Ecône visitar o Seminário da Fraternidade S. Pio X, fundado pelo arcebispo dissidente Marcel Lefebvre. Após uma longa conversa com um padre, aliás simpático, da Fraternidade, tornou-se claro para mim que o problema era muito mais complicado do que propriamente a Missa em latim. O núcleo da questão era o Concílio Vaticano II e a revolução operada em problemáticas fundamentais, como a liberdade religiosa, os direitos humanos, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso. Os recentes acontecimentos vieram confirmar essa minha convicção.
Em 1988, Lefebvre tinha sido objecto de excomunhão pelo Papa João Paulo II por ter ordenado, sem autorização da Santa Sé, quatro bispos, também eles automaticamente excomungados.
Numa estratégia de cedências, o Papa Bento XVI foi dando passos de aproximação à Fraternidade. Assim, logo em 2005, recebeu o líder, bispo Bernard Fellay. Em 2007, autorizou a celebração da Missa em latim segundo o rito tridentino. Tudo culminou com a assinatura do decreto de reintegração dos quatro bispos na Igreja, divulgado no essencial no dia 21 de Janeiro e publicado no dia 24.
Quando se pensava que se chegaria ao termo do cisma, rebentou a bomba. As declarações do bispo Richard Williamson em entrevista à televisão pública sueca, negando o Holocausto, provocaram, como não podia deixar de ser, um terramoto: “Creio que não houve câmaras de gás. Penso que 200 a 300 mil judeus pereceram nos campos de concentração, mas nem um só nas câmaras de gás”, que serviriam apenas para desinfecção.
Ergueram-se protestos veementes de bispos e cardeais, de judeus também e ao mais alto nível, podendo ficar em causa a própria visita anunciada de Bento XVI a Israel. A chanceler alemã, Angela Merkel, interveio, exigindo explicações. O próprio Papa, por desejo expresso da chanceler, telefonou-lhe, pronunciando-se com toda a clareza contra o negacionismo.
Mas os estragos estavam feitos. Só a título de exemplo: segundo uma sondagem do Emnid, 67% dos católicos alemães pensam que o Papa alemão causou danos à imagem da Igreja, pedindo 56%, entre eles o presidente da Conferência Episcopal, R. Zöllitsch, que Williamson, que ainda se não retractou, volte a ser excomungado. Teme-se que muitos católicos na Alemanha abandonem a Igreja Católica. Perante o escândalo, há quem ponha em dúvida a autoridade moral do Papa para a continuação na direcção da Igreja.
Afinal, para lá dos erros de gestão na condução do processo, reconhecidos pelo Vaticano, o nervo da questão foi a atitude tíbia e dúbia na exigência aos integristas do reconhecimento pleno do Concílio Vaticano II. Note-se a coincidência de datas, quando se pensa que precisamente no dia 25 de Janeiro se celebrava o cinquentenário do anúncio por João XXIII da convocação de um Concílio ecuménico, precisamente o Vaticano II. Afinal, qual é o lugar primeiro da comunhão na Igreja: a obediência formal ao Papa ou o respeito real pela História e a memória das vítimas, pelos direitos humanos, pela liberdade religiosa, pelo diálogo inter-religioso?
Talvez mal aconselhado ou porque a Cúria lhe sonegou informação, Bento XVI acabou, de qualquer forma, por provocar um incêndio que contribui para maior descredibilização da Igreja.
Neste contexto, o teólogo Hans Küng, pensando em Obama que, após Bush, abriu os Estados Unidos e o mundo a uma nova esperança, reconhece que na Igreja Católica as coisas são diferentes, “vendo muitos o Papa Bento XVI como outro Bush”.
Ora, o que faria um Papa, se agisse com o espírito de Obama, pergunta Küng? Afirmaria que a Igreja se encontra numa “crise profunda”. Avançaria com uma nova esperança para uma Igreja renovada, com um ecumenismo revitalizado, diálogo com as religiões mundiais, uma avaliação positiva da ciência moderna. Rodear-se-ia dos mais competentes, mentes independentes, e não de yes-men. Iniciaria imediatamente por decreto as medidas reformadoras mais importantes e “convocaria um Concílio Ecuménico para promover uma mudança de rumo”.
(In, Diário de Notícias, hoje)
NOTA
Aguardam-se com grande entusiasmo os mais animados comentários!E o Debate de ontem no Porto, Padre Anselmo, correu bem? Como está mais livre, quer dizer o livro foi lançado, o Debate já foi feito, desafio-o, assim, em directo, para cinco linhas do que por lá se passou!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Depois dos ânimos serenados, tive o cuidado de confrontar os responsáveis com os factos ocorridos.
Leonor Furtado, Directora Geral Inserção Social, Antena1, estreia do “Este Sábado”.
2
Depois de uma pergunta incómoda, os ânimos incendiaram-se na Assembleia da República.
Rosário Lira, Antena1, estreia do “Este Sábado”
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NACIONAL 1.URGENTE OUVIR!
Obrigatório ouvir. Obrigatório regressar à velhinha Estrada Nacional 1.Não há palavras.( Tipo, pai babado, bla,bla,bla).Ouça e diga de sua justiça .
Aqui! (O link abre todo o programa. Avance para lá do meio e … boa viagem, com a EP-Estradas de Portugal a ignorar o que é feito da … Nacional1!!!)

A Rita sabe que o pai a tem na conta de uma das melhores repórteres da rádio da nova geração de jornalistas e que, pela primeira vez, desce ao povoado para o dizer alto e bom som.

Sem complexos e com total respeito pela sua autonomia editorial! De facto, depois dessa tão prodigiosa quanto louca aventura de se meter ao caminho da martirizada Coreia do Norte, a Rita subiu a Nacional 1, de um país que tarda em descobrir algumas das principais estradas para sair da crise. Está lá o país todo com o seu rol de misérias e grandezas. Talvez o melhor caminho para sabermos que é urgente não perder o pé. Obrigado, filhota!
antónio colaço
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MATINAS

Luz.Ponte.Confiante, faço-me ao caminho.Tu és a minha ponte e mesmo que a neblina de Ti me oculte, sei que posso atravessar-Te. Obrigado.
antónio colaço
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CONTO-TE COMO FOI

Já a seguir.
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MATINAS

E também do outro lado da rua Te encontro. Estás em todo o lado.Lado a lado, comigo, sempre. A minha Ajuda. Obrigado.
antónio colaço
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DIA D

A ver vamos se temos …festa, coelhinhos!
Hoje começa o DIA D para a ânimo . Para a festa dos seus 30 anos. A ver vamos se poderemos festejar com…VodkaLaranja. Esta imagem é o santo e a senha do nosso Abril, 2009, mas, também, a chave que explica a… baixa produção dos últimos dias. Movimentámos as tropas para uma outra frente da ”batalha”.
Enigmáticos? Serenamente, aguardemos. Até lá, Mãe, ordena aos teus heróicos soldados, “toca a rufar os tambores”!
antónio colaço
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A MARGINAL

Procurar na noite da Marginal, num suave travelling de rodas, entre o constante rendilhado das ondas, abeirando-se e espraiando-se pelo areal em debruados lençois de alva espuma, e o rumorejar das copas das palmeiras, a distanciada serenidade sobre os agitados dias da Capital.
antónio colaço
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CONTO-TE COMO FOI

Deixas Lisboa e nela as cidades de Nadir dormindo ao relento nos corredores do Parlamento. Trazes pendurados nas paredes das tuas rurais ideias, porventura menos elaborados, outros tantos quadros. E dizes, rumarei às minhas origens, lá subirei à montanha, sendo que em qualquer sítio dou por Aquele que sempre me acompanha.

Ao caminho que se faz tarde. Quem não transgrediria, num abrupto stop, surpreendido, em plena AH!23… , por um sol a espreguiçar-se, assim, em final de dia, no almofadado leito do nosso querido Tejo…

Já em plena Beira, à beirinha do sol se pôr …despacha-te, que me quero de ti despedir.

Agora que o sol se pôs e a lareira já fumega, toca a ver nascer na “têvê” os longínquos dias em que, do futuro que te esperava, nada sabias.

Como é gratificante, agora, deste lado de cá do futuro, de que então nada não sabíamos, olhar para esta pequenada toda, rural, sim, sem os desafios da televisionada tribo urbana, impecavelmente caracterizada no “Conta-me como foi“, é certo, mas, mesmo assim, com uma vida tão intensa, tão humana. A minha 2ª classe, Cardigos, meados dos anos 50.

Um privilégio poder, ainda hoje, tropeçar na Calçada da Ajuda com o meu grande amigo de infância cada um protagonizando o seu papel na Grande Cidade.

Que privilégio, que sortilégio os reencontrados dias de então, muitos anos mais tarde, na Portugália-mãe de todos nós, como que ajuramentados a um tempo, a uma terra de onde parece nunca termos saído.

Saltar da ficção para a realidade, celebrar o tímido regresso dos soalheiros dias à letargia outonal do Vale da Árvores. E o Vale, para os que sabem, ele mesmo um fiel compromisso com essa tão decisiva quanto marcante matriz rural.

E o Vale a perdoar-nos o aparente abandono. Nas amendoeiras, o florido beijo de um primeiro botão.

Nas ameixoeiras, tímidas grinaldas antecipam a adivinhada boda de suculentas ameixas feita, assim esperamos.

Sim aos meus narcisos, agora que me sinto cada vez mais distante de um narcisismo entediante.

Resistentes ao violento abraço das mais recentes geadas, ei-las, orvalhadas, as perfumadas violetas da minha infância cardiguense.
-Violetas, contem-me como foi, cantem como é bom sentir o vosso perfume aqui! Mãe, Maria, para vós, também.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Lamentavelmente, fruto do que por ali em baixo se pressente, escapou-nos a edição do Webangelho de Frei Bento Domingues. As nossas desculpas.
Além do mais é daqueles textos de “encher o olho”, como diz o povo, a que eu acrescentaria, é daqueles textos de deixar a alma aos pulos! De ALEGRIA!. Porque contra todas alergias que persistem em AFASTAR-NOS da FESTA. De DEUS, do DEUS que sempre que nos lembramos dEle bate as palmas, abraça-nos, empurra-nos para o quotidiano, como quem diz, não percas mais tempo Comigo, vai, vai amar o teu próximo, como a ti mesmo, vai cuidar dos que precisam de apoio para o corpo e para a alma, dos que tardam em descobrir-Me, lá bem no mais íntimo deles, como tu, AGORA, finalmente, sim, vai,vai, não demores mais, porque estou sempre convosco, como vos disse por Aquele rapaz que vos enviei para vos lembrar essas coisas, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, eu estarei no meio deles, de vós, sim, mas se Me sabeis entre vós, Vós que já me SABEIS, não é preciso andarem sempre a falar em Mim e sim alargar o número daqueles que, de tão ocupados com o que não interessa, ignorando o que estão a perder, desconhecem-Me, quer dizer, ignoram-Me, não querendo e não podendo desfrutar do que é sentir-se possuído do AMOR que só posso significar para eles!
Obrigado Frei Bento, por nos qwertar, alertar com os seus Iluminados caracteres. Caracteres que mais não fazem do que nos revelar o Divino Carácter de quem nos anuncia. O resto, sim, é preciso muita paciência para vencer tanta resistência, tanta inquinada penitência, oh Deus da Sapiência, Tu sabes.
antónio colaço

Os padres e os bispos não são a Igreja
15/02/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Certos párocos e serviços paroquiais procedem como se fossem donos da prática religiosa dos católicos
1. Qualquer padre católico ou bispo subscreve este título. São os meios de comunicação social que tendem a tomar a parte pelo todo. A Igreja Católica não pode falar sempre a uma só voz porque é uma unidade plural. Poder-se-á, no entanto, perguntar, a que propósito vem este título?
Reuniu-se, em Fátima (6-7/02/2009), o X Colóquio Nacional de Paróquias com o tema: “Porquê transmitir a fé – seduzidos por Deus – fascinados pelo Evangelho?” Desta interrogação não transitou muito para a opinião pública. A atenção fixou-se em números: a Igreja Católica tem, em Portugal, 4400 paróquias. Destas, 1100 não têm pároco residente. Segundo as previsões mais coerentes – se não houver mudanças radicais de orientação -, estes números só podem piorar. É evidente que a deslocação dos padres para acudir às paróquias está mais facilitada. Mas o carro, o telemóvel e o correio electrónico não resolvem tudo. A questão de fundo pode ser formulada da seguinte maneira: a hierarquia católica dá grande importância à celebração dominical da Eucaristia e à qual os fiéis têm direito. Não toma, porém, as medidas necessárias para dispor de pessoas habilitadas a presidir à assembleia eucarística com tudo o que esta supõe e implica. Ao não permitir a ordenação de homens casados nem de mulheres – sejam elas solteiras ou casadas -, o futuro é preocupante.
2.Segundo o Direito Canónico, a paróquia é uma certa comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do bispo diocesano, está confiada ao pároco, como a seu pastor próprio (Cân. 515 § 1.°). A paróquia, em regra geral, seja territorial e englobe todos os fiéis de um território certo; onde porém for conveniente, constituam-se paróquias pessoais, determinadas por razão do rito, da língua, da nação dos fiéis de algum território, ou até por outra razão (Cân. 518). No magistério de João Paulo II, a comunhão eclesial, embora possua sempre uma dimensão universal, encontra a sua expressão mais imediata e visível na paróquia: esta é a última localização da Igreja; é, em certo sentido, a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas (Christifideles Laici, 26).
Não são as normas do Direito Canónico que podem, só por si, responder à pergunta do citado colóquio. O padre João Castelhano, um dos seus impulsionadores e pároco de S. José, em Coimbra, insiste em não privilegiar o “como” da transmissão da fé, embora destaque as potencialidades do bom uso dos novos meios de comunicação. A presença das paróquias portuguesas na Internet mostra que os responsáveis estão abertos e atentos a novas formas de evangelização. Mas a pergunta fundamental é outra: porquê evangelizar? Que pode isso significar e exigir, hoje?
A sociedade portuguesa mudou e a população já não está organizada em torno do campanário. O que antigamente era uma diocese cabe, agora, em metade de uma paróquia urbana. No entanto, é sempre uma aventura arriscada mexer nos serviços médicos, jurídicos ou religiosos. A eliminação ou criação de paróquias exige uma reestruturação que nem sempre é pacífica. Por outro lado, como sublinhou o pároco de Santa Cruz, importa respeitar a liberdade de os católicos escolherem o local onde cultivam a fé e onde melhor se sentem, seja na sua área de residência, num movimento ou na sua paróquia afectiva. As preocupações com o papel da paróquia levam certos párocos e serviços paroquiais a proceder como se fossem donos da prática religiosa dos católicos.
3.Para sossegar a consciência, destaca-se que a falta crescente de padres pode ser uma boa oportunidade para vencer o clericalismo e promover o papel dos leigos no apostolado e nos serviços paroquiais: muito daquilo que ocupa os padres pode e deve ser realizado por leigos. Que Deus possa escrever direito por linhas tortas é uma sabedoria portuguesa que Bernanos descobriu no Brasil. Não devemos, no entanto, exigir ao Espírito Santo esforços suplementares para aquilo que compete aos seres humanos. Repete-se que há falta de vocações. Não acredito. Se a vocação é dom de Deus, não se esgota facilmente. Deveríamos olhar mais para o tabu que impede caminhos de solução. Por que não reintegrar aqueles padres que tiveram de abandonar o ministério presbiteral e que estão em condições de prestar serviços relevantes para os quais foram preparados? Por que razão não chamar, ao presbiterado, homens casados que manifestam grande capacidade de serviço na Igreja? E as mulheres? Será que, por serem mulheres, Cristo não as quer ver a presidir à Eucaristia? Precisamente Ele que, segundo os Evangelhos, lhes deu com amizade o papel de comunicar, aos apóstolos, o Evangelho da Ressurreição? Se Deus criou o ser humano à Sua imagem, homem e mulher, seria ridículo atribuir a Deus uma mentalidade patriarcal. Criar um deus à imagem do masculino é criar um ídolo. O sujeito masculino não tem mais aptidão para ser chamado à presidência da Eucaristia do que o sujeito feminino.
Ninguém, na Igreja, homem ou mulher, tem direito a ser padre ou bispo. Uma pessoa baptizada pode ser chamada a servir a comunidade através do ministério ordenado
(In Público, 15.Fev.09)
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CONTO-TE COMO FOI.

Finalmente, o “CONTO-TE COMO FOI”, pequena mas sentida homenagem à equipa que produziu a série da RTP, está editado, num post mais abaixo! Obrigado pelas tão desempoeiradas quanto informativas viagens que nos têm proporcionado. Afinal, é possível fazer outra televisão. Melhor televisão para telespectadores melhores, quer dizer, melhores cidadãos.
antónio colaço
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MATINAS

Sei que o Tejo corre, lá bem ao fundo da Calçada, para a sua foz, apesar da intensa neblina. Sinto em mim a Tua Voz , “caminha, caminha…”. Obrigado
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

“O Porto está triste. O Porto está sem ânimo!
Elisa Ferreira, SICNotícias
2
Mesmo no desânimo, na dúvida, nas derrotas, tive sempre a certeza que ia ganhar se continuasse o combate.
António Lobo Antunes,Visão
NOTA
Colabora connosco.Dá-nos conta de outras citações.O mail lá em cima, a porta de serviço.Obrigado
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CARNAVALHÃES

Criancinhas desfilam na Estrela. Utilizam o Magalhães na sua escola mas não sabem o que é isso do Ministério Público. Ainda bem.
antónio colaço
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ORFEÃO DE ABRANTES.80 ANOS A (EN)CANTAR

A nossa agenda pregou-nos uma partida ( já criámos uma comissão para proceder a um rigoroso inquérito ao sucedido! ) e lá deixámos passar o Concerto dos 80 anos do Orfeão de Abrantes, que julgávamos teria lugar neste fim de semana! Veja aqui a reportagem completa!
Com a rapidez que as novas tecnologias permitem, pusemo-nos ao caminho e pedimos ao Maestro Rui Picado, que executasse numa pequena partitura, quase 30 anos de direcção do nosso querido Orfeão (o escriba ainda criou para esta prestigiada associação cultural um boletim que dava pelo nome …SOL MAIOR!). Senhoras e senhores o vosso aplauso para todos aqueles que não se limitam à rotina dos dias e, cantando, nos afinam os dias!
Rui, ora diz-nos lá o que é isso de estar à frente do Orfeão, quando já só faltam 20 anos para a comemoração do seu centenário e do teu cinquentenário como maestro?!

Estou no ORFEÃO DE ABRANTES há 32 anos, dos quais 28 como director artístico do Coro Misto.
Poderia explanar-me, inspirado na frase anterior, sobre centenas de momentos inesquecíveis pelos quais passei, em que me emocionei, em que sofri, em que me alegrei e fui intensamente feliz.
No entanto gostaria apenas de deixar registada a felicidade de ter conhecido pessoas maravilhosas, lugares espectaculares, e música, muita música, mas mesmo muita música, se bem que eu ache que a música nunca é demais.
Sinto-me realizado porque em 80 anos de existência do ORFEÃO DE ABRANTES, pude durante 28 desses anos, deixar um pouco de mim, o que apesar de tudo foi muito menos do que recebi no mesmo espaço de tempo.
É muito bom ser Orfeonista!
Rui Picado
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Obrigado, Rui, e os parabéns para todos os teus orfeonistas!
antónio colaço
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CARNAVAL & CINZAS EM MAÇÃO.

Ponham aqui os vossos adormecidos olhos, senhores, e despertem para a criatividade dos nossos maçanicos avós.

Vá, ide, ide-vos lá aos vossos sótãos desencantar nas empoeiradas malas, roupas antigas e adereços vários para, em seguida, descerdes às ruas da animada vila de Mação.
Motivos não vos faltam e o Ministério Público, por aqui, em nada perturba a pachorrice dos dias. Quer dizer, adivinham-se excitantes momentos para a próxima quarta-feira, dia 25, ou, como já se ouve, que o advogado José Maria Martins poderá reduzir a cinzas as muitas máscaras da autarquia, em defesa do nosso querido amigo Zé Henrique, mais conhecido pelo Diabo Amarelo, alvo de um processo por parte do executivo de José Saldanha. Grande expectativa, também, para o testemunho de Carlos Alexandre, o mediático “super-Juiz” que, finalmente, deverá ser ouvido nesta Quarta-feira de Cinzas em defesa daquele que muitos consideram o verdadeiro líder da oposição.

Como já aqui dissemos, o Zé Henrique não se limita a meter a colher nas bem temperadas iguarias do seu restaurante Casa Velha ( Zé, aquele Polvo à Lagareiro do passado domingo estava d-i-v-i-n-a-l !) A ver vamos. Mas, até lá, ide, ide-vos lá “advirtire”.
antónio colaço
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EM DIRECTO DE MAÇÃO

Momento em que os diversos protagonistas entravam, há minutos, na sala de Audiências do Tribunal de Mação. Serenamente, aguardemos.
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ÂNIMOS EXALTADOS

Nos últimos dias muitas e riquíssimas convocações da palavrinha mágica! No final do ano elegeremos a melhor expressão com a palavrinha ânimo e os seus “derivados”!!! Actualizemos, portanto!
Nunca vi a descrença e o desânimo criarem um único posto de trabalho.
José Sócrates, Debate Quinzenal, Parlamento, hoje.
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Acalmados os ânimos a PSP recolheu ( na Feira do Livro em Braga) as cinco obras polémicas ( Capa de livros com um nú feminino de Couvert).
TSF,porta-voz da PSP
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E agora, o ânimo do senhor Primeio-Ministro sobre os animadores números de emprego.
Carlos Vaz Marques, TSF, Governo Sombra (21 Fev)
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A Igreja acolhe-os de coração magnânimo.
RTP, Conta-me como foi, (Cena do casamento.22Fev)
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TAMBÉM TU?( A TUITAR )

No Parlamento Global, aqui, ou ….

…no Público, aqui, tuitar é o que está a dar!
Deputados comentam opiniões de deputados. Jornalistas “denunciam” quem está a tuitar, tuitando eles mesmos. Uns e outros saltitam do Parlamento Global para o Público. O escriba, ele mesmo, ao fazer esta anotação, perde o seu tempo.
Pergunta-se: afinal, de que debate quinzenal estamos a falar? Do Debate quinzenal do Parlamento Global? Do Debate quinzenal do Publico On-line? Alguém se lembra do que é que Sócrates e os outros já disseram?
Tuitar, aqui por estas bandas, ainda não está a dar!( Mas até fomos lá meter uma colherada, e esta?É no que dá!)
Escrevi um destes dias que não vivo para blogar.Blogo porque vivo.O mesmo poderá aplicar-se a esse mais recente “brinquedo”: não vivo pra tuitar, tuito por que vivo.
Quer dizer, as novas tecnologias são um meio ou, antes, um fim? “O quê, ainda não aderiste ao “Twiter”?! Nem parece teu.
Eu, um novo tecnologicamente-antiquado?! Concedo. Mas, por agora, acho que o excesso de atenção que o meio mobiliza pode desmobilizar-nos da atenção outra que ao quotidiano cada vez menos dedicamos. Sim, corremos o risco de cada vez mais vivermos para tuitar, blogar, netizar … e não o seu contrário.
Está dito:tuitar, para mim, nestes moldes, por enquanto, é atentar contra a atenção à vida de que cada vez mais preciso. Escolho ficar por aqui. Já disse, não me (a)tentem.
antónio colaço
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TUITAR & FACEBOOKAR…”DESCONCENTRA”!
Acabamos de ler no DN.Já voltamos!Um excerto:
“Comportamento. Neurologista inglesa alerta para consequências do Facebook . O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.”
E no Público:
“Deputados de olhos colados nos computadores!”
“Eh!pá, isto desconcentra“! António Filipe, dixit!
Citando José Mário Branco, no FMI, (2ª parte, primeiros minutos!),” desconcentra, filho, desconcentra! “
Para continuar a debater!
antónio colaço
NR-Se quiser ouvir o FMI todo, aqui!
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LAUDES.

