Visite-nos.Estamos, de facto, muito mais velozes, muito mais ágeis, aqui:
OOPS!!!AGORA ESTAMOS AQUI:http://animo.blogs.sapo.pt
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ADEUS, WORDPREES.TEMOS PRESSa DE CHEGAR À NOVA MORADA:http://animo.blogs.sapo.pt
Pronto.Obrigado,wordpress, mas isto por aqui está insuportável!
Todas as explicações, para salvaguardar um mínimo de decência, vamos dá-las na nova casa!
Façam favor de nos bater à porta aqui:
Não há tempo para mais despedidas. Foi bom estarmos aqui.
Obrigado, wordpress, mas… tinhamos tanta pressa de chegar aos nossos amigos que a angústia perante o coro das tantas e angustiadas vozes nos tolheu os passos a cada hora que passava!
Obrigado, outra vez!
antónio colaço
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ESTAMOS DE MALAS AVIADAS….
Estamos de malas aviadas! O suplício quer de composição e edição da ânimo, para nós, quer de pesada abertura para os leitores, tem as horas contadas aqui na wordpress. Fizemos todas as diligências para solucionar o problema. Em vão!
AGUARDEMOS PELAS BOAS NOTÍCIAS QUE MÃOS AMIGAS PREPARAM PARA TODOS NÓS!!!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS
Esta é a nossa proposta, este é o nosso ânimo!
Jorge Lacão, Ministro dos Assuntos Parlamentares, na entrega do Programa de Governo
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Obrigado, Rui!
Caríssimo Rui, esta é a derradeira imagem, e estas são as derradeiras palavras que, de mãos dadas, constituem a bagagem com que nos fazemos ao caminho para novas paragens. Sim, é certo que temos por ali espalhadas algumas “lágrimas“, pedaços da chuva desta fria manhã de Novembro. Mas, repara, que estão lá, também, para além da componente rodo/ferroviária, uma nesga de sol e um pedaço de ponte, tudo elementos que caracterizaram este porto de abrigo que constituiu para a ânimo o teu persistente Adufe.
A ânimo conclui aqui esta sua jornada e só porque teve onde repousar e ganhar novas energias é que pode, agora, partir, fazer-se à estrada, ser ponte e fazer pontes como tu.
Já vês, são de alegria, portanto, as gotas de água que aqui deixo como imensa gratidão a quem tomou a iniciativa de tão bem e com toda a liberdade de movimentos nos acolher.
Não quis fazê-lo mais cedo para não introduzir o mínimo ruído que fosse nessa tua tão empenhada aventura, que, desde sempre, saudei e para a qual desejo todos os êxitos, ou, melhor, e se quiseres, tanto quanto os desejo para a minha, atento que estou às urgentes e necessárias correcções de rota em que, também, quero empenhar-me.
Pronto, está tudo bem, espero que esta surpresa “em directo” te deixe satisfeito porque sei que também ficas contente por teres ajudado a renascer a ânimo, às portas de comemorar 30 anos de um despretensioso contributo em “tornar os dias mais leves“a todos quantos por aqui andamos.
Rui, o comboio que passa na imagem ali em cima vai partir. O próximo apeadeiro espera por nós. Serás sempre bem-vindo!
Ao contrário daqueles cenas por que todos já passámos, deixo ficar, com muita amizade e com a tua inquestionável aceitação, o breve património aqui postado. É o máximo do reconhecimento de que sou capaz e que tu inteiramente mereces.
Nunca se sabe se não estás na calha para voltar a “limpar”, outra vez, o licoroso e holywoodesco Kit ”ânimos de ouros”!!!
Um destes dias voltamos a trocar qwerts por um Portugal cada vez mais solidário.
Um grande abraço para ti e lá para casa.
PS -Rui, se não te importas, este vai ser, também, o primeiro post da ânimo, outra vez blog!!!!Ah! Não vou devolver-te as chaves e, sim, enviar-te, também, as chaves cá de casa!Outro abraço.
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Chovem críticas e palmas
A chuva toma conta das varandas de S.Bento. Chovem críticas, lá dentro. A oposição chumba o Orçamento.
A chuva toma conta das varandas de S.Bento. Chovem palmas lá dentro, a maioria aprova o Orçamento.
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Ânimos exaltados
Em vez do ânimo e da mobilização que a sociedade precisa, cria-se um clima pastoso que mina a confiança e acicata a conflitualidade.
Marques Guedes, deputado PSD, no encerramento Debate OE.
Com este Orçamento, o Governo junta-se aos portugueses e dá-lhes ânimo para lutar contra as dificuldades.
Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, no encerramento Debate OE
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Património (ab)usado
Abrantes. rotunda do Quartel.
O que é que se passa na cabeça de quem autorizou a colocação deste cartaz ?! Já estará tão “usada” como a Feira dos Carros Usados que proclama ?! Logo ali, nas barbas de um prédio antigo que ousou desafiar o tempo, deixando que o recuperassem e, de cara lavada, nos permitisse lavar a ”usada” memória, assim,agora, tão vilipendiada?!
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Santarém:A política somos nós.
Saíndo da A1, conseguir dar com a rotunda que finaliza a Circular a Santarém, para subir até ao complexo Andaluz, foi uma aventura, meu caro João Baptista, velho companheiro das lides do semanário O Ribatejo.
O que me levava a Santarém, juro, não era evocar o passado e, nele, as noites de Sexta-feira em que, vindo de Abrantes, me esperava o Beco dos Tanoeiros, ali, ao fundo, à direita, creio, para dar início a um intenso fim-de-semana nos estúdios da nossa tão querida quanto saudosa Rádio O Ribatejo…
… e ali realizar o Cesta de Sonhos, nas noites de Sexta, e, aos Sábados, o Sem Margens, Afluentes de Sábado, as notícias, os debates… que sei eu. Repare-se no vinil… embora, para a época, tivéssemos sido pioneiros na utilização dos estúdios auto-operados, meu Deus, que desafios! Stop!
Quer dizer, doeu ver este Central entaipado, as tantas conversas, textos e reportagens que aqui tiveram seu início, aqui foram realizados…STOP
Não, não, eu estive em Santarém, esta semana, para assistir, simplesmente, a um debate entre dois jovens políticos com ganas de dar a volta ao anunciado futuro dos dias que nos recusamos, todos, a encarar como inevitável e tremendista fatalidade.Embora o modelo não tivesse sido o melhor, estrangulando a necessária vivacidade, foi possível perceber um Passos Coelho ainda muito institucional, como que querendo afastar uma aura de juventude ainda recente e, em contrapartida, reconhecer um António José Seguro cada vez mais à vontade, no tu-cá-tu-lá com o quotidiano de que a politica deve ser feito, cada vez mais próximo das pessoas, contando com elas, para que elas contem, também, nas soluções a tomar para resolver as suas necessidades, sim, mas, também, para verem valorizadas as suas emoções. “A política para mim não se faz sem emoção”, diria António José Seguro.
O regresso a Lisboa foi, assim, mais tranquilo. Só faltou, mesmo, sintonizar a saudosa Rádio O Ribatejo e, nela, ouvir o homem que acreditava que a rádio não existe, a rádio somos nós. Talvez que transposto para a política, para a nova atitude com que devemos encará-la, a política não existe, a política somos nós!
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DA ILUMINAÇÃO E DAS ILUMINAÇÕES
Jerónimos
Abrantes, Barão da Batalha, horas mais tarde
Precisamos das iluminações, sim, mas para um Natal luminoso basta-nos a Iluminação que nenhuma delas contém.
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MATINAS.O WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO
Obrigado, bom Deus,por iluminares, assim, quem vai à frente a iluminar-nos o caminho. Na ânimo, queremos ser, também, um lugar por excelência onde o brilho da tua Palavra nos aconchegue a alma, animus. O PeAnselmo e outros amigos,têm aqui acolhimento privilegiado.Mas vão ficar connosco e ser questionados para que nenhuma treva fique sem luz e a vontade de tornar os dias mais leves uma certeza, porque sabemos Quem nos conduz. A ânimo e o WEBANGELHO vieram para ficar.
antónio colaço
IGREJA, SEXUALIDADE E BIOÉTICA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
No lançamento do livro A Sexualidade, a Igreja e a Bioética. 40 anos de Humanae Vitae, de Miguel Oliveira da Silva, procurei reflectir sobre o paradoxo de, sendo o cristianismo uma religião do corpo – não diz a Bíblia que Deus criou os seres humanos em corpo e viu que era muito bom e não confessa a fé cristã que Deus assumiu em Jesus a corporeidade humana e que ela está presente, pela ressurreição, no seio da Trindade? -, em boa parte a má vontade contra a Igreja radicar na sua relação com o sexo. Como admitir, por exemplo, mesmo quando a saúde e a própria vida ficam ameaçadas, a proibição do preservativo?
O que envenenou a relação da Igreja com a sexualidade foi o choque entre o poder e o prazer, porque o prazer pode abalar o poder.
Concretamente, há a doutrina do pecado original, entendido não como o primeiro de todos os pecados – todos pecam -, mas como um pecado herdado de Adão e transmitido por geração, portanto, no acto sexual.
Depois, com a reforma gregoriana, século XI, foram-se erguendo as três colunas sobre as quais assenta, segundo Hans Küng, o paradigma católico-romano: papismo (poder centrado no Papa), celibatismo (celibato obrigatório por lei para os padres), marianismo (devoção a Nossa Senhora como compensação).
Como se determinou que tudo o que se refere ao sexo é por princípio matéria grave e como, por outro lado, não há ninguém que não tenha pelo menos pensamentos relacionados com o sexo e só o sacerdote ou o bispo podem perdoar os pecados, a confissão acabou por tornar-se não um espaço de reconciliação e paz, mas tantas vezes de opressão, e raramente uma instituição acabou por deter tanto poder sobre as consciências, criando infindos complexos de culpabilização. Quando se lê os manuais dos confessores e todos aqueles interrogatórios inquisitoriais, quase reduzidos ao campo sexual, percebe-se que muitos tenham começado a abandonar a Igreja por causa da confissão, considerada ofensiva dos direitos humanos.
No universo sexual, que, como escreve Miguel Oliveira da Silva, continua a ser “um imenso, incómodo e multifacetado mistério”, é evidente que não vale tudo. Ele reconhece que “a sociedade ocidental vive um profundo e grave vazio ético em matéria de sexualidade”.
De qualquer modo, a Igreja precisa de reconciliar-se com o mundo e a ciência, o corpo e a sexualidade. Mas enquanto se mantiver a lei do celibato obrigatório não estará todo o discurso eclesiástico sobre o tema debaixo do fogo da suspeita?
Nos seus Jerusalemer Nachtgespräche, o Cardeal Carlo Martini interroga precisamente esta lei e, depois de considerar os estragos da encíclica Humanae Vitae, reconhece que muitos esperam do Magistério uma palavra de orientação sobre o corpo, a sexualidade, o casamento e a família. “Procuramos um caminho para, de modo fiável, falar sobre o casamento, o controlo da natalidade, a procriação medicamente assistida, a contracepção.”
Neste domínio da contracepção, o equívoco fundamental da encíclica Humanae Vitae encontra-se numa concepção de lei natural fixa, estática e centrada na biologia. Ora, por natureza, o ser humano é cultural e histórico e a própria realidade é processual. A sexualidade humana não pode ser vista apenas na sua vertente biológica. Como pode o Magistério fixar–se na biologia, esquecendo que, para ser verdadeiramente humana, a sexualidade envolve o biológico, o afectivo, a ternura, o amor, o espiritual?
Por outro lado, na perspectiva bíblica, não criou Deus o Homem como criatura co-criadora? Não é o Homem, por natureza, interventivo, aperfeiçoador e transformador da natureza? Então, no juízo moral, o critério não pode ser o natural identificado com o bem e o artificial identificado com o mal, mas a responsabilidade digna e a dignidade responsável. Aliás, quem defende os métodos contraceptivos naturais como os únicos legítimos deverá ser confrontado com a objecção: para lá da sua falibilidade, ainda serão naturais os métodos que têm a ver com uma descoberta e aproveitamento humanos dos períodos inférteis da mulher?
In, Diário de Notícias, hoje.
A ânimo esteve lá
Tal como esta numerosa e entusiasmada assistência
Dois amigos da ânimo:Manuel Vilas Boas e o Pe Anselmo Borges
A ânimo quer ser, também, um lugar de oração, e meditação mas não como uma loja que faça de Deus um “bric-a-brac” a que se recorre, de vez em quando,quando dá jeito, como diz o Pe Vitor Gonçalves ( outro amigo que para aqui convocaremos )um Deus tipo AKI para todo o serviço, pronto a consumir, que não nos interrogue, desmontável e pagável!
Falaremos melhor mas, para já, a porta fica aberta e o nosso mail é a porta de entrada para se juntar a nós.Venham de lá essas reflexões sobre este WEBANGELHO de hoje, publicado no Diário de Notícias.
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ABRANTES DENTRO DE INSTANTES
Abrantes, dentro de Instantes, com Instantes dentro. Ou, uma ansiosa “espécie de regresso” a Abrantes, a alguns dos seus instantes, presentes, sim, mas carregados de outros longínquos instantes, como se o tempo nunca tivesse parado, como se vinte anos estivessem tão presentes, hora a hora, sem sombra de passado.
Abrantes, pela magia de todos os teus instantes, obrigado.
Apesar de nem tudo estar como se deseja, pense, por instantes… virar à direita, em Abrantes? Isso é lá coisa que se veja!!!
Hoje foi dia de Banco Alimentar. Abrantes presente, como sempre. Ajudar a minorar dias de carência que não deveriam de passar de instantes a que urge pôr termo, com urgência.
A melhor “loja de chineses” do centro de Portugal, Lisboa incluída. No frenesi do natalício consumismo, parar por uns instantes, neste preciso local e recordar o instante em que, aqui mesmo, mirámos e remirámos a compra da nossa primeira Dyane. A minha consagrada fidelidade à Citroen, olá, Luis Gomez, a marca que, desde sempre, me pôs os olhos em bico, nesta outrora casa mãe abrantina, é, hoje, a grande casa chinesinha. Limpópó!
A ver quem passa ou …. começar a passar para, de novo, contar o que se deve ver?
Praça Barão da Batalha que um dia baptizei Praça da Nossa Alegria ( não,não havia ainda nada de televisiva semelhança…) e onde tantos e reconfortantes instantes tiveram lugar desde que, com o meu querido amigo Eduardo Campos, ousámos “impôr” à nossa querida Câmara de então, saravá Engº Bioucas,o instante do seu decisivo encerramento ao trânsito!
Abrantes, a todo o instante …
antónio colaço
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MAÇÃO NAS ASAS
Mação, esta tarde, na Praça.
Outra vez a magia do instante fotográfico – o instante é ele mesmo mas, só o seu registo fotográfico atesta o momento sublime da sua irrepetibilidade! – de facto, ao voltar-me para trás para captar o melhor enquadramento de umas nuvens que resolveram marchar sobre a Praça, deparei-me com esta jovem e inexperiente pomba branca qual descuidada filha pródiga abandonando o lar do seu ninho.
Aqui estava para meu espanto a chave para esta investida sobre Mação.
Um Mação que tarda em soltar asas.
De facto,por um dia, a ordem inverteu-se, de Abrantes a caminho de Mação.
Outra vez a convocação do passado mas, agora, em nome de uma melhor compreensão do presente. Foi nesta dinâmica que a ânimo nasceu….
…exactamente neste nº 26 da Rua de S.Bento, em Mação – uma foto antiga, já que a fachada foi alterada.Foi aqui que, definitivamente, o inconfundível traço de Piero Fornazetti foi adoptado como símbolo da ânimo, a partir do seu Nº2, em 9 de Maio de 1979, edição no saudoso formato off-set ( revolucionário para a altura! ).Um rosto com janelas dentro das janelas que os olhos já são.Em suma, ver mais além.
Ver mais além …ou, este EUCALIPTO, plantado na janela lá em em cima, pois claro, e logo na casa de Francisco Serrano, na sua Rua, um ilustre autodidacta da historiografia maçanica, sim, sim, foi nele que, para sempre, bebemos o adjectivante ”maçanico” que também por aqui nos acompanha.
Mas… recordações do passado à parte, hoje, o que nos trouxe a Mação, vindos de Abrantes, foi a celebração da Missa de Mozart, ao meio dia, na tão belíssima quanto vetusta Matriz de Mação ( a que, em breve, aqui dedicaremos substancial destaque ) e o Concerto à tarde, de novo na Matriz, com um variado repertório de Música Sacra, Música de Romaria e Cânticos de Natal.Uma presença já habitual do Coro da Beira Interior. Os parabéns à Câmara e às entidades que apostaram no mecenato como forma de apoiar a música coral.
A qualidade do Coro é inquestionável, a demonstrá-lo os inúmeros prémios com que têm sido galardoados.
Voltaremos para actualizar esta edição, com o nome do maestro e outras informações e links curriculares.
O frio e a chuva foram uma constante deste enregelado 30 de Novembro em acelerado adeus para o natalício Dezembro. Aos poucos, os maçanicos regressaram ao desejado aconchego das lareiras.
O Espírito Santo, a sua Capela e o entardecer propício à serena Iluminação.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS
E chega agora a parte do nosso programa em que nós vamos avançar com algum ânimo!
Gato Fedorento, Zé Carlos,Domingo,30 Novembro 08
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MATINAS:DEUS NÃO É DIFICIL
O deus das explicações não tem piada nenhuma, quer dizer, Deus é muito Mais que as nossas explicações, quer dizer da nossa vontade em resumi-Lo a uma explicação que nos deixe de uma vez por todas descansados.Sim, Deus, dá muito trabalho, tanto que, quando menos se espera, consigo descobri-Lo na beleza das linhas desta muito antiga casa beiroa, do seu candeeiro de uma metalurgia tão inicial…O único trabalho que Deus dá é o de que eu, sempre que quiser, dê por Ele.
Sim, começo a sentir o que são os vislumbres de Deus e até não é assim tão difícil.Mas dá trabalho.
Eu gosto de trabalhar.Ora et Labora.
antónio colaço
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Do Público de ontem, enquanto Frei Bento não envia, tal como o Pe Anselmo, as “cinco linhas” que lhes pedi sobre “WEBANGELHO ou o papel das novas tecnologias ao serviço da Palavra”.
Bíblia e fundamentalismo
30/11/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se o sentido da transcendência de Deus1.Alguns leitores acharam estranho que, no domingo passado, me tivesse referido à expressão “Palavra de Deus” como se de uma metáfora se tratasse. Não é a própria Sagrada Escritura que se apresenta como realíssima Palavra de Deus? E, no primeiro escrito cristão, não afirma S. Paulo: “Agradecemos a Deus por terdes acolhido a sua Palavra que vos pregamos não como palavra humana, mas como na verdade é, a Palavra de Deus que está produzindo efeito em vós, os fiéis” (lTs 2, 13)? Existe, portanto, diferença entre palavra meramente humana e Palavra de Deus.
Sem dúvida, mas quem reflectir no que significa “metáfora” – transgressão do imediato sentido, transposição para novas significações – só pode desejar que essa expressão recupere a força ilimitada do seu mistério. Uma metáfora que se banaliza é uma metáfora morta (1).
É uma ilusão supor que podemos adoptar, em directo, o ponto de vista de Deus e, a partir daí, distinguir o que é humano e o que é divino, como se fôssemos entidades que os transcendem e os fiscalizam. As consequências dessa ilusão manifestam-se quando seres humanos colocam na boca de Deus aquilo que eles dizem e escrevem como se fosse o próprio Deus a dizer e a escrever. A Bíblia está cheia de declarações desse teor. Por vezes, o que é posto na boca de Deus só ficava bem na boca do Diabo. Quem assim faz, pensando glorificar a Deus, está a ofendê-lo e a tornar impossível reconhecê-lo como a verdade e a beleza do amor infinito. Por outro lado, quando se tomam as afirmações bíblicas como ditados divinos, perde-se, irremediavelmente, o sentido da transcendência de Deus e dos ziguezagues da história humana.
2.A Comissão Pontifícia Bíblica elaborou um documento – A Interpretação da Bíblia na Igreja – sobre a pluralidade de métodos de investigação dessa admirável biblioteca hebraica e cristã. Não é para restringir essa pluralidade que o documento é extremamente severo em relação a identificações idolátricas: “O problema de base da leitura fundamentalista é que, recusando levar em consideração o carácter histórico da revelação bíblica, torna-se incapaz de aceitar plenamente a verdade da própria Incarnação. O fundamentalismo foge da estreita relação do divino e do humano no relacionamento com Deus. Recusa-se a admitir que a Palavra de Deus inspirada foi expressa em linguagem humana e que ela foi redigida, sob a inspiração divina, por autores humanos cujas capacidades e recursos eram limitados. Por esta razão, tende a tratar o texto bíblico como se ele tivesse sido ditado, palavra por palavra, pelo Espírito e não chega a reconhecer que a Palavra de Deus foi formulada numa linguagem e numa fraseologia condicionadas por uma ou outra época. Não dá nenhuma atenção às formas literárias e às maneiras humanas de pensar presentes nos textos bíblicos, muitos dos quais são fruto de uma elaboração que se estendeu por longos períodos de tempo e com a marca de situações históricas muito diversas.”
A Mensagem final do recente Sínodo dos Bispos (24.10.2008), depois de observar que todos deveriam conhecer e estudar a Bíblia, também sob o seu extraordinário perfil de beleza e fecundidade humana e cultural, destaca que a Palavra de Deus não está presa a uma cultura. Aspira, pelo contrário, a atravessar fronteiras e recorda o exemplo de S. Paulo, artífice excepcional da inculturação da mensagem bíblica em novas coordenadas culturais (2Tm 2, 9).
3.Neste Ano Paulino, não basta louvar a ousadia imensa desse grande Apóstolo de há dois mil anos. O Sínodo insiste em que é, hoje, que a Igreja está chamada, mediante um processo delicado, mas necessário, a fazer que a Palavra de Deus penetre na multiplicidade das culturas e expressá-la segundo as suas linguagens, concepções, símbolos e tradições religiosas, vigiando e guardando a substância dos seus conteúdos, para evitar o risco da degeneração. A Igreja tem de fazer brilhar os valores que a Palavra de Deus oferece a outras culturas, de modo a purificá-las, fecundadas por ela. O Sínodo não esquece a formulação mais ousada do processo de inculturação, apresentada por João Paulo II ao episcopado do Quénia, na sua viagem à África em 1980: “A inculturação será realmente um reflexo da incarnação do Verbo, quando uma cultura, transformada e regenerada pelo Evangelho, produz, na sua própria tradição, expressões originais de vida, de celebração e de pensamento cristão.”
A linguagem humana, sobretudo nas suas expressões musicais e poéticas, é um acontecimento de excesso de significação, uma abertura que não consente horizontes fechados. É, por natureza, uma contínua violação de fronteiras. Pode, por isso, acolher sempre novas significações. A linguagem simbólica é movida, precisamente, pelo que lhe falta, não pelo que tem. É a linguagem do Advento, desafiando todos os limites. Quem tenta interpretar a Palavra de Deus comece por libertá-la da letra que mata, para a deixar entregue ao Espírito que a faz viver (2Cor 3, 2-6).
(1) Paul Ricoeur, Teoria da Interpretação, Lisboa, Edições 70, 1996
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Matinas
Calçada da Ajuda
Será correcto, estarei certo – sim, para quem Te julga perto, habitando mesmo cá por dentro – pedir-Te que me ajudes neste novo dia? Pedir-te ajuda ou, por que não, antes …. ajudar-Te! Se eu fosse Deus gostava de me sentir ajudado por tudo e todos quantos tivesse criado, sei lá.
É bom saber que nesta enregelada manhã me deixaste brincar Contigo.
ac
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ÂNIMOS EXALTADOS
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INSTANTES COM ABRANTES DENTRO
Depois da curta-blogagem ” Abrantes dentro de instantes”, retomamos o fascínio pela edição, agora, de uma outra curta-blogagem “INSTANTES COM ABRANTES DENTRO“.
Melhor do que as palavras, deixemos que as imagens falem por si.
ACTUALIZAÇÃO:
Nesta foto, em cima, no canto esquerdo, sem qualquer qualidade que os 3pixel do tlm consente, são visíveis uns pontinhos da conjugação Lua, Vénus e Júpiter. Não resisti a actualizar a imagem recolhida, algures, na net por camera optimizada:
Sim, deixa-me sentar a teu lado, como se ninguém desse por nós, desfiar as tantas histórias da história desta Praça, os seus instantes mágicos, como se de uma outra magia fôssemos capazes, outras batalhas, aqui mesmo , na Barão, por que não?!
antónio colaço
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S.BENTO COM NATAL DENTRO
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LUZ
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VÉSPERAS
Senhor, sei que não saíste da minha vida, mas, hoje, quer dizer, nos últimos dias, sinto-me como se a Vida tivesse saído de mim. Quase não Te sinto, mas … ainda sei de Ti.
antónio colaço
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MATINAS
Não é um sol muito esplendoroso, sim, mas um Sol que me convida a romper as minhas próprias nuvens e a juntar-me ao esplendor de estar vivo. Obrigado, bom Deus, fonte da Vida de que tanto preciso.
antónio colaço
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ODETE THE SHOW MUST GO….
Quem sou eu, pá?! Mas, oh Mário Crespo, estás a gozar comigo ó quê?! Se me deixaram passar nas relações públicas?! Masporqueméquemetomasmeu?!Algumaquadrilheiraóquê.Porquê, não posso vir com um boné e um Kispo como estes?É por causa do frio,pá!
Tenho a maior simpatia por Odete Santos, melhor, tenho muitas saudades da “camarada Odete” e da vivacidade que imprimia aos debates onde participava, mesmo que em discordância politica com ela, como muitas vezes lhe fiz saber. Aliás, ouso dizer mais, ela e Natália Correia não encontraram, ainda, substitutas à altura da vivacidade, da dimensão cénica que emprestavam às suas intervenções.
Tropecei, ontem, no Frente-a-Frente da SIC e o ar agradavelmente incomodado quer de Crespo quer de Guilherme Silva prometia o melhor, perante o “embrulho” da personagem Odete! “É por causa do frio”, justificaria, assim, a madónica (?) boina de couro preto com que ali se apresentva.
E Odete tinha mesmo que borrar a cena – discutia-se a crise na Educação e, nela, o papel da Ministra. Odete foi longe de mais, até porque começou por reclamar a sua própria fealdade (oh! Odete, como vai essa auto-estima!) - “eu sei que sou feia!”, disse – para, em seguida, dizer que a Ministra “tinha cá umas trombas”, ou, tentando emendar a mão, “um carão”!!!
Oh, Odete, não “habia nexexidade” e o Crespo ficou incomodadoíssimo sentindo-se num qualquer palco do revisteiro Parque Mayer.
Pronto, “fui inconveniente”, lá reconheceu.
Pronto, minha, tás perdoada!
antónio colaço
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OLÁ,VIZINHO RUI!
-Olá, Tio Rui, sou a Micas e dei uma escapadela sem o meu dono saber, como a porta estava aberta, não estava cá ninguém e estavas a falar de aves… eu fiquei logo com os capelos em pé!Uff, estou farta dos croquetes e da Purpurina lá em casa…mas…onde é que estão essas aves?!…
- MIIIIIIICAS! Onde é que te meteste, oh nãoooooooooooo, quem te autorizou a entrar aqui na casa do Rui sem pedir licença?!O quê, leste o post do Rui aproveitando uma distraídela minha e como ouviste falar em …aves?! Micas, mas tu és do Benfica, é assim que respeitas o teu clube?!
-Miau, adeus Tio Rui, para a próxima não me voltes a enganar!Já não há respeito…
Olá Rui, só para dizer que lá por casa está tudo bem, aparece quando quiseres. Não, não vou arranjar nenhum pretexto clubístico-partidário para apareceres , quero, sim, uma vez mais agradecer a tua hospitalidade e inaugurarmos, também , agora, despretensiosamente, esta boa vizinh@nça!
É isso, mais do que todos os manuais sobre o fim da blogosfera, (com todo o respeito que me merece o lado académico da coisa!) o importante é praticar, retomar as práticas de boa vizinhança. E como são imemoráveis as histórias que guardo desde que os meus pais debandaram, um dia, anos cinquenta iniciais, o altoalentejano Gavião atravessando o Tejo a caminho ” lá da Beira”, em Cardigos, concelho de Mação?! E pelo Natal, como eram salutares as disputas entre aqueles vizinhos que se adoravam na sua diferença, por exemplo – já que estamos na quadra – sobre as filhós beiroas e as outras alentejanas, tudo resultando numa salutar partilha!
É o que estamos a demonstrar, praticando!
Até mais logo e… desculpa o atrevimento da Micas. Eu acho é que ela queria fazer uma festinha à Maria.
antónio colaço
NOTA
Este post foi “colocado”, pela manhã, no Adufe, do meu caríssimo amigo Rui Branco, assim, de surpresa. O que quer dizer que, um destes dias, também, o Rui poderá entrar aqui pela ânimo quando muito bem quiser. Sem querermos ser vanguardistas de causas perdidas, acho que esta partilhada vizinhança retoma valores ancestrais que nenhum Magalhães poderá anular.
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MATINAS

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WORDPRESS:MAS O QUÉISTO?!
A ânimo fica sem edição até o sistema 2.7 da Word press nos deixar trabalhar em Paz!
Oh, meus senhores, não habia nexexidade!
O meu protesto!
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WEBANGELHO

Mais um precioso contributo da reflexão do Pe Anselmo, que a ânimo tem o privilégio de poder ampliar, na senda de nos tornar os dias mais leves, neste caso, de tornar a nossa fé mais enraizada, mais liberta, mais descomplexada e mais solta de toda uma demoníaca visão do que na Vida, afinal, é manifestação da bondade de Deus.
Nesta enregelada manhã maçanica, estas são Palavras que verdadeiramente nos aquecem o corpo e a alma, animus!
antónio colaço

A IMACULADA CONCEIÇÃO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Não sei se a maioria dos portugueses conhece o motivo do feriado no dia 8 de Dezembro. Os católicos praticantes saberão que se trata de uma festa ligada a Nossa Senhora. Se interrogados, talvez respondessem, na quase totalidade, que tem a ver com a virgindade de Maria.
Aí está, pois, uma festa infestada com equívocos. Logo à partida, que pode significar Imaculada Conceição? De facto, não se refere directamente à virgindade, mas não lhe é completamente alheia. Do que se trata, na realidade, é da afirmação de que Maria, a Mãe de Jesus, foi concebida sem pecado.
Mas, aqui, sem hermenêutica, isto é, sem interpretação, pode albergar-se uma série de confusões, profundamente ofensivas sobretudo para as mulheres, minando, desgraçadamente, a mensagem do Evangelho enquanto notícia boa e felicitante.
Foi concretamente Santo Agostinho que elaborou a doutrina do pecado original, no sentido de um pecado cometido pelos primeiros pais (Adão e Eva) e transmitido a todos por herança, no acto sexual. Houve uma excepção: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original.
Deste modo, porém, a sexualidade ficou manchada e as mulheres acabavam por sentir-se discriminadas, tanto mais quanto, associando a concepção de Jesus a uma geração virginal, se lhes propunha o ideal impossível de virgem e mãe.
Sub-repticiamente, esta doutrina causou imensos danos ao cristianismo, concretamente à mulher, à visão do sexo e do casamento.
Assim, um cristão atento e reflexivo sabe que é necessário e urgente rever o dogma, mostrando o seu verdadeiro sentido. O próprio Papa João Paulo II deu a chave, ao escrever que “o Natal de Jesus revela o sentido profundo de todo o nascimento humano”. Afinal, quando percebe que o ser humano não é redutível à biologia, o crente verá em toda a nova geração a presença do Espírito, como aconteceu com Jesus. Por outro lado, nascer é vir à luz e, portanto, dar à luz não constitui uma mancha para a mãe, como supõe a doutrina da virgindade de Maria, antes, no e depois do parto.
Um dia, numa entrevista, um jornalista atirou-me: “Não acha que Nossa Senhora é a mulher mais poderosa de Portugal?” Nunca tinha pensado nisso, mas é bem possível. Basta pensar em Fátima e no que Fátima representa para os portugueses. Aliás, Nossa Senhora “concede” dois feriados nacionais: Imaculada Conceição (8 de Dezembro) e Assunção (15 de Agosto).
Mas, se se pensar bem, estas festas são metáforas de esperança e salvação: todo o ser humano é concebido sem pecado, mas, entrado no mundo, terá de lutar contra a maldade e o pecado, na esperança de um mundo melhor, e também na morte pode contar com o Deus amor e a sua graça de vida eterna.
Podemos então compreender, como dizia o teólogo Karl Rahner, que, nestes domínios, por exemplo, da virgindade de Maria, não se trata de biologia. Referindo-se à narrativa do Evangelho de São Mateus sobre a geração de Jesus por obra do Espírito Santo, escreveu o exegeta Jean Radermakers: “Tomando imagens das mitologias pagãs, depuradas pela reflexão judaica, Mateus não se situa num plano de fisiologia, medicina, ginecologia ou sexologia, mas no de uma realidade mais profunda. Deveríamos reler a nossa experiência do dar à luz e da responsabilidade parental a partir do nascimento de Jesus. Toda a criatura recém-nascida vem de Deus. Assumir uma maternidade e paternidade humanas é deixar que Deus se revele na criatura nascida. A missão de todo o varão e toda a mulher que se unem é dar lugar a que apareça no mundo a realidade do Emanuel, Deus connosco.”
Criticando os mal-entendidos da leitura do Evangelho a partir de pressupostos negativos em relação à sexualidade, o teólogo Juan Masiá põe na boca do anjo estas palavras dirigidas a São José: “Não deixes de levar Maria contigo. Não penses que pelo facto da intervenção do Espírito o teu papel como varão está a mais. Não tens que afastar-te para permitir que Deus faça algo grande com a tua família. Com a tua relação com Maria, não vais entrar em concorrência com o Espírito. O teu papel é compatível com a acção de Deus e com que Jesus seja o Cristo.” |
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ânimo, OUTRA VEZ!TODOS PARA O BORRALHO!

Pronto, senhores da wordpress 2.7, e amigos a quem lançámos SOS vários, não quero que vos falte nada!Está tudo resolvido e percebido! Cheguem-se aqui um pouquinho à lareira.Quentinho, hein?!
Para todos um óptimo fim-de-semana , à lareira, com a família e os amigos, vá, ide lá para o borralho!
Deixem o qwertalho em paz!!!
antónio colaço
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O QUE DÁ DEZEMBRO

Uma última vista de olhos a caminho …”da província”. Podem as iluminações da Baixa mudar mas…

…as do Totta, na Rua do Ouro, são eteeeeeernas. Todos os anos o mesmo fascínio.Só para nos sentirmos como nos filmes americanos da nossa infância… vale a transgressão de uma paragem para fixar este instante de magia.

Mação embrulhado numa manta de espessa neblina….

…uma ventania molhada a que já poucas folhas resistem….

…e um pulo até Abrantes. Há que subir à montanha respondendo ao apelo das nuvens desafiantes.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Depois do Pe Anselmo, ontem, no DN, hoje, no Publico, a Palavra de Frei Bento Domingues.

Nem só de pão vive o homem
07/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
Encontrar-se com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Basta acolher a graça do Presépio1. Nem só de pão vive o homem, mas sem pão é difícil. O Diabo sabia disso quando pôs Jesus à prova no deserto. Hoje, diante dos efeitos económicos da especulação financeira, a nível global e local, a oração pelo “pão nosso de cada dia” – que não dispensa o trabalho – continua a fazer todo o sentido.
Quanto à crise, consultei o site da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE). Estava com pouca luz. O filósofo André Comte-Sponville – um ateu meio cristão – realça o primado evangélico do amor, alma de uma ética superior, mas não perde o sentido do realismo mais chão: “A ética vale mais do que a moral. A moral vale mais do que o direito. Mas a moral é mais necessária do que o amor, o direito é mais realista do que a moral. Se não formos capazes de viver à altura do Novo Testamento, respeitemos, ao menos, o Antigo.”
São afirmações lapidares e insuficientes. Encontrei alguns fervorosos católicos lamentando que o Papa – embora com alguns recados à banca – não tenha excomungado os maiores responsáveis por uma crise que continua mais misteriosa do que a Santíssima Trindade.
A receita das excomunhões não me entusiasma e as determinações papais só contam para quem as deseja acolher. Por outro lado, os textos do Novo Testamento colocaram na boca de Jesus de Nazaré e de sua Mãe textos assustadores sobre os ricos. Na escola de S. Paulo, sustentava-se que “a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro” (1 Tm 6, 10). Os cristãos que alinham com sistemas de exploração e com práticas de corrupção sabem muito bem o que fazem e sabem que estão, pelo efeito da sua actuação perversa, a excomungar-se da comunidade humana.
2.Estamos no Advento, mas a necessidade de vigilância não é exclusiva desta quadra litúrgica. Hoje, mesmo fora dos espaços eclesiais, é frequente ouvir: não se pode permitir aos mercados que façam o que lhes apetece sem qualquer controlo. Não basta, no entanto, aproveitar a crise para ter mais cuidado com a gestão da vida económica. Quem ficar por aí vai sonhar com o fim deste pesadelo para voltar a pautar a vida pessoal, profissional e social pela mesma escala de preocupações. Ora, o que está em causa é o sentido que cada um dá à sua vida, a responsabilidade que assume em relação ao bem comum e o espírito de compaixão pelos que vivem sós e abandonados: justiça e gratuidade.
A alteração de critérios deve começar já pela preparação deste Natal. É evidente que ainda há muito sentimento humano para que os sem-abrigo e os velhos e novos pobres não sejam totalmente esquecidos. Os meios de comunicação podem fazer imenso para avivar o sentido da solidariedade e nem são precisas “300 ideias” para os atender. Mas, se ficarmos por aí, é porque pensamos que as pessoas “só vivem de pão”. Além da satisfação das necessidades materiais básicas – e estamos muito longe de estas serem atendidas, apesar de todos os programas de combate à pobreza – as pessoas vivem, sobretudo, de afectos e beleza. Quando os presentes de Natal não são investimentos, valem na medida em que forem concretizações de presença pessoal, de reconhecimento, isto é, de que os outros contam para nós.
É normal que o marketing se esforce por encontrar modelos de gastos de Natal para tempos de crise, porque presentes de luxo para gente de luxo são negócios, válidos apenas como negócios, mais ou menos honestos, investimentos talvez mais seguros do que a oscilação dos jogos da Bolsa. A ética desses investimentos e jogos é anti-solidária: a riqueza de uns implica a pobreza de outros.
3.Na perspectiva de revisão de vida, neste tempo de Advento, talvez possamos mudar de registo sem muitos gastos. É um momento privilegiado para descobrir a aliança entre a pobreza voluntária e a beleza. A pobreza, quando imposta, é feia e destruidora. Quando voluntária, pode ser azeda por moralismo, como a de João Baptista, ou bela como a de Jesus e Francisco de Assis. Os Evangelhos encheram de música o curral do nascimento do filho de Maria e o Poverello foi o grande poeta do presépio e da natureza. Fra Angelico só gastou alguma tinta para encher de beleza o Convento de S. Marcos de Florença.
Somos europeus. G. Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, numa conferência na Universidade de Salamanca – no começo do próximo ano estará em Portugal -, insistiu na redescoberta da nossa herança cultural multifacetada. Na apologia da vertente cristã, lembrou algumas afirmações de grandes figuras da cultura europeia: para Goethe, a língua materna da Europa é o cristianismo; segundo I. Kant, a fonte da qual brotou a nossa civilização é o Evangelho; T. S. Eliot foi mais explícito: “Um cidadão europeu pode não pensar que o cristianismo seja verdadeiro e, contudo, o que diz e faz brota da cultura cristã da qual é herdeiro. Sem o cristianismo não teria havido nem sequer um Voltaire ou um Nietzsche. Se o cristianismo desaparece, desaparece também o nosso rosto.”
Encontrar-se, hoje, com o nosso património artístico, expressão da fé cristã, é fácil e barato. Para refazer a nossa alma na beleza e na pobreza, basta acolher a graça do Presépio.
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VÉSPERAS

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AS CURTAS da ânimo
Para o que nos dá Dezembro, ou a história de mais um feriado, completamente encharcado, molhado, outonado e de muito trânsito feito.
Entre Lisboa e Abrantes, entre Abrantes e Mação, ou o privilégio de um chão onde estar, conviver e, por que não, rezar, mesmo se o “religar” nos desafia para um Deus que não pára de nos interpelar muito para além de uma procissão.










A Micas diz-me que tarda a homenagem ao seu irmão mais velho, o nosso querido Quico que, 20 anos depois, nos deixou, mas acho que, por agora, está mais preocupada com a invasão que fez à casa do Rui, dado o seu silêncio…
antónio colaço
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MATINAS

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FORÇA, ZÉ HENRIQUE.

Muitos dos amigos da ânimo conhecem este personagem ímpar da cozinha maçanica. O Restaurante Casa Velha, em Mação, significa para muitos de nós, ao fim de semana, um refrigério para o corpo… e a alma. O ambiente acolhedor do restaurante, onde sobressaem belíssimos paineis de azulejo retratando o Mação Antigo, que aos poucos vamos vendo desaparecer, é, desde logo, o melhor aconchego para um estômago procurando alento e algum ânimo.

E o Zé Henrique, com a sua mulher Filomena, são generosos nas doses com que nos mimoseiam a conta. Às vezes, penso que o Zé quer que o imitemos na sua avantajada figura, tamanha a generosidade, volto a referir, das doses que nos faz descer à mesa.
Para mim, desde sempre, a imagem de marca do Zé Henrique, também conhecido carinhosamente como o … Diabo Amarelo, vejam só – acho mesmo que o verdadeiro diabo foge dali a sete pés…- é o seu galo no forno (para não falar do bacalhau à lagareiro, da sopa de pedra e, mesmo, o arroz de pato ( que, quanto a mim, só peca pelo desarranjo com que se apresenta, quer dizer, sem o chouricito, ou a fatia de bacon e a exigida fatia de laranja, encimando um arroz um tudo nada mais tostadinho, coisas que estou farto de lhe recomendar!), tudo porque o Zé, desde a primeira hora, me dizia serem os pobres galináceos oriundos das capoeiras do…seu sogro, tal a qualidade das carnes dos ditos. Para mim, à excepção do bacalhau, todas as vitualhas vêm … da capoeira ou dos campos do sogro do Zé!
Mas… o que me traz, hoje, mesmo, aqui, é que o Zé Henrique tem outro fascínio na sua vida: ele gosta de meter a colher na vida política local e pratos que não tragam o tempero adequado, cheiram-lhe a esturo e, vai daí, zurze aos quatros ventos que a comida tem que estar “ligal” como diz a Dª Ruelf da TSF! E tudi e tudi!
O Zé vai estar amanhã, quinta, pela manhã, numa outra cozinha, em nada parecida com a sua cozinha, desde logo, porque não será ele a fazer os temperos e a determinar o tempo de cozedura.
O Zé vai estar, amanhã, no Tribunal de Mação. Levado à barra do Tribunal como o único cidadão que ousou afrontar alguns destemperos do edil de Mação. Não, não é o lider da Oposição que vai estar na barra – em Mação existe uma espécie de oposição, muito mansinha, a ver no que param as modas.
Sinto um certo desconforto por isto, Zé. Tinha que to dizer. Peguei nesta sopa de letras mal amanhada, Zé, mas cheio da maior solidariedade de que sou capaz. Toma, lê, ainda está quentinha. É uma espécie de aconchego para a jornada.
Volta depressa e em paz, Zé, que estamos esfomeados.
Sim, também de Justiça. E tu, uma vez mais, a matar-nos essa fome. Faz de conta, Zé, que hoje, eu sou o teu sogro e este é o galo que te sirvo!
Um grande abraço
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

O Primeiro-Ministro precisou de insuflar algum ânimo nos portugueses.
Mario Bettencourt Resendes, SICNotícias. 10.12.08
NOTA
A ânimo prepara para o próximo ano algumas iniciativas que visam assinalar os seus 30 anos.
Aqui, nesta sua nova casa, a coluninha ânimos exaltados visa assinalar, dia a dia, dentro do possível, todas as frases de que tenhamos conhecimento, pelo que, desde já, se quer ser nosso amigo e se tem conhecimento da utilização desta palavrinha mágica entre em contacto com o nosso mail (animados30@gmail.com) . Verá que não nos esqueceremos de si.
Assim, no próximo ano, distinguiremos, mês a mês, o autor da melhor frase em votação dos nossos leitores e, no final do ano, de entre todas as frases seleccionadas, escolheremos a frase do ano!Veja, por exemplo, como está a lista, mais que incompleta, deste ano!)
( Dava jeito continuar este texto, tipo, o ânimo de ouro, para a categoria “ânimos exaltados” será entregue no Casino Y, numa festa de arromba com a presença dos qualquer coisa animic band…com bar aberto, etc)
Sobre as outras iniciativas falaremos, sendo certo que rondarão por perto a cristalina realidade para que a imagem convoca…

antónio colaço
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ÂNIMO LEVE

Está um frio de rachar, quem diria, eu, que há poucas horas, suei estopinhas para aqui chegar.
Não vejo aqui ninguém, o meu dono prega-me cá cada partida. Disse-me, apenas ,que iria fazer as delícias de gente que adora notícias…
Vou esperar.
antónio colaço
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PESSOA E A DESGRAÇA DE UM PEDREGULHO
O Arqº Carrilho da Graça acaba de ganhar o Prémio Fernando Pessoa, 2008.
É caso para dizer, independentemente do mérito da obra do senhor, que UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ!

Meu caro Fernando Pessoa, caríssimo Dr. Balsemão e restante Júri do Prémio, desde já, os mais sinceros cumprimentos pela vossa boa fé em premiar a obra daqueles que, entre nós, por obras e feitos se vão destacando!
Mas, por amor de Deus, parem um bocadinho para pensar no que acabam de sancionar. O senhor arquitecto pode ser, como diz o meu querido sogro, “uma boa pessoa”, mas não acredito que o Pessoa, Lá, onde está, não esteja a torcer para que esta obra - esta e não o conjunto da sua obra – vá por diante em Abrantes.
É por isso que daqui lanço um repto ao Júri para que, antes de entregarem o prémio ao senhor arquitecto, venham a ABRANTES, QUANTO ANTES, ver o pedregulho que o senhor Carrilho aqui quer deixar cair.
Para saberem do que se passa retomo o que escrevi, então no Adufe, e que mereceu estas palavras do Arqº António Castelbranco:

Maquetes e mais detalhes aqui.
É urgente repensar a integração deste projecto, antes que este seja objecto de aprovações burocráticas. Mas, ou muito me engano ou a malta por aqui anda toda distraída… ou, se calhar, acham bem a proposta tal como está… eu não.
Cumprimentos
ACb

Esta encosta descendo a abraçar este rio, não lhe mete graça, arqt Carrilho?!
Por favor, rolem o pedregulho pela encosta abaixo. Quer dizer, este pedregulho de papel, pois para estragos já temos quanto baste.
Muito obrigado, senhor arquitecto. Disponha deste espaço como entender.
antónio colaço
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NATAL DOS JORNALISTAS E ASSESSORES PARLAMENTARES
Todos os anos , por iniciativa da Associação dos Jornalistas Parlamentares, tem lugar o já tradicional almoço de Natal que junta, não só os jornalistas acreditados em S. Bento, como, também, os assessores de imprensa de todos os partidos com representação parlamentar.
Por alguns instantes, não há cachas, convocação de conferências de imprensa, distribuição de projectos de lei, ou simples pedidos de entrevistas e, mesmo, números de telefone. Em contrapartida, cada um dos comensais traz de sua casa, temperadas a preceito, as mais diversas iniciativas legislativas, perdão, gastronómicas, fazendo com que a sala principal das instalações dos jornalistas, em S.Bento, se converta num bem condimentado e melhor regado PAOD sem restrições de tempo ou atropelo de qualquer figura regimental. No final, todos saem mais animados com o consenso assim alcançado e tecendo os mais rasgados elogios às qualidades das diversas iguarias subidas a plenário.
Feliz Natal.
antónio colaço

Anabela Neves, Presidente da Associação dos Jornalistas Parlamentares, nas boas-vindas.

Flor Pedroso, e o seu estridente assobio, convocando o silêncio dos comensais. O Dr. Jaime Gama tem aqui um óptimo exemplo para disciplinar os deputados. Eva Cabral, do DN e Celia Sousa, Antena 1, repelem o estridente silvo.













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WEBANGELHO

Chove intensamente.Manhã fria e enregelada.Lisboa distante. Em Abrantes, por instantes.Mas todas as distâncias são vencidas com a luminosidade da Palavra. Assim os homens o entendam.Obrigado, Pe Anselmo.
Hoje, no DN.

O FÓRUM CATÓLICO-MUÇULMANO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Lembro, pois, pela sua importância, o encontro inédito e histórico entre 29 muçulmanos, representando várias correntes do islão, e igual número de católicos, que teve lugar no Vaticano entre 4 e 6 de Novembro passado.
Quem não se lembra do célebre discurso de Bento XVI em Ratisbona, em Setembro de 2006, e da indignação por ele causada no mundo islâmico por alegadamente associar islão e violência? Foi assim que, em Outubro de 2007, um ano depois, 138 académicos, clérigos e intelectuais islâmicos do mundo inteiro, numa Carta a Bento XVI, com o título Uma Palavra Comum entre Nós e Vós, declararam que, apesar das suas diferenças, o islão e o cristianismo – as duas maiores religiões: juntas, representam mais de 55% da população mundial -, partilham a mesma Origem Divina, a mesma herança abraâmica e os mesmos mandamentos essenciais: o amor a Deus e o amor ao próximo. Também afirmavam que, se não houver paz entre os cristãos e os muçulmanos, não haverá paz no mundo.
A esta mensagem respondeu o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal T. Bertone, em Novembro de 2007: “Sem ignorar nem diminuir as nossas diferenças, podemos e portanto deveremos olhar para o que nos une.”
Os contactos entre as autoridades católicas e muçulmanas conduziram, em Março deste ano, à instituição do Fórum Católico-Muçulmano e à organização do referido encontro no Vaticano.
No fim do Seminário, houve uma Declaração comum, em 15 pontos.
Logo no primeiro, mostra-se como a concepção de um Deus, fonte de amor, é partilhada pelas duas religiões.
Afirma-se depois que “a vida humana é o dom mais precioso de Deus a cada pessoa. Portanto, deveria ser conservado e honrado em todas as suas etapas”.
A pessoa requer “o respeito pela sua dignidade original e a sua vocação humana”. Defende-se, por isso, uma legislação civil que assegure “a igualdade de direitos e a plena cidadania” de todos, e há o compromisso conjunto de “assegurar que a dignidade humana e o respeito se estendam a uma igualdade de base entre homens e mulheres”.
O respeito da pessoa e suas opções em assuntos de consciência e religião “inclui o direito de indivíduos e comunidades praticarem a sua religião em privado e em público”. Também “as minorias religiosas têm direito a ser respeitadas nas suas convicções e práticas religiosas”.
“Nenhuma religião nem os seus seguidores deveriam ser excluídos da sociedade.” A criação de Deus na sua pluralidade de culturas, civilizações, línguas e povos é “uma fonte de riqueza e portanto não deveria nunca converter-se em causa de tensão e conflito”.
É necessário promover uma informação exacta sobre as religiões e proporcionar uma “sã educação em valores humanos, cívicos, religiosos e morais aos seus respectivos membros”.
Católicos e muçulmanos estão chamados a ser “instrumentos de amor e harmonia entre crentes e para a humanidade em geral, renunciando a qualquer tipo de opressão, violência agressiva e terrorismo, sobretudo quando se cometem em nome da religião”.
Sem justiça para todos, não haverá paz. Por isso, a Declaração apela aos crentes para que trabalhem em ordem a criar “um sistema financeiro ético no qual os mecanismos reguladores tenham em conta a situação dos pobres e deserdados, tanto indivíduos como nações endividadas”.
No termo do Seminário, Bento XVI recebeu os participantes, apelando veementemente a que as religiões se tornem artífices da paz e a liberdade religiosa seja respeitada “por todos e em todos os lados”. Certamente, pensava também nas minorias cristãs perseguidas em países de maioria muçulmana.
A Declaração conclui com o compromisso de realização de um segundo Seminário do Fórum dentro de dois anos “num país de maioria muçulmana”. Oxalá!
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CURTA-BLOGAGEM
Declaração de interesses: é uma estranha sensação esta de publicar com um delay, perdão, com um tão assinalado distanciamento entre o acontecido e a sua pública notícia. Não vivo ao ritmo deste blog, quer dizer, a notícia do que teve lugar é sempre posterior mas, convenhamos, a distância tão distanciada, assim, passe o pleonasmo, acarreta esta sensação de preguiçosa incomodidade. Sei e cultivo a dinâmica da expectativa do que vai acontecer mas outro é o tempo de edição sobre o acontecido.
Chega.Vamos servir, por hoje, uma solução de compromisso. Façamos, então, de conta, que hoje é mesmo Sábado e Domingo. Esqueçam a denunciadora janelinha ali em cima. De Lisboa a Mação com paragem por Abrantes ( que, na realidade, ainda não sabia se teria lugar) e, mesmo, uma saltada a Castelo Branco (também não estava nos planos!) subamos a A23. A nossa vez!

Vasco da Gama.A melhor decoração natalícia.

Mação. Há que aproveitar a pouca luz para apanhar o tradicional musgo.

Noite feita,uma a uma, lá foram surgindo as “mantinhas” do fofinho musgo.

Mação, tem graça, sim, esta espécie de nórdica floresta .

O musgo espera, por agora.Para a Matriz e em força para o Concerto de Natal.

O Grupo “Os Maçaenses“

A Filarmónica União Maçaense.

O Confutatis Brass Quintet de Águeda.

O Orfeão de Águeda superiormente dirigido pelo Maestro Paulo Neto, um filho de Mação.

Nem presidente, nem vereador da cultura, da Câmara de Mação,ambos ausentes! Ninguém da autarquia para lhe dar um abraço e reconhecer, publicamente, a brilhante carreira de Paulo Neto.

O Adeste Fidelis cantado por todos. Muito frio, pouca gente, que, apesar de tudo, conseguiu com o calor dos seus aplausos, animar e sublinhar o empenhado esforço dos nossos artistas amadores.

De regresso ao aconchego do lar, mãos à obra. O tradicional presépio não pode esperar. Apesar da chuva que cai incessantemente, o musgo e o pinheiro já cá cantam. O pinheirito foi observado durante todo o ano. Veio directamente do Vale das Árvores. O musgo, esse, das curvas da estrada municipal que liga Mação à estação CP da Ortiga. A gruta aí está. A cortiça, dos sobreiros do Vale, emprestam-lhe o ar de rocha. Vem à memória a arte da minha professora primária, em Cardigos, a Menina Conceição, que “construía” rochas com um tal realismo que me deve ter influenciado para sempre: papel pardo, ou lá o que era, com aquele ar cavernoso bem espelhado.

Ainda tenho o privilégio de conservar algumas figurinhas dos tempos de juventude. As outras fugiram à chinesa invasão sendo, ainda, das iniciais, a barro, portanto.

A árvore de Natal fica inteiramente a cargo de Meninha.Ninguém como ela para distribuir laços, lacinhos, bolas e bolinhas mas, sobretudo as luzinhas.

E pronto, o pobre e enregelado Menino ali vai ficar estes dias todos. O que lhe vale é o calor da lareira, quer dizer e o lugarzinho que ocupa nos nossos corações.

Um salto até Castelo Branco. A felicidade do instante de um arco-íris ali para as bandas de Vila Velha de Ródão.
Para “os de Mação” a A23 configura uma nova e agradável centralidade. Muito caminho está por andar no que a intercâmbio socio-cultural pode ser feito com Castelo Branco.

No interior do novo espaço “Allegro”, passe a publicidade, a atenção virada para diversas fotografias antigas da cidade (ocultando estrategicamente as lojas ainda vazias). Esta, em especial, porque retratava os ancestrais mercados dos albicastrenses. E não é que ao fotografá-la uma voz me segreda, “oh, amigo, che quijer tenho o original, sempre é melhor!!”. Nem mais nem menos que o autor da dita, de seu nome, Pedro Barata. E lá travámos um tão curta quanto agradável conversa sobre as implicações desta grandes superfícies na vida do comércio local.

Independentemente da opinião que se tenha, a verdade é que estes espaços estão repletos de gente e no que à animação cultural diz respeito se o pessoal não aparece nos concertos toca a concertar os passos e deslocarmo-nos até ao pessoal. Foi o que esta Tuna Académica fez. Ignoro quem são, não deu tempo para isso.Um lapso imperdoável que algum leitor albicastrense pode reparar, escrevendo-nos!

Antes do regresso a casa, a passagem obrigatória pela Pastelaria Montalvão, passe a publicidade, outra vez, não só para biscoitar no local, como, sobretudo, levá-los connosco para acompanhamento de outros tantos chás caseiros. Falo-vos dos Biscoitos de Castelo Branco. Prontos a “esfarelarem-se” na boca, tão frágeis e delicados, parecem ser feitos de acúcar algum, deixando na avidez do palato um pequeno rasto de saboroso azeite que nos ilumina o estomago por muitas horas. De comer e …biscoitar por mais! Sei de uma televisão, em Lisboa ,onde fazem sucesso na sua régie!…
antónio colaço
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WEBANGELHO/ CRISTO UM VULCÃO HUMANO E DIVINO

Peregrinações e janelas
14/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
(In, Publico,14.12.08)
No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo
1.Havia rumores de que a Plataforma dos Professores estaria a preparar uma peregrinação a Fátima contra a ministra da Educação. Naquele espaço, há mais do que lugar para todos os professores, familiares e apoiantes. Estranhei que se falasse de uma “peregrinação contra”. Em geral, as peregrinações são feitas para agradecer ou pedir alguma graça ou, ainda, como método de transformação espiritual.
As aparições de Fátima não fazem parte do credo católico. A hierarquia da Igreja não pode impor a ninguém a sua aceitação. Acolher ou não esse fenómeno religioso que, desde 1917, vem marcando o catolicismo português depende da atitude de cada um. Há muitos anos que os frequentadores do Santuário se contam aos milhões. Além disso, a rede viária e os equipamentos hoteleiros servem, hoje, para muitos eventos que nada têm a ver com a religião. Ninguém poderia levar a mal que a plataforma sindical dos professores se reunisse em Fátima.
Curiosa é, porém, a notícia do DN (06.12.2008) com um título nitidamente confessional: Professores vão a Fátima pedir a bênção da Igreja. O conteúdo é inquietante: “Na guerra da educação, os sindicatos não descartam qualquer carta do baralho da influência social e espiritual. A Plataforma dos Professores reúne-se com o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, em Fátima, para lhe pedir a bênção para os protestos contra Maria de Lurdes Rodrigues. Os portugueses estão fartos de agitação, mas são muito católicos…”
Em alguns círculos, a chacota das extrapolações não se fez esperar: os professores, ao pedir a bênção da Conferência Episcopal para os protestos contra a ministra da Educação, ofereceriam, em troca, o propósito de colocar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima em cada uma das salas de aula de todas as escolas do país… Combateriam, assim, o laicismo no ensino e acabariam por favorecer esse comércio que também está a sofrer com a crise.
No momento em que escrevo, não posso saber ainda se a audiência se realizará nem qual será o seu resultado. Seja como for, o recurso à intervenção da hierarquia católica num processo político reveste aspectos melindrosos. Não acredito que a Conferência Episcopal se vá deixar envolver num protesto de consequências incontroláveis. Os alunos, ao verificarem que os professores não estão dispostos a ser avaliados – a não ser como eles quiserem -, podem começar também a não aceitar exames, a faltar quando lhes apetecer, a impedir os professores de entrar na sala de aulas, a não ser para os humilhar com slogans usados pelos professores nas manifestações.
Haverá professores interessados em tais cenários? Mandaram-me um artigo de Moisés Espírito Santo, sociólogo e professor do ensino superior, que resvala no seu próprio delírio: “Eu só acreditaria que esta escola valha a pena – já que (como vemos) quanto mais palavreado eduquês, quanto mais avaliações, quanto mais Magalhães… menos saberes e menos formação profissional – se os jovens saíssem de lá a portar-se como gente grande para lutar, a saber organizar-se e a protestar sem medos. Com ovos, com tomates e, quando tiver de ser (longe vá o agoiro!), à pedrada” (Jornal de Leiria: 27.11.2008).
Haverá muitos portugueses a desejar que a tarefa das escolas seja a de preparar terroristas? No exercício do direito à indignação, num Estado democrático, não vale tudo. Ficou célebre a expressão “juventude rasca”, de Vicente Jorge Silva, primeiro director do PÚBLICO, quando os estudantes viraram as costas à ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, e deitaram as calças abaixo. Parece-me, no entanto, uma extrapolação indevida afirmar que os professores de agora são todos a reprodução, em adulto, dessas atitudes.
2.As peregrinações não vão dar todas a Fátima. O turismo religioso voltou-se, apesar da crise, para itinerários de há dois mil anos, sobretudo para os de Paulo de Tarso, a grande figura cristã deste e do próximo ano. As Edições Paulinas lançaram um conjunto de obras deliciosas para conhecer os enigmas das suas arriscadas viagens e das suas Cartas apaixonadas (1).
Cristo não deixou nada escrito, mas esse vulcão humano e divino provocou, muito cedo – desde há dois mil anos até hoje – ondas e ondas de inspirada literatura. Além daquilo que se pode saber de Jesus, através da investigação histórica – mas sem passar ao lado dela -, o que sobretudo interessa é responder à pergunta: como viver, nas encruzilhadas do nosso tempo, do seu próprio Espírito? O dominicano Albert Nolan responde de uma forma radical, sábia e comovente (2).
Anselmo Borges, um encantado com a metáfora da janela, já tinha aberto uma para o (In)Visível. Surge, nas vésperas deste Natal, com outra aberta sobre a paisagem do (In)Finito (3). É um regalo para a razão e para a imaginação.
(1) Peter Walker, Nas Pegadas de São Paulo. Um guia ilustrado das viagens de São Paulo, Lisboa, Paulinas, 2008; Jerome Murphy-O’Connor, Paulo. Um homem inquieto, um apóstolo insuperável, Lisboa, Paulinas, 2008; Jesus e Paulo. Vidas paralelas, Lisboa, Paulinas, 2008.
(2) Albert Nolan, Jesus hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, Lisboa, Paulinas, 2008
(3) Anselmo Borges, Janela do (In)Finito, Porto, Campo das Letras, 2008
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ÂNIMOS EXALTADOS

As últimas vitórias deram-nos algum ânimo para continuar.
Candeias, jogador FCPorto, TSF
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CURTA BLOGAGEM.AS CURTAS DA ÂNIMO

Há uma história comovente que se esconde por de trás do Nº 48 da Rua Rodrigues Sampaio.
Esta história é para ti, Micas. Sim, uma gatinha a quem nada falta. Até as aulas de piano…
O quê, estás insatisfeita como tanto conforto ? Querias antes palmilhar as grandes e enregeladas avenidas da Cidade Grande, Micas?

Então, vem, vem comigo. Desçamos à Grande Cidade. Agasalha-te.

Vês estas grades?! Cuidado, espreita, devagarinho, para veres como é boa a vida que levas.

Reconheces lá ao fundo aquele gatinho preto. Mesmo assim é um felizardo, com um terreno destes todo dele, uma casota, água e restos de comida. Sim, restos, bem longe dos teus certinhos croquetes de purina…

Olha, lá está ele. Um gato com um prédio todo só para ele. Mas… achas que ele é feliz?! Se calhar, pois nada lhe falta como vês. Mas… e o frio, António?
Nah, prefiro o “borralho” da minha manta!

Era uma vez um gato preto….
antónio colaço
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DESÇA UM POUCO…
Sim,é apenas uma sugestão de leitura. “Desça” um pouco mais na ânimo, quatro degraus abaixo, perdão, quatro postes abaixo e veja, finalmente, a “CURTA-BLOGAGEM” da ânimo que o leva até Castelo Branco e aos seus biscoitos de azeite!

Sirva-se, entretanto, aqui de um ou dois!
antónio colaço
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JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”

João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.
O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.

Osvaldo Castro disse, hoje, à ânimo, que “Espaços Perdidos “ é um livro importante para quem viveu em Coimbra, e ali foi estudante, porque aqueles espaços perdidos foram a infra-estrututra logística que permitiu a grande actividade cultural e política de todos conhecida e onde se organizou a solidariedade entre estudantes que culminou na crise académica de 1969.Ali, desde livros, filmes da época, etc, tudo se discutia”.
Grande João, para ti, um Grande Abraço. Até mais logo.
antónio colaço
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PRIVILÉGIO

Percebes, agora, Rui, o privilégio de começar, assim, o dia?! Não gosto daquela pintura, preferia beje, cinza ou mesmo bordeaux, para não falar do preto, claro.
antónio colaço
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PARLAMENTO GLOBAL.APLAUSOS E INTERROGAÇÕES

Os nossos amigos do Parlamento Global, com quem a ânimo tem as melhores relações, inovaram, esta tarde, ao acompanharem o debate parlamentar com José Sócrates através de um blog específico e onde os leitores poderiam colocar, “minuto a minuto” (desculpa, lá, Luis Osório) os seus comentários.
Foi então que, ao descobrirmos o frenesi que se apoderou dos próprios deputados querendo postar, como a figura demonstra….

e, não só, também na bancada do governo, pelo menos, o ministro Vieira da Silva entrou na liça, foi aí, dizíamos, que a ânimo, através do nosso colega José Delgado, tentou aproveitar o comboio e interpelar, imaginem só, o Primeiro Ministro, himself, pois então!
Claro, já não fomos a tempo e ficámos sem ouvir Sócrates convocando-nos para o ânimo que tanto precisamos.
Como nota final fica esta sensação de algum, como dizer, desconforto entre as dinâmicas geradas. Por exemplo, Diogo Feio, como consegue prestar atenção ao blog e…ao próprio debate?! Agostinho Branquinho parece ter tirado senhas atrás de senhas tal a fúria interventiva bloguística. Faz mais sentido que este instrumento possa ser utilizado por quem está de fora do debate, os cidadãos eleitores, na tentativa de que o seu comentário possa ter tanto peso que algum deputado, isso sim, o introduza com a sua intervenção, no próprio debate. Assim, parecem dois debates em paralelo a ver quem chega primeira à meta!
Aplausos, Anabela Neves, e equipa, com interrogações à mistura.
antónio colaço
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MAÇÃO NEVE..R


Mação Jardim Municipal.

Largo do Cineteatro

Praça Central

Largo dos Bombeiros
Imagens cedidas por mão amiga, já há algum tempo, mas de que não recordo agora nem o nome nem o ano a que se referem. Imagino que sejam de finais da década de 70.
A neve não vem a Maomé, perdão, a Mação, então vai Mação até à neve!A Estrela e a Gardunha que até não estão assim tão longe!
Vem, neve!Agora ou NEVE..R!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

A vontade de enfrentar as dificuldades dá-nos ânimo.
Continuaremos a governar com redobrado ânimo.
José Sócrates, jantar Natal GPPS, Refeitório dos Frades,Palácio S.Bento.
antónio colaço
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MATINAS



Embrulhado na neblina, deixo que o Teu sol me ilumine, todas as horas do meu dia.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS.especial

Se reflectimos sobre o nosso problema com um estado de ânimo, ou outro, podem ocorrer-nos diferentes alternativas. Por exemplo, antes de dormirmos, quando estamos relaxados, muitas vezes podem aparecer-nos novas ideias; de facto, algumas pessoas têm nas suas mesas de cabeceira um pequeno livro de anotações para tomar nota delas. São ideias que, quiçá, logo, à luz do dia, quando as virmos a partir de outro estado de ânimo, possam parecer-nos absurdas, ou, então, descobrirmos que são realmente boas.
Se temos tempo, é conveniente pensar a partir de distintos estados de ânimo.
Alberto Vásquez, El País Semanal,9.11.08
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MATINAS

Tal como Francisco de Assis, Louvado sejas, oh meu Senhor, por este esplêndido Irmão Sol!
antónio colaço
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VITÓRIA

A ânimo acaba de registar a sua primeira grande vitória … cívica ( outras se seguirão!). Se bem se lembram denunciámos aqui, há dias, a “vandalização” da estatuária do Palácio do Presisdente Aníbal, com a colocação de um … megafone numa das estátuas do Palácio, assim:

Pois bem, estamos em condições de afirmar que, após reunião do Conselho de Estado para deliberar sobre tamanho crime, a estátua está, finalmente, liberta do hediondo apêndice!
É Natal e em Belém , tudo bem!

antónio colaço
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O GATO EQUILIBRISTA E A CEGONHA ESFOMEADA
A poucos minutos do almoço de Fim de ano, da redacção da ânimo, recebemos estes dois despachos, algures, ali das bandas da nossa delegação na Rua D.Carlos e que quase se candidatavam ao prémio melhor instante fotográfico do ano!