Candeeiro dos Corredores de S. Bento, há minutos.
Obrigado pelo dom da rendição. Desajeitadamente, ainda, confesso, mas cada vez mais iluminado, conto Contigo, para que, com a Tua sabedoria, não deixe que ela se converta em resignação. Deixa-me oferecer-Te este primeiro, mas, também e, ainda, desajeitado teste.
antónio colaço
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LISBOAS*

A minha janela é um triptíco mas…….a janela da minha vizinha é melhor do que a minha???
pfm
NR- LISBOAS – As Lisboas de Lisboa.Registem.ac
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S.BENTO DA PORTA …ABERTA

Hoje, apenas hoje, dou por mim a olhar para os tantos candeeiros de S.Bento. A serenidade que me transmitem.
antónio colaço
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WEBANGELHO
AUTOCARROS ATEUS E CRISTÃOS

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Oslogan “Deus provavelmente não existe. Deixe, pois, de se preocupar e goze a vida”, que tinha começado por percorrer Londres, chegou à Espanha, nomeadamente a Barcelona e a Madrid, devendo alcançar outras cidades espanholas.
Como já aqui escrevi, trata-se, antes de mais, de um acto de liberdade de expressão. No quadro do respeito pela lei, todos têm direito a manifestar as suas opiniões e crenças. Este direito é, evidentemente, extensivo aos ateus.
Depois, é interessante que no “cartaz” se leia: “provavelmente”. Não se diz que não há Deus, diz–se que “provavelmente” não há. Isto significa que os autores dos cartazes perceberam que não podem demonstrar a não existência de Deus. A afirmação da existência de Deus ou da sua não existência não é objecto de ciência, pois não pode haver verificação empírica. O ateu não pode dizer que “sabe” que não há Deus; ele apenas pode dizer que “crê” que não há Deus. Como o crente também não “sabe” que Deus existe; ele “crê” que Deus existe.
E entende-se todo este movimento ateu, que deve obrigar os crentes a pensar. Não foram frequentemente os crentes que deram uma imagem de Deus que obrigava ao ateísmo? Não se deve ser ateu face a um Deus mesquinho e ridículo – pense-se, por exemplo, no criacionismo americano, segundo o qual os primeiros capítulos do Génesis devem ser tomados à letra –, invejoso da alegria dos humanos e impedindo a sua realização e felicidade?
É precisamente o que se dá a entender na segunda parte do slogan: “Deixe de se preocupar e goze a vida.” Deus aparece como impedindo a alegria de viver, de tal modo que a probabilidade da sua não existência seria o pressuposto para finalmente se viver de modo expansivamente humano.
Isso deve levar os crentes a reflectir, pois, embora seja fonte de vida, de salvação e realização plena da existência, de facto, muitas vezes foi pregado um Deus que amesquinha a vida, um Deus incompatível com a ciência, um Deus vingativo – ele até apanharia os ateus no inferno… -, um Deus desgraçadamente invocado para legitimar o que é contra Deus: a violência, o terrorismo, a guerra.
Mas também é preciso perguntar aos autores dos cartazes: que entendem por “deixe de preocupar-se e goze a vida”? Seja como for, crentes e não crentes têm de viver com responsabilidade e empenhar-se na luta por uma vida boa e justa para todos.
O lema do cartaz programado para a Itália pela União de Ateus e Agnósticos Racionalistas seria: “A má notícia é que Deus não existe. A boa é que não é preciso.”
Parece que foi impedido pelas autoridades. Lamentavelmente, pois esta publicidade dos autocarros ateus obriga toda a gente a pensar e é bom e urgente pensar no mais importante. O pior é não pensar, não se interrogar. A pergunta por Deus, seja para afirmá-lo seja para negá-lo, é a pergunta maior e é mesmo o fundamento da dignidade humana. O ser humano é digno, porque pode perguntar pelo Infinito.
Mas, afinal, Deus não é preciso? Também o crente reconhece que Deus não pode ser um tapa-buracos, a compensação para a nossa ignorância e impotência, a legitimação ideológica da ordem social e política ou a chave de abóbada de um sistema.
De qualquer modo, Deus tem a ver com o sentido último e a salvação. Foi talvez neste quadro que Nietzsche, sete anos antes de enlouquecer, escreveu a Ida, mulher do amigo F. Overbeck, pedindo-lhe que não abandonasse a ideia de Deus: “Eu abandonei-a, não posso nem quero voltar atrás, desmorono-me continuamente, mas isso não me importa.” Como escreveu Wittgenstein, “crer num Deus quer dizer compreender a questão do sentido da vida, ver que os factos do mundo não são, portanto, tudo. Crer em Deus quer dizer que a vida tem um sentido”.
Nas ruas de Madrid, compareceram também autocarros cristãos: “Deus existe. Desfruta a vida em Cristo.” Claro que há esse direito. Mas seria lamentável uma “guerra” de cartazes. Os crentes devem sobretudo testemunhar Deus pela vida, pela combate a favor da justiça, pelo amor. E é também fundamental uma pastoral da inteligência, no diálogo entre a fé e a razão.|
(In Diário de Notícias, hoje)
NOTA
Mais um momento alto das intervenções de Anselmo. Obrigado! Ainda bem que Anselmo existe.Sinal de que Deus insiste em fazer-nos felizes!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Visitar lugares santos ou comunidades?
A chamada Terra Santa, referência das três religiões ditas monoteístas, continua a ser um escândalo
1Nas circunstâncias actuais, a viagem do Papa à chamada Terra Santa e as propostas do turismo religioso que a vão acompanhar parece que ainda não têm um clima totalmente clarificado. Cristãos palestinos escreveram ao Papa para a cancelar. Seja como for, Bento XVI vai pisar um terreno armadilhado em diversas direcções. Para fugir a umas, arrisca-se a cair noutras. Vai precisar de exercer, como nunca, o “ministério da reconciliação” para servir a paz entre povos, culturas e religiões e “fazer cair os muros da separação”. Não pode, como muitas vezes acontece, para se aproximar de uns, afastar-se de outros. A particularidade cristã que o impele só tem sentido L surge como eucuménica, ponte entre tudo e todos, católica, no sentido exacto de abertura universal, insistindo nos caminhos concretos do direito, da justiça e do perdão que urge percorrer. A chamada Terra Santa, referência das três religiões ditas monoteístas, continua a ser um escândalo. É um dos lugares do sofrimento e da impotência de Deus perante a loucura humana.
Para que a Quaresma não seja apenas um rito anual “por fora da alma” – como diria F. Pessoa – importa transformá-la numa infinita viagem interior, cujo destino é o nosso renascer permanente.
2Com isto não quero desvalorizar as peregrinações à Terra Santa. Têm uma tradição e significação históricas, no imaginário cristão, que seria uma violência inconcebível tentar impedi-las. Os peregrinos vão com a ideia de um contacto privilegiado com os lugares em que Jesus viveu, actuou, foi morto e com os lugares das manifestações do Ressuscitado.
A primeira crónica da presença de peregrinos do Ocidente peninsular nos Lugares Santos da Palestina é de uma notável cristã de Braga, Egéria, que, em 16 de Dezembro de 383, estava no monte Sinai. Como diz o historiador José Marques (1) – que seguimos – esta notícia, bastante anterior ao conhecimento do primeiro bispo da Diocese de Braga, Paterno (397-400), é expressão segura da implantação e vitalidade do cristianismo nestas regiões do Ocidente peninsular, marcado também pelo desejo de conhecer os lugares onde decorrera a vida de Jesus e outros intimamente ligados à história do Israel antigo.
O facto de a narrativa do seu Itinerarium estar truncada na parte inicial priva-nos de informações relativas à biografia desta monja peregrina, a começar pela da sua naturalidade. Apesar de haver quem a tenha considerado oriunda da Aquitânia, as opiniões convergem no sentido de que era de Braga ou, pelo menos, do Conventus Bracaraugustanus. Desconhece-se, também, o itinerário seguido e as vicissitudes do caminho. Mas, como observa J. Marques, as descrições que Egéria deixou do monte Sinai, das manifestações de vida religiosa aí existentes, a evocação de localidades que foram cenários de conhecidas passagens bíblicas, a indicação das etapas da caminhada para Jerusalém, o registo dos itinerários das deslocações feitas, a partir de Jerusalém, à Arábia, à Síria, à Fenícia, ao Egipto, à Mesopotâmia, até Edessa – onde se encontrava o túmulo de S. Tomé – e tantas outras informações fornecidas neste “diário”, relativo a um período tão remoto, conferem-lhe um valor inestimável, no quadro das relações entre o mundo cristão do Ocidente e do Oriente.
Às descrições das localidades visitadas temos de acrescentar também a frequente menção das pessoas que a acompanhavam e o registo do modo como se processavam as visitas, incluindo as leituras bíblicas, evocativas dos factos ocorridos em cada um desses lugares.
Tudo isto torna este “diário” egeriano um documento precioso para o conhecimento da vida cristã nestas paragens do Oriente e das peregrinações que também lá, internamente, se faziam aos Lugares Santos ou simplesmente marcados por acontecimentos bíblicos. A título de exemplo, bastará recordar que, por ocasião da visita ao túmulo de Job, diz ela: “Via muitos santos monges que dali vinham a Jerusalém para visitar os lugares santos, com o propósito de ali rezarem”.
Este vasto conjunto de descrições e referências a lugares santos e de interesse bíblico e às manifestações de cristianismo organizado, patente em numerosas comunidades monásticas e centros eremíticos, conferem-lhe, só por si, um interesse extraordinário como testemunho e fonte histórica. No entanto, o seu valor ficou extraordinariamente aumentado com as descrições contidas na segunda parte da obra, essencialmente acerca da liturgia praticada em Jerusalém, nos domingos, nos dias feriais, nas festas e nos diversos momentos litúrgicos especiais, como a Semana Santa, semana e oitava da Páscoa, Pentecostes, catequese e liturgia baptismal, dedicação de igrejas, etc.
No começo desta Quaresma, não posso deixar de recomendar a preciosa edição bilingue da espantosa viagem desta monja bracarense. Não estava seduzida, apenas, pelos lugares e as suas referências bíblicas, mas sobretudo pela vida das comunidades e dos seus costumes (2).
1) Peregrinos e Peregrinações Medievais do Ocidente Peninsular nos Caminhos da Terra Santa, in Estudos em Homenagem a João Francisco Marques, vol. II, Faculdade de Letras do Porto, 2001, pp. 10 1 – 122.
2) Egéria. Viagem do Ocidente a Terra Santa no Século IV, Edição de Alexandra B. Mariano e Aires A. Nascimento, Lisboa, Colibri, 1998.
In Publico,hoje.
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ENTARDECER NA CASA DO LARGO…
… em Caneças, bem no Centro.Dadas as circunstâncias, recomenda-se a viagem de ida e volta desde Lisboa, pela Crel, com saída em Caneças.E depois é deixar que a simpatia das senhoras superiormente orientadas pela Dª Filomena façam escorrer nas chávenas, o cremoso e mentolado “Chocolate com menta”!

Na tarde de hoje, para não deixar a dentição que resta enciumada, optou-se, num caso, por um Struddel de maçã, nozes e canela recheado, noutros, por um meio estaladiço Merengue ( vulgo “suspiros”!) de onde escorrer caramelo e chocolate. De comer e chorar por mais.
É bom haver gente que investe nas periferias da grande cidade. E com que qualidade.
antónio colaço
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VÉSPERAS

Nos Jerónimos, mas com as palavras do Pe Vítor bem por perto!

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO I DA QUARESMA Ano B
“Jesus esteve no deserto quarenta dias”.
Mc 1, 13
A água e o deserto
Água e deserto, aliança e tentação, opostos incontornáveis
do caminho que nos propõe a Páscoa como meta.
Tensão criadora a agitar a cinza dos dias e a fragilidade da terra,
espaço sem limites das escolhas que nos realizam.
Água do nascer e do renascer que nos definem,
entre o “já” e o “ainda não” de grandeza e miséria,
“todos os dias são nossos”, como dizia o poeta,
mas é também nossa a coragem de espalhar a aurora
e levantar rostos cansados e abatidos.
Deserto do apelo ao essencial que é sempre tão pouco,
(um sorriso, um abraço, “um sair de mim e ser amor contigo”),
lugar onde a conversão vai além da penitência,
a alegria de dar é mergulhar na realidade de alguém,
os gestos ecoam a mudança que acontece no silêncio.
Água para a travessia do deserto,
e terra seca que pode reaprender a lição do barro,
este é o tempo de confiar nas mãos de Quem faz aliança connosco
e as oferece cada dia para revelar
o que é belo e teimamos em esconder,
o que é verdade e teimamos em desprezar,
o que é bom e teimamos em esquecer.
Jorram os rios de água viva dos nossos corações
a empapar os desertos, que podem ser os prédios e as ruas,
e as casas, e os trabalhos, e as compras, e até os divertimentos,
onde tantas solidões se acumulam?
Bebemos e mergulhamos nesta água que é Cristo,
e, como a samaritana, ensinamos o caminho da fonte?
Guardamos cisternas ou ajudamos os desertos
a descobrir a Fonte que neles está?
NR
Vê, meu caro Pe Vítor, porque é que preciso de uma foto “decente”?!Na volta do correio, já!
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CONTO-TE COMO FOI

Acredito que o “CONTA-ME COMO FOI” transforma-se, de capítulo para capítulo, num verdadeiro ”Não apaguem a memória”. Diria mesmo, faz mais para percebermos como tudo se passou do que muitas e proclamadas boas intenções, para não dizer de alguns estafados guiões!
Refiro-me, não só às mentalidades com que me/nos embrulharam os anos 60 como, sobretudo, à dramática embrulhada da guerra colonial e aos milhares de mortos que, de África,vieram com a sua juventude embrulhada em negras tábuas de fúnebre pinho.Para mim, África, pior, a expectativa de África, tropeçou na gloriosa e redentora madrugada de 25 de Abril ( por isso não me canso de o celebrar! )no quartel da EPAM, ao Lumiar: “Desta vez não vamos falhar!”, disseram-nos. O 16 de Março tinha sido há tão poucos dias, em Mafra! Carlos, Mariano, Asdrúbal, bora lá este ano até à “Toca”?!
antónio colaço
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MÁRIO TROPA EXPÕE.TODOS A SANTARÉM.SAB.15H

Os meus amigos, amigos de Mario Tropa são.
antónio colaço
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MARTIM. ASSIM, SIM, SR.SILVA

Martim Silva, do recato das esconsas cabines da Lusa, em S. Bento, para o plateau da SICN, via Expresso ( acho que isto saiu bem!)! E a gravatinha vermelha, então, cinco estrelas. Quanto ao Simplex, quer dizer, tem dias mas o meu caríssimo Martim não deixou de ser generoso. Temos é de combater os excessos de zelo, sejam do Governo, do Expresso ( hoje não tem link!) ou de quem quer que seja, mai nada. Também estou nessa!
antónio colaço
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JACARANDÁ JÁ…

…borbulha! É sempre um momento de grande ansiedade. Saber se renasce ou se se fica vergado pelos invernosos dias. E já lá vão cinco anos. Nascido nesta varanda, sempre tão loooonge, mas, ainda assim, tão perto do Palácio, lá ao cimo. Um rei, este Jacarandá …renascido! E você, o que fez do seu, meu caro António?!
antónio colaço
NR-O zoom do nokia foi-se! Mas os tímidos botõezinhos esverdeados estão lá!
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A TUA LUZ,LUIZ.

Dizes, subirei de S. Bento ao Camões.

Luz, sim, luz é o que procuras.

Escuridão até mais não.

Tal como tu, as janelas reclamaram pela sua hora de luz.

Finalmente, a tua luz, Luiz. Pudesses contar-nos, cantar-nos a Luz em que te banhas.
antónio colaço
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ABRIL,ÂNIMOS MIL
“Fiz o que fiz – é tudo o que uma pessoa sabe quando olha para trás”
(Philip Roth, O Fantasma sai de Cena)
Hora a hora, todos os dias, arrisco tudo, risco-me todo, nada temo, não corro, por isso, qualquer risco.
Mais do que a hora ou o lugar onde mostrar já ninguém me rouba, com toda a certeza, o privilégio de continuar a ver e sentir a hora de te revelares, oh, Divina Beleza. Os girassóis de Vincent, os náufragos de Medusa, os néctares do Vale, a fragrância das hortênsias, o barro centenários de monásticos tijolos…
Contra a predestinação dos nomes, de todos os nomes, em meu nome e com a devida autorização dos nobres materiais que se me ofereceram para moldá-los, transformá-los, eis um pequeno making-off da exposição comemorativa de 30 anos de ânimos mil, em preparação.
Para ter lugar em Abril, Maio, Outubro, ou nada ( trocadilho emprestado!). Uma coisa é certa, nunca deixará de ser o que, hoje, em cada dia que passa, felzmente já É. Sobre o que esta exposição poderia ter sido e as legítimas expectativas em seu torno conscientemente abortadas, falaremos num outro momento.

Pormenor de bordado de minha saudosa Mãe estampado no meu primeiro lençol e que integra a tela “Perto do Princípio“.






antónio colaço
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MATINAS

Obrigado por me fazeres ver, relembrar, quero dizer, que o ódio, o ressentimento, a vitimização não fazem falta nenhuma para poder afirmar o valor da minha obra. Da Tua obra. E que rendição nada tem a ver com resignação. As nuvens são, por isso, passageiras. A Tua Luz é Eterna.
antónio colaço
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MATINAS

À chuva veio, agora, juntar-se uma forte ventania. Obrigado, faz-nos ver o muito que em nós precisa ser varrido para bem longe.
antónio colaço
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aBESpinhado

A linguagem publicitária desde sempre me fascinou. Sobretudo por tropeçar, quando menos se espera, nas esquinas de ideias que, estando ali à mão, nunca ninguém delas se lembrou para embrulhar, num segundo momento, venda, divulgação, ou simples sensibilização para campanha, qualquer campanha, do comercial ao humanitário.

Mas…também tropeçamos, por vezes, no inenarrável, ou, pior do que isso, na exploração dos baixos sentimentos como é o caso da lamentável campanha do BES que apela, em tempos de assinalada crise, à mais execrável falta de solidariedade humana que já me foi dado contemplar. “O quê?! Não me digas que – no meio desta enorme crise que se vive, de desemprego, de falta de dinheiro para comprar os bens essenciais, etc, etc, – tu foste lembrar-te de mim … tipo, “Oh!miga, dá cá um abraç…”, “NÃO!!!!ESTAVA A GOZAR CONTIGO”! Entenda-se, ” estava era a gozar com a tua miséria, com a tua solidão, com o teu salve-se quem puder”!!!
Eu, por mim, deixava o BES! Exactamente porque, como penso em mim, não posso, muito menos nestes conturbados tempos, deixar de pensar nos outros e sentir-me impotente por não conseguir fazer um pouco mais por eles!
(Aqui chegados, já estou a ouvir algumas vozes…”Ingénuo incorrigível!Cala-te, o anúncio até tem piada! E funciona! De facto, não é verdade? A nossa sociedade não funciona assim?!Vê lá se não engoliste o anunciozinho todo?!”)
Não! É de vómitos! Este é, para que conste, um post “gregado”!
Fiquei aBESpinhado, já disse!
antónio colaço
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LISBOA CIDADE FANTASMA

Câmara gastou 1.135 milhões em reabilitação
Lisboa perde 300 mil habitantes em 60 anos
2009/03/05 08:57 / JF
Número de habitações é hoje cinco vezes maior e estima-se que cerca de 60 mil destas casas estejam vazias
Lisboa perdeu nos últimos 50 anos 300.000 habitantes, mas o número de habitações é hoje cinco vezes maior e estima-se que cerca de 60 mil destas casas estejam vazias, avança a Lusa. ……
…..Contudo, entre 1991 e 2001 perdeu 100.000 habitantes, e o INE estima que Lisboa continua em perda numa média de 10 mil habitantes/ano.
Estou abespinhado sim. O anúncio é uma estupidez. A crise chegou á imaginação dos criativos.
Depois de ler esta notícia além de abespinhado estou chocado. É inacreditável 60 mil casas….
Da minha janela o nevoeiro esconde o deserto em que Lisboa se vai transformando.
Onde estão as medidas??? ( a nova lei do arrendamento é inútil, não serve a ninguém , só serviu para o Governo apregoar que é reformador… deixa-me rir).
É necessário e urgente recuperar alguns habitantes, destes que desapareceram no nevoeiro que são os dormitórios que rodeiam Lisboa e estragaram o ambiente quer fora quer dentro da cidade.
Lisboa qualquer dia é uma cidade fantasma, movimento das 8 h ás 20h e depois o deserto completo onde como uma miragem de um oásis ainda existirão umas ilhas com gente velha dentro.
pfm
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(U)GANDA PROJECTO!!!

A Rita, jornalista, e a sua colega Lina, geógrafa, estão de partida, Sábado de manhã, para o Uganda.
Deixei-lhes, agora mesmo, este comentário. Saiba do que se trata pelas suas próprias palavras . No meio da crise, ainda há quem pense na extrema crise e pobreza dos outros. África…Nossa, bem distante desse memorável Africa Minha de Meryl Streep e Robert Redford:
Esta minha filhota, que nunca mais me dá um neto, faz-me, agora, avô de meia centena deles.Boa jornada, Senhora Jornalista! Senhora Geografa.
Beijinhos, irmãs-de-uma-caridade-nova-que-tarda!
Beijinhos, Teresinhas-das-Calcutás-do-seculo XXI!
Que as margens da marginalizada Africa sejam inundadas pelo rio de esperança e generosidade actuantes que levais nos vossos coraçõezinhos!
O Pai e o amigo
antónio colaço
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REABRIR ABRIL

Alguns amigos mais chegados já nos deram conta de que algo poderá estar a passar-se com a realização da exposição comemorativa, melhor dizendo, celebrativa, dos 30 anos da ânimo, “Abril, Ânimos Mil” dada a recente utilização de linguagem nas entre linhas, à velha maneira do “antes do 25 de Abril” ! É verdade, sim senhor.
Mas estamos quase em condições de poder adiantar o onde , como e quando da dita exposição, deixando para mais tarde os inqualificáveis percalços de que tem sido alvo.
Esta imagem, de um original que celebrou os 30 anos do 25 de Abril, e de que muito me orgulho – para além da serigrafia editada pela A25, aquando da celebração dos 19 anos – e que faz, hoje, parte da colecção da Associação 25 de Abril, estará patente, de certeza absoluta, na exposição, homenageando, assim, todos os nomes daqueles que levaram por diante tão decisivo movimento!
Esta exposição virou, assim, também, um momento mais de denúncia da arrogância e pesporrência daqueles que se julgam donos dos nomes, do quem é quem no panorama das artes plásticas portuguesas, eles mesmos pequenitos, por sua conta e risco próprios, conscientemente atrelados aos “nomes” que criam para satisfação das suas pequeno-burguesas ambições, uns portuguesitos, uns “roseiritos” ( para ser muito carinhoso, embora hesite se deverei ou não, oportunamente, recorrer ao nazareno azorrague…)enfim, cuja única ambição é a estafada pequenez de um Portugal dos pequeninos feito à sua tão triste dimensão.
Contra essa predestinação dos nomes, só nos resta sermos nós, de uma vez por todas, a destinarmos a rota dos nossos dias na mais perfeita fidelidade a um Abril inicial. O nosso destino é mesmo Reabrir Abril para que Maio, Junho, Julho, Agosto, todos os meses, todos os dias possam ser os dias de construção e afirmação de uma terra que quer contar com todos os nomes e onde todos os nomes contem, tenham lugar! Os nomes com que tu, eu, cada um de nós assina por baixo a construção de um Portugal Melhor.
antónio colaço
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ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL RECEBE 30 ANOS DA ÂNIMO!

Chegas ao Largo do Camões. Sabes que lá ao fundo, à esquerda, subindo, alguém espera por ti, de cravo ao peito, as silenciadas armas ali por perto. Sim, o mítico Largo do Carmo, de Salgueiro Maia e camaradas, está a dois passos.

Continuas a subir, a Rua da Misericórdia, o nº 95 espera por ti . Rejubilas. O santo e a senha estavam certos. Deixaste o Palácio de S. Bento para trás, subiste a Calçada do Combro, estás feliz, conseguiste erguer-te dos escombros que nunca adivinhaste. Bates e a porta abre-se. Abril, finalmente, e os seus ânimos mil, abrem-se para ti!

Chegou, finalmente, a hora de poder anunciar aos meus queridos amigos que a Exposição ” ABRIL, ÂNIMOS MIL”, será inaugurada pelas 19 horas da Quinta-feira, 16 de Abril, do corrente ano, prolongando-se até 8 de Maio, na Galeria da Associação 25 de Abril graças à colaboração do meu querido amigo e presidente da minha Associação 25 de Abril, Vasco Lourenco.
Como miliciano de Abril e artista plástico não posso deixar de agradecer publicamente a confiança depositada. Tudo farei para honrar Abril, tal como há 35 anos, nos telhados dos velhos estúdios, da velha televisão do velho regime. Devo reconhecer, todavia, que passados estes anos todos, no domínio da actividade dita intelectual, e, concretamente, no das artes plásticas, e não só, muitos dos velhos vícios continuam ainda a ser reproduzidos por alguns dos novos protagonistas que, ingenuamente, supunha imbuídos do espírito daquela redentora madrugada. Fazer esta exposição de pintura e escultura, 35 anos depois, na sede da A25, é, para mim, afortunadamente, um privilégio que desde já, penhoradamente, agradeço. Muito obrigado, camarada Vasco Lourenço e a todos os membros da direcção da Associação.

Pormenor da gravata que o artista ( hoje, desalmadamente, a puxar pelos galões! ) levou para a reunião de trabalho com Vasco Lourenço e o coronel Aprígio Ramalho.

Pormenor da Galeria desenhada por Siza Vieira ( todo o prédio, claro!). O programa das festas será divulgado em breve estando garantidos, para já, alguns licores e bolo finto de Mação…
Agora, se não se importam, o artista regressa ao atelier, cada vez mais sereno, mais tranquilo, e empenhadíssimo em defender o seu … bom nome.
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UFF (U)GANDA SUSTO.TUDO BEM

A última e animada conversa de ontem à noite,em directo já de Kampala, com as nossas “missionárias” Rita e Lina,bem dispostas, a poucas horas de avançarem para o grupo de africanitos com quem vão trabalhar, em Bulenge, em nada fazia prever o matinal susto de há algumas horas devido à notícia da queda de um avião comercial Antonov no Largo Vitória, depois de levantar voo do aeroporto de ….Kampala, Uganda, e na qual morreram todos os seus ocupantes!
A impossibilidade de um contacto imediato, telefonemas vários consulares e, quase duas horas depois, a voz da Ritinha, sorridente, dando conta de que tudo está a correr pelo melhor.
No meu caso, face à impossibilidade de contacto por tlm, cheguei a recorrer à mensagem/comentário directo no blog que criaram admitindo que o consultassem primeiro! As novas tecnologias e o seu precioso contributo.
antónio colaço
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CORES DE MARÇO EM MARCHA.

O branco apoderou-se da minha jovem ameixoeira e faz dela a mais radiosa noiva do Vale das Árvores, Mação.

Extasiadas pelo sol de Março, as minhas magnólias desfolham as suas roxas grinaldas num desejado e primaveril abraço.

Se as cores já se agitam no Vale, o mesmo se passa no atelier da Ajuda. Abril,o dia 16, 19 horas, na Galeria da A25Abril, quase. Os girassóis de Van Gogh – em preparação uma tela que se chamará “Van Gogh vem cá“, ou de como ao quadro de Van Gogh só vai faltar, mesmo, o amarelo dos seus girassóis, embora, sementes seja coisa que não falta. Uns e outros, do Vale. Van, vem cá, não sejas “elitista”, ajuda aqui o artista a semear de amarelo a tua tela.

Igualmente à espera de cor, este “Perto do Princípio”, concebido a partir de bordado original da minha saudosa Mãe e que assim acrescentou arte ao meu primeiro lençol de bébé. Não sei se isto comoverá o empedernido coração das ” elitistas” da nossa praça mas também não interessa. Em breve terão mais um espaço.
Para quem não tenha lido as últimas do Expresso do passado Sábado:
“ZITA SEABRA ( mas cujo nome bem poderia ser ZITA ROSEIRO, segundo o nosso MEC-Miguel Esteves Cardoso,in Sábado,5.Mar.09,pag54) vai abrir uma livraria em Lisboa, na Rua do Século, nas instalações de uma antiga padaria. Vai chamar-se Aleteia, como a editora que Zita fundou, e ( NR- Reparem bem!) privilegiará o público elitista”.

Mais palavras para quê? Que diria a padeira de Aljubarrota, que de elitista nada tinha, se visse, agora, esta “antiga padaria” virar elitista casa de livros, eles mesmos elitistas, claro, a precisar, porventura, de uma pazada de ar fresco nas lombas, perdão, lombadas, para deles sacudir tanto pó de acumulada e “popular” farinha?
antónio colaço
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SOMOS TODOS UGANDESES!
As nossa irmãzinhas ugandesas, Rita e Lina, voltaram a dar notícias.Depois do susto de ontem, olhem só os “estragos” que já por lá andam a fazer. Um excerto da sua reportagem. O resto é mesmo para ler ( E DEIXAR COMENTÁRIO! VÁ LÁ ,VAI SABER-LHES BEM!!! Dar-lhes mais ânimo ainda!!!) …aqui!

(…)
“Durante estas visitas, o Sam, o Patrick e o William dao refeições aos miúdos. Alguns nao comiam há 5 dias! E desta vez conseguimos resgatar mais uma menina da rua. A Katushabe tem 14 anos, veio do Norte do Uganda e foi obrigada a ser uma menina-soldado. Fugiu para a capital, e estava a viver na rua ate há 2 horas.”
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OBRIGADO,EMERENCIANO

A propósito da exposição “Abril, Ânimos Mil”, recebi de Emerenciano esta agradável surpresa da sua lavra criativa. Muito obrigado meu caro. Se o Emerenciano não fosse já um nome consagrado das nossas artes plásticas, teria muito gosto em recomendá-lo a uma editora livreira da nossa praça que eu cá sei. Mas como, felizmente, não só não precisa como, ainda, faz o favor de colaborar, sem complexos, ou deslumbramentos bacocos com este “jovem” artista plástico em “início de carreira”, estamos conversados. 
Já agora, um pouco de história. Quando dei por mim a deixar de privilegiar uma certa componente figurativa dos meus trabalhos, a escrita (na foto um trabalho do início dos anos 80), a sua componente “qualigráfica”, gestual, pouco a pouco, começou a tomar conta de tudo quanto me saía. E quando o jornalismo ficou para trás, esses escritos – essa escripintura, como bem classifica Emerenciano – como que assumiram o papel dos velhinhos “linguados”, os modernos caracteres de hoje, as mensagens outras dos dias de hoje, ao ponto de, um certo dia, numa das anteriores exposições alguém dizer, “oh!deixa um bocadinho para a gente conseguir ler”!
Foi então que um velho amigo, professor de educação visual, me mostrou um livro sobre Emerenciano. Um certo pudor me invadiu, como quem diz, “oh! afinal a escrita também é importante para este. E agora, que fazer?!” Tal veio agudizar uma questão que ao tempo se me colocava: evitava ir ao cinema porque achava que um dia também realizaria os meus filmes e como queria ser um realizador original não podia ver o que os out….
Ingenuidades! A verdade é que a minha auto-estima superou a revelação. Ou seja, estava a fazer aquilo que gostava e jamais largaria. Hoje, esse lado gestual permanece e no dia 16 de Abril figurativo, gestual, surrealismo e tudo e tudo subirão ao Chaido.
Obrigado, outra vez, Emerenciano, pelo privilégio do seu desinteressado companheirismo.
antónio colaço
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A CAMINHO DE ABRIL…

A cor começa a tomar conta do branco das telas. Será, creio, a mais telúrica das minhas recentes exposições. Das podas do Vale das Árvores vieram estas vides com que pretendo celebrar a irmã terra e tudo quanto nos dá. ” Louvor e Exaltação do Vinho” assim se chamará ao conjunto desta obra que integra outros elementos a revelar no local.
O Público titula hoje que a “Riqueza criada pela agricultura caíu 23% com a integração europeia e que os rendimentos dependem mais dos subsídios do que da venda de produtos. A meia centena de pés de videiras que enterrámos no Vale não são exemplo para ninguém mas, pelo menos, pelo nosso lado, a terra é uma realidade que contará sempre connosco, comigo, até ao final dos meus dias. Há uma quadra popular que há muito me acompanha na memória e que cito de cor, “Da terra é que a gente nasce , da terra é que a gente vive, da terra é que a gente come, e a terra, depois, come a gente”! Claro que este comer é relativo para quem, como eu, acredita que um dia habitaremos uma nova Terra . É por isso que, embora do facto nos esqueçamos, amiúde, à luz dessa nova realidade todas as nossas pequenas questiúnculas são …pó!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Os ânimos continuaram exaltados e a polícia continuou a controlar os acontecimentos ( recepção aos jogadores do Sporting após as sete bolas, perdão 12 bolas de… Berlin.Desculpa, Rui!).
RTPN, hoje.
Não esperemos que o Vaticano tome posições de ânimo leve.
Pedro Mexia, TSF,Governo Sombra
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ABENÇOADAS E GLORIOSAS GLICÍNIAS
Abençoadas e gloriosas Glicínias que hoje chegaram a S. Bento! Bem-vindas para tornar, também, mais gloriosos os nossos desencantados dias.
antónio colaço
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WEBANGELHO.PRIMEIRO DEUS

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO III DA QUARESMA Ano B
“Tirai tudo isto daqui;
não façais da casa de meu Pai
casa de comércio.”
Jo 2, 16
Violência para acordar
São brutais as notícias de violência que chegam até nós. Não só a de guerras e atentados mas também as mais próximas, em famílias (dolorosamente chamada “doméstica”), e escolas, e bairros. Violências a que chamamos estúpidas e irracionais, feitas de lutas de poder e raivas contidas, mas que precisam de ser lidas e interpretadas. Muitas vezes são “gritos” contra uma certa “domesticação” da vida, ou reacções a injustiças crescentes, mas não se podem legitimar por qualquer razão. É comum sentirmo-nos impotentes mas é preciso olhar de frente a realidade, porque o silêncio e a indiferença são tão graves como a própria violência.
Em todos os evangelhos é narrado o gesto corajoso e provocatório de Jesus no Templo de Jerusalém. Expulsando os vendedores de animais para os sacrifícios e derrubando as bancas dos cambistas que trocavam o dinheiro dos peregrinos pela moeda sagrada do Templo, Jesus ataca o coração da religião judaica. Ali estava a presença de Deus na terra. Não em imagens, mas num espaço que simbolizava como os judeus se consideravam “proprietários” de Deus. E não será essa a maior idolatria? Tentar ser “dono”, senão de Deus, pelo menos da sua Palavra e da sua interpretação?! Dono da lista de “sacrifícios” de purificação e oferta que eram necessários para o “encontro” com Deus?! Um Deus que se podia “meter” no bolso, como mais um cartão de crédito salvador?!
A “explosão” de Jesus proclama que Deus não pode nunca ser comprado. Que não há portagem a “pagar” para o encontro com Ele, nem “via verde” para alguns privilegiados. Que “a religião não está primeiro”, como dizia José António Pagola num comentário a este texto: “A actuação de Jesus alerta-nos a todos os seus seguidores e obriga-nos a perguntar-nos pela religião que estamos a cultivar nos nossos templos. Se não está inspirada por Jesus, pode converter-se numa maneira ‘santa’ de fechar-nos ao projecto de Deus que Jesus queria impulsionar neste mundo. Primeiro não é a religião, mas sim o reino de Deus.”
Às vezes são precisos gestos ousados para acordarmos. Não da violência que destrói, mas sim daquela que nos convida a trabalhar por um mundo mais humano, por uma compaixão efectiva. Cada um procurar só o seu bem-estar e os seus interesses é criar condições para maior violência. É acomodar-se ao “templo” da nossa “religiãozinha”, que consola mas não muda nada. Cuidado! Já sabemos o que Jesus pensa disso!
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WEBANGELHO.S.PAULO E AS MULHERES

SÃO PAULO E AS MULHERES
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Nos casamentos, constato com satisfação que as noivas rejeitam como leitura da Missa um dos textos propostos, da Carta aos Efésios, atribuída a São Paulo. Diz assim: “As mulheres submetam-se aos seus maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher. Como a Igreja se submete a Cristo, assim as mulheres, aos maridos, em tudo.”
Na Carta aos Colossenses, também se lê: “Esposas, sede submissas aos maridos, como convém no Senhor.” E na Primeira Carta a Timóteo: “A mulher receba a instrução em silêncio, com toda a submissão. Não permito à mulher que ensine, nem que exerça domínio sobre o homem, mas que se mantenha em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.” Na Primeira Carta aos Coríntios: “As mulheres estejam caladas nas assembleias, porque não lhes é permitido tomar a palavra e, como diz também a Lei, devem ser submissas.”
Aí estão os textos fundamentais a partir dos quais São Paulo foi julgado como misógino e responsável pela situação de submissão das mulheres na Igreja e na sociedade. No entanto, tornou-se hoje claro que este preconceito repressivo e negativo é injusto. Quando comparamos a imagem que Paulo tem da mulher com a dos seus contemporâneos, concluímos mesmo, como escreve Stephen Tomkins, que Paulo é dos “escritores mais liberais da Antiguidade e que dificilmente merece uma crítica tão dura”.
Na Grécia e em Roma, as mulheres não eram consideradas pessoas, não tendo, portanto, direitos. “Calar é a grande honra de uma mulher.” Aristóteles escreveu que “o homem é por natureza superior e a mulher, inferior; ele domina e ela é dominada”. Os homens judeus agradeciam diariamente a Deus não os ter criado mulher, e o testemunho de uma mulher não era aceite em tribunal. Lê-se no livro bíblico de Ben Sira: “Menos dano te causará a malvadez de um homem do que a bondade de uma mulher.”
São Paulo fez uma experiência avassaladora, que transformou, de raiz, a sua vida: Deus não abandonou à morte Jesus crucificado. Que vale um morto? Que vale um crucificado? Então, se Deus o ressuscitou, não foi pelas suas qualidades. Assim, Deus está do lado dos abandonados e excluídos e, portanto, todos valem diante dele. Paulo intuiu e experienciou a dignidade infinita do ser humano, seja quem for. Daí ter escrito esta palavra decisiva, na Carta aos Gálatas: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo.”
E tirou as conclusões práticas. Formou comunidades cristãs carismáticas. Reuniam-se em casa de um cristão para celebrar a Eucaristia. Quem presidia era o dono ou dona da casa, de tal modo que nada impede pensar que, no princípio, mulheres presidiram à celebração eucarística.
O facto de Paulo se dirigir também a mulheres casadas com não cristãos indica que as recebia na comunidade enquanto autónomas, como os homens, independentemente dos maridos.
No último capítulo da Carta aos Romanos, saúda 16 homens e 8 mulheres. Lá aparecem Febe, que “também é diaconisa na igreja de Cêncreas”; Priscila, “minha colaboradora”; Maria, “que tanto se afadigou por vós”; Trifena e Trifosa, “que se afadigam pelo Senhor”; “a minha querida Pérside, que tanto se afadigou pelo Senhor”. Merece menção especial uma apóstola: Júnia, “tão notável entre os apóstolos”.
Do confronto destes textos, conclui-se que Paulo não pode ser acusado de misoginia. O que se passa é que das 13 cartas que lhe são atribuídas, ele só é autor de 7: Primeira aos Tessalonicenses, 2 aos Coríntios, aos Filipenses, a Filémon, aos Gálatas, aos Romanos. As outras 6 – aos Colossenses, aos Efésios, Segunda aos Tessalonicenses, 2 a Timóteo, a Tito – são pseudopaulinas, isto é, dependem da “escola paulina”, mas ele não é o seu autor. Ora, os passos citados, exigindo a subordinação e o silêncio da mulher, pertencem às pseudopaulinas. Quanto ao passo da Primeira Carta aos Coríntios, aceita-se hoje que é uma interpolação posterior, pois só assim se percebe que antes refira “a mulher que reza e profetiza”.
O comportamento misógino e subordinado da mulher não se deve a Paulo, mas a outras lutas e influências.
In Diario de Notícias,7Março09
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ATÉ MAIS LOGO, JOÃO MESQUITA

O João Mesquita partiu. A estas horas, o seu colega e outro grande amigo, Oliveira Figueiredo -lembra-me, João, mas acho que assistimos ambos à leitura do voto que então, aqui, em S.Bento propusemos se lesse em sua memória – já deve ter-lhe dado o abraço da Eternidade. O João Mesquita e o Oliveira Figueiredo, este último o decano do jornalismo parlamentar, ambos acompanharam os meus primeiros passos nesta grande casa da nossa democracia. E hoje, João, dei, também, o passo decisivo para que o teu nome, mas, sobretudo, a tua postura de homem de bem, sejam, no Plenário, enaltecidos. O Henrique Monteiro, merece que destaque um parágrafo do belíssimo texto que te dedica aqui:
“O João foi um dos homens sérios que conheci. Não conheço assim tantos, infelizmente. Foi sério até à sua própria exaustão, prejudicou-se de ser sério, foi inflexivelmente sério. O João foi um dos homens de carácter que conheci. Um carácter amistoso de bon vivant à mistura com uma humildade republicana e laica de revolucionário. O João era uma contradição, daquelas boas contradições que nos dizem que um ser é tão livre que derrota as prisões e os preconceitos. Não seria possível compreender inteiramente o João sem entender o seu percurso, uma vez que toda a sua vida breve (faleceu com 51 anos) foi feita de amizades e cumplicidades que o marcaram, ao mesmo tempo que de acções suas que marcaram os que o foram rodeando.”
Está tudo dito. Resta-me, João , como derradeira homenagem, republicar a última reportagem que a ânimo fez contigo. Como se o lançamento de um outro livro em que trabalhavas fosse já amanhã e nós, de novo, pelas novas tecnologias e com a cumplicidade dos teus amigos, lá estivéssemos!
Até mais logo, João!
Um beijo solidário para ti, Clara Vasconcelos e filhota.
antónio colaço

JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”
João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.
O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.
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NOVO PLENÁRIO.ESTÁ QUASE

Finalmente, o novo plenário como nunca o viu! O pano vai subir.



Um novo Plenários para Novas Leis . Leis cada vez mais Plenas de Justiça e Solidariedade.
antónio colaço
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UGANDARILHAS


Para os amigos da RITA E DA LINA.
Recebi da Rita a mensagem que passo a transcrever mas, antes, uma pequena nota. Mais uma vez a prova de que a NET, para elas, NESTE MOMENTO, é um MEIO, jamais um fim!
Ou seja, a sua grande preocupação vem na linha do que também defendo: NÃO VIVO PARA BLOGAR, BLOGO DO QUE VIVO!
A prova provada de que as irmãzinhas UGANDARILHAS estão MESMO a
VIVER UGANDA NO UGANDA!
Um beijo para vocês.
A mensagem da Rita:
Esta td bem. Andamos super ocupadas entre aulas d musica, fotografia, inglês, matemática, distribuição d alimentos … quilómetros a pé, banhos de alguidar, muitas emoçoes, mtas necessidades. Não conseguimos ter tempo ou rede para a Net mas esta td optimo apesar d cansaço!Bjinhos gds!
antónio colaço
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O PRIMEIRO CONVITE.PARA TI!

ABRIL, ÂNIMOS MIL
pintura . escultura

16 abril . 8 maio
Galeria da Associação 25 de Abril

exposição comemorativa dos 30 anos da ânimo http://animo30.wordpress.com
CONVITE
Venho convidar todos os leitores da ânimo para a inauguração da Exposição “Abril, Ânimos Mil” que terá lugar no dia 16 de Abril, pelas 19 horas, na Galeria da Associação 25 de Abril, ao Chiado, na Rua da Misericórdia, Nº95, em Lisboa.
Num tempo de desânimo, uma exposição que faz apelo a que retomemos os caminhos que Abril nos abriu e em cujo esquecimento radicam, também, à nossa escala, algumas das razões para a crise que enfrentamos.
Na luta por uma sociedade mais justa e solidária, regressar às origens, mesmo a partir da grande cidade, pode ser um bom começo. O desenho do cartaz é feito a partir de um bordado original da minha saudosa Mãe para o meu primeiro lençol de bebé! Nas Lisboas de Lisboa, o Portugal interior, de Gavião a Mação, com passagem por Abrantes, em lugar de destaque nas obras que apresento.
Às palavras, juntaremos os licores e os bolos fintos de Mação, acreditando que, assim, poderemos fintar o desencantado destino de que nos queremos, de uma vez por todas, afastar. Talvez possamos sair, assim, mais animados e com a renovada vontade de Reabrir as portas que Abril abriu. Não faltará para isso, e também, algum vinho maçanico, Chave Dourada, da nossa modesta produção. Estão convidados . Conto convosco. A palavra e o poder às vossas agendas! Todas as agendas!
antónio colaço
ENTRETANTO….
No silêncio das noites ou no prolongamento dos dias de fim de semana … a exposição vai ganhando corpo. Não pretendo originalidades bacocas mas sempre direi que assumo esta tão original quanto despretensiosa partilha do atelier, digamos, on-line, quando, alguns dos consagrados nomes ou, talvez os seus “testas de ferro”, tudo fazem para esconder do público as mais recentes inovações dos seus apoderados.
”Vincent, Vem Cá“, ou o mistério do assalto aos girassóis de Van Gogh, “Louvor e exaltação das hortênsias” e “Jangadas para os Náufragos de Medusa” – obrigado, Mário Franco, pela convincente exposição, pelo desmedido fascínio que me fizeste criar pelo original de Géricault -1791/1824 – ocupam, agora, toda a nossa atenção. Aqui fica esta espécie de making off de obras em execução:

Vincent, Vem cá!

Louvor e Exaltação das Hortênsias.

Jangadas para os Náufragos de Medusa (A partir da obra de Theodore Géricault).
antónio colaço
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PORQUE HOJE É DOMINGO NO UGANDA E NA AJUDA!

A Rita e a Lina acabam de actualizar o seu Diário de Bordo do ..UGANDA, aqui!
De entre as várias peripécias, vejam como num só dia produziram 200 tijolos para ajudar a construir uma cozinha, cujo telhado foi adqurido com …. o seu dinheiro! Quem falou em falcatruas BPN, BPP, offshores ?!
Toda a admiração do Mundo para vocês, minhas Ugandarilhas, suas Tijoleiras do Ugandá!
Enquanto em Bulenga se cozinham novos dias com a argamassa de gente jovem e solidária, na Ajuda, de espátula na mão, ” outro” cozinhado vai ganhando forma para que possa ser servido com “artística” dignidade, a 16 de Abril, pelas 19 horas, na Galeria da Associação 25 de Abril.