O Gato Equilibrista ou, meu, vieste bater à porta errada e ainda te lix… (Oh, meu, a Micas não trabalha cá na redacção!)

A gaivota esfomeada que se queria fazer convidar para o almoço ou, vai para o mar, minha, que a tempestade está cá na terra!
antónio colaço(texto) pedro mendes (fotos)
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ÂNIMO NOMEAÇÕES DE 2O08

Restaurante Varina.
Longe dos olhares dos papparazzi – quem nos diria que seríamos descobertos pelos nossos próprios repórteres!! -a redacção da ânimo encaminha-se para o nº 34 , da Rua das Madres, em plena Madragoa.

Estamos em pleno restaurante A Varina da Madragoa, desde logo, eleito o nosso Restaurante do ano de 2008.

Esperam-nos os mestres Dino e Veiga que estranham a nossa ausência. Pois, a crise quando chega é para todos. Mas, hoje, é dia de atacar o cabrito no forno, regado com umtinto Cabriz e melhor finalizado com o cremoso toucinho do céu. Mas o bife à café e o bolo de chocolate revestido de generosas lâminas (uff!) do dito, para não falar dos pasteis de bacalhau, chegam e sobram para justificar o prémio.Ah! e tem outra coisa, que até nos fica mal revelar:

Esta é a mesa em que costuma sentar-se, imaginem só, o Nobel Zé Saramago, pois. Quando soube que este era o cantinho da ânimo, o homem jurou a pés juntos que também aqui queria ter o seu poiso! Prontos, pá, Zé, meu,tá bem, isto chega para todos.
A redacção da ânimo, em Lisboa – para o ano esperamos ter connosco os diversos colaboradores espalhados pelo país e mundo web… com quem, aliás estivemos em contacto, nesta versão ânimo na Palma da Mão

-deliberou, então, eleger como o político do ano, Barak Obama, claro, só poderia ser. Quando saímos, espreitámos um quiosque e, tal como o Saramago, também a Time nos seguiu os passos. Já não se pode ser original!

No plano nacional e, sem mais comentários, a incompreensível transferência dos funcionários da Biblioteca da Assembleia da República, para longe dos seus livros, para a Rua D.CarlosI foi eleita como a BIZARRICE DO ANO.

O nosso editor lavrando o seu protesto interior da Biblioteca.
Têm a palavra os nossos leitorespara se pronunciarem sobre estes acontecimentos. Devido a problemas de edição revelaremos mais tarde outras nomeações, nomeadamente, o Blogue do ano! Dê-nos a sua opinião.
António Colaço & Pedro Mendes
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CÚMPLICES COM AS ESTRELAS/BOAS FESTAS

BOAS FESTAS
Tal como há dois mil anos, a enregelada noite de Dezembro deve ter metido medo àqueles que procuravam nas redondezas da grande cidade um lugar onde o Deus Menino pudesse nascer.
Ele que tinha criado Dia e Noite, e tinha visto que tudo estava bem, esqueceu-se desse pequeno pormenor, um lugar para nascer e, de preferência, com a luz do dia.
É certo que criou as estrelas e os olhos para que pudéssemos adivinhá-las e, assim, reconfortados e um pouco mais seguros, poder segui-las.
Na noite que persiste em pairar no nosso Portugal, há uma luzinha que se acende no Largo das Cortes
tranquilizando-nos de que, afinal, há um caminho.
Acredito que em 2009 vamos poder encarar as noites
com muito mais tranquilidade.
As estrelas só precisam da nossa cumplicidade.

NOTA
Prevendo problemas de edição, ficam, aqui, desde já, os votos de um Feliz e Santo Natal. Caso consigamos, voltaremos “à antena”!
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WEBANGELHO
Do Diário de Notícias de hoje.

‘PROVAVELMENTE DEUS NÃO EXISTE’
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
É possível que já em Janeiro, nas ruas de Londres, as pessoas se deparem com cartazes no exterior dos autocarros com estes dizeres: “There’s probably no God. Now stop worring and enjoy your life” (Provavelmente Deus não existe. Então, deixe de preocupar-se e desfrute a vida).
Trata-se de uma campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica e apoiada pelo célebre biólogo darwinista R. Dawkins, professor da Universidade de Oxford, ateu militante e, segundo muitos, fundamentalista.
A campanha foi um êxito, pois rapidamente conseguiu fundos – dezenas de milhares de euros – mais que suficientes para pô-la em marcha. Segundo a jornalista Ariane Sherine, que a tinha sugerido em Junho, “fazer uma campanha em autocarros com uma mensagem tranquilizadora sobre o ateísmo seria uma boa forma de contrabalançar as mensagens de certas organizações religiosas que ameaçam os não cristãos com o inferno”.
Para Dawkins, “a religião está acostumada a ter tudo grátis – benefícios fiscais, respeito imerecido e o direito a não ser ofendida, o direito a lavar o cérebro das crianças”. Assim, “esta campanha de slogans alternativos nos autocarros de Londres obrigará as pessoas a pensar. Ora, pensar é uma maldição para a religião”.
Logo que apareceu o anúncio da campanha, fui confrontado por um jornalista da TSF: se a achava provocatória. Respondi que até a achava interessante. De facto, era isso mesmo: obrigaria as pessoas a pensar nas questões essenciais, e Deus é uma dessas questões decisivas.
Constatei, mais tarde, que essa foi também a posição de líderes religiosos britânicos, que responderam favoravelmente à iniciativa. Aliás, qualquer um tem o direito de promover as suas ideias através de meios apropriados. A Igreja Metodista agradeceu inclusivamente a Dawkins pelo facto de encorajar um “contínuo interesse por Deus”. A rev. Jenny Ellis disse: “Esta campanha será uma boa coisa, se levar as pessoas a comprometer-se com as questões mais profundas da vida.” E acrescentou: “O cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e o sentido.”
É significativo aquele “provavelmente”. Dawkins não sabe que Deus não existe e, por isso, escreve: “Provavelmente.” A existência de Deus não é objecto de saber de ciência, à maneira das matemáticas ou das ciências verificáveis experimentalmente. Nisso, Kant viu bem: ninguém pode gloriar-se de saber que Deus existe e que haverá uma vida futura; se alguém o souber, “esse é o homem que há muito procuro, porque todo o saber é comunicável e eu poderia participar nele”.
Afinal, também há razões para não crer, mas, quando se pensa na contingência do mundo, no dinamismo da esperança em conexão com a moral e na exigência de sentido último, não se pode negar que é razoável acreditar no Deus pessoal, criador e salvador, que dá sentido final a todas as coisas. Numa e noutra posição – crente e não crente -, entra sempre também algo de opcional.
Mas, nos cartazes, o mais impressionante é a segunda parte: “Deixe de preocupar-se e desfrute a vida.” É claro que o que está subjacente a esta conclusão é a ideia de um Deus invejoso da vida e da alegria dos homens e das mulheres.
Se a primeira parte obriga os crentes a pensar, retirando da fé tudo o que de ridículo – pense-se em todas as superstições – lhe tem andado colado, a segunda tem de levá-los a “evangelizar” Deus. É preciso, de facto, reconhecer que houve e há muitos a quem “Deus” tolheu a vida, de tal modo que teria sido preferível nunca terem ouvido falar no seu nome – pense-se no horror do inferno, nas guerras e ódios em seu nome, no envenenamento da sexualidade, na estreiteza e humilhação a que ficaram sujeitos.
Agora que está aí o Natal, é ocasião para meditar no Deus que manifesta a sua benevolência e magnanimidade criadoras no rosto de uma criança. Jesus não veio senão revelar que Deus é amor, favorável a todos os homens e mulheres e querendo a sua realização plena. Perante um “deus” que os humilhasse e escravizasse, só haveria uma atitude digna: ser ateu.
NOTA
Há um leitor, algures, no Brasil, para quem já custa mais perder a leitura deste WEBANGELHO do que “perder a missa”. Não é a missa que está em causa, seguramente. Talvez, isso sim, algumas missas que são o contrário de tudo o que Jesus Cristo pediu que fizessem ” em sua memória”.Ler a Palavra de Anselmo, atrevo-me a dizer, anda tão perto de quase ter o Cristo aqui à mão, quer dizer, sentir a serenidade da sua mão, a indicar-nos o Caminho, a sua “memória” viva. SEMPRE PRESENTE. Deus, PRESENTE, afinal.
antónio colaço
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O CÉU DA MINHA ALDEIA…
O rio da minha aldeia…..
Não, o céu da minha aldeia.
antónio colaço
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ÚLTIMA SESSÃO

Faz de conta que a Micas despertou do seu sono e que é preciso deixar o bem-bom do borralho e, numa saltada, descer até ao Eco cá do sítio, que fica nos arrabaldes da vila.

Sais e o que vês ? Um céu quase a fechar-se para a noite com uma paleta de cores a despedir-se de nós! Imperdível! Micas, é só o tempo de alguns “frames”! Croquetes há muitos,meu, mas… estas cores, apenas hoje! Agora!







Oh, não! O sono foi mais forte.
antónio colaço
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WEBANGELHO/DEUS COM TODOS

Deus com todos
21/12/2008 Frei Bento Domingues, O.P.
( In Público,Hoje)
A linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica1. Talvez não seja para homenagear Jesus Cristo e as Igrejas cristãs que a publicidade da Vodafone classifica o Natal como a maior festa do mundo. Direi, no entanto, por todas as razões e mais uma, se o não é, devia ser. Já se tentou, em nome do rigor histórico, eliminar, da cultura do Ocidente, a memória desse estranho judeu, de há dois mil anos, que continua a ser invocado por muitos milhões de pessoas como permanente fonte de vida. Sucessivas gerações de historiadores, com perspectivas muito diversas, têm tornado impossível esse negativismo. Não se espera, no entanto, que a investigação histórica venha algum dia a explicar esse enigma testemunhado nos textos do Novo Testamento, canónicos ou apócrifos. Qualquer trabalho histórico é sempre parcial e não pode evitar as marcas da subjectividade. Não se prevê uma “narrativa canónica” da história do mundo em que Jesus viveu e onde a sua memória se perpetuou. Cada historiador terá sempre de escolher um ângulo de visão e de apresentação do seu trabalho. A noção de verdade histórica está sempre exposta a diferentes configurações. Por outros motivos, o mesmo acontece com as convicções da fé em Cristo. Como Jesus não cabe em nenhum dos títulos que lhe foram atribuídos, haverá sempre quem diga: não, não é bem assim, estão a esquecer o essencial.
2. Vou saltar, de propósito, para a narrativa de um sonho acerca da origem de Jesus Cristo, cujo género literário não pode ser controlado pela investigação histórica: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: “José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus (Mt 1, 18-25).
Quem olhar para este texto como se fosse um tratado de biologia ou de sexualidade sobrenatural, tem de o achar ridículo e de o entregar ao mundo das anedotas. Ridículo, porém, é esse olhar naturalista. Para uma perspectiva geral de interpretação de textos bíblicos, Orígenes (185-253 d.C.) – apontado como o professor e escritor mais erudito da Igreja Antiga, nascido de uma família cristã do Egipto – já tocou no essencial: “Os simples que interpretam a Bíblia, meramente à letra, formam frequentemente de Deus um conceito muito pior do que se Ele fosse um homem brutal e injusto. (…) A causa de falsas opiniões e de afirmações ímpias ou simplistas parece ser o facto de que a Escritura foi entendida não segundo o seu sentido espiritual, mas à letra”.
Não é neste espaço que posso apresentar a natureza dos impropriamente chamados “Evangelhos da Infância” de Jesus, nos quais figura a narrativa transcrita. Dir-se-á que é um mito. Embora a palavra “mito” possa ter significações que não se aplicam aqui, quem ler o texto nessa direcção está num caminho possível. Neste caso, a linguagem mítica não é uma mentira porque não pretende ser a substituição de uma explicação biológica da concepção e do nascimento de Jesus. Esta linguagem é a expressão simbólica, poética, de uma intuição teológica magnífica, inscrita na significação do nome dado à criança, Jesus (Deus salva), explicitando-o com outro: Emanuel (Deus connosco).
Lembro, aqui, uma passagem da belíssima “políptica de maria klophas dita mãe dos homens”, de Mário Cesariny: O jogral do céu / riscou uma estrela no manto judeu // e o milagre veio / sem perdão nenhum sem forma sem meio // sobre a palha loura / caiu o menino de nossa senhora menino perfeito / com fomes e prantos com raivas e peito (1).
As orações do Missal Romano terminam todas assim: “Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo”. No passado dia 18, a antífona da comunhão, era esta: “O seu nome será Emanuel, Deus-connosco”, com a indicação de Mateus 1, 23. Mas a oração que se seguiu esqueceu-se e Jesus Cristo deixou de ser Deus-connosco. Que Ele seja Deus com Deus, óptimo, mas o Natal é para fazer a festa de que, afinal, Ele é Deus-connosco. Todos os trabalhos da vida adulta de Jesus tiveram como objectivo mostrar que Deus está sempre por perto, sobretudo daqueles que, por razões de saúde, de higiene, de profissão, de moral, de religião, de nação, eram classificados como pecadores, abandonados de Deus e sem direito ao convívio social e religioso. O Natal é a festa da transformação da esperança individual ou étnica, na esperança universal: reunir todos os filhos de Deus dispersos, os filhos de todos os povos. Santo Natal! (1) Manual de Prestidigitação, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004, p.30-31
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MATINAS

O Sol, continua esplendoroso.Obrigado.

No Vale das Árvores, um outro esplendor, este com mais dor. 
O Outono em plenitude.Não consigo outra atitude.
A Primavera espera a sua hora.
antónio colaço
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VÈSPERAS


Mação.Um pôr-do-sol como há muito não via.Obrigado, Criador.
antónio colaço
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MATINAS.TODOS A CARDIGOS VER O PRESÉPIO!



Desculpe a ousadia, mas como sei que também é um apaixonado por Cardigos, resolvi enviar-lhe um recado.
De certeza que já viu ou já ouviu falar num maravilhoso presépio que está na praça de Cardigos.
Como penso que ele merecia uma maior divulgação, e como imagino que deva ter relações privilegiadas com a comunicação social, pedia a sua colaboração para que muitas mais pessoas pudessem apreciar o referido presépio.
Já enviei um mail para SIC, mas de certeza que não vou ter resposta.
Como estou farta de más notícias, considero importante a divulgação de coisas positivas, e sobretudo belas como esta.
Os meus agradecimentos
Leonor Nunes
NOTA
De manhã é que se começa o dia! Obrigado a Leonor Nunes, que não conheço, mas que conhece o meu amor por esta minha segunda pátria. Na mesma Praça para onde tantas vezes subi com os meus queridos amigos de infância do Quintal da Estrada, para celebrarmos o ritual das mil e uma “fagúlhas” em redor da natalícia fogueira, está hoje um presépio gigante que ainda não visitei (e cujo autor, se puder, agradeço me envie o nome.As obras têm sempre um nome, uma vontade, a animá-las, certo?!). É possível “entrar” no interior do dito presépio, no blogue do meu antigo colega de lides seminarísticas, Tó Manel Silva, dos Vales, como dizemos, aqui! Ficam estas fotos – obrigado, Tó Manel – para aguçar o apetite enquanto não chega a nossa própria reportagem!
Quanto à segunda parte do pedido…bom, a ânimo é lida, nomeadamente, por muitos amigos e amigas que “dominam” as agendas das nossas queridas televisões. Aguardemos.
Para si e todos os seus, Feliz Natal!
antónio colaço
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NATAL, LUGAR DE ENCONTRO!TODOS OS DIAS!

Deus te acrescente que vais servir para muita gente.

As mãos e os rolos assinalados que da fofa massa despegaram maravilhas…

Estamos fritos.

Deste lado do Natal, por nós, belhozes e filhozes, mais este raminho de azevinho, estamos prontos.

Mas, do Outro lado do Natal que nos interessa, acabam de entrar na nossa redacção dois postais de Boas Festas que nos enchem a alma e auguram para 2009 um desejado estreitar de laços:
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Caro António,
Espero que no próximo ano possamos colaborar.
Um abraço de Boas-Festas
Frei Bento
E depois de Frei Bento Domingues,
Meu bom e muito estimado Amigo:
A partir da Alemanha estou q enviar-lhe os meus votos sinceros de santo Natal. Um abraco muito amigo Pe Anselmo Borges São para estes dois amigos, em especial, e todos os outros que têm ajudado a ânimo, para além de um outro projecto editorial, os Votos Especiais de que o Natal possa, todos os dias, ser o Lugar que cada um de nós dedica “ao seu mais próximo”, acolhendo-o e … animando-o!
antónio colaço |
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QUANDO EU FOR PEQUENINO
Presépio da Matriz de Mação, Missa do Galo,ontem.
Meu querido Menino Jesus, estava muito longe de vir importunar-te este ano. Não que não goste de falar contigo, por estas alturas, e, tal como os outros, aproveitar a maré para te fazer alguns pedidos. Mas, como adulto e entradote que já sou, não quero fazer-te perder tempo tão precioso para atenderes os muitos meninos, que, como eu, há muitos anos, te importunam com os seus pedidos mais incríveis. Longe vão, portanto, os tempos em que te pedia uma viola,

uns bonbons, um carrinho de lata e tantas outras coisas que, felizmente, sempre me deste na humilde e singela lareira da casa lá do altoalentejano Gavião. Não, não quero roubar o Teu precioso tempo, por muito que agora já saiba que o tempo para Ti não existe porque Tu és o próprio Tempo. E, se formos bem a ver, nem sequer me dirijo a Ti, porque agora já sei que Tu foste a manifestação de Deus connosco, o Emanuel prometido e a que Deus recorreu para nos fazer perceber como gostava de nós. É certo que também não te venho pedir que me ilumines um pouco mais para perceber melhor como tudo se passa no Mistério da Santíssima Trindade ou, tentando forçar a barra, queime etapas para, de uma vez por todas, entrar na Plenitude dos Céus, na Eterna contemplação de Deus, sem ter de andar a recorrer àqueles amigos que, por aqui vou dando conta, nomeadamente, aos padres Amândio, Anselmo, Frei Bento Domingues, Vitor Gonçalves, tantos, sei lá, que todos os domingos se esforçam para nos explicar o alcance da novidade que há na Palavra que há tantos anos proclamaste, Palavra, essa, que, mais não queria do que nos fazer aproximar de Deus Teu e nosso Pai.
Mas era mesmo isso que, às portas da terceira idade – meu Deus, como o tempo passa – me apetecia pedir-Te mesmo.
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Sem querer, portanto, fazer-Te perder tempo, venho pura e simplesmente pedir-te que me ajudes a ser menino, outra vez. Sim, quando for grande, perdão, quando for menino, outra vez, quero que me faças continuar a viver em Mação, sim, e que me faças olhar sempre para todas as pessoas de boa-fé. Que eu nunca me julgue superior a quem quer que seja e que acredite sempre na bondade das pessoas e, muito menos, que seja distinguido, entre todos os outros, com a possibilidade de ter um jornal ao meu dispor para denunciar por simples ironia ou estafadas figuras metafóricas, todo os meninos que, meninos como eu, vão querer atirar areia para os olhos dos outros meninos.
Menino Jesus, este ano, só por este ano, atende ao meu pedido, faz-me regressar ao tempo em que volte a acreditar que os meninos que vão crescer, como eu, vão preocupar-se sempre e só com o bem-estar dos outros meninos e não apenas com o seu próprio bem estar, tentando enganá-los, com as mais criativas e sub-reptícias manobras do contrário. Faz com que, de uma vez por todas, quando eu voltar a ser pequenino, passe a vida só a escrever-te cartinhas a celebrar aquela máxima que nos ensinaste “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
A todos os que se preocupam em nascer em cada dia para uma nova maneira de estar na vida mais conforme à humildade de Belém, um Santo e Feliz Natal e um óptimo 2009.
Crónica publicada no mensário Voz da Minha Terra,Mação


Acender da fogueira, Largo da Matriz,Mação.


NOTA
A maioria dos nossos leitores ignora a acidentada edição deste post. De facto, ao leitor, interessa o produto final.Mas…desde as quebras de rede, as solicitações do quotidiano – sim, cada vez mais, blogar não substitui o viver, concreto, a cada instante – não vivo para blogar, blogo do que vivo! – para não falar da qualidade das imagens, colhidas sem preocupações de grandes enquadramentos, para que nada perdesse dos natalícios momentos, a decorrer lá dentro…. Devia esta explicação.
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ÂNIMOS EXALTADOS

Provavelmente o último “animos exaltados” de 2008!
A nacionalização do BPN não foi tomada de ânimo leve!
Teixeira dos Santos, RTP
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WEBANGELHO

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Há 60 anos, exactamente no dia 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou em Paris a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Havia precedentes. Por exemplo, a famosa Charta Magna libertatum – a Magna Carta -, de 1215. Mas ela começa assim: “Estas são as demandas que os barões solicitam e o senhor rei concede”, acabando, portanto, por abranger apenas os “homens livres”.
A Declaração de Direitos (Bill of Rights) do Bom Povo de Virgínia, de 1776, já reconhecia os direitos dos indivíduos enquanto pessoas, mas não se estendia a todos, pois não incluía os negros, considerados “uma espécie inferior”.
Em 1789, a Assembleia Nacional Francesa promulgou a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, mas este Homem era ainda só o varão branco e proprietário.
Na Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclama-se, pela primeira vez, que toda a pessoa humana, independentemente do sexo, condição social, raça, religião, nacionalidade, é detentora de direitos fundamentais, que devem ser respeitados por todos, pois são universais e valem em todo o tempo e lugar.
Mas não houve consenso. Oito países abstiveram-se de votar a favor. A Arábia Saudita e o Iémen puseram em causa “a igualdade entre homens e mulheres”. A África do Sul do apartheid contestou o “direito à igualdade sem distinção de nascimento ou de raça”. A Polónia, a Checoslováquia, a Jugoslávia e a União Soviética, comunistas, contestaram que alguém pudesse invocar os seus direitos e liberdades “sem distinção de opinião política”.
Entretanto, em 1966, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou o “Pacto Internacional de Direitos Económicos, Sociais e Culturais” e o “Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos”, que, para entrarem em vigor, precisariam de ser ratificados pelo menos por 35 países membros, o que só aconteceu dez anos mais tarde.
Embora a sua violação continue uma constante, como permanentemente informa e denuncia a Amnistia Internacional, há uma consciência universal crescente dessas duas gerações de direitos – civis e políticos, e económicos e sociais -, a que veio juntar-se uma terceira geração, cujos titulares não são os indivíduos, mas os povos, como o direito ao desenvolvimento, o direito à autodeterminação, a um meio ambiente sadio, à paz.
Continua o debate sobre a sua universalidade, que J.-Fr. Paillard sintetizou nesta pergunta: “Um instrumento ideológico ao serviço do Ocidente”, para impor ao resto do mundo a sua visão do bem e do mal? M. Gauchet, por exemplo, disse: “Do ponto de vista de um dirigente chinês, indiano ou árabe, os direitos do Homem são antes de mais os direitos do homem branco a exportar o modelo de civilização que os tornou inteligíveis.”
No entanto, ainda recentemente – Junho de 1993 -, na Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos do Homem, os Estados reafirmaram: “Todos os direitos do Homem são universais, indissociáveis, interdependentes e intimamente ligados.” E, considerando a diversidade cultural em conexão com este universalismo, acrescentaram: “Se importa não perder de vista a importância dos particularismos nacionais e regionais e a diversidade histórica, cultural e religiosa, é dever dos Estados, seja qual for o sistema político, económico e cultural, promover e proteger todos os direitos do Homem e todas as liberdades fundamentais.”
No início de um novo ano, que melhores votos que os do cumprimento pleno destes direitos?
Referindo o Preâmbulo da Declaração – “Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; considerando que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar, de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem…” -, um caricaturista do El País pôs Deus a ler e a exclamar: “Que preâmbulo! Não tinha lido nada tão bom desde o Sermão da Montanha.”
In, Diário de Not+icias, hoje.
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A chuva e o frio regressaram. O ano aproxima-se do seu fim mas, cada vez mais, a noção de que chegam ao fim todas as noções de tempo.Cada vez mais a exigência de estar bem presente neste presente instante.
antónio colaço
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SORTILÉGIOS

A A23 não é só um privilégio – ainda sou do tempo das sinuosas curvas e errantes percursos para chegar a Lisboa!- é, sobretudo, e cada vez mais, um sortilégio!Baila na cabeça um projecto… adiante, mas, para além do rio Tejo, embrulhado nos finos lençóis de tantas e orvalhadas madrugadas, acordadas por mil sóis de encantar, os finais de dia são de arrepiar, tamanha a beleza que aos nossos olhos fazem irradiar!
Bora lá até Tomar!

Rua Serpa Pinto…

…a sede do Fatias de Cá neste diamante da arquitectura de outrora…

…mas…o Nabão ali tão perto…

..e a “Estrelas de Tomar” com o seu chá menta e as estaladiças Brisas a cintilar!

Se quiser lanchar e sobre o Nabão os olhos debruçar – hoje vai de rima – só nas Estrelas de Tomar!

E o dia termina, à lareira, com a agradável surpresa de ver e ouvir o meu querido amigo Luiz (sim, com um z!) Carvalho a perorar sobre os anos 80.Em suma, Luiz, um Instante Fatal! Bom ano, Luiz, e … boas imagens, para além das “chamuscagens” do teu constante “lança-chamas”! Poderás vir a ser convocado para os 30 da ânimo, tu, que colaboraste, também , nos 25! Obrigado, outra vez!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Subversão da família?
28/12/2008 Frei Bento Domingues O.P.
A família tende a ser a instituição da reprodução. Jesus não vem para reproduzir o mundo, mas para o transformar
Raros são os jornalistas especializados no fenómeno religioso. Já Hegel se queixava de que o pensamento não quer arriscar-se a estudar seriamente a religião, mas aventura-se em terrenos que conhece mal. Por vezes, dois dedos de conversa com pessoas religiosas ou anti-religiosas bastam para percorrer séculos de história e abranger os mundos culturais mais diversos. Considerações e reportagens sobre as festas do Natal, da Páscoa e dos acontecimentos das Igrejas – às vezes com incursões no âmbito das religiões comparadas – não deviam ganhar em ser entregues à improvisação.
Ainda é cedo para fazer o balanço das produções em torno do Natal de 2008, mas é fácil ver a diferença entre as peças da revista Sábado e da Única (Expresso). Le Point (Hors-série) convocou um conjunto de especialistas para um dossier sobre “Jésus”. É uma obra-prima de seriedade.
2.Celebra-se, hoje, na liturgia católica, a “Sagrada Família de Jesus, Maria e José”. Parece uma festa redundante em relação ao Natal. Os textos não trazem grande novidade: inscrevem Jesus numa família judaica, de há dois mil anos, e nas suas práticas rituais obrigatórias (circuncisão do Menino e purificação da Mãe). É previsível que, nas igrejas, seja usada para multiplicar as lamentações acerca da crise actual da família, esquecendo as razões da crise essencial provocada pelo próprio Jesus. Importa destacar as razões dos conflitos declarados entre Jesus e a sua família de sangue, durante a sua intervenção pública. As narrativas evangélicas, sobretudo de Marcos e João, não podem ser mais claras, ásperas e desagradáveis, quanto ao profundo desentendimento que dividiu a família de Nazaré: “Tendo Jesus chegado a casa, de novo a multidão acorreu, de tal maneira que nem podiam comer. E quando os seus familiares ouviram isto, saíram a ter mão nele, pois diziam: ‘Está fora de si!’” (Mc 3, 20-35). Como dizia S. João, nem sequer os seus irmãos acreditavam nele (Jo 7, 5).
Os doutores da Lei iam mais longe: “Ele tem Diabo (Beelzebu)! É pelo chefe dos demónios que expulsa os demónios.”
Esta acusação será repetida noutras passagens do Novo Testamento. Será sempre recebida por Jesus como uma cegueira daqueles que deviam ser peritos na interpretação das Escrituras e da novidade dos sinais dos tempos.
A oposição da família é mais compreensível. A sua família de sangue, como qualquer outra, queria que um seu membro lhe desse prestígio, honra, glória e perpetuasse a sua descendência. Jesus, pelo contrário, nunca mostrou interesse nenhum em repetir esse modelo tradicional. Os seus familiares não conseguiam perceber o que é que Jesus pretendia com a sua pregação, com as suas curas, com o ataque contínuo às observâncias mais sagradas do judaísmo, baseadas na distinção entre puro e impuro na alimentação, nos comportamentos sociais e religiosos, sobretudo, em torno da absoluta sacralização do sábado. É evidente que Jesus era judeu e que actuava no interior dessa religião e dessa cultura. Tinha, no entanto, empreendido, como seu comportamento – interpretado como diabólico – uma revolução cultural e religiosa. Não o preocupava a observância ou não observância de lugares ou tempos sagrados. Sagrada era a condição humana, fosse de quem fosse.
Uma ilustração gráfica desta situação é apresentada pela continuação da narrativa de Marcos: “Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: ‘Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.’ Ele respondeu: ‘Quem são minha mãe e meus irmãos?’ E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: ‘Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.’”
(In, Público, hoje)
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ÂNIMO ELEGE O MELHOR PRESÉPIO



Presépio de Chão de Lopes, Mação.
A ânimo fez, esta tarde, uma ronda por alguns dos presépios instalados ao ar livre nos concelhos de Mação e Vila de Rei. Está em Chão de Lopes o Presépio vencedor. Uma ternura.

A caminho de Cardigos.

O Presépio de José António Martins, em plena Praça de Cardigos. Aplaudindo, desde logo, a sua intervenção, parece-nos um presépio excessivamente criativo e que quase anula, tão minúscula se mostra, a Cabana do Menino. As construções parecem excessivamente realistas e algo agrestes na cor escolhida. Fica a sugestão de conseguir alterar o estado de coisas recorrendo a cores mais suaves e, sobretudo, atapetando-o com muito mais musgo. Se assim for aceito tudo quanto nele fervilha actividade desde a cena da padaria, que muito me tocou, passando pela venda de presuntos e enchidos e, até mesmo, o pormenor do homenzinho de cócoras…Parabéns pelo empenho.

Os pastores, os privilegiados para a Boa Nova do Nascimento do Menino.

Para o ano, Cardigos vai ter uma gruta muito maior e…mais acolhedora.

Um pulo até Vila de Rei.A noite apressou-se.

Simples e com uma Gruta de pesadas rochas feita.

Junto da Albergaria D.Dinis, um outro Presépio, a céu aberto. Chovia na altura em que o visitámos. Figuras gigantes, despojadas, ao frio e ao vento.Talvez a melhor imagem do que significou o Nascimento de há dois mil anos e que S.Francisco de Assis para sempre eternizou, ele, o irmão menor que, também, um dia se despojou da sua riqueza em busca de uma Riqueza Maior.

Mação, pois então.

Os “Três Reis Magos”….

E o Presépio Rupestre de Mação. Agreste, ou talvez não?
Esta proposta “pensada pela autarquia“, como pode ler-se no folheto distribuído pela própria, “esta surpreendente iniciativa que parte de fora da comunidade científica” – um pouco mais de humildade não ficava mal… -deixa-nos meio perplexos exactamente por isso mesmo: Mação, que tudo tem feito para salvaguardar as suas gravuras rupestres ( c0nfesso que ainda não sei quantas gravuras são, qual o seu significado e importância histórica, entre outros aspectos , problema meu, talvez ) em detrimento da preservação do seu património histórico construído em contínua e acelerada destruição – ao contrário dos planos já aprovados e divulgados por autarquias vizinhas, vivendo, portanto, idênticos problemas, como sejam Vila de Rei e Constância – Mação, dizia, quer dizer, quem lá na Câmara “pensou” nesta iniciativa, está a convocar-nos, afinal, para uma utilização abusiva das gravuras para o que der jeito! Hoje para um presépio, amanhã, vá lá saber-se , talvez para uma qualquer campanha eleitoral em que se pega numa determinada gravura, acrescenta-se-lhe, uns”braços levantados em acção de graças” ou “a segurar nas mãos um sol” ou, ainda, põe-se-lhe “um animal aos ombros”!!!
Tanta criatividade que até os próprios rupestres estarão, a estas horas, fartos de dar voltas nas suas antas funerárias admirados com as suas façanhas artísticas.
Anta de morte para anunciar a vinda e a Vida do pobre Menino.
É o que faz tomar iniciativas ” que partem de fora da comunidade científica”. A propósito, senhores académicos, podemos, então, saber o que pensam e, já agora, explicar o mistério que corre por Mação inteiro de um porco rupestre que acompanhava as ditas gravuras e que sumiu para bem longe dos quadros bíblicos assim invocados. E não é que o porquinho, dito rupestre, vem bem anafadinho, ao contrário dos enfezados bicharocos espalhados por algumas paredes de Mação?
Nada contra o nosso património e tudo o que se faz para o defender. Areia para os olhos, não. Ou como dizia uma velhinha, há dias, “o que é que fazem aquelas coisas ali em pé?! Ou, uma outra, “mas quando é que põem lá na gruta as figurinhas do presépio”? Já agora, ao menos, podiam ter revestido o luxuoso parquet daquela assoalhada com mantas do musgo das nossas serranias. As tais, aí sim, onde viveram os nossos tão criativos antepassados!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS(SEGUNDA)
(Por causa do surto de gripe) até a polícia foi chamada para serenar os ânimos.
RTP, Jornal do almoço ( Segunda, 29 Dezembro)
2
(Noticiada)a criação da .. ânimas, educadores que integram a Ânimas – Associação Portuguesa de Cães Para Actividade Social.
RTP, Jornal do almoço (idem)
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ÂNIMOS EXALTADOS
(Várias personalidades falam sobre ) o estado de ânimo do País.
O Diabo, hoje.
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FELIZ 2009!!!

Um 2009 cheio de Paz e Bem!

Foto:A redescoberta, muitos anos depois, do meu primeiro lençol!Bordado pela minha querida e saudosa Mãe!
Um 2009 embrulhado na ternura que o mundo tem!
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DOIS MIL E NOVE…S FORA COM O DESÂNIMO!!!

A primeira hora de 2009!
F
Feliz 2009! Fora com as injustiças e desigualdades sociais!
A Paz e o Bem bem dentro de cada um de nós!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo desânimo.
Cavaco Silva, Presidente da República, Mensagem de ano Novo
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PARABÉNS, MÁRIO.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos.
Parabéns, Mário.
antónio colaço
NR
Sete anos a blogar é obra. E, pior, a ajudar a ressuscitar…Um destes dias falaremos, garfaremos.
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O REGRESSO

Ainda não o sei – não vivo para blogar, blogo do que vivo – mas uma densa neblina e uma persistente chuva requerem companhia até Lisboa.

Adeus, caracolinho, fica bem na tua noite maçanica. “Caracol, caracol, põe os corninhos ao sol…”

Rever a nossa Champs Elysées?! Em noite de chuva, estas “lágrimas” tornam-se mais reais. Choraremos Lisboa?

Passa por mim no Natal do Rossio, outra vez. Um Castelo de mil sonhos habitado. Cuida-te, António!E não é que o Bacelar diz na rádio que o Santana é quem nos vai fazer sonhar?!

Rente às pedras da Calçada. Ajuda, ajuda-me a subir todas as calçadas de 2009.
antónio colaço
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WEBANGELHO

PROVIDÊNCIA E ECONOMICÍDIO
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Antes, era a Providência divina. Deus, no seu saber, bondade e poder infinitos, governa o mundo, e a Humanidade está sob a sua protecção. Mesmo quando a dor, a desgraça e a morte se abatem sobre os seres humanos, deve-se confiar, pois Deus tudo dirige segundo o seu desígnio. Aliás, Leibniz escreveu a sua Teodiceia precisamente para, como diz a própria palavra, justificar Deus perante a razão, por causa do mal do mundo. A justificação é: sendo Deus omnisciente, omnipotente e infinitamente bom, este é o melhor dos mundos possíveis.
Hegel de algum modo secularizou a teodiceia, substituindo-a pela historiodiceia: a História autojustifica-se, pois ela é a manifestação e realização do Espírito Absoluto no seu autodesenvolvimento dialéctico, a caminho da plena autoconsciência. A negatividade é momento do processo e a “astúcia da Razão” consiste em colocar mesmo o particular e negativo ao seu serviço. Se a historiodiceia toma o lugar da teodiceia, a Razão na sua astúcia substitui a Providência.
Na economia, a teodiceia e a historiodiceia são substituídas pela mercadodiceia – o mercado justifica-se a si mesmo. Entregue livremente a si próprio, o mercado fará com que, apesar de cada um procurar o seu interesse, tudo convirja para o maior bem de todos. Nele, habita a Providência, agora com o nome de “mão invisível”, como disse Adam Smith.
Mas Kant chamou a atenção para o “falhanço” da teodiceia: como pode a razão finita justificar Deus? A “astúcia da Razão” não é suficientemente forte para assumir as negatividades improdutivas. Quanto à “mão invisível”, deixou mesmo de se ver. Quem tinha dúvidas esbarrou agora com a evidência. O antigo presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos Alan Greenspan recuou na fé de 40 anos: “Cometi um erro ao confiar que o mercado livre pode regular-se a si próprio sem a supervisão da Administração.”
A crise está aí, imensa, imprevisível. Começou com o sistema financeiro e está a chegar, à maneira de tsunami, à economia real, e teme-se um economicídio.
Agora que o mundo do negócio se afunda, é tempo de parar no ócio – quantos se lembram que a palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio, não no sentido de preguiça, mas de liberdade para pensar? -, precisamente para pensar.
Quando se pensa, percebe-se que afinal não há alternativa à economia de mercado, mas ela tem de ser economia social e ecológica de mercado, acentuando os dois adjectivos: social e ecológica. Economia quer dizer etimologicamente lei da casa; ora, a casa tem de ser a casa de todos e para todos e a casa é o planeta Terra, que é obrigatório preservar.
Quando se pensa, vê-se claramente a urgência de apelar para a necessidade da regulação e da ética no universo da finança e da economia. Ética – mais uma vez, segundo o étimo grego – tem a ver com o comportamento que se deve ter para habitar a casa comum.
Quando se pensa, espera-se que a justiça funcione. De facto, houve incompetência, aventuras especulativas irresponsáveis e também se fala em corrupção e crimes vários. Sem justiça, como repor crédito e confiança no sistema? Problema maior: quantos acreditam e confiam real e verdadeiramente na justiça em Portugal?
Pensando bem, precisamos de distribuição mais justa da riqueza – não se lia há dias no DN que “os rendimentos dos presidentes executivos das 50 maiores empresas europeias equivalem a 441 salários mínimos da Zona Euro”? Não continua também entre nós a cavar-se cada vez mais fundo o abismo entre a ostentação obscena da riqueza e a iniquidade cruel da pobreza?
Quando se pensa a fundo, talvez se conclua que é tempo de pôr mais o acento na cultura do ser do que na cultura do ter. E não será urgente viver com mais moderação – de mederi, donde vem também meditação e medicina?
E torna-se absolutamente claro que está aí o tempo da solidariedade. Se não for por humanidade, ao menos por egoísmo esclarecido. De facto, a acumulação sucessiva de frustração, impotência, fome, degradação, injustiça, pode levar a confrontos sociais de consequências imprevisíveis.
(Diário de Notícias,hoje)
NOTA
Venham comentários.Esta Palavra convoca-nos para a urgência de mais palavras.PALAVRAS!
ac
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REIS

Reis. Terminou, há minutos, o habitual Concerto de Reis, no Mosteiro dos Jerónimos. Sim, somos todos Reis, desde logo, todos nós, os privilegiados e atentos espectadores que enchemos por completo o quinhentista Mosteiro dos Jerónimos. Os Reis que cantaram para nós têm um nome: Coro&Ensemble de Santa Maria de Belém!
O Ouro, Incenso e Mirra, o mago presente que nos foi oferecido nesta fria noite de Janeiro, nem mais nem menos, que o Messiah de Haendel.
A acústica dos Jerónimos é um desafio sempre que ali ponho os pés e o cónego José Ferreira dos Santos quem melhor sabe lidar com ela. Depois do seu Coro, claro.
Haendel (1685 – 1759) terá declarado no final da composição desta sua oratória, segundo lemos no programa, “Acredito verdadeiramente ter visto o céu aberto e o próprio Deus diante de mim“. Por mim, nenhuma dúvida desejando é poder continuar a vê-Lo todos os dias, pois, só assim, é possível admirar toda a Sua obra, nomeadamente, a da criação musical. Ou seja, Deus todos os dias, quer dizer, Haendel todos os dias. De facto, Haendel mais não fez do que seguir o livro de instruções de que o Criador o dotou. Nós, quer dizer, alguns de nós, é que preguiçamos podendo desfrutar, então, do trabalho de alguns outros, seja na música, no teatro, na física, na astronomia, na carpintaria….
Tudo isto para dizer que a interpretação a cargo do Coro e Ensemble de Santa Maria de Belém, sob a habitual e firme condução de Fernando Pinto, nos fez subir aos manuelinos céus dos Jerónimos, e até Luiz Vaz e Vasco da Gama deram por bem empregue a breve interrupção do seu eterno sono, tal o vigor interpretativo da referida oratória. Não é preciso ser entendido mas o Hallelujab, que o escriba nos tempos idos pode interpretar, foi assumido com um vigor e um ritmo deveras empolgante o mesmo se diga do Amen final.
Rei, por uma noite, entre Reis.
Brilham, ainda, as estrelas da Estrela de Belém! OBRIGADO!
Um pequeno pormenor: por que tardam os nossos media, nomeadamente as televisões, a tresandar a sangue e canhões, a apanhar o comboio das coisas boas ( esta até é da melhoooooores!) que se fazem entre nós?!
antónio colaço
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AFINAL….

MARIA JOÃO PINTO
Segundo a edição online de ontem do Sunday Times, a equipa de investigadores comparou, através de scanner cerebral, as reacções químicas manifestadas por casais de longa data e por casais em início de relacionamento amoroso. Os resultados foram surpreendentes: o cérebro de alguns casais, juntos há mais de 20 anos, libertou os mesmos níveis de dopamina – neurotransmissor associado às sensações de prazer – encontrados na fase inicial do enamoramento. Mas, sublinham os investigadores, sem o quadro obsessivo que também caracteriza esse estado nascente, o que poderá indiciar uma maior maturidade no relacionamento destes casais que, passado o teste do tempo, podem dizer com segurança ter encontrado a sua “alma gémea”.
“Estes resultados vão contra a visão tradicional de que a paixão esmorece dramaticamente durante os primeiros dez anos de relacionamento, mas agora sabemos que o contrário é possível”, afirmou Arthur Aron, citado pelo Sunday Times.
Aos casais imunes ao declínio da paixão, a equipa de investigadores da universidade nova-iorquina atribuiu a designação de “cisnes”, uma das espécies que, no mundo animal, dedica toda a sua vida ao mesmo parceiro. E, aos 64 anos, tal como a sua mulher, Elaine, Arthur Aron confessa que, apesar de ter “um casamento sólido”, também ele sente “uma pontinha de inveja” destes pares de “cisnes”: “O relacionamento destes casais permanece intenso, e sexualmente activo também”, apesar de uma longa vida passada em comum.
Estudos anteriores nesta área, lembra o Sunday Times, haviam validado a visão corrente de que a paixão esmorece, em média, ao fim de 12 a 15 meses. E que, ao fim de dez anos, “a química” pura e simplesmente já não existe. A famosa “crise dos sete anos”, na base de tantos divórcios, corresponderia, assim, a um dos “pontos de fractura” que marcam a generalidade dos relacionamentos amorosos.
Entre os “cisnes” da vida pública britânica, o jornal aponta o ex-primeiro-ministro Tony Blair e sua mulher, Cherie, e o actor Michael Caine e sua mulher, Shakira. |Com Times Online e CNN/Health
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WEBANGELHO

domingo, 4 de Janeiro de 2009
A grande crise da fé
Quando a ética, as leis, a fé e a justiça não funcionam, ainda resta o desespero e a violência
1.Simplificando muito, o capitalismo, na sua expressão pura e dura, era a única salvação, sobretudo depois da queda do Muro de Berlim. Agora, já não são, apenas, os anticapitalistas do costume a verem nele o caminho da perdição. Quem esperava ter o paraíso garantido para sempre, sentiu-se atirado para as trevas exteriores, onde só há choro e ranger de dentes, a morte de toda a esperança.
Para quem acredita que fora do capitalismo não há salvação, a tarefa mais importante consiste em restituir a fé e a esperança nesse sistema para salvar a economia de mercado. A fórmula pronta a servir, diante do fracasso da sua auto-regulação, é a ética aplicada. Como a ética não é um produto natural – para não deixar tudo à arbitrariedade subjectiva -, são precisas leis que regulem a vida numa sociedade democrática. Como as leis precisam de ser aplicadas, é necessária a supervisão para saber se estão a ser bem aplicadas ou não. Como numa sociedade laica não se confia a Deus a supervisão, é preciso fé nos seres humanos e no funcionamento das suas instituições. Como estes e estas são falíveis, é preciso o recurso à polícia, aos tribunais e às cadeias. Como a justiça não tem fórmulas automáticas de funcionamento, também é preciso fé na justiça, fé no Estado. Diz-se que, quando nada disto funcionar, ainda resta o desespero e a violência.
2.Depois de oito anos a acreditar nas trapaças de George Bush e da sua pandilha, assim como nos negócios vergonhosos da Wall Street, procura-se fazer de Barack Obama o salvador da superpotência para que ela seja a salvação do mundo. É normal que cada grupo procure atrair o Presidente para o seu campo. Foram, sem dúvida, os menos poderosos que o elegeram. Serão, no entanto, os mais poderosos que, em nome das virtualidades da economia de mercado e do seu dinamismo, desviarão a atenção de Obama dos mais pobres das Américas, da África e da Palestina. Israel já fez o suficiente para mostrar que, mesmo com o fariseu Madoff na cadeia, os EUA devem continuar com fé em Israel, mesmo depois de todos os crimes contra a humanidade.
Não duvido de que todas as tentativas serão destinadas a arranjar oxigénio para o capitalismo, mesmo através das indesejadas intervenções do Estado. É opinião corrente que o próximo ano vai ser mau para os que mais precisam e que ainda não será o último. Depois, julga-se, pela lei dos ciclos económicos, que a prosperidade regressará.
3.É normal que, agora, se volte a discutir a ética protestante e o espírito do capitalismo, caracterizados por Max Weber, ou seja, o conjunto de ideias e de práticas que favorecem, de forma ética, a procura racional do lucro económico. Outros regressarão à Idade Média, a S. Francisco de Assis, que abandonou os negócios do pai para “seguir nu o Cristo nu”, mas que originou os paradoxos franciscanos que vão da pobreza voluntária ao contributo para a sociedade de mercado (1). No campo católico, a Doutrina Social da Igreja será invocada, não como uma alternativa ao capitalismo liberal e ao colectivismo marxista, mas como uma instância moral que saiba situar o ser humano na sua vocação terrena e transcendente, reconhecendo o destino universal dos bens (2).
Neste tempo de Natal e no meio de todas estas crises de fé em tudo aquilo que se julgava o caminho e os instrumentos do bem-estar presente e futuro, não se esqueça Jesus de Nazaré, alguém que nunca viveu para ser rico. Ganhava a vida pelas suas próprias mãos, não era um austero como João Baptista, gostava da vida, mas detestava, radicalmente, a ganância, o amor ao dinheiro, à riqueza, e não suportava ver uns a banquetear-se no luxo e outros atirados para a miséria: “Guardai-vos cuidadosamente de qualquer ganância, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada pelos seus bens.” “Que adianta ganhar o mundo inteiro e perder-se a si próprio?” E avisava as pessoas de muita religião: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”, porque “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. A última leva de historiadores mostra que Jesus está rodeado pelo mundo farisaico. Conhecia-o muito bem e os fariseus também o conheciam, mas consideravam Jesus um ingénuo na sua atitude perante a ganância. É, pelo menos, o que S. Lucas observa: “Os fariseus, amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e zombavam dele” (3).
Celebramos, hoje, a Epifania – impropriamente dita festa dos “Reis Magos” -, isto é, o encontro simbólico do mundo estranho ao judaísmo com Jesus Cristo. É interessante notar que Jesus não se ajoelha perante os símbolos da riqueza (ouro), do sagrado (incenso) e da imortalidade (mirra) que lhe apresentam. É a grande mensagem cristã: não vender a alma a nenhum bem deste mundo profano ou religioso.
O melhor que nos poderia acontecer em 2009 seria a perda da fé naquilo que nos perde e nunca nos poderá salvar.
(1) Giacomo Todeschini, Ricchezza francescana. Dalla povertà volontaria alla società di mercato, Bologna, Il Mulino, 2004.
(2) João Paulo II, A Solicitude Social da Igreja, n.º 41 (1987).
(3) Mt 6, 24; Lc 16, 13; Lc 12, 33-34)
(in, Publico,ontem)
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VÉSPERAS

Não vivo para blogar, blogo do que vivo.
Os últimos dias iluminaram-me o modus faciendi desta coisa. Quase ia passando ao lado da vida tudo fazendo para que nada do que se passasse, passasse ao lado desta coisa, sem o seu frenético registo!
A contradição total assim instalada. E no entanto, a coisa mexe, mexe-se. Reina desordem aqui, sim, não é possível sair de um fabuloso concerto nos Jerónimos e chegar ao fundo do Mosteiro, desembainhar o portátil, o telemobile e, ali mesmo, qual gruta de Belém editar o menino post!!! Não! Muito menos é verdadeira uma certa sensaçãozinha que o nosso condicionado ego de editores adiados (?) sustenta de que milhares de leitores aguardam, ansiosos e desesperados, pela nossa douta opinião.
Em coerência, e até porque neste preciso momento o tempo escasseia – a veia, a veia vai-se e nem mais um segundo, pois então! – só o tempo para dizer que é tempo de desacertar o passo com este tempo. O tempo que criámos, porque o Tempo é Outro e, cada vez mais, por aqui, vamos sabendo d’Ele!
Outono de mim, desfolhado, desguarnecido, despojado, aguardo a Tua Primavera. E não sofro. Tenho a coragem das árvores de peito feito ao frio e ao vento. Nada invento.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Queremos que os portugueses olhem parao novo ano com determinação e com o ânimo que é preciso para fazer face aos problemas.
José Sócrates, à entrada para entrevista na SIC,ontem.
2
Não sei fazer discussões psicologistas sobre ânimo, confiança, etc.
Augusto Santos Silva, RTP, Prós e Contra, ontem.
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15.15H: ENTRE, Dª RECESSÃO!

- Está aqui uma senhora na recepção!

- Entre, faz favor! Por quanto tempo vai ficar Dª…, como disse que se chamava?!
- Recessão! O meu nome é Recessão.
antónio colaço
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PARABÉNS,ZÉ !

Querido Pai, meu adorado Zé Jacinto, meu Rei Mago, que vieste lá da longínqua Messejana para me dares como presente, talvez ouro, incenso ou mirra, sei lá, à tua querida Maria dos Remédios, e no nosso querido Gavião, juntamente com a irmã Luisa, constituíres a tua sagrada família, longe da família que te abandonou, aqui estou para te dar um enorme beijo de parabéns por mais um aniversário. Sim, estás e não estás connosco, quer dizer, à medida que se aproxima o tempo do reencontro vejo-te e sinto-te com mais claridade dentro de mim e nem outra coisa poderia ser, já que, se saí de dentro de ti, verdadeiramente nunca estivemos separados.

Agora compreendes, muito melhor do que eu, o que te quero dizer e mesmo que ainda persista em dizer para quantos dos que não te conheceram que o teu espírito paira sobre o Vale das Árvores em homenagem às mil e uma hortas que levantaste do chão de silvas e rochedos das tantas terras por onde passámos, às vezes, querido Pai, sinto saudades de uma palavra tua, mesmo que fosse para dizer, não faças isso, deixa que eu é que faço, está quieto Tozé, não te sujes…
Diz-me lá, olhos nos olhos, sim, não te importes que eu sei do que falo, dez anos depois não achas que o Vale está outro, tu que não o conheceste quando estavas entre nós mas que agora o conheces por inteiro? Sim, estou a ouvir-te dizer que podia estar melhor, que eu já podia ter aprendido mais alguma coisita, tudo bem, é certo que o Outono e, sobretudo, as geadas do Inverno entram nele e fragilizam-no com uma facilidade. Andámos quase dez dias sem lá pôr os pés por causa deste chuvoso Natal mas, como viste, fomos fazer-lhe umas festinhas no passado domingo… Não quero roubar-te mais tempo… tontice, vês como ainda te sinto presente, o tempo todo que tinhas para descansar, antes que entrasses pela noite a cuidar do pão para toda a aldeia… mas olha, este ano, não te safas, vais mesmo ter que ajudar, entende-te Aí com os teus Amigos! Estamos sózinhos e vamos ter de aprender a podar as árvores e as videiras. Vê se arranjas algum do teu tempo … (conta-me, aqui só entre nós, como te dás com esse Tempo Todo Agora?!)
Pai, o que os anos nos fazem quando fazemos anos.
Um beijo, também, à Mãe, a tua querida Maria José.
Beijos de todos nós.
antónio colaço
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FRIO, RESPEITA O STOP!

Algures, na enregelada manhã de Lisboa. Anuncia-se para mais logo uma acentuadíssima baixa de temperatura. Irmão Frio, importas-te de respeitar os sinais de trânsito?!
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MEMÓRIA VIVA

Mais depressa se tropeça em ti no canal Memória do que na memória dos dias recentes, meu! O que é que estamos a escrever agora, hein?!Há rostos e vozes – o António inovou com “As Noites Longas do FM” (era assim, certo?!) – que desapareceram cedo de mais dos nossos “televisores” , dos nossos “rádios”. Envelhecer nos media, em Portugal, parece convocar-nos, também, para a nossa acelerada velhice o que, de todo, rejeito. Cada idade tem a sua sabedoria e o António Santos sabia fazer o que fazia. Diz coisas, velho amigo, conta à gente o que andas a fazer. Sim, a escrever, a gente sabe, mas … contado por ti tem outra graça.Um abraço.
antónio colaço
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A PAZ E O CRONÓMETRO DELA

Márcia Rodrigues, repórter RTP na faixa de Gaza, olha para o relógio e diz que faltam vinte minutos para o recomeço dos combates, três horas depois da trégua “concedida” por Israel.
Solnado, só tu e um pouco do teu humor para acabar, de vez, com este horror, com esta paz cronometrada.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS.

O Vitória de Guimarães parece estar a recuperar o ânimo que o levou aos êxitos da época passada.
Mário Fernando, TSF, 20.10H.
(O meu Benfica venceria por 2-0. )
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SORRIA.NÃO ESTÁ A SER FILMADO!

DaLusa, com a devida vénia:
Porto, 07 Jan (Lusa) – Os portugueses estão a sorrir cada vez menos desde 2003, o que pode estar relacionado com o agravamento da situação económica e social em Portugal, conclui um estudo do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, hoje divulgado no Porto.
“Os portugueses estão a sorrir cada vez menos”, alertou António Freitas-Magalhães, director daquele laboratório, que integra a Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, frisando que “a frequência e a intensidade da exibição do sorriso registam valores descendentes desde 2003”.
Segundo o especialista, “está comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social”.
“A situação económico-social potencia a inibição da expressão”, frisou.
O investigador sustenta que “a felicidade está na cara das pessoas”.
“O sorriso é um sinal que está a desaparecer”, salientou Freitas-Magalhães, especificando que “é uma reacção neuropsicológica que se desenvolve em situações que envolvam bem-estar e felicidade, pelo que, quando isso não se verifica, o sorriso é inibido e recalcado”.
António Freitas-Magalhães falava na apresentação dos resultados do estudo intitulado ‘Uma década de sorriso em Portugal’, que envolveu até agora a análise de mais de 240 mil fotografias.
No âmbito deste estudo, os especialistas do Laboratório de Expressão Facial da Emoção analisaram também quase 38 mil fotografias publicadas nos jornais diários portugueses, tendo concluído que a face neutra e o sorriso fechado foram os tipos de expressão facial mais frequentes no ano passado.
As conclusões também indicam que – nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses em 2008 – as mulheres sorriem mais que os homens, as crianças são as que apresentam mais e frequentemente o sorriso largo e os homens apresentam mais o sorriso superior a partir dos 60 anos.
Relativamente aos dados do anterior estudo, realizado entre 2003 e 2007, as conclusões sobre 2008 indicam uma “diminuição relevante na frequência e na intensidade do sorriso”.
“A face neutra é a expressão mais exibida e o sorriso superior é substituído pelo sorriso fechado”, conclui o estudo, cujos resultados também apontam para “uma diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens”.
Este estudo, pioneiro a nível mundial, vai prolongar-se até 2013, analisando as expressões faciais nas fotografias publicadas nos jornais diários portugueses.
O Laboratório de Expressão Facial da Emoção, fundado em 2003, é o único do género em Portugal, desenvolvendo um trabalho científico inovador, que já foi distinguido, entre outras entidades, pelo governo inglês e pela multinacional Nokia.
FR.
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DO NOVO CAPITALISMO OU CAPITALIZAR CRISE

Líderes debatem Novo Capitalismo. Nos telejornais de almoço ouve-se: “Não podemos continuar a viver para além dos nossos meios“!
Novo capitalismo, ou capitalizar efeitos da sua crise para debater a velha questão das escolhas entre o Ter e o Ser?!
Afinal, há meio de sair disto! É só questionar os fins, até ao Fim!
antónio colaço
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MATINAS

Afinal, a tão anunciada neve que ameaçou a nocturna viagem desde a Grande Capital, não passa, aqui por estas beiroas bandas, de um fino véu branco debruado em ponto “geada” alongando-se pelos telhados. O Sol aproxima-se para o beijo fatal. Obrigado, pelo espectáculo com que todos os dias nos maravilhas.
Tem sido comovente a acção solidária para com os sem-abrigo e, nela, em geral,o papel dos media, com destaque para a força das televisivas imagens. Senhor, não estão lonnge os tempos em que sonhava com uma TVSA-Televisão dos Sem Abrigo que, de tanto insistir no contar das suas histórias, nos faria acabar com a sua história. Sim, precisamos do frio para nos lembrarmos deles, mas, e depois,arranjaremos tempo para os meter na discussão em curso sobre a crise do sistema capitalista, deste sistema capitalista, como sugere Anselmo no WEBANGELHO de hoje, e, assim, de uma forma radical aquecermos os seus dias?
Não continuaremos, todos, mendigos do verdadeiro Abrigo de que persistimos afastar-nos?
antonio colaço
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WEBANGELHO

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Reinhard Marx abre com uma carta ao seu homónimo, esperando que, após a morte, tenha verificado que se enganou quanto à não existência de Deus e, assim, possa ser mais benevolente para com um homem da Igreja. O diálogo pode ser frutífero, pois consta que, pouco antes de morrer, terá dito: “Só sei que não sou ‘marxista’.”
Karl Marx enganou-se, quando pensou que o seu programa se podia resumir na “abolição da propriedade privada”. Também não se realizou, no conflito entre o trabalho e o capital – concretamente na Alemanha e outros países industrializados -, o seu vaticínio de uma revolução radical. Contra as suas previsões, a revolução acabou por ter lugar onde não devia: a Rússia.
Mediante contratos sociais de trabalho, sindicatos activos, toda uma regulação sócio-jurídica e a participação dos trabalhadores, criou-se uma sociedade na qual estes passaram de vítimas do sistema de mercado a participantes dos seus sucessos. “Pareceu possível o bem-estar para todos”, a ponto de o próprio J. Habermas ter escrito: “O designado portador de uma futura revolução socialista, o proletariado, dissolveu-se enquanto proletariado.”
Mas isto foi uma ilha com sol de pouca dura. Com a globalização, as novas possibilidades de troca de informações, bens e serviços a nível global tornaram o antigo conflito indiscutivelmente favorável ao capital, tanto mais quanto, como disse Manuel Castells, na actual sociedade em rede, está em vigor a fórmula: “O capital é essencialmente global, o trabalho é em geral local.” Aumentam assim as possibilidades dos investidores e especuladores. O lema é: “Demolição do Estado social e desregulação.”
O abismo entre ricos e pobres é cada vez mais fundo no mundo e nos países. Mais de 2, 5 mil milhões de pessoas têm de viver com menos de dois dólares por dia, mas há mil milhões em pobreza extrema, pois têm de sobreviver (?) com menos de um dólar. Mais de metade da riqueza mundial está nas mãos de dois por cento da Humanidade.
Parece que Marx tinha razão quanto à sua tese da acumulação e concentração progressivas do capital. De facto, de ano para ano sobe o número dos super-ricos. E a crise financeira internacional veio mostrar a força com que “já hoje o capital anónimo determina o nosso destino”. Os bancos e os fundos com as suas especulações deitaram a perder milhares de milhões. Mas, agora, depois de tanto se ter propagandeado a necessidade de o Estado se não intrometer no mercado, “tem de ser o contribuinte a responder pelas perdas especulativas”. “Os lucros são privatizados e as perdas, socializadas.”
Será a História a dar razão a Marx? O capitalismo vai afundar-se por si próprio? Responde o bispo Marx: “Dr. Marx, espero que não. E por várias razões.” Ele sabe que não foi o seu homónimo, mas os seus discípulos bolchevistas a pôr em marcha o comunismo soviético. Mas o que é facto é que o programa da socialização dos meios de produção levou à estatização, desembocando numa ditadura política, por vezes totalitária.
É necessário distinguir entre um capitalismo sem limites e uma economia social de mercado. Um “capitalismo primitivo” é injusto, contra a pessoa, e, por isso, não aceitável. Mas um capitalismo enquadrado politicamente, no sentido de uma economia social de mercado, foi “o único caminho correcto, e este caminho continua hoje sem alternativa razoável”.
Há uma pergunta que preside ao livro: as pessoas são para o capital ou o capital deve estar ao serviço das pessoas? A resposta é: “Um capitalismo sem humanitariedade, solidariedade e justiça não tem moral nem futuro.”
(In, Diário de Notícias)
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JANEIRAS MAÇANICAS

Nesta enregelada noite só mesmo o calor das vozes do Grupo Os Maçaenses para nos aquecer os dias com o seu tradicional canto das Janeiras.
Distante, muito distante, mas ainda, e sempre, bem nítido, o nosso cardiguense “juntaram-se os três reis maaaaaagos…”. No dia seguinte, as cacholas, as morcelas, os chouriços e o calor da fogueira onde,ao seu redor, em conjunto, os partilhávamos.
antónio colaço
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Baptismo de Jesus: emancipação de um novo caminho
11/01/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos1.A história da investigação moderna sobre Jesus – isto é, a que se pratica desde o século XVIII – passou por várias fases com efeitos notáveis no conhecimento dos textos e do mundo em que Jesus viveu. No entanto, ao focalizar um aspecto, teve de deixar outros na sombra. Multiplicaram-se, assim, as concepções de Jesus Cristo: o Cristo das Luzes, o Jesus liberal, o jacobino, o romântico, o revolucionário, o pietista. Correm todas o risco de não respeitar a complexidade da sua figura real. A partir dos anos 70 do século XX, impôs-se a chamada “terceira vaga” de investigações. Se as primeiras tentavam libertar a figura de Jesus de mitos e lendas, a terceira valoriza sobretudo o contexto histórico da sua intervenção. De todas as importantes obras desta nova etapa, foi-se destacando a investigação monumental e meticulosa do americano John P. Meier, traduzida em várias línguas. Por “Jesus histórico” ele entende o Jesus que pode ser resgatado, retomado e reconstruído, utilizando os instrumentos científicos da moderna pesquisa histórica. Considerando o estado fragmentário das fontes e a natureza, muitas vezes, indirecta dos argumentos que tem de usar, este “Jesus histórico” será sempre uma construção científica, uma abstracção teórica que não coincide, nem pode coincidir, com a realidade plena do Jesus de Nazaré, aquele que, de facto, viveu e trabalhou na Palestina no primeiro século da nossa era. O que procura resolver são enigmas históricos e não o enigma fundamental que Jesus representa para a nossa história (1).
José Montserrat Torrents, conhecido pela sua colaboração nas edições espanholas da literatura gnóstica, incomodado pelas dimensões e qualidade do empreendimento desse autor, num breve escrito, pensa que o desqualifica, chamando-lhe “o grande mestre da apologética católica contemporânea”. Dispensa as “notas de rodapé de erudição” e prescinde dos “entediantes volumes da frente apologética mais recente”. Este processo dá muito menos trabalho do que a investigação rigorosa. Em Portugal, no tocante à religião, somos mais apressados em divulgar divulgação do que em oferecer os frutos das pesquisas mais exigentes. A tese deste autor é antiga e rasa: “Jesus fazia parte de um contingente armado que tentou uma revolta em Jerusalém e que foi desbaratado pelas tropas romanas” (2).
2.Por mais que se diga que S. Paulo foi o verdadeiro fundador do cristianismo – embora fosse indispensável precisar o que se entende por tal designação -, ainda não consegui convencer-me de que assim seja. Alinho mais com aqueles que sustentam que o verdadeiro fundador do cristianismo é Jesus de Nazaré interpretado como Cristo. No entanto, para mim, o maior enigma continua a ser o seguinte: estando todos de acordo que Jesus não escreveu nada, não deixou nenhuma marca arqueológica, por que razão não foi escolhido nenhum outro nome, nenhuma outra personalidade, como, por exemplo, Maria Madalena, Pedro, Tiago ou João, para lhe atribuírem aquilo que está escrito, de forma tão bela, profunda, abundante e diversa, acerca de Jesus de Nazaré? Podem ser encontradas muitas incertezas, muitos pontos obscuros, muitas contradições nos textos do Novo Testamento e nos chamados “escritos apócrifos”, mas o centro de todas as atribuições – e sem o qual tudo se desvanece – é Jesus e mais ninguém. Que vulcão, que acontecimento foi ele para provocar tantas comunidades tão diversas e uma literatura tão cheia de contrastes?
3.Hoje, a Igreja católica celebra a festa do Baptismo de Jesus. Esta designação está exposta a todos os equívocos. Pode levar a pensar no baptismo que recebeu de João Baptista – no âmbito de um movimento judaico – ou na celebração de um baptismo numa Igreja cristã. Ora, nem um nem outro. O que se celebra, hoje, é a ruptura de Jesus com o movimento de João Baptista e o começo do seu movimento espiritual a partir de uma nova experiência de Deus. Esta experiência mística – estava em oração – ditou-lhe um novo caminho a percorrer, que detectamos no seu percurso posterior, através das narrativas do Novo Testamento: Deus surge, na sua pessoa, como uma declaração de amor por todos os seres humanos, de todos os povos, culturas e religiões.
Resumindo, há dois mil anos, a partir de situações muito concretas, num canto do império romano, no seio do judaísmo, na “Galileia das Nações”, Jesus de Nazaré questionou e abalou as falsas certezas acerca daquilo que revela e esconde, salva ou perde o que há de mais sagrado, profundo e essencial no ser humano, seja onde for.
Se a crise financeira e económica de consequências globais não for aproveitada para questionar e alterar a orientação absurda da nossa civilização, se não fizer surgir um novo olhar sobre o mundo e o ser humano, se não levar a um novo caminho, só resta continuar de alienação em alienação, na rota da autodestruição.
Jesus é, nas suas palavras e intervenções, uma alteração de todas as representações de Deus e das práticas religiosas e, simultaneamente, a conversão exigida para aceder ao que há de mais essencial na vida humana.
(1) Um Judeu Marginal. Repensando o Jesus Histórico (3 Volumes. O 4.° está prometido para o próximo Abril), Rio de Janeiro, Imago.
(2) Jesus, o Galileu Armado, Lisboa, Esfera do Caos, 2008.
(In,Publico,hoje)
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MATINAS

“Rezar é querer rezar”. Religar-me a TI é saber que nunca deixei de estar ligado a TI. Só que às vezes esqueço. Adormeço.Escureço.Obrigado, então, pela LUZ. Mesmo na escuridão, sei de TI. Sinto-te em mim. Afinal, “tiveste-me”! Tu és o meu TER.O meu Ser.
antónio colaço
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ILUMINAÇÃO
Um dia de peito feito para a Luz. Vem, Ilumina-nos lá onde a LUZ mais falta faz!