Cachas de Mudança (II), assim se chama este trabalho, em fase de finalização, de um intenso vermelho feito. Para que as boas notícias, de uma vez por todas, tomem conta dos dias, com o vigor de um renovado sangue!

antónio colaço
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ULTIMA HORA:PE ANSELMO BORGES NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO/FESTA “ABRIL,ÂNIMOS MIL”

É com incontida emoção que tenho o prazer de anunciar aos nossos amigos que a celebração dos 30 anos da ânimo conta, na inauguração da Exposição “ABRIL,ÂNIMOS MIL, com a presença e a iluminada palavra do meu querido amigo Padre Anselmo Borges.
” De que falamos quando falamos de “ânimo”, o mote para a conversa com Anselmo, um dos mais dinâmicos e revolucionários evangelizadores do sec XXVI e que aqui não deixamos de sublinhar! A alegria patente no rosto desse outro amigo, o Manuel Vilas Boas, da TSF, diz tudo de como é bom estar entre amigos destes. Um motivo mais para subir até ao Chiado na quinta-feira, 16 de Abril, pelas 19 horas, e entrar na Galeria da Associação 25 de Abril, situada, mais precisamente, na Rua da Misericórdia, nº 95.
Na sequência desta novidade, agora mesmo confirmada, uma outra pode estar a caminho. Aguardemos.
antónio colaço
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S.BENTO.MALMEQUERES,GLICÍNIAS E PAVÕES…

Não, não é nada do que está a pensar. Venha daí aproveitar a hora de almoço e, num breve passeio, em redor de S.Bento – comecemos por estes…”malmequeres” amarelos, sei lá… – para além de queimar as descuidadas calorias, descubra a Primavera que desponta nas ainda adormecidas copas das árvores ou - atenção António, isto é para si - rapidamente, à espera de um pouco mais de sol para nos colorir e violaçar (tornar violáceos, claro!) os dias.

Aqui, na Rua D. Carlos, nenhum sinal ainda.

…e no Largo de Santos, o mesmo.




Bem perto do violeta das glicínias, alguns pavões e pavoas nada violentos.

Uns pavões e pavoas, como direi, de proximidade.Tão ternos.Nada espavoneados, como alguns pavões e algumas pavoas que eu cá sei.

E o regresso a casa, à reencontrada ”área” dos Passos Perdidos.
Só mesmo as flores, o seu perfumado silêncio, que nenhum ruído perturbará, para nos devolver os firmes e reencontrados passos perdidos.
Obrigado.
antónio colaço
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SESSÃO DA TARDE.PORTUGAL EM DIRECTO

É um rigoroso exclusivo. Testes audiovisuais em curso. Democracia electrónica em marcha . Videoconferência com o quotidiano. Em directo. A Assembleia no quotidiano dos Portugueses, os Portugueses no Quotidiano da Assembleia. Os primeiros Passos. Nunca mais … Perdidos. Achados, sim, para sempre.
antónio colaço
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“NUNCA TE QUERO DIZER ADEUS”

Queridas Nasali e Mukisa, convosco, mais do que a comovente frase, conquistada, palavra a palavra, pelo Carlos Nsubuga, “nunca te quero dizer adeus”, só posso sentir-me orgulhoso porque DEUS ESTÁ E VAI CONTINUAR, DE FACTO, PRESENTE em Bulenga.
Assim apareçam outras Ritas e Linas para o demonstrar.

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Claro que o mais fácil é dizer “se Deus existe por que permitiu a orfandade e abandono de todos os Carlos de todos os Ugandas?”
Não é fácil digerir mas acredito cada vez mais que os africanos, como nós, criarão as condições para dias cheios do calor de um outro SOL que tarda em brilhar.
É aí que melhor poderemos compreender o alcance destas outras sementes que a vossa solidariedade lançou à terra!
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Que bom seria que a vossa decisão de atribuir o 15 de Março como marca identitária e aniversariante pudesse estender-se à marcação dessa data outra, a partir da qual o direito a ser feliz, a ter família, a construir um país pudesse ser uma URGENTE REALIDADE!
ATENÇÃO:
AMANHÃ, QUINTA, 19 MARÇO, A PARTIR DAS 10 HORAS, EM DIRECTO DO UGANDA
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E agora, “bora lá” a ver a comovente reportagem das Ugandesas quase na hora de deixar Bulenga!
Ritinha,a Lina que me perdoe, mas começas a ter muitas contas que ajustar com o futuro:
-o futuro da Koreia do Norte
-o futuro de Bulenga
…QUEM VIRÁ A SEGUIR?
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Para já,quem me dera ter os órfãos de Bulenga inteira no Vale das Árvores no próximo dia….9 de Maio!!!
Regressem bem!Não vai ser fácil.A mesma coragem que vos levou a partir, desejo esteja presente, agora, que vos preparais para regressar!
Um beijo enorme dos orgulhosos paizinhos para vocês, suas “bodas-bodas imparáveis”!!!!
antónio colaço
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VÉSPERAS

Imagino como estarão as crianças ugandesas, a estas horas, despedindo-se de duas amigas, duas cidadãs do mundo que, solidárias, durante duas semanas as deixaram menos solitárias, com elas tendo partilhado sonhos, assim tornados realidade…
Oh! África, África, por quanto tempo mais terás de esperar que o fulgor dos teus adormecidos diamantes de uma vez por todas ofusque as empedernidas mentes de todos quantos à tua custa se banquetearam deixando atrás um rasto de orfandande, retardando a hora de os teus órfãos assumirem nas suas mãos o destino da sua Pátria?
“Nunca te quero dizer adeus“, mais do que uma lança em África deveria ser o grito que nos deveria fazer lançar, de forma permanente, a caminho de uma África lançada e finalmente libertada.
Boa viagem, Rita e Lina. Nem eu sei o que me apetece dizer a Deus….
antónio colaço
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MATINAS

Se calhar, a Primavera, que acaba de chegar às 11.44, também pode morar numa tela feita com o que sobrou do passado Outono no meu Vale das Árvores.

É isto que me fascina na Natureza, numa palavra, na Criação: ressuscitamos como se nunca tivessemos morrido.
Obrigado pela irmã Primavera!
antónio colaço
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DECLARAMOS ABERTA A PRIMAVERA

É oficial. Tomem lá as grinaldas. A Primavera chegou:11.44.
antónio colaço
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ABRANTES.FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO ESPECIAL

O Festival Nacional de Teatro Especial (FNATES) vai decorrer, de 23 a 28 de Março, no Cine-Teatro S. Pedro, em Abrantes.
Esta é já a sétima edição deste evento que reúne grupos de teatro que, em comum, têm o facto de serem constituídos por actores com deficiência.
A organização é do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes e o objectivo é promover a inclusã pela arte, vencendo a barreira invisível do preconceito face à diferença.
Pela mão da minha amiga e antiga colega de lides jornalísticas de Abrantes, Amélia Bento, aí está este PRESS-RELEASE/Convite para este fim-de-semana! Amélia, ou me engano muito ou o actor do cartaz é o Abílio, um puto das Mouriscas que há muitos anos, atrás, passe o pleonasmo, encontrávamos na ” carreira” que fazia a ligação Mação/Abrantes! Como o tempo passa!
Bom Festival!
antónio colaço
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BOA TARDE,PRIMAVERA


De verde e de sol se fazem as primeiras horas desta Primavera.Obrigado.
antónio colaço
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IMPORTAM-SE DE ESPERAR UM POUCO POR NÓS?!

A derradeira imagem.Ontem!
Rita e Lina, perdão, Nasali e Mukisa acabam de aterrar em Londres! Estão bem. Pela parte que nos diz respeito nem imaginam a recepção…. às 21 na Portela!!!
Imagino-as, agora, a caminho, não do Harrods, mas de Buckingham Palace ou, mesmo, do Nº10 de Downing Street convocando A Rainha, Gordon Brown, todo o mundo, enfim, para que não seja mais preciso passar 15 dias para perceber que o destino dos Ugandas de Africa tem direito a conhecer NOVOS DIAS.TODOS OS DIAS.
É só preciso um pequeno compasso de espera.
À pressa do nosso ocidental consumismo só precisamos de contrapor um minuto para parar por um bocadinho, para que eles, pelo menos, se ponham de pé e retomem o caminho!

Os Carlos, salvos in extremis à beira dos caminhos, só precisam de mais mil MOSQUETEIROS.
Eles são, como nós, tão generosos, tão INTEIROS!!!!
Bem vindas, filhas de África. Filhas do MUNDO!
Como pais, sentimos todo o orgulho no compasso de espera que vos fez deixar-nos sem vós, para que outros pudessem, por 15 dias, apenas, sentirem-se, um pouco menos sós! Foi, à nossa humilde escala, o nosso insignificante apoio. Mas… olhem se isto faz escola?! Olhem se a ideia se cola nas agendas dos G20, dos FMIs, das ONUs…ninguém nos cala!!!
Ainda um dia o vosso Carlos, que a estas horas nos nossos emocionados corações já todos adoptámos, de tanta palavra nova procurar ainda um dia à tribuna da ONU irá gritar:
IMPORTAM-SE DE ESPERAR UM POUCO POR NÓS?!
antónio colaço
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MATINAS

Obrigado, pelo regresso a um novo dia.

Obrigado, pelo regresso destas duas “irmãzinhas” dos Ugandas do Uganda!Para a Lina, um beijinho em dia de primaveril aniversário! E agora, oh pra cá….

…com as mil e umas histórias para contar. Depois das barriguinhas saciar, claro!
A todos os amigos que nos apoiaram, OBRIGADO!
Nos nossos corações palpitam os coraçõezinhos de Bulenga.
antónio colaço
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MAÇÃO.OS PASSOS DOS PASSOS









antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Não é possivel menosprezar o cansaço e a indiferença que, sobretudo, agora, ameaçam lançar o país na pior forma de depressão: a falta de ânimo e confiança para acreditar nalguma coisa. Começa a ser tarde demais.
Vicente Jorge Silva , Sol, 21 Março 09
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BEM AVENTURADOS

Hoje de manhã apanhei um susto ao ver a mancha negra que derramava pela escadaria monumental da AR. Pensei que fosse o anuncio da inauguração da sala das sessões mais tecnologicamente avançada do mundo. Afinal era o convite para a exposição sobre a obra do arquitecto Ventura Terra.
pfm
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GRUPO ANVERSO/REVERSO EXPÕE.24 MARCO.17H

O Traço e a Sombra, da autoria de José Simão, um vizinho albicastrense.Uma das muitas e inovadoras obras dos medalhistas em exposição.
A exposição inaugura, amanhã, Terça-feira, dia 24 de Março, às 17h na Imprensa Nacional Casa da Moeda.
A Imprensa Nacional-Casa da Moeda acolhe, com particular interesse, a exposição dedicada aos trabalhos relacionados com moedas e medalhas dos escultores pertencentes ao grupo Anverso/Reverso.
Que outro lugar poderia ter um simbolismo tão grande para a realização de um evento deste tipo como tem a Casa da Moeda?
Ao colaborar na organização desta mostra, a INCM quer ajudar a divulgar a numismática e a medalhística, dando a conhecer o trabalho de seis escultores que, embora representando diferentes épocas da escultura portuguesa, têm em comum o reconhecimento de qualidade de um trabalho excepcional em prol de uma arte que se perde no tempo e pela qual se luta hoje com afinco, de modo que a mesma se não perca e possa continuar a cumprir um papel histórico e social ímpar.
As moedas e as medalhas expostas foram maioritariamente produzidas e emitidas ao longo dos anos pela INCM, no âmbito da sua actividade, e representam uma pequena parte, mas muito importante, do seu acervo numismático e medalhístico.
A INCM tem uma longa tradição na emissão, fabrico e comercialização de moedas e medalhas, que celebram o património, a história e os vultos mais importantes da cultura portuguesa e internacional. No fabrico destas pequenas obras de arte a INCM exige grande qualidade técnica e artística, atestada na selecção cuidadosa que faz
dos criadores das peças, muitos deles reconhecidos com importantes prémios nacionais e internacionais.
Esta mostra e o catálogo que se apresenta é representativo da estima, do reconhecimento e do apoio que a INCM presta aos escultores, particularmente na área da gravura numismática e medalhística e na divulgação desta importante forma de arte.
Os nossos parabéns aos escultores Helder Batista, José João de Brito, José Simão, José Teixeira, Maria João Ferreira e Vitor Santos pela obra que têm vindo a desenvolver a favor da afirmação da numismática e da medalhística portuguesa e pela realização desta importante exposição a que INCM se associa.
O Presidente do Conselho de Administração da INCM
PROF. ESTÊVÃO DE MOURA
NR
Ou muito me engano ou este nosso amigo Prof Estêvão de Moura é o Estêvão que todos conhecemos de Abrantes, certo?Por acaso, Estêvão, ainda ecoa alguma coisa da ânimo dos anos setenta, na tua memória?! Eduardo Campos, lá, onde estás ,”amanda” um clic ao brilhante Estêvão!Quem sabe se ele poderia patrocinar a cunhagem de uma moedazita alusiva aos nossos 30 anos, hein?! Aqui fica a …”cunha“, quer dizer, o “molde” para a cunhagem!!!
antónio colaço
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MATINAS

Ainda não foi desta que consegui a imagem que o Mini Mercado Primavera merece. Um desafio para os meus amigos fotojornalistas.Tardo em meter-me ao caminho, subir a Calçada da Estrela, chegar lá e, no melhor ângulo, com a melhor nitidez, aí está ela.Não, foi assim à “socapa”, em trânsito, no bem-bom do carro.É um fascínio, a mercearia de Lisboa que consegue encantar-me todos os dias. A mercearia que consegue fazer, pela sua criatividade, com que ali, a nossos olhos, seja Primavera todos os dias.Para este verdadeiro “artista” o desafio das grandes superfícies não deve ser problema.Obrigado.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Confesso que me começa a irritar solenemente as sistemáticas citações de artigos e linkes que querem provar (não se sabe bem a quem) que os jornais estão a chegar ao fim. É um pessimismo estúpido, um cair de braços, um apelo à rendição e à falta de ânimo.
Luiz Carvalho, Instante Fatal
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MAIS FORTES.MAIS PRÓXIMOS.NÃO TRAMEM O TRAMAGAL

Pela mão do meu querido amigo Mário Rui Fonseca, este press-release de publicação obrigatória!
Alíás, muita estima pela constante actividade de animação socio-cultural das gentes de Tramagal ao longo dos tempos!
Na memória, ainda, a última aventura com a Rádio Tágide que transmitiu as “25 horas” em directo da Galeria Municipal de Abrantes, com que assinalámos os 25 anos da ânimo! (Apetecia repetir, mas … agora a partir da Galeria de Lisboa…).
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O lema desta iniciativa parece-me óptimo: Mais Fortes.Mais Próximos!
A ânimo abre as suas portas para o que for preciso. Em tempo de crise, não tenhamos dúvidas, é por aqui que podemos romper o clima de desânimo que se vai instalando!
Contra as anónimas vozes…. marchar, marchar!

Mais do que “meter pauzinhos na engrenagem” é meter ambos os pés ao caminho e construir a nova engrenagem dos dias!
Força!Um abraço e obrigado, também a estes amigos!
antónio colaço
FORUM PARA A CIDADANIA
INFORMAÇÃO Nº 1 – 23 de Março de 2009
Realizou-se no passado dia 21 de Março a reunião de “Actores Sociais eEconómicos” desenvolvida pelo grupo de cidadãos promotores do“Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses”.
Estiveram presentes um significativo número de Actores Sociais -
Associações de Tramagal e Crucifixo, representantes da ComunidadeTramagalense na Marinha Grande, Lisboa e Algarve, representantes deGrupos Onomásticos, de mancebos de determinados anos, Junta deFreguesia de Tramagal e Presidente da Assembleia de Freguesia deTramagal – um apreciável número de Actores Económicos – empresas e empresários – e cidadãos.
Foi apresentada e discutida a “Carta de Princípios” do “Fórum para aCidadania dos Tramagalenses” tendo sido marcado o próximo dia 15 de Abril como a data limite para a adesão por parte de Actores Sociais, Económicos e Cidadãos, sem prejuízo da faculdade de participação universal e gratuita, dos integrantes da Comunidade Tramagalense.
O sentido expresso pela Assembleia foi de confirmação do interesse da iniciativa e da vontade em concretizar o “Fórum” como forma de contribuir para que sejamos “MAIS FORTES” e estejamos “MAIS PRÓXIMOS”.
A Comissão Instaladora reuniu-se no dia 23 de Março tendo decidido tornar pública a presente informação, bem como, o conteúdo da “Carta de Princípios” e da Declaração de Apresentação.
Mais Fortes, Mais Próximos
Convidamos à adesão ao “Fórum” o que poderá ser feito junto dos
membros da Comissão Instaladora ou por correio electrónico para
No próximo dia 3 de Abril, pelas 21 horas e 30 minutos, na Sociedade Artística Tramagalense, realizar-se-á uma reunião para a qual ficam convidados os aderentes e respectivos representantes, no sentido de aprofundar a organização do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” e a Sessão Inaugural, prevista para 2 de Maio.
O blog (link assinalado) não sendo um espaço oficial da iniciativa, nem gerido pela Comissão Instaladora, foi criado para apoiar a iniciativa, o que louvamos e agradecemos, será utilizado para divulgação do “Fórum”, a par de outros meios, como sejam a comunicação social e o contacto directo.
O caminho faz-se caminhando.
MAIS FORTES, MAIS PRÓXIMOS !
A COMISSÃO INSTALADORA
Tramagal, 23 de Março de 2009
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PARABÉNS, ZECA!

O Zeca Mendonça, o meu querido amigo assessor de imprensa do GPPSD, chegou aos sessenta. Um bocadinho primeiro que eu, pronto, que é para não se sentir menos acompanhado! Há pouco, jornalistas parlamentares e assessores, celebrámos mais um ano de vida.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos, Zeca!
Resolvi editar esta imagem do recente almoço de Natal pois tem o condão de nos mostrar o Zeca sempre disponível para ajudar. Nem que seja com a oferta de um talher, uma faca, um garfo, sei lá, uma colher que se mete na política sopa do quotidiano! Divergências políticas à parte, em 20 anos de S.Bento, que agora celebro, nunca deixei de convergir com o Zeca para a celebração de dias sempre bem animados. E assim vai continuar!

A Anabela Neves – que também para aqui veio há 20 anos, para a Lusa, primeiro, hoje SIC – quis registar o abraço ao Zeca e a oferta que acabei de lhe fazer de um Convite para a exposição de 16 de Abril!!!! Connosco, tudo continuará a fazer-se para …providenciar melhores dias.
Parabéns, Zeca!
A reportagem completa, aqui!
antónio colaço
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É HOJE!

É hoje.
antónio colaço
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FALTAM 22 DIAS





Era meu propósito continuar a dar conta dos bastidores da preparação da Exposição “Abril, Ânimos Mil” com que pretendo assinalar os 30 anos da ânimo. Portas abertas, nada a esconder. Só que, voz amiga fez-me notar que “estás a destruir, ou melhor, a anular o carácter de surpresa que a exposição também significa, ainda por cima para quem, desde há cinco anos que não expõe“!
Quer dizer, fiquei a pensar. Há alguma verdade no que este amigo diz.
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Entretanto, desse amigo outro, Emerenciano, chegaram estas palavras:
António Colaço
Tenho visto e apreciado o que divulga no blog, e naturalmente as imagens das pinturas que vão nascendo para a exposição que inaugurará muito em breve merecem-me particular atenção. Não sei se poderei aparecer no dia 16 de Abril, o que pode acontecer se conciliar uma deslocação a Cascais onde vou expor (Centro Cultural), mas não deixarei de ver a exposição.Um abraço e muitas felicidades
Emerenciano
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Mais uma noite, mais uma jornada. Ia a dizer mais uma fornada, Zé Jacinto, querido e saudoso Pai, tu, que passaste as noites amassando o pão fresco com que nos surpreendias pela manhã!
Ficamos, assim, com estas meias imagens à espera da surpresa inteira e fresca, espero, com que quero surpreender os muitos amigos que à Galeria da Associação 25 de Abril vão subir. Quinta, 16 de Abril, 19 horas.
Obrigado.
antónio colaço
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NOVO PLENÁRIO.DEMOCRACIA MAIS PLENA
RIGOROSO EXCLUSIVO ÂNIMO/PRAÇA STEPHENS!

Num rigoroso exclusivo, o meu querido amigo e camarada Osvaldo Castro, ilustre Presidente da 1ª Comissão de Direitos Liberdade e Garantias aceitou colaborar com a ânimo/Praça Stephens partilhando connosco a sua primeira sessão de trabalho no novo Plenário.

O escriba pode conferir com alguns protagonistas e outros tantos jornalistas que prolifera, agora, no Plenário, demasiada oferta de informação. Não fica claro onde começa o esclarecimento e onde acaba o deslumbramento com a novidade tecnológica assim disponível.
Muito écran, muito grande plano, muito power point, ao ponto de alguém perguntar, importam-se de descobrir onde está o orador, importam-se de olhar para o que tem para nos dizer?
Por exemplo, a transmissão em directo do canal parlamento, dentro do hemiciclo, parece-me redundante e não raro narcísica. A sala não é assim tão grande que não dê para cada um reparar nos pormenores. Lá em casa, sim, é que as pessoas tudo querem ver.

A sensação de que daqui a dois ou três dias tudo vai acalmar, serenar. Óptimo o sistema de som que permite agora a mais completa audibilidade, muitas queixas quanto à temperatura ambiente da sala onde o condicionado frio começava a enregelar as almas!
Aguardam-se os primeiros zoom-in dos mais afoitos papparazzis parlamentares correndo a notícia de que o futebol leva vantagem nos primeiros ”frames socápicos” ( conseguidos à socapa dos incautos deputados/as).
Nota alta para o espectáculo de abertura com a música da Metropolitana de Lisboa sublinhando/celebrando as imagens do muito suor ali dispendido!
antónio colaço
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LAUDES.DE S.BENTO AO CAIS SODRÉ, ROSSIO.IDA E VOLTA

O sono destes pombos guerreiros enquanto me faço ao caminho nesta declarada guerra aos muitos sinais vermelhos de uma obesidade já a rondar por perto.


Acho que desta é que é. Espera-me o Rossio, com regresso acertado a S. Bento.

O meu período da ordem do dia cumpre-se à risca.Não quero correr mais riscos.
antónio colaço
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LAUDES

Hoje, os meus passos perderam-se pela Rua da Esperança, Madragoa acima, a D. Carlos para trás. António, para a semana já podemos ter os primeiros jacarandás! Dia-a-dia, os pequenos cachos em que se anicham parecem engrossar! A ver vamos quem chega primeiro…tenho esperança

O Ventura Terra, andaria de lambreta? Aqui fica o lambrete, subam até S.Bento. Espera-vos uma magnífica exposição. E até anda por lá um dedinho de Abrantes, não é, Dra. Clara Jana? Os meus parabéns!
antónio colaço
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UGANDA,AINDA E SEEEEEEEMPRE!

É obrigatório passar pelos rostos, pelos rastos do Uganda. Comovente, quiçá, a provocar resposta urgente, de outras gentes, quero dizer, de mais alguém que não adie partir, para continuar a fazer bem a uma terra castigada por todos e…. por ninguém!
Obrigado Rita e Lina, outra vez!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
A RELIGIÃO E A CRISE ECONÓMICA
Raramente se terão utilizado tanto como agora termos essencialmente religiosos. Repare-se. O que faz falta? Crédito. O que é preciso estimular? A confiança. Precisamente confian- ça vem do latim fides, que dá fé, fiar-se de, confiar em. O crente é aquele que tem fé, que confia, que se entrega confiadamente a Deus. E crédito vem de credere, donde procede crer, acreditar e credo. No domínio religioso, crer e acreditar significam entregar-se a Deus com confiança. A pergunta é: e Deus tem crédito, merece o nosso crédito? Uns acham que sim e outros que não. De tal modo que uns acreditam e outro não. Porque é preciso dar razões, justificações para crer. Como os bancos não concedem crédito, quando não há confiança.
Os crentes religiosos são frequentemente acusados de apenas se interessarem pelo Além feliz, abandonando este mundo do aquém ao seu fracasso e sofrimento. Mas isso não é verdade, concretamente quando se fala do cristianismo.
Quem lê os Evangelhos com olhos de ver, constatará que Jesus não começou por pregar esse Além feliz. Anunciou o Reino de Deus, que, traduzido em linguagem compreensível, é, pelo menos, o mínimo humano decente para todos, já aqui e agora. Porque ninguém pode acreditar na realização plena do Reino de Deus, em Deus e com Deus, se não houver sinais dele na existência presente, aqui e agora. Por isso, Jesus começou por interessar-se pelo bem-estar das pessoas, pela comida, pela sua saúde. Segundo o Evangelho de S. Mateus, o Juízo Final tem como critério de julgamento dar de comer e de beber aos que precisam, vestir os nus, tratar dos doentes. Um corpo faminto, sedento e doente, independentemente da religião, sexo, cor ou raça, é o lugar do encontro com o Infinito.
Foi através destes sinais em acção, incluindo o perdão e a fraternidade, que os discípulos fizeram a experiência de que Deus é amor e acreditaram em Jesus e no seu Reino, já iniciado e que esperaram havia de encontrar a sua consumação na plenitude dos tempos. O Além não pode ser mera compensação ideológica para a frustração do presente.
Jesus colocou-se na tradição profética do Deus que não tolera a exploração do pobre. Ai dos “que vendem o justo por dinheiro e o pobre por um par de sandálias!”. “Ai de vós os que juntais casas e mais casas e que acrescentais campos e mais campos até que não haja mais terreno e fiqueis os únicos proprietários em todo o país! As vossas múltiplas casas serão arrasadas e os palácios magníficos ficarão desabitados”.
No Novo Testamento, na Primeira Carta a Timóteo, lê-se que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. Depois de se meditar nas causas que levaram à presente crise económico-financeira, mais dificilmente se porá em causa esta advertência. Foram de facto a ganância, as fraudes e a irresponsabi- lidade sobretudo dos mais poderosos que trouxeram a crise, dramática para os pobres, que se vêem roubados da sua dignidade de seres humanos.
Num texto célebre de há quinhentos anos – tradução um pouco livre -, já Martinho Lutero se queixava desta desgraça: “Quando hoje olhamos para o mundo através de todas as camadas sociais, constatamos que não passa de um grande, de um enorme covil cheio de grandes ladrões… Aqui, seria necessário calar quanto aos pequenos ladrões, para atacar os grandes e violentos, que diariamente roubam não uma ou duas cidades, mas a Alemanha inteira… Assim vai o mundo: quem pode roubar pública e notoriamente vai em paz e livre e recebe aplausos. Em contraposição, os pequenos ladrões, se são apanhados, têm de carregar com a culpa, o castigo e a vergonha. Os grandes ladrões públicos, porém, devem saber que perante Deus são isso mesmo: os grandes ladrões.”
Depois, nesta situação, se a Justiça não funcionar e for dura para os pequenos e branda ou nula para os grandes, o que pode esperar-se é o aumento crescente da impotência e da frustração, desenhando-se no horizonte focos de revolta de consequências imprevisíveis. Sobretudo se forem explosões irracionais de raiva sem para quê.
In,Diário de Notícias,hoje.
NR
O Padre Anselmo Borges dá-nos o privilégio de o podermos ouvir e, creio, interpelar, no próximo dia 16 de Abril, quinta-feira, pelas 19 horas, na inauguração da Exposição, “ABRIL,ÂNIMOS MIL”, na Galeria da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, Nº 95, ali ao Chiado. De que falamos quando falamos de …ânimo!Uma vez mais o meu muito obrigado, querido amigo!
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WEBANGELHO

A África teve pouca sorte
29/03/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Confesso que me desgostam as conversas que reduzem o continente africano a oportunidade de bons negócios
1. Repete-se que África é o continente mais pobre da terra. Com a crise mundial – como escreveu, em El País, J. Santiso – arrisca-se a voltar a ser o mais esquecido, a desaparecer das agendas dos países ricos, às quais mal tinha chegado. Estava a tomar-se, sobretudo desde o ano 2000, um continente atractivo, especialmente para as novas potências emergentes da Ásia, do Próximo Oriente e da América Latina. Hoje, operam em África mais de 800 empresas chinesas em diversos sectores. Em 2008, o comércio entre a China e a África superou os cem mil milhões de dólares. Para o bem da África, seria importante que este interesse não se apagasse em 2009.
O interesse da China radica, fundamentalmente, nos tesouros dos solos africanos. Este apetite internacional estimulou, por seu lado, o crescimento do continente. Segundo o African Economic Outlook (AEO), publicado pela OCDE, o continente cresceu, cinco anos seguidos, a “ritmos asiáticos”, com uma média de mais de 5,5 por cento. Isto não se passou apenas com os países exportadores de matérias-primas. Em 2007, dos 35 países analisados no AEO, um total de 31 cresceram a um ritmo superior a 5 por cento.
O despertar do interesse da China por África abriu o apetite de outros investidores emergentes. Em 2005, pela primeira vez, o investimento estrangeiro directo recebido pelo continente (35 mil milhões de dólares) superou a ajuda oficial ao desenvolvimento bilateral dos países da OCDE. Em 2007 e 2008, os investimentos alcançaram 53 mil milhões de dólares.
No mundo das chamadas “economias emergentes”, a China não é, todavia, o único novo investidor. Em 2006, pela primeira vez, as fusões e aquisições realizadas na região foram lideradas pelas empresas da Ásia e do Próximo Oriente. Em 2007-2008, o comércio bilateral entre a Índia e a África superou os 30 mil milhões de dólares, quando era, apenas, de mil milhões em 1991. Em 2008, pela primeira vez na história, realizou-se uma cimeira Índia-África. Do lado da América Latina, os grupos brasileiros iniciaram importantes investimentos.
Confesso que me desgostam profundamente as conversas que reduzem a África a uma oportunidade de bons negócios, mesmo quando apresentados como mutuamente vantajosos. Isto no momento em que as jogadas financeiras dos grandes negócios deixaram o mundo na aflição económica actual.
2. “Quando começou esta crise, os países em desenvolvimento, especialmente os africanos, eram meras testemunhas inocentes. Agora, só lhes resta sofrer as suas duras consequências.” Estas palavras de Ngozi Okonj-Iwela, directora gerente do Banco Mundial e ex-ministra da Economia da Nigéria, ilustram a crescente preocupação pelo impacto devastador que uma crise nascida nos países ricos está a começar a ter no mundo em desenvolvimento, sobretudo na África subsariana.
Uma vez mais, os africanos são vítimas de um desastre causado por outros. Não são responsáveis pela falta de controlo nos mercados mundiais, nem pela voracidade dos bancos que desencadearam o crash financeiro, mas, como diz Velázquez-Gaztelu, podem acabar por ser os que mais sofrem as suas consequências.
No século XVI, devido ao comércio transatlântico de escravos, o dominicano Fray Bartolomé de Las Casas escreveu o violento opúsculo Brevíssima relação da destruição de África. Na Conferência de Berlim (1884-1885), consumou-se a divisão colonial da África sem ter em conta as fronteiras dos povos. Na Conferência afro-asiática de Bandung (1955), anuncia-se o futuro pós-colonial da África. Revelou-se, no entanto, um tempo doloroso em guerras, fomes e doenças.
3.O Papa foi aos Camarões e a Angola. Os meios de comunicação social concentraram esta viagem num falatório sobre preservativos que só pode servir os grandes negócios desta indústria e as audiências daqueles. Isto levanta uma pergunta: quem andará, dentro ou fora do Vaticano, a sabotar o magistério de Bento XVI que devia testemunhar a verdadeira alma do mundo – que estremece nos gestos de infinita compaixão de Jesus Cristo – e resvala para temas secundários que acabam por exigir fastidiosas explicações e interpretações de interpretações? Não se pode continuar a dar a ideia de que o catolicismo ainda não se libertou de obsessões sexuais superadas no Concílio Vaticano II. Se o Papa desejava inculcar a mensagem de uma vida sexual sã e responsável, não podia entregar, à comunicação social, o tema do preservativo. Teria sido melhor aproveitar a ocasião para se desviar dos caminhos da Humanae Vitae (1968) que vão dar sempre à multiplicação de equívocos.
Havia quem esperasse que esta viagem também pudesse servir para dar a conhecer e avaliar os caminhos percorridos, desde o Vaticano II, na reorientação missionária, nas experiências de inculturação da fé, no campo da teologia africana, no imenso trabalho da Igreja na defesa dos direitos humanos e no conhecimento dos desafios que a conjuntura actual levanta aos cristãos. A opinião pública continuará a desconhecer um mundo cheio de novidades no encontro com o essencial da fé cristã em versão africana.
In, Publico, Domingo,29 Março
NR
Texto oportuno para quem, como por aqui constatamos, continua a colocar África na sofrida agenda daqueles para quem tarda um futuro risonho, estável, libertador. Vejam os recados nas últimas cartas enviadas pelos meninos de Bulenga.Deixam-nos a pensar.Obrigam-nos a agir.
antónio colaço
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MATINAS

Ao contrário dos meninos de Bulenga, um novo dia, tantos e novos desafios para vencer. Sim, o Sol nasce para todos, possa o meu dia ajudar , também, a que o Sol nasça, esplendoroso e libertador, nos corações daqueles que tardam querer vê-Lo nascer.
antónio colaço
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MÁRIO VIEGAS DE REGRESSO AO CHIADO….

Para além dos mais de 20 originais que integram a exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“, quero apresentar alguns trabalhos mais antigos e que, de alguma forma, pontuam estes 30 anos da existência da ânimo. Embora inicialmente programada para um outro espaço mais amplo (previa um conjunto de 60 obras) essa retrospectiva ficará, agora, obviamente, mais limitada a um espaço mais pequeno mas, inequivocamente, afortunadamente, muito mais significativo como é a Galeria da Associação 25 de Abril.De facto, tenho o privilégio de ter sido um dos cadetes de Abril de 1974 e poder expor, 35 anos depois, na Associação de que há muito sou sócio, é uma honra que não me canso de sublinhar e agradecer, nomeadamente, ao seu Presidente e caríssimo amigo, Vasco Lourenço.
Outro privilégio é o de poder celebrar a obra de alguém que, pelo amor à força das palavras e, nelas, ao decisivo contributo para a construção de um país melhor, como foi e é o caso de Mário Viegas.
Ontem, pude, com sentida emoção, recolher na sua casa natal, em Santarém, mais precisamente no seu quarto, “onde tudo começou, onde o Mário vinha educar a voz” (o quarto está como o deixou), como fez questão de lembrar Chinha, sua irmã e uma amiga de longa data – obrigado, Chinha pela tua amizade – o original que dediquei ao Mário, após a sua morte ( a partir da serigrafagem de uma fotografia desse outro amigo, o Ilídio Teixeira, então fotojornalista do Público) e que acabou por ser serigrafado numa edição que contou com o apoio do então Secretário de Estado, Rui Vieira Nery.
Estarás connosco na Exposição, Mário, “hic nunc et semper”!

Um quadro assinado por M.Viegas. Um pouco mais e pareciam os girassóis do Vincent, amigo! Claro que tu já sabes a provocação que preparei para o Vincent, Vem cá!!!! Aí onde estás, Mário, sabes TUDO!

Dois belíssimos exemplares dos santoantoninhos do Mário – claro, não nos esquecemos que te chamavas António Mario Pereira Viegas - e ao lado uma fotografia onde podemos ver entre a irmã e a sobrinha, a Mãe Mariana, agora com os seus 92 anos, um beijinho para ela.
E faltam 18 dias.
antónio colaço
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ÂNIMOS MIL…faltam 16 dias!UM DESAFIO

A “Última Pedra” ( em fase de acabamento) ao contrário do tradicional “lançamento da Primeira Pedra”! No dia 16 saiba de que pedra falamos…

Sem palavras, versão muuuuuuito reduzida, para não quebrar a surpresa.Certo, pfm?!
E AGORA UM DESAFIO!
Hoje, durante mais uma sessão pedestre que ligou S. Bento a …S.Bento, com passagem pela Rua de S.Paulo, Cais do Sodré, Chiado, Combro, S.Bento, ao passarmos pelo Chiado quisemos entregar ao Fernando Pessoa, do Lagoa Henriques, um Convite para a Exposição “Abril, Ânimos Mil”. Só que… não tendo aparecido ninguém conhecido e perante um indisfarçável pudor de pedir a alguém que nos fotografasse a entregar o CONVITE ao senhor Fernando, vai daí…
….. surgiu este DESAFIO:
-O primeiro leitor da ânimo que nos faça chegar ao mail animados30@gmail.com uma foto sua (atenção, sua!) sentado ao lado de Pessoa e a entregar, de forma bem explícita, claro, este CONVITE (é só imprimi-lo e ir rápido, rápido!!!) será presenteado com a oferta de uma serigrafia “ADIVINHO-TE” do escriba!!!
Portanto, aqui fica o Convite, toca a imprimi-lo e a ver quem chega primeiro….ao Pessoa, e ao …mail!!!!

antónio colaço
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LISBOAS.as lisboas de Lisboa

A Igreja de S.Paulo, onde nunca tinha entrado. Deixa-me entrar sendo que , estou como S.Paulo, ” Sois templos de Deus vivo.Em nós vive o Espírito Santo (Hebreus, 1 1-4)”.Neste ano paulino, aliás, está quase pronto um original para a Exposição “Saulo, Saulo, prossegue-me!”.

Lá dentro, oh! belíssimo órgão a precisar, seguramente de reparação!Como a Igreja está em obras…Continuemos a marcha!

Na Rua do Alecrim, Joana Vasconcelos aos molhos! Gosto.

A Rua de S.Paulo, de outro ângulo!

Siza, as suas linhas, sem ondas, desaguando no Tejo.

António Costa virou empresário de antiguidades?

Não tarda, os meus bichinhos da seda comerão das sedosas folhas das amoreiras da Calçada do Combro. Ponto final.
antónio colaç
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MATINAS
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO DE RAMOS Ano B
“Na verdade este homem era Filho de Deus.”
Mc 15, 39
A serenidade de Jesus Anda a primavera a bater-nos à porta e voltamos a escutar estes textos dos passos dolorosos da paixão de Jesus. Qual o sentido desta insistência quando sabemos que tudo já foi ultrapassado pela ressurreição? Sim, e ainda não. Porque a paixão prolonga-se nas muitas paixões de cada pessoa, nos muitos passos de dor de cada realidade humana. Habitados por esta esperança, não iludimos a realidade que tem marca de sofrimento, especialmente aquele que é feito de recusa do amor e da bondade. Também ele será vencido mas há momentos em que parece ter tanto poder! É impressionante a serenidade de Jesus ao longo da paixão, no olhar de S. Marcos. Não interpela Judas no jardim das oliveiras, não se altera no momento da prisão, não responde às acusações no tribunal judaico. Mas a sua humanidade frágil é também sublinhada pelo “pavor” e “angústia” sentidos pouco antes de ser preso e pelo grito na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Alimentado pela proximidade com o Pai, a quem se dirige com a expressão própria da intimidade familiar, “Abbá” (paizinho, papá), Jesus faz a experiência verdadeiramente humana da confiança e do abandono. Não é um super-herói que vence todos os obstáculos, antes parece ser esmagado pelos poderes políticos e religiosos, não é um estóico que resiste a todos os sofrimentos, antes se revela homem de dores. A sua serenidade não é artifício para convencer mas fidelidade ao projecto de dar a vida por amor. Vem de dentro, que é onde as coisas importantes amadurecem. Jesus é o fruto maduro de uma história de amor entre Deus e a humanidade, há tanto tempo começada. Fruto que também se dá como alimento nessa Páscoa continuada que é a Eucaristia! O centurião faz o salto da fé pela contemplação da verdadeira humanidade de Jesus. Não é convencido por nenhum milagre a não ser o milagre da entrega de vida. O expirar de Jesus não parece evocar o Espírito que Deus insuflou no primeiro homem, moldado do barro da terra? É sempre Deus a dar a vida para que vivamos em abundância. Vida no meio da paixão, vida que tem dor porque a fidelidade pede uma entrega maior. Dá-nos, Senhor, uma serenidade como a tua, quando tudo desaba e morrem os sonhos; dá-nos uma intimidade com o Pai para nos lançarmos nos seus braços; dá-nos uma coragem para não fugir da cruz, e para não criarmos cruzes onde elas não são precisas! Venha a tua Páscoa abraçar as nossas vidas inquietas!
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UM NOVO DIA!É VERDADE!

A única mentira desta foto é que foi tirada…ontem!Ah!Ah!Não sei como está o dia, hoje.Oxalá, soalheiro, como ontem!Vossa, Micas!
antónio colaço
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PÁ!

Não é por nada mas… o escriba tropeçou nesta gravação, ao vivo, há alguns dias, lá do alto da escadaria. Só agora se fez luz.Bora ver!
antónio colaço
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DEGRAU A DEGRAU….

Degrau a degrau, os cachos dos Jacarandás vão subindo na violácea escadaria em preparação. Abril não tarda e o dia 16 pode ser o grito de … Jacarandá!
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500 EUROS!QUEM DÁ MAIS?!PRÓS PUTOS DE BULENGA,UGANDA

É assim, não dá para continuar a passar por aqui e ficar indiferente! Está bem, África, bla,bla, o que mais há é Bulengas disseminadas pelos vários Ugandas de Africa, bla, bla, e já lá estão AMIs que sobram, bla, bla, é só folclores porque os G20 que deveriam resolver nada fazem, bla, bla…
É assim, há um colectivo de meia centena de putos órfãos que a gente ficou a conhecer. Sabemos quem são, onde moram (sem tecto, entre palhotas…) e sabemos que neste momento estão de novo com problemas de f-o-m-e!
Esta madrugada acabei a obra de maior peso que vou apresentar na Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“: peso físico ( colagem de tijolos sobre madeira, acrílico, 80×40), peso histórico ( são três tijolos do seculo XIX e…mais não digo, por agora!) e peso estético: é, de facto, uma obra que gosto muito. Vai chamar-se “A Última Pedra“! Depois se perceberá melhor o título nas explicações que espero dar na abertura da Exposição.
Pois bem, é esta obra que tomo a iniciativa de colocar, desde já, em LEILÃO, com uma base de licitação que me parece justa – 500 euros - mas que, atendendo, ao objectivo humanitário, creio que poderá atingir um valor muiiiiiiiiiiiito mais significativo!
Assim, a partir deste momento, recebem-se propostas para o mail quer da ânimo, quer do Uganda Projecto ( estamos articulados! ). O adquirente da obra só poderá levantá-la depois da Exposição, mas deverá pagá-la o mais depressa possível. É que, face às péssimas notícias que chegam de Bulenga, todo o tempo é pouco para evitar que as crianças continuem a passar os dias … a chá!
As gestoras do projecto, a Rita e a Lina, estão a ultimar os preparativos para a abertura de uma conta, mas estão em condições de, até lá, poderem fazer chegar o apoio financeiro.
Peço, encarecidamente, aos amigos da ânimo com possibilidades financeiras que nos ajudem a ajudar as crianças de Bulenga! Se 500 euros dão para matar a fome durante um mês !!! … quanto mais arranjarmos mais poderemos ajudar!
Muito obrigado!
O nosso mail está à vossa espera a partir deste momento!
500 EUROS, QUEM DÁ MAIS?!
NOTA
Sei que a ânimo é lida em muitas redacções dos principais media do país! Talvez que alguns destes amigos nos queiram dar uma ajudinha ajudando a divulgar esta desinteressada iniciativa.Muito obrigado!
antónio colaço
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WEBANGELHOS
Negacionismo,excomunhão e preservativo
por ANSELMO BORGES
PADRE E PROFESSOR DE FILOSOFIA
Há quem pergunte porque é que, nestes casos – levantamento da excomunhão ao bispo negacionista Williamson, excomunhão dos médicos e da mãe da menina brasileira, grávida aos nove anos do padrasto, que dela abusava desde os seis, declarações de Bento XVI sobre o preservativo -, criticam tanto a Igreja, se se trata de questões que só aos católicos dizem respeito. Respondo, dizendo que se trata de questões de humanidade e da Humanidade. Ora, em questões de humanidade e da Humanidade, todos podem e devem pronunciar-se criticamente. 1. Perante os protestos não só de bispos mas também de leigos e políticos, por causa do levantamento da excomunhão de Williamson, o Papa escreveu uma carta aos bispos do mundo inteiro, manifestando a sua profunda mágoa. Aliás desconhecia as declarações do bispo negacionista. Pergunta também se devia deixar ao abandono 491 sacerdotes, seis seminários, 88 escolas, dois institutos universitários, milhares de fiéis. Face à abertura de Bento XVI em relação à Fraternidade de São Pio X, há quem pergunte, com razão, por que é que não usa da mesma compreensão para com teólogos, bispos, leigos, comunidades de base, que procuram um diálogo vivo com o mundo actual e as diferentes culturas. E, se a Cúria lhe causa dificuldades, porque não a reforma? 2. Felizmente, o arcebispo R. Fisichella, Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, veio em defesa da menina brasileira. Escreveu no L’Osservatore Romano, diário do Vaticano: a menina “deveria ser em primeiro lugar defendida, abraçada, acarinhada com ternura para lhe fazer sentir que todos estávamos com ela; todos, sem distinção alguma. Antes de pensar na excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar a sua vida inocente e reconduzi-la a um nível de humanidade da qual nós, homens de Igreja, deveríamos ser peritos anunciadores e mestres. Infelizmente, não foi isto que aconteceu, foi danificada a credibilidade do nosso ensinamento, que aos olhos de muitos parece insensível, incompreensível e privado de misericórdia”. Também o bispo de Nanterre, G. Daucourt, escreveu uma Carta Aberta ao bispo de Olinda-Recife: “nesta tragédia, você juntou dor à dor e provocou o sofrimento e o escândalo de muitos pelo mundo fora. Numa situação tão dramática, creio firmemente que nós, bispos, pastores na Igreja, temos, primeiro que tudo, de manifestar a bondade de Cristo Jesus, o único autêntico Bom Pastor. Não lhe oculto que me pergunto também como se pode dizer que a violação é menos grave do que o aborto. A vida não é apenas física, sabe-o bem”. 3. As declarações de Bento XVI sobre o preservativo causaram uma tempestade. Nem sempre os média transcreveram na íntegra a sua declaração, pois disse que “este problema da sida não se pode superar só com dinheiro…, com a distribuição de preservativos”: omitiu-se aquele “só”, e quem põe em causa a necessidade de “uma humanização da sexualidade”? De qualquer modo, o L’Osservatore Romano veio depois admitir os preservativos e a sua eficácia, desde que associados a outros dois factores: a abstinência e a fidelidade. Jesus, o excluído, é aquele que não exclui, pelo contrário, inclui a todos no amor sem condições. A cruz de Cristo é a expressão máxima do amor incondicional do amor de Deus para com todos. Agora, ao entrar na chamada Semana Santa, na qual celebram o núcleo da mensagem cristã – paixão, morte e ressurreição de Jesus -, os cristãos e sobretudo a Igreja oficial deveriam meditar numa nota do filósofo agnóstico Max Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, que dá que pensar: “Jesus morreu pelos homens, não podia guardar-se para si próprio avaramente e pertencia a tudo o que sofre. Os Padres da Igreja fizeram disso uma religião, isto é, fizeram uma religião que também para o mal era uma consolação. Desde então isso teve um êxito tal no mundo que pensar em Jesus nada tem a ver com a acção e ainda menos com os que sofrem. Quem lê o Evangelho e não vê que Jesus morreu contra os seus actuais representantes não sabe ler”.
In,Diário de Notícias, hoje.
NOTA
O Padre Anselmo é o orador convidado para a inauguração da Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“,com que celebramos os 30 anos da ânimo – dissertará sobre “De que falamos quando falamos de ânimo?” – e que abre pelas 19horas, do dia 16 de Abril, na Galeria da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, nº 95, ao Chiado.Estão prometidas as presenças de outras relevantes personalidades. Aguardemos.