Praça de Espanha
Que a luz da serenidade tome conta de todos os doentes de oncologia.

Belém
Que a luz da serenidade tome conta dos homens da Defesa.

Foz Tejo
Serenos, todos nós.
antónio colaço
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SEM PALAVRAS

Quando uma imagem fala por si, para quê mil palavras a turvá-la?
antónio colaço
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PARABÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉNS

E vão dooooooooooooze anos em palco destes velhos amigos ali para as bandas do Chiado.

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos continua em cena às segundas e terças-feiras, pelas 21h00, com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim, representando cada um inúmeras personagens, a uma velocidade estonteante.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos!
antónio colaço
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RECESSÃO & CRIATIVIDADE

Em dia de azar, lá tive a sorte de conseguir este fragmento. Confesso: várias vezes tentei a sorte já que por ali passo todos os dias, mas, em vão, ou fica “tremida” em excesso, ou o trânsito é muito e, no momento do clic já a mercearia ficou para trás,etc! Estamos em plena descida da Calçada da Estrela, muito próximo da Basília. Um certo pudor (é evidente que teria de pedir autorização ao dono, não fosse julgar-me de uma qualquer ASAE) e a íngreme subida da Calçada têm evitado que lá me desloque de propósito para a fotografia com alguma qualidade estética. Mas, hoje, à estética decidi que estava em condições de ser editada para falar, digamos, da ética deste pequeno comerciante.
Quando se fala no poder avassalador das grandes superfícies, aqui temos mais um exemplo de como um embrulho destes ( Joana Vasconcelos, ponha aqui os olhos!!!) torna irresistível levar qualquer um destes apetecíveis produtos. Outras leituras são possíveis mas fiquemo-nos, hoje, pelo lado apelativo, policromático, destes pimentos vermelhos, gengibre, alhos,uvas, bananas. No meio da recessão há, seguramente, lugar para a inspiração, e, sobretudo, para este “acrescento” de vida. Luiz, se quiseres, passa por lá com tempo e brinda-nos com o instante que a situação merece!
antónio colaço
NOTA
A fotografia tem aqui lugar soberano, como já se viu. Finalmente, jornais e televisões descobriram a dimensão jornalística de cada cidadão. Nem sempre pelas melhores razões, como se tem visto, pois apelam ao envio de tudo, apenas quando há catástrofes e as televisões não chegaram lá, para, assim, melhor explorarem o nosso lado mórbido perante o sofrimento. Tudo isto para dizer que o nosso mail está inteiramente ao vosso dispor para o envio das fotografias com que queiram sublinhar quotidianos.
Não são de hoje os nossos apelos!
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O ALGODÃO DOCE DE S.BENTO
Nem dá para perceber que estamos a fotografar os fotógrafos que vão fotografar o homem do BPN que está para chegar. Estávamos mais virados para as nuvens, para estas fabulosas nuvens, não para a nebulosa das negociatas ainda por conhecer.
antónio colaço
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MATINAS

Por muito que os nossos terrenos e limitados semáforos nos disciplinem os dias, a Vossa Luz é o único semáforo com a Via sempre aberta.
antónio colaço
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DIZ-ME, ESPELHO MEU

Venha daí um título para esta orvalhada imagem de há minutos.
antónio colaço
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HÁ 35 ANOS, MAFRA, MARj…ARI!

Mão amiga fez chegar informação de que se completam, hoje, 35 anos sobre a entrada no Quartel de Mafra. Ninguém ouse esboçar um sorriso por mais disfarçado que seja mas…o terrível momento do confronto com a ”injecção cavalar”, com que tinha vivido anos e anos, estava a chegar.
Mal sabia eu que, depois de querer ter sido objector de consciência, como atesta este desenho – que pretendia ser, presunção e água benta … o meu “Guernica”, tal o dramatismo que lhe emprestei: um bébé que, ainda antes de nascer, já se recusava a ser entregue às mãos de um qualquer general militarista, sua Mãe agarrrada com quantas forças tinha àquela árvore, a solidariedae longínqua dos militares já incorporados e até o auxílio de uma ave no seu voo solidário em meu auxílio .. .- receberia uma outra injecção mas … de revolução.De Abril!!!
Já agora, mais uma memória;

Ou porque não havia maneira de acertar com os nomes das divisas e galões, ou porque as botas estavam mal engraxadas, lá ficava mais um fim-de-semana de castigo naquele “casarão” escrevendo as minhas “Reflexões fáceis de um soldado difícil”.
antónio colaço
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COM QUE ENTÃO….

O que os anos nos fazem, quando fazemos anos….
antónio colaço
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MATINAS


Hoje, ainda só sei balbuciar, só sei extasiar-me, admirar-me mas, sobretudo, agradecer-Te, e aos Pais que me deste e que para Ti já fizeste regressar.Muito obrigado.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

O País precisa de mais investimento público para animar a economia.
José Sócrates, SICNotícias.
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100 TEXTOS
Detesto a palavra post e, pior, o seu plural, postes!
Ainda poderia aceitar a associação de uma imagem que nos convocasse para os postes que, de serrania em serrania, levam a energia, a telefonia (rima forçada para conjunto de telefones!!!) mas nem isso e, muito menos, as postas de … pescada!
Tudo isto para dizer que, mais encorpados ou menos encorpados é de palavras que se trata.Uma mão cheia de palavras, cem canjinhas de letras, sempre com a imprescindível folhinha de hortelã,o que quiserem!
E vão cem.
E vejam a provocação que acabámos de deixar aqui!
antónio colaço
NOTA

Caso não tenham percebido – é um verdadeiro case study perfeitamente identificado de humildade antinarcísica - esta criancinha aqui retratada resolveu fazer anos, aqui,…ontem. Pronto. Já vêm tarde, mas a gente agradece na mesma!
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WEBANGELHO(Uff!De ler e chorar por mais!)

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Ora, não havendo outros sem a interpenetração de biologia e cultura, é inevitável o diálogo intercultural. O encontro com o outro acontece sempre no quadro da cultura, porque não há outro “puro”, sem cultura. Assim, na presente situação do mundo, em contexto de multiculturalismo, não basta a mera junção de culturas, vivendo umas ao lado das outras e respeitando-se mutuamente. É preciso passar do multiculturalismo da justaposição ao pluralismo cultural interactivo, deixando-se desafiar por uma identidade interrogativamente aberta.
Neste quadro, há hoje a tendência para valorizar sobretudo a diferença: é a diferença que nos enriquece, diz-se. Quem pode pôr essa afirmação em dúvida, quando se percebeu que a identidade é atravessada pela alteridade? No entanto, se podemos entender-nos, é porque somos fundamentalmente iguais.
Como recordava recentemente, em Santa Maria da Feira, num debate sobre o diálogo intercultural, o filósofo Fernando Savater, a semelhança entre os seres humanos é que cria a riqueza e funda a humanidade. Reconhecemo-nos, porque somos semelhantes. Só porque o fundamental é a nossa semelhança é que há igualdade de direitos e só porque não há diferença de direitos fundamentais é que há o direito à diferença. Afinal, “não há ninguém tão convencido da diferença como um racista”.
Claro que, no encontro com o outro, nunca se pode esquecer que o outro é um outro eu e ao mesmo tempo um eu outro, de tal modo que nunca nenhum de nós saberá o que é e como é ser outro enquanto outro, eu outro. Mas o que mais nos interessa é a semelhança, pois, nas diferenças, somos todos humanos, reconhecendo-nos.
Se me perguntam pelo fundamento último da dignidade humana, digo que é a nossa comum capacidade de perguntar. O que nos reúne é uma pergunta inconstruível, sem limites, que tem na raiz o infinito e nele desemboca, sendo as culturas tentativas de formulá-la e perspectivar respostas.
Aqui, assenta a convivência fraterna e digna da Humanidade, reconhecendo todos como humanos. Mas, como também lembrou Savater, inimigos maiores desta convivência são a pobreza e a ignorância. Rejeitamos os pobres, porque metem medo: nada nos dão e obrigam-nos a dar. A ignorância é outra fonte de susto: quando se não reconhece a semelhança, teme-se o diferente.
Aí está, pois, a urgência da solidariedade, assente no reconhecimento da semelhança.
Nesta solidariedade, justiça e caridade têm de abraçar-se. Sobre este abraço, Bertolt Brecht, o famoso escritor marxista, que lia a Bíblia, escreveu estes versos inultrapassáveis: “Contaram-me que em Nova Iorque,/na esquina da rua vinte e seis com a Broadway,/nos meses de Inverno, há um homem todas as noites/que, suplicando aos transeuntes,/procura um refúgio para os desamparados que ali se reúnem.//Não é assim que se muda o mundo,/as relações entre os seres humanos não se tornam melhores./Não é este o modo de encurtar a era da exploração./No entanto, alguns seres humanos têm cama por uma noite./Durante toda uma noite estão resguardados do vento/e a neve que lhes estava destinada cai na rua.//Não abandones o livro que to diz, Homem./Alguns seres humanos têm cama por uma noite, / durante toda uma noite estão resguardados do vento / e a neve que lhes estava destinada cai na rua. / Mas não é assim que se muda o mundo, / as relações entre os seres humanos não se tornam melhores. /Não é este o modo de encurtar a era da exploração.” |
(In, Diário de Notícias,hoje)
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E O PORTO AQUI TÃO PERTO




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WEBANGELHO

A prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas
1. Os que, no século XIX, anunciaram a “morte de Deus” e o fim da religião foram muito precipitados. A interrogação metafísica não se esgota em nenhuma construção filosófica nem a preocupação religiosa se confunde com as suas expressões organizadas ao longo dos tempos. Se a religião estivesse morta, a cascata de reacções às palavras de Casino (13/1/09), do patriarca da diocese de Lisboa, não teria inundado os meios de comunicação. Voluntária ou involuntariamente, D. José Policarpo realizou uma operação de marketing religioso, sejam quais forem os resultados para a Igreja Católica e para a Comunidade Muçulmana, a curto e a médio prazo. Até os possíveis danos colaterais, no campo do diálogo inter-religioso, convergem para aquele princípio pouco respeitável: “Bem ou mal, o que importa é que falem de nós”. No fundo, os muçulmanos conseguiram uma atenção que ultrapassa a sua presença em Portugal. Poderão dizer, à portuguesa, “há males que vêm por bem”. Espero, aliás, que este incidente ajude a intensificar e alargar o diálogo da Igreja Católica, em Portugal, com a população muçulmana. O facto de o catolicismo ser maioritário, no nosso país, não pode servir para não ter em conta as outras religiões. O diálogo inter-religioso é essencial para se deixar interrogar pelo outro, independentemente do número dos interlocutores. Não só porque, onde uns, num país, são maioritários podem ser minoritários noutro. Vale a regra de ouro: fazer aos outros o que desejamos que os outros nos façam. Além disso, a prática da hospitalidade gratuita entre as diversas religiões faz bem a todas. Perde-se a ignorância, o orgulho e, com humildade, podem acolher-se e questionar-se mutuamente.
Que o patriarca tenha desassossegado a comunidade muçulmana, a propósito do casamento de jovens católicas com muçulmanos, por causa dos “sarilhos” em que se podem meter, é um aviso de pastor responsável. Não deveria, no entanto, esquecer o que se passa em sua casa. Seria bom que desassossegasse os seus colegas no episcopado, a começar pelo bispo de Roma, acerca dos sarilhos em que envolveram as exigências da celebração do casamento católico – algumas delas dispensáveis – que leva muitos a ficar, apenas, pelo casamento civil. A relação com o divórcio, com um segundo casamento, com o impedimento do acesso à comunhão eucarística dos recasados, acaba por aumentar o número dos católicos não praticantes. Como os sacramentos são para ajudar e não para complicar, até o próprio Deus deve exclamar: ai o que estão a fazer da graça do matrimónio!
2. Essa questão veio interromper uma outra que já andava na imprensa e, sobretudo, na Internet: as reacções à propaganda ateísta nos autocarros. A moda começou em Inglaterra, passou aos EUA, a Espanha e parece que vai chegar a Portugal. O slogan inscrito nos autocarros, inspirado no cientista ateu Richard Dawkins, é o seguinte: “Deus provavelmente não existe. Deixe de se preocupar e goze a vida”.
A campanha publicitária, agora em andamento por vários países, começou por ser planeada e parcialmente financiada pela Associação Humanista Britânica (BHA) e visava colocar cartazes em 30 autocarros de Londres.
O novo ateísmo militante tem vários protagonistas de nomeada. Um dos mais célebres é Dawkins, autor de várias obras importantes. Através delas, procurou distribuir as seguintes convicções, sintetizadas por Alister McGrath (1): uma visão darwiniana do mundo toma a crença em Deus desnecessária ou mesmo impossível. A religião estabelece proposições que se alicerçam na fé, o que representa um retrocesso face à busca rigorosa e factual da verdade. Para este autor, a verdade está sempre alicerçada em provas evidentes e todas as formas de misticismo ou obscurantismo, baseadas na fé, devem ser rigorosamente combatidas. A religião oferece uma visão do mundo pobre e pouco clara. “O universo apresentado pela religião organizada é um universo medieval acanhado, extremamente limitado”. Inversamente, a ciência oferece uma visão arrojada e luminosa de um universo grande, belo e assombroso. A religião conduz ao mal. É como um vírus maligno que infecta as mentes humanas. Esta não é uma apreciação estritamente científica, uma vez que a ciência não sabe determinar o que é o bem ou o mal: “A ciência não possui nenhum método para decidir o que é ético”. Não obstante, esta é uma contestação profundamente moral da religião, bem enraizada na cultura e na história ocidental e que deve ser considerada com a maior seriedade.
No seu livro, Alister McGrath não procurou fazer uma crítica à biologia evolucionista de Dawkins. As opiniões deste devem ser avaliadas pela comunidade científica no seu todo. Ele enfrenta, apenas, as conclusões gerais deste cientista, em particular as referentes à religião e à história intelectual, domínio sobre o qual tem uma competência especial para se pronunciar, isto é, a problemática, extraordinariamente importante, da transição da biologia para a teologia. Ele é biólogo e teólogo. Voltaremos a este tema, pois, como diz Tomás de Aquino, não é evidente que Deus exista ou não exista.
(1) O Deus de Dawkins, Lisboa, Alêtheia, 2008, p. 21
(In Publico,hoje)
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Ao lado da messe dos Oficiais…
Quis o impulso da ocasião, patrocinado por estar pelas redondezas, providenciar a este que vos escreve uma breve mas rica visita guiada pelos passos do convento de São Bento, nossa Casa da Democracia.
A pretexto de um café ofereceu-se com a simpatia e disponibilidade habituais que dedica aos amigos este bigodes que se apresenta na foto anexa. António Colaço, assessor de imprensa do grupo parlamentar do Partido Socialista vai para… muitos anos, com o desportivismo que se enaltece, recebeu este putativo deputado MEPiano com honras de cidadania completa.
Obrigado pelo cafézinho e pelos votos. Haja quem queira acreditar que os há bons e interessados pelos quadrantes políticos que vamos tendo e haja, já agora, quem esteja disposto a diversificar os votos.

Por falar em MEP, fiquei ontem a saber que há um MEP no Bloco de Esquerda, ignorância da Lusa, distracção do jornalista e da RTP? Seria de bom tom reservar a sigla que é do novel partido para esse mesmo partido. Já é difícil quanto baste conseguir chegar aos ouvidos de quem pretendemos representar quanto mais com estes lapsos. Imaginem que a PSP voltava a representar Partido Socialista Português, agente assim não se entende, não é verdade? Ou para evitar confusão teremos de passar a chamar-nos ME? Ups. Isto faz lembrar qualquer coisa… ME, BE… Cumprimentos aos jornalistas parlamentares, vale amigo Colaço?
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MATINAS


Basílica da Estrela
É só para lhe agradecer, António Colaço. Diáriamente sou leitor do seu Blogue. Frei Bento e Anselmo Borges são verdadeiramente a certeza de que Deus, apesar de tudo, olha por nós.
Duarte Tapadas
NR – Obrigado, Duarte, mas vai ver, um destes dias, que as palavras destes nossos dois amigos nos fazem, em cada dia, compreender, sim, que ” apesar de tudo” somos nós que devemos continuar a olhar para Deus. O problema é que, por vezes, esquecemo-nos. Não é dramático nem devemos penalizar-nos ou culpabilizarmo-nos por isso, ao contrário do que fizeram crer-nos de dentro da própria Igreja, de uma enviezada maneira de conceber a Igreja. Daí o papel de renovação que estes e outros amigos assumem.É o que penso e verdadeiramente acredito. Aliás, Deus dotou-nos, também, com essa coisa maravilhosa chamada “perdão” um precioso instrumento para nos auxiliar a superar todas as nossas contradições e esquecimentos próprios.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Prefiro começar com uma vitória.Dá outro ânimo ao partido.
Pedro Passos Coelho, TSF/DN .18Jan.09
A equipa visitante (Paços Ferreira ao reduzir para 2-1 com Sporting) ainda ganhou ânimo…
RTPN,notícias.
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AINDA O PORTO



A beleza de um intenso e gratuito nevoeiro foi insuficiente para chamar os nortenhos à sua Foz. “Estamos em crise. As pessoas não saem…”
Em contrapartida, e para espanto meu, o Norte Shopping a abarrotar de gente . Filas em várias lojas, nomeadamente, na área dos novos produtos audiovisuais. Cris… quem ousa falar dela?
antónio colaço
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MATINAS

Uma nesga de sol, lá, ao fundo no estuário do Tejo. Hoje, no grande estuário do planeta, Obama pode ser a nesga de Sol. Do Teu Sol.

Ontem, aqui, não houve uma nesga de sol que se visse, para além da que transpareceu do olhar tranquilo de Luís.
Luís, ainda bem que Deus é muito mais misericordioso e compassivo do que nós julgamos e que nos dotou de uma serena inteligência para podermos dizer do seu algoz de ontem ” já não há pachorra para tanto deslumbramento”. “Graças a Deus” que, para a próxima, mudarei de canal.
antónio colaço
NOTA
Hoje é dia de me acontecerem as mais incríveis histórias.Só depois de editado este post é que dei pela “partida” que o meu amigo Rui Branco pregou. Ou seja, pela primeira vez veio cá a casa!!!Não habia nexexidade daquela foto, aqui mesmo a meus pés, meu caro Rui.Aqui entre nós que ninguém nos …lê, as audiências já estão tão por baixo…Obrigado e volta sempre!
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OBÂNIMO

Ânimo, senhor Presidente!
antónio colaço

ÂNIMOS EXALTADOS ESPECIAL!
Pode ser que o optimismo lhes dê (aos americanos) algum ânimo.
Luis Costa Ribas, SIC.
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MATINAS

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WEBANGELHO

De um amigo da ânimo, o Pe Vitor Gonçalves, com muito gosto, este oportuníssimo WEBANGELHO (para o qual esbocei um primeiro Saulo, Saulo, por que me persegues? que integrará exposição a anunciar em breve!):
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
CONVERSÃO DE SÃO PAULO Ano B
E o Senhor disse-me:
‘Levanta-te e vai a Damasco;
lá te dirão tudo o que deves fazer’.
Act 22,10
Sinais de pista
Quando penso em S. Paulo frequentemente o imagino em movimento. Incansável. A pé, a cavalo, de barco, por estradas e a corta-mato; e quase o vejo apanhar um comboio, um avião, ou mesmo uma nave espacial, tal é o dinamismo que a sua vida nos imprime. E mesmo quando está em algum lugar também tem o coração e a mente presentes em outras comunidades a quem escreve as suas calorosas cartas. Para os limites de comunicação do século I ele é um fenómeno de globalização. Tem uma sede insaciável de que todos possam conhecer e amar Jesus, de que as comunidades sejam um sinal vivo da Boa Nova em acção.
Na experiência luminosa da estrada de Damasco maravilha-me a identificação de Jesus com os seus amigos perseguidos, mas também a surpresa de não revelar imediatamente a Paulo o que quer que ele faça. Há sempre um mistério em cada chamamento. Algo que só o caminho irá revelando. Como naquela inesquecível definição de vocação que aprendi no Seminário de S. Paulo de Almada: “A vocação é um itinerário com sinais de pista. Cada sinal leva ao sinal seguinte, sem nunca se saber o termo definitivo”. Não vos enchem de “formigueiro” estas palavras? Pois a mim enchem! Ainda que nem sempre veja o horizonte, acredito na luz que permite dar pequenos passos; ainda que nem sempre entenda os sinais, acredito na mão pousada no meu ombro que fortalece a minha esperança! Pois é, Deus não dá mapas, mas é generoso em sinais!
Ficamos pobres quando “arrumamos” facilmente as nossas procuras, quando não valorizamos o esforço em ler os sinais que raramente são evidentes. Não se trata de um trabalho de adivinhação, de “cartas ou búzios” que se lançam para algum vidente “ler” o futuro ou o passado. É mais a responsabilidade que Deus nos oferece de vislumbrar no quotidiano o seu projecto de felicidade. Um projecto aberto, que não tem um caminho único (ou tem, mas é um caminho especial que se chama Jesus Cristo!), e que cresce na medida em que temos a coragem de sonhar o que parece impossível. Podemos ajudar-nos a compreender os sinais mas ninguém pode dar os passos em vez de nós. Podemos “ser conduzidos até Damasco”, mas daí em diante, o risco e a confiança serão os companheiros de vida. Como S. Paulo, que não deve ter imaginado em que aventura ia embarcar!
Viajamos mais facilmente, comunicamos à velocidade de um click, mas continuamos a ter de dar resposta aos sinais. O medo e a rotina tentarão prender-nos, a segurança e a prudência atrasar-nos, mas se tivermos um pouco da centelha de S. Paulo, que “viagens” não escreveremos nós?
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DOÇURA CAPUCHINHA

“Claro que animo os casais casados a rezar para que eles tenham uma vida sexual boa e feliz. Para mim, este é um meio de se aproximar de Deus”, declara o monge de 43 anos.
“As pessoas ficam um pouco surpresas no início, mas agradavelmente surpresas”, destaca Knotz, que fez, como monge, um voto de castidade.
O religioso atende hoje a mais de 3.000 casais de fiéis católicos na Polônia desde 2000, com uma benção tácita de seus superiores. A iniciativa é tão popular que sua agenda está cheia até o ano que vem.
“Se você acredita em Deus, acredita que Deus está presente na vida, no amor, no matrimônio e na sexualidade. Parece natural falar de sexo, e eliminar alguns tabus e manchas do pecado”, declara o monge, que vive no monastério dos capuchinhos em Stalowa Wola, sul da Polônia.Autor de um livro chamado “O ato do matrimônio”, o padre Knotz tem desde 2004 um site http://www.szansaspotkania.net (a sorte do encontro) em duas versões, polonesa e inglesa.
O monge admite que a educação tradicional da Igreja católica sobre o sexo apresenta fragilidades, mas rapidamente acrescenta que seus conselhos sexuais são reservados a casais heterossexuais que contraíram matrimônio.
No capítulo “A teologia do orgãos”, o capuchinho compara o momento supremo do ato sexual com o encontro com Deus no céu.
“O amor de um casal casado, manifestado no sexo, aproxima o corpo humano do céu. O êxtase de uma relação sexual pode ser comparado à alegria da vida eterna”, afirma.
“É por isso que este ato conjugal permite aos esposos começar a entender a doçura do encontro com Deus”, acrescenta o padre Knotz.
O religioso insiste em uma “comunicação boa e aberta entre os casais”, necessária para alcançar os orgasmos celestiais, e incentiva os maridos a darem tempo suficiente às mulheres para satisfazê-las plenamente.
A seus críticos, que o acusam de falta de experiência pessoal, o padre Knotz respondeu: “Não precisais padecer de uma doença do coração para ser cardiologista, nem ser alcoólatra para se tornar terapeuta”.
O monge explicou que encontrou sua inspiração na abertura do olhar de sua família e nos ensinos do Papa João Paulo II, que tratou pela primeira vez o tema da sexualidade em um folheto publicado na Polônia em 1960 sob o título “Amor e responsabilidade”.
Kasia e Jan Paluszewski, ferverosos católicos casados há 18 anos e pais de três meninos, de 16, 13 e 3 anos, afirmam que os conselhos do padre Knotz “reforçam e esclarecem” sua vida sexual e sua espiritualidade. “Ele escuta realmente os casais e é por isso que ele nos entende bem”, diz Jan Paluszewski, um técnico de informática de 46 anos.
nota
Este take da AFP é publicado na sequência de um artigo hoje editado pela revista Focus e intitulado “Kamasutra Católico“. Como se vê, o nosso amigo Capuchinho não está com meias medidas e as resistências que encontrou, aos poucos, transformaram-se em significativas alteracções na vida dos casais que o procuram.
Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, perguntamos: E por que não? Até quando vivermos condicionados por ideias negativistas que nos impedem de olhar para o nosso corpo como um todo, como obra prima d’Aquele que nos criou e que, no final da Criação, olhando para a sua obra-prima, citando o Pe Anselmo ” viu que era bom“?!
Uma lufada de ar fresco no melhor espírito do ” Pelo Irmão Corpo, Louvado Sejas, oh, Meu Senhor, de Francisco de Assis.
antónio colaço
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MATINAS

Às vezes recorro a Ti, já no meio da tempestade,implorando-Te que, qual guarda-chuva sempre a jeito, me protejas. Quero perdoar-me, com o perdão de que me dotaste, por insistir no Deus bric-a-brac, que sei detestas ser, sempre que me esqueço que, depois de todas as tempestades, vem sempre a Tua bonança.
antónio colaço
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SAUDADES DE CARDIGOS

TENHO SAUDADES DE CARDIGOS!
Quando eu era pequenina sonhava em ter uma casa grande,
Uma família unida, como tinha naquela altura.
Sonhava em ter muitos filhos para encher essa casa.
Quando era pequenina eu sonhava em ter um jardim com muitas árvores para fazer uma casa na árvore como tinha na casa do Avô, queria ter uma família grande para, na noite de Natal, rodarmos e cantarmos à volta da fogueira grande da Praça fria.
Oh! Como eu tenho saudades desses Natais, em Cardigos, na casa do Avô…

Corríamos pelos campos que o Avô cedia generosamente, às famílias numerosas de ciganos (nómadas) e assistíamos às suas festas e rituais, eram mágicas as férias do Natal em casa do Avô.
Tenho saudades de andar pela adega e de me esconder por entre as numerosas pipas de vinho que eram três vezes maiores do que eu, tenho saudades de ver os Homens da aldeia, no lagar, enquanto cantavam e pisavam as uvas fazendo um belo vinho que a Avó Titina punha açúcar porque fazia bem ao coração.
Tenho saudades de ir dar palha ao macho, dos passeios pelo Vale da Lagoa, pelo Vale Fagundes, em cima da carroça do macho com o Tio Manel, sempre a tocar guitarra e a cantar, tenho saudades da apanha da azeitona, de apanhar castanhas e de me picar para lhes tirar a casca, tenho saudades de apanhar morangos da terra, todos muito alinhados, sentir o seu maravilhoso cheiro, passá-los pela água do furo e comê-los.
Tenho saudades da Ilda que se atormentava com os “seus meninos” e que, ainda hoje, tem 42 anos, nem ela nem ninguém sabe o ano ou dia em que nasceu, por isso passou a ser dia 1 de Janeiro, o primeiro dia do ano para não se esquecer.
Tenho saudades de ouvir a Tia Guida a pedir para não corrermos nem pularmos na camarata dos rapazes, pois o lustre da sala de jantar podia cair, tenho saudades do cheiro da cera amarela do chão encerado da casa do avô, das noites de Consoada em que nos juntávamos na cozinha para ver as mulheres fazerem as melhores filhós.

Última ceia, na Portugália, com o nosso saudoso Zé Mário.
Tenho saudades do tio Zé Mário, meu padrinho querido, das suas barbas negras, das suas gargalhadas e das histórias que ele contava.
Tenho saudades de ver o Tio Gérard a andar pelo seus próprios pés, sem precisar de ajuda de ninguém, de o ver na porta para o quintal a dar-nos adeus com um sorriso nos lábios, lembro-me de o ver com alguma agilidade a apanhar pinhas no pinhal.
Tenho saudades de ver a Tia Nucha sempre preocupada com todos, de subirmos para o telhado, às escondidas de todos, e sentarmo-nos nas velhas telhas a fumar os primeiros cigarros e a falarmos dos primeiros namorados, tenho saudades da minha família, dos meus primos, tenho saudades de como éramos uma família unida enquanto o Avô foi vivo.
Enquanto não houve partilhas.
Tenho saudades de irmos todos juntos escolher o melhor e maior pinheiro para Árvore de Natal, de arrancarmos das pedras dos muros o musgo para o presépio.
Tenho saudades dos doces caseiros, do cheiro da terra molhada, das pedras da calçada, de ver a chuva em carreiros como só em Cardigos vi. Tenho saudades de ouvir o som de um carro e vir a correr para a porta ver de quem era, era tão raro passarem carros em Cardigos.
Tenho saudades de brincar na casa da árvore… tenho saudades de ir à camioneta que chegava de Lisboa, ás 19h, para irmos comprar o jornal do dia anterior. Era tão estranho e tão maravilhoso viver em Lisboa e passar férias em Cardigos…era tudo tão diferente, tão calmo…tenho saudades de me chamarem para a mesa quando ainda havia horas certas para almoçar/jantar
Tenho saudades de ver a minha Mãe sorrir e de rir com gosto.
Tenho saudades…muitas saudades… dos tempos vividos em Cardigos.
Hoje, passados muitos anos, tenho saudades de já não ter uma casa secular em Cardigos.De já não ter um Avô, nem uma Avó…Tenho saudades…
Tenho saudades.
Maria Freire
NOTA – Meu caro Zé Mário Tavares, com que alegria nos olhos nos falavas dos teus sobrinhos. Toma, lê, vê, agora, como eles falam de ti. É um texto com a vila de Cardigos inteira, bem dentro de si. Até arrepia. Parabéns, Maria Freire, que, em boa hora, tropeçou neste cantinho e na nossa eterna dedicação ao Tio Zé Mário. A Maria pode ser lida em
http://petalacaida.blogspot.com.
antónio colaço
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VÉSPERAS

Basílica da Estrela, há minutos.
Embrulhados no aconchego das Tuas neblinas.Onde o frio, onde o calor?
Apenas e sempre a eternidade do Teu Amor.
antónio colaço
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MATINAS

Renascidos das cinzas, ainda meio adormecidos do prolongado sono outonal, ei-los, os pampilhos, desaguando, para nosso encantamento, na foz dos nossos desesperançados dias.Obrigado, pela Primavera que, assim, nos anuncias.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

E então, como é que estão os ânimos aí na Qimonda?!
Alberta Marques Fernandes, RTPn
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WEBANGELHO

ÉTICA E RELIGIÃO NA ECONOMIA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Perante o estrondo da crise financeira, que está a chegar, avassaladora, à economia real, há da parte de muitos um enorme apelo à ética e aos valores na finança, na empresa e na economia em geral.
Há vantagens nisso, como diz Josef Wieland, professor de Ética: os valores éticos trazem enormes bens à empresa, como, por exemplo, a segurança jurídica; “a reputação da empresa aumenta e ela acaba por receber os melhores e mais motivados colaboradores”. É preciso ter em conta que a corrupção vai recuar e “as regras éticas defendem em todo o mundo os empresários da prisão”.
Não é por acaso que são esperados quatro mil participantes no sexto congresso cristão de empresários e gestores, que se realiza em Düsseldorf, Alemanha, de 26 a 28 de Fevereiro próximo, sob o lema Avançar para a Chefia com Valores. Isto não significa de modo nenhum que a ética empresarial seja um exclusivo dos crentes, mas a fé tem de ter influência no mundo dos negócios.
Na Alemanha, 66% dos empresários dizem acreditar pessoalmente em Deus e, segundo impulse, revista para empresários, no seu número de Janeiro, a união de empresários católicos atingiu o número histórico de mais de 1200 membros e, no caso dos empresários protestantes, o número multiplicou-se em poucos anos por dez, sendo agora 600.
Segundo uma sondagem da Forsa, as normas éticas e morais desempenham um grande papel para 50% dos empresários alemães, sendo interessante verificar que essa normas são mais importantes para os empresários protestantes (58%) do que para os católicos (47%). Segundo a mesma sondagem, da fé derivam deveres: responsabilidade pelos trabalhadores (71%), sinceridade, justiça, lealdade (31%), decisões socialmente compatíveis (18%) e há limites morais para o rendimento pessoal: católicos (62%), protestantes (42%), sem confissão religiosa (56%), empresários em geral (52%).
Haverá contradição entre a fé em Deus e a maximização do lucro? Os crentes em geral respondem: sim (28%), não (68%). Os passos da Bíblia mais citados pelos empresários crentes são: “ama o teu próximo como a ti mesmo”, “o Senhor é o meu pastor” e os dez mandamentos.
Segundo o bispo Wolfgang Huber, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, a maximização do lucro e o amor do próximo podem ser compatíveis: “a Igreja não é estranha à realidade”. A responsabilidade económica precisa de ter os pés assentes na terra e a proximidade ao Homem. A presente crise financeira não pôs em causa a economia social de mercado. De qualquer forma, o sistema desequilibrou-se e é preciso corrigi-lo. Quanto à justiça, há um critério importante: “As diferenças na sociedade devem estabelecer-se de tal modo que também as pessoas que se encontram no fundo da escala possam estar convencidas de que o sistema em geral é justo e lhes é favorável também a elas.”
Dos debates tensos de Gerd Kühlhorn com os empresários para impulse, resultaram dez mandamentos para os empresários cristãos, que “talvez sejam um pouco simples, mas certamente mais claros do que todos os fanfarronantes Codes of Conduct”. Aqui ficam:
1. Trata dos negócios de tal modo que a tua empresa tenha um bom lucro. 2. Sê justo com os teus parceiros de negócio. 3. Mostra estima pelos teus colaboradores. 4. Faz negócios prospectivamente e assegura o futuro da tua empresa. 5. Procura parceiros que como tu acreditem em Deus. 6. Cultiva a humildade. 7. Coloca os teus talentos e recursos ao serviço dos outros. 8. Não te percas no trabalho. 9. Reconhece que a tua empresa não te pertence a ti, mas a Deus. 10. Respeita todos os que não partilham a tua fé.
No fundo, como diz o bispo W. Huber, encontramo-nos num “ponto de viragem”. A confiança é “um capital tão importante para a economia como o dinheiro”. Por isso, é preciso que os empresários estabeleçam “um equilíbrio entre a eficiência económica e as consequências sociais do negócio empresarial”.
Afinal, a economia não é fim em si mesma, pois é o Homem que tem de ocupar o centro. Daí, como lembrou Martin Buber, o sucesso não ser “um dos nomes de Deus”. A solidariedade, sim.
In, Diário de Notícias,hoje
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WEBANGELHO

Evolução e fé religiosa não são incompatíveis
25/01/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Antes, dizia-se que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral. Agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo
1.Diante da promessa do meu texto no domingo passado, alguém teve a amabilidade de me aconselhar a não voltar ao tema: isso só poderia servir a propaganda antiteísta que pretende divulgar a ideia de que as religiões são a origem de todos os males e de que, suprimida a ideia de Deus, as religiões caem irremediavelmente por terra e começa uma era limpa de enganos milenários. Quando, em 1975, me convidaram a visitar o museu do ateísmo em Leninegrado, declinei o convite. A simples ideia de um tal museu deu-me imensa vontade de rir e preferi mais tempo para as maravilhas do Hermitage. Não ignoro que o ateísmo tem, na história do Ocidente, diversas expressões literárias e filosóficas. Hoje, não falta quem julgue que a própria ideia de Deus é uma pseudo-ideia. Há expedientes simplistas para evitar a palavra entre religiosos e ateus: que importa aos crentes que os outros não acreditem e vice-versa? Cada um que guarde, para si, as suas convicções, seguindo a velha consigna: aqui, de política e de religião, não se fala. A situação real talvez não se resolva com esse expediente. Se antes, em algumas sociedades, se dizia que uma pessoa sem Deus era alguém sem moral e uma ameaça para a sociedade, agora, são os antiteístas que vêem nos crentes um perigo para a ciência, para o progresso, para a felicidade, uma raça a extinguir. Para uma situação destas, é preciso algo mais do que um apelo à tolerância e ao respeito pelos direitos humanos. Em muitas situações são precisamente estes que não são reconhecidos. Por outro lado, seria ridículo supor que o mundo está a caminho de uma comunidade guiada só por critérios científicos que avaliam o que está certo ou errado. Face à complexidade da condição humana e à morte, a inteligência encontra-se diante de questões e fenómenos misteriosos – não apenas enigmas – que a razão não pode controlar. A crença talvez não esteja tão em crise como se diz. Para dar um sentido último à aventura humana, o corpo essencial de doutrina das grandes religiões parece ter longos dias pela frente.
2.A tomada de posse de Barack Obama foi, como estava previsto, político-religiosa: juramento da Constituição e mão na Bíblia. Ninguém pensa que isso tenha, por si mesmo, um resultado político e religioso automático. Pedir a Deus ajuda e bênção para os EUA não garante, só por si, que o presidente respeitará o desígnio da Constituição e, quanto à Bíblia, há, nessa biblioteca, de tudo para todos os gostos. Com o mesmo juramento, Bush foi uma desgraça mundial e aguardo que o novo Presidente não ajude nem permita desgraças como foram a invasão do Iraque e a matança de Gaza. Tornou-se, no entanto, evidente que a autenticidade humana, política e religiosa, manifestada no seu itinerário até à tomada de posse, suscitou uma fé e uma esperança colectivas, um desígnio comum, uma vontade de vencer a crise, como um serviço a toda a América e ao mundo. Um sentimento religioso, transcendente e humano percorreu esse dia.
3.Voltando ao ponto em que deixei o texto do domingo passado, não me parece que a ciência de R. Dawkins vá substituir a religião. Como dizia o poeta Eliot, “não há nada neste mundo ou no outro que possa ser substituto de outra coisa”. Já referi a obra de resposta de Alister McGrath a Dawkins que termina com um convite: “Temos muito a ganhar com um debate comum, cordato e rigoroso. A questão acerca da existência de Deus – e como será Deus se existir – mantém ainda toda a sua importância intelectual e pessoal nesta época pós-Darwin. Encontramos mentes fechadas de ambos os lados da barricada. Os cientistas e os teólogos têm muito a aprender uns com os outros”. Foi, aliás, nesse processo, que este biólogo passou de ateu a cristão, sentiu a necessidade de se doutorar em Teologia e, sem deixar a prática científica, tornou-se padre da Igreja anglicana.
Para superar este abismo entre as mentes fechadas, fundamentalistas, de ambos os lados, um outro biólogo, presidente da American Association for the Advancement of Science, Francisco J. Ayala (1), escreveu uma obra, mostrando que não há contradição necessária entre a ciência e as crenças religiosas. “A ciência procura descobrir e explicar os processos da natureza: o movimento dos planetas, a composição da matéria e do espaço, a origem e a função dos organismos. A religião trata do significado e propósito do universo e da vida, as relações apropriadas entre os humanos e o seu criador, os valores morais que inspiram e guiam a vida humana. A ciência não tem nada a dizer sobre essas matérias, nem é assunto da religião oferecer explicações científicas para os fenómenos naturais. (…) O Deus da revelação e da fé cristã é um Deus de amor, misericórdia e sabedoria”. Como se dizia na antiga Missa, o Deus que alegra a minha juventude.
Ayala, no balanço final do seu percurso, verifica que “a evolução e a fé religiosa não são incompatíveis. Os crentes podem ver a presença de Deus no poder criativo do processo de selecção natural de Darwin”. Era esta, aliás, a convicção do próprio Darwin.
(1) Francisco J. Ayala, Darwin y el Diseño Inteligente, Madrid, Alianza, 2008
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PASSEIO COM ASAS

Linha da Beira Baixa, Ortiga.

Surpreendido por quase meio quilómetro de um bando de aves de médio porte (ignoro identificação!) descendo o Vale do Tejo.

Vindas não sei de que recessão, afinal, a nossa, ainda dá para banquete real!

Uma lente mais potente e veríamos o adivinhado festim de …peixe?
antónio colaço
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VÉSPERAS

Mação, há minutos.
Já não corremos para a rua mal a chuva pare para fazermos regatos e barragens… e as ruas da nossa infância nem sequer conheciam o empedrado luxo das calçadas.
Obrigado por crescer e Tu, sempre a veres.
antónio colaço
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leituras.DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR

Alberto Vasquez
DEIXAR DE QUERER PARA COMEÇAR A AMAR
Todos os seres humanos desejam ser queridos. Mas, quantos amam realmente? O verdadeiro amor actua como um alquimista: converte a ambição em altruísmo e transforma o sofrimento em felicidade.
Borja Vilaseca
Talvez seja pela intensidade do frio ou, quiçá, por uma simples questão de tradição, mas o certo é que Janeiro é o mês preferido pelos espanhóis para reflectir sobre como marcham as suas vidas. Depois da ressaca natalícia muitos se refugiam no calor dos seus lares para fazer balanços e fixar os clássicos propósitos para o ano novo.
Deixar de fumar. Estudar inglês. Perder peso. Ir ao ginásio. Estas são algumas das promessas mais comuns. E dado o difícil que nos parece mudar de hábitos damos por concluído que o mais importante é tentar. Pelo menos, sempre podemos repetir no ano que vem.
Em paralelo, um novo propósito está emergindo no coração de mais seres humanos.Trata-se de uma promessa bastante menos concreta e muito mais intangível. Diferente de outras, não sai a pronunciar-se, pois consiste numa prática pacífica e silenciosa. É o maior dos compromissos que podemos fazer connosco próprios e cumpri-lo não requer conselhos nem estudos. Está acima de qualquer outra meta. Agora mesmo, pelo menos, uma pessoa acaba de propor-se a aprender a amar. .
O AMOR É O CAMINHO
“Enquanto que o sábio assinala a Lua, o néscio olha para o dedo”
(provérbio chinês)
Que viemos a este mundo para aprender a amar é uma verdade ancestral. Descobriu-se antes de ter começado a história da filosofia. Zoroastro (630-550, ac), Mahavira(599-527,ac)Lao-Tsé(570-490,ac)Buda (560-480,ac),Confúcio(551-479,ac),Sócrates(470-399,ac),Jesus Cristo (1-33).
Todos os grandes sábios da humanidade cujos ensinamentos deram origem a instituições religiosas que conhecemos, hoje em dia, disseram essencialmente o mesmo: Amar os outros é o caminho que leva os seres humanos à felicidade.
Ainda que muitos outros tenham seguido pregando com o seu exemplo sobre o poder transformador do amor, passam os anos, as décadas e os séculos e a grande maioria dos seres humanos seguimos sem saber amar.. A prender isso não entra nos planos do nosso processo de condicionamento familiar, social, cultural, religioso, laboral, político e económico.
Como estudantes fazem-nos memorizar o inimaginável. Logo, preparam-nos para ser profissionais produtivos. Porém, esquecem-se do mais básico. Assim é como entramos no mundo: sem saber gerir a nossa vida emocional. E se o êxito não é a base da felicidade esta, sim, é que é a base de qualquer êxito. Pelo contrário, desde pequenos nos fazem crer que o mundo está cheio de gente malvada. Que não há que confiar nos desconhecidos. Que o importante é ocupar-se de si mesmo.Assim, o medo, a frustração e o ressentimento vão passando de geração em geração, criando uma cultura baseada na desconfiança, na resignação e na insatisfação.
PARA ALÉM DO CONDICIONAMENTO
“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente .
Jiddu Krishnamurti
A perversão da natureza humana chegou a um ponto que ao longo deste processo de condicionamento também escutamos que a bondade é sinónimo de estupidez, pois alguém sempre acaba por arrepender-se das suas boas acções, e que amar-se a si próprio é uma conduta egoísta, própria de um narcisista. Daí que falar do amor ao próximo soe a ridículo.
Estejam certas ou não, todas estas crenças modelam a nossa percepção do mundo e influenciam a nossa forma de nos relacionarmos com os demais e connosco próprios. E não se trata de culpar a ninguém, e sim responsabilizarmo-nos do nosso processo de mudança e crescimento. O que está em jogo é a nossa liberdade para decidir quem podemos ser. E aqui não há mestres, somente espelhos onde nos vemos reflectidos. Em última instância, deixar de existir como bichos do mato só depende de nós próprios.
O correcto consiste em questionar as nossas crenças, por mais que atentem contra o núcleo da nossa identidade. Daí que esta aprendizagem surja como uma iniciativa pessoal, um compromisso a longo prazo em que a conquista do verdadeiro amor se converte no caminho e na meta..E não se trata de uma moda passageira. O auto-conhecimento e o desenvolvimento pessoal são processos cada vez mais aceites pela sociedade. Ao haver tanta oferta (livros, estudos) e tratando-se de um assunto tão íntimo e delicado, a sua utilidade dependerá do bem que saibamos eleger.
OS INIMIGOS DO AMOR
“O amor é a ausência de egoísmo”
Erich Frromm
Segundo as leis da evolução, tudo começa com o conhecimento (informação verídica).Logo, vem a compreensão (experiência pessoal). Só assim é possível aceitar (deixar de reagir negativamente frente ao que sucede) para poder finalmente amar (dar o melhor de nós próprios em cada momento). Por esse andar teremos de vencer o nosso maior inimigo: nós próprios (o nosso mecanismo de sobrevivência emocional mais conhecido como ego). Para consegui-lo é preciso ser sinceros (não auto-enganarmo-nos), humildes (reconhecer os nossos erros),valentes (atrevermo-nos a emendar-nos) e perseverantes ( comprometermo-nos com o nosso processo de aprendizagem).
O medo ( de que nos façam mal), o apego (de perder o que temos), e a ira ( de não conseguirmos o que desejamos) esperam-nos na volta da esquina. Um pouco mais longe esconde-se a nossa ignorância ( o desconhecimento da nossa própria natureza), a causa última do nosso egoísmo ( a tendência antinatural que corrompe os seres humanos) que é precisamente o que nos impede de amar, que é a nossa essência. Igual a que não temos que fazer nada para ver é não termos que fazer nada para amar. Tanto a vista como o amor são atributos naturais e inerentes à condição humana. O nosso esforço consciente deve centrar-se em eliminar todas as obstruções que enevoam e distorcem a nossa maneira de pensar, sentir e ser, como o stress, a negatividade, o victimismo, o ódio, a desconfiança, a vaidade, a inveja, a arrogância, a preocupação, a intolerância, a cobardia, a avareza, a indolência, o orgulho, a impaciência, a culpa, a tristeza…
DIFERENÇA ENTRE QUERER E AMAR
“O amor é o único que cresce quando se reparte”
Antoine de Sant Exupéry
Todos os vícios da mente são fruto de interpretar de forma egocêntrica a realidade, uma atitude impulsiva e inconsciente que nos impede de aceitar o que acontece tal como acontece e de aceitar os outros tal como são. Esta é a causa de todo o nosso sofrimento, que, além do mais, nos encerra num círculo vicioso muito perigoso. Para poder amar, primeiro temos que albergar amor no nosso coração.
Neste caso, o problema é em si mesmo a solução. O primeiro que devemos saber é o que é o amor. Não aquele a que estamos acostumados e sim o amor de verdade. Porque uma coisa é querer e outra muito diferente é amar. Querer é um acto egoísta: é desejar algo que nos interessa, um meio para chegar a um fim. Amar, ao contrário, é um acto altruísta, pois consiste em dar, sendo um fim em si mesmo. Queremos quando sentimos carência. Amamos quando experimentamos plenitude. Enquanto que querer é uma atitude inconsciente, relacionada com o que está fora do nosso alcance, amar surge como consequência de um esforço consciente que nos faz centrar-nos no que depende de nós próprios.
Quando alguém ama não culpa, não julga, não critica, não se lamenta. Os que amam experimentam deixar um ar de alegria, paz e bom humor em cada interacção com os outros, por muito breve que seja. Amar também é aceitar e apoiar as pessoas mais conflituosas, porque são precisamente as que mais precisam. Amar de verdade é sinónimo de profunda sabedoria, pois implica compreender que não existe a maldade, e sim a ignorância e a inconsciência. O paradoxal é que o amor beneficia primeiramente ao que ama, não ao amado. Assim, o amor salva e revitaliza a mente e o coração de quem o pratica. Por isso recebemos tanto quando damos.
TODOS SOMOS UM
“Creio que a verdade desarmada e o amor incondicional terão a última palavra”.
Martin Luther King
Para sabermos se aprendemos a amar, temos, apenas, de dar uma vista de olhos à nossa forma de comportamento com os outros. Não é em vão que a relação que mantemos com todas as pessoas que fazem parte da nossa vida é um reflexo da relação que cultivamos connosco próprios. Como expressa o filósofo Dário Lostado “Se não te amas a ti, quem te amará? Se não te amas a ti a quem amarás?”
Ao darmo-nos conta de que o que fazemos aos outros nós fazemo-lo a nós próprios, primeiro, tomamos a consciência do estreitamente unido que estamos todos os seres humanos. As etiquetas com que subjectivamente descrevemos e dividimos a realidade são só isso, etiquetas. E por muito úteis e necessárias que sejam para utilizá-las, no dia a dia, não devem separar-nos da nossa verdadeira natureza: o amor incondicional.
Iguais às árvores que oferecem os seus frutos quando crescem em óptimas condições, nós, os seres humanos emanamos amor quando nos libertamos de todas as nossas limitações mentais. Daí que, se queremos saber qual é asmelhor atitude que podemos tomar em cada momento, temos, simplesmente, de responder com as nossas palavras e acções à seguinte pergunta: que faria o amor frente a esta situação?
adenda
PERDOAR É UM ACTO DE AMOR
Quando culpamos os outros por aquilo que nos sucedeu e os responsabilizamos pelo nosso sofrimento, podemos cair nas garras de um inimigo muito mais subtil e perigoso: o rancor. Para evitar continuar a causar-nos dano é necessário aprender a perdoar, um acto que reflecte amor e humildade, que põe fim a todo o nosso mal-estar. Dado que não podemos mudar o que nos acontece na vida, podemos mudar a nossa atitude, o nosso olhar sobre esses acontecimentos para reinterpretar o seu significado de uma forma mais objectiva. Assim, deixar-nos-ão um melhor sabor na boca.
El País Semanal, 18,Janeiro,2009
nota
Era um texto que, dia a dia, me propunha traduzir e tornar acessível. O ânimo, aquilo que entendo possa contê-lo, defini-lo, de alguma forma, aqui prontinho a servir à mesa dos nossos tantos desalentos, das nossas infinitas melancolias, das nossas íntimas …recessões!
Valeu a pena o trabalho, apesar de algumas lacunas do tradutor que o escriba não é.
antónio colaço
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SOL E CHUVA DE MÃOS DADAS

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abrantes SAÍDAS & REGRESSOS

Abrantes, Quanto Antes foi o mote que criei para a primeira campanha presidencial de Nelson Carvalho. Nelson está de saída.Ponto final.

Helena Bandos, não pára. Ela e o seu Grupo de Teatro Palha de Abrantes estiveram de regresso no passado fim de semana, em Sardoal. Não estivemos lá. Aqui fica o texto anúncio que divulga a peça. Alguém que os contacte:
“A Caixa”, peça de teatro escrita por Prista Monteiro e levada à cena pelo Grupo de Teatro da Associação “Palha de Abrantes”, com encenação de Maria Helena Bandos, foi apresentada no Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal, no passado sábado, dia 24, pelas 21h30m.
A entrada foi livre e a representação integrou-se num intercâmbio entre o GETAS e a Associação “Palha de Abrantes”, com o apoio do Município Sardoalense.
Tudo se passa num típico bairro de Lisboa. Nesse bairro vive um Cego, o qual sobrevive das esmolas recolhidas diariamente pelas ruas da cidade. Para além das esmolas serem a sua única fonte de alimento, ainda tem que as redistribuir por uma filha e por um genro. A filha para além de se ocupar das tarefas domésticas ainda engoma roupa para fora, enquanto o marido é um marginal desempregado, tal como os seus amigos, vive à custa da caixa do Cego. Até que um dia a caixa é roubada, tal como já tinha acontecido há uns tempos atrás. Motivo suficiente para que haja um grande conflito que acaba em tragédia.

O meu amigo Pedro Marques está de regresso. Apesar das divergências, saúdo o seu regresso à blogosfera. Sim, porque à política, está tudo dito. O Pedro é daquelas almas que não estão no sítio certo à hora certa. Sou dos que o gostava de ver a enfrentar o desafio democrático da sucessão abrantina. Disse enfrentar. Um abraço, Pedro.
antónio colaço
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MANUEL DIAS.A SORTE GRANDE DE UMA CIDADE.

Dizias-me, Manel, há uma vintena de anos, quando parava a Zundapp municipal frente ao teu quiosque, para te desejar os bons dias, antes de me fazer aos mil abrantinos caminhos ” lá vai o vendedor de sabonetes! Mas quando é que eles abrem os olhos e te põem a fazer aquilo de que verdadeiramente és capaz?!..”
Manel, que tinhas sido homenageado, disseram-me. Nada ouvi dizer. E por que deveria? De facto, uma coisa é comemorar os anos de uma vitória eleitoral e, de passagem, toma lá um abraço e vai-te com Deus, outra coisa, Manel, é convocar o povo todo porque tu és o motivo da festa!
Para mim, Manel, a melhor homenagem que te posso fazer é exigir-te que te mantenhas bem vivo no teu quiosque da nossa querida e “fresca” Abrantes.
Manuel Dias, tu és a nossa Santa Casa, tu és a nossa Sorte Grande. Tu sais-nos em sorte todos os dias, a nós, os teus amigos que te queremos bem, que apostamos em ti, todos os dias.
Obrigado, Manuel Dias, por nos perfumares* os dias com a tua coerência! Hoje, em homenagem ao empenhado Deputado Constituinte que também foste, vou andar nesta tua casa com a tua e nossa Abrantes ao peito.

Obrigado, Manel, por me deixares ser teu Amigo!
(*Não me escapas!Esta é para te retribuir a dos sabonetes, meu querido amigo!)
antónio colaço
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MATINAS


Basílica da Estrela
Demoro tanto a fazer-Te entre nós, bem dentro de cada um de nós. Por que será que desde os primórdios insistimos em ver-Te nas nuvens, envolvendo, em dias de nevoeiro, as cúpulas dos templos que Te dedicámos, quando o que querias, e queres, é que, simplesmente, te tenhamos como companheiro. Obrigado, pela Tua paciência.
antónio colaço
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ATÉ MAIS LOGO, SILVINO

A última vez que pude contar com o teu apoio foi na luz verde que também deste para as 25 horas em directo da Galeria Municipal de Abrantes, para a Rádio Tágide.Desde quando é que o derradeiro minuto, aqui, deixa de nos surpreender ? Agora, para ti, a rádio, e também os teus jornais, já estão Eternamente no ar! Obrigado, Silvino. Ah! Seguramente que já mataste as saudades com muitos dos nossos mais idosos a quem deste a voz.
antónio colaço
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MATINAS

Por que é que não falam de nós nestes enregelados dias de Janeiro? Sim, também nós nos deslumbramos com o nosso violáceo traje de Abril, mas, oh António, assinalado pelo seu punho, a nossa verdejante copa verá a sua auto-estima subir e, … certamente que, em Abril, em azul iremos retribuir.
antónio colaço
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MATINAS

Tantas nuvens, um Sol, o Teu Sol, apenas.Obrigado.
antonio colaço
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WEBANGELHO

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
In,Diario de Notícias,hoje |
No seu número de Janeiro, Philosophie Magazine consagrou-lhe um dossier, sublinhando “a originalidade” da sua filosofia, na confluência articulada de experiência real, reflexão e acção. Aí se relata como a foram encontrar, com 11 anos apenas, no meio de uma manifestação de grevistas no boulevard Saint-Germain. Simone de Beauvoir refere nas suas Memórias um encontro na Sorbonne: Weil jura apenas pela Revolução que “daria de comer a toda a gente” e a Beauvoir, que sustenta que o verdadeiro problema é o de “encontrar um sentido” para a existência”, replica: “Vê-se bem que nunca passaste fome!”
Para perceber a alienação dos operários, tornou-se ela própria operária e sindicalizou-se: “Enquanto nos não tivermos colocado do lado dos oprimidos, para sentir com eles, não se pode tomar consciência.” Esgotada pela incapacidade de seguir a cadência infernal da produção, dirá que aí “o pensamento se encarquilha como a carne diante do bisturi”. Visionária, viu claramente que a libertação não viria nem do fascismo nem do comunismo, abstracções “ávidas de sangue humano” que remetem para “duas concepções políticas e sociais quase idênticas”.
Denunciou a exploração da classe operária e o colonialismo, mas manteve-se crítica face ao comunismo. Pôs-se ao lado da Resistência, reivindicando “uma forma de ofensiva”, mas excluindo a violência das armas. Comprometida com a liberdade e a libertação, manteve-se distante dos partidos políticos e da Igreja.
Sobre os partidos escreveu que se trata de “organismos, publicamente, oficialmente constituídos de modo a matar nas almas o sentido da verdade e da justiça”. Quanto à Igreja, temia a sua intolerância. Ficou, pois, à porta, pensando que a sua vocação era permanecer “cristã fora da Igreja”.
Embora educada no agnosticismo, viveu intensamente à “espera de Deus”. Deus não deve ser tanto procurado como esperado como graça. Essa graça consiste em “morrer para si mesmo”, ser “des-criado” e depois “re-criado” em Deus.
Nesta espera, foi determinante uma experiência em Portugal em 1935, na Póvoa de Varzim. Ela que sabia o que era o sofrimento, assistindo a uma procissão em honra da padroeira, com velas e cânticos de uma tristeza pungente – “Eu nunca escutei nada mais pungente” -, teve repentinamente “a certeza de que o cristianismo é por excelência a religião dos escravos, que os escravos não podem não aderir a ele, e eu também”.
Fui reler a sua obra Carta a um Homem Religioso, onde levanta a lista dos obstáculos que a mantiveram fora da Igreja. Tudo se resume nesta afirmação: “A Verdade essencial é que Deus é o Bem. Ele só é a omnipotência por acréscimo.” Por isso, “é falsa toda a concepção de Deus incompatível com um movimento de caridade pura. Todas as outras são verdadeiras, em graus diferentes”. Os únicos milagres são os do amor, de tal modo que “Hitler poderia morrer e ressuscitar 50 vezes que eu não o veria nunca como filho de Deus”. “A forma de pensar de Cristo era a de que devíamos reconhecê-lo como santo porque ele fazia o bem perpétua e exclusivamente.”
A Igreja centrou-se no dogma, que levou ao anátema e, assim, “estabeleceu um início de totalitarismo”. “Os partidos totalitários formaram-se devido ao efeito de um mecanismo análogo ao da fórmula anathema sit. Esta fórmula e o seu uso impedem a Igreja de ser católica, a não ser de nome.” A parábola do bom Samaritano “deveria ter ensinado a Igreja a nunca mais excomungar quem quer que fosse que praticasse o amor ao próximo”.
Só o amor salva: “Qualquer pessoa que seja capaz de um gesto de compaixão pura para com um infeliz (coisa, aliás, muito rara) possui, talvez implicitamente mas sempre realmente, o amor de Deus e a fé.” |
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MATINAS

Uma paragem no tempo, Mãe, para te relembrar este pequeno ribeiro,aqui nas proximidades de Penhascoso e de quando contigo me trazias para aqui lavares a roupa. Acho que nos últimos dias estes pequenos cursos de água acordaram para os gloriosos dias de então.
Uns quilómetros mais à frente, o Tejo, no seu esplendor.Um Tejo bem cheio, longe das indesejáveis cheias de 1979, creio. E em tudo agradecemos o que para nós criaste. Mesmo a sabedoria para dominar ventos e marés.E cheias!Obrigado.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Liberdade e humor de um teólogo
01/02/2009 Frei Bento Domingues O.P.
(In, Público, hoje)
Hoje, quero recordar o dominicano francês, Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração
1. O célebre filósofo protestante Kierkegaard imaginou, com humor ácido, Cristo, no Juízo Final, diante de um professor de Teologia: “Procuraste, em primeiro lugar, o Reino de Deus?” “Não”, respondeu o professor embaraçado, “mas sei dizer, em sete línguas e talvez mais, a expressão: procurar em primeiro lugar o Reino de Deus.”
Por razões diversas e às vezes opostas, os teólogos são quase sempre suspeitos. Dividi-los em conformistas e rebeldes talvez não seja a classificação mais adequada ao fenómeno imenso das correntes teológicas do século XX, cuja significação não pode ser avaliada, apenas, pelos critérios da Congregação para a Doutrina da Fé. Esta acaba de reduzir ao silêncio mais um teólogo, o jesuíta Roger Haight, que já havia sido notificado, em 2004, pelo cardeal Joseph Ratzinger. Da sua obra, que eu saiba, nada foi publicado em Portugal. No Brasil, as Paulinas editaram: Jesus, Símbolo de Deus; O Futuro da Cristologia e Dinâmica da Teologia. Espero que esse silêncio não seja definitivo e que continue, segundo o seu programa, a trabalhar na linguagem da fé apropriada à cultura pós-moderna.
Não é, no entanto, de Roger Haight que me vou ocupar. Não faltarão oportunidades. Hoje, quero recordar, para o futuro, o dominicano francês Christian Duquoc (1926-2008), um dos mais criativos da sua geração que sucedeu, imediatamente, a dois nomes inapagáveis da inovação teológica francesa, os seus confrades: Dominique Chenu e Yves Congar.
2.A teologia, na sua autenticidade, é a mobilização da imaginação e da razão, no decorrer da problemática concreta e plural da existência humana, para a autocompreensão da fé na sua historicidade, pois a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida.
A prática teológica de Christian Duquoc não foi, apenas, a exigência da sua carreira universitária, no quadro das faculdades de Teologia de Lyon e Genebra ou das responsabilidades que teve na revista temática Lumière & Vie, e na revista internacional Concilium. Segundo ele próprio confessou, já no outono da sua vida, a paixão pela teologia nasceu, na adolescência, através da literatura: “Durante a guerra, li Dostoïevski. Este levou-me a reflectir nas relações do homem com Deus e no problema do messianismo. Li, depois, A la Recherche du Temps Perdu e muitos outros romances. Destas leituras, nascia uma visão das coisas estranha às obras clássicas da teologia. Nunca mais abandonei esta prática.”
O encontro com os teólogos da libertação latino-americana – teve como aluno o peruano Gustavo Gutiérrez, pai desta corrente – foi o segundo acontecimento que o marcou. Descobriu, com eles, uma forma diferente de fazer teologia, ligada ao mundo dos oprimidos no seio da nossa história caótica. Muito inspiradores foram, também, os 15 anos de professor na Universidade protestante de Genebra. Deu-se conta de um mundo protestante, sensivelmente diferente daquele que habita o ecumenismo oficial. Os professores viviam num diálogo sem finalidade precisa. As suas relações eram desinteressadas e fora dos constrangimentos inter-confessionais. Por fim, o ensino na Universidade de Montreal (Canadá), durante uma dezena de anos, fê-lo sair das problemáticas europeias que viveu sempre intensamente. Por exemplo: o diálogo com os marxistas, anterior ao Maio de 68; a consciência da profunda descristianização do Ocidente; o devir da filosofia e da cultura ambiente com o seu agnosticismo e indiferença, que as discussões em torno dos Padres Operários e da Acção Católica escondiam. Em qualquer dos casos, “o [seu] percurso teológico foi marcado por deslocações e encontros simultaneamente literários e humanos”. “Não sei se isso marcou o que escrevi. Espero que sim.”
3. Marcou e muito. Como observa Claude Geffré, no seio da produção teológica mundial, Christian Duquoc tem um estilo, só dele, que não se encontra na teologia escolar ou no “pronto a pensar” teológico. A partir das ciências humanas, revisitou as questões mais difíceis, numa escrita ágil e inventiva, longe do aborrecimento que certos trabalhos universitários provocam.
O seu primeiro contributo importante surgiu, em 1964, com A Igreja e o Progresso. Passou por um conjunto de 13 grandes obras, sem contar artigos e colaborações, até 2006, com Dieu partagé. Le Doute et l’Histoire. Nesta obra, culmina um estilo e uma prática que leva a teologia a renunciar ao desejo de querer ser um sistema perfeito. Assume, no coração da Igreja, com toda a lealdade, a interrogação humana nas suas diferentes expressões e figuras e, no coração do mundo, testemunha a interrogação divina nas suas diversas formas religiosas e espirituais. Deste modo, fez da sua teologia o lugar do diálogo entre o mundo e a Igreja e entre a Igreja e a variedade de movimentos de busca do divino, sem nunca renunciar a Jesus, o homem livre, “a subversão cristã do divino”.
Ch. Duquoc defendeu sempre, no seio da Igreja, a liberdade crítica do teólogo, na sua busca de inteligência da fé. Não é por acaso que a obra de homenagem, que lhe foi oferecida em 1995, tem o simples título: A Liberdade do Teólogo.
PARTILHA
Ontem, num encontro de antigos companheiros de seminário, dei conta da existência deste WEBANGELHO, alimentado, no meu modesto entender, por dois dos mais esclarecidos evangelizadores do sec XXI. A presidir à reunião um muito querido e conhecido bispo, agora “emérito”. Numa pequena conversa, à parte, reforcei-lhe essa minha convicção. Fiquei intimamente convencido não da oportunidade do que dissera mas de algum “aborrecimento” que tal intervenção causara.Longe de mim marginalizar ou diminuir a eficácia daqueles que foram escolhidos para pregar a Palavra mas a verdade é que, na maior parte das vezes, perceber que “a fé cristã não é, simplesmente, a adesão a uma doutrina, mas uma forma de vida” implica muito trabalho, muita atenção à vida e, nela, o papel daqueles que dedicam grande parte do seu tempo a melhor perceber como pôr a nossa vida de acordo com a Vida que o Criador para nós, com Amor, disponibilizou.Sair da leitura destes textos, ou da audição de “homilias” que nos serenizam os dias, torna tudo mais fácil para percebermos que, afinal, Deus, o Seu entendimento, a Sua existência fica cada vez menos difícil. Sim, somos nós que tornamos Deus difícil. Com ou sem ex-comunhões.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Houve muita insensatez esta semana.Lino e Silva Pereira , apesar de bem intencionados, excitaram os ânimos.
Marcelo Rebelo de Sousa, RTP
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MATINAS

Obrigado pelo maravilhoso rouxinol que puseste nesta enregelada madrugada.Tal como ele, devo começar, animado, apesar de ensonado, este meu novo dia, tão distante da grande cidade que, por enquanto, ainda me espera.
antónio colaço
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ESTÁ O INVERNO PARA VIR

Hoje, em Mação, celebra-se a Senhora das Candeias.
Perante o radioso sol, a ver vamos se o ditado popular que ali faz caminho vai ou não ter concretização:
“Se a candeia chora (se chove!) o Inverno vai embora, se a candeia sorrir (se fizer sol) está o Inverno para vir”!
Na minha rua, em Mação, o Inverno é, assim, anunciado!

Quase a chegar à A1, em plena A23, a grande cabeça do Grande Manitu repousa, lá bem ao fundo, na imensa Serra d’Aire. Todo o sol com ele. Todo o Inverno connosco, mais logo, diz a rádio.
antónio colaço
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DO RETRATO AOS RETRACTOS
Imprescindível ler.Imprescindível pôr em marcha!
antonio colaço

Ajudar quem
01/02/2009 António Barreto Retrato da semana
Estes são, há já várias semanas, os títulos das notícias. O desemprego parece ser a ameaça mais grave. Destrói a economia e a sociedade. Cria fenómenos individuais e familiares de enorme sofrimento. Deixa sequelas profundas nas pessoas e nas comunidades. Para além das mil e três receitas que os Estados e os economistas inventam, tantas delas sem destino nem viabilidade, os desempregados deveriam estar à cabeça de todas as preocupações. Não apenas por dó, conforto e solidariedade, mas também por outras razões. A paz social e a recuperação económica. E a dignidade humana.
Nestes períodos de dificuldade, perde-se rapidamente a cabeça com programas de salvação, quantas vezes a pensar mais nas eleições do que na sociedade. Há muito dinheiro dos contribuintes a circular, mas não se sabe bem aonde ele vai parar. Salvam-se bancos e empresas, talvez, mas perdem-se vidas e famílias, provavelmente. Recompensam-se criminosos, mas castigam-se vítimas. Confortam-se especuladores, mas ameaçam-se os que poupam. Fazem-se auto-estradas, mas não há quem nelas circule. Por entre planos sofisticados, ficam a ganhar os técnicos e os burocratas, mas perdem os desempregados e os pobres.
Arigidez da burocracia e da legislação elimina hipóteses de intervenção com bons resultados para a sociedade, a economia e os necessitados. A megalomania das administrações e dos tecnocratas leva-os a produzir planos e programas que, no papel, gastam milhões e empregam milhares, mas que geralmente não respondem, ou respondem mal, às necessidades imediatas. Os desempregados que recebem para ficar em casa deveriam ter a oportunidade de fazer algo de útil para a sociedade e para a sua dignidade pessoal. Os reformados com possibilidade de colaborar deveriam ser organizados para prestar serviços úteis, solidários e até produtivos. Os subsídios concedidos a quem sabe movimentar-se agilmente na selva dos fundos deveriam ter, em tempos de crise, outra “filosofia” e estarem destinados directamente a quem precisa e a quem sabe dar-lhes um destino genuíno, não necessariamente as inaugurações preparadas para a televisão.
Deveria ser fácil e expedito encontrar soluções que travassem a caminhada inexorável para a falência e a perda definitiva de emprego. Reduzir a produção, encerrar as empresas alguns dias por semana e diminuir temporariamente os salários deveriam ser aceites por trabalhadores, sindicatos, patrões e Estado. Contratar “precários” em condições especiais deveria ser simples. Tudo isto, evidentemente, desde que os empresários fossem honestos, falassem com os trabalhadores e dessem o exemplo.
Aadministração deveria ter já organizado acções excepcionais que fizessem bem aos desempregados e aos pobres, mas que garantissem uma qualquer utilidade social. Áreas não faltam. Apoio aos lares de idosos, acompanhamento de velhos e doentes, cuidado de crianças em creche. Transporte e deslocação de pessoas carenciadas. Limpeza, reparação e manutenção do património. Classificação de arquivos e documentos. Protecção e vigilância das florestas. Tratamento e amparo dos sem-abrigo. Reparação e calcetamento de ruas. Vigilância dos museus (parcialmente fechados por falta de verba…). Abertura de monumentos e bibliotecas até horas mais tardias. Obras locais nos jardins e parques. Acompanhamento de actividades desportivas juvenis. Transporte escolar. Apoio às actividades das organizações não governamentais e de solidariedade. O que não falta são necessidades.
Ontem, neste jornal, José Pacheco Pereira escreveu sobre estes problemas e evoca em particular a questão do desemprego e dos mecanismos do Estado providência que melhor conhecemos, os que integrariam o “modelo social europeu”. Sublinha em particular, com toda a razão, um enviesamento deste “modelo”: parece estar feito para proteger melhor os que já têm alguma segurança. O emprego precário, sem as protecções habituais da legislação excessivamente rígida, é combatido pelos sindicatos e por certos partidos, mas é visto por muitos desempregados como uma verdadeira salvação. Em períodos de crise como a actual, seriam úteis dispositivos de toda a espécie que permitissem que as actividades e os empregos a criar durante os períodos difíceis fossem abrangidos por novas regras. Os abusos podem ser muitos, mas é melhor corrigir depois do que deixar o vazio. O subsídio de desemprego deveria estar ligado a trabalho, mesmo que não seja emprego.
Quando há fundos à disposição dos pobres, dos desempregados, dos marginalizados e dos excluídos, assim como quando há recursos orientados para o desenvolvimento, as perguntas que logo surgem ao espírito são conhecidas. Será que esses recursos chegam realmente onde importa? As mulheres e os homens do campo, das fábricas e dos serviços receberão alguma parte dos benefícios existentes? As pequenas e médias empresas que geram emprego com mais flexibilidade e mais rapidez que os grandes conglomerados estão realmente no fim da linha dos fluxos de dinheiros? Os apoios aos pobres, aos desempregados e aos idosos alcançam efectivamente aqueles a que estão destinados? Essas ajudas são instrumentos de recuperação e de recomeço de vida, ou, pelo contrário, reforçam a humilhação dos destituídos e dos desempregados?
Há muitos anos que se sabe que grande parte desses fundos fica pelo caminho. Trabalhos muito sérios das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia mostram que, desde os anos 70, grande parte da ajuda fica entre as mãos dos burocratas, dos políticos e de uma longa fileira de oportunistas que se colocam estrategicamente entre doadores e necessitados. Noutros casos, são os próprios agentes de desenvolvimento, nacionais ou estrangeiros, que retiram uma quota-parte considerável. Há ainda situações em que a ajuda de emergência, cheia de boas intenções, destrói agricultores, artesãos e empresas incapazes de competir com bens de caridade. É sempre assim: a pobreza de muitos aguça a esperteza de alguns.
( In Publico, ontem)
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MATINAS

É daqui, deste exacto ponto da Calçada da Ajuda, que tenho de partir para um novo dia. Chove com intensidade. Mesmo em frente, o Presidente Aníbal Cavaco Silva recebe o Procurador Pinto Ribeiro. Como é que cada um deles partiu de suas casas, no exacto ponto do estacionamento das suas ruas, com a mesma chuva por companheira … com que antecipadas intenções de tudo fazer para que mais um dia tenha valido a pena viver. Obrigado, por nos sabermos a querer, sempre, saber.
antónio colaço
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CRIATIVIDADE

Na ânimo costumamos fazer subir à cena exemplos de boa publicidade, daquela que acrescenta algo mais à simples divulgação dos produtos para que nos convoca. No El Pais de 31 de Janeiro, um dossier sobre publicidade é assim divulgado. Lindo.
antónio colaço
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HOJE, ÀS 14 HORAS, NO TRIBUNAL DE MAÇÃO,O “SUPER JUIZ” CARLOS ALEXANDRE DEFENDE ZÉ HENRIQUE(O DIABO AMARELO)

Todas as atenções estão hoje viradas para o Tribunal de Mação onde, a partir das 14 horas, continua a ser julgado o nosso querido amigo e atento leitor Zé Henrique, mais conhecido por Diabo Amarelo e que, no que nos diz respeito, nos tempera os almoços de domingo, no seu restaurante Casa Velha, ali bem às portas da Igreja Matriz, invariavelmente, entre um Galo no Forno, umas Migas com Entrecosto Grelhado, uma Sopa da Pedra, um Pato no Forno, para não falar no seu sempre bem aveludado e azeitado Bacalhau à Lagareiro.
Mas, o Zé Henrique não se fica pelos temperos gastronómicos da sua cozinha, e sempre que o dever de atenta cidadania por si chama, lá vai ele meter a colher no pobre quotidiano político de Mação. Só que, desta vez, viu saltar-lhe ao caminho um cozinheiro outro, o presidente da Câmara, que na arte de nos temperar os dias com a sempre desejável ética democrática lhe fica a milhas de distância. Vai daí, toca a meter o empenhado Zé em Tribunal. Uns loteamentos de duvidosa legalidade é o prato que tem estado a ser servido na barra do maçanico Tribunal. E como a Câmara, recentemente, pela voz do dedicado vereador Almeida ameaçou gastar “até ao último cêntimo” para “tirar as nódoas de todos os que atentem contra o bom nome da Câmara”, também nós, sem a coragem do Zé, nos ficamos por aqui não vá o diabo, o outro, o vermelhinho, tecê-las.
Dizíamos nós que, hoje, todas as atenções estão viradas para Mação, onde, a partir das 14 horas, o Zé Henrique tem como testemunha de peso, nem mais nem menos do que aquele que vem sendo referido pelos media portugueses como o “Super-Juiz”, de seu nome, Carlos Alexandre, que tem entre mãos alguns dos mais mediáticos processos judiciais da actualidade, desde o caso Maria das Dores, Oliveira e Costa, Freeport, para nos ficarmos por aqui. Carlos Alexandre, ao fazer uma pausa nas investigações que tem entre mãos, demonstra, uma vez mais, o apego a essa outra causa, chamada Mação, de onde é natural.
( Aqui entre nós que ele não nos ouve, brevemente, republicaremos aqui alguns dos seus primeiros textos publicados nas velhinhas edições da … ânimo/offset!Nem mais.Fica para outro dia.Mas, já agora, e a talhe de foice também o presidente da câmara aqui deu os seus primeiros passos…As voltas que o mundo dá!Voltaremos ao assunto lá para Abril , altura do nosso 30 aniversário!)
O Zé Henrique, aqui fotografado pela nossa reportagem num distante acto eleitoral, tem feito mais pela afirmação de uma alternativa democrática política em Mação do que toda a inexistente oposição junta. Na última Assembleia Municipal, realizada no final de Dezembro, e onde se discutiu o Orçamento e Plano para 2009, ano eleitoral, nem sombra de presença de qualquer um dos putativos candidatos das diversas forças políticas! Está tudo dito.Só por isso, o Zé Henrique merece a nossa admiração numa vila onde a maior parte das pessoas raramente ousa ultrapassar o silêncio das esquinas.
O presidente da Câmara, que passou a referida Assembleia num silêncio ensurdecedor, estratégicamente, ou não, fez divulgar, ontem, através da delegação da Lusa para a região, a notícia de que vai recandidatar-se ” para um último mandato”.Qualquer coisa tipo, “não me apetecia nada pois do que eu gosto é mesmo de encher Mação de lojas,mesmo que estejam às moscas, mas, já que tanto insistem, aqui vou eu“! Depois do “Mação Verde”, o candidato anuncia, agora, querer lutar por um…”Mação Azul”.
De que cor ficará, hoje, com a mais que aguardada intervenção de Carlos Alexandre?
Ânimo, amigos!
antónio colaço
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MATINAS

Tanta coisa que começa a fazer sentido.Tanta cortina que ainda nos vai impedindo…Assim eu ilumine, assim eu partilhe a Tua Luz.
antónio colaço
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RESOLVER A CRISE DA CRISE

A sabedoria popular, mais do que nunca. De facto, depois da tempestade, vem a bonança. Depois das nuvens negras, das enxurradas, das inundações, a certeza de que, por detrás da natural cortina, reaparece, sempre, o esplendoroso brilho do sol. É uma imagem, vale o que vale, mas a verdade é que nos acinzentados dias que vivemos de tudo precisamos para não perder o norte. Chegou a hora de reaprendermos tudo, questionarmos tudo, para já , no que ao comesinho (é forte, eu sei) viver por cá diz respeito. Tropecei nesta notícia, ontem. Acho que pode passar por aqui parte da chave do que faz falta fazer. Para que a bonança volte a aparecer:
Viana do Castelo, 04 Fev (Lusa) – A fábrica de confecções de Arcos de Valdevez, que uma trabalhadora comprou há quatro anos por um euro após uma tentativa frustrada de deslocalização, resiste à crise internacional e até já aumentou o número de operárias.Segundo Conceição Pinhão – a trabalhadora que liderou a luta contra a deslocalização e conseguiu convencer os patrões alemães a venderem-lhe a fábrica por aquele preço simbólico – o segredo está no trabalho e na qualidade. Em declarações à Lusa, Conceição Pinhão admitiu que, neste cenário de crise, o futuro “é sempre incerto”.Acrescentou, no entanto, que a fábrica que dirige desde 2005 não se pode queixar porque encomendas “não têm faltado”.
“O ano passado é que foi um bocadinho pior, mas neste início de 2009 até estamos bastante bem”, disse.
A fábrica conta actualmente com 99 trabalhadores, mais dez do que na altura da tentativa de deslocalização e da compra simbólica. A “Afonso – Produção de Vestuário” funciona há 19 anos na Zona Industrial de Paçô, em Arcos de Valdevez, sendo a sua gestão assegurada por Conceição Pinhão desde 29 de Novembro de 2004, dia em que os patrões, dois empresários alemães, “desapareceram” depois de uma alegada tentativa frustrada de deslocalização.”Nesse dia, e já fora do horário laboral, eles tentaram retirar do interior da fábrica tecidos e máquinas para levar tudo para a República Checa, deixando-nos de mãos a abanar, o que só não conseguiram devido à pronta oposição dos trabalhadores”, disse na altura, à Lusa, Conceição Pinhão.
A partir desse dia, e para evitar “uma qualquer surpresa desagradável”, os trabalhadores revezaram-se durante longos meses em vigílias nocturnas nas instalações da empresa, para que nada de lá fosse retirado. A “Afonso” continuou a funcionar numa insólita situação de “sem dono” até que Conceição Pinhão conseguiu convencer os empresários alemães a vender-lhe a fábrica por um euro, num negócio oficializado em Janeiro de 2005.Nesse mesmo ano, e já sob a gerência da trabalhadora/empresária, a fábrica fechou as contas com um volume de negócios de cerca de meio milhão de euros, um valor que em 2008 ascendeu a 800 mil euros. A fábrica concentrou a sua atenção na produção de camisas exclusivamente para exportação, nomeadamente para Espanha, que absorve a grande maioria das peças, destinando-se as restantes ao mercado alemão. Entretanto, as operárias da “Afonso” continuam todas as semanas a apostar, cada uma delas, um euro no Euromilhões, na esperança de que um dia a sorte lhes bata à porta.”Não temos tido sorte, mas a esperança é a última a morrer”, frisou Conceição Pinhão.
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MÁGICO

Descompustura ao meu amigo lá de cima
António Lobo Antunes
Deus, estou zangado contigo. Suponho que já Te habituaste às minhas zangas como Te habituaste às minhas dúvidas, aos meus afastamentos, aos meus regressos a fingir que não venho, aos momentos de harmonia que de vez em quando existem entre nós, à minha incompreensão de tanta coisa que fazes ou não fazes, aos meus ralhetes, aos meus amuos, ao que considero as Tuas injustiças, a Tua crueldade e se calhar não é injustiça, se calhar não é crueldade, sou parvo, não ligues, não consigo entender as Tuas profundezas e os Teus caminhos, o significado dos Teus gestos. Só que ultimamente tens exagerado: o ano ainda mal começou e já desataste a despovoar o mundo à minha roda, eu que nunca fui próximo de muita gente, bicho do mato a fechar-me, a fechar-me. Começaste pelo Zé Manel Rodrigues da Silva, não sei se Te lembras dele, era jornalista, morava na Rua Azedo Gneco, usava óculos, acho que Te lembras porque se vestia de uma maneira única, fumava cachimbo, tinha brinquedos em casa, bebia chá, os olhos desapareciam a sorrir, era muito generoso e muito bom, usava cabelo comprido com risca ao meio, barba, um anel de prata no mindinho, houve uma altura em que fumou cigarros de mortalha, se procurares achas fotografias da gente os dois no Teu arquivo. Tiraste o Zé Manel sem razão, não fazia mal a ninguém, fez bem a muitas pessoas a começar por mim que estou aqui a jeito
(estou sempre aqui ajeito)
segurava os óculos com um fio. O Zé Manel, desculpa lá, não perdoo, quer dizer não digo que daqui a uns tempos não perdoe mas para já não perdoo. E a seguir, pumba, a Tereza. Dessa recordas-Te, não mintas, foi a semana passada, perdão, o funeral foi domingo passado, fresco ainda, não franzas a testa a pensar, não Te escapes, é impossível que não Te recordes, a mulher do Rui, a mãe do Henrique e da Sara, pertencíamos à mesma editora, a Tereza tomava conta de mim, foste tão duro para ela nos últimos tempos e a Tereza sempre corajosa, digna, sem uma queixa. E depois do coiso no cérebro deque ela se estava a levantar com uma
força de vontade que nunca vi amandas-lhe uma gripe, uma pneumonia, cuidados intensivos, os orgãos a desistirem um a um, a inabalável esperança do Rui e o seu imenso amor, nós ambos ao pé da Tereza, toda ligada aos tubos, a inabalável esperança do Rui e a mínha nula esperança, durou mais ou menos durante quinze dias
(mais de quinze dias)
o Rui acreditava, eu não acreditava e infelizmente a razão do meu lado, sempre me maçou ter razão, bendigo algumas das
«E na volta, Deus;
vens lá de cima fazcr isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. 1-lá coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não
servianz de nada»
minhas asneiras, das minhas imprudências, das minhas tolices. Só ando certo ao escrever, no resto acho-me sinceramentc
(e não consegues desmentir)
um palerma, no que diz respeito à vida prática eis o campeão dos azelhas, um desastrado Quixote interior. Bom, mas isso não interessa, interessa a Tereza, Tereza com z, não com s, não me desvies a esferográfica. Na missa de corpo presente comoveram-me as lágrimas do padre, mais junto de Ti e mais conhecedor das Tuas razões do que eu. Estaria zangado também, o padre? Ou aceitava? Senhor padre, entre nós que
eu não conto a ninguém, estava zangado ou aceitava? No dia em que a Tereza morreu fui a casa deles, ainda o Rui não tinha dito aos filhos que lhes levaras a mãe
Venha ver o sítio onde a Tereza lia os seus livros
um apartamento muito bonito, cheio de luz, cheio de vida, feito à justinha para as pessoas serem felizes, os livros, os quadros, os móveis. E depois a elegância de sentimentos do Rui, a elegância na dor, a mais rara de todas. A inveja de uma família assim, as irmãs, os pais, o
(não é piegas nem exagerado)
amor deles, a infinita delicadeza, a discrição de uma imensa ternura. E na volta, Deus, vens lá de cima fazer isto? Com que direito? Porquê? Explica-Te, mereço, no mínimo, uma justificação. Há coisas que doem, no caso de andares distraído: o anel da Tereza no dedo do Rui, o beijo que deu no anel, os pobres beijos que lhe dei a ele e não serviam de nada. Rui, eu gosto muito de si. Deus, neste momento não gosto nada de Ti. A Tereza queria tanto viver. Palavras suas
- Quero muito viver
ela sentada à minha frente, do outro lado da mesa onde escrevo, neste lugar cheio de lixo e tão sujo onde eu, obsessivamente meticuloso, me sinto, pasme-se, bem.
- Quero muito viver
dizia a Tereza
- Quero muito viver
depois de falarmos de trabalho e disto e daquilo, o que fizemos, o que íamos fazer. Que mulher tão forte a Tereza, Rui, que Mulher, apenas. O Rui
Lembra-se da nossa viagem à América? há pouco tempo, contentes. Contentes em Nova lorque, Rui, em Washington. Em Boston roubei à descarada uma primeira edição do último Conrad, que o autor deixou incompleto. A Tereza e ao Rui quem os completa a partir de domingo, Deus? E agora um aviso solene, uma ameaça, uma ordem: livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui. Ouviste bem? Livra-Te de tornares a meter-Te com a família do Rui porque, se o fizeres, vais ter-me à perna a Eternidade inteira e não sou um osso fácil de roer.
(In, Visão, hoje)
NOTA
Aguarda edição.ac
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CARLOS ALEXANDRE EXPÕE NO HOSPITAL DA LUZ


Estivemos pela primeira vez no Hospital da Luz. Nada que deva preocupar os nossos amigos. A surpresa estava reservada para o jardim interior e, nele,para uma galeria de mil cavaletes mas muito pouca iluminação feita! Uma ideia a aplaudir e que, de há muito é cultivada cá pela casa: de facto, a arte não se esgota nas galerias e o escriba está em vesperas de poder anunciar algo nesse sentido.
Do que o escriba, de todo, não estava à espera era de ver o autor ali exposto e que acode, só, pelo nome do super-juíz que ontem mesmo aqui falámos, Carlos Alexandre! Nada de confusões. Não é que o nosso amigo e antigo colaborador não tenha o direito de enveredar pelas artes plásticas nos poucos tempos livres após os tantos e mediáticos processos que tem em mão. Só que, este não é o Carlos Alexandre que julgam! Mas, também não nos perguntem quem é, pois uma pequena nota com o preçário e algumas exposições já realizadas ( e que preços, Santo Deus !) constituem o único rasto do autor. Quanto às obras, em si, muito pouco densas para o nosso gosto e mais não dizemos. Mas lá que se aplaude a iniciativa, sim senhor.
antónio colaço
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NADIR AFONSO EM S.BENTO

Nos corredores de S.Bento – outro exemplo de como a arte não se esgota nas galerias – ultimam-se os preparativos para a Exposição de Nadir Afonso. A inauguração terá lugar na próxima segunda-feira, pelas 18 horas. O que virá a seguir?…
antónio colaço
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CHEGOU O CARTEIRO

Chegaram à caixa dos comentários mas com demasiado peso para ali ficarem a marinar!
João Pebble
Este blog chegou-me ao domicílio, via email, e só ainda o tresli em diagonal, diga-se, há menos de meia hora.
Uma sensação estranha, confesso. Provavelmente será um blog global, já que nele vislumbro laivos – poucos – do passado, mas sempre presentes: o rosto (imutável) de Piero Fornazetti, esse, parece ser a sua imagem de marca, i. e., uma espécie de hino aos Bill Gates de 79 que já tinham inventado o windows, antes mesmo destas janelas serem comercializáveis…
(Ironias..)
O resto, será presente: espiritualidade (?), néons, “dawns” e “dusks”, cozido à portuguesa, enfim, um verdadeiro sarapatel?
Confesso que ainda não habituei quer ao seu grafismo, quer à multiplicidade temática que o mesmo encerra, o que me perturba de certa maneira e que me obriga a questionar o meu inevitável declínio…
Só pode!
(boas continuações)
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MRN
Caro,
Gostei da prosa ( “Mágico”, copiada em anexo) mas há por ali demasiada cedência e cúnfia à divindade, que, de resto, se deve estar borrifando para as angústias do escriba tuga.
Aos crentes, senhor, deixai-os em paz. Basta-lhes a ilusão de que um dia verão a recompensa para aquilo de que por cá se privaram, o cumprir da esperança que, tão ciosos da ‘única verdade’, acalentaram e que será afinal … “pó, cinza e nada”. Cruel desapontamento.
Não sou muito de leit-motivs mas lá vai este de trazer por casa: Valores sim, deuses, não, obrigado!
Nota: O que me surpreende é que um douto Lobo Antunes grafe ‘descompustura’ e ‘azelha’, termos que não constam do meu (nem do teu, creio) léxico.
Será gralha traiçoeira do tipógrafo?
Abraço.
M
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NOTAS
Caríssimo João Pebble, antes de mais, saudamos o teu regresso mesmo que treslidos em diagonal.
Aceitamos comprar, desde já, o teu “inevitável declínio”, se possível em directo, quer dizer, pela escrita. Temos aqui, ainda, as agulhas e alguma lã que deixaste, à espera do teu saudoso “vício circular do crochet”.Como só tu sabes. Muito melhor, aliás, do que o Fornasetti.Despacha-te, vem ajudar-nos neste “sarapatel”!
Meu caro MRN
Estamos em paz, sobretudo porque já não vivemos “na ilusão” dos pequenos “deuses” e sim na cada vez maior convicção de que a bondade de Deus nos ajuda a superar todo o “pó, cinza e nada” para que durante algum tempo deixámos que nos conduzissem. Um destes dias experimentarás a Paz em que tal nos deixa. E depois, é assim, estamos, como tu, na luta pela afirmação de valores, jamais “ciosos pela única verdade”. Verás que por aqui há lugar para a partilha de todas as dúvidas, mesmo sabendo que Deus, Único, é, em cada dia, descoberto de mil maneiras e não se sente menos diminuído por isso.
É por isso que a carta de Lobo Antunes é um raro momento de magia. Deixamos-te um pedacinho da primeira entrevista dada por Lobo Antunes após a operação. Mas … porque o Deus de que te falamos , felizmente, não nos deixa em Paz ( quer dizer, esta Paz de tão pacífica só pode ser Algo para ser partilhado!) voltaremos a falar!
antónio colaço
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Qual é a sua atitude perante Deus?
Existe um velho provérbio húngaro que diz que na cova do lobo não há ateus, por isso julgo que não existe quem não acredite. O nada nãoexiste na física ou na biologia e quando se lêem os grandes físicos entende-se como eram homens profundamente crentes, que chegarama Deus através da física e da matemática e que falavam de Deus deuma maneira fascinante. A minha relação é a de um espírito naturalmente religioso, cada vez mais, não no sentido desta ou daquela igreja mas porque me parece que a ideia de Deus é óbvia.
Cada vez mais o é para mim. É um bocado como diz Einstein, quando afirma que Deus não joga aos dados.
Como é essa relação?
É claro que me zango com Deus porque permite o sofrimento, mas talvez os seus desígnios tenham tais profundezas que não atinjo. O sofrimento sempre me foi incompreensível porque nascemos para a alegria. A minha atitude em relação à religião é essa, não estou a falar de igrejas, estou a falar em relação a Deus e não acredito quando aspessoas dizem que são agnósticas ou ateias. Não estou a dizer que a pessoa não esteja a ser sincera, mas dentro dela e em qualquer ponto há algo… Uma vez perguntaram ao Hemingway se acreditava em Deus e a resposta foi às vezes, à noite.
Então à noite também acredita?
Acredito sempre mas a dúvida e pôr constantemente em questão é próprio da fé. Muitas vezes pergunto-me será que existe? É óbvio que sim.
Recentemente foram reveladas as dúvidas de madre Teresa sobre a
sua própria fé…
Todos os teólogos as tiveram, Sto. Ambrósio dizia “não busco compreender para crer, creio para compreender”; Sto. Agostinho esteve cheio de dúvidas toda a vida e o Sto. António… O mesmo se passa em relação aos livros, pergunto-me será que isto está bem feito? Não é esta palavra ainda, será que é possível fazer aquilo que eu quero fazer ou será demasiado ambicioso?
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NOVAS RESPOSTAS A NOVOS DESAFIOS
O meu amigo e camarada Vítor Ramalho está em grande forma. Desde que tomou posse do cargo de Presidente do INATEL demonstra, em cada dia que passa, que são as pessoas que fazem os lugares e não o contrário. Não tenho dúvidas que se estivesse à frente do Benfica, lugar para jogar futebol e não só, da RTP , lugar para fazer televisão e não, ou do que quer que fosse, e não só, a coisa deveria mexer. Em tempos de crise esta é a verdadeira aplicação da máxima “o que é que posso fazer mais pelo meu País”? Todos ao palco do Trindade!O Convite aqui está:

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MATINAS

Obrigado, por este porto de abrigo, pelo abraço que o novo pode dar ao antigo.
antónio colaço
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WEBANGELHO

Mação, há minutos.
No meio dos ensombrados dias, aqui e ali mais que evidentes escombros, a certeza de que é possivel iluminar os dias com uma outra Luz. O privilégio de Anselmo, e outros, entre nós. ac

MARX CONTRA MARX
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Foi no contexto da queda do muro de Berlim, em 1989, que F. Fukuyama publicou, em 1992, a obra famosa O Fim da História, segundo a qual, depois do fim da União Soviética e a libertação dos países satélites, por causa da falência do comunismo, a democracia liberal e a economia de mercado se imporiam por si ao mundo inteiro. Mas, em 2008, outro politólogo americano, R. Kagan, escreveu também um livro, mas com o título: O Regresso da História e o Fim dos Sonhos.
Fukuyama enganou-se. O fim da História não se impôs com a democracia e a economia de mercado. O terrorismo global é ameaça constante. “No domínio da economia, não vivemos propriamente a difusão do bem-estar geral; pelo contrário, o abismo entre ricos e pobres no mundo é mais fundo do que nunca”, escreve Reinhard Marx, arcebispo de Munique e autor do best- seller com o mesmo título do do seu homónimo: Das Kapital (O Capital). Mil milhões de pessoas dispõem de apenas um dólar por dia. Mais de 850 milhões passam fome. Morrem por dia umas 24 mil em consequência da subnutrição.
Há quem pense que Karl Marx tinha razão. Reinhard Marx, porém, reconhece que o capitalismo está hoje sob pressão de justificação, mas recusa o marxismo. De facto, a História mostrou-nos como foi terrífica a Revolução de Outubro de 1917, ao mergulhar muitos milhões de pessoas na noite mais escura. “Isso nunca mais se pode repetir.”
Então, quando se considera a presente crise, de consequências imprevisíveis, se se quiser evitar a tentação marxista e as barricadas da revolução, não se pode continuar a caminhar no sentido da absolutização do capital e dos seus interesses. “Eu defendo a propriedade e os direitos dos proprietários”, mas o capital não pode ser o bezerro de ouro à volta do qual todos dançam. “O trabalho e os trabalhadores têm primazia sobre o capital.” A dignidade da pessoa humana tem de ocupar o lugar central. A economia não é fim em si mesma, pois tem de estar ao serviço das pessoas.
O que a crise financeira internacional de 2008 nos veio mostrar de modo absolutamente claro é que nos precipitamos para o abismo, quando “se excluem do mercado a moral e a ética e se pensa que se pode renunciar a uma ordem política do Estado que mantenha os movimentos do mercado dentro de regras ao serviço do bem comum”.
O Estado social não pode ser algo apenas remanescente, após bons negócios. “O Estado social é uma condição necessária, não só moral, mas também política e económica, para a manutenção da economia de mercado.”
É preciso distinguir entre capitalismo e economia de mercado. Se os interesses do capital continuarem a ser a única orientação para a economia, então pessoas esmagadas por essa trituradora serão tentadas a refugiar-se nas utopias marxistas. Para evitar a tentação, é necessário lutar por uma economia de mercado que dê espaço a “uma solidariedade institucionalizada num Estado social que funcione, e que funcione na perspectiva do ‘bem-estar mundial’”.
O célebre Prémio Nobel de Economia J. Stiglitz descreveu a ambivalência da globalização em duas obras: As Sombras da Globalização, em 2002, a que se seguiu, em 2006, As Chances da Globalização. Seja como for, a globalização é um facto e, por isso, o bispo Marx, ao falar na necessidade de novas regras para o capitalismo, refere a exigência moral de uma solidariedade global, que é “também um mandamento da inteligência política”. Precisamos de uma economia global, social e ecológica, de mercado.
Na sua obra, o bispo concretiza exigências. Dado o vínculo entre a pobreza material e a pobreza de formação, impõe-se o acento na educação e na formação: “A tentação de combater a pobreza apenas com dinheiro não teve sucesso.” “A democracia precisa de virtudes”, e isso significa, por exemplo, limite para os rendimentos dos executivos e que os políticos têm de decidir em função do bem comum e não dos interesses de determinadas empresas a eles ligados. É necessária uma nova ordem política mundial, tendo-se imposto o conceito Global Governance, para criar um novo sistema de instituições e regras no contexto dos desafios globais.
(In, Diário de Notícias, hoje)
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WEBANGELHO/A HUMANIZAÇÃO DIVINA DA IGREJA

Alçada Baptista e o catolicismo português
08.02.2009,
Frei Bento Domingues O.P.
Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e criar um partido tornara-se inviável.
1.Quando se fala dos católicos – leigos ou padres – dos anos 40 a 74 do século passado, é quase só, e sempre, para saber o lugar que ocuparam na oposição ao Estado Novo, com o pressuposto de que a “Igreja” era um dos seus pilares. Alçada Baptista figura, necessariamente, nessa paisagem, não só devido às suas tomadas de posição individuais e de grupo, mas sobretudo por causa de um empreendimento de vanguarda e sem paralelo, nos anos 60, “A Aventura da Moraes”, que se exprimiu através de uma livraria-editora e duas revistas: O Tempo e o Modo e Concilium (1).
Sobre as peripécias e repercussões desta aventura, já se escreveu muito e continuar-se-á, certamente, a escrever pela sua novidade e significação no campo cultural, religioso e político. O próprio António Alçada explicou, muitas vezes, a nascente desse sonho e as sucessivas dificuldades, incompreensões e desencantos na sua realização, sem nunca renegar a “iluminação” que o fez abandonar a banca prometedora de advogado e tornar-se um editor improvisado: “Naquela altura eu acreditava na Igreja como os crentes acreditam nas igrejas. A insatisfação religiosa que, algum tempo depois, iria desaguar no Concílio Vaticano II era um meio que exprimia as minhas ansiedades e achava que elas eram partilhadas por uma maioria de crentes que estavam inteiramente desmunidos de elementos que os ajudassem a consciencializar e a estruturar aquilo que, na linguagem que então me era cara, ‘contribuísse para a progressiva libertação do homem através do esclarecimento e da denúncia da sua alienação política, cultural e religiosa’.”
2.Alçada procurava, portanto, responder a uma grande lacuna do catolicismo português e agregar pessoas que a sentissem e a desejassem preencher. Não se reconhecia no mundo mental, espiritual e militante da Acção Católica e a criação de um partido, à imagem da ala mais autêntica da democracia cristã italiana, tornara-se inviável. Do Vaticano II ainda não se falava. Passados anos, quando se poderia pensar que tinha a solução na mão, deu-se conta que andava só a substituir umas coisas exteriores por outras que o impediam de ser ele mesmo. Nem tudo foi um desastre: “Uma das maiores compensações da minha ‘irresponsabilidade’ de me ter posto a ver se salvava o mundo foi, muito possivelmente, a de ter criado um estatuto que me deixou com um pé no sistema sem que ele se tivesse apropriado completamente de mim.” Foi também essa profissão de editor e as andanças em que se viu metido que lhe permitiram um conhecimento do mundo e das pessoas que, como diz em A Pesca à Linha, de outro modo, lhe teriam passado ao lado. Acerca desses encontros, leituras e descobertas, confessa: “Trago sempre comigo um pouco de razão e ironia que me trava os encantamentos sem me retirar completamente do clima onde estou.” No primeiro encontro com Lanza del Vasto, depara, em estado puro, com o prazer de viver, de olhar, de ver, de respirar, de ouvir, de estar com os outros, com a alegria. Era a coincidência entre pensamento e vida, mas para Alçada, o incorrigível anti-herói, na primeira reacção, pareceu-lhe que Lanza del Vasto, vestido de profeta, se levava demasiado a sério.
3.Para surpresa de quem o conhecia mal, Alçada aparece, em 1971, com a sua Peregrinação Interior. Vol. I: Reflexões sobre Deus. Serviu a Eduardo Lourenço, num texto magistral, para dilatar e aprofundar essa peregrinação, no interior da nossa literatura, da nossa religiosidade e do nosso catolicismo (2).
Vê, na Peregrinação Interior, o mais significativo e brilhante espelho de uma nova maneira de “ser católico”, não isenta de dilemática inquietude, embora muito lusitanamente alheia à cegueira divina de Abraão e aos paradoxos de Job, o que marca, se não os limites clássicos da nossa religiosidade, ao menos os da visão dela de António Alçada Baptista: um catolicismo reformado e reformista, confiado e inquieto.
Dessa Peregrinação surgiu um segundo volume (1982) e, aventuro-me a dizer, um terceiro com outro título, O Tecido do Outono (1999), elaborando, através de novos laços, uma peregrinação expressa numa singular teologia narrativa, onde imanência e transcendência se exigem mutuamente: “Diria que há coisas na natureza e na condição humana que me impõem a existência de um núcleo misterioso a que chamo Deus. [...] Estamos no tempo da morte de Deus, da sua ausência infinita, e aguardamos a sua Ressurreição. É evidente que não posso estar interessado num deus que aterrorizou toda a minha vida passada, que me cortou cruelmente de uma perspectiva de desenvolvimento humano que tem que ser vivido na terra e de que procura separar-me: dos prazeres, dos valores que a terra me proporciona, quer na minha comunicação com os outros, quer no meu desenvolvimento pessoal como o amor humano e a alegria. Recuso uma concepção de Deus cujo caminho seja a tristeza e a angústia.”
Alçada, na sua peregrinação, perdeu-se de uma Igreja que sabe tudo e de um Deus autoritário. Encontrou em Cristo a humanidade de Deus, a fonte da possível humanização divina da Igreja.
(1) Teresa Tamen (cord.), A Aventura da Moraes, CNC, 2006
(2) Literatura e Interioridade, in O Canto do Signo, Lisboa, Presença, 1994, pp. 150-157.
(In Público, ontem)
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NADIR AFONSO,EM S.BENTO,ÀS 18H

A partir das 18 horas, de hoje, os corredores do Palácio de S. Bento viram Galeria de Arte.”As Cidades no Homem”, um conjunto de 20 telas do jovem Nadir Afonso

que afirma, hoje no Público, que “aos 88 anos a minha sensibilidade evoluiu!”
A entrevista do Público, na íntegra:
Nadir, nome de origem persa que em hebreu significa “raro”, trabalhou no fim dos anos 40 em Paris no atelier de Le Corbusier (que o deixava pintar durante as manhãs sem descontar essas horas no ordenado) e em 1951 no atelier de Oscar Niemeyer, no Brasil.
Aos 88 anos, é um homem luminoso aquele que entra na sala da casa de Cascais onde habita com a mulher, Laura, e os dois filhos, de 19 e 26 anos, este arquitecto. Tem também três filhas mais velhas, nascidas de outros tantos relacionamentos em França. Durante anos, manteve o costume de ficar por Paris de Setembro a Abril e por cá de Maio em diante. Só nos anos 80 optou definitivamente por viver em Portugal. Ouve com dificuldade mas fala ininterruptamente e, quando a conversa acaba, acrescenta com uma leve candura: “99% das perguntas que me fez não sei responder, não fazem sentido para mim.” Aquele 1% que restava já ele tinha pedido logo no princípio para esclarecer. E é assim:
Nadir Afonso: Eu tenho uma concepção estética sobre a arte, que é original e sobre a qual já escrevi, mas nunca ninguém me questiona sobre isso! Para compreender o mecanismo da criação é preciso ser muito inteligente, está muito bem… [esboça um sorriso mordaz]. Mas se o indivíduo não manipula as formas, se não dá prática efectiva ao pensamento, ele não consegue compreendê-la. A obra de arte é regida por leis que são apenas apreendidas pela intuição sensível e, isto é muito importante, só quem trabalha as formas, quem desenvolve a sua intuição perceptiva, compreende o mecanismo da criação. A intuição desenvolve-se com o trabalho.
E esse só pode ser o artista?
Pode ser outra pessoa, mas tem que meditar sobre o mecanismo da criação. O essencial é a compreensão desse fenómeno.
O mecanismo da criação, ou seja, da obra artística, é um mecanismo universal?
Há uma concepção cósmica relacionada com tudo isso, eu também tenho uma concepção cósmica.
Quer dizer que o crítico…
… está por fora do problema. Uma pessoa lê Kant, lê Adorno, lê grossos volumes que não falam uma única vez nas leis que regem a obra de arte. Pegam numa obra célebre, fazem o seu relacionamento com a sociedade, a psicologia, a política, a teologia mas sobre o elemento essencial, que é a obra em si, não se debruçam. O fenómeno arte nunca é estudado.
Tem sido essa a sua grande preocupação. E defende que existem leis?
Que são a perfeição (dos objectos), a originalidade, a evocação. O homem trabalha dentro dessas qualidades da natureza. Nesse corpo a corpo com as formas, nessa manipulação – e agora é aqui que está o golpe de teatro – o indivíduo apercebe-se que há uma quarta qualidade que não está nos objectos, e essa qualidade é que é essencial: os espaços geométricos têm qualidades morfométricas e quando o indivíduo descobre, começa a empregar leis matemáticas. Assim, a quarta qualidade não está nos objectos, é uma lei matemática que está na geometria das formas e que também está na natureza, tal como estão as outras. Essa lei vai exaltar as outras qualidades e quando perante uma obra se exclama: “Fez a perfeição… foi com a sua alma!” Não é a alma, é a capacidade de descobrir na natureza essa lei matemática.
E da qual muitos artistas não se apercebem?
Exactamente. Muitos dizem: “Não venhas para cá com a geometria e com as leis matemáticas. Eu emprego a minha alma!”
A não ser que a alma seja geométrica…
A não ser que sim. As pessoas dizem: “Mas eu não vejo lá geometria nenhuma!” Pode não ser o quadrado, mas ser a capacidade do artista de juntar as leis da matemática às formas dos objectos. É muito subtil. É uma intuição. É o trabalho. Há uma morfometria, há um arranjo geométrico dos objectos em que o artista ‘lança’ leis matemáticas.
Neste momento, que trabalhos tem em mãos?
Estou a olhar os meus trabalhos, desenhos e guaches, para entender onde é que eles são chocantes e perceber que aqui e ali devo alterar. Se forem óleos, faço outros. Aos 88 anos, a minha sensibilidade evoluiu.
Muitas das suas obras estão dispersas, perdidas?
Perdi muitos trabalhos, sobretudo de quando era estudante.
Uma médica, que vive perto daqui, contou-me que teria uns 15 anos quando o liceu onde andava organizou uma visita de estudo a Coimbra, onde decorria uma exposição de Nadir Afonso. Ficou de tal modo fascinada com as obras que nunca as esqueceu e foi por isso que passou a frequentar exposições. Sente-se responsável por esses que chegaram à arte através dos seus quadros?
Isso é interessante! [Ri-se e o riso é tristonho] A meu ver, era importante dar mais a conhecer o meu trabalho. Parece falta de modéstia, mas muita gente diz: “Fala-se deste e daquele, mas não no Nadir!” Os outros têm actividades que são públicas, eu nunca quis.
Quis isolar-se?
Pensei sempre em criar, realizar uma obra. Era uma fascinação tal, que não dava para mais nada. Foi uma gafe. Sinceramente, nunca pensei que era necessário ao mesmo tempo promover-me.
Estudou arquitectura nas Belas-Artes do Porto e trabalhou em Paris, no atelier de Le Corbusier, entre 1946 e 1951. Em 1949 estava na Normandia a trabalhar na reconstrução de cidades destruídas pela guerra. Partiu depois para o Brasil (1951) e aí colaborou com Oscar Niemeyer. Mas em 1965 abandonou em definitivo a arquitectura. Porquê?
Pensei que estava a despender forças numa coisa que não me interessava.
Estudou na École des Beaux-Arts como bolseiro do governo francês, graças à influência de Portinari, pintor brasileiro. Aprendeu algo?
Não aprendi coisa nenhuma.
Durante três anos, o seu trabalho no atelier de Niemeyer era apenas o de colaborador?
Eu nunca tive projectos meus. Mas ele era um homem simpático e as coisas correram muito bem.
Voltou para Portugal nos anos 80. Seria melhor ter ficado por Paris, ou Brasil?
É claro que eu gostei do Brasil, mas para estar a trabalhar não me adaptava. De resto eu tinha uma vontade de pintar… e como arquitecto isso não era possível. Para mim, era bom estar em Paris, mas a pintar. À medida que fui trabalhando cheguei à conclusão que já não era Paris, já não era Nova Iorque, podia muito bem ser Lisboa. Em Chaves podia fazer a minha obra. Quando entendi as leis da obra de arte percebi que já não precisava de mais, comecei a sentir que essas leis são universais e que eu podia estar muito bem em qualquer lugar. Se tiver um metro quadrado de espaço para trabalhar sou tão feliz como numa grande cidade. Comecei a sentir que a minha obra era cosmopolita, em qualquer parte se podia desenvolver.
Viu passar a ditadura e chegar a democracia. Alguma coisa o incomoda em termos de desenvolvimento do país?
Nunca liguei, não sou nada influenciado por isso.
Em 88 anos de vida (que festejou a 4 de Dezembro) nada conseguiu vencê-lo. Nem a crítica?
Não. Eu ficava feliz se sentisse que um crítico aderia à minha obra, mas mesmo que dissesse mal eu continuava. Não era essencial. Senti pouco a pouco: tenho que realizar uma obra. E foi importante sentir que compreendi as leis que regem a obra de arte.
A Harmonia do mundo, entra nos quadros de Nadir?
Eu sei que há uma harmonia na obra de arte, mas para ser sincero nunca tentei compreender quais os laços que existem entre ela e a harmonia no mundo. Um quadrado com um círculo cria uma nova relação difícil de encontrar, mas são essas formas elementares, essas leis, que me tocaram. Se fossem as mesmas, muito bem, mas eu não andava atrás das leis do universo. Nada me faria sair das leis que encontrei nas formas da natureza, nas formas simples.
É uma pintura que se constrói segundo essas leis?
Exactamente.
Dos 20 aos 26 anos expõe com o Grupo dos Independentes (Porto, anos 40). Foi um tempo agitado?
Não me pareceu, mas havia fraternidade entre nós, havia. Encontrávamo-nos no Majestic para falar sobre arte, entre outros, Júlio Resende, Júlio Pomar, Fernando Lanhas. Eu lia Pessoa e outros, como todos nós. Um dia, estava no quarto a ler e caio nesta frase tão linda: “Espera por mim no Além/ Eu não deixarei de ir ao teu encontro nesse côncavo vale”. Fecho o livro e saio do meu quarto, vou para o meio da rua, vou para o Majestic. Aquela frase impressionou-me tanto que vou ver se aparece alguém, será o Júlio Resende? Só encontrei acabrunhado num canto, um tal Mingacho e digo-lhe essa frase magnífica. “Côncavo não, convexo para quem está debaixo da terra!”, responde ele. Está a ver?!
Era um espírito prático… quando lá chegarmos veremos se é côncavo ou convexo.
Veremos. Nesse tempo, nós éramos todos amigos, ainda não havia dinheiro, ainda não havia quezílias, nem rivalidades.
Em 1944, a obra de Nadir entusiasma a crítica na 9ª Exposição de Arte Moderna em Lisboa. Tinha 24 anos e estava rendido ao surrealismo?
Gostei de Max Ernst, de Chirico. Mas abstraccionismo, surrealismo, são nomes. Eu não sou nem contra o abstraccionismo, nem contra o figurativo, desde que siga a lei matemática.
Surrealismo, período irisado, barroco, período egípcio. Não se pode falar na sua obra sem a dividir por estes períodos?
Talvez se possa, mas não é isso que eu procurava. E esse período irisado já não é de ninguém, era eu que procurava algo com muita cor, irisar, íris. Usei tintas gliceroftálicas que têm cores muito brilhantes, procurava a intensidade total da forma. No barroco estava influenciado pela arquitectura barroca que existe no Porto. Também me impressionou muito a antiga pintura egípcia. Tudo isso me pode ter influenciado, mas o que eu procurava era a harmonia. A tal morfometria.
Encontrou-a?
Tenho quadros em que consegui.
A ligação aos espaços urbanos na sua pintura é ainda a ligação com a arquitectura?
Eu não faço ideia nenhuma se o arquitecto influenciou, se não. Nunca me debrucei sobre esse problema. Estou inocente [risos].
Parece que as cidades circulam à volta do seu atelier de pintor (tem um atelier de guaches e um atelier de óleos). Os trabalhos nascem como cidades?
Também não. É intuição pura, o raciocínio não intervém. Não há a mínima preocupação em fazer o que quer que seja. Geralmente, começo por fazer um desenho, um guache e só depois amplio para óleo. Pego num papel e sem saber bem o que estou a fazer há um impulso, faço um quadrado preto, por exemplo, numa folha branca, e esse depois é que me vai revelar, despertar para alguma coisa. E ponho um traço vermelho, sem saber o que estou a fazer. Estou a procurar impulsos para fazer uma terceira forma e alguém que esteja a ver que acrescentei um triângulo amarelo pode perguntar o que é que isso quer dizer. Eu não sei e vou acrescentando ou tirando formas. É muito possível que haja reminiscências.
Muitos quadros [actualmente está representado pelas galerias António Prates e S. Mamede] têm nomes de cidades como Veneza ou Moscovo. Visitou-as realmente?
Vou contar uma barbaridade. Para encontrar o título, por vezes vou procurar no Dicionário Larousse um nome que me parece ajustar-se. Mas isso é secundário.
Uma das suas obras, Mortes même dans le souvenir, tem alguma ligação com o 11 de Setembro (Nova Iorque)?
Não, não tem nada que ver. Olhei para essa pintura e lembrei-me desse título.
Com a Fundação a funcionar tanto em Boticas como em Chaves (prevê-se que os edifícios estejam concluídos até 2010), passará lá algum tempo a trabalhar?
Ainda não sei.
O isolamento tem sido essencial ao desenvolvimento da sua obra?
É essencial para encontrar uma mensagem. O homem tem que trabalhar e tem que meditar naquilo que faz. Foi o que eu procurei fazer.
Que será dito no futuro da obra de Nadir Afonso?
Isso é uma pergunta terrível. Espero que acabem por gostar do trabalho e que o compreendam. Espero que o futuro me dê razão.
Arquitecto por acaso
Uma personagem fugaz interferiu na sua vida. Terminado o liceu, Nadir Afonso quis inscrever-se no curso de pintura da Escola de Belas-Artes do Porto, mas o funcionário perguntou-lhe: “Porque não vai para arquitectura?” E ele foi, tinha 17 anos e já vira premiada uma das suas aguarelas. No futuro, haveria de recorrer à sua formação de arquitecto para sustentar a enorme paixão pela pintura. Dos 20 aos 26 anos expõe e convive com o Grupo dos Independentes de que fazem parte pintores como Júlio Pomar e Júlio Resende. E começa a escrever o primeiro de vários estudos, neste caso sobre o fenómeno da óptica. Aos 24 anos, viu adquirido um quadro seu, A Ribeira, que foi integrar a colecção do Museu de Arte Contemporânea de Lisboa.
Um traço faz toda
a diferença
Nadir Afonso sempre utilizou o mesmo método de trabalho: faz um estudo de pequenas dimensões, depois um guache com cerca de trinta centímetros e envia esse original para ampliação. Nessa fase, o que conta não são as cores mas, fundamentalmente, os contornos. Faz o decalque com o bico de uma esferográfica sobre a tela ajudado pelo papel grafite e pinta a óleo com mão firme telas que podem ter dois metros. Conta que um dia entrou em casa de alguém e viu na parede uma dessas telas. Não se lembrava de ter feito um certo traço negro que agora observava e acercou-se mais do quadro. Afinal não estava lá mas, visto ao longe, esse traço fazia tanto sentido que ele o “viu” representado.
Mais palavras para quê?! Bora lá até S.Bento.
antónio colaço
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A ESTRELA COMO NUNCA A VIMOS

A caminho da Gardunha profunda.

Bem por dentro da serra. Os segredos todos ali à mão.

Oh, Serra da Estrela, chegou a tua vez! Nenhuma auto-estrada com a A 23!

As Penhas da Saúde já ficaram para trás. Um pouco mais e a saúde que isto nos traz!

O Covão da Ametade, que ainda no passado Verão visitámos sem pinga de água, ali estava cheio de neve, completamente à vontade! (Esta rima tem muita pinta!)

Afasta-te neve, temos pressa de chegar. O Zêzere, sem nós, não vai engrossar.(Outra rima muito conseguida!)

Segurem-nos, as nossas raízes querem esquiar.

Ala que se faz tarde e a fome aperta. A caminho de Manteigas, ia mesmo, dos viveiros, uma bem grelhada truta.( Esta rima, então, merece mesmo um grande nevão!)

O que valeu é que ainda chegámos a tempo, em Castelo Branco, perto do novo Jumbo, passe a publicidade, para nos deliciarmos com os deliciosos Biscoitos de Azeite da Padaria Montalvão. Poi então!
antónio colaço
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ANSELMO BORGES ABRE JANELA DO (IN)FINITO

Sexta-feira, 13 de Fevereiro, 21.30, na Cooperativa Árvores, no Porto,olhem só a sorte dos que vão poder assistir não só ao lançamento do livro “Janela do (IN)FINITO“, do nosso querido amigo Anselmo Borges, mas, também, ao Debate que ele mesmo vai moderar sob o tema “RELIGIÃO,RELIGIÕES NO SEC XXVI e que conta com as participações de António Reis, Maria de Belém, Paulo Rangel.
No prefácio do livro, Guilherme d’Oliveira Martins adianta:
«Os textos que constituem este livro de Anselmo Borges são excelentes motivos de reflexão sobre um conjunto vasto de temas relacionados com o fenómeno religioso, com o diálogo entre religiões, com a relação entre fé e razão, com a diversidade de culturas, e também com a evolução da humanidade num mundo globalizado.
Anselmo Borges é um autor fecundo nos temas que aborda e no modo como o faz, tendo qualidades pedagógicas excepcionais, que lhe permitem abordar os mais diversos e complexos temas com uma clareza e uma proximidade que se tornam atraentes e acolhedoras. Mas não se pense em facilidade ou ligeireza.»
Acerca do livro, Anselmo Borges adianta:
«O ENIGMA DE UMA JANELA O fascínio de uma janela está em que se vê de fora para dentro e de dentro para fora, mas de tal maneira que as duas visões não são coincidentes. Escreveu M.-A. Ouaknin: “A janela é um objecto misterioso. Ela abre para a intimidade e para o mundo”. Ela é “fronteira, limiar e sonho”. O que se vê de fora para dentro tem sempre a ver com o oculto, o segredo, a intimidade, o sagrado. E o que se vê de dentro para fora? Baudelaire escreveu: “Je ne vois qu’infini par toutes les fenêtres”: só vejo infinito por todas as janelas. Através de uma janela, não se vê apenas o que está aí, à frente dela. Uma janela dá para o ilimitado, para o infinito.» ANSELMO BORGES.
Uma pequena recensão biográfica de Anselmo Borges:
Padre da Sociedade Missionária Portuguesa. Estudou Teologia (Universidade Gregoriana, Roma), Ciências Sociais (École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris) e Filosofia (Universidade de Coimbra).
Leccionou Filosofia e Teologia na Universidade Católica Portuguesa e no Seminário Maior de Maputo, Moçambique. É docente de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Tem diversas obras publicadas entre elas: “Janela do (In)visível“; “Religião: Opressão ou Libertação?“; “Morte e Esperança, Corpo e Transcendência” e “Deus para o Século XXI” (coordenação). É colunista do Diário de Notícias sobre temas de religião.
Todos a agendar para Sexta, 13, a grande sorte de uma noite em cheio!
antónio colaço
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A LUZ DO LUIS CIPRIANO ZETHOVEN!

Chama-se Luis Cipriano e, por mero acaso tive o privilégio de ver um excelente trabalho assinado por Miriam Alves ( parabéns, Fernando!), na SICNotícias, sobre o projecto ZETHOVEN, radicado na serrana encosta da beiroa Covilhã, que, aliás, ontem mesmo visitámos, como se pode ver mais abaixo, e que tem neste maestro e compositor a sua matriz vencedora.

É a divulgação destes e de outros trabalhos que nos dão a garantia – o ânimo, numa palavra! – de que no interior, como em qualquer outro lugar, aliás, há gente empenhada em dar a volta à crise da crise!

Quem diz na música diz noutros sectores. Todos os sectores. E só se pode divulgar o que tem existência real. O que corresponde a acreditar nas suas reais potencialidades. “Se tiver um metro quadrado de espaço para trabalhar sou tão feliz como numa grande cidade“! É a sabedoria dos 88 anos de Nadir Afonso a falar. Quer dizer, por vezes, só saímos do bem-bom dos nossos dias depois de exigirmos, de mão beijada todas as condições indisponíveis para contribuírmos com o que quer que seja!
O desafio de Luís e seus pares passa pelo contrário. Só assim se compreende, também, os prémios que o Grupo Coral da Associação da Beira Interior tem alcançado por todo o mundo.

Em Mação tive o privilégio de ouvir o seu coro. A aposta das televisões e do conjunto dos média numa agenda destas, bem diferente da baba e ranho com que nos amachucam a esperança é, igualmente, de louvar!
antónio colaço
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VÉSPERAS




Podes descansar em Abrantes, ou Mação, Sol. Faz de mim a tua derradeira colina, mesmo que nas Lisboas de Lisboa. Hoje, quero repousar na Tua Luz.
antónio colaço
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MATINAS


Faz de mim o lado nascente do Teu Sol.Nenhuma dúvida,nenhum temor, nenhuma hesitação.Tu és a minha Iluminação.
antónio colaço
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CAMPO DE OURIQUE.AQUI SOU FELIZ

Tomando de empréstimo o “aqui fui feliz ” – obrigado Luís pela inspiração! – Campo de Ourique no coração.Sempre, apesar da Ajuda. A caminho da lavandaria, uma lavagem outra, de estaladiços acepipes feita: provem as diversas empadas e digam-me se não tenho razão. Já por lá almocei. Genuíno e com uma decoração de se lhe tirar o chapéu. A Botica do Café, é que é! Cruzamento da Sampaio Bruno com a Almeida e Sousa, creio. Declaração de interesses: não conheço lá ninguém, nem ninguém lá me conhece.
antónio colaço
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OBRIGADO,ZECA.

Mão amiga fez chegar à redacção da ânimo esta atrasada foto do tradicional almoço de Natal que reúne assessores e jornalistas parlamentares e que aqui oportunamente registámos.
Curiosamente, ele há coincidências, o Zeca, meu querido e respeitado amigo, distribuiu, ontem, pelos jornalistas parlamentares, alguns dos cartoons que um tal Antoonio Colaço assinou, aqui há uns anos, no Acção Socialista. Como estava fora da Assembleia, quando cheguei, vi o Zeca nos directos da TV a … fazer de meu eficaz assessor. De assessor para assessor, Zeca, à nossa!
antónio colaço
PS
Não resisto em subir às tantas malas do sótão. Com que ternura esse tal de antoonio tratou o reincidente Dr. Pedro Santana, candidato à CML:

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MARCA MArginalizaÇÃO

Continente, Colombo.
O Tio Belmiro não precisa nada desta publicidade, mas enfim….
Há minutos, na Feira Nacional de Queijos, Vinhos e …Enchidos, em vão tentei encontrar um produtozinho que fosse resultante do recente protocolo assinado entre a Câmara de Mação e os produtores de enchidos daquele concelho. Bem que procurei a ver se descobria o mais que plagiado M, do Millenium (lá vai mais uma publicidadezinha à borla) e nada! Em contrapartida, ali estavam a meus olhos, os produtos “Estrela da Beira”, de Vila de Rei. A Dª Irene importava-se de dar um saltinho a Mação para explicar ao seu colega como é que se consegue estar presente num dos maiores centros comerciais da Europa, aqui mesmo ao pé da porta?
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Os dirigentes do PS ( NR-a pretexto das directas de hoje) estão convencidos que o caso Freeport serviu para acirrar os ânimos dos militantes.
Emídio Fernando, TSF
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ALCOCHETE,JÁ!
O aeroporto de Alcochete já deveria estar construído. Aviões a passarem, diariamente, às dezenas, por cima de Lisboa tem que acabar.
Diário Digital – Um avião comercial despenhou-se na noite de quinta-feira sobre uma casa perto do aeroporto de Buffalo, no norte do Estado de Nova Iorque, causando 49 mortes, 48 a bordo e uma em terra, informou a polícia.




Texto e fotos :pfm
NOTA
O tempo não o permite mas anunciamos para os próximos dias, mais trabalhos de pfm. “A minha janela é um tríptico”. Uma colaboração que se regista e se aplaude. Hoje, caríssimo pfm, até o tempo nos falta para irmos mais longe no registo do teu gesto! Obrigado. ac
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A LUZ DE S.BENTO

Adoro os candeeiros de S.Bento. A luz que irradiam, mesmo quando apagados, inspira, ilumina.Inspiram. Iluminam. Eu gostava de os celebrar e, neles, a LUZ que, verdadeiramente, nos está a faltar.
Este é, no entanto, um post com hora marcada para aqui se regressar. Perceberemos melhor, para a semana, do que hoje não devo falar.
antónio colaço
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MATINAS

Tantos rastos, tantas rotas, tanto céu e Tu a caminhares connosco, sem rasto, sem rosto,bem dentro de nós, num Infinito Céu.Obrigado.
antónio colaço
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WEBANGELHO

BENTO XVI E OBAMA
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Já uma vez aqui referi que há anos, na Suíça, fui a Ecône visitar o Seminário da Fraternidade S. Pio X, fundado pelo arcebispo dissidente Marcel Lefebvre. Após uma longa conversa com um padre, aliás simpático, da Fraternidade, tornou-se claro para mim que o problema era muito mais complicado do que propriamente a Missa em latim. O núcleo da questão era o Concílio Vaticano II e a revolução operada em problemáticas fundamentais, como a liberdade religiosa, os direitos humanos, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso. Os recentes acontecimentos vieram confirmar essa minha convicção.
Em 1988, Lefebvre tinha sido objecto de excomunhão pelo Papa João Paulo II por ter ordenado, sem autorização da Santa Sé, quatro bispos, também eles automaticamente excomungados.
Numa estratégia de cedências, o Papa Bento XVI foi dando passos de aproximação à Fraternidade. Assim, logo em 2005, recebeu o líder, bispo Bernard Fellay. Em 2007, autorizou a celebração da Missa em latim segundo o rito tridentino. Tudo culminou com a assinatura do decreto de reintegração dos quatro bispos na Igreja, divulgado no essencial no dia 21 de Janeiro e publicado no dia 24.
Quando se pensava que se chegaria ao termo do cisma, rebentou a bomba. As declarações do bispo Richard Williamson em entrevista à televisão pública sueca, negando o Holocausto, provocaram, como não podia deixar de ser, um terramoto: “Creio que não houve câmaras de gás. Penso que 200 a 300 mil judeus pereceram nos campos de concentração, mas nem um só nas câmaras de gás”, que serviriam apenas para desinfecção.
Ergueram-se protestos veementes de bispos e cardeais, de judeus também e ao mais alto nível, podendo ficar em causa a própria visita anunciada de Bento XVI a Israel. A chanceler alemã, Angela Merkel, interveio, exigindo explicações. O próprio Papa, por desejo expresso da chanceler, telefonou-lhe, pronunciando-se com toda a clareza contra o negacionismo.
Mas os estragos estavam feitos. Só a título de exemplo: segundo uma sondagem do Emnid, 67% dos católicos alemães pensam que o Papa alemão causou danos à imagem da Igreja, pedindo 56%, entre eles o presidente da Conferência Episcopal, R. Zöllitsch, que Williamson, que ainda se não retractou, volte a ser excomungado. Teme-se que muitos católicos na Alemanha abandonem a Igreja Católica. Perante o escândalo, há quem ponha em dúvida a autoridade moral do Papa para a continuação na direcção da Igreja.
Afinal, para lá dos erros de gestão na condução do processo, reconhecidos pelo Vaticano, o nervo da questão foi a atitude tíbia e dúbia na exigência aos integristas do reconhecimento pleno do Concílio Vaticano II. Note-se a coincidência de datas, quando se pensa que precisamente no dia 25 de Janeiro se celebrava o cinquentenário do anúncio por João XXIII da convocação de um Concílio ecuménico, precisamente o Vaticano II. Afinal, qual é o lugar primeiro da comunhão na Igreja: a obediência formal ao Papa ou o respeito real pela História e a memória das vítimas, pelos direitos humanos, pela liberdade religiosa, pelo diálogo inter-religioso?
Talvez mal aconselhado ou porque a Cúria lhe sonegou informação, Bento XVI acabou, de qualquer forma, por provocar um incêndio que contribui para maior descredibilização da Igreja.
Neste contexto, o teólogo Hans Küng, pensando em Obama que, após Bush, abriu os Estados Unidos e o mundo a uma nova esperança, reconhece que na Igreja Católica as coisas são diferentes, “vendo muitos o Papa Bento XVI como outro Bush”.
Ora, o que faria um Papa, se agisse com o espírito de Obama, pergunta Küng? Afirmaria que a Igreja se encontra numa “crise profunda”. Avançaria com uma nova esperança para uma Igreja renovada, com um ecumenismo revitalizado, diálogo com as religiões mundiais, uma avaliação positiva da ciência moderna. Rodear-se-ia dos mais competentes, mentes independentes, e não de yes-men. Iniciaria imediatamente por decreto as medidas reformadoras mais importantes e “convocaria um Concílio Ecuménico para promover uma mudança de rumo”.
(In, Diário de Notícias, hoje)
NOTA
Aguardam-se com grande entusiasmo os mais animados comentários!E o Debate de ontem no Porto, Padre Anselmo, correu bem? Como está mais livre, quer dizer o livro foi lançado, o Debate já foi feito, desafio-o, assim, em directo, para cinco linhas do que por lá se passou!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Depois dos ânimos serenados, tive o cuidado de confrontar os responsáveis com os factos ocorridos.
Leonor Furtado, Directora Geral Inserção Social, Antena1, estreia do “Este Sábado”.
2
Depois de uma pergunta incómoda, os ânimos incendiaram-se na Assembleia da República.
Rosário Lira, Antena1, estreia do “Este Sábado”
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NACIONAL 1.URGENTE OUVIR!
Obrigatório ouvir. Obrigatório regressar à velhinha Estrada Nacional 1.Não há palavras.( Tipo, pai babado, bla,bla,bla).Ouça e diga de sua justiça .
Aqui! (O link abre todo o programa. Avance para lá do meio e … boa viagem, com a EP-Estradas de Portugal a ignorar o que é feito da … Nacional1!!!)

A Rita sabe que o pai a tem na conta de uma das melhores repórteres da rádio da nova geração de jornalistas e que, pela primeira vez, desce ao povoado para o dizer alto e bom som.

Sem complexos e com total respeito pela sua autonomia editorial! De facto, depois dessa tão prodigiosa quanto louca aventura de se meter ao caminho da martirizada Coreia do Norte, a Rita subiu a Nacional 1, de um país que tarda em descobrir algumas das principais estradas para sair da crise. Está lá o país todo com o seu rol de misérias e grandezas. Talvez o melhor caminho para sabermos que é urgente não perder o pé. Obrigado, filhota!
antónio colaço
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MATINAS

Luz.Ponte.Confiante, faço-me ao caminho.Tu és a minha ponte e mesmo que a neblina de Ti me oculte, sei que posso atravessar-Te. Obrigado.
antónio colaço
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CONTO-TE COMO FOI

Já a seguir.
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MATINAS

E também do outro lado da rua Te encontro. Estás em todo o lado.Lado a lado, comigo, sempre. A minha Ajuda. Obrigado.
antónio colaço
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DIA D

A ver vamos se temos …festa, coelhinhos!
Hoje começa o DIA D para a ânimo . Para a festa dos seus 30 anos. A ver vamos se poderemos festejar com…VodkaLaranja. Esta imagem é o santo e a senha do nosso Abril, 2009, mas, também, a chave que explica a… baixa produção dos últimos dias. Movimentámos as tropas para uma outra frente da ”batalha”.
Enigmáticos? Serenamente, aguardemos. Até lá, Mãe, ordena aos teus heróicos soldados, “toca a rufar os tambores”!
antónio colaço
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A MARGINAL

Procurar na noite da Marginal, num suave travelling de rodas, entre o constante rendilhado das ondas, abeirando-se e espraiando-se pelo areal em debruados lençois de alva espuma, e o rumorejar das copas das palmeiras, a distanciada serenidade sobre os agitados dias da Capital.
antónio colaço
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CONTO-TE COMO FOI

Deixas Lisboa e nela as cidades de Nadir dormindo ao relento nos corredores do Parlamento. Trazes pendurados nas paredes das tuas rurais ideias, porventura menos elaborados, outros tantos quadros. E dizes, rumarei às minhas origens, lá subirei à montanha, sendo que em qualquer sítio dou por Aquele que sempre me acompanha.

Ao caminho que se faz tarde. Quem não transgrediria, num abrupto stop, surpreendido, em plena AH!23… , por um sol a espreguiçar-se, assim, em final de dia, no almofadado leito do nosso querido Tejo…

Já em plena Beira, à beirinha do sol se pôr …despacha-te, que me quero de ti despedir.

Agora que o sol se pôs e a lareira já fumega, toca a ver nascer na “têvê” os longínquos dias em que, do futuro que te esperava, nada sabias.