Reformulamos o convite a todos os leitores da ânimo.Para além dos mais recentes trabalhos do animador de serviço, contamos com uma panóplia (uau!) de licores e bolos fintos de Mação, confeccionados à “maneira antiga”, ou seja levados ao forno em folha de couve…Chega para abrir o apetite?
Entretanto, decorre o LEILÃO anunciado aqui em baixo! Já pensou que, apenas com 500 euros, podemos ajudar a matar a fome, DURANTE UM MÊS a estes cinquenta órfãos de pais com sida?Por que não se junta e, com mais dois ou três amigos, avança uma nova licitação? O Leilão decorre até à Exposição. Aconteça o que acontecer o produto da venda desta obra irá inteirinho para Bulenga!Obrigado!
É por isso que, hoje, com propriedade, falamos de WEBANGELHOS!
antónio colaço
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MATINAS

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ABRIL,LICORES MIL


A azáfama continua. Depois das telas e das cores, o desenho dos licores.
Faltam…9 dias.
antónio colaço
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MAÇÃO.TERÇO DA FARINHEIRA E RAMOS

Ano após ano insistem em manter a tradição e com eles, por estas alturas, as noites de Mação são mais habitadas, os passos e as vozes assim combinadas para mais uma reza do Terço da Farinheira.

Mestres Zé Costa , a “alegria da aldeia”, e Martins, são os solistas que agora vão juntar-se ao coro.

Mais logo, na Rua de S.Bento, o povo junta-se para a procissão dos Ramos.

Do nosso pequeno jardim, para além do rosmaninho, colhemos, este ano, o primeiro alecrim.


antónio colaço
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BREVE REGRESSO AO VALE

A preparação da Exposição “Abril, Ânimos Mil”, apanhou-me este ano bem loooooonge do Vale! Um breve regresso, para admirar o esplendor das macieiras em flor mas…sobretudo, por cobro à dor, à sede , das jovens hortênsias que no ano passado me custaram tanto suor!

antónio colaço
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TUDO ESTÁ PREPARADO

Na Rua D.Carlos, tudo está preparado! Vinde, Jacarandás!
antónio colaço
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O WEBANGELHO NUM NIB: 003508020000404170024 (CGD)

Para que a semana seja santa
05/04/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Parece que já temos um messias com solução para a crise mundial, produto essencialmente norte-americano bem exportado
1
Tornou-se bastante habitual, nesta época litúrgica, receber, dos grandes meios de comunicação, descobertas sensacionais, tentando documentar as pretensas mentiras que estariam na base do cristianismo.
Este ano ainda não dei por nada de semelhante. O bicentenário do nascimento de Darwin e as atitudes das igrejas perante a evolução e a propaganda antiteísta bastam para entreter as conversas entre religião e ciência. Por outro lado, parece que já temos um messias com a solução para a crise mundial, produto essencialmente norte-americano bem exportado.
Nada disto impede, porém, que os investigadores sérios das origens do cristianismo e dos textos do Novo Testamento – a investigação já passou por diversas fases – continuem a procurar o Jesus histórico, o ambiente religioso e cultural em que viveu e a história da primeira expansão do movimento cristão, no mundo judaico e no mundo pagão. Multiplicaram-se, entretanto, as imagens acerca de Jesus de Nazaré, procurando cada um destacar aquela que julga ser a dominante: mestre espiritual, profeta escatológico, profeta carismático, reformador social, guerrilheiro, revolucionário político, taumaturgo e exorcista, mago, carismático itinerante, judeu marginal, etc.
Para tentar chegar a um consenso, o Jesus Seminar, fundado, em 1985, pelo falecido Robert Funk e John Dominic Crossan, patrocinado por Westar Institute de Sonoma (Califórnia), publicou, depois de vários estudos e debates, Os Cinco Evangelhos – incluem o de Tomé -, a quatro cores, que indicam o que Jesus certamente disse (vermelho), o que Jesus provavelmente disse (lilás), o que Jesus provavelmente não disse (cinzento), o que Jesus sem dúvida alguma não disse (preto) (1).
Não se deve concluir que se trata de um empreendimento insignificante e votado ao fracasso. Tudo o que for alcançado será sempre ganho – embora provisório – para a ciência e não atrapalha a fé cristã, que não é só um fazer crer o mistério insondável de Cristo – mistério do mundo – mas, sobretudo, um “fazer-fazer”, sem dúvida, o que se torna mais decisivo.
2. Albert Schweitzer (1875-1965), um alsaciano famoso, teólogo, filósofo, músico e um dos melhores intérpretes de Bach, convidado aos 24 anos para professor na Universidade de Estrasburgo, disse adeus às suas investigações sobre o Jesus histórico – um marco importante no começo do século XX (2) – e foi doutorar-se em Medicina. Que terá acontecido para esta viragem, para o encontro de Cristo na história dos que sofrem?
Numa manhã de Pentecostes, A. Schweitzer foi acordado pelo toque dos sinos e, como escreveu: “Imóvel, escutei aqueles sons juntamente com a voz da minha felicidade íntima. Os meus sonhos mais radiosos tinham-se concretizado. A vida abria-se maravilhosa diante de mim. Mas, de repente, o meu pensamento voltou-se para uma multidão de homens, homens sem conta que nada possuíam… Vieram-me à mente as palavras de Jorge Nitschelm: ‘Se em minha casa houvesse a fartura que há na tua…’, e as palavras do meu pai diante da estátua do negro: ‘a gente mais pobre e miserável do mundo…’. Dentro de mim ressoavam insistentes as palavras do Evangelho: ‘Àquele que muito recebeu muito será pedido… Recebestes de graça, pois dai de graça… Pregai a palavra… Curai os enfermos…’” Naquela manhã Albert Schweitzer, com calma e lucidez, tomou uma decisão: continuaria a dedicar-se à ciência por mais seis anos. Depois, deixaria tudo e iria para o país considerado, na altura, o mais miserável a fim de dedicar a vida aos seus irmãos mais esquecidos. Partiu para África (Gabão), como médico, fundou um hospital, onde tratava mais de 40 doentes por dia, e, paralelamente ao serviço médico, pregava o Evangelho numa linguagem que despertava para o essencial e acessível a todos: agir em beneficio do próximo (3). Este Prémio Nobel da Paz, mundialmente reconhecido com numerosas distinções honorárias, casado com Hélène e pai de cinco filhos, trabalhou até à morte, a 4 de Setembro de 1965. Tinha 90 anos. Os seus restos mortais ficaram em Lambaréné, ao lado dos restos mortais da sua esposa, falecida em 1957 e que, desde o começo do namoro, abraçou os sonhos de Albert.
3. Que haverá de comum entre o Mestre, morto como um criminoso às portas de Jerusalém – teria uns 35 anos -, e este discípulo, pastor protestante, que morre, no cume da glória, aos 90 anos no Gabão? O essencial: ganhar a vida, gastando-a por aqueles que nada podem fazer por nós. A. Schweitzer, um grande intelectual e um artista consagrado, percebeu que o decisivo não é fazer uma carreira científica com a história de Jesus – embora isso possa ser culturalmente muito importante -, mas ajudar a fazer história de libertação a quem a história foi roubada antes de tempo. Só nesse horizonte é que é possível tornar santa a Semana Santa.
(1) Robert W. Funk, Roy W. Hoover and the Jesus Seminar, The Five Gospels, The Search for the Authentic Words of Jesus, New York, Macmillan, 1993
(2) Albert Schweitzer, A Busca do Jesus Histórico, São Paulo, Editora Cristã Novo Século, 2003 1 (orig. 1906)
(3) Cf. Terésio Bosco, Alberto Schweitzer, Porto, Edições Salesianas, 1990
(In, Público,5 Abril 2009)
NOTA
1. A regularidade da publicação destes “Webangelhos” também ela foi afectada com a falta de tempo na preparação da Exposição DO PRÓXIMO DIA 16.( Aliás, Frei Bento Domingues, gostaria de o poder ver por lá!!!) Adiante, mas a urgência de dar público conhecimento de mais um luminoso texto de Frei Bento Domingues a tudo se sobrepõe. É o que faço.
2.Sobretudo porque me permite fazer a urgente ponte para a divulgação da notícia que acabo de ler aqui!
Ou seja, trocar por miúdos, em termos práticos que “ o decisivo não é fazer uma carreira científica com a história de Jesus – embora isso possa ser culturalmente muito importante - mas ajudar a fazer história de libertação a quem a história foi roubada antes do tempo”.
Nem mais. O sentido do que já deixámos escrito para os meninos de Bulenga.Sem mais delongas, a notícia é esta:
JÁ HÁ UMA CONTA PARA AJUDAR BULENGA:
NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)
Façam o favor de perceber do que é que falamos!
3. Caríssimo Frei Lopes Morgado, agora percebes melhor porque vou mesmo intitular este trabalho:
“SAULO, SAULO, PROSSEGUE-ME!

(Versão inacabada!Acrílico sobre tela)
antónio colaço
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MATINAS

Deixei, há pouco, aqui, o comentário que se segue. Confesso: hoje não me dava jeito nenhum estar a preocupar-me com os outros, muito menos com os meninos de Bulenga!
( Esta coisa dos outros, as causas dos outros…Os outros que não dão jeito nenhum. E quando nós, cada um de nós mesmos, outros de outos, quando, parece-nos, não damos jeito…)
Palavras não eram ditas, cai-me no mail uma carta de alguém daqui ao pé da porta, cuja publicação, sob anonimato, estou a ponderar, mas de uma intensidade tal – em tempo de semana santa, carregada de muito sofrimento mas adivinhando, ali, uma indisfarçada serenidade (a Serenidade do Ressuscitado, só pode) no meio da adversidade que relata. Nada pede, e escreve-me como quem se despede. Anuncia-me um tumor, mas não lhe adivinho nenhum temor.
Regressemos a Bulenga, ao comentário, e, por que não, ao leilão! Vamos lá a licitar ! São três pedras carregadas de quase 200 anos!!! Depois explico na “vernissage“! Está em 500 euros, esta ” Última Pedra”, quem dá mais?
O comentário:
Bulenga começa a não dar muito jeito.
E depois, é assim, houve um tempo para nos juntarmos a vós, para nos emocionarmos, comentarmos, solidarizarmos e assim, tão a ver.
Mas, agora, já não há tempo para nos emulsionarmos no quotidiano dos meninos de Bulenga, entretidos, um dia, outro dia, a achar algo mais do que o chá com que enganam a fome, um dia, outro dia, “como é, aqui nada se come”?!
Além do mais andamos afadigados com as curtas férias da Páscoa – os jornais de hoje dizem que Caraíbas e….Cabo Verde, vejam só, são roteiros esgotadíssimos, apesar da crise….
Nada que perturbe o amendoado dos dias e o bem temperado anho pascal.
Contas, Nibs, leilões, por favor, poupem-nos
e depois é assim,
é tudo tão longe, tão afastado de nós o que é que podemos fazer mais.
Pronto, foi um alerta, sei lá, o G20 há-de chegar lá.
Para o próximo ano vão lá dar mais uma volta, tá bem, mas agora, por favor, não nos dêem mais a volta às nossas esgotadas cabeças.
A vida aqui também está tão difícil vejam lá se eles nas cartitas que vos escrevem se incomodam, ao menos, um bocadinho que seja connosco?
A propósito, alguém me sabe indicar onde consigo encontrar umas amêndoas deliciosas revestidas de chocolate preto que…..
PS -Parabéns, Paulo Nuno Vicente. Temos um realizador em ascensão no campo do vídeo solidário!
antónio colaço
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ILUMINAÇÃO

“Olhai os lírios, perdão,os Jacarandás da cidade..”.Resta-nos confiar, como eles, que por de trás das nuvens, o azul esconde Outra Iluminação.
antónio colaço
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VÉSPERAS

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO Ano B
“Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?
Ressuscitou: não está aqui.”
Mc 16, 6
Manhã de Maria
Acabei de sentir o meu Filho a abraçar-me.
Foi como se Nazaré e Belém se juntassem num único momento,
o meu sim e o primeiro balbuciar humano de Deus.
E voltei a ouvir aquele riso que dava vida às coisas,
e a sentir as mãos tão solícitas em tocar e curar.
Revivi os sinais e as palavras que guardei como tesouros,
as vidas transformadas pelo seu olhar,
e os futuros abertos pelo seu perdão.
Estremeci de alegria como Ele me fizera estremecer
quando fui ter com Isabel.
Mas esta era uma alegria nova,
capaz de vencer todas as tristezas e curar todas as lágrimas.
A alegria de um amor sem fim, de um dia sem ocaso.
Senti-o curar no peito a ferida que a lança no seu lado
também abrira em mim, como tinha dito o bom Simeão.
Não desejo noites como estas a nenhuma mãe
e agora sei como rasga o coração a morte de um filho.
João esteve sempre comigo
e nem chorar sabíamos porque as lágrimas
não diziam aquela dor imensa
e uma estranha esperança a lutarem em nós.
Era o fim mas tudo parecia suspenso
de um princípio que nos ultrapassava,
como se estivéssemos nos primeiros lugares
de um mundo novo que ia romper a casca da história.
Era o fim da vida que conhecíamos, de egoísmo e indiferença,
e sentíamo-nos tão pequeninos e frágeis
para o novo que se aproximava.
Há pouquinho, com o primeiro raio do sol desta manhã,
o meu querido Filho abraçou-me como só Ele sabe
e convidou-me a entrar na vida nova.
Olhei-O, toquei-Lhe, senti-O tão o mesmo e tão Outro,
a envolver-me de um amor indescritível,
que se estendia aos seus amigos, e a tantos, e a todos
do mundo e do universo. Nesse amor me encontro
e saboreio a surpresa de Maria, de Pedro e de João
e de todos os que hoje e em muitos outros hoje
vão encontrar a Vida no meu Filho!
NOTA
O Pe Vítor permitirá que hoje, terça-feira, aqui se celebre já o Domingo da Ressurreição. A imagem que publicamos parece de uma Sexta de trevas, ainda por cima com os Prazeres em fundo, ali para as bandas de Campo de Ourique mas que resume o dia de hoje cá para estas bandas.
Mas … o que é a vida senão esta constante escolha de olhar para o lado adverso da vida com olhos de Ressuscitado mais do que de eternos amargurados?
Não é fácil, mas torna-se ágil. Basta Querer.Senhor, eu Quero!
antónio colaço
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KAZAKHSTHAN.PÁSCOA A VALER!

Todos os minutos, em todos os lugares, decisivos para chegar ao dia 16 de Abril em plenitude. Como há pouco, preparando estes pequenos copos de plástico… uma das surpresas da “ABRIL,ÂNIMOS MIL” (Uff, que este “gajo” nunca mais se cala!!!)
E AGORA, PARA SUBIR AS AUDIÊNCIAS DA ÂNIMO…


Para além do Bolo Finto, de Mação, cozido em forno de lenha e … em cima de folha de couve, à boa maneira da minha cardiguense infância, estes são os néctares preparados para os dois dedos das muitas conversas.
Estamos conversados!
PS
É curioso. As audiências da ânimo, matéria que nunca nos preocupou até ao momento em que a WordPress as disponibilizou, ali assim, hora a hora, minuto a minuto, escarrapachadinhas, tim,tim, por tim,tim, nas últimas horas decresceram de forma significativa.
“Fui ver!”
Os temas abordados nas últimas horas convocaram para estas páginas aquilo que poderia chamar-se o sofrimento dos outros e a solidariedade com os que mais precisam, em África, como na esquina do IPO, Curry Cabral e outros.
Convenhamos, não é matéria lá muito agradável. E para o animador de serviço, os ditos temas, vieram na pior altura. Sim, porque com a exposição “quase pronta a servir” todo o tempo é, quer dizer, seria, agora, necessário para a reflexão que se impõe em torno da elaboração do Catálogo!
Qual o quê?! Diligências várias para ajudar a minorar dores alheias, ou talvez não ( dentro da tal linha de que cada um de nós pode ser o outro dos outros!!Sim, vemos os outros na sofrida Itália, amanhã poderemos ser nós) têm convocado as energias que sobram das noturnas pinceladas.
Mas… o Catálogo não pode esperar?!
Mas…a Exposição não tem hora marcada, orador convidado?
Mas…
Acho que o texto do dito vai começar por aqui:
Não vivo para pintar.
Pinto PORQUE VIVO!
E no entanto, no meio de tudo isto, de todo este “Pai!Pai! Por que me abandonaste?!, acabo de saber que vem do distante Kazakhsthan, do João Casais, um amigo e leitor que em breve vos apresentarei, o primeiro gesto de solidariedade para com o apelo das nossas vizinhas.

O João é o primeiro à esquerda.

O João nos petrolíferos campos do Kazakhstan!
Acho que, afinal, a minha Páscoa, João, começou com a notícia que acabei de receber da tua farta generosidade.
Tão loooooooooooooooonge e sempre tão perto.
Muito obrigado.
O Catálogo, o texto do Catálogo pode esperar.
Uma Santa Páscoa para ti e toda a tua família!
antónio colaço
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SEMENTES DE ABRIL.TOMAI E SEMEAI!

Sementes de Abril, para um outro Abril. Diferente do Abril de 1974. Para melhor.
Não podemos mudar o passado, mas podemos mudar a forma como olhamos para ele e, sobretudo, como queremos que “ele” olhe para nós. Tomai e levai estas sementes de Abril. Fazei isto em memória de um Abril mais virado para a história nossa de cada dia. Mais justa, mais fraterna, mais solidária. Cada vez menos solitária.
As ruas esperam por nós. Para ouvir a nossa voz.
Para que não tarde tanto a nossa vez! Nós os que sempre acreditámos e continuamos a acreditar em Abril! Apesar dos precalços de Maio.

Tudo está preparado, praticamente, para a próxima Quinta, dia 16 de Abril.
De hoje a uma semana.Esta poderá ser , aliás, a última imagem do “atelier”-quartel onde, após dias de intensas manobras, se alinham, agora, na parada quase todas as forças militartes e que estão praticamente prontas para …. marchar sobre o Chiado!!! (Uff! Até que enfim que este castiço nos deixa em paz!)
Não, não vai cair nem o Carmo nem a Trindade, até porque o campo de batalha vai ser no nº 95 da Rua da Misericórdia, ao Chiado!!!
antónio colaço
PS
1.A caminho das berças, provavelmente sem tempo nem rede para animar a ânimo. Agora, são dias de ânimo pascal!Feliz Páscoa, outra vez!
2.Trabalhos de casa: a redacção desistiu de pedir textos para os 30 anos aqueles que, invariavelmente, estão connosco desde o princípio. É assim, a porta está aberta, certo?
Alves Jana, Mário Pissara, João Pebble, Carlos Alexandre,João Morgado Fernandes, António José Cardoso,Mário Cordeiro, João Geirinhas Rocha,Zé Manuel Falcão Tavares, Vítor Silva, e tantos, tantos outros - e, tu, caríssimo Eduardo Campos, sempre PRESENTE, claro -decidam-se! E se, pelo menos, viessem beber um copo, na próxima Quinta, deixando à porta os veneráveis percursos que vos guindaram à posição de super-Juiz, distintos filósofos, distintos editores, distintos assessores, distintos artistas plásticos, distintos médicos?…
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WEBANGELHO.OS VOSSOS NOMES ESTÃO INSCRITOS NO CORAÇÃO DE DEUS!ALEGRAI-VOS!

Não há memória para tanta gente
12/04/2009 Frei Bento Domingues O.P.
É bom salvaguardar o futuro da espécie. Será que as pessoas, na originalidade de cada uma, não contam?
1. No começo da Semana Santa realizou-se, em Istambul, o II Fórum Mundial da Aliança das Civilizações. O primeiro tinha sido realizado, em Madrid, em 2008. Jorge Sampaio foi nomeado alto-representante da ONU para a Aliança das Civilizações, pelo secretário-geral das Nações Unidas, a 26 de Abril de 2007. Apresentou a Aliança como uma verdadeira iniciativa política global para promover um diálogo sustentável entre as civilizações. Ainda é muito cedo para avaliar a eficácia desta iniciativa. De qualquer forma, já tem uma vitória global: a atenção deixou de se fixar no chamado “choque inevitável de civilizações” – caminho da morte – para se centrar no diálogo, princípio de esperança.
2.A revista Humanística e Teologia recolheu duas conferências que o famoso teólogo protestante, J. Moltmann, proferiu na Faculdade de Teologia do Porto. Na primeira, procura responder à questão: o que é a vida humana? Na segunda, aborda a biotecnologia à luz da nova neurobiologia e de uma teologia integral. Assume a recente tese neurobiológica da cooperação da natureza – “simpatia” em lugar de “guerra da natureza”.
Não deixa, porém, de destacar os contrastes da posição de Darwin e de a situar na Grã-Bretanha imperial do século XIX. Charles Darwin, apoiado em três escritores seus contemporâneos, depois de descrever “o avanço do homem de uma primitiva condição semi-humana para a actual selvajaria animada”, interroga-se acerca do influxo da “selecção natural sobre as nações civilizadas”.
Fala contra a vacinação antivariólica, pois através dela também os estratos mais fracos da nossa espécie conseguem sobreviver, podendo reproduzir-se. Destaca a sabedoria dos criadores de gado que não admitem os animais piores para posterior criação. Porém, ao ser contra a guerra entre as pessoas, Darwin parece ilógico.
Com essa atitude refuta o seu próprio princípio fundamental da exigência da evolução mediante a “guerra da natureza”. Na guerra, morrem os melhores, enquanto os mais pequenos, os homens mais fracos e de constituição mais delicada podem ficar em casa. Têm mais hipóteses de casar e de reproduzir a sua espécie. Desse modo, o número dos imprudentes, dos miseráveis e dos estratos frequentemente mais degradados da sociedade tende a crescer numa proporção mais rápida do que o número daqueles estratos mais cuidados e virtuosos. Cita Greg: “Os irlandeses que não se cuidam, os sujos, os que não querem chegar mais alto, esses reproduzem-se como coelhos; o escocês frugal que reflecte, que se cuida, o ambicioso… esse casa mais tarde e deixa uma pequena descendência. Na eterna luta pela existência são os inferiores, as raças menos dotadas que dominam, não em virtude das suas boas qualidades, mas devido à força das suas falhas.”
Na síntese final e nas últimas notas, destaca um contraste: “O ser humano experimenta com escrupuloso cuidado o carácter e a árvore genealógica dos seus equinos, dos bovinos ou dos caninos, antes mesmo de acasalar. Mas, quando chega ao seu próprio casamento, raramente ou nunca se dá a tanto trabalho… Com efeito, através da escolha (selecção) poderia fazer alguma coisa não simplesmente pela constituição corporal ou pelo aspecto da sua descendência, mas também no que diz respeito às suas características morais e intelectuais… Quando os mais inteligentes evitam o casamento e os negligentes se casam, os estratos mais medíocres da sociedade ambicionarão suplantar os melhores… Deve existir uma concorrência aberta para todas as pessoas e os capazes não devem ser impedidos nem pelas leis nem pelos costumes para terem o maior sucesso ou para criarem uma descendência mais numerosa. Louva, aliás, Esparta, onde estava prescrito que todas as crianças fossem analisadas após o parto: as mais bem constituídas e as mais fortes eram preservadas, as outras eram abandonadas à morte.
3.Não é esse todo o pensamento de Darwin. Entre as citações referidas também se pode ler a seguinte: “A ajuda que nós sentimos e que somos levados a dedicar aos mais necessitados é sobretudo o resultado do instinto de não impedir a simpatia, de não desprezar a porção mais preciosa da nossa natureza.”
Seja como for, por enquanto, mais tarde ou mais cedo, tanto os mais fracos como os mais fortes sucumbem todos à morte. Só existem cadáveres adiados. Seria criminoso, no entanto, servir-se dessa verificação para não fazer recuar, até onde seja possível com todos os recursos científicos e técnicos, a doença, o sofrimento e a morte.
É evidente que a vida humana é biológica. A humanidade desta vida revela-se, porém, na sua necessidade de laços, de reconhecimento, de afecto. Só se pode entender a vida humana como relação. Quando se trata de familiares ou amigos, durante algum tempo, procuramos a sua sobrevivência em nós. Mas nós também morreremos. É bom salvaguardar o futuro da espécie. Será que as pessoas, na originalidade de cada uma, não contam? Mas onde haverá memória para tanta gente? A inimaginável ressurreição parece-me uma ideia justa. No meio do sofrimento, Cristo deixou uma consolação: alegrai-vos porque os vossos nomes estão inscritos no coração de Deus.
(In, Público,12 Abril 209)
NOTA
Eu sabia que uma Palavra destas esperava por mim.A Palavra que me faltava para as palavras com que me preparo para embrulhar a “mensagem” do “Catálogo” da Exposição da próxima quinta-feira!
A realização da exposição, a sua qualidade – que não me compete aferir, sublinhando, apenas, que me surpreendeu o carácter geral da Beleza que senti deslizar pelos meus (cada vez mais artríticos) dedos, eu, um humilde mediador da Beleza com que o Criador me/nos dotou – fica a dever-se a uma persistência que a mim próprio me surpreendeu tais e tamanhos os percalços que envolveram o seu início.
Inesperadamente,ou talvez não – recordo que foi este humilde escriba quem inaugurou, em Fevereiro de 2003, a Galeria da Livraria Parlamentar, foi este humilde artista plástico quem, em 1992, propôs ao Conselho de Administração da Assembleia a aplicação do conceito de que a arte não se esgota nas galerias tendo proposto, e sido aceite, converter as paredes do, então, recente bar dos funcionários num espaço para exposições, como tem acontecido, em boa hora, reconheça-se, nos últimos tempos, noutros espaços de S.Bento e tendo solicitado a possibilidade de realização desta exposição “Abril, ânimos Mil”, viu ser inviabilizado tal pedido, segundo creio, devido a um problema de…”falta de nome“!
Graças ao apoio do Pe Anselmo Borges, que nos dará o prazer de a inaugurar, e a outras boas-vontades, aquele momento de desânimo foi superado. Decisivo, depois, o apoio de Vasco Lourenço, outro amigo – tal como em 1995, gravando, com Mário Viegas e outros “nomes”, um empenhado depoiemento para essa saudosa emissão de televisão pirata TRP… – tudo gente boa, com o seu nome próprio!
Contra a predestinação dos nomes, sim, meu estimado Frei Bento Domibgues, é possível temperar o “azedume” inicial e vê-lo convertido, finalmente, como assumida proposta plástica e … social! Afinal, há memória para tanta gente, sim, desde que nenhum de nós, nome a nome, se esqueça do seu próprio nome.(O mundo das artes plásticas e o quem é quem na dança dos nomes fica para quinta!) Em nome de todos os nomes.
Nós por aqui, sem proselitismos bacocos, por causa da exaltação do Nome de todos os nomes. Chamamos-lhe Deus,Criador, mas outro Nome pode ser.
Obrigado e… espero-o na quinta!
antónio colaço
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OLÁ,PADRE SOUSA

Meu bom Amigo, mais um ano… que é isso do Tempo para si….agora, seguramente, um Outro mas para nós, ainda e sempre, grata Memória!
Foi numa segunda-feira de Páscoa, assim,há três, quatro anos, já nem recordo,com a partida para Lisboa a iniciar-se e os trinados da Igreja a exigirem um compasso de espera…
Adiante, e que me diz ao jovem Pe Amândio?! Não é fácil substituir alguém com o seu peso mas, aqui entre nós que ele não nos ouve, acho que está em grande forma. As homilias pascais a mecerer nota máxima. Aquela do Cristo que desiludiu os apóstolos talvez mais apostados numCristo dos milagres, que, assim, os desiludiu… sempre tão actual.Diria um Cristo a que dá jeito recorrer, de vez em quando….E também gostei da Páscoa como momento de recuperar energias por forma a que cheguemos a 2010 “ainda com um restinho das forças que agora alcançámos”.
É verdade, a gingeira plantada no Vale das Árvores em sua memória, já apresenta, neste seu segundo ano de vida, mais de uma duzia de pequenas ginjas…..Terei que bater à porta dos irmãos de Proença a Nova para não deixar acabar o que nos ficou da sua lavra! À nossa, Amigo!
antónio colaço
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A VINHA DO AMORIM ABAFA-NOS….

Gosto muito desta fotografia.Tirada ontem à tarde. A vinha do meu querido amigo Amorim Lopes. A vinha mais perto do Vale das Árvores e cujo vinho branco e vinho abafado nos vão abafar na próxima quinta.Obrigado, Amorim, pela tua generosidade.Por beneficiarmos do teu amor para com o vinho. A tua reconhecida Arte de o fazer!
antónio colaço
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SER SUPERIOR A TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA

Do tempo vivido
O cronómetro corre sem parar. Não vai a lugar algum, apenas vai em frente, numa viagem louca cujo fim é apenas a morte, destino inevitável de tudo. Camus diria, “um absurdo”.
Quer dizer que este é o nó górdio que é necessário desatar. O tempo do cronómetro é um tempo físico, abstracto, vazio. Crónos, o deus grego do tempo, devorava os seus próprios filhos. Um tempo devorador. Daí o medo ao envelhecimento e à morte, e a ânsia de agarrar o tempo, que sempre se escoa como areia na ampulheta.
Mas há um outro tempo. O tempo vivido. Não é o tempo físico, embora não lhe seja alheio. É sobretudo o modo como é vivido o tempo que se vive. O sentido da vida que se vive no tempo. O sentido do que fazemos em cada dia, hora, minuto.
Se a vida for vazia, como pode o tempo ser cheio? Se a vida for uma escravatura no emprego, um inferno na família, uma zaragata com vizinhos e amigos, como pode o tempo ser doce e feliz? “Isto não é vida”. É morte lenta.
O tempo não traz o sentido consigo. Por isso, todas as espiritualidades ensinam que é preciso parar no tempo para construir o sentido do que vivemos. Sentir a vida. E dar sentido ao tempo vivido.
A Páscoa é um tempo em que a morte e a ressurreição, numa história religiosa concreta, nos desafiam a pensar a nossa própria morte e a ressurreição, ou a libertação em cada um dos dias da vida. A construir o Kairós, o tempo propício, que realiza, que cumpre a promessa de vida plena.
Quem pára e vive o presente experimenta a eternidade, dizem os mestres espirituais.
Viver o presente é experimentar a vida na sua gratuidade profunda, não a instrumentalizar ao serviço de um objectivo transitório, vivê-la até à raiz do ser presente.
Muitos de nós, e todos nós muitas vezes, corremos como loucos sem saber para onde. Ou melhor, para lado nenhum, e acabamos por não chegar onde quer que seja. Apenas ficamos mais e mais distantes de nós mesmos e dos próximos.
Dar vida ao tempo, rechear o tempo de vida, experimentar o sabor da vida, procurar e dar sentido à vida. Como é que isso se faz?
Parar é parar. E ouvir-se, e sentir-se por dentro, e não ter medo do que aí possa revelar-se. Essa é a nossa verdade mais profunda. E depois, seguir as pistas que aí se afirmam.
Alguns fazem-no através de uma religião. Outros, da leitura. Alguns preferem um mestre da vida interior, um psicólogo, um coach, um filósofo, um guru. Há ainda quem consiga fazê-lo na prática da pintura, ou de uma arte marcial, do yoga, da meditação diária. Outros combinam diferentes vias.
O importante não é a modalidade, mas que a vida seja de tal modo que não seja preciso fugir dela. Que olhar para dentro de si mesmo seja um encontro feliz, um momento cheio, um tempo de paz.
Só isso permite dizer do alto da cruz: «Pai, perdoai-lhes, que eles não sabem o que fazem.» Ou seja, ser superior a toda e qualquer circunstância, mesmo extrema. A nós não se pede tanto. Mas cada um de nós tem direito a viver em paz consigo próprio e com o mundo mais próximo, ainda que no trabalho para transformá-lo. É isso, hoje, a ressurreição da vida. A nossa Páscoa. Hoje.
Alves Jana
NOTA
Tropecei neste texto do meu amigo Alves Jana, há poucos instantes. Para além de director do “Jornal de Abrantes” e da Rádio Antena Livre, também de Abrantes, Jana regressou à sua coluna no semanário Primeira Linha, também de Abrantes, de onde transcrevemos, com a devida vénia e autorização, este texto de ler e chorar por mais.
A foto que publicamos é de Alves Jana fazendo, na Galeria Municipal de Abrantes, em 3 de Abril de 2004, a apresentação da exposição “Abril, Ânimos Mil “(I), que comemorou os 25 anos da ânimo, revistinha a que ele também emprestou a sua criatividade.
Obrigado, amigo e, uma vez mais parabéns por estes tantos caracteres transpirando a um tão desejado CARÁCTER que nos anime!
ac
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NÃO VIVO PARA PINTAR.PINTO PORQUE VIVO
1.No momento em que dou por terminados os trabalhos que integram a exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“, quase a caminho da Galeria da Associação 25 de Abril para a sua montagem ( a inauguração é amanhã, quinta, 16 de Abril, às 19H, com a presença do Pe Anselmo Borges

- a quem aproveito, para, uma vez mais agradecer toda a pronta disponibilidade – e, posso adiantar já, que vem por aí abaixo, lá de Coimbra, com a sua Palavra profética e acutilante para nos fazer ver o que é feito do ânimo de Abril e com que Ânimo-Outro nos devemos ReABRIL!!! , quero agradecer, publicamente, a todos os deputados, sem excepção, que constituem o GTAC- Grupo de Trabalho dos Assuntos Culturais, da Assembleia da República, que, ao contribuírem para a inviabilização da realização da referida exposição nos corredores do Palácio de S.Bento, fizeram com que caísse em mim e reconhecesse o humilde lugar que ocupo no panorama das artes plásticas deste país. Foi ciente desse apelo, e inspirado quer nos testemunhos de dois grandes nomes das nossas artes plásticas, nomeadamente, Julião Sarmento, “tive muita sorte” (cito de memória) e Joana Vasconcelos, “quem não vende não existe” (cito de memória), para não falar do testemunho de vida do meu amigo Leonel Moura e dos seus robotários artistas – Leonel, que, jocosa e amigavelmente, desmontava a minha opção pela “arte subjectiva”! – que arregacei as mangas disposto a, de uma vez por todas, lutar, também, pela afirmação do meu nome aqui jurando tudo fazer para que nunca o deslumbramento tome conta de mim e, assim, outros nomes eu possa ajudar a nomear (aliás, o conceito inicial da exposição apontava para a participação de outros nomes, desde empenhados funcionários da Assembleia a conhecidos fotojornalistas que por ali passam, antigos e actuais deputados, numa tentativa de demonstrar que a arte não se esgota nos profissionais da arte, vulgo, artistas plásticos!).
Na carta com que tentei demover o referido GTAC, e que até hoje conhece o mais completo silêncio individual dos seus membros, afirmei, com o único objectivo – mais do que a procura de um qualquer e bacoco estatuto de vitimizado, tanto que me pus ao caminho da Associação 25 de Abril, que nada tem a ver com esta “espécie de polémica” – afirmei, dizia, as palavras que transcrevo e reassumo:
“(…)Todas estas actividades têm como suporte uma concepção de vida que entende que não nos esgotamos nas actividades profissionais que realizamos . Acrescentar mais vida à rotina dos dias, não pode esgotar-se na estafada rotulagem de que, quem assim procede, não pode ascender à categoria dos nomes eleitos . Nomes, esses, escolhidos pelos pequenos deuses dos muitos deslumbramentos, com que boa parte da nossa intelectualidade ainda se entretém, assim, assegurando a reprodução de todo um sub-mundo de privilégios e intelectuais mordomias, a partir do qual julgam poder gerir papéis e protagonistas de toda uma sociedade de salamaleques feita, afastando, ou melhor, subtilmente discriminando, quem ouse desafiar os seus métodos de escrutinada vassalagem.
O meu curriculum – “ tudo o que fiz ” – mas , sobretudo, o que ainda me falta fazer – tal como a presente Exposição, creio – falará sempre por mim se, como espero, me mantiver sempre fiel às minhas humildes origens, resistindo, ao contrário de alguns consagrados nomes da nossa inteligentsia, aos bem remunerados apelos e às fáceis honrarias plásticas e editoriais, dos nossos muitos e deslumbrados Chiados de trazer por casa.(…)Quero acreditar que a arte não se esgota nas galerias e, muito menos, que a criatividade não se esgota na maquiavélica e arbitrária predestinação dos nomes, todos os nomes, qualquer nome. Chamo-me, antónio colaço.”
2.Por um Parlamento liberto de todo e qualquer deslumbramento.Por um Parlamento cada vez “mais feliz” porque tudo faz, “aqui”e agora, para tornar mais felizes todos aqueles que elegem os seus dedicados deputados.

3.Sementes de girassol, esta manhã, em plena germinação.
(Para o que serão? Logo descobriremos!)
Convoco-as para remate desta reflexão. Quer dizer, mais do que susceptibilidades de um autor em busca de consagração (uau, olhem só!) interessa consagrar a discussão e o debate de alguns valores que, a bem ver, poderão também, à sua maneira, ajudar a perceber o estado a que tudo isto chegou! Sim, 35 anos depois de Abril, sinto que já fizemos muito mas acredito que podemos fazer muito mais e muito melhor. Sobretudo para muitos mais.
Para sermos, todos, muito melhores.
Menos deslumbrados e mais empenhados.
É uma questão de voltar a deitar as sementes de Abril no desanimado coração de cada um de nós!
O privilégio de poder dizer e fazer estas coisas, aqui, nesta casa, tão perto do Carmo e da Trindade, sem que eles caiam, mas para que nos façam cair em nós e ver no que é que podemos melhorar, tendo como armas tintas e pincéis dá -me para pensar : A sorte que eu tive, mesmo que não venda. Afinal, eu existo. Afinal eu insisto!
Pela multiplicação dos tantos eus solidários.

A não esquecer!Esta obra, “A Última Pedra“ (a partir de 3 tijolos oitocentistas recuperados dos desperdícios das obras de recuperação do novo Plenário de S.Bento) continua em leilão na Exposição!Base de licitação, para Bulenga, 500 E!!!
De facto, não quero viver para pintar! Quero pintar porque continuo a querer (con)viver!Obrigado.

4.Um último obrigado pela confiança demonstrada a todos os amigos da Direcção Nacional da Associação 25 de Abril na pessoa do seu presidente e caríssimo amigo, Vasco Lourenço! ( Desculpe o mau jeito mas, desta vez, não vamos ter a Judiciária a questionar-nos, como da última vez em que me deu o privilégio da sua colaboração na saudosa emissão televisiva pirata da TRP, em 25 Abril de 1995!).
Ala que se faz tarde a caminho do Carmo e da Trindade.Não, não vão cair, mas fizeram-me cair na urgente necessidade de … REABRIR ABRIL.
antónio colaço
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MATINAS.ATÉ MAIS LOGO, ÀS 19.

Obrigado, por mais um dia. Fiz o que tinha a fazer. As sementes foram lançadas à terra. Olha como crescem garbosas!A caminho da Galeria. Prontas para assumirem o seu papel.

Mais agradecimentos. A Jaime André da A25Abril, pelo incansável apoio à dolorosa montagem final!

Ao meu amigo Zé Fernando, da Aboboreira, Mação,e à sua sábia Mãe, a Senhora Maria Máxima, que nos vai fintar a noite com os seus Bolos Fintos.Pudesse a ânimo/net ter aroma…É melhor aparecerem para provarem.
E finalmente, para já, ao Armando Solheiro, exímio web master (é dele o embrulho gráfico da ânimo, e não só!), e web designer, pelo apoio gráfico ao singelo Catálogo (a “Coca Cola” falhou….).
Aos amigos dos media, pela divulgação já efectuada!
Até mais logo! Obrigado
antónio colaço
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OBRIGADO,AMIGOS DE ABRIL. SEMPRE!

ULTIMA HORA
O programa “CINETEATRO AVENIDA”, hoje, 6ª, depois das notícias das 20H com o animador de serviço!

Repete à meia noite!.Obrigado.
ABRIL,ÂNIMOS MIL, pintura e escultura de António Colaço na Galeria da Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, Nº95, ao Chiado.Até ao dia 9 de Maio.
HORÁRIO
SEGUNDAS: DAS 12H-19H.
DE TERÇA A SEXTA:das 12H -22H .SAB: 12-15 . 19-22.
E agora,as primeiras imagens – sem tempo, ainda, para legendas! - do que ontem se passou na Galeria, assinadas pelo Pedro Silva .Pedro, obrigado pela tua sempre animada disponibilidade.










Um obrigado do fundo do meu coração. Estou sem palavras para o mar de Amigos que ontem me afogou e afagou em amizade.Do mundo mais íntimo, da minha querida família, ao da política, passando pelo dos blogues, das artes, dos media, do quotidiano, a todos um imeeeeeeeeenso obrigado. Aos que, por compreensivos motivos, não puderam comparecer, o meu obrigado pelas mensagens que fizeram chegar.

Um obrigado especial ao meu querido amigo Pe Anselmo Borges, pela riqueza da mensagem com que a todos nos interpelou – voltaremos a ela mais tarde, ele, que, incansável, está de partida para a Madeira vindo e regressando ontem mesmo a Coimbra ( leiam, alías, a entrevista concedida hoje ao DN/Madeira ) . Em sintese, enquanto não nos chega a versão integral, o Pe Anselmo Borges, conhecido padre e filósofo, catedrático em Coimbra, que assina uma coluna aos Sábados no DN, veio questionar “De que falamos quando falamos de ânimo” e abordando o assunto desde uma perspectiva cósmica, até aos nossos dias, descobrindo a razão de ser da nossa “ democracia tímida e quase desanimada” em diversas áreas, do ensino à justiça, para concluir que “é hora de pensar que o que é bom para Portugal é bom para mim” como forma de ” pôr fim ao egoísmo e consumismo que grassa, e à prevalência do ter sobre o ser”. Para Anselmo Borges, “sem Beleza não há salvação. A Beleza aponta à Transcendência”!
Obrigado, também, ao amigo de Abril, Vasco Lourenço, pela confiança e total disponibilidade das instalações da Galeria da Associação para a exposição.

Segue-se a notícia da Lusa que anunciou a exposição, elaborada pelo meu irrequieto amigo, Pedro Morais Fonseca ( é para te retribuir a do “Criativo”!!!). Alerto só para um pormenor que me valeu um sms chamando-me “renegado gavionense”!!! De facto, com muito orgulho o afirmo, nasci em Gavião, e aqui agradeço publicamente ao Jorge Martins, Presidente da CM que cedeu o quadro “Louvor e Exaltação do Cinema”, propriedade daquela autarquia a quem tive o gosto de oferecer como memória dos primeiros filmes que vi no “Cinema” lá da Avenida, mas, o meu coração está neste momento em Mação. São de lá, a minha querida mulher,Maria Filomena, que ontem homenageei – celebrámos,ontem, os 32 anos de vida a dois – e os nossos dois filhotes, João Miguel e Rita!

E agora a notícia na íntegra, com um obrigado extensivo aos media que já divulgaram a exposição!
AR: António Colaço (PS) inaugura 5ª feira exposição com sátira às práticas políticas e mediáticas
Lisboa, 15 Abr (Lusa) – O assessor de imprensa da bancada socialista, António Colaço, inaugura quinta-feira na Associação 25 de Abril uma exposição de pintura e escultura intitulada “Abril, Ânimos Mil”, na qual faz uma sátira às práticas políticas e mediáticas.
A exposição de António Colaço, a quem o eurodeputado socialista Joel Hasse Ferreira lhe colocou (nos anos 90) o apelido de “O Criativo”, será inaugurada pelo catedrático da Faculdade de Letras de Coimbra, padre Anselmo Borges, e poderá ser visitada até ao dia 09 de Maio.
Bem conhecido pelos jornalistas parlamentares pela sua permanente boa disposição e gosto em relação ao convívio – mas também por formar longas de filas de espera à porta da direcção do Grupo Parlamentar do PS -, Colaço convidou para a sessão de inauguração todos os deputados e funcionários de todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República.
Segundo o autor, a exposição apresenta uma “conjugação entre gestualismo, figurativo e algum surrealismo”, tem como técnicas de base o acrílico e a colagem, revelando uma “grande predominância dos temas ligados à terra (…) desde as flores à celebração do vinho”.
Entre as 22 novas obras e as 15 de retrospectiva apresentadas pelo assessor de imprensa do PS é mostrada alguma “sátira político social”, importando assinalar neste contexto que caricaturas feitas há alguns anos por António Colaço já foram alvo de acesa discussão num dos recentes debates quinzenais na Assembleia da República.
Com a sua sátira “político social”, António Colaço diz pretender questionar “práticas quer da política quer de um ramo com que convive, o mediático, propondo novos caminhos”.
“O trabalho ‘Cachas de Mudança’ é disso paradigma, ou seja, investir no noticiar do que de bom acontece. Mas também a obra ‘Tacho, Canudo & Cunha’ para denunciar um expediente nacional que tarda em desaparecer e a que todos – ainda – recorremos”, refere Colaço.
A obra “A Última Pedra”, feita a partir de tijolos oitocentistas apanhados no lixo das obras da recente remodelação da Assembleia da República foi colocada por António Colaço em leilão no seu site da ânimo http://animo30.wordpress.com, tendo como valor base de licitação 500 euros.
O produto da venda será atribuído, na íntegra, para 50 meninos órfãos de Bulenga, no Uganda, onde esteve recentemente em missão humanitária a jornalista da Antena 1 Rita Colaço, filha do autor da exposição.