Como é gratificante, agora, deste lado de cá do futuro, de que então nada não sabíamos, olhar para esta pequenada toda, rural, sim, sem os desafios da televisionada tribo urbana, impecavelmente caracterizada no “Conta-me como foi“, é certo, mas, mesmo assim, com uma vida tão intensa, tão humana. A minha 2ª classe, Cardigos, meados dos anos 50.

Um privilégio poder, ainda hoje, tropeçar na Calçada da Ajuda com o meu grande amigo de infância cada um protagonizando o seu papel na Grande Cidade.

Que privilégio, que sortilégio os reencontrados dias de então, muitos anos mais tarde, na Portugália-mãe de todos nós, como que ajuramentados a um tempo, a uma terra de onde parece nunca termos saído.

Saltar da ficção para a realidade, celebrar o tímido regresso dos soalheiros dias à letargia outonal do Vale da Árvores. E o Vale, para os que sabem, ele mesmo um fiel compromisso com essa tão decisiva quanto marcante matriz rural.

E o Vale a perdoar-nos o aparente abandono. Nas amendoeiras, o florido beijo de um primeiro botão.

Nas ameixoeiras, tímidas grinaldas antecipam a adivinhada boda de suculentas ameixas feita, assim esperamos.

Sim aos meus narcisos, agora que me sinto cada vez mais distante de um narcisismo entediante.

Resistentes ao violento abraço das mais recentes geadas, ei-las, orvalhadas, as perfumadas violetas da minha infância cardiguense.
-Violetas, contem-me como foi, cantem como é bom sentir o vosso perfume aqui! Mãe, Maria, para vós, também.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Lamentavelmente, fruto do que por ali em baixo se pressente, escapou-nos a edição do Webangelho de Frei Bento Domingues. As nossas desculpas.
Além do mais é daqueles textos de “encher o olho”, como diz o povo, a que eu acrescentaria, é daqueles textos de deixar a alma aos pulos! De ALEGRIA!. Porque contra todas alergias que persistem em AFASTAR-NOS da FESTA. De DEUS, do DEUS que sempre que nos lembramos dEle bate as palmas, abraça-nos, empurra-nos para o quotidiano, como quem diz, não percas mais tempo Comigo, vai, vai amar o teu próximo, como a ti mesmo, vai cuidar dos que precisam de apoio para o corpo e para a alma, dos que tardam em descobrir-Me, lá bem no mais íntimo deles, como tu, AGORA, finalmente, sim, vai,vai, não demores mais, porque estou sempre convosco, como vos disse por Aquele rapaz que vos enviei para vos lembrar essas coisas, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, eu estarei no meio deles, de vós, sim, mas se Me sabeis entre vós, Vós que já me SABEIS, não é preciso andarem sempre a falar em Mim e sim alargar o número daqueles que, de tão ocupados com o que não interessa, ignorando o que estão a perder, desconhecem-Me, quer dizer, ignoram-Me, não querendo e não podendo desfrutar do que é sentir-se possuído do AMOR que só posso significar para eles!
Obrigado Frei Bento, por nos qwertar, alertar com os seus Iluminados caracteres. Caracteres que mais não fazem do que nos revelar o Divino Carácter de quem nos anuncia. O resto, sim, é preciso muita paciência para vencer tanta resistência, tanta inquinada penitência, oh Deus da Sapiência, Tu sabes.
antónio colaço

Os padres e os bispos não são a Igreja
15/02/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Certos párocos e serviços paroquiais procedem como se fossem donos da prática religiosa dos católicos
1. Qualquer padre católico ou bispo subscreve este título. São os meios de comunicação social que tendem a tomar a parte pelo todo. A Igreja Católica não pode falar sempre a uma só voz porque é uma unidade plural. Poder-se-á, no entanto, perguntar, a que propósito vem este título?
Reuniu-se, em Fátima (6-7/02/2009), o X Colóquio Nacional de Paróquias com o tema: “Porquê transmitir a fé – seduzidos por Deus – fascinados pelo Evangelho?” Desta interrogação não transitou muito para a opinião pública. A atenção fixou-se em números: a Igreja Católica tem, em Portugal, 4400 paróquias. Destas, 1100 não têm pároco residente. Segundo as previsões mais coerentes – se não houver mudanças radicais de orientação -, estes números só podem piorar. É evidente que a deslocação dos padres para acudir às paróquias está mais facilitada. Mas o carro, o telemóvel e o correio electrónico não resolvem tudo. A questão de fundo pode ser formulada da seguinte maneira: a hierarquia católica dá grande importância à celebração dominical da Eucaristia e à qual os fiéis têm direito. Não toma, porém, as medidas necessárias para dispor de pessoas habilitadas a presidir à assembleia eucarística com tudo o que esta supõe e implica. Ao não permitir a ordenação de homens casados nem de mulheres – sejam elas solteiras ou casadas -, o futuro é preocupante.
2.Segundo o Direito Canónico, a paróquia é uma certa comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do bispo diocesano, está confiada ao pároco, como a seu pastor próprio (Cân. 515 § 1.°). A paróquia, em regra geral, seja territorial e englobe todos os fiéis de um território certo; onde porém for conveniente, constituam-se paróquias pessoais, determinadas por razão do rito, da língua, da nação dos fiéis de algum território, ou até por outra razão (Cân. 518). No magistério de João Paulo II, a comunhão eclesial, embora possua sempre uma dimensão universal, encontra a sua expressão mais imediata e visível na paróquia: esta é a última localização da Igreja; é, em certo sentido, a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas (Christifideles Laici, 26).
Não são as normas do Direito Canónico que podem, só por si, responder à pergunta do citado colóquio. O padre João Castelhano, um dos seus impulsionadores e pároco de S. José, em Coimbra, insiste em não privilegiar o “como” da transmissão da fé, embora destaque as potencialidades do bom uso dos novos meios de comunicação. A presença das paróquias portuguesas na Internet mostra que os responsáveis estão abertos e atentos a novas formas de evangelização. Mas a pergunta fundamental é outra: porquê evangelizar? Que pode isso significar e exigir, hoje?
A sociedade portuguesa mudou e a população já não está organizada em torno do campanário. O que antigamente era uma diocese cabe, agora, em metade de uma paróquia urbana. No entanto, é sempre uma aventura arriscada mexer nos serviços médicos, jurídicos ou religiosos. A eliminação ou criação de paróquias exige uma reestruturação que nem sempre é pacífica. Por outro lado, como sublinhou o pároco de Santa Cruz, importa respeitar a liberdade de os católicos escolherem o local onde cultivam a fé e onde melhor se sentem, seja na sua área de residência, num movimento ou na sua paróquia afectiva. As preocupações com o papel da paróquia levam certos párocos e serviços paroquiais a proceder como se fossem donos da prática religiosa dos católicos.
3.Para sossegar a consciência, destaca-se que a falta crescente de padres pode ser uma boa oportunidade para vencer o clericalismo e promover o papel dos leigos no apostolado e nos serviços paroquiais: muito daquilo que ocupa os padres pode e deve ser realizado por leigos. Que Deus possa escrever direito por linhas tortas é uma sabedoria portuguesa que Bernanos descobriu no Brasil. Não devemos, no entanto, exigir ao Espírito Santo esforços suplementares para aquilo que compete aos seres humanos. Repete-se que há falta de vocações. Não acredito. Se a vocação é dom de Deus, não se esgota facilmente. Deveríamos olhar mais para o tabu que impede caminhos de solução. Por que não reintegrar aqueles padres que tiveram de abandonar o ministério presbiteral e que estão em condições de prestar serviços relevantes para os quais foram preparados? Por que razão não chamar, ao presbiterado, homens casados que manifestam grande capacidade de serviço na Igreja? E as mulheres? Será que, por serem mulheres, Cristo não as quer ver a presidir à Eucaristia? Precisamente Ele que, segundo os Evangelhos, lhes deu com amizade o papel de comunicar, aos apóstolos, o Evangelho da Ressurreição? Se Deus criou o ser humano à Sua imagem, homem e mulher, seria ridículo atribuir a Deus uma mentalidade patriarcal. Criar um deus à imagem do masculino é criar um ídolo. O sujeito masculino não tem mais aptidão para ser chamado à presidência da Eucaristia do que o sujeito feminino.
Ninguém, na Igreja, homem ou mulher, tem direito a ser padre ou bispo. Uma pessoa baptizada pode ser chamada a servir a comunidade através do ministério ordenado
(In Público, 15.Fev.09)
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CONTO-TE COMO FOI.

Finalmente, o “CONTO-TE COMO FOI”, pequena mas sentida homenagem à equipa que produziu a série da RTP, está editado, num post mais abaixo! Obrigado pelas tão desempoeiradas quanto informativas viagens que nos têm proporcionado. Afinal, é possível fazer outra televisão. Melhor televisão para telespectadores melhores, quer dizer, melhores cidadãos.
antónio colaço
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MATINAS

Sei que o Tejo corre, lá bem ao fundo da Calçada, para a sua foz, apesar da intensa neblina. Sinto em mim a Tua Voz , “caminha, caminha…”. Obrigado
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

“O Porto está triste. O Porto está sem ânimo!
Elisa Ferreira, SICNotícias
2
Mesmo no desânimo, na dúvida, nas derrotas, tive sempre a certeza que ia ganhar se continuasse o combate.
António Lobo Antunes,Visão
NOTA
Colabora connosco.Dá-nos conta de outras citações.O mail lá em cima, a porta de serviço.Obrigado
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CARNAVALHÃES

Criancinhas desfilam na Estrela. Utilizam o Magalhães na sua escola mas não sabem o que é isso do Ministério Público. Ainda bem.
antónio colaço
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ORFEÃO DE ABRANTES.80 ANOS A (EN)CANTAR

A nossa agenda pregou-nos uma partida ( já criámos uma comissão para proceder a um rigoroso inquérito ao sucedido! ) e lá deixámos passar o Concerto dos 80 anos do Orfeão de Abrantes, que julgávamos teria lugar neste fim de semana! Veja aqui a reportagem completa!
Com a rapidez que as novas tecnologias permitem, pusemo-nos ao caminho e pedimos ao Maestro Rui Picado, que executasse numa pequena partitura, quase 30 anos de direcção do nosso querido Orfeão (o escriba ainda criou para esta prestigiada associação cultural um boletim que dava pelo nome …SOL MAIOR!). Senhoras e senhores o vosso aplauso para todos aqueles que não se limitam à rotina dos dias e, cantando, nos afinam os dias!
Rui, ora diz-nos lá o que é isso de estar à frente do Orfeão, quando já só faltam 20 anos para a comemoração do seu centenário e do teu cinquentenário como maestro?!

Estou no ORFEÃO DE ABRANTES há 32 anos, dos quais 28 como director artístico do Coro Misto.
Poderia explanar-me, inspirado na frase anterior, sobre centenas de momentos inesquecíveis pelos quais passei, em que me emocionei, em que sofri, em que me alegrei e fui intensamente feliz.
No entanto gostaria apenas de deixar registada a felicidade de ter conhecido pessoas maravilhosas, lugares espectaculares, e música, muita música, mas mesmo muita música, se bem que eu ache que a música nunca é demais.
Sinto-me realizado porque em 80 anos de existência do ORFEÃO DE ABRANTES, pude durante 28 desses anos, deixar um pouco de mim, o que apesar de tudo foi muito menos do que recebi no mesmo espaço de tempo.
É muito bom ser Orfeonista!
Rui Picado
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Obrigado, Rui, e os parabéns para todos os teus orfeonistas!
antónio colaço
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CARNAVAL & CINZAS EM MAÇÃO.

Ponham aqui os vossos adormecidos olhos, senhores, e despertem para a criatividade dos nossos maçanicos avós.

Vá, ide, ide-vos lá aos vossos sótãos desencantar nas empoeiradas malas, roupas antigas e adereços vários para, em seguida, descerdes às ruas da animada vila de Mação.
Motivos não vos faltam e o Ministério Público, por aqui, em nada perturba a pachorrice dos dias. Quer dizer, adivinham-se excitantes momentos para a próxima quarta-feira, dia 25, ou, como já se ouve, que o advogado José Maria Martins poderá reduzir a cinzas as muitas máscaras da autarquia, em defesa do nosso querido amigo Zé Henrique, mais conhecido pelo Diabo Amarelo, alvo de um processo por parte do executivo de José Saldanha. Grande expectativa, também, para o testemunho de Carlos Alexandre, o mediático “super-Juiz” que, finalmente, deverá ser ouvido nesta Quarta-feira de Cinzas em defesa daquele que muitos consideram o verdadeiro líder da oposição.

Como já aqui dissemos, o Zé Henrique não se limita a meter a colher nas bem temperadas iguarias do seu restaurante Casa Velha ( Zé, aquele Polvo à Lagareiro do passado domingo estava d-i-v-i-n-a-l !) A ver vamos. Mas, até lá, ide, ide-vos lá “advirtire”.
antónio colaço
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EM DIRECTO DE MAÇÃO

Momento em que os diversos protagonistas entravam, há minutos, na sala de Audiências do Tribunal de Mação. Serenamente, aguardemos.
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ÂNIMOS EXALTADOS

Nos últimos dias muitas e riquíssimas convocações da palavrinha mágica! No final do ano elegeremos a melhor expressão com a palavrinha ânimo e os seus “derivados”!!! Actualizemos, portanto!
Nunca vi a descrença e o desânimo criarem um único posto de trabalho.
José Sócrates, Debate Quinzenal, Parlamento, hoje.
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Acalmados os ânimos a PSP recolheu ( na Feira do Livro em Braga) as cinco obras polémicas ( Capa de livros com um nú feminino de Couvert).
TSF,porta-voz da PSP
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E agora, o ânimo do senhor Primeio-Ministro sobre os animadores números de emprego.
Carlos Vaz Marques, TSF, Governo Sombra (21 Fev)
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A Igreja acolhe-os de coração magnânimo.
RTP, Conta-me como foi, (Cena do casamento.22Fev)
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TAMBÉM TU?( A TUITAR )

No Parlamento Global, aqui, ou ….

…no Público, aqui, tuitar é o que está a dar!
Deputados comentam opiniões de deputados. Jornalistas “denunciam” quem está a tuitar, tuitando eles mesmos. Uns e outros saltitam do Parlamento Global para o Público. O escriba, ele mesmo, ao fazer esta anotação, perde o seu tempo.
Pergunta-se: afinal, de que debate quinzenal estamos a falar? Do Debate quinzenal do Parlamento Global? Do Debate quinzenal do Publico On-line? Alguém se lembra do que é que Sócrates e os outros já disseram?
Tuitar, aqui por estas bandas, ainda não está a dar!( Mas até fomos lá meter uma colherada, e esta?É no que dá!)
Escrevi um destes dias que não vivo para blogar.Blogo porque vivo.O mesmo poderá aplicar-se a esse mais recente “brinquedo”: não vivo pra tuitar, tuito por que vivo.
Quer dizer, as novas tecnologias são um meio ou, antes, um fim? “O quê, ainda não aderiste ao “Twiter”?! Nem parece teu.
Eu, um novo tecnologicamente-antiquado?! Concedo. Mas, por agora, acho que o excesso de atenção que o meio mobiliza pode desmobilizar-nos da atenção outra que ao quotidiano cada vez menos dedicamos. Sim, corremos o risco de cada vez mais vivermos para tuitar, blogar, netizar … e não o seu contrário.
Está dito:tuitar, para mim, nestes moldes, por enquanto, é atentar contra a atenção à vida de que cada vez mais preciso. Escolho ficar por aqui. Já disse, não me (a)tentem.
antónio colaço
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TUITAR & FACEBOOKAR…”DESCONCENTRA”!
Acabamos de ler no DN.Já voltamos!Um excerto:
“Comportamento. Neurologista inglesa alerta para consequências do Facebook . O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.”
E no Público:
“Deputados de olhos colados nos computadores!”
“Eh!pá, isto desconcentra“! António Filipe, dixit!
Citando José Mário Branco, no FMI, (2ª parte, primeiros minutos!),” desconcentra, filho, desconcentra! “
Para continuar a debater!
antónio colaço
NR-Se quiser ouvir o FMI todo, aqui!
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LAUDES.

Candeeiro dos Corredores de S. Bento, há minutos.
Obrigado pelo dom da rendição. Desajeitadamente, ainda, confesso, mas cada vez mais iluminado, conto Contigo, para que, com a Tua sabedoria, não deixe que ela se converta em resignação. Deixa-me oferecer-Te este primeiro, mas, também e, ainda, desajeitado teste.
antónio colaço
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LISBOAS*

A minha janela é um triptíco mas…….a janela da minha vizinha é melhor do que a minha???
pfm
NR- LISBOAS – As Lisboas de Lisboa.Registem.ac
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S.BENTO DA PORTA …ABERTA

Hoje, apenas hoje, dou por mim a olhar para os tantos candeeiros de S.Bento. A serenidade que me transmitem.
antónio colaço
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WEBANGELHO
AUTOCARROS ATEUS E CRISTÃOS

Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Oslogan “Deus provavelmente não existe. Deixe, pois, de se preocupar e goze a vida”, que tinha começado por percorrer Londres, chegou à Espanha, nomeadamente a Barcelona e a Madrid, devendo alcançar outras cidades espanholas.
Como já aqui escrevi, trata-se, antes de mais, de um acto de liberdade de expressão. No quadro do respeito pela lei, todos têm direito a manifestar as suas opiniões e crenças. Este direito é, evidentemente, extensivo aos ateus.
Depois, é interessante que no “cartaz” se leia: “provavelmente”. Não se diz que não há Deus, diz–se que “provavelmente” não há. Isto significa que os autores dos cartazes perceberam que não podem demonstrar a não existência de Deus. A afirmação da existência de Deus ou da sua não existência não é objecto de ciência, pois não pode haver verificação empírica. O ateu não pode dizer que “sabe” que não há Deus; ele apenas pode dizer que “crê” que não há Deus. Como o crente também não “sabe” que Deus existe; ele “crê” que Deus existe.
E entende-se todo este movimento ateu, que deve obrigar os crentes a pensar. Não foram frequentemente os crentes que deram uma imagem de Deus que obrigava ao ateísmo? Não se deve ser ateu face a um Deus mesquinho e ridículo – pense-se, por exemplo, no criacionismo americano, segundo o qual os primeiros capítulos do Génesis devem ser tomados à letra –, invejoso da alegria dos humanos e impedindo a sua realização e felicidade?
É precisamente o que se dá a entender na segunda parte do slogan: “Deixe de se preocupar e goze a vida.” Deus aparece como impedindo a alegria de viver, de tal modo que a probabilidade da sua não existência seria o pressuposto para finalmente se viver de modo expansivamente humano.
Isso deve levar os crentes a reflectir, pois, embora seja fonte de vida, de salvação e realização plena da existência, de facto, muitas vezes foi pregado um Deus que amesquinha a vida, um Deus incompatível com a ciência, um Deus vingativo – ele até apanharia os ateus no inferno… -, um Deus desgraçadamente invocado para legitimar o que é contra Deus: a violência, o terrorismo, a guerra.
Mas também é preciso perguntar aos autores dos cartazes: que entendem por “deixe de preocupar-se e goze a vida”? Seja como for, crentes e não crentes têm de viver com responsabilidade e empenhar-se na luta por uma vida boa e justa para todos.
O lema do cartaz programado para a Itália pela União de Ateus e Agnósticos Racionalistas seria: “A má notícia é que Deus não existe. A boa é que não é preciso.”
Parece que foi impedido pelas autoridades. Lamentavelmente, pois esta publicidade dos autocarros ateus obriga toda a gente a pensar e é bom e urgente pensar no mais importante. O pior é não pensar, não se interrogar. A pergunta por Deus, seja para afirmá-lo seja para negá-lo, é a pergunta maior e é mesmo o fundamento da dignidade humana. O ser humano é digno, porque pode perguntar pelo Infinito.
Mas, afinal, Deus não é preciso? Também o crente reconhece que Deus não pode ser um tapa-buracos, a compensação para a nossa ignorância e impotência, a legitimação ideológica da ordem social e política ou a chave de abóbada de um sistema.
De qualquer modo, Deus tem a ver com o sentido último e a salvação. Foi talvez neste quadro que Nietzsche, sete anos antes de enlouquecer, escreveu a Ida, mulher do amigo F. Overbeck, pedindo-lhe que não abandonasse a ideia de Deus: “Eu abandonei-a, não posso nem quero voltar atrás, desmorono-me continuamente, mas isso não me importa.” Como escreveu Wittgenstein, “crer num Deus quer dizer compreender a questão do sentido da vida, ver que os factos do mundo não são, portanto, tudo. Crer em Deus quer dizer que a vida tem um sentido”.
Nas ruas de Madrid, compareceram também autocarros cristãos: “Deus existe. Desfruta a vida em Cristo.” Claro que há esse direito. Mas seria lamentável uma “guerra” de cartazes. Os crentes devem sobretudo testemunhar Deus pela vida, pela combate a favor da justiça, pelo amor. E é também fundamental uma pastoral da inteligência, no diálogo entre a fé e a razão.|
(In Diário de Notícias, hoje)
NOTA
Mais um momento alto das intervenções de Anselmo. Obrigado! Ainda bem que Anselmo existe.Sinal de que Deus insiste em fazer-nos felizes!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Visitar lugares santos ou comunidades?
A chamada Terra Santa, referência das três religiões ditas monoteístas, continua a ser um escândalo
1Nas circunstâncias actuais, a viagem do Papa à chamada Terra Santa e as propostas do turismo religioso que a vão acompanhar parece que ainda não têm um clima totalmente clarificado. Cristãos palestinos escreveram ao Papa para a cancelar. Seja como for, Bento XVI vai pisar um terreno armadilhado em diversas direcções. Para fugir a umas, arrisca-se a cair noutras. Vai precisar de exercer, como nunca, o “ministério da reconciliação” para servir a paz entre povos, culturas e religiões e “fazer cair os muros da separação”. Não pode, como muitas vezes acontece, para se aproximar de uns, afastar-se de outros. A particularidade cristã que o impele só tem sentido L surge como eucuménica, ponte entre tudo e todos, católica, no sentido exacto de abertura universal, insistindo nos caminhos concretos do direito, da justiça e do perdão que urge percorrer. A chamada Terra Santa, referência das três religiões ditas monoteístas, continua a ser um escândalo. É um dos lugares do sofrimento e da impotência de Deus perante a loucura humana.
Para que a Quaresma não seja apenas um rito anual “por fora da alma” – como diria F. Pessoa – importa transformá-la numa infinita viagem interior, cujo destino é o nosso renascer permanente.
2Com isto não quero desvalorizar as peregrinações à Terra Santa. Têm uma tradição e significação históricas, no imaginário cristão, que seria uma violência inconcebível tentar impedi-las. Os peregrinos vão com a ideia de um contacto privilegiado com os lugares em que Jesus viveu, actuou, foi morto e com os lugares das manifestações do Ressuscitado.
A primeira crónica da presença de peregrinos do Ocidente peninsular nos Lugares Santos da Palestina é de uma notável cristã de Braga, Egéria, que, em 16 de Dezembro de 383, estava no monte Sinai. Como diz o historiador José Marques (1) – que seguimos – esta notícia, bastante anterior ao conhecimento do primeiro bispo da Diocese de Braga, Paterno (397-400), é expressão segura da implantação e vitalidade do cristianismo nestas regiões do Ocidente peninsular, marcado também pelo desejo de conhecer os lugares onde decorrera a vida de Jesus e outros intimamente ligados à história do Israel antigo.
O facto de a narrativa do seu Itinerarium estar truncada na parte inicial priva-nos de informações relativas à biografia desta monja peregrina, a começar pela da sua naturalidade. Apesar de haver quem a tenha considerado oriunda da Aquitânia, as opiniões convergem no sentido de que era de Braga ou, pelo menos, do Conventus Bracaraugustanus. Desconhece-se, também, o itinerário seguido e as vicissitudes do caminho. Mas, como observa J. Marques, as descrições que Egéria deixou do monte Sinai, das manifestações de vida religiosa aí existentes, a evocação de localidades que foram cenários de conhecidas passagens bíblicas, a indicação das etapas da caminhada para Jerusalém, o registo dos itinerários das deslocações feitas, a partir de Jerusalém, à Arábia, à Síria, à Fenícia, ao Egipto, à Mesopotâmia, até Edessa – onde se encontrava o túmulo de S. Tomé – e tantas outras informações fornecidas neste “diário”, relativo a um período tão remoto, conferem-lhe um valor inestimável, no quadro das relações entre o mundo cristão do Ocidente e do Oriente.
Às descrições das localidades visitadas temos de acrescentar também a frequente menção das pessoas que a acompanhavam e o registo do modo como se processavam as visitas, incluindo as leituras bíblicas, evocativas dos factos ocorridos em cada um desses lugares.
Tudo isto torna este “diário” egeriano um documento precioso para o conhecimento da vida cristã nestas paragens do Oriente e das peregrinações que também lá, internamente, se faziam aos Lugares Santos ou simplesmente marcados por acontecimentos bíblicos. A título de exemplo, bastará recordar que, por ocasião da visita ao túmulo de Job, diz ela: “Via muitos santos monges que dali vinham a Jerusalém para visitar os lugares santos, com o propósito de ali rezarem”.
Este vasto conjunto de descrições e referências a lugares santos e de interesse bíblico e às manifestações de cristianismo organizado, patente em numerosas comunidades monásticas e centros eremíticos, conferem-lhe, só por si, um interesse extraordinário como testemunho e fonte histórica. No entanto, o seu valor ficou extraordinariamente aumentado com as descrições contidas na segunda parte da obra, essencialmente acerca da liturgia praticada em Jerusalém, nos domingos, nos dias feriais, nas festas e nos diversos momentos litúrgicos especiais, como a Semana Santa, semana e oitava da Páscoa, Pentecostes, catequese e liturgia baptismal, dedicação de igrejas, etc.
No começo desta Quaresma, não posso deixar de recomendar a preciosa edição bilingue da espantosa viagem desta monja bracarense. Não estava seduzida, apenas, pelos lugares e as suas referências bíblicas, mas sobretudo pela vida das comunidades e dos seus costumes (2).
1) Peregrinos e Peregrinações Medievais do Ocidente Peninsular nos Caminhos da Terra Santa, in Estudos em Homenagem a João Francisco Marques, vol. II, Faculdade de Letras do Porto, 2001, pp. 10 1 – 122.
2) Egéria. Viagem do Ocidente a Terra Santa no Século IV, Edição de Alexandra B. Mariano e Aires A. Nascimento, Lisboa, Colibri, 1998.
In Publico,hoje.
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ENTARDECER NA CASA DO LARGO…
… em Caneças, bem no Centro.Dadas as circunstâncias, recomenda-se a viagem de ida e volta desde Lisboa, pela Crel, com saída em Caneças.E depois é deixar que a simpatia das senhoras superiormente orientadas pela Dª Filomena façam escorrer nas chávenas, o cremoso e mentolado “Chocolate com menta”!

Na tarde de hoje, para não deixar a dentição que resta enciumada, optou-se, num caso, por um Struddel de maçã, nozes e canela recheado, noutros, por um meio estaladiço Merengue ( vulgo “suspiros”!) de onde escorrer caramelo e chocolate. De comer e chorar por mais.
É bom haver gente que investe nas periferias da grande cidade. E com que qualidade.
antónio colaço
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VÉSPERAS

Nos Jerónimos, mas com as palavras do Pe Vítor bem por perto!

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO I DA QUARESMA Ano B
“Jesus esteve no deserto quarenta dias”.
Mc 1, 13
A água e o deserto
Água e deserto, aliança e tentação, opostos incontornáveis
do caminho que nos propõe a Páscoa como meta.
Tensão criadora a agitar a cinza dos dias e a fragilidade da terra,
espaço sem limites das escolhas que nos realizam.
Água do nascer e do renascer que nos definem,
entre o “já” e o “ainda não” de grandeza e miséria,
“todos os dias são nossos”, como dizia o poeta,
mas é também nossa a coragem de espalhar a aurora
e levantar rostos cansados e abatidos.
Deserto do apelo ao essencial que é sempre tão pouco,
(um sorriso, um abraço, “um sair de mim e ser amor contigo”),
lugar onde a conversão vai além da penitência,
a alegria de dar é mergulhar na realidade de alguém,
os gestos ecoam a mudança que acontece no silêncio.
Água para a travessia do deserto,
e terra seca que pode reaprender a lição do barro,
este é o tempo de confiar nas mãos de Quem faz aliança connosco
e as oferece cada dia para revelar
o que é belo e teimamos em esconder,
o que é verdade e teimamos em desprezar,
o que é bom e teimamos em esquecer.
Jorram os rios de água viva dos nossos corações
a empapar os desertos, que podem ser os prédios e as ruas,
e as casas, e os trabalhos, e as compras, e até os divertimentos,
onde tantas solidões se acumulam?
Bebemos e mergulhamos nesta água que é Cristo,
e, como a samaritana, ensinamos o caminho da fonte?
Guardamos cisternas ou ajudamos os desertos
a descobrir a Fonte que neles está?
NR
Vê, meu caro Pe Vítor, porque é que preciso de uma foto “decente”?!Na volta do correio, já!
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CONTO-TE COMO FOI

Acredito que o “CONTA-ME COMO FOI” transforma-se, de capítulo para capítulo, num verdadeiro ”Não apaguem a memória”. Diria mesmo, faz mais para percebermos como tudo se passou do que muitas e proclamadas boas intenções, para não dizer de alguns estafados guiões!
Refiro-me, não só às mentalidades com que me/nos embrulharam os anos 60 como, sobretudo, à dramática embrulhada da guerra colonial e aos milhares de mortos que, de África,vieram com a sua juventude embrulhada em negras tábuas de fúnebre pinho.Para mim, África, pior, a expectativa de África, tropeçou na gloriosa e redentora madrugada de 25 de Abril ( por isso não me canso de o celebrar! )no quartel da EPAM, ao Lumiar: “Desta vez não vamos falhar!”, disseram-nos. O 16 de Março tinha sido há tão poucos dias, em Mafra! Carlos, Mariano, Asdrúbal, bora lá este ano até à “Toca”?!
antónio colaço
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MÁRIO TROPA EXPÕE.TODOS A SANTARÉM.SAB.15H

Os meus amigos, amigos de Mario Tropa são.
antónio colaço
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MARTIM. ASSIM, SIM, SR.SILVA

Martim Silva, do recato das esconsas cabines da Lusa, em S. Bento, para o plateau da SICN, via Expresso ( acho que isto saiu bem!)! E a gravatinha vermelha, então, cinco estrelas. Quanto ao Simplex, quer dizer, tem dias mas o meu caríssimo Martim não deixou de ser generoso. Temos é de combater os excessos de zelo, sejam do Governo, do Expresso ( hoje não tem link!) ou de quem quer que seja, mai nada. Também estou nessa!
antónio colaço
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JACARANDÁ JÁ…

…borbulha! É sempre um momento de grande ansiedade. Saber se renasce ou se se fica vergado pelos invernosos dias. E já lá vão cinco anos. Nascido nesta varanda, sempre tão loooonge, mas, ainda assim, tão perto do Palácio, lá ao cimo. Um rei, este Jacarandá …renascido! E você, o que fez do seu, meu caro António?!
antónio colaço
NR-O zoom do nokia foi-se! Mas os tímidos botõezinhos esverdeados estão lá!
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A TUA LUZ,LUIZ.

Dizes, subirei de S. Bento ao Camões.

Luz, sim, luz é o que procuras.

Escuridão até mais não.

Tal como tu, as janelas reclamaram pela sua hora de luz.

Finalmente, a tua luz, Luiz. Pudesses contar-nos, cantar-nos a Luz em que te banhas.
antónio colaço
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ABRIL,ÂNIMOS MIL
“Fiz o que fiz – é tudo o que uma pessoa sabe quando olha para trás”
(Philip Roth, O Fantasma sai de Cena)
Hora a hora, todos os dias, arrisco tudo, risco-me todo, nada temo, não corro, por isso, qualquer risco.
Mais do que a hora ou o lugar onde mostrar já ninguém me rouba, com toda a certeza, o privilégio de continuar a ver e sentir a hora de te revelares, oh, Divina Beleza. Os girassóis de Vincent, os náufragos de Medusa, os néctares do Vale, a fragrância das hortênsias, o barro centenários de monásticos tijolos…
Contra a predestinação dos nomes, de todos os nomes, em meu nome e com a devida autorização dos nobres materiais que se me ofereceram para moldá-los, transformá-los, eis um pequeno making-off da exposição comemorativa de 30 anos de ânimos mil, em preparação.
Para ter lugar em Abril, Maio, Outubro, ou nada ( trocadilho emprestado!). Uma coisa é certa, nunca deixará de ser o que, hoje, em cada dia que passa, felzmente já É. Sobre o que esta exposição poderia ter sido e as legítimas expectativas em seu torno conscientemente abortadas, falaremos num outro momento.

Pormenor de bordado de minha saudosa Mãe estampado no meu primeiro lençol e que integra a tela “Perto do Princípio“.






antónio colaço
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MATINAS

Obrigado por me fazeres ver, relembrar, quero dizer, que o ódio, o ressentimento, a vitimização não fazem falta nenhuma para poder afirmar o valor da minha obra. Da Tua obra. E que rendição nada tem a ver com resignação. As nuvens são, por isso, passageiras. A Tua Luz é Eterna.
antónio colaço
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MATINAS

À chuva veio, agora, juntar-se uma forte ventania. Obrigado, faz-nos ver o muito que em nós precisa ser varrido para bem longe.
antónio colaço
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aBESpinhado

A linguagem publicitária desde sempre me fascinou. Sobretudo por tropeçar, quando menos se espera, nas esquinas de ideias que, estando ali à mão, nunca ninguém delas se lembrou para embrulhar, num segundo momento, venda, divulgação, ou simples sensibilização para campanha, qualquer campanha, do comercial ao humanitário.

Mas…também tropeçamos, por vezes, no inenarrável, ou, pior do que isso, na exploração dos baixos sentimentos como é o caso da lamentável campanha do BES que apela, em tempos de assinalada crise, à mais execrável falta de solidariedade humana que já me foi dado contemplar. “O quê?! Não me digas que – no meio desta enorme crise que se vive, de desemprego, de falta de dinheiro para comprar os bens essenciais, etc, etc, – tu foste lembrar-te de mim … tipo, “Oh!miga, dá cá um abraç…”, “NÃO!!!!ESTAVA A GOZAR CONTIGO”! Entenda-se, ” estava era a gozar com a tua miséria, com a tua solidão, com o teu salve-se quem puder”!!!
Eu, por mim, deixava o BES! Exactamente porque, como penso em mim, não posso, muito menos nestes conturbados tempos, deixar de pensar nos outros e sentir-me impotente por não conseguir fazer um pouco mais por eles!
(Aqui chegados, já estou a ouvir algumas vozes…”Ingénuo incorrigível!Cala-te, o anúncio até tem piada! E funciona! De facto, não é verdade? A nossa sociedade não funciona assim?!Vê lá se não engoliste o anunciozinho todo?!”)
Não! É de vómitos! Este é, para que conste, um post “gregado”!
Fiquei aBESpinhado, já disse!
antónio colaço
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LISBOA CIDADE FANTASMA

Câmara gastou 1.135 milhões em reabilitação
Lisboa perde 300 mil habitantes em 60 anos
2009/03/05 08:57 / JF
Número de habitações é hoje cinco vezes maior e estima-se que cerca de 60 mil destas casas estejam vazias
Lisboa perdeu nos últimos 50 anos 300.000 habitantes, mas o número de habitações é hoje cinco vezes maior e estima-se que cerca de 60 mil destas casas estejam vazias, avança a Lusa. ……
…..Contudo, entre 1991 e 2001 perdeu 100.000 habitantes, e o INE estima que Lisboa continua em perda numa média de 10 mil habitantes/ano.
Estou abespinhado sim. O anúncio é uma estupidez. A crise chegou á imaginação dos criativos.
Depois de ler esta notícia além de abespinhado estou chocado. É inacreditável 60 mil casas….
Da minha janela o nevoeiro esconde o deserto em que Lisboa se vai transformando.
Onde estão as medidas??? ( a nova lei do arrendamento é inútil, não serve a ninguém , só serviu para o Governo apregoar que é reformador… deixa-me rir).
É necessário e urgente recuperar alguns habitantes, destes que desapareceram no nevoeiro que são os dormitórios que rodeiam Lisboa e estragaram o ambiente quer fora quer dentro da cidade.
Lisboa qualquer dia é uma cidade fantasma, movimento das 8 h ás 20h e depois o deserto completo onde como uma miragem de um oásis ainda existirão umas ilhas com gente velha dentro.
pfm
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(U)GANDA PROJECTO!!!

A Rita, jornalista, e a sua colega Lina, geógrafa, estão de partida, Sábado de manhã, para o Uganda.
Deixei-lhes, agora mesmo, este comentário. Saiba do que se trata pelas suas próprias palavras . No meio da crise, ainda há quem pense na extrema crise e pobreza dos outros. África…Nossa, bem distante desse memorável Africa Minha de Meryl Streep e Robert Redford:
Esta minha filhota, que nunca mais me dá um neto, faz-me, agora, avô de meia centena deles.Boa jornada, Senhora Jornalista! Senhora Geografa.
Beijinhos, irmãs-de-uma-caridade-nova-que-tarda!
Beijinhos, Teresinhas-das-Calcutás-do-seculo XXI!
Que as margens da marginalizada Africa sejam inundadas pelo rio de esperança e generosidade actuantes que levais nos vossos coraçõezinhos!
O Pai e o amigo
antónio colaço
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REABRIR ABRIL

Alguns amigos mais chegados já nos deram conta de que algo poderá estar a passar-se com a realização da exposição comemorativa, melhor dizendo, celebrativa, dos 30 anos da ânimo, “Abril, Ânimos Mil” dada a recente utilização de linguagem nas entre linhas, à velha maneira do “antes do 25 de Abril” ! É verdade, sim senhor.
Mas estamos quase em condições de poder adiantar o onde , como e quando da dita exposição, deixando para mais tarde os inqualificáveis percalços de que tem sido alvo.
Esta imagem, de um original que celebrou os 30 anos do 25 de Abril, e de que muito me orgulho – para além da serigrafia editada pela A25, aquando da celebração dos 19 anos – e que faz, hoje, parte da colecção da Associação 25 de Abril, estará patente, de certeza absoluta, na exposição, homenageando, assim, todos os nomes daqueles que levaram por diante tão decisivo movimento!
Esta exposição virou, assim, também, um momento mais de denúncia da arrogância e pesporrência daqueles que se julgam donos dos nomes, do quem é quem no panorama das artes plásticas portuguesas, eles mesmos pequenitos, por sua conta e risco próprios, conscientemente atrelados aos “nomes” que criam para satisfação das suas pequeno-burguesas ambições, uns portuguesitos, uns “roseiritos” ( para ser muito carinhoso, embora hesite se deverei ou não, oportunamente, recorrer ao nazareno azorrague…)enfim, cuja única ambição é a estafada pequenez de um Portugal dos pequeninos feito à sua tão triste dimensão.
Contra essa predestinação dos nomes, só nos resta sermos nós, de uma vez por todas, a destinarmos a rota dos nossos dias na mais perfeita fidelidade a um Abril inicial. O nosso destino é mesmo Reabrir Abril para que Maio, Junho, Julho, Agosto, todos os meses, todos os dias possam ser os dias de construção e afirmação de uma terra que quer contar com todos os nomes e onde todos os nomes contem, tenham lugar! Os nomes com que tu, eu, cada um de nós assina por baixo a construção de um Portugal Melhor.
antónio colaço
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ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL RECEBE 30 ANOS DA ÂNIMO!

Chegas ao Largo do Camões. Sabes que lá ao fundo, à esquerda, subindo, alguém espera por ti, de cravo ao peito, as silenciadas armas ali por perto. Sim, o mítico Largo do Carmo, de Salgueiro Maia e camaradas, está a dois passos.

Continuas a subir, a Rua da Misericórdia, o nº 95 espera por ti . Rejubilas. O santo e a senha estavam certos. Deixaste o Palácio de S. Bento para trás, subiste a Calçada do Combro, estás feliz, conseguiste erguer-te dos escombros que nunca adivinhaste. Bates e a porta abre-se. Abril, finalmente, e os seus ânimos mil, abrem-se para ti!

Chegou, finalmente, a hora de poder anunciar aos meus queridos amigos que a Exposição ” ABRIL, ÂNIMOS MIL”, será inaugurada pelas 19 horas da Quinta-feira, 16 de Abril, do corrente ano, prolongando-se até 8 de Maio, na Galeria da Associação 25 de Abril graças à colaboração do meu querido amigo e presidente da minha Associação 25 de Abril, Vasco Lourenco.
Como miliciano de Abril e artista plástico não posso deixar de agradecer publicamente a confiança depositada. Tudo farei para honrar Abril, tal como há 35 anos, nos telhados dos velhos estúdios, da velha televisão do velho regime. Devo reconhecer, todavia, que passados estes anos todos, no domínio da actividade dita intelectual, e, concretamente, no das artes plásticas, e não só, muitos dos velhos vícios continuam ainda a ser reproduzidos por alguns dos novos protagonistas que, ingenuamente, supunha imbuídos do espírito daquela redentora madrugada. Fazer esta exposição de pintura e escultura, 35 anos depois, na sede da A25, é, para mim, afortunadamente, um privilégio que desde já, penhoradamente, agradeço. Muito obrigado, camarada Vasco Lourenço e a todos os membros da direcção da Associação.

Pormenor da gravata que o artista ( hoje, desalmadamente, a puxar pelos galões! ) levou para a reunião de trabalho com Vasco Lourenço e o coronel Aprígio Ramalho.

Pormenor da Galeria desenhada por Siza Vieira ( todo o prédio, claro!). O programa das festas será divulgado em breve estando garantidos, para já, alguns licores e bolo finto de Mação…
Agora, se não se importam, o artista regressa ao atelier, cada vez mais sereno, mais tranquilo, e empenhadíssimo em defender o seu … bom nome.

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UFF (U)GANDA SUSTO.TUDO BEM

A última e animada conversa de ontem à noite,em directo já de Kampala, com as nossas “missionárias” Rita e Lina,bem dispostas, a poucas horas de avançarem para o grupo de africanitos com quem vão trabalhar, em Bulenge, em nada fazia prever o matinal susto de há algumas horas devido à notícia da queda de um avião comercial Antonov no Largo Vitória, depois de levantar voo do aeroporto de ….Kampala, Uganda, e na qual morreram todos os seus ocupantes!
A impossibilidade de um contacto imediato, telefonemas vários consulares e, quase duas horas depois, a voz da Ritinha, sorridente, dando conta de que tudo está a correr pelo melhor.
No meu caso, face à impossibilidade de contacto por tlm, cheguei a recorrer à mensagem/comentário directo no blog que criaram admitindo que o consultassem primeiro! As novas tecnologias e o seu precioso contributo.
antónio colaço
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CORES DE MARÇO EM MARCHA.

O branco apoderou-se da minha jovem ameixoeira e faz dela a mais radiosa noiva do Vale das Árvores, Mação.

Extasiadas pelo sol de Março, as minhas magnólias desfolham as suas roxas grinaldas num desejado e primaveril abraço.

Se as cores já se agitam no Vale, o mesmo se passa no atelier da Ajuda. Abril,o dia 16, 19 horas, na Galeria da A25Abril, quase. Os girassóis de Van Gogh – em preparação uma tela que se chamará “Van Gogh vem cá“, ou de como ao quadro de Van Gogh só vai faltar, mesmo, o amarelo dos seus girassóis, embora, sementes seja coisa que não falta. Uns e outros, do Vale. Van, vem cá, não sejas “elitista”, ajuda aqui o artista a semear de amarelo a tua tela.

Igualmente à espera de cor, este “Perto do Princípio”, concebido a partir de bordado original da minha saudosa Mãe e que assim acrescentou arte ao meu primeiro lençol de bébé. Não sei se isto comoverá o empedernido coração das ” elitistas” da nossa praça mas também não interessa. Em breve terão mais um espaço.
Para quem não tenha lido as últimas do Expresso do passado Sábado:
“ZITA SEABRA ( mas cujo nome bem poderia ser ZITA ROSEIRO, segundo o nosso MEC-Miguel Esteves Cardoso,in Sábado,5.Mar.09,pag54) vai abrir uma livraria em Lisboa, na Rua do Século, nas instalações de uma antiga padaria. Vai chamar-se Aleteia, como a editora que Zita fundou, e ( NR- Reparem bem!) privilegiará o público elitista”.

Mais palavras para quê? Que diria a padeira de Aljubarrota, que de elitista nada tinha, se visse, agora, esta “antiga padaria” virar elitista casa de livros, eles mesmos elitistas, claro, a precisar, porventura, de uma pazada de ar fresco nas lombas, perdão, lombadas, para deles sacudir tanto pó de acumulada e “popular” farinha?
antónio colaço
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SOMOS TODOS UGANDESES!
As nossa irmãzinhas ugandesas, Rita e Lina, voltaram a dar notícias.Depois do susto de ontem, olhem só os “estragos” que já por lá andam a fazer. Um excerto da sua reportagem. O resto é mesmo para ler ( E DEIXAR COMENTÁRIO! VÁ LÁ ,VAI SABER-LHES BEM!!! Dar-lhes mais ânimo ainda!!!) …aqui!

(…)
“Durante estas visitas, o Sam, o Patrick e o William dao refeições aos miúdos. Alguns nao comiam há 5 dias! E desta vez conseguimos resgatar mais uma menina da rua. A Katushabe tem 14 anos, veio do Norte do Uganda e foi obrigada a ser uma menina-soldado. Fugiu para a capital, e estava a viver na rua ate há 2 horas.”
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OBRIGADO,EMERENCIANO

A propósito da exposição “Abril, Ânimos Mil”, recebi de Emerenciano esta agradável surpresa da sua lavra criativa. Muito obrigado meu caro. Se o Emerenciano não fosse já um nome consagrado das nossas artes plásticas, teria muito gosto em recomendá-lo a uma editora livreira da nossa praça que eu cá sei. Mas como, felizmente, não só não precisa como, ainda, faz o favor de colaborar, sem complexos, ou deslumbramentos bacocos com este “jovem” artista plástico em “início de carreira”, estamos conversados. 
Já agora, um pouco de história. Quando dei por mim a deixar de privilegiar uma certa componente figurativa dos meus trabalhos, a escrita (na foto um trabalho do início dos anos 80), a sua componente “qualigráfica”, gestual, pouco a pouco, começou a tomar conta de tudo quanto me saía. E quando o jornalismo ficou para trás, esses escritos – essa escripintura, como bem classifica Emerenciano – como que assumiram o papel dos velhinhos “linguados”, os modernos caracteres de hoje, as mensagens outras dos dias de hoje, ao ponto de, um certo dia, numa das anteriores exposições alguém dizer, “oh!deixa um bocadinho para a gente conseguir ler”!
Foi então que um velho amigo, professor de educação visual, me mostrou um livro sobre Emerenciano. Um certo pudor me invadiu, como quem diz, “oh! afinal a escrita também é importante para este. E agora, que fazer?!” Tal veio agudizar uma questão que ao tempo se me colocava: evitava ir ao cinema porque achava que um dia também realizaria os meus filmes e como queria ser um realizador original não podia ver o que os out….
Ingenuidades! A verdade é que a minha auto-estima superou a revelação. Ou seja, estava a fazer aquilo que gostava e jamais largaria. Hoje, esse lado gestual permanece e no dia 16 de Abril figurativo, gestual, surrealismo e tudo e tudo subirão ao Chaido.
Obrigado, outra vez, Emerenciano, pelo privilégio do seu desinteressado companheirismo.
antónio colaço
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A CAMINHO DE ABRIL…

A cor começa a tomar conta do branco das telas. Será, creio, a mais telúrica das minhas recentes exposições. Das podas do Vale das Árvores vieram estas vides com que pretendo celebrar a irmã terra e tudo quanto nos dá. ” Louvor e Exaltação do Vinho” assim se chamará ao conjunto desta obra que integra outros elementos a revelar no local.
O Público titula hoje que a “Riqueza criada pela agricultura caíu 23% com a integração europeia e que os rendimentos dependem mais dos subsídios do que da venda de produtos. A meia centena de pés de videiras que enterrámos no Vale não são exemplo para ninguém mas, pelo menos, pelo nosso lado, a terra é uma realidade que contará sempre connosco, comigo, até ao final dos meus dias. Há uma quadra popular que há muito me acompanha na memória e que cito de cor, “Da terra é que a gente nasce , da terra é que a gente vive, da terra é que a gente come, e a terra, depois, come a gente”! Claro que este comer é relativo para quem, como eu, acredita que um dia habitaremos uma nova Terra . É por isso que, embora do facto nos esqueçamos, amiúde, à luz dessa nova realidade todas as nossas pequenas questiúnculas são …pó!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Os ânimos continuaram exaltados e a polícia continuou a controlar os acontecimentos ( recepção aos jogadores do Sporting após as sete bolas, perdão 12 bolas de… Berlin.Desculpa, Rui!).
RTPN, hoje.
Não esperemos que o Vaticano tome posições de ânimo leve.
Pedro Mexia, TSF,Governo Sombra
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ABENÇOADAS E GLORIOSAS GLICÍNIAS
Abençoadas e gloriosas Glicínias que hoje chegaram a S. Bento! Bem-vindas para tornar, também, mais gloriosos os nossos desencantados dias.
antónio colaço
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WEBANGELHO.PRIMEIRO DEUS

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO III DA QUARESMA Ano B
“Tirai tudo isto daqui;
não façais da casa de meu Pai
casa de comércio.”
Jo 2, 16
Violência para acordar
São brutais as notícias de violência que chegam até nós. Não só a de guerras e atentados mas também as mais próximas, em famílias (dolorosamente chamada “doméstica”), e escolas, e bairros. Violências a que chamamos estúpidas e irracionais, feitas de lutas de poder e raivas contidas, mas que precisam de ser lidas e interpretadas. Muitas vezes são “gritos” contra uma certa “domesticação” da vida, ou reacções a injustiças crescentes, mas não se podem legitimar por qualquer razão. É comum sentirmo-nos impotentes mas é preciso olhar de frente a realidade, porque o silêncio e a indiferença são tão graves como a própria violência.
Em todos os evangelhos é narrado o gesto corajoso e provocatório de Jesus no Templo de Jerusalém. Expulsando os vendedores de animais para os sacrifícios e derrubando as bancas dos cambistas que trocavam o dinheiro dos peregrinos pela moeda sagrada do Templo, Jesus ataca o coração da religião judaica. Ali estava a presença de Deus na terra. Não em imagens, mas num espaço que simbolizava como os judeus se consideravam “proprietários” de Deus. E não será essa a maior idolatria? Tentar ser “dono”, senão de Deus, pelo menos da sua Palavra e da sua interpretação?! Dono da lista de “sacrifícios” de purificação e oferta que eram necessários para o “encontro” com Deus?! Um Deus que se podia “meter” no bolso, como mais um cartão de crédito salvador?!
A “explosão” de Jesus proclama que Deus não pode nunca ser comprado. Que não há portagem a “pagar” para o encontro com Ele, nem “via verde” para alguns privilegiados. Que “a religião não está primeiro”, como dizia José António Pagola num comentário a este texto: “A actuação de Jesus alerta-nos a todos os seus seguidores e obriga-nos a perguntar-nos pela religião que estamos a cultivar nos nossos templos. Se não está inspirada por Jesus, pode converter-se numa maneira ‘santa’ de fechar-nos ao projecto de Deus que Jesus queria impulsionar neste mundo. Primeiro não é a religião, mas sim o reino de Deus.”
Às vezes são precisos gestos ousados para acordarmos. Não da violência que destrói, mas sim daquela que nos convida a trabalhar por um mundo mais humano, por uma compaixão efectiva. Cada um procurar só o seu bem-estar e os seus interesses é criar condições para maior violência. É acomodar-se ao “templo” da nossa “religiãozinha”, que consola mas não muda nada. Cuidado! Já sabemos o que Jesus pensa disso!
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WEBANGELHO.S.PAULO E AS MULHERES

SÃO PAULO E AS MULHERES
Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Nos casamentos, constato com satisfação que as noivas rejeitam como leitura da Missa um dos textos propostos, da Carta aos Efésios, atribuída a São Paulo. Diz assim: “As mulheres submetam-se aos seus maridos como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher. Como a Igreja se submete a Cristo, assim as mulheres, aos maridos, em tudo.”
Na Carta aos Colossenses, também se lê: “Esposas, sede submissas aos maridos, como convém no Senhor.” E na Primeira Carta a Timóteo: “A mulher receba a instrução em silêncio, com toda a submissão. Não permito à mulher que ensine, nem que exerça domínio sobre o homem, mas que se mantenha em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.” Na Primeira Carta aos Coríntios: “As mulheres estejam caladas nas assembleias, porque não lhes é permitido tomar a palavra e, como diz também a Lei, devem ser submissas.”
Aí estão os textos fundamentais a partir dos quais São Paulo foi julgado como misógino e responsável pela situação de submissão das mulheres na Igreja e na sociedade. No entanto, tornou-se hoje claro que este preconceito repressivo e negativo é injusto. Quando comparamos a imagem que Paulo tem da mulher com a dos seus contemporâneos, concluímos mesmo, como escreve Stephen Tomkins, que Paulo é dos “escritores mais liberais da Antiguidade e que dificilmente merece uma crítica tão dura”.
Na Grécia e em Roma, as mulheres não eram consideradas pessoas, não tendo, portanto, direitos. “Calar é a grande honra de uma mulher.” Aristóteles escreveu que “o homem é por natureza superior e a mulher, inferior; ele domina e ela é dominada”. Os homens judeus agradeciam diariamente a Deus não os ter criado mulher, e o testemunho de uma mulher não era aceite em tribunal. Lê-se no livro bíblico de Ben Sira: “Menos dano te causará a malvadez de um homem do que a bondade de uma mulher.”
São Paulo fez uma experiência avassaladora, que transformou, de raiz, a sua vida: Deus não abandonou à morte Jesus crucificado. Que vale um morto? Que vale um crucificado? Então, se Deus o ressuscitou, não foi pelas suas qualidades. Assim, Deus está do lado dos abandonados e excluídos e, portanto, todos valem diante dele. Paulo intuiu e experienciou a dignidade infinita do ser humano, seja quem for. Daí ter escrito esta palavra decisiva, na Carta aos Gálatas: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo.”
E tirou as conclusões práticas. Formou comunidades cristãs carismáticas. Reuniam-se em casa de um cristão para celebrar a Eucaristia. Quem presidia era o dono ou dona da casa, de tal modo que nada impede pensar que, no princípio, mulheres presidiram à celebração eucarística.
O facto de Paulo se dirigir também a mulheres casadas com não cristãos indica que as recebia na comunidade enquanto autónomas, como os homens, independentemente dos maridos.
No último capítulo da Carta aos Romanos, saúda 16 homens e 8 mulheres. Lá aparecem Febe, que “também é diaconisa na igreja de Cêncreas”; Priscila, “minha colaboradora”; Maria, “que tanto se afadigou por vós”; Trifena e Trifosa, “que se afadigam pelo Senhor”; “a minha querida Pérside, que tanto se afadigou pelo Senhor”. Merece menção especial uma apóstola: Júnia, “tão notável entre os apóstolos”.
Do confronto destes textos, conclui-se que Paulo não pode ser acusado de misoginia. O que se passa é que das 13 cartas que lhe são atribuídas, ele só é autor de 7: Primeira aos Tessalonicenses, 2 aos Coríntios, aos Filipenses, a Filémon, aos Gálatas, aos Romanos. As outras 6 – aos Colossenses, aos Efésios, Segunda aos Tessalonicenses, 2 a Timóteo, a Tito – são pseudopaulinas, isto é, dependem da “escola paulina”, mas ele não é o seu autor. Ora, os passos citados, exigindo a subordinação e o silêncio da mulher, pertencem às pseudopaulinas. Quanto ao passo da Primeira Carta aos Coríntios, aceita-se hoje que é uma interpolação posterior, pois só assim se percebe que antes refira “a mulher que reza e profetiza”.
O comportamento misógino e subordinado da mulher não se deve a Paulo, mas a outras lutas e influências.
In Diario de Notícias,7Março09
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ATÉ MAIS LOGO, JOÃO MESQUITA

O João Mesquita partiu. A estas horas, o seu colega e outro grande amigo, Oliveira Figueiredo -lembra-me, João, mas acho que assistimos ambos à leitura do voto que então, aqui, em S.Bento propusemos se lesse em sua memória – já deve ter-lhe dado o abraço da Eternidade. O João Mesquita e o Oliveira Figueiredo, este último o decano do jornalismo parlamentar, ambos acompanharam os meus primeiros passos nesta grande casa da nossa democracia. E hoje, João, dei, também, o passo decisivo para que o teu nome, mas, sobretudo, a tua postura de homem de bem, sejam, no Plenário, enaltecidos. O Henrique Monteiro, merece que destaque um parágrafo do belíssimo texto que te dedica aqui:
“O João foi um dos homens sérios que conheci. Não conheço assim tantos, infelizmente. Foi sério até à sua própria exaustão, prejudicou-se de ser sério, foi inflexivelmente sério. O João foi um dos homens de carácter que conheci. Um carácter amistoso de bon vivant à mistura com uma humildade republicana e laica de revolucionário. O João era uma contradição, daquelas boas contradições que nos dizem que um ser é tão livre que derrota as prisões e os preconceitos. Não seria possível compreender inteiramente o João sem entender o seu percurso, uma vez que toda a sua vida breve (faleceu com 51 anos) foi feita de amizades e cumplicidades que o marcaram, ao mesmo tempo que de acções suas que marcaram os que o foram rodeando.”
Está tudo dito. Resta-me, João , como derradeira homenagem, republicar a última reportagem que a ânimo fez contigo. Como se o lançamento de um outro livro em que trabalhavas fosse já amanhã e nós, de novo, pelas novas tecnologias e com a cumplicidade dos teus amigos, lá estivéssemos!
Até mais logo, João!
Um beijo solidário para ti, Clara Vasconcelos e filhota.
antónio colaço

JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”
João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.
O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.
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NOVO PLENÁRIO.ESTÁ QUASE

Finalmente, o novo plenário como nunca o viu! O pano vai subir.



Um novo Plenários para Novas Leis . Leis cada vez mais Plenas de Justiça e Solidariedade.
antónio colaço
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UGANDARILHAS


Para os amigos da RITA E DA LINA.
Recebi da Rita a mensagem que passo a transcrever mas, antes, uma pequena nota. Mais uma vez a prova de que a NET, para elas, NESTE MOMENTO, é um MEIO, jamais um fim!
Ou seja, a sua grande preocupação vem na linha do que também defendo: NÃO VIVO PARA BLOGAR, BLOGO DO QUE VIVO!
A prova provada de que as irmãzinhas UGANDARILHAS estão MESMO a
VIVER UGANDA NO UGANDA!
Um beijo para vocês.
A mensagem da Rita:
Esta td bem. Andamos super ocupadas entre aulas d musica, fotografia, inglês, matemática, distribuição d alimentos … quilómetros a pé, banhos de alguidar, muitas emoçoes, mtas necessidades. Não conseguimos ter tempo ou rede para a Net mas esta td optimo apesar d cansaço!Bjinhos gds!
antónio colaço
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O PRIMEIRO CONVITE.PARA TI!

ABRIL, ÂNIMOS MIL
pintura . escultura

16 abril . 8 maio
Galeria da Associação 25 de Abril

exposição comemorativa dos 30 anos da ânimo http://animo30.wordpress.com
CONVITE
Venho convidar todos os leitores da ânimo para a inauguração da Exposição “Abril, Ânimos Mil” que terá lugar no dia 16 de Abril, pelas 19 horas, na Galeria da Associação 25 de Abril, ao Chiado, na Rua da Misericórdia, Nº95, em Lisboa.
Num tempo de desânimo, uma exposição que faz apelo a que retomemos os caminhos que Abril nos abriu e em cujo esquecimento radicam, também, à nossa escala, algumas das razões para a crise que enfrentamos.
Na luta por uma sociedade mais justa e solidária, regressar às origens, mesmo a partir da grande cidade, pode ser um bom começo. O desenho do cartaz é feito a partir de um bordado original da minha saudosa Mãe para o meu primeiro lençol de bebé! Nas Lisboas de Lisboa, o Portugal interior, de Gavião a Mação, com passagem por Abrantes, em lugar de destaque nas obras que apresento.
Às palavras, juntaremos os licores e os bolos fintos de Mação, acreditando que, assim, poderemos fintar o desencantado destino de que nos queremos, de uma vez por todas, afastar. Talvez possamos sair, assim, mais animados e com a renovada vontade de Reabrir as portas que Abril abriu. Não faltará para isso, e também, algum vinho maçanico, Chave Dourada, da nossa modesta produção. Estão convidados . Conto convosco. A palavra e o poder às vossas agendas! Todas as agendas!
antónio colaço
ENTRETANTO….
No silêncio das noites ou no prolongamento dos dias de fim de semana … a exposição vai ganhando corpo. Não pretendo originalidades bacocas mas sempre direi que assumo esta tão original quanto despretensiosa partilha do atelier, digamos, on-line, quando, alguns dos consagrados nomes ou, talvez os seus “testas de ferro”, tudo fazem para esconder do público as mais recentes inovações dos seus apoderados.
”Vincent, Vem Cá“, ou o mistério do assalto aos girassóis de Van Gogh, “Louvor e exaltação das hortênsias” e “Jangadas para os Náufragos de Medusa” – obrigado, Mário Franco, pela convincente exposição, pelo desmedido fascínio que me fizeste criar pelo original de Géricault -1791/1824 – ocupam, agora, toda a nossa atenção. Aqui fica esta espécie de making off de obras em execução:

Vincent, Vem cá!

Louvor e Exaltação das Hortênsias.

Jangadas para os Náufragos de Medusa (A partir da obra de Theodore Géricault).
antónio colaço
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PORQUE HOJE É DOMINGO NO UGANDA E NA AJUDA!

A Rita e a Lina acabam de actualizar o seu Diário de Bordo do ..UGANDA, aqui!
De entre as várias peripécias, vejam como num só dia produziram 200 tijolos para ajudar a construir uma cozinha, cujo telhado foi adqurido com …. o seu dinheiro! Quem falou em falcatruas BPN, BPP, offshores ?!
Toda a admiração do Mundo para vocês, minhas Ugandarilhas, suas Tijoleiras do Ugandá!
Enquanto em Bulenga se cozinham novos dias com a argamassa de gente jovem e solidária, na Ajuda, de espátula na mão, ” outro” cozinhado vai ganhando forma para que possa ser servido com “artística” dignidade, a 16 de Abril, pelas 19 horas, na Galeria da Associação 25 de Abril.

Cachas de Mudança (II), assim se chama este trabalho, em fase de finalização, de um intenso vermelho feito. Para que as boas notícias, de uma vez por todas, tomem conta dos dias, com o vigor de um renovado sangue!

antónio colaço
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ULTIMA HORA:PE ANSELMO BORGES NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO/FESTA “ABRIL,ÂNIMOS MIL”

É com incontida emoção que tenho o prazer de anunciar aos nossos amigos que a celebração dos 30 anos da ânimo conta, na inauguração da Exposição “ABRIL,ÂNIMOS MIL, com a presença e a iluminada palavra do meu querido amigo Padre Anselmo Borges.
” De que falamos quando falamos de “ânimo”, o mote para a conversa com Anselmo, um dos mais dinâmicos e revolucionários evangelizadores do sec XXVI e que aqui não deixamos de sublinhar! A alegria patente no rosto desse outro amigo, o Manuel Vilas Boas, da TSF, diz tudo de como é bom estar entre amigos destes. Um motivo mais para subir até ao Chiado na quinta-feira, 16 de Abril, pelas 19 horas, e entrar na Galeria da Associação 25 de Abril, situada, mais precisamente, na Rua da Misericórdia, nº 95.
Na sequência desta novidade, agora mesmo confirmada, uma outra pode estar a caminho. Aguardemos.
antónio colaço
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S.BENTO.MALMEQUERES,GLICÍNIAS E PAVÕES…

Não, não é nada do que está a pensar. Venha daí aproveitar a hora de almoço e, num breve passeio, em redor de S.Bento – comecemos por estes…”malmequeres” amarelos, sei lá… – para além de queimar as descuidadas calorias, descubra a Primavera que desponta nas ainda adormecidas copas das árvores ou - atenção António, isto é para si - rapidamente, à espera de um pouco mais de sol para nos colorir e violaçar (tornar violáceos, claro!) os dias.

Aqui, na Rua D. Carlos, nenhum sinal ainda.

…e no Largo de Santos, o mesmo.




Bem perto do violeta das glicínias, alguns pavões e pavoas nada violentos.

Uns pavões e pavoas, como direi, de proximidade.Tão ternos.Nada espavoneados, como alguns pavões e algumas pavoas que eu cá sei.

E o regresso a casa, à reencontrada ”área” dos Passos Perdidos.
Só mesmo as flores, o seu perfumado silêncio, que nenhum ruído perturbará, para nos devolver os firmes e reencontrados passos perdidos.
Obrigado.
antónio colaço
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SESSÃO DA TARDE.PORTUGAL EM DIRECTO

É um rigoroso exclusivo. Testes audiovisuais em curso. Democracia electrónica em marcha . Videoconferência com o quotidiano. Em directo. A Assembleia no quotidiano dos Portugueses, os Portugueses no Quotidiano da Assembleia. Os primeiros Passos. Nunca mais … Perdidos. Achados, sim, para sempre.
antónio colaço
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“NUNCA TE QUERO DIZER ADEUS”

Queridas Nasali e Mukisa, convosco, mais do que a comovente frase, conquistada, palavra a palavra, pelo Carlos Nsubuga, “nunca te quero dizer adeus”, só posso sentir-me orgulhoso porque DEUS ESTÁ E VAI CONTINUAR, DE FACTO, PRESENTE em Bulenga.
Assim apareçam outras Ritas e Linas para o demonstrar.

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Claro que o mais fácil é dizer “se Deus existe por que permitiu a orfandade e abandono de todos os Carlos de todos os Ugandas?”
Não é fácil digerir mas acredito cada vez mais que os africanos, como nós, criarão as condições para dias cheios do calor de um outro SOL que tarda em brilhar.
É aí que melhor poderemos compreender o alcance destas outras sementes que a vossa solidariedade lançou à terra!
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Que bom seria que a vossa decisão de atribuir o 15 de Março como marca identitária e aniversariante pudesse estender-se à marcação dessa data outra, a partir da qual o direito a ser feliz, a ter família, a construir um país pudesse ser uma URGENTE REALIDADE!
ATENÇÃO:
AMANHÃ, QUINTA, 19 MARÇO, A PARTIR DAS 10 HORAS, EM DIRECTO DO UGANDA

E agora, “bora lá” a ver a comovente reportagem das Ugandesas quase na hora de deixar Bulenga!
Ritinha,a Lina que me perdoe, mas começas a ter muitas contas que ajustar com o futuro:
-o futuro da Koreia do Norte
-o futuro de Bulenga
…QUEM VIRÁ A SEGUIR?
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Para já,quem me dera ter os órfãos de Bulenga inteira no Vale das Árvores no próximo dia….9 de Maio!!!
Regressem bem!Não vai ser fácil.A mesma coragem que vos levou a partir, desejo esteja presente, agora, que vos preparais para regressar!
Um beijo enorme dos orgulhosos paizinhos para vocês, suas “bodas-bodas imparáveis”!!!!
antónio colaço
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VÉSPERAS

Imagino como estarão as crianças ugandesas, a estas horas, despedindo-se de duas amigas, duas cidadãs do mundo que, solidárias, durante duas semanas as deixaram menos solitárias, com elas tendo partilhado sonhos, assim tornados realidade…
Oh! África, África, por quanto tempo mais terás de esperar que o fulgor dos teus adormecidos diamantes de uma vez por todas ofusque as empedernidas mentes de todos quantos à tua custa se banquetearam deixando atrás um rasto de orfandande, retardando a hora de os teus órfãos assumirem nas suas mãos o destino da sua Pátria?
“Nunca te quero dizer adeus“, mais do que uma lança em África deveria ser o grito que nos deveria fazer lançar, de forma permanente, a caminho de uma África lançada e finalmente libertada.
Boa viagem, Rita e Lina. Nem eu sei o que me apetece dizer a Deus….
antónio colaço
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MATINAS

Se calhar, a Primavera, que acaba de chegar às 11.44, também pode morar numa tela feita com o que sobrou do passado Outono no meu Vale das Árvores.

É isto que me fascina na Natureza, numa palavra, na Criação: ressuscitamos como se nunca tivessemos morrido.
Obrigado pela irmã Primavera!
antónio colaço
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DECLARAMOS ABERTA A PRIMAVERA

É oficial. Tomem lá as grinaldas. A Primavera chegou:11.44.
antónio colaço
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ABRANTES.FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO ESPECIAL

O Festival Nacional de Teatro Especial (FNATES) vai decorrer, de 23 a 28 de Março, no Cine-Teatro S. Pedro, em Abrantes.
Esta é já a sétima edição deste evento que reúne grupos de teatro que, em comum, têm o facto de serem constituídos por actores com deficiência.
A organização é do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes e o objectivo é promover a inclusã pela arte, vencendo a barreira invisível do preconceito face à diferença.
Pela mão da minha amiga e antiga colega de lides jornalísticas de Abrantes, Amélia Bento, aí está este PRESS-RELEASE/Convite para este fim-de-semana! Amélia, ou me engano muito ou o actor do cartaz é o Abílio, um puto das Mouriscas que há muitos anos, atrás, passe o pleonasmo, encontrávamos na ” carreira” que fazia a ligação Mação/Abrantes! Como o tempo passa!
Bom Festival!
antónio colaço
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BOA TARDE,PRIMAVERA


De verde e de sol se fazem as primeiras horas desta Primavera.Obrigado.
antónio colaço
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IMPORTAM-SE DE ESPERAR UM POUCO POR NÓS?!

A derradeira imagem.Ontem!
Rita e Lina, perdão, Nasali e Mukisa acabam de aterrar em Londres! Estão bem. Pela parte que nos diz respeito nem imaginam a recepção…. às 21 na Portela!!!
Imagino-as, agora, a caminho, não do Harrods, mas de Buckingham Palace ou, mesmo, do Nº10 de Downing Street convocando A Rainha, Gordon Brown, todo o mundo, enfim, para que não seja mais preciso passar 15 dias para perceber que o destino dos Ugandas de Africa tem direito a conhecer NOVOS DIAS.TODOS OS DIAS.
É só preciso um pequeno compasso de espera.
À pressa do nosso ocidental consumismo só precisamos de contrapor um minuto para parar por um bocadinho, para que eles, pelo menos, se ponham de pé e retomem o caminho!

Os Carlos, salvos in extremis à beira dos caminhos, só precisam de mais mil MOSQUETEIROS.
Eles são, como nós, tão generosos, tão INTEIROS!!!!
Bem vindas, filhas de África. Filhas do MUNDO!
Como pais, sentimos todo o orgulho no compasso de espera que vos fez deixar-nos sem vós, para que outros pudessem, por 15 dias, apenas, sentirem-se, um pouco menos sós! Foi, à nossa humilde escala, o nosso insignificante apoio. Mas… olhem se isto faz escola?! Olhem se a ideia se cola nas agendas dos G20, dos FMIs, das ONUs…ninguém nos cala!!!
Ainda um dia o vosso Carlos, que a estas horas nos nossos emocionados corações já todos adoptámos, de tanta palavra nova procurar ainda um dia à tribuna da ONU irá gritar:
IMPORTAM-SE DE ESPERAR UM POUCO POR NÓS?!
antónio colaço
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MATINAS

Obrigado, pelo regresso a um novo dia.

Obrigado, pelo regresso destas duas “irmãzinhas” dos Ugandas do Uganda!Para a Lina, um beijinho em dia de primaveril aniversário! E agora, oh pra cá….

…com as mil e umas histórias para contar. Depois das barriguinhas saciar, claro!
A todos os amigos que nos apoiaram, OBRIGADO!
Nos nossos corações palpitam os coraçõezinhos de Bulenga.
antónio colaço
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MAÇÃO.OS PASSOS DOS PASSOS









antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Não é possivel menosprezar o cansaço e a indiferença que, sobretudo, agora, ameaçam lançar o país na pior forma de depressão: a falta de ânimo e confiança para acreditar nalguma coisa. Começa a ser tarde demais.
Vicente Jorge Silva , Sol, 21 Março 09
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BEM AVENTURADOS

Hoje de manhã apanhei um susto ao ver a mancha negra que derramava pela escadaria monumental da AR. Pensei que fosse o anuncio da inauguração da sala das sessões mais tecnologicamente avançada do mundo. Afinal era o convite para a exposição sobre a obra do arquitecto Ventura Terra.
pfm
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GRUPO ANVERSO/REVERSO EXPÕE.24 MARCO.17H

O Traço e a Sombra, da autoria de José Simão, um vizinho albicastrense.Uma das muitas e inovadoras obras dos medalhistas em exposição.
A exposição inaugura, amanhã, Terça-feira, dia 24 de Março, às 17h na Imprensa Nacional Casa da Moeda.
A Imprensa Nacional-Casa da Moeda acolhe, com particular interesse, a exposição dedicada aos trabalhos relacionados com moedas e medalhas dos escultores pertencentes ao grupo Anverso/Reverso.
Que outro lugar poderia ter um simbolismo tão grande para a realização de um evento deste tipo como tem a Casa da Moeda?
Ao colaborar na organização desta mostra, a INCM quer ajudar a divulgar a numismática e a medalhística, dando a conhecer o trabalho de seis escultores que, embora representando diferentes épocas da escultura portuguesa, têm em comum o reconhecimento de qualidade de um trabalho excepcional em prol de uma arte que se perde no tempo e pela qual se luta hoje com afinco, de modo que a mesma se não perca e possa continuar a cumprir um papel histórico e social ímpar.
As moedas e as medalhas expostas foram maioritariamente produzidas e emitidas ao longo dos anos pela INCM, no âmbito da sua actividade, e representam uma pequena parte, mas muito importante, do seu acervo numismático e medalhístico.
A INCM tem uma longa tradição na emissão, fabrico e comercialização de moedas e medalhas, que celebram o património, a história e os vultos mais importantes da cultura portuguesa e internacional. No fabrico destas pequenas obras de arte a INCM exige grande qualidade técnica e artística, atestada na selecção cuidadosa que faz
dos criadores das peças, muitos deles reconhecidos com importantes prémios nacionais e internacionais.
Esta mostra e o catálogo que se apresenta é representativo da estima, do reconhecimento e do apoio que a INCM presta aos escultores, particularmente na área da gravura numismática e medalhística e na divulgação desta importante forma de arte.
Os nossos parabéns aos escultores Helder Batista, José João de Brito, José Simão, José Teixeira, Maria João Ferreira e Vitor Santos pela obra que têm vindo a desenvolver a favor da afirmação da numismática e da medalhística portuguesa e pela realização desta importante exposição a que INCM se associa.
O Presidente do Conselho de Administração da INCM
PROF. ESTÊVÃO DE MOURA
NR
Ou muito me engano ou este nosso amigo Prof Estêvão de Moura é o Estêvão que todos conhecemos de Abrantes, certo?Por acaso, Estêvão, ainda ecoa alguma coisa da ânimo dos anos setenta, na tua memória?! Eduardo Campos, lá, onde estás ,”amanda” um clic ao brilhante Estêvão!Quem sabe se ele poderia patrocinar a cunhagem de uma moedazita alusiva aos nossos 30 anos, hein?! Aqui fica a …”cunha“, quer dizer, o “molde” para a cunhagem!!!
antónio colaço
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MATINAS

Ainda não foi desta que consegui a imagem que o Mini Mercado Primavera merece. Um desafio para os meus amigos fotojornalistas.Tardo em meter-me ao caminho, subir a Calçada da Estrela, chegar lá e, no melhor ângulo, com a melhor nitidez, aí está ela.Não, foi assim à “socapa”, em trânsito, no bem-bom do carro.É um fascínio, a mercearia de Lisboa que consegue encantar-me todos os dias. A mercearia que consegue fazer, pela sua criatividade, com que ali, a nossos olhos, seja Primavera todos os dias.Para este verdadeiro “artista” o desafio das grandes superfícies não deve ser problema.Obrigado.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Confesso que me começa a irritar solenemente as sistemáticas citações de artigos e linkes que querem provar (não se sabe bem a quem) que os jornais estão a chegar ao fim. É um pessimismo estúpido, um cair de braços, um apelo à rendição e à falta de ânimo.
Luiz Carvalho, Instante Fatal
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MAIS FORTES.MAIS PRÓXIMOS.NÃO TRAMEM O TRAMAGAL

Pela mão do meu querido amigo Mário Rui Fonseca, este press-release de publicação obrigatória!
Alíás, muita estima pela constante actividade de animação socio-cultural das gentes de Tramagal ao longo dos tempos!
Na memória, ainda, a última aventura com a Rádio Tágide que transmitiu as “25 horas” em directo da Galeria Municipal de Abrantes, com que assinalámos os 25 anos da ânimo! (Apetecia repetir, mas … agora a partir da Galeria de Lisboa…).
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O lema desta iniciativa parece-me óptimo: Mais Fortes.Mais Próximos!
A ânimo abre as suas portas para o que for preciso. Em tempo de crise, não tenhamos dúvidas, é por aqui que podemos romper o clima de desânimo que se vai instalando!
Contra as anónimas vozes…. marchar, marchar!

Mais do que “meter pauzinhos na engrenagem” é meter ambos os pés ao caminho e construir a nova engrenagem dos dias!
Força!Um abraço e obrigado, também a estes amigos!
antónio colaço
FORUM PARA A CIDADANIA
INFORMAÇÃO Nº 1 – 23 de Março de 2009
Realizou-se no passado dia 21 de Março a reunião de “Actores Sociais eEconómicos” desenvolvida pelo grupo de cidadãos promotores do“Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses”.
Estiveram presentes um significativo número de Actores Sociais -
Associações de Tramagal e Crucifixo, representantes da ComunidadeTramagalense na Marinha Grande, Lisboa e Algarve, representantes deGrupos Onomásticos, de mancebos de determinados anos, Junta deFreguesia de Tramagal e Presidente da Assembleia de Freguesia deTramagal – um apreciável número de Actores Económicos – empresas e empresários – e cidadãos.
Foi apresentada e discutida a “Carta de Princípios” do “Fórum para aCidadania dos Tramagalenses” tendo sido marcado o próximo dia 15 de Abril como a data limite para a adesão por parte de Actores Sociais, Económicos e Cidadãos, sem prejuízo da faculdade de participação universal e gratuita, dos integrantes da Comunidade Tramagalense.
O sentido expresso pela Assembleia foi de confirmação do interesse da iniciativa e da vontade em concretizar o “Fórum” como forma de contribuir para que sejamos “MAIS FORTES” e estejamos “MAIS PRÓXIMOS”.
A Comissão Instaladora reuniu-se no dia 23 de Março tendo decidido tornar pública a presente informação, bem como, o conteúdo da “Carta de Princípios” e da Declaração de Apresentação.
Mais Fortes, Mais Próximos
Convidamos à adesão ao “Fórum” o que poderá ser feito junto dos
membros da Comissão Instaladora ou por correio electrónico para
No próximo dia 3 de Abril, pelas 21 horas e 30 minutos, na Sociedade Artística Tramagalense, realizar-se-á uma reunião para a qual ficam convidados os aderentes e respectivos representantes, no sentido de aprofundar a organização do “Fórum para a Cidadania dos Tramagalenses” e a Sessão Inaugural, prevista para 2 de Maio.
O blog (link assinalado) não sendo um espaço oficial da iniciativa, nem gerido pela Comissão Instaladora, foi criado para apoiar a iniciativa, o que louvamos e agradecemos, será utilizado para divulgação do “Fórum”, a par de outros meios, como sejam a comunicação social e o contacto directo.
O caminho faz-se caminhando.
MAIS FORTES, MAIS PRÓXIMOS !
A COMISSÃO INSTALADORA
Tramagal, 23 de Março de 2009
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PARABÉNS, ZECA!

O Zeca Mendonça, o meu querido amigo assessor de imprensa do GPPSD, chegou aos sessenta. Um bocadinho primeiro que eu, pronto, que é para não se sentir menos acompanhado! Há pouco, jornalistas parlamentares e assessores, celebrámos mais um ano de vida.
O que os anos nos fazem quando fazemos anos, Zeca!
Resolvi editar esta imagem do recente almoço de Natal pois tem o condão de nos mostrar o Zeca sempre disponível para ajudar. Nem que seja com a oferta de um talher, uma faca, um garfo, sei lá, uma colher que se mete na política sopa do quotidiano! Divergências políticas à parte, em 20 anos de S.Bento, que agora celebro, nunca deixei de convergir com o Zeca para a celebração de dias sempre bem animados. E assim vai continuar!

A Anabela Neves – que também para aqui veio há 20 anos, para a Lusa, primeiro, hoje SIC – quis registar o abraço ao Zeca e a oferta que acabei de lhe fazer de um Convite para a exposição de 16 de Abril!!!! Connosco, tudo continuará a fazer-se para …providenciar melhores dias.
Parabéns, Zeca!
A reportagem completa, aqui!
antónio colaço
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É HOJE!

É hoje.
antónio colaço
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FALTAM 22 DIAS





Era meu propósito continuar a dar conta dos bastidores da preparação da Exposição “Abril, Ânimos Mil” com que pretendo assinalar os 30 anos da ânimo. Portas abertas, nada a esconder. Só que, voz amiga fez-me notar que “estás a destruir, ou melhor, a anular o carácter de surpresa que a exposição também significa, ainda por cima para quem, desde há cinco anos que não expõe“!
Quer dizer, fiquei a pensar. Há alguma verdade no que este amigo diz.
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Entretanto, desse amigo outro, Emerenciano, chegaram estas palavras:
António Colaço
Tenho visto e apreciado o que divulga no blog, e naturalmente as imagens das pinturas que vão nascendo para a exposição que inaugurará muito em breve merecem-me particular atenção. Não sei se poderei aparecer no dia 16 de Abril, o que pode acontecer se conciliar uma deslocação a Cascais onde vou expor (Centro Cultural), mas não deixarei de ver a exposição.Um abraço e muitas felicidades
Emerenciano
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Mais uma noite, mais uma jornada. Ia a dizer mais uma fornada, Zé Jacinto, querido e saudoso Pai, tu, que passaste as noites amassando o pão fresco com que nos surpreendias pela manhã!
Ficamos, assim, com estas meias imagens à espera da surpresa inteira e fresca, espero, com que quero surpreender os muitos amigos que à Galeria da Associação 25 de Abril vão subir. Quinta, 16 de Abril, 19 horas.
Obrigado.
antónio colaço
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NOVO PLENÁRIO.DEMOCRACIA MAIS PLENA
RIGOROSO EXCLUSIVO ÂNIMO/PRAÇA STEPHENS!

Num rigoroso exclusivo, o meu querido amigo e camarada Osvaldo Castro, ilustre Presidente da 1ª Comissão de Direitos Liberdade e Garantias aceitou colaborar com a ânimo/Praça Stephens partilhando connosco a sua primeira sessão de trabalho no novo Plenário.

O escriba pode conferir com alguns protagonistas e outros tantos jornalistas que prolifera, agora, no Plenário, demasiada oferta de informação. Não fica claro onde começa o esclarecimento e onde acaba o deslumbramento com a novidade tecnológica assim disponível.
Muito écran, muito grande plano, muito power point, ao ponto de alguém perguntar, importam-se de descobrir onde está o orador, importam-se de olhar para o que tem para nos dizer?
Por exemplo, a transmissão em directo do canal parlamento, dentro do hemiciclo, parece-me redundante e não raro narcísica. A sala não é assim tão grande que não dê para cada um reparar nos pormenores. Lá em casa, sim, é que as pessoas tudo querem ver.

A sensação de que daqui a dois ou três dias tudo vai acalmar, serenar. Óptimo o sistema de som que permite agora a mais completa audibilidade, muitas queixas quanto à temperatura ambiente da sala onde o condicionado frio começava a enregelar as almas!
Aguardam-se os primeiros zoom-in dos mais afoitos papparazzis parlamentares correndo a notícia de que o futebol leva vantagem nos primeiros ”frames socápicos” ( conseguidos à socapa dos incautos deputados/as).
Nota alta para o espectáculo de abertura com a música da Metropolitana de Lisboa sublinhando/celebrando as imagens do muito suor ali dispendido!
antónio colaço
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LAUDES.DE S.BENTO AO CAIS SODRÉ, ROSSIO.IDA E VOLTA

O sono destes pombos guerreiros enquanto me faço ao caminho nesta declarada guerra aos muitos sinais vermelhos de uma obesidade já a rondar por perto.


Acho que desta é que é. Espera-me o Rossio, com regresso acertado a S. Bento.

O meu período da ordem do dia cumpre-se à risca.Não quero correr mais riscos.
antónio colaço
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LAUDES

Hoje, os meus passos perderam-se pela Rua da Esperança, Madragoa acima, a D. Carlos para trás. António, para a semana já podemos ter os primeiros jacarandás! Dia-a-dia, os pequenos cachos em que se anicham parecem engrossar! A ver vamos quem chega primeiro…tenho esperança

O Ventura Terra, andaria de lambreta? Aqui fica o lambrete, subam até S.Bento. Espera-vos uma magnífica exposição. E até anda por lá um dedinho de Abrantes, não é, Dra. Clara Jana? Os meus parabéns!
antónio colaço
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UGANDA,AINDA E SEEEEEEEMPRE!

É obrigatório passar pelos rostos, pelos rastos do Uganda. Comovente, quiçá, a provocar resposta urgente, de outras gentes, quero dizer, de mais alguém que não adie partir, para continuar a fazer bem a uma terra castigada por todos e…. por ninguém!
Obrigado Rita e Lina, outra vez!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
A RELIGIÃO E A CRISE ECONÓMICA
Raramente se terão utilizado tanto como agora termos essencialmente religiosos. Repare-se. O que faz falta? Crédito. O que é preciso estimular? A confiança. Precisamente confian- ça vem do latim fides, que dá fé, fiar-se de, confiar em. O crente é aquele que tem fé, que confia, que se entrega confiadamente a Deus. E crédito vem de credere, donde procede crer, acreditar e credo. No domínio religioso, crer e acreditar significam entregar-se a Deus com confiança. A pergunta é: e Deus tem crédito, merece o nosso crédito? Uns acham que sim e outros que não. De tal modo que uns acreditam e outro não. Porque é preciso dar razões, justificações para crer. Como os bancos não concedem crédito, quando não há confiança.
Os crentes religiosos são frequentemente acusados de apenas se interessarem pelo Além feliz, abandonando este mundo do aquém ao seu fracasso e sofrimento. Mas isso não é verdade, concretamente quando se fala do cristianismo.
Quem lê os Evangelhos com olhos de ver, constatará que Jesus não começou por pregar esse Além feliz. Anunciou o Reino de Deus, que, traduzido em linguagem compreensível, é, pelo menos, o mínimo humano decente para todos, já aqui e agora. Porque ninguém pode acreditar na realização plena do Reino de Deus, em Deus e com Deus, se não houver sinais dele na existência presente, aqui e agora. Por isso, Jesus começou por interessar-se pelo bem-estar das pessoas, pela comida, pela sua saúde. Segundo o Evangelho de S. Mateus, o Juízo Final tem como critério de julgamento dar de comer e de beber aos que precisam, vestir os nus, tratar dos doentes. Um corpo faminto, sedento e doente, independentemente da religião, sexo, cor ou raça, é o lugar do encontro com o Infinito.
Foi através destes sinais em acção, incluindo o perdão e a fraternidade, que os discípulos fizeram a experiência de que Deus é amor e acreditaram em Jesus e no seu Reino, já iniciado e que esperaram havia de encontrar a sua consumação na plenitude dos tempos. O Além não pode ser mera compensação ideológica para a frustração do presente.
Jesus colocou-se na tradição profética do Deus que não tolera a exploração do pobre. Ai dos “que vendem o justo por dinheiro e o pobre por um par de sandálias!”. “Ai de vós os que juntais casas e mais casas e que acrescentais campos e mais campos até que não haja mais terreno e fiqueis os únicos proprietários em todo o país! As vossas múltiplas casas serão arrasadas e os palácios magníficos ficarão desabitados”.
No Novo Testamento, na Primeira Carta a Timóteo, lê-se que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”. Depois de se meditar nas causas que levaram à presente crise económico-financeira, mais dificilmente se porá em causa esta advertência. Foram de facto a ganância, as fraudes e a irresponsabi- lidade sobretudo dos mais poderosos que trouxeram a crise, dramática para os pobres, que se vêem roubados da sua dignidade de seres humanos.
Num texto célebre de há quinhentos anos – tradução um pouco livre -, já Martinho Lutero se queixava desta desgraça: “Quando hoje olhamos para o mundo através de todas as camadas sociais, constatamos que não passa de um grande, de um enorme covil cheio de grandes ladrões… Aqui, seria necessário calar quanto aos pequenos ladrões, para atacar os grandes e violentos, que diariamente roubam não uma ou duas cidades, mas a Alemanha inteira… Assim vai o mundo: quem pode roubar pública e notoriamente vai em paz e livre e recebe aplausos. Em contraposição, os pequenos ladrões, se são apanhados, têm de carregar com a culpa, o castigo e a vergonha. Os grandes ladrões públicos, porém, devem saber que perante Deus são isso mesmo: os grandes ladrões.”
Depois, nesta situação, se a Justiça não funcionar e for dura para os pequenos e branda ou nula para os grandes, o que pode esperar-se é o aumento crescente da impotência e da frustração, desenhando-se no horizonte focos de revolta de consequências imprevisíveis. Sobretudo se forem explosões irracionais de raiva sem para quê.
In,Diário de Notícias,hoje.
NR
O Padre Anselmo Borges dá-nos o privilégio de o podermos ouvir e, creio, interpelar, no próximo dia 16 de Abril, quinta-feira, pelas 19 horas, na inauguração da Exposição, “ABRIL,ÂNIMOS MIL”, na Galeria da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, Nº 95, ali ao Chiado. De que falamos quando falamos de …ânimo!Uma vez mais o meu muito obrigado, querido amigo!
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WEBANGELHO

A África teve pouca sorte
29/03/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Confesso que me desgostam as conversas que reduzem o continente africano a oportunidade de bons negócios
1. Repete-se que África é o continente mais pobre da terra. Com a crise mundial – como escreveu, em El País, J. Santiso – arrisca-se a voltar a ser o mais esquecido, a desaparecer das agendas dos países ricos, às quais mal tinha chegado. Estava a tomar-se, sobretudo desde o ano 2000, um continente atractivo, especialmente para as novas potências emergentes da Ásia, do Próximo Oriente e da América Latina. Hoje, operam em África mais de 800 empresas chinesas em diversos sectores. Em 2008, o comércio entre a China e a África superou os cem mil milhões de dólares. Para o bem da África, seria importante que este interesse não se apagasse em 2009.
O interesse da China radica, fundamentalmente, nos tesouros dos solos africanos. Este apetite internacional estimulou, por seu lado, o crescimento do continente. Segundo o African Economic Outlook (AEO), publicado pela OCDE, o continente cresceu, cinco anos seguidos, a “ritmos asiáticos”, com uma média de mais de 5,5 por cento. Isto não se passou apenas com os países exportadores de matérias-primas. Em 2007, dos 35 países analisados no AEO, um total de 31 cresceram a um ritmo superior a 5 por cento.
O despertar do interesse da China por África abriu o apetite de outros investidores emergentes. Em 2005, pela primeira vez, o investimento estrangeiro directo recebido pelo continente (35 mil milhões de dólares) superou a ajuda oficial ao desenvolvimento bilateral dos países da OCDE. Em 2007 e 2008, os investimentos alcançaram 53 mil milhões de dólares.
No mundo das chamadas “economias emergentes”, a China não é, todavia, o único novo investidor. Em 2006, pela primeira vez, as fusões e aquisições realizadas na região foram lideradas pelas empresas da Ásia e do Próximo Oriente. Em 2007-2008, o comércio bilateral entre a Índia e a África superou os 30 mil milhões de dólares, quando era, apenas, de mil milhões em 1991. Em 2008, pela primeira vez na história, realizou-se uma cimeira Índia-África. Do lado da América Latina, os grupos brasileiros iniciaram importantes investimentos.
Confesso que me desgostam profundamente as conversas que reduzem a África a uma oportunidade de bons negócios, mesmo quando apresentados como mutuamente vantajosos. Isto no momento em que as jogadas financeiras dos grandes negócios deixaram o mundo na aflição económica actual.
2. “Quando começou esta crise, os países em desenvolvimento, especialmente os africanos, eram meras testemunhas inocentes. Agora, só lhes resta sofrer as suas duras consequências.” Estas palavras de Ngozi Okonj-Iwela, directora gerente do Banco Mundial e ex-ministra da Economia da Nigéria, ilustram a crescente preocupação pelo impacto devastador que uma crise nascida nos países ricos está a começar a ter no mundo em desenvolvimento, sobretudo na África subsariana.
Uma vez mais, os africanos são vítimas de um desastre causado por outros. Não são responsáveis pela falta de controlo nos mercados mundiais, nem pela voracidade dos bancos que desencadearam o crash financeiro, mas, como diz Velázquez-Gaztelu, podem acabar por ser os que mais sofrem as suas consequências.
No século XVI, devido ao comércio transatlântico de escravos, o dominicano Fray Bartolomé de Las Casas escreveu o violento opúsculo Brevíssima relação da destruição de África. Na Conferência de Berlim (1884-1885), consumou-se a divisão colonial da África sem ter em conta as fronteiras dos povos. Na Conferência afro-asiática de Bandung (1955), anuncia-se o futuro pós-colonial da África. Revelou-se, no entanto, um tempo doloroso em guerras, fomes e doenças.
3.O Papa foi aos Camarões e a Angola. Os meios de comunicação social concentraram esta viagem num falatório sobre preservativos que só pode servir os grandes negócios desta indústria e as audiências daqueles. Isto levanta uma pergunta: quem andará, dentro ou fora do Vaticano, a sabotar o magistério de Bento XVI que devia testemunhar a verdadeira alma do mundo – que estremece nos gestos de infinita compaixão de Jesus Cristo – e resvala para temas secundários que acabam por exigir fastidiosas explicações e interpretações de interpretações? Não se pode continuar a dar a ideia de que o catolicismo ainda não se libertou de obsessões sexuais superadas no Concílio Vaticano II. Se o Papa desejava inculcar a mensagem de uma vida sexual sã e responsável, não podia entregar, à comunicação social, o tema do preservativo. Teria sido melhor aproveitar a ocasião para se desviar dos caminhos da Humanae Vitae (1968) que vão dar sempre à multiplicação de equívocos.
Havia quem esperasse que esta viagem também pudesse servir para dar a conhecer e avaliar os caminhos percorridos, desde o Vaticano II, na reorientação missionária, nas experiências de inculturação da fé, no campo da teologia africana, no imenso trabalho da Igreja na defesa dos direitos humanos e no conhecimento dos desafios que a conjuntura actual levanta aos cristãos. A opinião pública continuará a desconhecer um mundo cheio de novidades no encontro com o essencial da fé cristã em versão africana.
In, Publico, Domingo,29 Março
NR
Texto oportuno para quem, como por aqui constatamos, continua a colocar África na sofrida agenda daqueles para quem tarda um futuro risonho, estável, libertador. Vejam os recados nas últimas cartas enviadas pelos meninos de Bulenga.Deixam-nos a pensar.Obrigam-nos a agir.
antónio colaço
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MATINAS

Ao contrário dos meninos de Bulenga, um novo dia, tantos e novos desafios para vencer. Sim, o Sol nasce para todos, possa o meu dia ajudar , também, a que o Sol nasça, esplendoroso e libertador, nos corações daqueles que tardam querer vê-Lo nascer.
antónio colaço
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MÁRIO VIEGAS DE REGRESSO AO CHIADO….

Para além dos mais de 20 originais que integram a exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“, quero apresentar alguns trabalhos mais antigos e que, de alguma forma, pontuam estes 30 anos da existência da ânimo. Embora inicialmente programada para um outro espaço mais amplo (previa um conjunto de 60 obras) essa retrospectiva ficará, agora, obviamente, mais limitada a um espaço mais pequeno mas, inequivocamente, afortunadamente, muito mais significativo como é a Galeria da Associação 25 de Abril.De facto, tenho o privilégio de ter sido um dos cadetes de Abril de 1974 e poder expor, 35 anos depois, na Associação de que há muito sou sócio, é uma honra que não me canso de sublinhar e agradecer, nomeadamente, ao seu Presidente e caríssimo amigo, Vasco Lourenço.
Outro privilégio é o de poder celebrar a obra de alguém que, pelo amor à força das palavras e, nelas, ao decisivo contributo para a construção de um país melhor, como foi e é o caso de Mário Viegas.
Ontem, pude, com sentida emoção, recolher na sua casa natal, em Santarém, mais precisamente no seu quarto, “onde tudo começou, onde o Mário vinha educar a voz” (o quarto está como o deixou), como fez questão de lembrar Chinha, sua irmã e uma amiga de longa data – obrigado, Chinha pela tua amizade – o original que dediquei ao Mário, após a sua morte ( a partir da serigrafagem de uma fotografia desse outro amigo, o Ilídio Teixeira, então fotojornalista do Público) e que acabou por ser serigrafado numa edição que contou com o apoio do então Secretário de Estado, Rui Vieira Nery.
Estarás connosco na Exposição, Mário, “hic nunc et semper”!

Um quadro assinado por M.Viegas. Um pouco mais e pareciam os girassóis do Vincent, amigo! Claro que tu já sabes a provocação que preparei para o Vincent, Vem cá!!!! Aí onde estás, Mário, sabes TUDO!

Dois belíssimos exemplares dos santoantoninhos do Mário – claro, não nos esquecemos que te chamavas António Mario Pereira Viegas - e ao lado uma fotografia onde podemos ver entre a irmã e a sobrinha, a Mãe Mariana, agora com os seus 92 anos, um beijinho para ela.
E faltam 18 dias.
antónio colaço
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ÂNIMOS MIL…faltam 16 dias!UM DESAFIO

A “Última Pedra” ( em fase de acabamento) ao contrário do tradicional “lançamento da Primeira Pedra”! No dia 16 saiba de que pedra falamos…

Sem palavras, versão muuuuuuito reduzida, para não quebrar a surpresa.Certo, pfm?!
E AGORA UM DESAFIO!
Hoje, durante mais uma sessão pedestre que ligou S. Bento a …S.Bento, com passagem pela Rua de S.Paulo, Cais do Sodré, Chiado, Combro, S.Bento, ao passarmos pelo Chiado quisemos entregar ao Fernando Pessoa, do Lagoa Henriques, um Convite para a Exposição “Abril, Ânimos Mil”. Só que… não tendo aparecido ninguém conhecido e perante um indisfarçável pudor de pedir a alguém que nos fotografasse a entregar o CONVITE ao senhor Fernando, vai daí…
….. surgiu este DESAFIO:
-O primeiro leitor da ânimo que nos faça chegar ao mail animados30@gmail.com uma foto sua (atenção, sua!) sentado ao lado de Pessoa e a entregar, de forma bem explícita, claro, este CONVITE (é só imprimi-lo e ir rápido, rápido!!!) será presenteado com a oferta de uma serigrafia “ADIVINHO-TE” do escriba!!!
Portanto, aqui fica o Convite, toca a imprimi-lo e a ver quem chega primeiro….ao Pessoa, e ao …mail!!!!

antónio colaço
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LISBOAS.as lisboas de Lisboa

A Igreja de S.Paulo, onde nunca tinha entrado. Deixa-me entrar sendo que , estou como S.Paulo, ” Sois templos de Deus vivo.Em nós vive o Espírito Santo (Hebreus, 1 1-4)”.Neste ano paulino, aliás, está quase pronto um original para a Exposição “Saulo, Saulo, prossegue-me!”.

Lá dentro, oh! belíssimo órgão a precisar, seguramente de reparação!Como a Igreja está em obras…Continuemos a marcha!

Na Rua do Alecrim, Joana Vasconcelos aos molhos! Gosto.

A Rua de S.Paulo, de outro ângulo!

Siza, as suas linhas, sem ondas, desaguando no Tejo.

António Costa virou empresário de antiguidades?

Não tarda, os meus bichinhos da seda comerão das sedosas folhas das amoreiras da Calçada do Combro. Ponto final.
antónio colaç
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MATINAS
À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO DE RAMOS Ano B
“Na verdade este homem era Filho de Deus.”
Mc 15, 39
A serenidade de Jesus Anda a primavera a bater-nos à porta e voltamos a escutar estes textos dos passos dolorosos da paixão de Jesus. Qual o sentido desta insistência quando sabemos que tudo já foi ultrapassado pela ressurreição? Sim, e ainda não. Porque a paixão prolonga-se nas muitas paixões de cada pessoa, nos muitos passos de dor de cada realidade humana. Habitados por esta esperança, não iludimos a realidade que tem marca de sofrimento, especialmente aquele que é feito de recusa do amor e da bondade. Também ele será vencido mas há momentos em que parece ter tanto poder! É impressionante a serenidade de Jesus ao longo da paixão, no olhar de S. Marcos. Não interpela Judas no jardim das oliveiras, não se altera no momento da prisão, não responde às acusações no tribunal judaico. Mas a sua humanidade frágil é também sublinhada pelo “pavor” e “angústia” sentidos pouco antes de ser preso e pelo grito na cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Alimentado pela proximidade com o Pai, a quem se dirige com a expressão própria da intimidade familiar, “Abbá” (paizinho, papá), Jesus faz a experiência verdadeiramente humana da confiança e do abandono. Não é um super-herói que vence todos os obstáculos, antes parece ser esmagado pelos poderes políticos e religiosos, não é um estóico que resiste a todos os sofrimentos, antes se revela homem de dores. A sua serenidade não é artifício para convencer mas fidelidade ao projecto de dar a vida por amor. Vem de dentro, que é onde as coisas importantes amadurecem. Jesus é o fruto maduro de uma história de amor entre Deus e a humanidade, há tanto tempo começada. Fruto que também se dá como alimento nessa Páscoa continuada que é a Eucaristia! O centurião faz o salto da fé pela contemplação da verdadeira humanidade de Jesus. Não é convencido por nenhum milagre a não ser o milagre da entrega de vida. O expirar de Jesus não parece evocar o Espírito que Deus insuflou no primeiro homem, moldado do barro da terra? É sempre Deus a dar a vida para que vivamos em abundância. Vida no meio da paixão, vida que tem dor porque a fidelidade pede uma entrega maior. Dá-nos, Senhor, uma serenidade como a tua, quando tudo desaba e morrem os sonhos; dá-nos uma intimidade com o Pai para nos lançarmos nos seus braços; dá-nos uma coragem para não fugir da cruz, e para não criarmos cruzes onde elas não são precisas! Venha a tua Páscoa abraçar as nossas vidas inquietas!
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UM NOVO DIA!É VERDADE!

A única mentira desta foto é que foi tirada…ontem!Ah!Ah!Não sei como está o dia, hoje.Oxalá, soalheiro, como ontem!Vossa, Micas!
antónio colaço
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PÁ!

Não é por nada mas… o escriba tropeçou nesta gravação, ao vivo, há alguns dias, lá do alto da escadaria. Só agora se fez luz.Bora ver!
antónio colaço
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DEGRAU A DEGRAU….

Degrau a degrau, os cachos dos Jacarandás vão subindo na violácea escadaria em preparação. Abril não tarda e o dia 16 pode ser o grito de … Jacarandá!
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500 EUROS!QUEM DÁ MAIS?!PRÓS PUTOS DE BULENGA,UGANDA

É assim, não dá para continuar a passar por aqui e ficar indiferente! Está bem, África, bla,bla, o que mais há é Bulengas disseminadas pelos vários Ugandas de Africa, bla, bla, e já lá estão AMIs que sobram, bla, bla, é só folclores porque os G20 que deveriam resolver nada fazem, bla, bla…
É assim, há um colectivo de meia centena de putos órfãos que a gente ficou a conhecer. Sabemos quem são, onde moram (sem tecto, entre palhotas…) e sabemos que neste momento estão de novo com problemas de f-o-m-e!
Esta madrugada acabei a obra de maior peso que vou apresentar na Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“: peso físico ( colagem de tijolos sobre madeira, acrílico, 80×40), peso histórico ( são três tijolos do seculo XIX e…mais não digo, por agora!) e peso estético: é, de facto, uma obra que gosto muito. Vai chamar-se “A Última Pedra“! Depois se perceberá melhor o título nas explicações que espero dar na abertura da Exposição.
Pois bem, é esta obra que tomo a iniciativa de colocar, desde já, em LEILÃO, com uma base de licitação que me parece justa – 500 euros - mas que, atendendo, ao objectivo humanitário, creio que poderá atingir um valor muiiiiiiiiiiiito mais significativo!
Assim, a partir deste momento, recebem-se propostas para o mail quer da ânimo, quer do Uganda Projecto ( estamos articulados! ). O adquirente da obra só poderá levantá-la depois da Exposição, mas deverá pagá-la o mais depressa possível. É que, face às péssimas notícias que chegam de Bulenga, todo o tempo é pouco para evitar que as crianças continuem a passar os dias … a chá!
As gestoras do projecto, a Rita e a Lina, estão a ultimar os preparativos para a abertura de uma conta, mas estão em condições de, até lá, poderem fazer chegar o apoio financeiro.
Peço, encarecidamente, aos amigos da ânimo com possibilidades financeiras que nos ajudem a ajudar as crianças de Bulenga! Se 500 euros dão para matar a fome durante um mês !!! … quanto mais arranjarmos mais poderemos ajudar!
Muito obrigado!
O nosso mail está à vossa espera a partir deste momento!
500 EUROS, QUEM DÁ MAIS?!
NOTA
Sei que a ânimo é lida em muitas redacções dos principais media do país! Talvez que alguns destes amigos nos queiram dar uma ajudinha ajudando a divulgar esta desinteressada iniciativa.Muito obrigado!
antónio colaço
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WEBANGELHOS
Negacionismo,excomunhão e preservativo
por ANSELMO BORGES
PADRE E PROFESSOR DE FILOSOFIA
Há quem pergunte porque é que, nestes casos – levantamento da excomunhão ao bispo negacionista Williamson, excomunhão dos médicos e da mãe da menina brasileira, grávida aos nove anos do padrasto, que dela abusava desde os seis, declarações de Bento XVI sobre o preservativo -, criticam tanto a Igreja, se se trata de questões que só aos católicos dizem respeito. Respondo, dizendo que se trata de questões de humanidade e da Humanidade. Ora, em questões de humanidade e da Humanidade, todos podem e devem pronunciar-se criticamente. 1. Perante os protestos não só de bispos mas também de leigos e políticos, por causa do levantamento da excomunhão de Williamson, o Papa escreveu uma carta aos bispos do mundo inteiro, manifestando a sua profunda mágoa. Aliás desconhecia as declarações do bispo negacionista. Pergunta também se devia deixar ao abandono 491 sacerdotes, seis seminários, 88 escolas, dois institutos universitários, milhares de fiéis. Face à abertura de Bento XVI em relação à Fraternidade de São Pio X, há quem pergunte, com razão, por que é que não usa da mesma compreensão para com teólogos, bispos, leigos, comunidades de base, que procuram um diálogo vivo com o mundo actual e as diferentes culturas. E, se a Cúria lhe causa dificuldades, porque não a reforma? 2. Felizmente, o arcebispo R. Fisichella, Presidente da Pontifícia Academia para a Vida, veio em defesa da menina brasileira. Escreveu no L’Osservatore Romano, diário do Vaticano: a menina “deveria ser em primeiro lugar defendida, abraçada, acarinhada com ternura para lhe fazer sentir que todos estávamos com ela; todos, sem distinção alguma. Antes de pensar na excomunhão, era necessário e urgente salvaguardar a sua vida inocente e reconduzi-la a um nível de humanidade da qual nós, homens de Igreja, deveríamos ser peritos anunciadores e mestres. Infelizmente, não foi isto que aconteceu, foi danificada a credibilidade do nosso ensinamento, que aos olhos de muitos parece insensível, incompreensível e privado de misericórdia”. Também o bispo de Nanterre, G. Daucourt, escreveu uma Carta Aberta ao bispo de Olinda-Recife: “nesta tragédia, você juntou dor à dor e provocou o sofrimento e o escândalo de muitos pelo mundo fora. Numa situação tão dramática, creio firmemente que nós, bispos, pastores na Igreja, temos, primeiro que tudo, de manifestar a bondade de Cristo Jesus, o único autêntico Bom Pastor. Não lhe oculto que me pergunto também como se pode dizer que a violação é menos grave do que o aborto. A vida não é apenas física, sabe-o bem”. 3. As declarações de Bento XVI sobre o preservativo causaram uma tempestade. Nem sempre os média transcreveram na íntegra a sua declaração, pois disse que “este problema da sida não se pode superar só com dinheiro…, com a distribuição de preservativos”: omitiu-se aquele “só”, e quem põe em causa a necessidade de “uma humanização da sexualidade”? De qualquer modo, o L’Osservatore Romano veio depois admitir os preservativos e a sua eficácia, desde que associados a outros dois factores: a abstinência e a fidelidade. Jesus, o excluído, é aquele que não exclui, pelo contrário, inclui a todos no amor sem condições. A cruz de Cristo é a expressão máxima do amor incondicional do amor de Deus para com todos. Agora, ao entrar na chamada Semana Santa, na qual celebram o núcleo da mensagem cristã – paixão, morte e ressurreição de Jesus -, os cristãos e sobretudo a Igreja oficial deveriam meditar numa nota do filósofo agnóstico Max Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, que dá que pensar: “Jesus morreu pelos homens, não podia guardar-se para si próprio avaramente e pertencia a tudo o que sofre. Os Padres da Igreja fizeram disso uma religião, isto é, fizeram uma religião que também para o mal era uma consolação. Desde então isso teve um êxito tal no mundo que pensar em Jesus nada tem a ver com a acção e ainda menos com os que sofrem. Quem lê o Evangelho e não vê que Jesus morreu contra os seus actuais representantes não sabe ler”.
In,Diário de Notícias, hoje.
NOTA
O Padre Anselmo é o orador convidado para a inauguração da Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“,com que celebramos os 30 anos da ânimo – dissertará sobre “De que falamos quando falamos de ânimo?” – e que abre pelas 19horas, do dia 16 de Abril, na Galeria da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, nº 95, ao Chiado.Estão prometidas as presenças de outras relevantes personalidades. Aguardemos.

Reformulamos o convite a todos os leitores da ânimo.Para além dos mais recentes trabalhos do animador de serviço, contamos com uma panóplia (uau!) de licores e bolos fintos de Mação, confeccionados à “maneira antiga”, ou seja levados ao forno em folha de couve…Chega para abrir o apetite?
Entretanto, decorre o LEILÃO anunciado aqui em baixo! Já pensou que, apenas com 500 euros, podemos ajudar a matar a fome, DURANTE UM MÊS a estes cinquenta órfãos de pais com sida?Por que não se junta e, com mais dois ou três amigos, avança uma nova licitação? O Leilão decorre até à Exposição. Aconteça o que acontecer o produto da venda desta obra irá inteirinho para Bulenga!Obrigado!
É por isso que, hoje, com propriedade, falamos de WEBANGELHOS!
antónio colaço
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MATINAS

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ABRIL,LICORES MIL


A azáfama continua. Depois das telas e das cores, o desenho dos licores.
Faltam…9 dias.
antónio colaço
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MAÇÃO.TERÇO DA FARINHEIRA E RAMOS

Ano após ano insistem em manter a tradição e com eles, por estas alturas, as noites de Mação são mais habitadas, os passos e as vozes assim combinadas para mais uma reza do Terço da Farinheira.

Mestres Zé Costa , a “alegria da aldeia”, e Martins, são os solistas que agora vão juntar-se ao coro.

Mais logo, na Rua de S.Bento, o povo junta-se para a procissão dos Ramos.

Do nosso pequeno jardim, para além do rosmaninho, colhemos, este ano, o primeiro alecrim.


antónio colaço
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BREVE REGRESSO AO VALE

A preparação da Exposição “Abril, Ânimos Mil”, apanhou-me este ano bem loooooonge do Vale! Um breve regresso, para admirar o esplendor das macieiras em flor mas…sobretudo, por cobro à dor, à sede , das jovens hortênsias que no ano passado me custaram tanto suor!

antónio colaço
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TUDO ESTÁ PREPARADO

Na Rua D.Carlos, tudo está preparado! Vinde, Jacarandás!
antónio colaço
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O WEBANGELHO NUM NIB: 003508020000404170024 (CGD)

Para que a semana seja santa
05/04/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Parece que já temos um messias com solução para a crise mundial, produto essencialmente norte-americano bem exportado
1
Tornou-se bastante habitual, nesta época litúrgica, receber, dos grandes meios de comunicação, descobertas sensacionais, tentando documentar as pretensas mentiras que estariam na base do cristianismo.
Este ano ainda não dei por nada de semelhante. O bicentenário do nascimento de Darwin e as atitudes das igrejas perante a evolução e a propaganda antiteísta bastam para entreter as conversas entre religião e ciência. Por outro lado, parece que já temos um messias com a solução para a crise mundial, produto essencialmente norte-americano bem exportado.
Nada disto impede, porém, que os investigadores sérios das origens do cristianismo e dos textos do Novo Testamento – a investigação já passou por diversas fases – continuem a procurar o Jesus histórico, o ambiente religioso e cultural em que viveu e a história da primeira expansão do movimento cristão, no mundo judaico e no mundo pagão. Multiplicaram-se, entretanto, as imagens acerca de Jesus de Nazaré, procurando cada um destacar aquela que julga ser a dominante: mestre espiritual, profeta escatológico, profeta carismático, reformador social, guerrilheiro, revolucionário político, taumaturgo e exorcista, mago, carismático itinerante, judeu marginal, etc.
Para tentar chegar a um consenso, o Jesus Seminar, fundado, em 1985, pelo falecido Robert Funk e John Dominic Crossan, patrocinado por Westar Institute de Sonoma (Califórnia), publicou, depois de vários estudos e debates, Os Cinco Evangelhos – incluem o de Tomé -, a quatro cores, que indicam o que Jesus certamente disse (vermelho), o que Jesus provavelmente disse (lilás), o que Jesus provavelmente não disse (cinzento), o que Jesus sem dúvida alguma não disse (preto) (1).
Não se deve concluir que se trata de um empreendimento insignificante e votado ao fracasso. Tudo o que for alcançado será sempre ganho – embora provisório – para a ciência e não atrapalha a fé cristã, que não é só um fazer crer o mistério insondável de Cristo – mistério do mundo – mas, sobretudo, um “fazer-fazer”, sem dúvida, o que se torna mais decisivo.
2. Albert Schweitzer (1875-1965), um alsaciano famoso, teólogo, filósofo, músico e um dos melhores intérpretes de Bach, convidado aos 24 anos para professor na Universidade de Estrasburgo, disse adeus às suas investigações sobre o Jesus histórico – um marco importante no começo do século XX (2) – e foi doutorar-se em Medicina. Que terá acontecido para esta viragem, para o encontro de Cristo na história dos que sofrem?
Numa manhã de Pentecostes, A. Schweitzer foi acordado pelo toque dos sinos e, como escreveu: “Imóvel, escutei aqueles sons juntamente com a voz da minha felicidade íntima. Os meus sonhos mais radiosos tinham-se concretizado. A vida abria-se maravilhosa diante de mim. Mas, de repente, o meu pensamento voltou-se para uma multidão de homens, homens sem conta que nada possuíam… Vieram-me à mente as palavras de Jorge Nitschelm: ‘Se em minha casa houvesse a fartura que há na tua…’, e as palavras do meu pai diante da estátua do negro: ‘a gente mais pobre e miserável do mundo…’. Dentro de mim ressoavam insistentes as palavras do Evangelho: ‘Àquele que muito recebeu muito será pedido… Recebestes de graça, pois dai de graça… Pregai a palavra… Curai os enfermos…’” Naquela manhã Albert Schweitzer, com calma e lucidez, tomou uma decisão: continuaria a dedicar-se à ciência por mais seis anos. Depois, deixaria tudo e iria para o país considerado, na altura, o mais miserável a fim de dedicar a vida aos seus irmãos mais esquecidos. Partiu para África (Gabão), como médico, fundou um hospital, onde tratava mais de 40 doentes por dia, e, paralelamente ao serviço médico, pregava o Evangelho numa linguagem que despertava para o essencial e acessível a todos: agir em beneficio do próximo (3). Este Prémio Nobel da Paz, mundialmente reconhecido com numerosas distinções honorárias, casado com Hélène e pai de cinco filhos, trabalhou até à morte, a 4 de Setembro de 1965. Tinha 90 anos. Os seus restos mortais ficaram em Lambaréné, ao lado dos restos mortais da sua esposa, falecida em 1957 e que, desde o começo do namoro, abraçou os sonhos de Albert.
3. Que haverá de comum entre o Mestre, morto como um criminoso às portas de Jerusalém – teria uns 35 anos -, e este discípulo, pastor protestante, que morre, no cume da glória, aos 90 anos no Gabão? O essencial: ganhar a vida, gastando-a por aqueles que nada podem fazer por nós. A. Schweitzer, um grande intelectual e um artista consagrado, percebeu que o decisivo não é fazer uma carreira científica com a história de Jesus – embora isso possa ser culturalmente muito importante -, mas ajudar a fazer história de libertação a quem a história foi roubada antes de tempo. Só nesse horizonte é que é possível tornar santa a Semana Santa.
(1) Robert W. Funk, Roy W. Hoover and the Jesus Seminar, The Five Gospels, The Search for the Authentic Words of Jesus, New York, Macmillan, 1993
(2) Albert Schweitzer, A Busca do Jesus Histórico, São Paulo, Editora Cristã Novo Século, 2003 1 (orig. 1906)
(3) Cf. Terésio Bosco, Alberto Schweitzer, Porto, Edições Salesianas, 1990
(In, Público,5 Abril 2009)
NOTA
1. A regularidade da publicação destes “Webangelhos” também ela foi afectada com a falta de tempo na preparação da Exposição DO PRÓXIMO DIA 16.( Aliás, Frei Bento Domingues, gostaria de o poder ver por lá!!!) Adiante, mas a urgência de dar público conhecimento de mais um luminoso texto de Frei Bento Domingues a tudo se sobrepõe. É o que faço.
2.Sobretudo porque me permite fazer a urgente ponte para a divulgação da notícia que acabo de ler aqui!
Ou seja, trocar por miúdos, em termos práticos que “ o decisivo não é fazer uma carreira científica com a história de Jesus – embora isso possa ser culturalmente muito importante - mas ajudar a fazer história de libertação a quem a história foi roubada antes do tempo”.
Nem mais. O sentido do que já deixámos escrito para os meninos de Bulenga.Sem mais delongas, a notícia é esta:
JÁ HÁ UMA CONTA PARA AJUDAR BULENGA:
NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)
Façam o favor de perceber do que é que falamos!
3. Caríssimo Frei Lopes Morgado, agora percebes melhor porque vou mesmo intitular este trabalho:
“SAULO, SAULO, PROSSEGUE-ME!

(Versão inacabada!Acrílico sobre tela)
antónio colaço
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MATINAS

Deixei, há pouco, aqui, o comentário que se segue. Confesso: hoje não me dava jeito nenhum estar a preocupar-me com os outros, muito menos com os meninos de Bulenga!
( Esta coisa dos outros, as causas dos outros…Os outros que não dão jeito nenhum. E quando nós, cada um de nós mesmos, outros de outos, quando, parece-nos, não damos jeito…)
Palavras não eram ditas, cai-me no mail uma carta de alguém daqui ao pé da porta, cuja publicação, sob anonimato, estou a ponderar, mas de uma intensidade tal – em tempo de semana santa, carregada de muito sofrimento mas adivinhando, ali, uma indisfarçada serenidade (a Serenidade do Ressuscitado, só pode) no meio da adversidade que relata. Nada pede, e escreve-me como quem se despede. Anuncia-me um tumor, mas não lhe adivinho nenhum temor.
Regressemos a Bulenga, ao comentário, e, por que não, ao leilão! Vamos lá a licitar ! São três pedras carregadas de quase 200 anos!!! Depois explico na “vernissage“! Está em 500 euros, esta ” Última Pedra”, quem dá mais?
O comentário:
Bulenga começa a não dar muito jeito.
E depois, é assim, houve um tempo para nos juntarmos a vós, para nos emocionarmos, comentarmos, solidarizarmos e assim, tão a ver.
Mas, agora, já não há tempo para nos emulsionarmos no quotidiano dos meninos de Bulenga, entretidos, um dia, outro dia, a achar algo mais do que o chá com que enganam a fome, um dia, outro dia, “como é, aqui nada se come”?!
Além do mais andamos afadigados com as curtas férias da Páscoa – os jornais de hoje dizem que Caraíbas e….Cabo Verde, vejam só, são roteiros esgotadíssimos, apesar da crise….
Nada que perturbe o amendoado dos dias e o bem temperado anho pascal.
Contas, Nibs, leilões, por favor, poupem-nos
e depois é assim,
é tudo tão longe, tão afastado de nós o que é que podemos fazer mais.
Pronto, foi um alerta, sei lá, o G20 há-de chegar lá.
Para o próximo ano vão lá dar mais uma volta, tá bem, mas agora, por favor, não nos dêem mais a volta às nossas esgotadas cabeças.
A vida aqui também está tão difícil vejam lá se eles nas cartitas que vos escrevem se incomodam, ao menos, um bocadinho que seja connosco?
A propósito, alguém me sabe indicar onde consigo encontrar umas amêndoas deliciosas revestidas de chocolate preto que…..
PS -Parabéns, Paulo Nuno Vicente. Temos um realizador em ascensão no campo do vídeo solidário!
antónio colaço
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ILUMINAÇÃO

“Olhai os lírios, perdão,os Jacarandás da cidade..”.Resta-nos confiar, como eles, que por de trás das nuvens, o azul esconde Outra Iluminação.
antónio colaço
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VÉSPERAS

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO Ano B
“Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?
Ressuscitou: não está aqui.”
Mc 16, 6
Manhã de Maria
Acabei de sentir o meu Filho a abraçar-me.
Foi como se Nazaré e Belém se juntassem num único momento,
o meu sim e o primeiro balbuciar humano de Deus.
E voltei a ouvir aquele riso que dava vida às coisas,
e a sentir as mãos tão solícitas em tocar e curar.
Revivi os sinais e as palavras que guardei como tesouros,
as vidas transformadas pelo seu olhar,
e os futuros abertos pelo seu perdão.
Estremeci de alegria como Ele me fizera estremecer
quando fui ter com Isabel.
Mas esta era uma alegria nova,
capaz de vencer todas as tristezas e curar todas as lágrimas.
A alegria de um amor sem fim, de um dia sem ocaso.
Senti-o curar no peito a ferida que a lança no seu lado
também abrira em mim, como tinha dito o bom Simeão.
Não desejo noites como estas a nenhuma mãe
e agora sei como rasga o coração a morte de um filho.
João esteve sempre comigo
e nem chorar sabíamos porque as lágrimas
não diziam aquela dor imensa
e uma estranha esperança a lutarem em nós.
Era o fim mas tudo parecia suspenso
de um princípio que nos ultrapassava,
como se estivéssemos nos primeiros lugares
de um mundo novo que ia romper a casca da história.
Era o fim da vida que conhecíamos, de egoísmo e indiferença,
e sentíamo-nos tão pequeninos e frágeis
para o novo que se aproximava.
Há pouquinho, com o primeiro raio do sol desta manhã,
o meu querido Filho abraçou-me como só Ele sabe
e convidou-me a entrar na vida nova.
Olhei-O, toquei-Lhe, senti-O tão o mesmo e tão Outro,
a envolver-me de um amor indescritível,
que se estendia aos seus amigos, e a tantos, e a todos
do mundo e do universo. Nesse amor me encontro
e saboreio a surpresa de Maria, de Pedro e de João
e de todos os que hoje e em muitos outros hoje
vão encontrar a Vida no meu Filho!
NOTA
O Pe Vítor permitirá que hoje, terça-feira, aqui se celebre já o Domingo da Ressurreição. A imagem que publicamos parece de uma Sexta de trevas, ainda por cima com os Prazeres em fundo, ali para as bandas de Campo de Ourique mas que resume o dia de hoje cá para estas bandas.
Mas … o que é a vida senão esta constante escolha de olhar para o lado adverso da vida com olhos de Ressuscitado mais do que de eternos amargurados?
Não é fácil, mas torna-se ágil. Basta Querer.Senhor, eu Quero!
antónio colaço
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KAZAKHSTHAN.PÁSCOA A VALER!

Todos os minutos, em todos os lugares, decisivos para chegar ao dia 16 de Abril em plenitude. Como há pouco, preparando estes pequenos copos de plástico… uma das surpresas da “ABRIL,ÂNIMOS MIL” (Uff, que este “gajo” nunca mais se cala!!!)
E AGORA, PARA SUBIR AS AUDIÊNCIAS DA ÂNIMO…


Para além do Bolo Finto, de Mação, cozido em forno de lenha e … em cima de folha de couve, à boa maneira da minha cardiguense infância, estes são os néctares preparados para os dois dedos das muitas conversas.
Estamos conversados!
PS
É curioso. As audiências da ânimo, matéria que nunca nos preocupou até ao momento em que a WordPress as disponibilizou, ali assim, hora a hora, minuto a minuto, escarrapachadinhas, tim,tim, por tim,tim, nas últimas horas decresceram de forma significativa.
“Fui ver!”
Os temas abordados nas últimas horas convocaram para estas páginas aquilo que poderia chamar-se o sofrimento dos outros e a solidariedade com os que mais precisam, em África, como na esquina do IPO, Curry Cabral e outros.
Convenhamos, não é matéria lá muito agradável. E para o animador de serviço, os ditos temas, vieram na pior altura. Sim, porque com a exposição “quase pronta a servir” todo o tempo é, quer dizer, seria, agora, necessário para a reflexão que se impõe em torno da elaboração do Catálogo!
Qual o quê?! Diligências várias para ajudar a minorar dores alheias, ou talvez não ( dentro da tal linha de que cada um de nós pode ser o outro dos outros!!Sim, vemos os outros na sofrida Itália, amanhã poderemos ser nós) têm convocado as energias que sobram das noturnas pinceladas.
Mas… o Catálogo não pode esperar?!
Mas…a Exposição não tem hora marcada, orador convidado?
Mas…
Acho que o texto do dito vai começar por aqui:
Não vivo para pintar.
Pinto PORQUE VIVO!
E no entanto, no meio de tudo isto, de todo este “Pai!Pai! Por que me abandonaste?!, acabo de saber que vem do distante Kazakhsthan, do João Casais, um amigo e leitor que em breve vos apresentarei, o primeiro gesto de solidariedade para com o apelo das nossas vizinhas.

O João é o primeiro à esquerda.

O João nos petrolíferos campos do Kazakhstan!
Acho que, afinal, a minha Páscoa, João, começou com a notícia que acabei de receber da tua farta generosidade.
Tão loooooooooooooooonge e sempre tão perto.
Muito obrigado.
O Catálogo, o texto do Catálogo pode esperar.
Uma Santa Páscoa para ti e toda a tua família!
antónio colaço
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SEMENTES DE ABRIL.TOMAI E SEMEAI!

Sementes de Abril, para um outro Abril. Diferente do Abril de 1974. Para melhor.
Não podemos mudar o passado, mas podemos mudar a forma como olhamos para ele e, sobretudo, como queremos que “ele” olhe para nós. Tomai e levai estas sementes de Abril. Fazei isto em memória de um Abril mais virado para a história nossa de cada dia. Mais justa, mais fraterna, mais solidária. Cada vez menos solitária.
As ruas esperam por nós. Para ouvir a nossa voz.
Para que não tarde tanto a nossa vez! Nós os que sempre acreditámos e continuamos a acreditar em Abril! Apesar dos precalços de Maio.

Tudo está preparado, praticamente, para a próxima Quinta, dia 16 de Abril.
De hoje a uma semana.Esta poderá ser , aliás, a última imagem do “atelier”-quartel onde, após dias de intensas manobras, se alinham, agora, na parada quase todas as forças militartes e que estão praticamente prontas para …. marchar sobre o Chiado!!! (Uff! Até que enfim que este castiço nos deixa em paz!)
Não, não vai cair nem o Carmo nem a Trindade, até porque o campo de batalha vai ser no nº 95 da Rua da Misericórdia, ao Chiado!!!
antónio colaço
PS
1.A caminho das berças, provavelmente sem tempo nem rede para animar a ânimo. Agora, são dias de ânimo pascal!Feliz Páscoa, outra vez!
2.Trabalhos de casa: a redacção desistiu de pedir textos para os 30 anos aqueles que, invariavelmente, estão connosco desde o princípio. É assim, a porta está aberta, certo?
Alves Jana, Mário Pissara, João Pebble, Carlos Alexandre,João Morgado Fernandes, António José Cardoso,Mário Cordeiro, João Geirinhas Rocha,Zé Manuel Falcão Tavares, Vítor Silva, e tantos, tantos outros - e, tu, caríssimo Eduardo Campos, sempre PRESENTE, claro -decidam-se! E se, pelo menos, viessem beber um copo, na próxima Quinta, deixando à porta os veneráveis percursos que vos guindaram à posição de super-Juiz, distintos filósofos, distintos editores, distintos assessores, distintos artistas plásticos, distintos médicos?…
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WEBANGELHO.OS VOSSOS NOMES ESTÃO INSCRITOS NO CORAÇÃO DE DEUS!ALEGRAI-VOS!

Não há memória para tanta gente
12/04/2009 Frei Bento Domingues O.P.
É bom salvaguardar o futuro da espécie. Será que as pessoas, na originalidade de cada uma, não contam?
1. No começo da Semana Santa realizou-se, em Istambul, o II Fórum Mundial da Aliança das Civilizações. O primeiro tinha sido realizado, em Madrid, em 2008. Jorge Sampaio foi nomeado alto-representante da ONU para a Aliança das Civilizações, pelo secretário-geral das Nações Unidas, a 26 de Abril de 2007. Apresentou a Aliança como uma verdadeira iniciativa política global para promover um diálogo sustentável entre as civilizações. Ainda é muito cedo para avaliar a eficácia desta iniciativa. De qualquer forma, já tem uma vitória global: a atenção deixou de se fixar no chamado “choque inevitável de civilizações” – caminho da morte – para se centrar no diálogo, princípio de esperança.
2.A revista Humanística e Teologia recolheu duas conferências que o famoso teólogo protestante, J. Moltmann, proferiu na Faculdade de Teologia do Porto. Na primeira, procura responder à questão: o que é a vida humana? Na segunda, aborda a biotecnologia à luz da nova neurobiologia e de uma teologia integral. Assume a recente tese neurobiológica da cooperação da natureza – “simpatia” em lugar de “guerra da natureza”.
Não deixa, porém, de destacar os contrastes da posição de Darwin e de a situar na Grã-Bretanha imperial do século XIX. Charles Darwin, apoiado em três escritores seus contemporâneos, depois de descrever “o avanço do homem de uma primitiva condição semi-humana para a actual selvajaria animada”, interroga-se acerca do influxo da “selecção natural sobre as nações civilizadas”.
Fala contra a vacinação antivariólica, pois através dela também os estratos mais fracos da nossa espécie conseguem sobreviver, podendo reproduzir-se. Destaca a sabedoria dos criadores de gado que não admitem os animais piores para posterior criação. Porém, ao ser contra a guerra entre as pessoas, Darwin parece ilógico.
Com essa atitude refuta o seu próprio princípio fundamental da exigência da evolução mediante a “guerra da natureza”. Na guerra, morrem os melhores, enquanto os mais pequenos, os homens mais fracos e de constituição mais delicada podem ficar em casa. Têm mais hipóteses de casar e de reproduzir a sua espécie. Desse modo, o número dos imprudentes, dos miseráveis e dos estratos frequentemente mais degradados da sociedade tende a crescer numa proporção mais rápida do que o número daqueles estratos mais cuidados e virtuosos. Cita Greg: “Os irlandeses que não se cuidam, os sujos, os que não querem chegar mais alto, esses reproduzem-se como coelhos; o escocês frugal que reflecte, que se cuida, o ambicioso… esse casa mais tarde e deixa uma pequena descendência. Na eterna luta pela existência são os inferiores, as raças menos dotadas que dominam, não em virtude das suas boas qualidades, mas devido à força das suas falhas.”
Na síntese final e nas últimas notas, destaca um contraste: “O ser humano experimenta com escrupuloso cuidado o carácter e a árvore genealógica dos seus equinos, dos bovinos ou dos caninos, antes mesmo de acasalar. Mas, quando chega ao seu próprio casamento, raramente ou nunca se dá a tanto trabalho… Com efeito, através da escolha (selecção) poderia fazer alguma coisa não simplesmente pela constituição corporal ou pelo aspecto da sua descendência, mas também no que diz respeito às suas características morais e intelectuais… Quando os mais inteligentes evitam o casamento e os negligentes se casam, os estratos mais medíocres da sociedade ambicionarão suplantar os melhores… Deve existir uma concorrência aberta para todas as pessoas e os capazes não devem ser impedidos nem pelas leis nem pelos costumes para terem o maior sucesso ou para criarem uma descendência mais numerosa. Louva, aliás, Esparta, onde estava prescrito que todas as crianças fossem analisadas após o parto: as mais bem constituídas e as mais fortes eram preservadas, as outras eram abandonadas à morte.
3.Não é esse todo o pensamento de Darwin. Entre as citações referidas também se pode ler a seguinte: “A ajuda que nós sentimos e que somos levados a dedicar aos mais necessitados é sobretudo o resultado do instinto de não impedir a simpatia, de não desprezar a porção mais preciosa da nossa natureza.”
Seja como for, por enquanto, mais tarde ou mais cedo, tanto os mais fracos como os mais fortes sucumbem todos à morte. Só existem cadáveres adiados. Seria criminoso, no entanto, servir-se dessa verificação para não fazer recuar, até onde seja possível com todos os recursos científicos e técnicos, a doença, o sofrimento e a morte.
É evidente que a vida humana é biológica. A humanidade desta vida revela-se, porém, na sua necessidade de laços, de reconhecimento, de afecto. Só se pode entender a vida humana como relação. Quando se trata de familiares ou amigos, durante algum tempo, procuramos a sua sobrevivência em nós. Mas nós também morreremos. É bom salvaguardar o futuro da espécie. Será que as pessoas, na originalidade de cada uma, não contam? Mas onde haverá memória para tanta gente? A inimaginável ressurreição parece-me uma ideia justa. No meio do sofrimento, Cristo deixou uma consolação: alegrai-vos porque os vossos nomes estão inscritos no coração de Deus.
(In, Público,12 Abril 209)
NOTA
Eu sabia que uma Palavra destas esperava por mim.A Palavra que me faltava para as palavras com que me preparo para embrulhar a “mensagem” do “Catálogo” da Exposição da próxima quinta-feira!
A realização da exposição, a sua qualidade – que não me compete aferir, sublinhando, apenas, que me surpreendeu o carácter geral da Beleza que senti deslizar pelos meus (cada vez mais artríticos) dedos, eu, um humilde mediador da Beleza com que o Criador me/nos dotou – fica a dever-se a uma persistência que a mim próprio me surpreendeu tais e tamanhos os percalços que envolveram o seu início.
Inesperadamente,ou talvez não – recordo que foi este humilde escriba quem inaugurou, em Fevereiro de 2003, a Galeria da Livraria Parlamentar, foi este humilde artista plástico quem, em 1992, propôs ao Conselho de Administração da Assembleia a aplicação do conceito de que a arte não se esgota nas galerias tendo proposto, e sido aceite, converter as paredes do, então, recente bar dos funcionários num espaço para exposições, como tem acontecido, em boa hora, reconheça-se, nos últimos tempos, noutros espaços de S.Bento e tendo solicitado a possibilidade de realização desta exposição “Abril, ânimos Mil”, viu ser inviabilizado tal pedido, segundo creio, devido a um problema de…”falta de nome“!
Graças ao apoio do Pe Anselmo Borges, que nos dará o prazer de a inaugurar, e a outras boas-vontades, aquele momento de desânimo foi superado. Decisivo, depois, o apoio de Vasco Lourenço, outro amigo – tal como em 1995, gravando, com Mário Viegas e outros “nomes”, um empenhado depoiemento para essa saudosa emissão de televisão pirata TRP… – tudo gente boa, com o seu nome próprio!
Contra a predestinação dos nomes, sim, meu estimado Frei Bento Domibgues, é possível temperar o “azedume” inicial e vê-lo convertido, finalmente, como assumida proposta plástica e … social! Afinal, há memória para tanta gente, sim, desde que nenhum de nós, nome a nome, se esqueça do seu próprio nome.(O mundo das artes plásticas e o quem é quem na dança dos nomes fica para quinta!) Em nome de todos os nomes.
Nós por aqui, sem proselitismos bacocos, por causa da exaltação do Nome de todos os nomes. Chamamos-lhe Deus,Criador, mas outro Nome pode ser.
Obrigado e… espero-o na quinta!
antónio colaço
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OLÁ,PADRE SOUSA

Meu bom Amigo, mais um ano… que é isso do Tempo para si….agora, seguramente, um Outro mas para nós, ainda e sempre, grata Memória!
Foi numa segunda-feira de Páscoa, assim,há três, quatro anos, já nem recordo,com a partida para Lisboa a iniciar-se e os trinados da Igreja a exigirem um compasso de espera…
Adiante, e que me diz ao jovem Pe Amândio?! Não é fácil substituir alguém com o seu peso mas, aqui entre nós que ele não nos ouve, acho que está em grande forma. As homilias pascais a mecerer nota máxima. Aquela do Cristo que desiludiu os apóstolos talvez mais apostados numCristo dos milagres, que, assim, os desiludiu… sempre tão actual.Diria um Cristo a que dá jeito recorrer, de vez em quando….E também gostei da Páscoa como momento de recuperar energias por forma a que cheguemos a 2010 “ainda com um restinho das forças que agora alcançámos”.
É verdade, a gingeira plantada no Vale das Árvores em sua memória, já apresenta, neste seu segundo ano de vida, mais de uma duzia de pequenas ginjas…..Terei que bater à porta dos irmãos de Proença a Nova para não deixar acabar o que nos ficou da sua lavra! À nossa, Amigo!
antónio colaço
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A VINHA DO AMORIM ABAFA-NOS….