Na vernissage serão servidos diversos licores feitos pelo próprio assessor de imprensa do PS, assim como bolo finto de Mação, município de onde é natural António Colaço.
PMF.
Lusa/fim
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O QUE PASSA DO QUE AQUI SE PASSA


Gente
Ânimo, Colaço Há muito que o assessor de imprensa do grupo parlamentar do PS se recusou a ser mero intermediário entre jornalistas e políticos. À sua maneira, António Colaço não abdica de ter uma palavra a dizer. Na quinta-feira inaugurou, na Associação 25 de Abril, a exposição “Abril, Ânimos Mil”. O local foi uma bofetada de luva branca ao facto de o Parlamento (ou melhor, a deputada social-democrata Zita Seabra) não ter autorizado que ele expusesse as suas obras numa ala do Parlamento. Dizem as más línguas que a justificação de Zita foi só uma: “E se o Zeca (o homólogo de Colaço no PSD) também se lembra de ser artista?”. Gente compreende: a deputada e editora acaba de inaugurar uma livraria para elites. É o espírito do tempo…
(In Expresso, Gente, 18 Abril 09 )

Uff! É uma fase de assumida exposição mas cujo cálice, no que tem de mais amargo, o animador de serviço quer beber até ao fim. Depois da luta inicial no que ao sítio de expor diz respeito ( e o Expresso lá sabe o que diz… ) desenrola-se, nos últimos dias, a batalha por ultrapassar os agradáveis registo nas colunas sociais, amigáveis, sim, mas que não resolvem a questão do verdadeiro artista que deseja integrar, em pé de igualdade – salvaguardada a sua especificidade, claro - os lugares onde costuma falar-se de arte, nomeadamente aquelas coluninhas dos media dedicados a referirem quem e onde expõe e, bem assim, porque expõe! Sei que não é facil para quem, como eu, trabalha sem rede, quer dizer, sem galeristas encartados e dotados do mais poderoso arsenal lobístico junto dos mais actualizados e bem cotados “críticos de arte”! Quer dizer, é uma contradição insanável, tipo “como é que queres singrar no milieu artístico da capital se te vais meter na boca do lobo que dizes pretender denunciar”?!
É aí que vale a pena tentar! Já que mais não seja para mais tarde ter histórias para contar e… quem sabe, retratar!
Obrigado, entretanto, a Sandy Gageiro, da Antena 1 e ao meu antigo camarada de radiofónicas armas, de Santarém, Zé Carlos Barreto, da TSF bem como a bondosas almas que fizeram rolar nos tickers da SIC, RTP, pelo menos, a realização da Exposição!
Aguardemos!
Ainda hoje poderá, entretanto, haver lugar a uma outra boa notícia!
antónio colaço
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WEBANGELHOS
As desculpas aos nossos amigos para quem estes Webangelhos, nos últimos dias, andaram afastados deste sítio pelas razões mais que conhecidas. A riqueza dos temas, a Páscoa ainda por perto – mas… desde quando é que ressuscitar não é de todos os dias – uma vez mais para ler/viver de fio a pavio!
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Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Quem se não apercebeu ainda da crise por que passa hoje a Igreja Católica? Um grupo de 300 teólogos e responsáveis de comunidades de base espanhóis – alguns, como A. Torres Queiruga, Juan Masiá, J. A. Estrada, J. J. Tamayo, J. I. González Faus, teólogos de renome – acaba de publicar um documento intitulado Ante la crisis eclesial, no qual defende que “a causa principal da crise é a infidelidade ao Concílio Vaticano II e o medo das reformas exigidas“.
Num procedimento que eles próprios consideram ser “extraordinário” – não é também extraordinária a causa que o motiva: “a perda de credibilidade da instituição católica”? -, reconhecem que “este descrédito pode servir de desculpa para muitos que não querem crer, mas é também causa de dor e desconcerto para muitos crentes”.
Responsável fundamental é a Cúria Romana. O Concílio teceu-lhe críticas duríssimas, Paulo VI tentou pôr em marcha uma reforma, mas ela própria bloqueou–a. As culpas não são, pois, exclusivamente de Bento XVI, com quem aliás se solidarizam: “O erro grave de todos os pontificados anteriores foi precisamente deixar bloquear essa reforma urgente.”
A primeira consequência do bloqueio é “o poder injusto da Cúria sobre o colégio episcopal”, derivando daí “uma série de nomeações de bispos à margem das Igrejas locais e que busca não os pastores que cada Igreja precisa, mas peões que defendam os interesses do poder central”.
Aqui assentam outras duas consequências: a mão estendida a posições da extrema-direita autoritária e ataques sem misericórdia contra quem está próximo da liberdade evangélica, da fraternidade cristã e da igualdade de todos os filhos e filhas de Deus, “tão clamorosamente negada hoje”. Depois, há “a incapacidade para escutar”, que faz com que “a instituição esteja a cometer ridículos maiores do que os do caso de Galileu”. De facto, a ciência oferece dados que a Cúria prefere desconhecer, concretamente nos “problemas referentes ao início e ao fim da vida”. A proclamada síntese entre fé e razão fica anulada.
Estas são “horas negras” para o catolicismo romano. Os autores lembram as rupturas de Fócio, que desembocou no grande cisma de 1054, e de Lutero, para sublinhar que também hoje “se não pode esticar demasiado a corda em tensão”. Mas “Deus é maior do que a instituição” e “a alegria que brota do Evangelho dá forças para carregar com os pesos mortos”. Por isso, os subscritores do documento, animado exclusivamente pelo amor a uma Igreja enferma, não se sentem superiores nem vão abandoná-la, mesmo que tenham de suportar as iras da hierarquia.
A quem se possa escandalizar lembram que a Igreja foi ao longo da sua história “uma plataforma de palavra livre”. Assim, Santo António de Lisboa pôde pregar publicamente que Jesus tinha dito: “apascentai as minhas ovelhas”, mas os bispos da altura entenderam: “ordenhai-as e tosquiai-as”. O místico São Bernardo escreveu ao Papa, dizendo–lhe que não parecia sucessor de Pedro, mas de Constantino, perguntando: “Era isto que faziam São Pedro e São Paulo?” Comentando, o actual Papa escreveu, em 1962: “Se o teólogo de hoje não se atreve a falar dessa forma, é sinal de que os tempos melhoraram? Ou é, pelo contrário, sinal de que diminuiu o amor, que se tornou apático e já não se atreve a correr o risco da dor pela amada?”
Neste contexto e por ocasião da passagem dos 25 anos da sua morte, deixo aqui a minha homenagem ao antigo professor, Karl Rahner, um dos maiores teólogos católicos do século XX, que escreveu num pequeno livro que então traduzi – Liberdade e Manipulação – que a liberdade tem prioridade sobre a autoridade, que só se legitima como função de serviço; esta reinterpretação funcional da autoridade obrigará a superar “a mentalidade institucionalizada dos bispos, feudal, descortês e paternalista” e implicará a limitação temporal nos cargos eclesiásticos, incluindo o papal, que as decisões e directrizes sejam, em princípio, explicadas ao público, com razões, e que se volte a “pensar numa colaboração do povo na nomeação dos hierarcas”.
In Diário de Notícias, 18 de Abril 2009
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Saulo, Saulo, prossegue-me.Uma das obras da Exposição “Abril, ânimos Mil”, António Colaço

A linguagem da Páscoa
Frei Bento Domingues
A consistência artística, literária, poética, musical da expressão religiosa não é apreciada como a grande linguagem da fé
1 Nos últimos tempos, quando, nos grandes meios de comunicação, se fala de Hans Küng, um famoso teólogo suíço da Universidade alemã de Tubinga, não é para apresentar a sua vida de professor, investigador e autor de muitos títulos notáveis, mas para destacar as suas tomadas de posição em relação ao Vaticano.
É uma grande injustiça classificá-lo, apenas, como um teólogo rebelde. É sobretudo um pensador crítico. A sua obra, traduzida em várias línguas, deveria merecer a atenção do grande público. É uma obra de diálogo com as outras Igrejas cristãs, com as outras religiões, com a Modernidade e Pós-Modernidade. Interessa-lhe a mobilização dos meios académicos e da opinião pública para a elaboração de uma ética mundial. Não quis encerrar o seu percurso com a publicação de dois volumes de Memórias. Já está traduzida no Brasil uma das suas últimas obras, coroa de uma vida: O Diálogo entre Ciência e Religião (1).
Ele próprio explicita o espírito do seu projecto: não se trata de um modelo de confrontação entre ciência e religião, seja ela de matriz fundamentalista-pré-moderna – que ignora tanto os resultados da ciência como os da exegese histórico-crítica – seja de índole racionalista-moderna, que exclui as perguntas filosófico-teológicas fundamentais e declara, de antemão, irrelevante a religião; também não é um modelo de integração de tendência harmonizadora, seja ele defendido por teólogos que acomodam os resultados científicos aos seus dogmas, ou proposto por cientistas que instrumentalizam a religião em beneficio das suas teses; é, antes, um modelo de complementaridade baseado na interacção crítico-construtiva de ciência e religião. Neste, respeita-se a esfera própria de ambas e evita-se toda a passagem ilegítima de uma à outra, assim como se afasta toda a absolutização de qualquer delas. Por meio do questionamento e enriquecimento mútuos, procura-se fazer justiça ao conjunto da realidade em todas as suas dimensões.
Nesta obra-síntese de um longo percurso, aborda o princípio de todas as coisas e a sua evolução. No epílogo, interroga-se sobre o final de todas as coisas. A sua fé, pondo de lado ornamentos lendários posteriores, centra-se no núcleo da mensagem do Novo Testamento sobre a ressurreição: a morte não conduziu Jesus de Nazaré ao nada, mas a Deus. “Esta é a minha esperança ilustrada, bem fundada: a morte é uma despedida que leva para dentro; é a entrada no Fundamento e Origem do mundo, nosso verdadeiro lar. É o regresso a casa.”
2Tenho todo o respeito pela teologia dialógica de Hans Küng. Embora também ele frequente os poetas e os músicos – escreveu uma obra sobre Mozart, Wagner e Bruckner -, não me parece que valorize suficientemente a capacidade de conhecimento que existe na arte. A consistência artística, literária, poética, musical da expressão religiosa não é apreciada, pela maioria dos teólogos, como a grande linguagem da fé, a linguagem da Páscoa. A procura da verdade doutrinal desvia, muitas vezes, a atenção do poder cognitivo dos mitos, dos símbolos, dos ritos, das metáforas da linguagem religiosa.
Não se trata de desvalorizar outras linguagens na busca do conhecimento. M.S. Lourenço escreveu-o de forma magistral: “O artista verdadeiro é aquele que alcançou o conhecimento verdadeiro, o qual consiste na percepção da realidade sensível e na intuição da realidade inexprimível.” Não contrapõe a procura da Verdade da Literatura à da Ciência, precisando, no entanto, que “esta procura da Verdade não é apresentada da mesma maneira, uma vez que a formulação estética, a criação da forma, é um objectivo da Literatura e não constitui um objectivo do trabalho científico”. Por outro lado, hoje, “estamos em condições de poder relativizar a dicotomia entre a intuição e o raciocínio e de restaurar a confiança no papel da intuição no processo do conhecimento e, deste modo, no valor cognitivo da experiência simbólica da obra de arte literária”.
E nesta perspectiva que coloca “a questão das fronteiras entre a Literatura e a Religião, a qual também é um domínio de percepção simbólica”. Defende “a ideia de que o culto religioso não existe incondicionalmente e que a expressão da experiência religiosa é condicionada pela formulação literária que a descreve, uma vez que esta é o veículo da asserção religiosa. O passo de São João segundo o qual o princípio é o Logos é assim interpretável como exprimindo a ideia segundo a qual o Logos, a fórmula, é a linguagem universal e, portanto também, a da Religião e do seu culto. Assim o problema da verdade da Religião reconduz-se ao problema da verdade das fórmulas da literatura subjacente. Uma doutrina religiosa é apenas tão verdadeira quanto o for a fórmula literária que a transmite” (2).
Para o grande músico teólogo, Olivier Messiaen (1908-1992), “as investigações científicas, as provas matemáticas, as experiências biológicas acumuladas não nos salvaram da incerteza. (…) De facto, a única realidade é de uma outra ordem: situa-se no domínio da Fé. É pelo encontro com um Outro que nós podemos compreendê-la. Mas é preciso passar pela morte e Ressurreição, o que supõe o salto para fora do Tempo.”
Hans Küng, O Princípio de Todas as Coisas: Ciências Naturais e Religião, Petrópolis, Vozes, 2007
M.S. Lourenço, Os degraus do Parnaso, Lisboa Assírio & Alvim, 19982, Cf. pp. 71; 75-76
In, Público, 19 Abril 2009
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MISERICÓRDIA.95

-Oh, meu Deus, tende Misericórdia. Lá vem ele outra vez…..
Não, não acredito que se deixe tomar por condicionados pensamentos deste género. De facto, vão decorridos três dias úteis da Exposição Abril, Ânimos Mil e que outra coisa não deve desejar quem passou tantas horas qual formiguinha carregando acrílicos pró carreiro senão desejar que esse trablho seja agora visto, diria, mesmo, apreciado por quem ainda por lá não passou?! Ou, como aconteceu ao meu amigo António Almeida, que tive o grato prazer de, ontem, lá reencontrar, “Venho agora com mais calma ver isto tudo, percebes?!”
Pois bem, o que venho sugerir e relembrar é que a Galeria tem um óptimo horário : SEGUNDAS: DAS 12H-19H. DE TERÇA A SEXTA:das 12H -22H .SAB: 12-15 . 19-22.
Ou seja, pelo menos todos os dias, à hora de almoço, entre as 13.30 e as 14.45, o animador de serviço vai tentar estar por lá!
É um passeio que se faz bem de S.Bento até à Rua da Misericórdia e, ao mesmo tempo, sempre ajuda a consumir mais algumas das notórias calorias que as fotografias da vernissage denunciam… Adiante. Que lindo está o Jardim de S. Pedro de Alcantara. Siga-me, pois…

A Galeria está quase ali ao lado. Extasie-se com a panorâmica que o renovado Jardim proporciona.

Prosseguindo, por que não entrar na belíssima Igreja de S.Roque. Foi a minha primeira vez. Claro, inevitável ver “onde está o órgão” Ah! Pudesse chegar-lhe…

Não entre já na Galeria, desça ao Chiado que agora até tem uma campanha, O “Chiado afterwork ” a partir das 18H!!! Está a ver…

…como estamos bem acompanhados?

Então, vê?! Qual misericórdia, qual o quê! Você está é na Rua da Misericórdia, Nº 95. Amanhã, pode ser que amnhã por lá o encontre. Com muito gosto. Ou eu ou o Sr. Jaime André. Ah! Ainda tem milhares de sementes de girassol à sua espera! Sim, para semear!!!É uma exposição muito….intersementiva!!

antónio colaço
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MATINAS

Não és Tu quem Te afastas de mim.Sou eu que não me aproximo de Ti.Quer dizer. Esqueço-Te em mim.

E, no entanto, neste Dia Mundial da Terra, o esplendor do Teu Sol, da Tua obra.
Obrigado, pela sementinha com que me alertas.
Com que me despertas.
Como ela, vencendo o peso da Irmã Terra, reergo-me para o Irmão Sol.
Para o esplendor da Tua Luz.
Obrigado, Senhor.
antónio colaço
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QUASE EM MAIO
Quase em Maio, tropecei neste rosário de mil contas feito! Lindo, meu caro António.Espero que goste do meu Fátima’s Frame!
Um destes dias volto ao assunto…depois que floresçam os nossos Jacarandás!Hoje ainda por lá não passei!Vantagem para si, caso descubra o primeiro pedacinho dos mil e um violáceos cálices…
antónio claço
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ULTIMA HORA:ONDE VAI ESTAR SÁB. 25 ABRIL?!!

Aguarde!
Temos uma ( agradável e…compensadora ) surpresa para si, tome nota:
- No próximo Sábado, 25 de Abril, às 15.35, 35 anos depois, onde é que quer estar?!
-Não se assuste!
antónio colaço
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HOJE HÁ GRANDE ANIMAÇÃO NA ASSOCIAÇÃO

Tem dois óptimos motivos para subir, hoje, Quinta, até à Associção 25 de Abril.Sim, é certo que está lá a nossa exposição “ABRIL,ÂNIMOS MIL”que, se quiser pode visitar.
Mas, pelo menos não perca às 18.30 o lançamento do livro do meu amigo Vasco Lourenço, “Do Interior da Revolução”.Para abrir o apetite, um cheirinho do que a Lusa acaba de adiantar:
Em declarações à Agência Lusa, à margem do seminário “As dimensões internacionais do 25 de Abril”, que decorreu terça-feira no Instituto de Defesa Nacional, o antigo militar e actual presidente da Associação 25 de Abril revelou que o livro vai trazer a “vivência” do antigo militar em “três períodos fundamentais” da sua vida.
“A guerra colonial, a conspiração para o 25 de Abril e o processo do 25 de Abril que se seguiu até à aprovação da Constituição. Vão encontrar a minha verdade porque eu conto a minha vivência e portanto conto a minha verdade e depois de algumas dúvidas, quis ser como sou normalmente e não ser politicamente correcto e conto os pormenores do que se passou”, adiantou Vasco Lourenço.
Na opinião do antigo militar, o livro traz “muitos pormenores que podem ser contestados” e apesar de admitir ter tido dúvidas em relação ao que devia dizer, Vasco Lourenço garante que optou por contar o que realmente se passou: “portanto vão saber a minha verdade”, garantiu.
Apesar de se ter recusado concretizar que momentos da sua verdade serão diferentes da versão corrente dos acontecimentos deste período histórico, Vasco Lourenço acabou por apontar o 25 de Novembro como exemplo.
“No aspecto do 25 de Novembro venho voltar a repor a minha verdade do que se passou e não a verdade que é comummente aceite pela imaginação pública hoje”, apontou, admitindo referir-se a Ramalho Eanes.
“A relação entre mim e o general Eanes, que foi meu subordinado e meu adjunto nas acções militares do 25 de Novembro e que está visto como o comandante das operações, quando quem comandou foi o general Costa Gomes e eu com ele como meu adjunto“, revelou.
A obra, que vai ser apresentada hoje, em Lisboa, é o último livro produzido no âmbito do projecto de História Oral do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, sob a responsabilidade de Maria Manuela Cruzeiro.
Com chancela da editora Âncora, “Vasco Lourenço – do interior da Revolução” é apresentado às 18:30, na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa.
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ÀS 21.30, dois outros amigos, O Paulo Nuno Vicente e a Alexandra Lucas Coelho debatem:
A cobertura mediática de conflitos
Alexandra Lucas Coelho (Público) - Jornalista do Público, actua na área da grande reportagem e da cultura. Em 2005-2006 esteve seis meses baseada em Jerusalém como correspondente. Em 2007 publicou “Oriente Próximo” com narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. É autora do blog http://diariodereportagem.blogspot.com sobre o conflito israelo-palestiniano e está a preparar um livro com um diário de reportagem no Afeganistão.
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PARABÉNS, ANABELA GLOBAL

O que os anos nos fazem, quando fazemos anos.
O Parlamento Global comemora hoje um ano de vida! A incansável Anabela Neves não pára. Em vez de comemorar o passado dos dias tem passado os últimos dias a preparar uma comemoração do 25Abril non stop para amanhã!
Vamos colaborar e, mais, oferecer, amanhã, um exemplar de uma edição limitada e assinada de 35 originais, com que festejamos os 35 anos de Abril, ao mesmo tempo que dinamizamos a Exposição “Abril ânimos Mil”!
Os pormenores mais tarde.
Para já, Parabéns, à Anabela e a toda a equipa, Joel, Rute, Patrícia, Sónia e Bruno.
antónio colaço
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EMERENCIANO.A PARTIR DE HOJE EM CASCAIS

A partir das 21.30, de logo, e até 28 de Junho, no Centro Cultural de Cascais. IR&VIR, pintura de Emerenciano.
Se não tem onde IR, logo à noite, diga que vai da parte da ânimo.
Será que é desta que nos vamos conhecer pessoalmente, Mestre Emerenciano?
Êxitos, enquanto por aqui preparamos a surpresa para amanhã! Por artes mágicas conseguimos montar, algures, um pequeno atelier serigráfico …”descartável”!! Por momentos, sentimo-nos transportados à Piazza Navonna e ruas afins!
Até mais daqui um pouco, para os leitores da ânimo.
Para si, Emerenciano, imagino a azáfama, apesar de isso, por aí, em Cascais, ser “à profissional”, imagino. Não, não é nenhum lamento de nenhum sem-abrigo das artes plásticas. Voltaremos ao assunto para a semana. Prometemos umas animadas confissões sobre as tantas “plásticas ” das lisboetas artes plásticas.
Bora lá para Cascais que o Emerenciano é dos que merece!
antónio colaço
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VASCO LOURENÇO.ABRIL POR DENTRO





O meu querido camarada e amigo, Marques Júnior, numa foto que tem o mérito de assinalar, lá ao fundo, a obra “Adeus, Diário de Lisboa”, feita a partir da última edição do Diário de Lisboa!

Enquanto entardecemos ali para as bandas de Belém, fiquemos com o relato da Lusa sobre a concorrida sessão de lançamento da obra “Do interior da Revolução“, de Vasco Lourenço:
Lisboa, Portugal 23/04/2009 21:26 (LUSA)
Temas: História, Política, Defesa, Forças Armadas, revoluções
Lisboa, 23 Abr (Lusa)- O coronel Vasco Lourenço afirmou hoje que a promoção de Jaime Neves a major-general o fez ponderar “não comparecer nas comemorações” do 25 de Abril e que “só não o fará por respeito à Assembleia da República e aos deputados”.
Quase no final da apresentação do livro “Vasco Lourenço – do interior da Revolução”, lançado hoje na Associação 25 de Abril – a que preside – o militar e capitão de Abril voltou a tecer críticas à promoção do coronel Jaime Neves a major-general.
Segundo ele, essa promoção fê-lo reflectir sobre a presença na cerimónia de comemoração do 25 de Abril no Parlamento, onde estarão as mais altas figuras do Estado.
“Ponderámos não comparecer nas comemorações do 25 de Abril, só não o fazemos pelo respeito que temos à Assembleia da República e aos deputados, que são os representantes máximos da democracia”, afirmou.
Ainda sobre o mesmo assunto, Vasco Lourenço revelou que alguns “problemas de consciência” o estavam a fazer retardar a publicação da obra mas que tal acabou quando teve conhecimento da promoção do outro militar.
“A atitude de promover o Jaime Neves nas condições em que o fizeram deu-me uma paz de espírito extraordinariamente grande. Os dois responsáveis por esta promoção tiraram-me todos os problemas de consciência”, afirmou Vasco Lourenço, sem no entanto especificar a quem se referia.
Perante uma audiência de quase uma centena de pessoas onde se incluíam várias figuras ligadas à política e à instituição militar, o presidente da Associação 25 de Abril acrescentou: “A promoção teve este aspecto positivo, desculpei-me lá com aqueles que como eu não concordam nada com a promoção do Jaime Neves”.
“Não pretendi atacar ninguém mas se o fiz, paciência”, declarou, acrescentando, sem citar nomes. que alguns militares “quiseram a medalha de ouro quando têm direito à medalha de bronze”.
Antes da apresentação da obra – o último livro produzido no âmbito do projecto de História Oral do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, sob a responsabilidade de Maria Manuela Cruzeiro – Vasco Lourenço considerou que a promoção de Otelo Saraiva de Carvalho a coronel, anunciada hoje pelo Ministério da Defesa, “já devia ter sido promulgada há mais tempo”.
“O Otelo está a ver reconstituída a carreira no âmbito de uma lei que foi aprovada já em 1999 para reconstituir a carreira aos militares que se envolveram no 25 de Abril e eu saliento, que se envolveram ou ‘pró’ ou contra, e que viram a sua carreira prejudicada por isso. Portanto nada mais natural, já devia ter sido promulgada há mais tempo mas só acontece agora”, afirmou Vasco Lourenço, questionado pelos jornalistas.
“A decisão vem desde Paulo Portas, que não a assinou quando era ministro da Defesa, de maneira que para nós é absolutamente natural”, referiu.
ATF.
Lusa/fim
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AMANHÃ,ÀS 15.35H, ESTE DESENHO PODE SER SEU.APAREÇA NA GALERIA A25

Mais do que uma vulgar campanha de sedução para que visitem a Exposição ( fim de rima! ) “ABRIL,ÂNIMOS MIL“,patente na Galeria da Associação 25 de Abril, ao Chiado, na Rua da Misericórdia, Nº 95, do que se trata é de comemorar os 35 anos de Abril.
Assim, amanhã, Sábado, 25 de Abril, a partir das 15.35, os primeiros 35 amigos da ânimo que subirem à Associação 25 de Abril, terão direito a um original evocativo ( sim, e invocativo, tipo, Mais Abril para Abril! ) elaborado com predominância de vermelho e dourado, a partir da obra patente na referida Exposição “RELÍQUIAS VIVAS!

Nestra tela estão guardadas, finalmente, as memórias físicas do 25 de Abril do animador de serviço: as munições que não foram utilizadas, os galões de soldado cadete da EPAM, unidade que atacou a RTP, um cravo, então oferecido por um entusiasmado cidadão e um pedaço de um velho filme da RTP.
Ora, amanhã, os 35 desenhos em oferta, conterão, também, um frame da referida película!!! Querem mais partilha?!
Ah! Se visitar a Exposição – o que agradecemos, apesar de ao fim da primeira semana ainda não termos conseguido vê-la inscrita em nenhum dos consagrados










































































In,Diario de Notícias,hoje