Gosto muito desta fotografia.Tirada ontem à tarde. A vinha do meu querido amigo Amorim Lopes. A vinha mais perto do Vale das Árvores e cujo vinho branco e vinho abafado nos vão abafar na próxima quinta.Obrigado, Amorim, pela tua generosidade.Por beneficiarmos do teu amor para com o vinho. A tua reconhecida Arte de o fazer!
antónio colaço
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SER SUPERIOR A TODA E QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA

Do tempo vivido
O cronómetro corre sem parar. Não vai a lugar algum, apenas vai em frente, numa viagem louca cujo fim é apenas a morte, destino inevitável de tudo. Camus diria, “um absurdo”.
Quer dizer que este é o nó górdio que é necessário desatar. O tempo do cronómetro é um tempo físico, abstracto, vazio. Crónos, o deus grego do tempo, devorava os seus próprios filhos. Um tempo devorador. Daí o medo ao envelhecimento e à morte, e a ânsia de agarrar o tempo, que sempre se escoa como areia na ampulheta.
Mas há um outro tempo. O tempo vivido. Não é o tempo físico, embora não lhe seja alheio. É sobretudo o modo como é vivido o tempo que se vive. O sentido da vida que se vive no tempo. O sentido do que fazemos em cada dia, hora, minuto.
Se a vida for vazia, como pode o tempo ser cheio? Se a vida for uma escravatura no emprego, um inferno na família, uma zaragata com vizinhos e amigos, como pode o tempo ser doce e feliz? “Isto não é vida”. É morte lenta.
O tempo não traz o sentido consigo. Por isso, todas as espiritualidades ensinam que é preciso parar no tempo para construir o sentido do que vivemos. Sentir a vida. E dar sentido ao tempo vivido.
A Páscoa é um tempo em que a morte e a ressurreição, numa história religiosa concreta, nos desafiam a pensar a nossa própria morte e a ressurreição, ou a libertação em cada um dos dias da vida. A construir o Kairós, o tempo propício, que realiza, que cumpre a promessa de vida plena.
Quem pára e vive o presente experimenta a eternidade, dizem os mestres espirituais.
Viver o presente é experimentar a vida na sua gratuidade profunda, não a instrumentalizar ao serviço de um objectivo transitório, vivê-la até à raiz do ser presente.
Muitos de nós, e todos nós muitas vezes, corremos como loucos sem saber para onde. Ou melhor, para lado nenhum, e acabamos por não chegar onde quer que seja. Apenas ficamos mais e mais distantes de nós mesmos e dos próximos.
Dar vida ao tempo, rechear o tempo de vida, experimentar o sabor da vida, procurar e dar sentido à vida. Como é que isso se faz?
Parar é parar. E ouvir-se, e sentir-se por dentro, e não ter medo do que aí possa revelar-se. Essa é a nossa verdade mais profunda. E depois, seguir as pistas que aí se afirmam.
Alguns fazem-no através de uma religião. Outros, da leitura. Alguns preferem um mestre da vida interior, um psicólogo, um coach, um filósofo, um guru. Há ainda quem consiga fazê-lo na prática da pintura, ou de uma arte marcial, do yoga, da meditação diária. Outros combinam diferentes vias.
O importante não é a modalidade, mas que a vida seja de tal modo que não seja preciso fugir dela. Que olhar para dentro de si mesmo seja um encontro feliz, um momento cheio, um tempo de paz.
Só isso permite dizer do alto da cruz: «Pai, perdoai-lhes, que eles não sabem o que fazem.» Ou seja, ser superior a toda e qualquer circunstância, mesmo extrema. A nós não se pede tanto. Mas cada um de nós tem direito a viver em paz consigo próprio e com o mundo mais próximo, ainda que no trabalho para transformá-lo. É isso, hoje, a ressurreição da vida. A nossa Páscoa. Hoje.
Alves Jana
NOTA
Tropecei neste texto do meu amigo Alves Jana, há poucos instantes. Para além de director do “Jornal de Abrantes” e da Rádio Antena Livre, também de Abrantes, Jana regressou à sua coluna no semanário Primeira Linha, também de Abrantes, de onde transcrevemos, com a devida vénia e autorização, este texto de ler e chorar por mais.
A foto que publicamos é de Alves Jana fazendo, na Galeria Municipal de Abrantes, em 3 de Abril de 2004, a apresentação da exposição “Abril, Ânimos Mil “(I), que comemorou os 25 anos da ânimo, revistinha a que ele também emprestou a sua criatividade.
Obrigado, amigo e, uma vez mais parabéns por estes tantos caracteres transpirando a um tão desejado CARÁCTER que nos anime!
ac
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NÃO VIVO PARA PINTAR.PINTO PORQUE VIVO
1.No momento em que dou por terminados os trabalhos que integram a exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“, quase a caminho da Galeria da Associação 25 de Abril para a sua montagem ( a inauguração é amanhã, quinta, 16 de Abril, às 19H, com a presença do Pe Anselmo Borges

- a quem aproveito, para, uma vez mais agradecer toda a pronta disponibilidade – e, posso adiantar já, que vem por aí abaixo, lá de Coimbra, com a sua Palavra profética e acutilante para nos fazer ver o que é feito do ânimo de Abril e com que Ânimo-Outro nos devemos ReABRIL!!! , quero agradecer, publicamente, a todos os deputados, sem excepção, que constituem o GTAC- Grupo de Trabalho dos Assuntos Culturais, da Assembleia da República, que, ao contribuírem para a inviabilização da realização da referida exposição nos corredores do Palácio de S.Bento, fizeram com que caísse em mim e reconhecesse o humilde lugar que ocupo no panorama das artes plásticas deste país. Foi ciente desse apelo, e inspirado quer nos testemunhos de dois grandes nomes das nossas artes plásticas, nomeadamente, Julião Sarmento, “tive muita sorte” (cito de memória) e Joana Vasconcelos, “quem não vende não existe” (cito de memória), para não falar do testemunho de vida do meu amigo Leonel Moura e dos seus robotários artistas – Leonel, que, jocosa e amigavelmente, desmontava a minha opção pela “arte subjectiva”! – que arregacei as mangas disposto a, de uma vez por todas, lutar, também, pela afirmação do meu nome aqui jurando tudo fazer para que nunca o deslumbramento tome conta de mim e, assim, outros nomes eu possa ajudar a nomear (aliás, o conceito inicial da exposição apontava para a participação de outros nomes, desde empenhados funcionários da Assembleia a conhecidos fotojornalistas que por ali passam, antigos e actuais deputados, numa tentativa de demonstrar que a arte não se esgota nos profissionais da arte, vulgo, artistas plásticos!).
Na carta com que tentei demover o referido GTAC, e que até hoje conhece o mais completo silêncio individual dos seus membros, afirmei, com o único objectivo – mais do que a procura de um qualquer e bacoco estatuto de vitimizado, tanto que me pus ao caminho da Associação 25 de Abril, que nada tem a ver com esta “espécie de polémica” – afirmei, dizia, as palavras que transcrevo e reassumo:
“(…)Todas estas actividades têm como suporte uma concepção de vida que entende que não nos esgotamos nas actividades profissionais que realizamos . Acrescentar mais vida à rotina dos dias, não pode esgotar-se na estafada rotulagem de que, quem assim procede, não pode ascender à categoria dos nomes eleitos . Nomes, esses, escolhidos pelos pequenos deuses dos muitos deslumbramentos, com que boa parte da nossa intelectualidade ainda se entretém, assim, assegurando a reprodução de todo um sub-mundo de privilégios e intelectuais mordomias, a partir do qual julgam poder gerir papéis e protagonistas de toda uma sociedade de salamaleques feita, afastando, ou melhor, subtilmente discriminando, quem ouse desafiar os seus métodos de escrutinada vassalagem.
O meu curriculum – “ tudo o que fiz ” – mas , sobretudo, o que ainda me falta fazer – tal como a presente Exposição, creio – falará sempre por mim se, como espero, me mantiver sempre fiel às minhas humildes origens, resistindo, ao contrário de alguns consagrados nomes da nossa inteligentsia, aos bem remunerados apelos e às fáceis honrarias plásticas e editoriais, dos nossos muitos e deslumbrados Chiados de trazer por casa.(…)Quero acreditar que a arte não se esgota nas galerias e, muito menos, que a criatividade não se esgota na maquiavélica e arbitrária predestinação dos nomes, todos os nomes, qualquer nome. Chamo-me, antónio colaço.”
2.Por um Parlamento liberto de todo e qualquer deslumbramento.Por um Parlamento cada vez “mais feliz” porque tudo faz, “aqui”e agora, para tornar mais felizes todos aqueles que elegem os seus dedicados deputados.

3.Sementes de girassol, esta manhã, em plena germinação.
(Para o que serão? Logo descobriremos!)
Convoco-as para remate desta reflexão. Quer dizer, mais do que susceptibilidades de um autor em busca de consagração (uau, olhem só!) interessa consagrar a discussão e o debate de alguns valores que, a bem ver, poderão também, à sua maneira, ajudar a perceber o estado a que tudo isto chegou! Sim, 35 anos depois de Abril, sinto que já fizemos muito mas acredito que podemos fazer muito mais e muito melhor. Sobretudo para muitos mais.
Para sermos, todos, muito melhores.
Menos deslumbrados e mais empenhados.
É uma questão de voltar a deitar as sementes de Abril no desanimado coração de cada um de nós!
O privilégio de poder dizer e fazer estas coisas, aqui, nesta casa, tão perto do Carmo e da Trindade, sem que eles caiam, mas para que nos façam cair em nós e ver no que é que podemos melhorar, tendo como armas tintas e pincéis dá -me para pensar : A sorte que eu tive, mesmo que não venda. Afinal, eu existo. Afinal eu insisto!
Pela multiplicação dos tantos eus solidários.

A não esquecer!Esta obra, “A Última Pedra“ (a partir de 3 tijolos oitocentistas recuperados dos desperdícios das obras de recuperação do novo Plenário de S.Bento) continua em leilão na Exposição!Base de licitação, para Bulenga, 500 E!!!
De facto, não quero viver para pintar! Quero pintar porque continuo a querer (con)viver!Obrigado.

4.Um último obrigado pela confiança demonstrada a todos os amigos da Direcção Nacional da Associação 25 de Abril na pessoa do seu presidente e caríssimo amigo, Vasco Lourenço! ( Desculpe o mau jeito mas, desta vez, não vamos ter a Judiciária a questionar-nos, como da última vez em que me deu o privilégio da sua colaboração na saudosa emissão televisiva pirata da TRP, em 25 Abril de 1995!).
Ala que se faz tarde a caminho do Carmo e da Trindade.Não, não vão cair, mas fizeram-me cair na urgente necessidade de … REABRIR ABRIL.
antónio colaço
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MATINAS.ATÉ MAIS LOGO, ÀS 19.

Obrigado, por mais um dia. Fiz o que tinha a fazer. As sementes foram lançadas à terra. Olha como crescem garbosas!A caminho da Galeria. Prontas para assumirem o seu papel.

Mais agradecimentos. A Jaime André da A25Abril, pelo incansável apoio à dolorosa montagem final!

Ao meu amigo Zé Fernando, da Aboboreira, Mação,e à sua sábia Mãe, a Senhora Maria Máxima, que nos vai fintar a noite com os seus Bolos Fintos.Pudesse a ânimo/net ter aroma…É melhor aparecerem para provarem.
E finalmente, para já, ao Armando Solheiro, exímio web master (é dele o embrulho gráfico da ânimo, e não só!), e web designer, pelo apoio gráfico ao singelo Catálogo (a “Coca Cola” falhou….).
Aos amigos dos media, pela divulgação já efectuada!
Até mais logo! Obrigado
antónio colaço
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OBRIGADO,AMIGOS DE ABRIL. SEMPRE!

ULTIMA HORA
O programa “CINETEATRO AVENIDA”, hoje, 6ª, depois das notícias das 20H com o animador de serviço!

Repete à meia noite!.Obrigado.
ABRIL,ÂNIMOS MIL, pintura e escultura de António Colaço na Galeria da Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, Nº95, ao Chiado.Até ao dia 9 de Maio.
HORÁRIO
SEGUNDAS: DAS 12H-19H.
DE TERÇA A SEXTA:das 12H -22H .SAB: 12-15 . 19-22.
E agora,as primeiras imagens – sem tempo, ainda, para legendas! - do que ontem se passou na Galeria, assinadas pelo Pedro Silva .Pedro, obrigado pela tua sempre animada disponibilidade.










Um obrigado do fundo do meu coração. Estou sem palavras para o mar de Amigos que ontem me afogou e afagou em amizade.Do mundo mais íntimo, da minha querida família, ao da política, passando pelo dos blogues, das artes, dos media, do quotidiano, a todos um imeeeeeeeeenso obrigado. Aos que, por compreensivos motivos, não puderam comparecer, o meu obrigado pelas mensagens que fizeram chegar.

Um obrigado especial ao meu querido amigo Pe Anselmo Borges, pela riqueza da mensagem com que a todos nos interpelou – voltaremos a ela mais tarde, ele, que, incansável, está de partida para a Madeira vindo e regressando ontem mesmo a Coimbra ( leiam, alías, a entrevista concedida hoje ao DN/Madeira ) . Em sintese, enquanto não nos chega a versão integral, o Pe Anselmo Borges, conhecido padre e filósofo, catedrático em Coimbra, que assina uma coluna aos Sábados no DN, veio questionar “De que falamos quando falamos de ânimo” e abordando o assunto desde uma perspectiva cósmica, até aos nossos dias, descobrindo a razão de ser da nossa “ democracia tímida e quase desanimada” em diversas áreas, do ensino à justiça, para concluir que “é hora de pensar que o que é bom para Portugal é bom para mim” como forma de ” pôr fim ao egoísmo e consumismo que grassa, e à prevalência do ter sobre o ser”. Para Anselmo Borges, “sem Beleza não há salvação. A Beleza aponta à Transcendência”!
Obrigado, também, ao amigo de Abril, Vasco Lourenço, pela confiança e total disponibilidade das instalações da Galeria da Associação para a exposição.

Segue-se a notícia da Lusa que anunciou a exposição, elaborada pelo meu irrequieto amigo, Pedro Morais Fonseca ( é para te retribuir a do “Criativo”!!!). Alerto só para um pormenor que me valeu um sms chamando-me “renegado gavionense”!!! De facto, com muito orgulho o afirmo, nasci em Gavião, e aqui agradeço publicamente ao Jorge Martins, Presidente da CM que cedeu o quadro “Louvor e Exaltação do Cinema”, propriedade daquela autarquia a quem tive o gosto de oferecer como memória dos primeiros filmes que vi no “Cinema” lá da Avenida, mas, o meu coração está neste momento em Mação. São de lá, a minha querida mulher,Maria Filomena, que ontem homenageei – celebrámos,ontem, os 32 anos de vida a dois – e os nossos dois filhotes, João Miguel e Rita!

E agora a notícia na íntegra, com um obrigado extensivo aos media que já divulgaram a exposição!
AR: António Colaço (PS) inaugura 5ª feira exposição com sátira às práticas políticas e mediáticas
Lisboa, 15 Abr (Lusa) – O assessor de imprensa da bancada socialista, António Colaço, inaugura quinta-feira na Associação 25 de Abril uma exposição de pintura e escultura intitulada “Abril, Ânimos Mil”, na qual faz uma sátira às práticas políticas e mediáticas.
A exposição de António Colaço, a quem o eurodeputado socialista Joel Hasse Ferreira lhe colocou (nos anos 90) o apelido de “O Criativo”, será inaugurada pelo catedrático da Faculdade de Letras de Coimbra, padre Anselmo Borges, e poderá ser visitada até ao dia 09 de Maio.
Bem conhecido pelos jornalistas parlamentares pela sua permanente boa disposição e gosto em relação ao convívio – mas também por formar longas de filas de espera à porta da direcção do Grupo Parlamentar do PS -, Colaço convidou para a sessão de inauguração todos os deputados e funcionários de todos os grupos parlamentares representados na Assembleia da República.
Segundo o autor, a exposição apresenta uma “conjugação entre gestualismo, figurativo e algum surrealismo”, tem como técnicas de base o acrílico e a colagem, revelando uma “grande predominância dos temas ligados à terra (…) desde as flores à celebração do vinho”.
Entre as 22 novas obras e as 15 de retrospectiva apresentadas pelo assessor de imprensa do PS é mostrada alguma “sátira político social”, importando assinalar neste contexto que caricaturas feitas há alguns anos por António Colaço já foram alvo de acesa discussão num dos recentes debates quinzenais na Assembleia da República.
Com a sua sátira “político social”, António Colaço diz pretender questionar “práticas quer da política quer de um ramo com que convive, o mediático, propondo novos caminhos”.
“O trabalho ‘Cachas de Mudança’ é disso paradigma, ou seja, investir no noticiar do que de bom acontece. Mas também a obra ‘Tacho, Canudo & Cunha’ para denunciar um expediente nacional que tarda em desaparecer e a que todos – ainda – recorremos”, refere Colaço.
A obra “A Última Pedra”, feita a partir de tijolos oitocentistas apanhados no lixo das obras da recente remodelação da Assembleia da República foi colocada por António Colaço em leilão no seu site da ânimo http://animo30.wordpress.com, tendo como valor base de licitação 500 euros.
O produto da venda será atribuído, na íntegra, para 50 meninos órfãos de Bulenga, no Uganda, onde esteve recentemente em missão humanitária a jornalista da Antena 1 Rita Colaço, filha do autor da exposição.

Na vernissage serão servidos diversos licores feitos pelo próprio assessor de imprensa do PS, assim como bolo finto de Mação, município de onde é natural António Colaço.
PMF.
Lusa/fim
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O QUE PASSA DO QUE AQUI SE PASSA


Gente
Ânimo, Colaço Há muito que o assessor de imprensa do grupo parlamentar do PS se recusou a ser mero intermediário entre jornalistas e políticos. À sua maneira, António Colaço não abdica de ter uma palavra a dizer. Na quinta-feira inaugurou, na Associação 25 de Abril, a exposição “Abril, Ânimos Mil”. O local foi uma bofetada de luva branca ao facto de o Parlamento (ou melhor, a deputada social-democrata Zita Seabra) não ter autorizado que ele expusesse as suas obras numa ala do Parlamento. Dizem as más línguas que a justificação de Zita foi só uma: “E se o Zeca (o homólogo de Colaço no PSD) também se lembra de ser artista?”. Gente compreende: a deputada e editora acaba de inaugurar uma livraria para elites. É o espírito do tempo…
(In Expresso, Gente, 18 Abril 09 )

Uff! É uma fase de assumida exposição mas cujo cálice, no que tem de mais amargo, o animador de serviço quer beber até ao fim. Depois da luta inicial no que ao sítio de expor diz respeito ( e o Expresso lá sabe o que diz… ) desenrola-se, nos últimos dias, a batalha por ultrapassar os agradáveis registo nas colunas sociais, amigáveis, sim, mas que não resolvem a questão do verdadeiro artista que deseja integrar, em pé de igualdade – salvaguardada a sua especificidade, claro - os lugares onde costuma falar-se de arte, nomeadamente aquelas coluninhas dos media dedicados a referirem quem e onde expõe e, bem assim, porque expõe! Sei que não é facil para quem, como eu, trabalha sem rede, quer dizer, sem galeristas encartados e dotados do mais poderoso arsenal lobístico junto dos mais actualizados e bem cotados “críticos de arte”! Quer dizer, é uma contradição insanável, tipo “como é que queres singrar no milieu artístico da capital se te vais meter na boca do lobo que dizes pretender denunciar”?!
É aí que vale a pena tentar! Já que mais não seja para mais tarde ter histórias para contar e… quem sabe, retratar!
Obrigado, entretanto, a Sandy Gageiro, da Antena 1 e ao meu antigo camarada de radiofónicas armas, de Santarém, Zé Carlos Barreto, da TSF bem como a bondosas almas que fizeram rolar nos tickers da SIC, RTP, pelo menos, a realização da Exposição!
Aguardemos!
Ainda hoje poderá, entretanto, haver lugar a uma outra boa notícia!
antónio colaço
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WEBANGELHOS
As desculpas aos nossos amigos para quem estes Webangelhos, nos últimos dias, andaram afastados deste sítio pelas razões mais que conhecidas. A riqueza dos temas, a Páscoa ainda por perto – mas… desde quando é que ressuscitar não é de todos os dias – uma vez mais para ler/viver de fio a pavio!
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Anselmo Borges
Padre e professor de Filosofia
Quem se não apercebeu ainda da crise por que passa hoje a Igreja Católica? Um grupo de 300 teólogos e responsáveis de comunidades de base espanhóis – alguns, como A. Torres Queiruga, Juan Masiá, J. A. Estrada, J. J. Tamayo, J. I. González Faus, teólogos de renome – acaba de publicar um documento intitulado Ante la crisis eclesial, no qual defende que “a causa principal da crise é a infidelidade ao Concílio Vaticano II e o medo das reformas exigidas“.
Num procedimento que eles próprios consideram ser “extraordinário” – não é também extraordinária a causa que o motiva: “a perda de credibilidade da instituição católica”? -, reconhecem que “este descrédito pode servir de desculpa para muitos que não querem crer, mas é também causa de dor e desconcerto para muitos crentes”.
Responsável fundamental é a Cúria Romana. O Concílio teceu-lhe críticas duríssimas, Paulo VI tentou pôr em marcha uma reforma, mas ela própria bloqueou–a. As culpas não são, pois, exclusivamente de Bento XVI, com quem aliás se solidarizam: “O erro grave de todos os pontificados anteriores foi precisamente deixar bloquear essa reforma urgente.”
A primeira consequência do bloqueio é “o poder injusto da Cúria sobre o colégio episcopal”, derivando daí “uma série de nomeações de bispos à margem das Igrejas locais e que busca não os pastores que cada Igreja precisa, mas peões que defendam os interesses do poder central”.
Aqui assentam outras duas consequências: a mão estendida a posições da extrema-direita autoritária e ataques sem misericórdia contra quem está próximo da liberdade evangélica, da fraternidade cristã e da igualdade de todos os filhos e filhas de Deus, “tão clamorosamente negada hoje”. Depois, há “a incapacidade para escutar”, que faz com que “a instituição esteja a cometer ridículos maiores do que os do caso de Galileu”. De facto, a ciência oferece dados que a Cúria prefere desconhecer, concretamente nos “problemas referentes ao início e ao fim da vida”. A proclamada síntese entre fé e razão fica anulada.
Estas são “horas negras” para o catolicismo romano. Os autores lembram as rupturas de Fócio, que desembocou no grande cisma de 1054, e de Lutero, para sublinhar que também hoje “se não pode esticar demasiado a corda em tensão”. Mas “Deus é maior do que a instituição” e “a alegria que brota do Evangelho dá forças para carregar com os pesos mortos”. Por isso, os subscritores do documento, animado exclusivamente pelo amor a uma Igreja enferma, não se sentem superiores nem vão abandoná-la, mesmo que tenham de suportar as iras da hierarquia.
A quem se possa escandalizar lembram que a Igreja foi ao longo da sua história “uma plataforma de palavra livre”. Assim, Santo António de Lisboa pôde pregar publicamente que Jesus tinha dito: “apascentai as minhas ovelhas”, mas os bispos da altura entenderam: “ordenhai-as e tosquiai-as”. O místico São Bernardo escreveu ao Papa, dizendo–lhe que não parecia sucessor de Pedro, mas de Constantino, perguntando: “Era isto que faziam São Pedro e São Paulo?” Comentando, o actual Papa escreveu, em 1962: “Se o teólogo de hoje não se atreve a falar dessa forma, é sinal de que os tempos melhoraram? Ou é, pelo contrário, sinal de que diminuiu o amor, que se tornou apático e já não se atreve a correr o risco da dor pela amada?”
Neste contexto e por ocasião da passagem dos 25 anos da sua morte, deixo aqui a minha homenagem ao antigo professor, Karl Rahner, um dos maiores teólogos católicos do século XX, que escreveu num pequeno livro que então traduzi – Liberdade e Manipulação – que a liberdade tem prioridade sobre a autoridade, que só se legitima como função de serviço; esta reinterpretação funcional da autoridade obrigará a superar “a mentalidade institucionalizada dos bispos, feudal, descortês e paternalista” e implicará a limitação temporal nos cargos eclesiásticos, incluindo o papal, que as decisões e directrizes sejam, em princípio, explicadas ao público, com razões, e que se volte a “pensar numa colaboração do povo na nomeação dos hierarcas”.
In Diário de Notícias, 18 de Abril 2009
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Saulo, Saulo, prossegue-me.Uma das obras da Exposição “Abril, ânimos Mil”, António Colaço

A linguagem da Páscoa
Frei Bento Domingues
A consistência artística, literária, poética, musical da expressão religiosa não é apreciada como a grande linguagem da fé
1 Nos últimos tempos, quando, nos grandes meios de comunicação, se fala de Hans Küng, um famoso teólogo suíço da Universidade alemã de Tubinga, não é para apresentar a sua vida de professor, investigador e autor de muitos títulos notáveis, mas para destacar as suas tomadas de posição em relação ao Vaticano.
É uma grande injustiça classificá-lo, apenas, como um teólogo rebelde. É sobretudo um pensador crítico. A sua obra, traduzida em várias línguas, deveria merecer a atenção do grande público. É uma obra de diálogo com as outras Igrejas cristãs, com as outras religiões, com a Modernidade e Pós-Modernidade. Interessa-lhe a mobilização dos meios académicos e da opinião pública para a elaboração de uma ética mundial. Não quis encerrar o seu percurso com a publicação de dois volumes de Memórias. Já está traduzida no Brasil uma das suas últimas obras, coroa de uma vida: O Diálogo entre Ciência e Religião (1).
Ele próprio explicita o espírito do seu projecto: não se trata de um modelo de confrontação entre ciência e religião, seja ela de matriz fundamentalista-pré-moderna – que ignora tanto os resultados da ciência como os da exegese histórico-crítica – seja de índole racionalista-moderna, que exclui as perguntas filosófico-teológicas fundamentais e declara, de antemão, irrelevante a religião; também não é um modelo de integração de tendência harmonizadora, seja ele defendido por teólogos que acomodam os resultados científicos aos seus dogmas, ou proposto por cientistas que instrumentalizam a religião em beneficio das suas teses; é, antes, um modelo de complementaridade baseado na interacção crítico-construtiva de ciência e religião. Neste, respeita-se a esfera própria de ambas e evita-se toda a passagem ilegítima de uma à outra, assim como se afasta toda a absolutização de qualquer delas. Por meio do questionamento e enriquecimento mútuos, procura-se fazer justiça ao conjunto da realidade em todas as suas dimensões.
Nesta obra-síntese de um longo percurso, aborda o princípio de todas as coisas e a sua evolução. No epílogo, interroga-se sobre o final de todas as coisas. A sua fé, pondo de lado ornamentos lendários posteriores, centra-se no núcleo da mensagem do Novo Testamento sobre a ressurreição: a morte não conduziu Jesus de Nazaré ao nada, mas a Deus. “Esta é a minha esperança ilustrada, bem fundada: a morte é uma despedida que leva para dentro; é a entrada no Fundamento e Origem do mundo, nosso verdadeiro lar. É o regresso a casa.”
2Tenho todo o respeito pela teologia dialógica de Hans Küng. Embora também ele frequente os poetas e os músicos – escreveu uma obra sobre Mozart, Wagner e Bruckner -, não me parece que valorize suficientemente a capacidade de conhecimento que existe na arte. A consistência artística, literária, poética, musical da expressão religiosa não é apreciada, pela maioria dos teólogos, como a grande linguagem da fé, a linguagem da Páscoa. A procura da verdade doutrinal desvia, muitas vezes, a atenção do poder cognitivo dos mitos, dos símbolos, dos ritos, das metáforas da linguagem religiosa.
Não se trata de desvalorizar outras linguagens na busca do conhecimento. M.S. Lourenço escreveu-o de forma magistral: “O artista verdadeiro é aquele que alcançou o conhecimento verdadeiro, o qual consiste na percepção da realidade sensível e na intuição da realidade inexprimível.” Não contrapõe a procura da Verdade da Literatura à da Ciência, precisando, no entanto, que “esta procura da Verdade não é apresentada da mesma maneira, uma vez que a formulação estética, a criação da forma, é um objectivo da Literatura e não constitui um objectivo do trabalho científico”. Por outro lado, hoje, “estamos em condições de poder relativizar a dicotomia entre a intuição e o raciocínio e de restaurar a confiança no papel da intuição no processo do conhecimento e, deste modo, no valor cognitivo da experiência simbólica da obra de arte literária”.
E nesta perspectiva que coloca “a questão das fronteiras entre a Literatura e a Religião, a qual também é um domínio de percepção simbólica”. Defende “a ideia de que o culto religioso não existe incondicionalmente e que a expressão da experiência religiosa é condicionada pela formulação literária que a descreve, uma vez que esta é o veículo da asserção religiosa. O passo de São João segundo o qual o princípio é o Logos é assim interpretável como exprimindo a ideia segundo a qual o Logos, a fórmula, é a linguagem universal e, portanto também, a da Religião e do seu culto. Assim o problema da verdade da Religião reconduz-se ao problema da verdade das fórmulas da literatura subjacente. Uma doutrina religiosa é apenas tão verdadeira quanto o for a fórmula literária que a transmite” (2).
Para o grande músico teólogo, Olivier Messiaen (1908-1992), “as investigações científicas, as provas matemáticas, as experiências biológicas acumuladas não nos salvaram da incerteza. (…) De facto, a única realidade é de uma outra ordem: situa-se no domínio da Fé. É pelo encontro com um Outro que nós podemos compreendê-la. Mas é preciso passar pela morte e Ressurreição, o que supõe o salto para fora do Tempo.”
Hans Küng, O Princípio de Todas as Coisas: Ciências Naturais e Religião, Petrópolis, Vozes, 2007
M.S. Lourenço, Os degraus do Parnaso, Lisboa Assírio & Alvim, 19982, Cf. pp. 71; 75-76
In, Público, 19 Abril 2009
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MISERICÓRDIA.95

-Oh, meu Deus, tende Misericórdia. Lá vem ele outra vez…..
Não, não acredito que se deixe tomar por condicionados pensamentos deste género. De facto, vão decorridos três dias úteis da Exposição Abril, Ânimos Mil e que outra coisa não deve desejar quem passou tantas horas qual formiguinha carregando acrílicos pró carreiro senão desejar que esse trablho seja agora visto, diria, mesmo, apreciado por quem ainda por lá não passou?! Ou, como aconteceu ao meu amigo António Almeida, que tive o grato prazer de, ontem, lá reencontrar, “Venho agora com mais calma ver isto tudo, percebes?!”
Pois bem, o que venho sugerir e relembrar é que a Galeria tem um óptimo horário : SEGUNDAS: DAS 12H-19H. DE TERÇA A SEXTA:das 12H -22H .SAB: 12-15 . 19-22.
Ou seja, pelo menos todos os dias, à hora de almoço, entre as 13.30 e as 14.45, o animador de serviço vai tentar estar por lá!
É um passeio que se faz bem de S.Bento até à Rua da Misericórdia e, ao mesmo tempo, sempre ajuda a consumir mais algumas das notórias calorias que as fotografias da vernissage denunciam… Adiante. Que lindo está o Jardim de S. Pedro de Alcantara. Siga-me, pois…

A Galeria está quase ali ao lado. Extasie-se com a panorâmica que o renovado Jardim proporciona.

Prosseguindo, por que não entrar na belíssima Igreja de S.Roque. Foi a minha primeira vez. Claro, inevitável ver “onde está o órgão” Ah! Pudesse chegar-lhe…

Não entre já na Galeria, desça ao Chiado que agora até tem uma campanha, O “Chiado afterwork ” a partir das 18H!!! Está a ver…

…como estamos bem acompanhados?

Então, vê?! Qual misericórdia, qual o quê! Você está é na Rua da Misericórdia, Nº 95. Amanhã, pode ser que amnhã por lá o encontre. Com muito gosto. Ou eu ou o Sr. Jaime André. Ah! Ainda tem milhares de sementes de girassol à sua espera! Sim, para semear!!!É uma exposição muito….intersementiva!!

antónio colaço
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MATINAS

Não és Tu quem Te afastas de mim.Sou eu que não me aproximo de Ti.Quer dizer. Esqueço-Te em mim.

E, no entanto, neste Dia Mundial da Terra, o esplendor do Teu Sol, da Tua obra.
Obrigado, pela sementinha com que me alertas.
Com que me despertas.
Como ela, vencendo o peso da Irmã Terra, reergo-me para o Irmão Sol.
Para o esplendor da Tua Luz.
Obrigado, Senhor.
antónio colaço
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QUASE EM MAIO
Quase em Maio, tropecei neste rosário de mil contas feito! Lindo, meu caro António.Espero que goste do meu Fátima’s Frame!
Um destes dias volto ao assunto…depois que floresçam os nossos Jacarandás!Hoje ainda por lá não passei!Vantagem para si, caso descubra o primeiro pedacinho dos mil e um violáceos cálices…
antónio claço
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ULTIMA HORA:ONDE VAI ESTAR SÁB. 25 ABRIL?!!

Aguarde!
Temos uma ( agradável e…compensadora ) surpresa para si, tome nota:
- No próximo Sábado, 25 de Abril, às 15.35, 35 anos depois, onde é que quer estar?!
-Não se assuste!
antónio colaço
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HOJE HÁ GRANDE ANIMAÇÃO NA ASSOCIAÇÃO

Tem dois óptimos motivos para subir, hoje, Quinta, até à Associção 25 de Abril.Sim, é certo que está lá a nossa exposição “ABRIL,ÂNIMOS MIL”que, se quiser pode visitar.
Mas, pelo menos não perca às 18.30 o lançamento do livro do meu amigo Vasco Lourenço, “Do Interior da Revolução”.Para abrir o apetite, um cheirinho do que a Lusa acaba de adiantar:
Em declarações à Agência Lusa, à margem do seminário “As dimensões internacionais do 25 de Abril”, que decorreu terça-feira no Instituto de Defesa Nacional, o antigo militar e actual presidente da Associação 25 de Abril revelou que o livro vai trazer a “vivência” do antigo militar em “três períodos fundamentais” da sua vida.
“A guerra colonial, a conspiração para o 25 de Abril e o processo do 25 de Abril que se seguiu até à aprovação da Constituição. Vão encontrar a minha verdade porque eu conto a minha vivência e portanto conto a minha verdade e depois de algumas dúvidas, quis ser como sou normalmente e não ser politicamente correcto e conto os pormenores do que se passou”, adiantou Vasco Lourenço.
Na opinião do antigo militar, o livro traz “muitos pormenores que podem ser contestados” e apesar de admitir ter tido dúvidas em relação ao que devia dizer, Vasco Lourenço garante que optou por contar o que realmente se passou: “portanto vão saber a minha verdade”, garantiu.
Apesar de se ter recusado concretizar que momentos da sua verdade serão diferentes da versão corrente dos acontecimentos deste período histórico, Vasco Lourenço acabou por apontar o 25 de Novembro como exemplo.
“No aspecto do 25 de Novembro venho voltar a repor a minha verdade do que se passou e não a verdade que é comummente aceite pela imaginação pública hoje”, apontou, admitindo referir-se a Ramalho Eanes.
“A relação entre mim e o general Eanes, que foi meu subordinado e meu adjunto nas acções militares do 25 de Novembro e que está visto como o comandante das operações, quando quem comandou foi o general Costa Gomes e eu com ele como meu adjunto“, revelou.
A obra, que vai ser apresentada hoje, em Lisboa, é o último livro produzido no âmbito do projecto de História Oral do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, sob a responsabilidade de Maria Manuela Cruzeiro.
Com chancela da editora Âncora, “Vasco Lourenço – do interior da Revolução” é apresentado às 18:30, na sede da Associação 25 de Abril, em Lisboa.
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ÀS 21.30, dois outros amigos, O Paulo Nuno Vicente e a Alexandra Lucas Coelho debatem:
A cobertura mediática de conflitos
Alexandra Lucas Coelho (Público) - Jornalista do Público, actua na área da grande reportagem e da cultura. Em 2005-2006 esteve seis meses baseada em Jerusalém como correspondente. Em 2007 publicou “Oriente Próximo” com narrativas jornalísticas entre israelitas e palestinianos. É autora do blog http://diariodereportagem.blogspot.com sobre o conflito israelo-palestiniano e está a preparar um livro com um diário de reportagem no Afeganistão.
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PARABÉNS, ANABELA GLOBAL

O que os anos nos fazem, quando fazemos anos.
O Parlamento Global comemora hoje um ano de vida! A incansável Anabela Neves não pára. Em vez de comemorar o passado dos dias tem passado os últimos dias a preparar uma comemoração do 25Abril non stop para amanhã!
Vamos colaborar e, mais, oferecer, amanhã, um exemplar de uma edição limitada e assinada de 35 originais, com que festejamos os 35 anos de Abril, ao mesmo tempo que dinamizamos a Exposição “Abril ânimos Mil”!
Os pormenores mais tarde.
Para já, Parabéns, à Anabela e a toda a equipa, Joel, Rute, Patrícia, Sónia e Bruno.
antónio colaço
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EMERENCIANO.A PARTIR DE HOJE EM CASCAIS

A partir das 21.30, de logo, e até 28 de Junho, no Centro Cultural de Cascais. IR&VIR, pintura de Emerenciano.
Se não tem onde IR, logo à noite, diga que vai da parte da ânimo.
Será que é desta que nos vamos conhecer pessoalmente, Mestre Emerenciano?
Êxitos, enquanto por aqui preparamos a surpresa para amanhã! Por artes mágicas conseguimos montar, algures, um pequeno atelier serigráfico …”descartável”!! Por momentos, sentimo-nos transportados à Piazza Navonna e ruas afins!
Até mais daqui um pouco, para os leitores da ânimo.
Para si, Emerenciano, imagino a azáfama, apesar de isso, por aí, em Cascais, ser “à profissional”, imagino. Não, não é nenhum lamento de nenhum sem-abrigo das artes plásticas. Voltaremos ao assunto para a semana. Prometemos umas animadas confissões sobre as tantas “plásticas ” das lisboetas artes plásticas.
Bora lá para Cascais que o Emerenciano é dos que merece!
antónio colaço
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VASCO LOURENÇO.ABRIL POR DENTRO





O meu querido camarada e amigo, Marques Júnior, numa foto que tem o mérito de assinalar, lá ao fundo, a obra “Adeus, Diário de Lisboa”, feita a partir da última edição do Diário de Lisboa!

Enquanto entardecemos ali para as bandas de Belém, fiquemos com o relato da Lusa sobre a concorrida sessão de lançamento da obra “Do interior da Revolução“, de Vasco Lourenço:
Lisboa, Portugal 23/04/2009 21:26 (LUSA)
Temas: História, Política, Defesa, Forças Armadas, revoluções
Lisboa, 23 Abr (Lusa)- O coronel Vasco Lourenço afirmou hoje que a promoção de Jaime Neves a major-general o fez ponderar “não comparecer nas comemorações” do 25 de Abril e que “só não o fará por respeito à Assembleia da República e aos deputados”.
Quase no final da apresentação do livro “Vasco Lourenço – do interior da Revolução”, lançado hoje na Associação 25 de Abril – a que preside – o militar e capitão de Abril voltou a tecer críticas à promoção do coronel Jaime Neves a major-general.
Segundo ele, essa promoção fê-lo reflectir sobre a presença na cerimónia de comemoração do 25 de Abril no Parlamento, onde estarão as mais altas figuras do Estado.
“Ponderámos não comparecer nas comemorações do 25 de Abril, só não o fazemos pelo respeito que temos à Assembleia da República e aos deputados, que são os representantes máximos da democracia”, afirmou.
Ainda sobre o mesmo assunto, Vasco Lourenço revelou que alguns “problemas de consciência” o estavam a fazer retardar a publicação da obra mas que tal acabou quando teve conhecimento da promoção do outro militar.
“A atitude de promover o Jaime Neves nas condições em que o fizeram deu-me uma paz de espírito extraordinariamente grande. Os dois responsáveis por esta promoção tiraram-me todos os problemas de consciência”, afirmou Vasco Lourenço, sem no entanto especificar a quem se referia.
Perante uma audiência de quase uma centena de pessoas onde se incluíam várias figuras ligadas à política e à instituição militar, o presidente da Associação 25 de Abril acrescentou: “A promoção teve este aspecto positivo, desculpei-me lá com aqueles que como eu não concordam nada com a promoção do Jaime Neves”.
“Não pretendi atacar ninguém mas se o fiz, paciência”, declarou, acrescentando, sem citar nomes. que alguns militares “quiseram a medalha de ouro quando têm direito à medalha de bronze”.
Antes da apresentação da obra – o último livro produzido no âmbito do projecto de História Oral do Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, sob a responsabilidade de Maria Manuela Cruzeiro – Vasco Lourenço considerou que a promoção de Otelo Saraiva de Carvalho a coronel, anunciada hoje pelo Ministério da Defesa, “já devia ter sido promulgada há mais tempo”.
“O Otelo está a ver reconstituída a carreira no âmbito de uma lei que foi aprovada já em 1999 para reconstituir a carreira aos militares que se envolveram no 25 de Abril e eu saliento, que se envolveram ou ‘pró’ ou contra, e que viram a sua carreira prejudicada por isso. Portanto nada mais natural, já devia ter sido promulgada há mais tempo mas só acontece agora”, afirmou Vasco Lourenço, questionado pelos jornalistas.
“A decisão vem desde Paulo Portas, que não a assinou quando era ministro da Defesa, de maneira que para nós é absolutamente natural”, referiu.
ATF.
Lusa/fim
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AMANHÃ,ÀS 15.35H, ESTE DESENHO PODE SER SEU.APAREÇA NA GALERIA A25

Mais do que uma vulgar campanha de sedução para que visitem a Exposição ( fim de rima! ) “ABRIL,ÂNIMOS MIL“,patente na Galeria da Associação 25 de Abril, ao Chiado, na Rua da Misericórdia, Nº 95, do que se trata é de comemorar os 35 anos de Abril.
Assim, amanhã, Sábado, 25 de Abril, a partir das 15.35, os primeiros 35 amigos da ânimo que subirem à Associação 25 de Abril, terão direito a um original evocativo ( sim, e invocativo, tipo, Mais Abril para Abril! ) elaborado com predominância de vermelho e dourado, a partir da obra patente na referida Exposição “RELÍQUIAS VIVAS!

Nestra tela estão guardadas, finalmente, as memórias físicas do 25 de Abril do animador de serviço: as munições que não foram utilizadas, os galões de soldado cadete da EPAM, unidade que atacou a RTP, um cravo, então oferecido por um entusiasmado cidadão e um pedaço de um velho filme da RTP.
Ora, amanhã, os 35 desenhos em oferta, conterão, também, um frame da referida película!!! Querem mais partilha?!
Ah! Se visitar a Exposição – o que agradecemos, apesar de ao fim da primeira semana ainda não termos conseguido vê-la inscrita em nenhum dos consagrados roteiros dos nossos media escritos – muito obrigado à Lusa, à TSF, à Antena1, ao Diário de Notícias e ao Expresso, bem como à RAL e Primeira Linha, de Abrantes, e Voz da Minha Terra , de Mação, que a ela se referiram – lembre-se:
- Este quadro, “A ÚLTIMA PEDRA”, elaborado com três tijolos oitocentistas provindos dos resíduos das recente obras de remodelação da Assembleia, está em leilão, com uma base de licitação de 500 euros. O produto da venda reverterá integralmente para o orfanato das 50 crianças órfãs de Bolenga, Uganda, e cujos pais morreram com sida. Conhece algum amigo que possa estar interessado?

Ou, como dizem as animadoras do Projecto Uganda:
” Quem atira a última pedra neste casamento entre a arte e a solidariedade?
Até 9 de Maio, na Associação 25 de Abril (na Rua da Misericórdia, perto do Largo Camões, em Lisboa) esperamos fazer uma revolução!
As paredes de Bulenga precisam destas pedras…

Africa, Abril, Amanhã…( por um amanhã melhor ) isto anda tudo ligado!
Até amanhã! Até Sempre!
antónio colaço
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EMERENCIANO, FINALMENTE O ENCONTRO
A ânimo esteve na inauguração da Exposição IR & VIR de Emerenciano. Ano após ano de contactos telefónicos, mailáticos e afins, chegou a hora de conhecermos pessoalmente Emerenciano.
(Aguarda edição)
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ESTE DESENHO É PARA SI.ÀS 15.35H

Às 15.35H esperamos por si. Na Galeria da Associação 25 de Abril.Uma forma de partilhar Abril. No desenho, um original numerado e assinado, está colada uma pequena relíquia de há 35 anos: um pedacinho de película das instalações da RTP de então, ao Lumiar.
Enfim, Abril de mão em mão.
Abril de mãos dadas. Pedindo por mais Abril!

Mais Abril. Abril para muitos mais, como dizemos no catálogo da nossa exposição. Como o disse, com emocionadas lágrimas, lágrimas de Abril, o meu querido amigo e camarada Marques Júnior!
Para ele e todos os militares que há 35 anos saímos à rua, um imenso abraço de Abril!”

A todos muito obrigado e…. até já!
ÚLTIMA HORA
Na oferta dos 35 desenhos, está incluída a surpresa que acabámos de ter:
- O nosso querido amigo Pe Anselmo Borges reproduz, hoje, na sua coluna, no Diário de Notícias, a magnífica intervenção com que nos brindou na inauguração da Exposição. Mais palavras para quê? O nosso WEBANGELHO, ao vivo!

Muito obrigado, outra vez, Pe Anselmo Borges:
35 anos depois
por Anselmo Borges
Hoje é como se vivêssemos ( ou vivemos mesmo?) numa democracia deprimida. Que se passou?
In Diário de Notícias, 25Abril 2009
Para a abertura da exposição “Abril, ânimos mil”, na Galeria da Associação 25 de Abril, em Lisboa, António Colaço desafiou-me para um intróito: “De que falamos, quando falamos de ânimo?”
1. A identidade humana é narrativa. Mas a história narrada de cada um(a) é sempre incomensuravelmente incompleta, pois seria preciso narrar a história do universo todo, donde vimos e onde somos, até ao big bang – a grande explosão. O universo é dinamismo, que se vai configurando em estruturas cada vez mais complexas, numa história com 13.700 milhões de anos e aberta.
De que falamos, quando falamos de ânimo? Deste dinamismo cósmico que se autoconfigura, da cosmogénese, da biogénese, da hominização. Deste dinamismo em luxo e luxúria, presente em milhares de milhões de galáxias e em expansão.
2. A estrutura mais complexa que conhecemos é o Homem. De que falamos, quando falamos de ânimo? Do Homem, no dinamismo da liberdade, com duas possibilidades: liberdade criadora e liberdade destruidora. O dinamismo do mundo, agora consciente e livre, na e pela relação, constrói; curvado sobre si mesmo, devora-se e destrói.
3. De que falamos, quando falamos de ânimo? Do amor cósmico, esse amor que tudo move, como disse Dante. É também esse amor – energia e dinamismo – que une a história dos povos. Por causa da liberdade, também eles criam e dinamizam ou oprimem e destroem.
De que falamos, quando falamos de ânimo? Também falamos da Revolução dos Cravos, de Abril. Foi o júbilo do “dia inicial inteiro e limpo”, sob o desígnio de democratizar, descolonizar, desenvolver.
E assim se fez, mesmo se a descolonização foi inevitavelmente dramática, a democratização feita aos solavancos, o desenvolvimento, pouco e sobretudo pouco racional. Mas o que éramos e o que somos!… Não há nada que pague a liberdade, a democracia, recuo do analfabetismo, fraternidade de povos, igualdade de homens e mulheres. É disso que falamos, quando falamos de ânimo.
3. Mas, hoje, é como se vivêssemos (ou vivemos mesmo?) numa democracia deprimida, quase impotente, sem ânimo. Que se passou?
Ele foi a sofreguidão do ter sobre o ser, na ganância louca do consumo de teres, na perda de valores fundamentais, da honra, da dignidade e do espírito. Continua vivo o individualismo dos portugueses: não conseguimos interiorizar que o que é bom para Portugal é bom para mim. A situação do ensino não é felicitante. Ah!, aquela abertura apressada e sem critério de Universidades, para ganhar eleições! O fosso entre os muito ricos e os muitos pobres é cada vez mais fundo e parece que o maior da União. A corrupção campeia. Quem acredita ainda no sistema judicial? E os jovens desinteressam-se pela política, como que para evitar um lugar mal frequentado. Que Abril foi esse que, passados 35 anos, ainda permite 2 milhões de pobres? E quem sabe o que vem aí?
Ainda é de ânimo que falamos, quando o que nos visita é o desânimo? Sim, é ainda de ânimo, se o desânimo se tornar força dialéctica para a sua autosuperação.
5. O que aqui nos trouxe foi a arte. Sem beleza, não há salvação. O artista imita a natureza: não a natureza naturada, mas a natureza naturante, o dinamismo e o ânimo que habitam o universo enquanto força criadora originária. O artista é, por isso, génio: gera beleza a partir da fonte dinâmica do mundo e anima a esperança.
O mundo não é estático: está em processo e é processo. As suas possibilidades ainda se não esgotaram, e essa é a razão por que o ânimo não é apenas psicológico, mas ontológico, da ordem do ser. O processo do mundo ainda não transitou em julgado. Abril também não. Caídas as máscaras, poderemos reencontrar o ânimo daquela manhã primeira. Se foi possível no passado, porque não há- -de sê-lo no presente e para o futuro?
A beleza abre ao futuro e à Transcendência e é promessa de ânimo, mesmo quando faz falar a arma da crítica e da sátira político-social. É disso que falamos, quando falamos de ânimo.
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Até já, na Galeria!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Dançai com Cristo sobre os Evangelhos
Frei Bento Domingues, O.P.
(In Publico, hoje, 26.o4.099
As narrativas que temos são actos de linguagem que tentam apontar sinais, mas não descrever o sobrenatural 1. Desde E. Cassirer, ninguém estranha que se diga que o ser humano é um animal simbólico. Certo positivismo tem dificuldade com essa linguagem, mas é o positivismo que restringe a sua capacidade. É próprio das artes, da literatura e da música sugerir, no sensível, o inexprimível da realidade inabarcável em conceitos claros e distintos. Na Semana Santa, foram celebradas todas as formas da dor humana. Na Vigília Pascal, antecipamos as páscoas que faltam: matar todos os dias o poder da morte na morte de Cristo, ressuscitar na Sua ressurreição. Nessa Vigília, mãe de todas as vigílias, apesar das longas horas que convocaram o que há de melhor em nós, tudo ficou ainda por dizer. Foi a partir daí que dois mil anos de literatura, música, pintura, cinema fizeram de Jesus Cristo a figura suprema do mundo desejado. Até às festas da Ascensão e do Pentecostes, os cristãos continuarão a dizer, num grande crescendo da memória, o que aconteceu, acontece e acontecerá. Dir-se-á que os textos dos Evangelhos e dos Actos dos Apóstolos sobre a Ressurreição estão semeados de acontecimentos inverosímeis, de incongruências e até de contradições. Todos os anos regressa a discussão sobre o que neles é histórico, lendário e simbólico. 2. Há dois caminhos que não vão dar a lado nenhum saudável: tentar destrinçar o que é histórico e o que é lendário; servir-se dos textos para pregações e catequeses moralizantes. Os historiadores e os psicólogos podem tentar saber por que razão os discípulos – que tinham dispersado ao verificar a crucifixão e a morte de toda a esperança depositada em Jesus -, passado pouco tempo, confessavam a experiência de que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Messias, está vivo e, por causa dele, estarão progressivamente dispostos a tudo. A esse nível, o fenómeno em torno da descrença e da crença na Ressurreição pode ser matéria de história e de psicologia. Mas nada mais. Ninguém viu o acto de ressuscitar nem quem o ressuscitou. São realidades da ordem do inverificável empiricamente. Por duas razões. Primeiro, porque não se trata de alguém que estava morto e que voltou à sua situação anterior. Se fosse o caso – como se diz que aconteceu com Lázaro -, poder-se-ia comparar a situação dessa pessoa antes e depois da morte. Segundo, um fenómeno sobrenatural e o próprio Deus não são evidentes, não são fotografáveis nem testáveis em laboratório. Quem imaginasse o contrário negaria a absoluta transcendência de Deus e o sobrenatural. As narrativas que temos são actos de linguagem que tentam apontar sinais, mas não descrever o sobrenatural. Pode-se, no entanto, perguntar: mas então, porque será que as narrativas e as pregações do Novo Testamento não se contentaram com a sobriedade essencial: Jesus ressuscitou e não sabemos mais nada. Parem de pensar, de imaginar e de perguntar. De facto, não foi o que aconteceu. S. Pedro, bastante mais tarde, aconselhou: “Estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança” (1Pd 3, 15). Os autores do Novo Testamento tinham de mostrar que o ressuscitado era o mesmo que foi crucificado, mas não o era da mesma maneira. Era ainda mais real, mas numa forma de realidade incomparável com aquela com que tinham convivido. 3. Tarefa nada fácil. As testemunhas da experiência do Ressuscitado tinham de apresentar a sua convicção na linguagem dos gestos e das experiências que tiveram com Jesus. Tinham também de mostrar o que havia de radicalmente novo naquela experiência. Não lhes caiu do céu um ditado divino que dispensasse a imaginação e as palavras humanas. A Ressurreição transfigura, mas não pode negar as exigências da Incarnação. Tinham de se servir do que estava disponível na sua língua, na sua cultura. São os conceitos de inspiração, revelação e inerrância, atribuídos aos textos bíblicos, que precisam de levar uma grande volta, para não produzirem resultados mais nefastos do que aqueles que pretendem evitar. Se consentirmos na convicção de que a linguagem simbólica, metafórica, é a mais adequada para exprimir e dizer a fecundidade do mistério pascal na nossa vida, como perpétuo movimento, constante conversão, passagem da morte à vida pelo amor dos irmãos, de todos (1Jo 3, 14), não estranharemos acontecimentos inverosímeis, incongruências e até contradições. O cristianismo junta, no Espírito de Deus, nosso espírito, duas palavras explosivas que parecem incompatíveis: Jesus e Cristo. Não é na linguagem dos tratados teológicos e dos catecismos que a poetisa açoriana Natália Correia evoca a Páscoa e o Pentecostes. E ainda bem: “Musas amigas, levai estes espelhos / Que reflectem do tempo a estampa fútil. / Dançai com Cristo sobre os Evangelhos / O círculo dos deuses inconsútil. // Nem céu nem inferno dos sacramentos velhos / Que são os cárceres de uma fé indúctil. / De em meu barro escutar santos conselhos / Desposa o Espírito minha alma núbil. // E em meu jardim interior passeiam / À meia-noite em flor amantes mortos / Que entre acácias se estreitam ressurrectos. // Com paixões que as grades incendeiam / Endireito da vida atalhos tortos, / E na morte entrarei de olhos abertos.”
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JOÃO PAULO GUERRA,LOGO, ÀS 18.30 NA FNAC CHIADO

Eu sabia, meu querido amigo, que, um dia, ocuparíamos o Chiado.
“Cá em cima (A25A) está o António, lá em baixo(FNAC) está o João”!Juntaram-se os dois à esquina para tocar …as concertinas de Abril!!!
Vamos ver se consigo, logo, dar-te o abraço que mereces!
Lembras-te da encomenda que o nosso querido e saudoso Josué da Silva, do Diário de Lisboa, ( vai à minha exposição ver a última ediçaõ do DL, hoje, propriedade desse outro amigo de Abril, Marques Júnior !) te enviou lá para o Notícias da Amadora de … Carlos Carvalhas, o homem que assinou o meu primeiro cartão de “quase” jornalista?!
De facto, o estar em vésperas de “ir para a tropa”, inviabilizou, então, a possibilidade de entrar no DL.

Estamos nos quentes anos de 1972/73 e também a ti devo a compreensão de coisas, até então, tidas como incompreensíveis. Daí a duas ou três crónicas “censuradas” foi um passo!Obrigado, João. Obrigado Josué!
Até mais logo!
E cá estamos de regresso. A Fnac já foi.
O João Paulo Guerra está em forma. Descer à Fnac (sim, como quem desce da Galeria da A25A !!!) foi muito gratificante. Por lá passaram algumas da minhas velhas e sempre actuais referências no que ao mundo da rádio e jornalismo diz respeito. Uma reflexão que quero um destes dias aprofundar. Liberto, cada vez mais, de qualquer constrangimento ou gratuito deslumbramento. Acho que sempre assim foi. Referências, sim, mas nunca interferências. Livre para construir o meu próprio percurso. Com o benefício do seu despretensioso aplauso. Solidário, agora, às portas da minha própria terceira idade, pronto para os novos combates dos novos velhos de agora! Não, não me resigno a ver Luis Filipe Costa, Rui Morrison, Adelino Gomes, Joaquim Furtado, o próprio João Paulo Guerra, sim,e outros, como que encostados à boxe. Acho que um destes dias, mais cedo do que penso, alguém, do alto de uma sábia terceira idade, subirá ao ringue para dar um par de murros no quotidiano de um país que, assim, prescinde dos seus mais jovens anciãos .
Certo, meu caro Mário Zambujal?!


antónio colaço
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TODOS À ANTIGA FILA.ÀS 17.3O.ESTREIA DOCUMENTARIOS “CONSTRUIR PARAÍSO AQUI!”

A Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP) apresenta, na próxima terça-feira, dia 28, o documentário “Construir o paraíso aqui” – histórias e vozes africanas da cooperação, no âmbito da segunda edição de “Os Dias do Desenvolvimento”. O filme, que será exibido no auditório do Centro de Congressos de Lisboa – Pavilhão do Rio, a partir das 17h30, dará o mote ao debate sobre cooperação descentralizada.
“Construir o paraíso aqui”, é uma criação jornalística de Paulo Nuno Vicente,

Antena 1, imagem e montagem de Luís Melo, da Universidade de Aveiro, concepção gráfica de Ana Grave e música de Eneida Marta e Juca Delgado. O filme resulta de uma ideia da ACEP para dar voz e rosto a intervenientes da cooperação e do desenvolvimento de Cabo Verde e da Guiné-Bissau. Reconhecendo que na relação Norte-Sul, em particular na relação Europa-África, os protagonistas pertencem, frequente e persistentemente, ao lado que domina os circuitos da comunicação, o filme procura criar espaço para outras vozes, de dignidade, interrogação e, sobretudo, de confiança no futuro.
Após a exibição do filme, segue-se um debate moderado pelo professor Fernando Ramos, da Universidade de Aveiro, com a participação de Augusta Henriques, da ONG guineense Tiniguena, Mário Moniz da Plataforma de ONG´s de Cabo Verde, Patrícia Schor, ex-departamento PALOP da NOVIB, Holanda, e ainda do jornalista Paulo Nuno Vicente.
Produzido pela ACEP, “Construir o paraíso aqui” foi realizado no âmbito do projecto “Cooperação descentralizada: entre Norte e Sul reequilibrar poderes, reforçar solidariedades, favorecer mudanças”, co-financiado pelo IPAD.
Documentário e Debate
“Construir o paraíso aqui” – histórias e vozes africanas da cooperação descentralizada
Data: 28 de Abril – entre as 17h30 e as 19h30
Local: Centro de Congressos de Lisboa – Pavilhão do Rio
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EMERENCIANO MERECE UMA VISITA.CASCAIS

Apesar da agitação do dia seguinte à inauguração da “ABRIL, ÂNIMOS MIL”, lá nos metemos ao caminho do Centro Cultural de Cascais para ainda assistir à inauguração da Exposição “IR&VIR” de um amigo artista plástico cuja obra admiro, com quem falo, por telefone ou mail, mas com quem, nunca, em mais de 10 anos de conhecimento, tinha tido o prazer de um conhecimento pessoal! Finalmente, o encontro e, coincidência das coincidências, ambos com exposições na capital e arredores! Emerenciano, somos os maiores na arte de “escripintar” a cidade, ou, se quiser, “na arte de Qualigrafar“, ou seja, por uma nova escrita com qualidade!!! Uma brincadeira, “tá-se” mesmo a ver.
Emerenciano trouxe até Cascais, para além dos seus conhecidos labirintos, algumas das catedrais de uma outra escrita, que desde a primeira hora em que nelas tropecei, como que me certificaram da justeza do meu próprio percurso iniciado anos antes dessa “descoberta” ou seja, o recurso à escrita, ao movimento que a sua elaboração contém mas que a todo o momento apetece abandonar, ganhar asas, subir em espirais que rapidamente nos transportam para uma outra escrita, um outro céu. Uma outra terra, dentro desta nossa terra.
Para ver até 28 de Junho.De Terça a Domingo, das 10 às 18 horas.
O Emerenciano merece. No que me diz respeito, ao contrário de um que outro nome mais “consagrado”, nele admiro, desde a primeira hora, o espírito de partilha e troca de saberes. Obrigado, outra vez!


antónio colaço
(Fotos: Nuno Lemos )
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ÂNIMOS MIL.VEJA AQUI A REPORTAGEM DA SIC

A SICNotícias esteve, ontem, na Galeria da Associação 25 de Abril para dar conhecimento do que por ali se passa.
A reportagem acabou de passar há alguns minutos.
Numa amigável colaboração – e enquanto não conseguimos ter o nosso próprio “software”….- a reportagem pode ser vista aqui!
A SIC Notícias volta a exibir o “CARTAZ” mais logo e a SIC, mãe, na próxima quinta-feira em horário que ainda desconhecemos.
A todos, muito obrigado.Um obrigado especial ao Miguel Andrade e ao seu jornalista de imagem, cujo nome aguardo,pela qualidade do trabalho apresentado!
antónio colaço
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ÚLTIMA HORA: A HORA DOS JACARANDÁS!!!

É um rigoroso exclusivo/ânimo que nos chega da nossa Delegação na Rua D.Carlos, sim a Catedral dos Jacarandás de Lisboa, certo, António?!!!
Bem que os pressentíamos, cá em baixo, mas o nosso repórter/ânimo, melhor colocado, lá em cima, algures, bem pertinho deles, no seu violáceo céu, acaba de alcançar este rigoroso exclusivo/ânimo e, não duvidamos, vai receber um Prémio de Produtividade da nossa generosa administração, ou, quem sabe, da Fundação dirigida por este nosso amigo!!!
Alô, pfm:
Mesmo com a crise e revelando uma timidez nada usual eles estão de volta!
Este, julgo, é o primeiro que vejo da minha janela. Nada como um jacarandá para alegrar um dia tão cinzento.
Será que vêm a tempo de nos darem ânimo para o resto do ano ?
pfm
ACTUALIZAÇÃO
A nossa reportagem já esteve no local não para confirmar o precioso exclusivo mas para erguer os olhos para um céu, agora e sempre, cada vez mais violáceo, mais… inclusivo.
Ah! O regresso dos jacarandás devidamente assinalado com a nossa bandeira hasteada, como se vê!!!
Obrigado!ac

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“A ARTE NÃO É PARA TONTOS” QUEM DISSE?
SIC
"..O sentido da emoção não é apanágio de toda a gente. A arte é elitista.Quando eu digo que a arte é elitista, não me refiro a uma elite social. Refiro-me a uma elite intelectual. A arte é elitista porque não é para tontos.
A arte é elitista porque é para poucas pessoas. E é para pessoas que estão preparadas para a receber.
A história da arte democrática, da democratização da arte é uma treta.Porque a democratização da arte levaria ao nivelamento por baixo da arte. Como qualquer questão cultural.A democratização de qualquer actividade cultural é a coisa mais estúpida que pode existir. Em vez de trazer as pessoas para cima, não. Leva é o que está em cima para baixo. Para as pessoas todas perceberem"
Julião Sarmento, Outlook, Semanário Económico,10 Abril 2009
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NÃO SEJA TONTO!!!
Com a agitação dos últimos dias o animador de serviço quase passou ao lado destas palavras.
Ao entrar na última semana da Exposição "Abril, Ânimos Mil", a decorrer até ao dia 9 de Maio, na Galeria da Associação 25 de Abril, até 9 de Maio - atenção que amanhã está fechada. Abre no Sábado, das 15 às 22H e durante a próxima semana.
Vai ser uma semana rica de reflexão, aqui na ânimo!
Vamos trocar por miúdos, tim por tim, os bastidores do mundo ( quase apetecia chamar do bas fond ) do mundo da arte plástica nacional/lisboeta.
Para já, não seja tonto, vá mesmo visitar a nossa exposição!
Deixe-se das tretas do Julião!!!
( Não era para rimar!!!)
Finalmente a ânimo está no You tube! E depois?! Divirta-se.Problemas na rede do Parlamento Global obrigaram a tal. Obrigado na mesma, pessoal!
Bom fim-de-semana!
antónio colaço
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WEBANGELHO

O herói e o santo
Frei Bento Domingues O.P.
(In Público de 3 Maio 2009)
A canonização celebra a viragem radical na vida de Nuno Álvares Pereira, não a consagração do herói da nossa identidade
1.Ninguém se pode queixar da falta de notícias sobre a canonização de Nuno de Santa Maria, embora não isentas de ambiguidades. Nem tudo o que é atribuído ao Condestável é incontestável. Existem várias formas de encarar essa grande figura da História de Portugal. Hoje, numa sociedade de separação entre Igreja e Estado, deve-se deixar ao Estado o que ao Estado pertence: preservar e realçar a memória dos seus heróis. À Igreja compete recuperar a memória dos seus santos, não a dos heróis nacionais. No caso de Nuno Álvares Pereira, quem terá sido canonizado? O herói, pelas suas escolhas políticas e os seus feitos bélicos, ou o santo, aquele que abandonou o poder militar e a riqueza para se dedicar, no despojamento, à contemplação e ao serviço dos pobres? Os que dizem que não é possível separar o herói do santo nem o santo do herói – embora tenha sido a tonalidade de algumas intervenções eclesiásticas e políticas – esquecem que, sem atender a essa diferença, seria desaconselhável a canonização. Ela celebra a viragem radical na vida de Nuno Álvares Pereira, não a consagração do herói da nossa identidade. A heroicidade das virtudes requeridas para a canonização não é a heroicidade que se requer no combate aos inimigos da independência de Portugal. Não me parece que o hino nacional – “contra os canhões, marchar, marchar…” – possa ser o escolhido para a liturgia da festa de S. Nuno.
Digo isto porque todos os discursos sobre ele podem ter as suas derrapagens. O cardeal José Saraiva Martins – especializado a desencalhar canonizações – não se mostrou muito inspirado ao exemplificar a espiritualidade mariana de S. Nuno: “Antes e durante as batalhas, ajoelhava e rezava a Nossa Senhora. Isto é muito significativo, muito importante, era um militar e fazer isso supõe um grande acto de heroísmo.” É certo que o cardeal poderá argumentar que também na Bíblia se pede a Deus ajuda para derrotar os inimigos, constituído chefe do exército do povo eleito.
Essas partes das Escrituras só deixarão de ser lamentáveis, se as considerarmos inspiradas a dizer, de forma brutal, o que nunca deve ser feito: confundir os nossos interesses tribais ou nacionais com a vontade de Deus. Se uma das jóias da nossa arquitectura celebra Nossa Senhora das Vitórias, mais conhecida como Mosteiro da Batalha, só indica a contaminação da devoção católica por essa aberração ancestral. Será que Nossa Senhora, aborrecida com os castelhanos, se vingou deles revelando ao Condestável português a forma de os derrotar? Tomás de Aquino aconselhava os teólogos e os apologistas a terem cuidado com o ridículo.
2.Se esta canonização fosse para exaltar a capacidade guerreira do Condestável, teria de se fazer um processo religioso à sua forma de combater. Mesmo que alguns discursos dêem isso como pressuposto, talvez estejam enganados. Dir-se-á que é preciso cuidado com os anacronismos. Sem dúvida, mas não é de nenhum anacronismo que se trata: não terá sido no nosso tempo que o ataque às Torres Gémeas e a guerra ao Iraque se apresentaram com motivações político-religiosas? Não seria um bom milagre de S. Nuno se levasse os políticos e os militares de hoje a deixar a guerra – abrindo a mente e o coração ao imenso mistério da vida e da morte – e a distribuir os seus gastos em beneficio das vítimas inocentes da crise actual?
Diz-se que em qualquer situação é possível santificar-se. Talvez seja preferível santificar-se a fazer a paz do que a fazer a guerra.
3.É louvável recuperar antigas memórias portuguesas de santidade, embora, às vezes, possa levar a pensar que santos são apenas os canonizados. Repetiu-se que S. Nuno era o oitavo santo português! Há várias figuras exemplares da nossa história recente que devem ser lembradas. Destaco apenas três: o padre Abel Varzim (1902-1964), imagem do catolicismo social português durante o regime de Salazar, que o procurou domesticar e acabou por perseguir, sem encontrar na Igreja a defesa de quem o devia proteger; o Padre Américo (1887-1956), que, como dizia, depois de “uma martelada” espiritual, se tornou o padre da rua dos abandonados, dando-lhes voz, no espantoso jornal O Gaiato; Aristides de Sousa Mendes (1885-1954), que salvou, enquanto cônsul em Bordéus, a vida a dezenas de milhares de pessoas do Holocausto, desobedecendo, em nome da sua consciência humana e católica, às ordens de Salazar, que o entregou à miséria, a ele e à família.
Tenho, na minha frente, uma entrevista a Isabel Jonet, católica, presidente do Banco Alimentar contra a Fome – dá de comer a 245 mil pessoas por dia -, congrega uma multidão de voluntários na luta prática contra a pobreza. Ao ajudar a perceber que não vale a pena andar fascinado por bens que nada acrescentam à vida verdadeira, tornou-se também uma discreta escola de espiritualidade. Em vez de perder o tempo a enumerar tudo o que, em Portugal, corre mal, descobre e desperta vocações para a prática da solidariedade inadiável.
No seio do absurdo, os santos são aqueles que se convertem, rasgando a opacidade do Céu e a indiferença perante a miséria. São a face luminosa da fé.
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WEBANGELHO
Pe Anselmo Borges
Religiões e extraterrestres
Há um conto célebre no qual o famoso matemático e filósofo ateu Bertrand Russell, Prémio Nobel da Literatura, narra o pesadelo do teólogo.
O teólogo eminente Dr. Thaddeus sonhou que tinha morrido e seguido rumo ao Céu. Bateu à porta e disse que tinha dedicado a vida à glória de Deus. – Homem? – exclamou o porteiro. – O que é isso?
Ninguém, lá em cima, ouvira falar dessa coisa chamada “Homem”. Mesmo assim, um bibliotecário, um ser esférico com mil olhos e uma boca, depois de ter ouvido o teólogo explicar que a Terra é parte do Sistema Solar, por sua vez parte da Via Láctea, com milhares de milhões de estrelas e uma galáxia entre milhares de milhões, mandou chamar um dos sub-bibliotecários, especializado em galáxias.
Umas três semanas depois, com o trabalho de cinco mil empregados, o sub-bibliotecário voltou e explicou que o ficheiro extraordinariamente eficiente da secção galáctica da biblioteca lhe tinha permitido localizar a galáxia pretendida.
Mas era preciso agora procurar uma estrela – o Sol -, uma entre trezentos mil milhões dentro da galáxia. Alguns anos mais tarde foi um tetraedro arrasado de cansaço que compareceu, dizendo que tinha finalmente descoberto essa estrela especial, mas não vendo grande interesse nisso. De qualquer forma, ela está cercada por corpos muito pequenos chamados “planetas”, havendo nalguns deles “parasitas” e “essa coisa que tem estado a fazer perguntas deve ser um deles”.
Então, o Dr. Thaddeus desatou num indignado lamento: – “Porque é que o Criador escondeu de nós que não fomos nós que O levámos a criar os céus? Servi-O diligentemente toda a minha vida. E agora até parece que nem sequer sabe da minha existência. Não posso aguentar isto. Não posso mais adorar o meu Criador. – Muito bem – retorquiu o porteiro. Então, pode ir para o Outro Lugar”.
“Aqui, o teólogo acordou. E murmurou: – O poder de Satanás sobre a nossa imaginação adormecida é terrível”.
Estaremos sós neste Universo estonteantemente gigantesco? Aí está uma pergunta que muitos farão, concretamente neste Ano Internacional da Astronomia.
No ano passado, o padre José Gabriel Funes, director do Observatório Astronómico do Vaticano, declarou, desencadeando imensa curiosidade: “Como há uma multidão de criaturas sobre a Terra, poderia haver outros seres, mesmo seres inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz a nossa fé, pois não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus”. Poderíamos então falar do “nosso irmão extraterrestre”. Aliás, o seu predecessor, padre George Coyne, já se tinha pronunciado no mesmo sentido, ao dizer que o universo é feito para fabricar vida, portanto, a existência de outros seres não põe problemas à fé: “É um desafio salutar que a engrandece em vez de encerrá-la”.
A revista Le Monde des Religions (Set.-Out. 2008) foi à procura das posições de outras religiões.
O talmudista Hervé Bokobza diz que “as narrativas da literatura midráshica demonstram que, se eventuais descobertas científicas revelassem a presença de outros seres vivos no universo, os princípios da Tora e os valores do judaísmo não seriam abalados”.
O islão vai mais longe, “predizendo” não só a existência de vida extraterrestre mas também que haverá um encontro: “Entre as Suas Provas está a criação dos céus e da terra e dos seres vivos que aí disseminou. Tem aliás o poder de reuni-los quando lhe aprouver” (sura 42). “Alá que criou sete céus e outras tantas terras” (sura 65).
Também a resposta do budismo é afirmativa. O budismo Mahayana tem sutras que estendem o ensinamento do Buda “a todos os mundos”. No sutra da Contemplação da vida infinita, Buda faz jorrar da sua fronte um raio de luz “que iluminou todos os mundos e voltou a colocar-se na cabeça do Buda, formando uma torre de luz. Nesta torre, podia ver-se todas as terras dos budas”.
Após a detecção de “super-Terras”, a procura de vida noutras paragens tornou-se objecto de investigação científica. Se alguma vez se der o encontro, será um acontecimento maior da História.
Padre e professor de Filosofia
In Diário de Notícias, 2 Maio 2009)
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AS ÚLTIMAS DE BULENGA/UGANDA

Vejam só as últimas maravilhas que as meninas do Uganda de Lisboa estão a alcançar para Bulenga! Sabemos que alguns dos apoios partiram destas bandas!
Gente tonta, diria o outro, mas não. Sentimos orgulho em tudo o que estão a fazer, Rita e Lina!
Não podemos parar. É uma gota de ajuda à imensa e sedenta África.
antóniio colaço
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QUARTA FEIRA NA ANTENA 1.ENTRE AS 0 E AS 2.COM JORGE AFONSO

Notícia acabadinha de chegar: o animador de serviço é o convidado do Programa de Jorge Afonso, na Antena 1 – 95.7 – na próxima Quarta-Feira, dia 6 de Maio, das 0 às 02. Duas horas de conversa que, prometo, vão ser bastante animadas.
antónio colaço
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ANTENA 1 E ÂNIMO LIGARAM OUVINTES E LEITORES



Jorge Afonso e António Colaço, esta madrugada, nos estúdios da Antena1, tornaram “a noite clara como o dia”. (FOTOS: Eng José Silva)
Pela parte que me diz respeito só me resta agradecer a toda a equipa da Antena 1 que tornou possível estas duas horas de conversa. Ao Jorge Afonso, reencontrado tantos anos depois, aqui estou não só para agradecer a serena condução da conversa, como é seu timbre, aliás – confirmado pelos testemunhos que mais à frente conheceremos – mas, também, para prestar contas das reacções dos ouvintes ao desafio lançado para os primeiros cinco que escrevessem para o mail da ânimo dizendo, simplesmente, que queriam ficar com uma pequena e singela recordação da exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL”!
Porém….meu caro Jorge, e, também, mas sobretudo meu querido e grande Amigo, Padre Anselmo, não há palavras para o sentimento que me assaltou ao sair da instalações da RTP: pura e simplesmente passei ao lado da sua grande contribuição para a Exposição! Eu que levava na pastinha para oferecer aos ouvintes, para além do desenho, uma cópia da sua intervenção/crónica no DN sobre “De que falamos quando falamos de ânimo”!!! Tudo se ficou a dever (aguenta bom Jorge!!!) à pergunta inicial, e de rajada, do Jorge, se, de vez em quando, não me falta o ânimo! Eu sabia que queria abordar o tema em si, acrescido da riqueza da sua intervenção, sabia que queria falar do contributo da ânimo com a publicação dos WEBANGELHOS de Anselmo e Frei Bento Domingues, para uma aproximação à Palavra de um Deus Misericordioso, Bom e…vejam o que aconteceu. Ao Padre Anselmo já pedi compreensão mas a sua bondosa alma de imediato me disse que não voltava a falar comigo se insistisse em levar a questão para este lado! Obrigado, eu sei que muitos dos valores que fui defendendo ao longo da conversa bebem na Sabedoria da Palavra que todas as semanas nos anuncia e só por isso continua a valer a pena continuar a tê-lo na nossa companhia!

Padre Anselmo, um Obrigado do tamanho do Mundo!
2
Razões de tempo impedem-nos uma demorada análise às mensagens com que os nossos amigos nos brindaram.Fica, então, a notícia de que não só os cinco primeiros ouvintes foram brindados com os cinco desenhos como também os outros cinco que aderiram.
Tal é possível bastando para o efeito que aqueles ouvintes que nos contactaram enviem a sua morada para o nosso mail – que não será publicada, como é óbvio – e na próxima semana procederemos ao envio!
AS MENSAGENS
1
Boa noite.Na esperança de vir a ser um dos primeiros cinco felicitados deixo a minha morada conforme o que foi dito no programa da noite na Antena1 de Jorge Afonso.Com os meus cumprimentos;
Jorge Reis (01:20)
2
Ouvi a sua intervenção na antena e gostaria de receber o exemplar que tão amavelmente coloca à disposição.
Rogério Saviniano Telo (01:26)
3
Sou ouvinte assíduo do programa do Jorge Afonso.
Tem sempre óptimos convidados.
Mais um programa de bom nível. Assunto, escolha musical e acima de
tudo os princípios.
Como dizia no blog “Duas horas de conversa que, prometo, vão ser
bastante animadas.”
Um abraço
Raul Pedro(02:03)
4
Parabéns pela frontalidade com que mostrou uma nova forma de “eu” ver a arte!
Sá Lopes(02:04)
5
Pois é, sempre consegui ouvir. O pior é que amanhã é dia de trabalho!
Se assim continua a animar as nossas noites é caso para dizer que a “ANIMO torna os dias mais leves e as noites mais curtas!”
Um grande Abraço
Sílvio Grilo(02:08)
6
Bom dia,
Gostaria de receber a vossa oferta.
Luís António Jorge Nabais(08:25)
7
Meu caro António Colaço:
Em boa hora fui um dos que tiraram uns minutos de sono para ouvir a grande entrevista que deu à Antena1.
Deixe-me recordar outro grande pintor, no caso António Ventura Porfírio de Castelo de Vide e que foi Conservador do Palácio de Queluz, em pleno centenário do seu nascimento.
Votos de muitas felicidades
José Rui Rabaça(08:41)
8
Olá António Colaço,
Acabei de o ouvir na Antena 1. Parabéns pelo seu ânimo e pelas suas palavras.
E se ainda tiver direito a um desenho, ficar-lhe-ia muito grato.
Saudações plásticas e por Abril,
João Antunes(09:33)
9
Bom dia, é com grado que lhe escrevo e digo, que ontem, embora cansado do estudo, dediquei o meu tempo a ouvir o programa de rádio onde entrou, na antena 1.Espero ter a sorte de poder receber o desenho e quem sabe, uma semente de girassol para plantar no meu jardim.
Há muito que não me via assim, a ouvir tão atentamente um programa de rádio.Abraço
Bruno Marques(09:47)
10
Ouvir este tipo de rádio é uma boa alternativa aos cada vez mais enfadonhos programas de televisão!!!Parabéns!!!
Luis Nabais (16.41)
A estes ouvintes, ( e a Jaime André e António Maia que entraram nos Comentários já com a edição fechada e com quem já conversámos )agora leitores da animo, e que não indicaram a morada,pedimos que enviem as suas moradas para o mail da ânimo.
Para a semana contactá-los-emos!Muito obrigado.

Por motivos pessoais o animador não poderá passar pela Galeria à hora de almoço como fez até hoje. Mas, para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de por lá passar, têm ainda Sexta (das 12 às 22H) e o Sábado ( das 12 às 15 e das 19 às 22) para o fazer.
Gostava muito que o quadro “A última Pedra” cujo preço final será integralmente para os miúdos de Bulenga, Uganda, fosse adquirido.O seu preço está em 500 euros mas creio que até ao final poderemos descobrir um outro preço mais favorável.Assim haja alguém que, para o nosso mail manifeste esse interesse! É por uma boa causa!
Depois de Lisboa … a Exposição tem encontro marcado para o dia 6 de Junho, em Aljustrel!Uma muito desejada homenagem ao meu saudoso Pai, José Jacinto, natural de … MESSEJANA.Um obrigado, desde já, à Câmara de Aljustrel na pessoa do seu Presidente Manuel Camacho.
Um bom fim de semana a todos.Muito obrigado pelo ânimo que deram à ânimo e ao seu animador de serviço!
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
(in DN,hoje)
É esperável um contributo positivo da viagem, difícil, de Bento XVI à Jordânia, Israel e Territórios Palestinianos
Quando se fala nos cristãos do Oriente, pensa-se geralmente nos “ortodoxos”, que, em 1054, cortaram os laços com o Papa de Roma. Aqui, porém, refiro-me aos cristãos do Médio Oriente e do Egipto, incluindo os arménios, e também os do Iraque, Irão, Turquia, Etiópia. Na sua visita à Jordânia, Israel e Territórios Palestinianos, o Papa encontrará alguns deles, pois também há comunidades católicas.
Embora o cristianismo tenha lá o seu berço, o número de cristãos no Médio Oriente é hoje minoritário, rondando os 6 milhões, uns 4% da população da região. Em Israel, são uns 500 000 (8% da população); na Palestina, 54 000 (1,5%); no Líbano, 40% (1 milhão e 400 mil); na Síria, 4% (750 000), no Egipto, 4 a 5 milhões (6%). Segundo a revista l’Histoire (Dezembro de 2008), há 4 milhões na diáspora (Europa, Estados Unidos e Austrália) e uns 6 milhões de cristãos siríacos na Índia.
Estas Igrejas, que remontam muitas vezes aos inícios do cristianismo – foi em Antioquia, então capital da província romana da Síria, hoje, na Turquia, que aos discípulos de Jesus foi dado pela primeira vez o nome de cristãos -, caracterizam-se pela língua (frequentemente, o aramaico) e rituais litúrgicos especiais. A sua diversidade deve-se a múltiplos factores: históricos, políticos, teológicos.
As controvérsias teológicas e a História – lembrar o Império bizantino, a irrupção islâmica, as cruzadas (a quarta teve efeitos dramáticos, com o terrível saque de Constantinopla), a conquista otomana, a Primeira Guerra Mundial, a queda do Império otomano, o imperialismo europeu, o estabelecimento do Estado judaico em 1948, a invasão do Iraque…) – criaram um mosaico de comunidades para as quais não é fácil traçar linhas claras de identificação. De qualquer modo, ainda hoje, quando por lá passamos, fica-se impressionado com divisões que podem chegar a agressões físicas por causa da ocupação dos “Lugares Santos”.
Os debates teológicos tiveram lugar nos primeiros séculos, concretamente IV e V, na tentativa de compreender o mistério de Cristo. Como é que Jesus pode ser Deus e homem? O arianismo negou a divindade de Jesus e foi condenado no Concílio de Niceia, convocado pelo imperador Constantino em 325. Os nestorianos reclamam–se de Nestório (381-451), patriarca de Constantinopla, que deu origem ao nestorianismo: afirma que Maria é mãe de Cristo-homem e não mãe de Deus (theotokos). Os coptas são monofisitas, afirmando que Cristo tem uma só natureza – a natureza divina. O monofisismo foi condenado em 451, no Concílio de Calcedónia, que formulou a definição da fé de que em Cristo há duas naturezas – a natureza divina e a natureza humana – que subsistem numa só pessoa, e teve como consequência a formação de Igrejas independentes: coptas, jacobitas, arménios, nestorianos.
Nesta história complexa, estão presentes as controvérsias teológicas, mas não se pode esquecer a conquista muçulmana nem as cruzadas. De qualquer forma, os cristãos, cujo estatuto, no Império otomano, estava subordinado à lei islâmica, que os discriminava, mas não os impediu de ocupar cargos importantes, representariam, aquando da Primeira Guerra Mundial, 25% da população total na grande Síria otomana (Síria, Líbano, Palestina actuais).
Depois, o século XX trouxe tempos mais sombrios – hoje serão, como disse, uns 4% -, do genocídio arménio ao êxodo em massa do Iraque. Mas, como escreve C. Mayeur-Jaouen, atenção para não reduzi-los a um “estatuto de eternas vítimas”! Têm de ser denunciadas a prática quotidiana de desigualdade e a perseguição a que estão sujeitos, mas também se não pode esquecer as consequências do fim do império otomano nem o “discurso de cruzada” do invasor americano no Iraque. Para o decréscimo do seu número contribuíram também razões demográficas e até mais possibilidades de saída para o Ocidente – 25 000 caldeus (ramo católico) vivem em França.
É esperável um contributo positivo da viagem, difícil, de Bento XVI. A paz e o futuro destes cristãos dependem também da capacidade que os Estados da região e a comunidade internacional tenham para formar sociedades pluralistas e democráticas.
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ADEUS, Ânimos Mil!HOJE RTPN,15.30!PARABÉNS RITINHA!!!!
Chega hoje ao fim a Exposição, Abril, Ânimos Mil!
(Uff!!! até que enfim, dirão!).
Para quem ainda não visitou – e ele a dar-lhe! – hoje, Sábado, 9 de Maio, das 12 às 15 e das 19 às 22, a última oportunidade.
Entretanto, a RTPN passa HOJE, às 15.30 uma reportagem efectuada na Galeria da Associação 25 de Abril!
AH!Se quiser já pode ouvir aqui!
Tomo a liberdade de a dedicar à Ritinha, que, há 30 anos, exactamente no momento em que fechava o 2º nº da ânimo, com a capa que eternizaria para sempre o nosso logo, um desenho de Piero Fornazetti, veio a este mundo, aqui, em Mação, de onde vos escrevo!

A Ritinha, antes do Uganda, na sua grande aventura jornalística na Koreia do Norte!
De sua Mãe e seu Pai e seu irmão João,Ritinha, PARABÉNS!!!!!!
antónio colaço
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JACARANDÁS.OUTRA VEZ E SEMPRE!

Nada mais animador que um grupo de jacarandás já em flor.
pfm
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MUITO OBRIGADO A TODOS

Esta manhã, “Mário Viegas, Sempre“, o último quadro a embarcar na carrinha da Câmara Municipal de Aljustrel, em plena Rua da Misericórdia. Por uns instantes, querido Pai, querido Zé Jacinto, imaginei-te ao lado de Mário, ambos, Algures, zombando de mim:” olhe no que o seu filho me mete! A caminho da praia da Messejana, para o homenagear a si! Oh! senhor Francisco Viegas, senhor meu Pai, venha cá dar um abraço aqui ao Sr. Zé Padeiro, o pai daquele rapaz que vê ali a arrumar os quadros na Associação 25 de Abril, e que seria o “meu futuro chefe de Gabinete” como um dia lhe deixei escrito num dos tantos bilhetes em que assistiu à minha campanha eleitoral para a presidência das República!Este rapaz nunca há-de ir longe no mundo das artes plásticas! Ali anda num lufa, lufa, para me levar, a mim e aos outros quadros, para a Biblioteca de Aljustrel, sede de concelho a que pertence a Messejana aqui do mestre Zé Jacinto! Em vez de andar a tratar de arranjar um galerista que lhe fizesse estes trabalhos…”
Do que se trata, de facto, é que já devem ter chegado a Aljustrel as obras que no Sábado, 6 de Junho, em hora a definir, ali homenagearemos José Jacinto, padeiro de profissão, meu querido e saudoso Pai e que, desde há alguns anos, confecciona um tão divinal quanto pão fresco das celestiais madrugadas.
A todos os que tornaram possível esta exposição, à cabeça, o meu querido amigo Padre Anselmo Borges -releia no link a sua luminosa intervenção na inauguração da Exposição, e que ele acabou por converter em crónica do DN na semana seguinte – a quem ficamos a dever o superior aprofundamento doutrinário do que é isso do ânimo. Do Ânimo, da Fonte de um ânimo Outro, diria eu, agora com redobrado empenho.
À Associação 25 de Abril a quem, na pessoa do seu presidente, Vasco Lourenço, quero publicamente agradecer não só o apoio como, sobretudo, a confiança, em alguém ” sem nome”, não acolhido por via dessa estranha predestinação dos nomes, numa outra nobre sede do nosso poder democrático, e contra a qual “predestinação” me baterei sempre. Mas aqui, para além dos nomes dos militares de Abril, Aprígio e Belo (tenho sempre medo de me enganar nas patentes!) não posso deixar de destacar pelo seu total apoio, a sua total disponibilidade, o amigo que fiz e exímio relações públicas da Associação, Jaime André!
Não posso deixar de referir aquele que terá sido um dos momentos altos desta exposição.Praticamente no seu fecho. Acabada de gravar a entrevista para a RTPN, dirige-se-me alguém, que já tinha visto a olhar atentamente para a exposição, “desculpe, o senhor disse que tinha participado no ataque à RTP….”.Em vertiginosos segundos rebobinei tudo o que dissera.Terei cometido alguma inverdade?! O que é que este me quer?! “Sim, participei, estando na EPAM, na substituição do pelotão que ocupou as instalações durante a madrugada, respondi-lhe!Mas, quem é o senhor, retorqui? Manuel Geraldes, soltou, de imediato, como que para desafiar a minha ignorância! O quê, Manuel Geraldes? Você aqui?!Mas é claro que sei quem é!!!
Seguiu-se uma animada conversa sobre quem tinha sido quem naquela noite, o nosso amigo já queria adquirir as minhas relíquias de Abril, está, neste momento, por Macau e a estas horas já para lá voa um dos desenhos que editei para celebrar os 35 anos de Abril e que com muito gosto lhe ofereci! Manuel Geraldes foi, de facto, umas das peças chave na tomada da RTP. E eu tive o privilégio, 35 anos depois, de o ter junto a uma das obras que para sempre ficará no meu coração! Razão porque não o pode adquirir.Mas que foi um grande momento, foi! Obrigado, Manuel Geraldes, e espero que a “Natureza Morta com Cerejas” que adquiriu torne bem vermelhinhos os seus dias!
A todos os outros amigos, Pedro Silva, fotografia, Armando Solheiro, Manuel Senra, José Raimundo e Bruno Nabais, rectaguarda informática, o meu muito obrigado.
Àqueles que no conjunto dos media acreditaram que esta exposição tinha uma mensagem que valeu a pena ampliarem, outro reconhecido obrigado.
Um obrigado muito especial à senhora deputada independente Luisa Mesquita, membro do GTAC-Grupo de Trabalho dos Assuntos Culturais, da Assembleia da República, a única do GTAC que, creio, teve a amabilidade de visitar a exposição e deixar uma simpática mensagem de solidariedade.
Para aqueles que de todo não puderam subir ao Chiado, um obrigado na mesma. Têm oportunidade de passar pelo que em termos de Arquivo Audio/Vídeo é agora possível reunir como abaixo se pode ver!
No dia 6 de Junho – obrigado,Presidente Manuel Camacho – estaremos em Aljustrel e com alguns novos trabalhos.Ocasião para agradecer àqueles que apostaram em levar para casa “pedaços de “Abril, ânimos Mil”!
Um destes dias, se não se importarem, disponibilizaremos toda a exposição AQUI nesta Galeria Aberta. Ah! E totalmente abertos a revelar, também, os vossos nomes, as vossas obras. Sim, por aqui não temos problemas de predestinações balofas!!!!
E agora, revejam a matéria! A ânimo vai retomar os seus dias normais!
TELEVISÃO
RTPN
Vídeo SIC Notícias
A RÁDIO
TSF
Pela mão do mais exímio arrumador de cadeiras do Ciineteatro Avenida da TSF, José Carlos Barreto, entre e sente-se aqui!
ANTENA1
A noite ficou mais clara, sim. Com a ajuda do Jorge Afonso, de candeias na mão, jamais andámos às avessas.Venha por aqui!
Um obrigado também à Sandy Gajeiro e Mario Rui Cardoso, da Casa das artes, da Antena1.Aqui o link foi-se pois o programa já saiu do arquivo!
IMPRENSA & OUTROS
Para além das referências do JN e DN, Acção Socialista (pag 16),Primeira Linha, Rádio Antena Livre e Voz da Minha Terra um obrigado à “Gente” do Expresso.Esta última notícia, consta que ainda poderá fazer alguns estragos, aguardemos.
Uma última nota: hoje mesmo, terça, 12 de Maio, dia em que actualizamos este post, seguiram pelo correio os desenhos para a dúzia de leitores/ouvintes da ânimo/antena 1! A todos, uma vez mais, muito obrigado!
antónio colaço
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MATINAS


Apesar das nuvens, sei da Tua Luz. Deixo que me Ilumines. Ontem, como hoje.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS
Neste momento (na Bela Vista,Setúbal) é preciso serenar os ânimos!
Luis Costa Ribas, SIC, Em directo Setúbal
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DE ABRAÇOS ABERTOS

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
DOMINGO V DA PÁSCOA Ano B
“Ninguém tem maior amor
do que aquele que dá a vida pelos amigos.”
Jo 15, 13
De braços abertos
Creio que a primeira memória de Lisboa que guardo, por alturas dos meus cinco anos, é a da entrada de barco no Tejo e a daquela imagem de braços abertos a acolher-nos. Viver depois quatro anos no belíssimo Seminário de S. Paulo em Almada, com a presença persistente daqueles braços, fez crescer em mim esta imagem de Deus sempre pronto a abraçar-nos. Infelizmente nem sempre acreditamos que os seus braços se lançam para nós, como um pai desejoso de mostrar como nos ama, um amigo cheio de saudades ou uma criança que se lança ao nosso colo. Julgamos que nós andamos à sua procura quando é Ele que não desiste de nos procurar! Sim, aquela imagem é de cimento e ferro e está naquela margem do Tejo há cinquenta anos, mas Jesus, que ela representa, anda pelas ruas desta e de todas as cidades, pelos becos e carreiros onde os homens e mulheres vivem. Anda em cada um de nós. A levar o abraço de Deus!
Damos um abraço a alguém que conhecemos e gostamos muito. Mas uma campanha nascida na Austrália tem espalhado pelo mundo “abraços grátis”. Não é fácil abraçar um desconhecido mas dá gosto ver os sorrisos que ficam no rosto de quem participa nesta corrente. Talvez nos ajude a perceber que, às vezes, uma abraço é tudo o que precisamos! E lembrei-me do Sérgio Godinho que canta “canção dos abraços” dos Amigos de Gaspar: “São dois braços, são dois braços / servem pra dar um abraço/ assim como quatro braços / servem pra dar dois abraços. / E assim por aí fora /até que quando for a hora / vão ser tantos os abraços / que não vão chegar os braços.” É de uma expressividade imensa o gesto simples de um abraço. Jesus, que viveu a nossa corporeidade e a elevou ao céu, vem reconciliar-nos também com o nosso corpo. Deixa-se tocar e beijar, toca e cura, estende a mão e levanta. E quantos abraços deu, que os evangelhos não contam? Fazermos da nossa pele uma fronteira, e à nossa volta uma “terra de ninguém”, é desumanizarmo-nos.
Sempre que elevo o olhar sobre a cidade, Jesus, de braços abertos, parece convidar a algo mais. Será possível fazermos uma cidade mais capaz de abraçar todos e, em especial, quem é mais abandonado e desprezado? Será possível um desenvolvimento que promova as pessoas e não o acumular egoísta dos bens? Será possível vivermos uma Igreja mais acolhedora e cheia de compaixão por quem erra? Será possível gastar-me mais em abraços do quem em preocupações? O que nos diz o Cristo-Rei de braços abertos há cinquenta anos?
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JACARANDÁS SEM BRILHO

De regresso à D.Carlos para constatar que os Jacarandás ainda estão longe do seu brilho, como pode constatar aqui, numa reportagem de há um ano!
Por isso, bora lá até ao Jardim de Santos!

Tropeçando em António Barreto, a simples provocação de o sinalizar que a ânimo foi quem noticiou os primeiros sinais de Jacarandás. Nós, os discípulos, provocando o Mestre!
antónio colaço
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NIB: 003508020000404170024
Fixe este número.
Veja o que estas duas jovens estão a conseguir levar por diante no UGANDA, a partir de Portugal!

ESPANTOSO! SEM PALAVRAS !
Faça parte do número dos que querem AJUDAR!!!!
Assim, a partir deste momento, este quadro,
A ÚLTIMA PEDRA
(70X50, Acrílico sobre madeira, com colagem de 3 tijolos oitocentistas sobrantes das obras de recuperação do Plenário da Assembleia da República) fica em leilão, durante alguns dias, aceitando as vossas licitações. No final, o Conselho de Administração da ânimo reunirá para deliberar a quem entregará o quadro se considerar a oferta minimamente justa atendendo não só ao seu valor histórico como, também, aos objectivos a que se propõe, para não falar, claro, do seu valor estético, como é ?!
Ou seja, o produto da venda reverterá na íntegra para um dos vários projectos com vista ao apetrechamento do orfanato de Bulenga, Uganda! Não há, portanto, nenhum valor base de licitação!
ESTÁ NAS VOSSAS MÃOS!
“FAITES VOS JEUX, MESSIEURS!!!”

antónio colaço
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MATINAS.MESSEJANA

Pai, como se respondesse ao apelo do Outro Pai, aqui me tens, acordando tão entusiasmado, eu, o mais recente e empenhado”operário enviado para a Tua Messe”!
Messejana.É lá ali! Pai,espera lá por mim.
antónio colaço
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ADEUS, AMIGO ÁLVARO BRASILEIRO

Celeste Correia lia voto lá do alto da Mesa do Plenário. No frenesi do entra e saia ficou-me parte da frase nos ouvidos “….fulano ( que não ouvi) fez a sua última seara de melões em….”.
Instantes depois, ouço Jaime Gama pedir para guardar o tradicional minuto por … Álvaro Brasileiro.

(Foto:O Mirante)
Tinha conversado com ele aquando da última passagem por S.Bento, creio que numa manif de agricultores, não há muito tempo.
Mantive por Álvaro Brasileiro, desde os tempos da saudosa Rádio O Ribatejo, em Santarém, laços de consideração e amizade pelo seu passado e presente de homem ligado à luta pela democracia e por uma agricultura ao serviço de todos nós.
Adeus, Álvaro, vamos ter saudades tuas.
antónio colaço
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OS FRACCIONADOS E ÍNTIMOS PARABÉNS

Não há nenhuma desculpa, não para a não presença – o Francisco soube o motivo – mas para a atrasada referência, quase uma semana depois, aos 25 da íntima. Só , como na tropa, o argumento de que a velhice ( os 30 da ânimo!!!!) é um posto!
Posto isto, meu caro, celebremos e festejemos!
Vê se te aguentas porque a ânimoFM pode trazer de volta as ondas da íntima, ao volante, ( tipo drive – in…tima, topas?!) que era quando eu mais a ouvia no doloroso regresso a Lisboa, domingo entrando pela noite….
O que os anos nos fazem, quando fazemos anos!!!
Grande abraaaaaço.
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
OS CARDEAIS NO CASINO
Porque creio em milagres do amor, pergunto muitas vezes porque não foi ainda canonizado o Padre Américo
Cardeais no casino – no caso vertente, no Casino da Figueira – é já por si notícia. Quem imaginaria, há poucos anos ainda, cardeais a falar sobre religião no casino? Mas porque não? Não poderão os casinos abrir-se também à cultura? Também aceitei ir lá, para uma conferência sobre Religião, Religiões e o Diálogo Inter-religioso.
Primeiro, foi o patriarca de Lisboa, cardeal José Policarpo. No decorrer descontraído da conversa, saiu a famosa advertência às portuguesas quanto a possíveis amores com muçulmanos: “Cautela com os amores! Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam.”
Eu estava lá e pensei logo no monte de sarilhos em que ele próprio estava a meter-se. Quando me perguntaram, respondi que os termos do pronunciamento não tinham sido de modo nenhum os mais adequados. Mas que estava de acordo quanto à substância, pois conheço casos dramáticos na Suíça e na Alemanha. Aliás, o cardeal referia-se sobretudo à ida para os países deles, onde as mulheres podem ficar sujeitas à lei islâmica.
Aqui está a importância da separação da Igreja e do Estado. Apesar de tudo, no mundo ocidental, há a lei civil e a sua protecção. Não foi a Igreja que concedeu, por exemplo, a possibilidade do divórcio.
No mês seguinte, foi o cardeal José Saraiva Martins. Desta vez, o clamor foi sobretudo por causa do pronunciamento sobre os homossexuais. A “homossexualidade não é normal, temos que o dizer. Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que, quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto, esse é o princípio sempre defendido pela Igreja”.
Interrogado sobre o tema, digo em síntese: não deve haver discriminação dos homossexuais e não vejo porque é que o Estado não há-de reconhecer para eles uma forma de união, com consequências jurídicas semelhantes às dos casados. A questão reside em saber se há-de chamar-se-lhe casamento. A palavra não é indiferente nem a questão é religiosa. Como disse o filósofo ateu Bertrand Russell, “o casamento é algo mais sério do que o prazer de duas pessoas na companhia uma da outra; é uma instituição que, através do facto de dela provirem filhos, forma parte da textura íntima da sociedade, e tem uma importância que se estende muito para além dos sentimentos pessoais do marido e da mulher”.
Foi também no casino que, no mês de Fevereiro, Saraiva Martins, antigo Prefeito da Congregação dos Santos, anunciou a canonização para breve – aconteceu, no Vaticano, no passado dia 25 de Abril – de Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável.
Por causa dos milagres exigidos para uma canonização, perguntam-me frequentemente se acredito em milagres. Respondo que só acredito nos milagres do amor. Quanto aos “milagres” no sentido estrito – aqueles que Deus faria sobrenaturalmente, suspendendo as leis da natureza -, mantenho razoável cepticismo. “Então, não acredita que Deus pode tudo?” Não, não acredito, pois a maior parte das vezes fala-se da omnipotência divina de modo infantil. Deus não pode, por exemplo, fazer com que dois mais dois sejam cinco nem cometer suicídio.
A razão do meu cepticismo é, porém, mais funda. Acredito em Deus infinitamente bom e poderoso, criador dos céus e da terra, como diz o Credo. Se acredito em Deus criador a partir do nada – sublinhe-se que a criação não se opõe ao evolucionismo -, creio nele enquanto continuamente criador. Deus não está fora do mundo – ele é infinitamente presente ao mundo. Ora, os milagres pressupõem que Deus está fora do mundo e que, de vez em quando, de modo arbitrário, vem ao mundo, interrompendo as leis da natureza. Porque acredito que Deus está dentro e não fora, pois é Força criadora infinita, não acredito nos tais milagres.
Porque creio nos milagres do amor, pergunto muitas vezes porque é que ainda não foi canonizado o Padre Américo, modelo de amor cristão, em generosidade sem limites, inteligente e eficaz, no quadro de uma pedagogia para a liberdade e autonomia.
In, DN,hoje
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WEBANGELHO

A raiz da alegria
17/05/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Quando se fala de acreditar ou não acreditar em Deus, a primeira pergunta é esta: em que Deus estás a pensar?1.No momento em que escrevo, ainda é cedo para procurar os frutos da viagem do Papa à chamada Terra Santa, lugar da desautorização espiritual das consideradas religiões abraâmicas – judaísmo, cristianismo e islão – ao pretenderem testemunhar todas do verdadeiro Deus umas contra as outras. Religiões supostamente anti-idolátricas que, cultivando a idolatria daquela terra, daquelas pedras, rios, lagos, mares, árvores, montanhas, muros antigos e recentes, monumentos sagrados, vão construindo um barril de pólvora sempre pronto a explodir. Pela serenidade das notícias, não deve ter havido nada que pudesse ser transformado, pelos grandes meios de comunicação social, num escândalo político-religioso. Dado o clima crispado que antecedeu a viagem, esta serenidade é um bom sinal.
2.Se a ignorância é sempre atrevida, parece que acerca das religiões até fica bem: basta ir numa excursão à Índia para ficar a saber tudo acerca de milénios de sabedorias e loucuras e adivinhar o seu futuro; uma peregrinação à Terra Santa é suficiente para descobrir as pegadas históricas de Jesus e outra pelos lugares referenciados nas Cartas de S. Paulo para ficar a conhecer, profundamente, os ziguezagues do seu pensamento. Se estudar era uma “veemente aplicação da mente”, a estes peregrinos basta-lhes uma olhadela rápida com tempo para a fotografia.
Hoje, quero chamar a atenção para algumas edições Paulinas. Não se contentaram com a tradução de obras sobre S. Paulo e sobre Jesus e Paulo (sobretudo, as de J. Murphy-O’Connor e de Peter Walker). Apresentaram-nos, também, Jesus Hoje. Uma espiritualidade de liberdade radical, de Albert Nolan, um dominicano da África do Sul. Livro tão belo e sugestivo que é impossível não recomendar. Na colecção Sabedoria Cristã, com a marca de um estilo de espiritualidade que nada tem a ver com as mediocridades da New Age, onde tinham sido publicados três títulos importantes, surgiu agora uma obra que representa uma pura novidade no cenário cultural, teológico e espiritual do nosso país. Trata-se nada menos de alguns Tratados e Sermões de Mestre Eckhart (1260?-1328), filósofo, teólogo, pregador dominicano e, sobretudo, um grande místico, muito discutido desde o século XIV até à actualidade, dentro e fora do espaço eclesial. Apresentado, agora, como um incontornável mediador do diálogo entre o Ocidente cristão e as tradições místicas orientais, este autor proibido na teologia tornou-se, pela mão de M. Heidegger, uma referência da filosofia alemã.
Não é uma obra para almas apressadas nem para consolações imediatas. Quando se fala de acreditar ou não acreditar em Deus, a primeira pergunta é esta: em que Deus estás a pensar? Se a pergunta é atrevida, a resposta é perigosa. Não podemos pensar sem imagens, sem metáforas, sem conceitos. Para responder, através de imagens e metáforas, é importante saber quais são as que ajudam a viajar para o infinito e aquelas que já estão fixadas como objectos. É conhecida a observação: quando se aponta para o céu, o estúpido olha para o dedo. Há metáforas vivas e metáforas mortas: o sopé da montanha, as pernas da mesa ou da cadeira, de metáforas já não têm nada. O jogo simbólico e metafórico salva-nos pela sua capacidade poética de abrir horizontes sem contornos definidos, um viajar permanente da inteligência e da imaginação. Fazer de Deus um ente, nem que seja o Ente Supremo, não o deixa saltar para fora dos conceitos. Mas um Deus que coubesse num conceito era mais pequeno do que esse conceito, era um ídolo, um fabrico da mente. Mestre Eckhart obriga o espírito a um salto para lá de todos os conceitos e de todas as representações. A Deus não se vai, porém, de abstracção em abstracção, mas pelo despojamento absoluto e pela entrada na divindade, presente em tudo, não se confundindo com nada, sem nome adequado para a nomear: o fundo sem fundo de toda a realidade.
3.Há muitos livros que gostava de ver traduzidos em português. Referi-me, no ano passado, a Hablemos de Dios de Victoria Camps e Arrelia Valcárcel. Estas duas catedráticas de Ética elaboraram uma obra muito original sobre as peripécias da religião, especialmente do catolicismo, no devir do processo democrático espanhol. O movimento Nós Somos Igreja tomou a iniciativa de convidar as autoras para dar a conhecer essa obra em Portugal. Foram acolhidas no Centro Nacional de Cultura. Pena foi que os meios de comunicação social não tivessem compreendido a importância de uma problemática fundamental que – entre nós e por motivos opostos – católicos e agnósticos preferem ignorar.
Os textos da liturgia deste domingo fazem parte da constituição da originalidade cristã. Dizem que só lhe pertence o que serve a nossa alegria. Deus não faz acepção de pessoas, seja qual for a sua religião ou cultura, porque o amor que Deus lhes tem é incondicional e o seu mandamento é insubstituível: amai-vos uns aos outros. Que terá acontecido para que a alegria não seja o rosto das Igrejas cristãs, tantas vezes, coberto por normas e ritos de exclusão e de tristeza?
(In Público, hoje)
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AS AGUARDADAS CEREJAS DA GUARDUNHA




A tradição repete-se. Já que os pássaros tomam conta, por enquanto, das três cerejeiras adultas do Vale das Árvores – enquanto não crescem as outras três… – bora lá até à Guardunha. Guardadas estão para todos nós! Connosco a tradição ainda é o que era! Adivinha-se boa produção!
antónio colaço
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MESSEJANAMAR











No final desta inesquecível jornada, querido Pai, toma, são para ti estas popias. Como as que, quando pequenos, nos trazias. Da próxima vez, Zé Jacinto, vamos, juntos, na tua Sachs … sem velocidades.
Com todo o tempo do mundo para Messejanamar.
Até dia 6 de Junho, Zé, na Biblioteca Municipal da tua Aljustrel!
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Cavaco tratou de ânimo leve uma questão ( Lopes da Mota ) que é pesada.
Marcelo Rebelo de Sousa, citado pelo DN.18.05.09
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JACARANDÁS COMO NUNCA VIU!SÓ AQUI!!!

É um rigoroso EXCLUSIVO da nossa delegação na D.Carlos!
Meu caro António Barreto, “tomai e vede”, são para si!
Jacarandás como nunca viu!

antónio colaço
imagem:pfm
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ÂNIMOS EXALTADOS

A força de ânimo é extremamente importante para ultrapassar as situações (de saúde).
Maria de Belém, conferência de Imprensa, hoje
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WEBANGELHO

À PROCURA DA PALAVRA
P. Vítor Gonçalves
ASCENSÃO DO SENHOR Ano B
“Expulsarão os demónios em meu nome;
falarão novas línguas.”
Mc 16, 17
Novas línguas
Nos dias da Ascensão celebrava-se a fecundidade dos campos naquelas saudosas terras ribatejanas. E em todos os lugares onde a terra ainda é como seio que recebe as sementes e o trabalho dos homens, ecoa este sinal da subida de Jesus ao Céu que é descida de bênçãos. Não esquecendo a morte (e até o Senhor da Boa Morte em Povos), condição tão fundamental para mais vida! Agora as “bênçãos” parecem ter mais a ver com políticas económicas e subsídios, mas quem anda mesmo com os pés na terra e ama o lento crescer de tudo olha para o céu com um olhar lavado. Quanta responsabilidade por bens desperdiçados em nome de lucros indignos! Uma bênção não tem sempre uma responsabilidade comunitária?
Não sei se a subida de Jesus ao céu evocou os foguetões e satélites que há 43 anos já se lançavam para o espaço, para ser escolhido este dia para celebrar as comunicações sociais. Certo é que a espantosa evolução das tecnologias que procuram aproximar os homens e mulheres implicam novas relações. Novas línguas se apresentam em cada dia. Exigindo a promoção de uma “cultura de respeito, de diálogo e de amizade”, como diz Bento XVI na sua mensagem. O ser humano não precisa apenas de comunicação mas, mais profundamente, de comunhão. Novas línguas e linguagens são importantes, mas são instrumentos ao serviço de um bem maior que é a realização de cada pessoa num projecto de amor. Por isso, também aqui é preciso expulsar alguns “demónios” que “endeusam” a técnica, a eficácia, a autosuficiência electrónica que se manifesta em relações virtuais e dependências cibernéticas.
As boas colheitas de antigamente fazem-se hoje também com programas informáticos. Em nome de um desenvolvimento a que podemos chamar humano? Ou para atingir uma eficácia e exploração que beneficia poucos privilegiados e exclui multidões? São novas línguas para criar muros maiores?
Perguntaram um dia ao Dalai-Lama: “Que mais te surpreende na humanidade?” Ele respondeu: “Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viverem nem o presente nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”
Novas ou velhas, estas palavras só não as entende quem não quiser! Porque a linguagem do amor é sempre nova em qualquer tempo!
NOTA
Finalmente descobrimos a fotografia que, há tempos, conseguimos e posteriormente perdemos! Seja bem-vindo, caríssimo amigo!ac
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OS JACARANDÁS DA REPÚBLICA

O nosso repórter pfm arriscou a própria vida para nos proporcionar, não duvidemos, a hora da plenitude dos Jacarandás. As violáceas águas no preciso momento em que desaguavam em S.Bento.
Ou, se quiserem, S.Bento de portas abertas, ESCANCARADAS, a Bandeira Nacional totalmente desfraldada e, até,o pequeno elétrico aguardando que esta maré de tanto azul,S.Bento para sempre nele embrulhe.
É, de facto, um pedaço de céu descendo à terra.
Os jacarandás, este ano, como nunca os viu! Só aqui!
( Esta saiu-nos bem!!!Basta de tanta modéstia!!Tudo pelos Jacarandás!!! )
antónio colaço
pfm – imagem
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ESTE DOMINGO, ÀS DOZE, NA ANTENA UM…

Este Domingo, depois das notícias das 12, na Antena1, tomo a liberdade de pedir a todos os leitores da ânimo que ouçam a reportagem de Rita Colaço, “OS TRÊS MOSQUETEIROS DE BULENGA”.
Algures, ali para baixo, está lançado um desafio . Hoje não quero distrair ninguém, mas gostava de vos atrair para concretizarmos aquele velho sonho!
Uma forma de ajudar os TRÊS MOSQUETEIROS DE BULENGA, UGANDA.
Bom fim-de-semana!
antónio colaço
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IMPERDÍVEL!MARINHO PINTO USOU “ARIEL” PARA LAVAR “JORNALISMO” DE MANUELA MOURA GUEDES!!!

De antologia! A não perder! A força do detergente MARIEL PINTO!!!
AQUI!!! (Clique para VER E OUVIR o Vídeo!!!)
A notícia no DN:
Entrevista no ‘Jornal Nacional’ transformou-se numa troca de acusações entre a jornalista e o bastonário dos advogados.
O bastonário da Ordem dos Advogados acusou ontem a jornalista Manuela Moura Guedes de “envergonhar” a classe jornalística e de violar diariamente o seu código deontológico. Numa entrevista em directo no Jornal Nacional, que acabou por se transformar numa dura troca de acusações, Marinho Pinto afirmou ainda que a apresentadora faz “julgamentos sumários” nas suas entrevistas.
“Você é que podia fazer mais pela sua classe”, disse António Marinho Pinto, depois de a jornalista ter afirmado que o bastonário faz pouco pelos advogados, quando denuncia na praça pública irregularidades cometidas pelos profissionais da ordem a que preside.
Manuela Moura Guedes referia-se às declarações recentes do bastonário no Dia do Advogado sobre a existência de advogados que ajudam os seus clientes a cometer crimes. “O senhor é um bufo”, disse a jornalista, causando grande irritação ao seu convidado. Marinho Pinto começou então a acusá-la de “fazer um julgamento disfarçado de entrevista”.
Durante mais de vinte minutos, os dois envolveram-se numa chuva de críticas, com a jornalista a defender-se das afirmações de Marinho Pinto.
Visivelmente incomodado com a situação, o bastonário acusou a apresentadora do jornal da TVI de “fazer um espectáculo degradante” e de “passar uma má imagem dos profissionais” da estação televisiva. Foi na sequência desta troca de acusações que Marinho Pinto disse que Manuela Moura Guedes “devia ter vergonha de fazer o que faz como jornalista”.
Dirigindo-se ainda aos responsáveis da TVI,o porta-voz dos advogados disse: “Quem a põe aqui devia ter vergonha. Esta estação merecia uma jornalista com mais respeito pelas regras deontológicas”. No final, a jornalista respondeu: “É o seu julgamento, e a sua opinião é uma coisa que não me incomoda, como deve calcular”.
O DN tentou contactar os dois envolvidos neste incidente, mas tal não foi possível.
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Voltaremos ao assunto!Para já as imagens!Obrigado DN!
antónio colaço
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JÁ PODES OUVIR A REPORTAGEM SOBRE O UGANDA!ANDA,OUVE!
Sem palavras!
Parabéns, para bem dos meninos de Bulenga!
Parabéns, como diria o Avô, “menina Rita”!!!
antónio colaço
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MESSEJANA.SÁB 5 JUNHO.17H.BIBLIOTECA ALJUSTREL.EXPOSIÇÃO “PERTO DO PRINCÍPIO”

Perto do Princípio, Messejana,telas em preparação.
Aljustrel, Messejana, há mais de meio século que me bailam nas caiadas ruelas da memória os nomes destas longínquas terras que o meu querido Pai, de quando em vez, entre uma indisfarçável saudade e uma contida amargura, convocava para as familiares conversas da casa térrea do Largo do Espírito Santo, na altoalentejana e distante vila de Gavião que o acolhera.
Mais de meio século depois peregrinei pela terra que o viu nascer, Messejana, sem a sua companhia, sim, mas com o privilégio da mais que adivinhada eternidade. Mais uma vez senti-me, como noutras ocasiões, muito perto do Princípio.

És Eterno, Pai, porque foste sempre tão terno. Zé Jacinto, espera para veres no dia 6 de Junho. Ah! Mas é claro que trazes pelo braço a tua e nossa querida Maria.
(excerto do Catálogo)
António Colaço, 57 anos, artista plástico, nascido em Gavião, Alto Alentejo, expõe alguns dos últimos trabalhos recentemente apresentados em Lisboa, a que se acrescentam, agora, novas obras que integram elementos naturais recolhidos nas searas e redondezas de Messejana, onde se deslocou recentemente, numa há muito desejada peregrinação. Com esta exposição o autor quer prestar sentida homenagem a seu Pai, que daqui rumou, ainda criança, até Gavião.

Popias de Messejana, em preparação.
A inauguração terá lugar pelas 17 horas do dia 6 de Junho, Sábado, na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel.

Terra e pedras de Messejana, juntas com cerâmica do Vale das Árvores, Mação.
NOTA
AMANHÃ, ESTREIA ON LINE DE TODAS AS OBRAS QUE INTEGRARAM A EXPOSIÇÃO QUE ESTEVE NA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL ,” ABRIL, ÂNIMOS MIL“.
A Exposição na Biblioteca de Aljustrel retoma, em parte, essa exposição acrescida de novas obras em execução.
antónio colaço
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25 DE ABRIL:1 104 537 600 SEGUNDOS DE LIBERDADE!!!

Este é o cartaz vencedor de um Concurso de Cartazes promovido pela A25 e o Ministério da Educação -Direcção Geral da Inovação para celebrar os 35 anos de Abril!
É seu autor Alexandre Kroner.

Mais do que a estética um precioso e original contributo para nos apercebermos desse bem maior de que podemos, hoje, desfrutar, A LIBERDADE !
Os parabéns!Ao almoço podem subir à Rua da Misericórdia Nº 95!
antónio colaço
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MATINAS



Obrigado.
antónio colaço
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JACARANDÁS.O ADEUS

Adeus.
antónio colaço
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MESSEJANA.PERTO DO PRINCÍPIO


Tal como tu, Pai, mais uma madrugada de volta do pão, do teu pão, das tuas tantas madrugadas. Entre as minhas tintas e os teus tantos suores vai a distância de uma vida para a qual não chega este punhado de cores. Messejana aqui tão perto … estou quase, Pai, manda teu sopro, ajuda-me neste aperto. Sábado, 6 de Junho, 17 horas, na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel, vai ser bom distribuir o pão de uma vida . Tenho tanta fome de ti, Pai, mesmo que te saiba junto do Pai.
antónio colaço
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ATRACÇÃO FATAL

Rui Branco, nosso particular amigo – foi no Adufe que a ânimo aportou, antes de se autonomizar, neste seu regresso à blogosfera – aí está, imparável, esfusiante, tomado pelas realidades da política pura e dura. Os seus textos, as suas críticas à cobertura dos media, a valorização das propostas do seu MEP, o jeito com que empunha a bandeirinha, dando cobertura cenográfica a Laurinda Alves, o júbilo por Maria Flor Pedroso considerar o MEP como o partuido com melhor organização nestas eleições, etc, etc. Enfim, adeus estatísticas, adeus aldrabas (passe pelo adufe para ver a amigável partida que pregamos ao Rui, assim como que a dizer, ” Rui, pára um minuto, baixa a bandeirinha e lê!!!). Melhor, o Rui depois de ter tomado o gosto não vai ficar por aqui. Se fosse ao deputado Jorge Seguro punha-me em guarda, quer dizer, em Castelo Branco ! Antes que o Rui se ponha…. em S.Bento! Ah pois é!!!

O Frederico Carvalho, um outro amigo que não resistiu aos encantos da política. Hoje, como pode ler-se aqui, ei-lo, de traineira, ”para participar em faina no alto mar”!!! Cuidado com os tubarões, Frederico, um monárquico que se preze devia procurar actividades mais consentâneas com o trono real! Os súbditos, a arraia miúda, que trate do resto! Ou, afinal, para ti tanto faz?! Arrraial, Arraial!
Deixámos quase para o fim da campanha este …. pauzinho na engrenagem ou de como os blogues, de tanto quererem criticar, afinal, o que querem mesmo é participar, ser parte na definição das melhores estratégias.
Vamos ver como retomarão os discursos no regresso.Para ambos, boa “faina.
antónio colaço
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MATINAS

Obrigado. Como digo , não vivo para pintar, pinto porque vivo. Há quinze dias atrás encaminhei os meus passos para Messejana, a terra natal do meu saudoso Pai. Partiu sem termos tido tempo de lá voltarmos os dois, toda a família, como sonhávamos. Sei de uma infância ausente e de anos de grande carência, que, sem grandes entusiasmos, de vez em quando nos relatava.
Mas sei, sobretudo, que para o final não adivinhado dos teus dias, alimentavas esse grande desejo de um regresso de cabeça levantada . Tu, andarilho de mil trilhos, por entre os mais recônditos lugarejos altoalentejanos, beirões e ribatejanos, querias regressar nem que fosse por umas horas, com toda a tua tribo.
Pai, aqui do alto desta pequena colina,bem encostado ao torreão medieval, à sua ruína, os pés bem assentes na terra que daqui levei para te consagrar, proclamo aos quatro cantos da terra que te viu peregrinar: hoje, Pai, como tu, somos todos messejanos.
(Perto do Princípio, excerto do Catálogo).
Obrigado, Pai.
antónio colaço
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MESSEJANAMAR EM ALJUSTREL.HOJE. ÀS 17H.GALERIA DA BIBLIOTECA MUNICIPAL

Pronto.Tudo está pronto, na Galeria da Biblioteca Municipal da tua Aljustrel/Messejana ( acho que sempre associei estes dois nomes como se fossem um só.Acho que um dia vou querer ouvir-te de novo falar delas.) após intensas e esforçadas horas de montagem, Pai. A Meninha revelou-se em grande forma no milagre de converter e superar a inicial sensação de que a Exposição não cabia na pequena sala! Vê, Pai, convertemo-la numa imensa planície alentejana a abarrotar de trigo e pão. Vamos alimentar os teus conterrâneos até 4 de Julho!
Aqui fica este Convite final, para todos os amigos da ânimo que queiram aparecer mais logo, às 17h.
E agora, ala! Faz de conta que acabámos a montagem, agora mesmo, e que nos espera, algures, na planície alentejana, iluminados por esta luz saída de uma qualquer tela renascentista, a hospitalidade do nosso amigo Carlos Júlio! Ah! serena Inquietação!!!

PS1-Obrigado Dores, pelo repasto e pela hospitalidade. E tu, Duarte, de que mil cores se fez a noite dos teus 7 anitos?)
PS2 – Deixo o texto do Catálogo para mais tarde.Aqui,em baixo, a imagem do quadro que preside na Sala: Messejana. Espero que gostes, Pai, e que…. te relembres.Tu que habitas, já, essa Messejana Outra, de Eternidade feita, que ainda não conhecemos mas sabemos.
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ultima hora:ZE HENRIQUE(O DIABO AMARELO)ABSOLVIDO!!!

É uma informação de ÚLTIMA HORA que nos chega de Mação: o Zé Henrique, que o actual presidente da Câmara de Mação levou a Tribunal, foi absolvido!
Mais pormenores aguardam-se, nomeadamente, que tipo de condenação foi encontrada, ou não, para sancionar, ou não, as faltas cometidas, ou não, pela Câmara e que ao longo do processo foram sucessivamente desmontadas pela defesa do Zé Henrique.
Sem mais informações, ainda, não deixa de haver uma outra conclusão que todos devemos tirar de imediato:
-Será que o vereador Almeida já encomendou o “tira-nódoas” com que ameaçou “todos aqueles que têm denegrido o bom nome da Cãmara“, nem que para ” isso seja preciso gastar até ao último cêntimo do Orçamento” de todos nós”, como afirmou numa das últimas Assembleias Municipais?!
Zé Henrique, para quem a ânimo também deu um pequeno contributo para ajudar às despesas com as custas judiciais ( e isto só é dito para aqueles que ainda vão a tempo de ajudar o façam, claro!!!), venha daí um abraço!
Acho mesmo que só com um bom tinto em torno das tuas migas, do teu bacalhau, do teu galo no forno, etc. etc esta tua vitória deverá ser celebrada!!!
O grande líder da oposição acaba de dar mais um exemplo de cidadania!
Parabéns, Zé!!!!
Obrigado, Zé!
Tu és a nossa voz! A tua vitória pode ajudar a dar voz àqueles que têm andado tão calados e que julgam que quase 40 anos de voz única, de voz do dono, de voz da chantagem ( se falas, se votas neles, perdes o emprego camarário, etc,etc!!!) se resolvem com meia dúzia de panfletos e outras tantas sardinhadas, passando, silenciosos, ao lado da denúncia, caso a caso, das malfadadas maçanicadas (maçanicadas= maldades feitas aos amigos de Mação!!!)
Zé, dá cá outro abraço!!!
antónio colaço
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ALJUSTREL ATÉ 8 AGOSTO!EM 15 DE AGOSTO SEGUE PARA MESSEJANA!



A reportagem sobre a inauguração da Exposição “PERTO DO PRINCÍPIO” tem de aguardar por melhores dias. Apenas hoje recebemos as imagens directamente da Câmara Municipal de Aljustrel a quem agradecemos na pessoa da Dra. Francisca Branco.
Para já, a notícia mais importante é de que a Exposição ficará na Galeria da Biblioteca de Aljustrel, até ao dia 8 de Agosto ( e não 4 de Julho ) seguindo para a Capela dos Santos Reis, em …. Messejana, com inauguração marcada para o dia 15 de Agosto, a pedido do Presidente da Junta de Fregueisa, Joaquim Mendes Gonçalves e por acordo com o Presidente da Cãmara Manuel Camacho Colaço.
Uma notícia que me enche de muito orgulho.
Para contar essa e outras emoções, nomeadamente a riquíssima “descida” às Minas do Lousal – sua gastronomia, artesanato e cante coral – marcamos encontro para mais tarde. Bons feriados!
antónio colaço
( AGUARDA EDIÇÃO )
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PERTO DO PRINCÍPIO

Aljustrel, Messejana, há mais de meio século que me bailam nas caiadas ruelas da memória os nomes destas longínquas terras que o meu querido Pai, de quando em vez, entre uma indisfarçável saudade e uma contida amargura, convocava para as familiares conversas da casa térrea do Largo do Espírito Santo na altoalentejana e distante vila de Gavião que o acolhera.
Como costumo dizer, não vivo para pintar, pinto porque vivo. E porque estou vivo, mais de meio século, depois, peregrinei pela Messejana que o viu nascer, sem a sua companhia, sim, mas com o privilégio da mais que adivinhada eternidade.

Mais uma vez senti-me, como noutras ocasiões, muito perto do Princípio. É certo que partiu sem termos tido tempo de lá voltarmos os dois, toda a sua família, como sonhávamos. Apenas soube de uma infância ausente e de anos de grande carência, que, sem grandes entusiasmos, de vez em quando nos relatava.
Mas sei, sobretudo, que para o final não adivinhado dos seus dias, alimentava esse grande desejo de um regresso de cabeça levantada .
Pai, andarilho de mil trilhos, por entre os mais recônditos lugarejos altoalentejanos, beirões e ribatejanos, sei que querias regressar nem que fosse por umas horas, com toda a tua tribo.

Para comermos as popias que um dia trouxeste, no regresso daquela aventura em motoreta sem mudanças. ..Como o David Lynch adoraria ter-te conhecido mais à tua Historia Real (The Straight Story, 1999).
Pai, aqui do alto desta pequena colina, bem encostado ao torreão medieval, à sua ruína, os pés bem assentes na terra que daqui levei para te consagrar, proclamo aos quatro cantos da terra que te viu peregrinar: hoje, Pai, como tu, somos todos de Messejana.

És Eterno, Pai, porque foste sempre tão terno. Obrigado por esta aprendizagem de lugares e gentes que em ti bebi mesmo quando tal significou adormecer ao colo da Mãe Maria José, noite dentro, na camioneta dos “reboliços”, a caminho de mais uma terra, a caminho de conhecer novos amigos, deixando para trás outros que mal tivera tempo de conhecer. Sim, sei agora que era assim que procuravas o melhor para nós. Mesmo que, tempos mais tarde, regressássemos ao sítio de partida. Foi nesse ir e vir, nessa itinerante sobrevivência, que em parte nos habituamos a não sofrer tanto com o que não se tem sabendo que nos tínhamos a nós como adquirido e supremo bem. Tudo para perceber, hoje, com acrescida clarividência, que o ser é mais reconfortante do que o ter. Foi nesse ir e vir que aprendi o teu incrível amor pela terra que te levava, em cada sítio que pousávamos, a desbravar silvedos e matagais para nos servires à mesa os legumes essenciais. Foi nesse ir e vir que aprendi contigo a acrescentar mais vida à vida de padeiro que levavas. Sim, foste padeiro mas também o carpinteiro dos bancos e mesas que não tínhamos, o sapateiro que nos conservava as desgastadas meias-solas por mais alguns anos, mas, também, e, sobretudo, o grande animador das mil e umas tantas conversas entre gente habitualmente calada e que só por ti esperava para lhes desatares os nós da voz que em si traziam silenciada. Pai, com que saudade ainda me sinto por não ter desfilado contigo, pelas ruas de Cardigos, essa outra terra-mãe a que invariavelmente regressavas, na carnavalesca orquestra que, no silêncio da beiroa “aloja”, peça a peça, construíste pela picassiana reconversão de canas, latas, palmeiras, em pífaros, cornetas e mil tambores, a que juntaste trajos com seus rigores!

Pai, com as tintas escorrendo pelas mãos, fiz das minhas mais recentes madrugadas, uma tímida aproximação às tuas sempre tão cansadas mãos, domando a farinha, enrolando o pão, que a todos, pela manhãzinha, nos asseguravas. Não foi canseira, Pai, e, sim, uma nobre missão: há muito que queria dizer-te que lá em casa, todos temos a tua Messejana no nosso coração. Anda, Pai, vem daí. Dá-me a tua mão!.
Obrigado, Zé Jacinto. Eu Sinto-te.
antónio colaço
NOTAS
1.Este é o texto do Catálogo da Exposição “Perto do Princípio” patente na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel até 8 de Agosto e que rumará até à Capela dos Santos Reis, em Messejana (!!!!), a partir de 15 de Agosto.
2.Atribulações várias têm impedido a edição de alguns post! Nomeadamente, está por editar uma descida às Minas do Lousal, que, espero, seja feita na próxima semana. A qualidade fotográfica da ânimo desceu nos últimos dias – não vivo para fotografar, fotografo porque vivo!Está certo o princípio desde que aqueles aparelhozinhos móveis de que dispomos não exijam muito. O assunto parece estar superado.
3.Alguns leitores queixaram-se do tempo que a ânimo demorava a abrir!!! Bom, de facto, os dias não têm sido os melhores para ” abrir o ânimo” mas, o motivo que originou, cremos, foi a disponibilização total das imagens da exposição “Abril, ânimos mil”! Solução: retirámo-la, a exposição, claro, do ar! Quem quiser pode pedir por mail que enviaremos!
E pronto, uma grande noite de Santo António!!!Tomem lá manjerico para …animar!

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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
Quanto ao celibato, o Cardeal Martini afirma que é preciso caminhar no sentido da opção livre
Lembro-me de há anos um professor de Teologia, em Tubinga – encontrava-me lá na altura -, aquando da proibição pelo Vaticano de homilias feitas na Missa por leigos e leigas, ter feito apelo à greve às Missas no Domingo seguinte. Aquando da expulsão do bispo de Nampula, em 1974, os padres, porque a Diocese estava de luto, fizeram greve às celebrações litúrgicas da Semana Santa. Agora, foram padres da República Centro-Africana que anunciaram – depois, fizeram marcha atrás – que, como sinal de respeito e carinho para com o arcebispo de Bangui, P. Pomodino, destituído pelo Vaticano, bem como Fr.-X. Yombandje, Presidente da Conferência Episcopal, por terem mulher e filhos, não celebrariam sacramento algum.
Entretanto, a Cúria Romana apressa-se a estabelecer penas mais severas para os padres que violem a promessa de castidade ou a doutrina oficial.
Independentemente da questão da greve religiosa, é-se hoje convocado para alguns problemas complexos da Igreja institucional, que exigem debate livre, plural e responsável. Entre eles, a questão da democracia interna, da igualdade das mulheres, da sexualidade e, neste domínio, concretamente, da lei do celibato obrigatório para os padres.
Neste contexto, evoco o Cardeal Carlo Martini, biblista eminente, antigo arcebispo de Milão, apontado por muitos como “papabile”, no seu último livro. O padre Luigi Verzé encontrou-se com ele de Fevereiro a Abril deste ano, e, das suas conversas, nasceu o livro Siamo tutti nella stessa barca (Estamos todos no mesmo barco), que acaba de ser publicado.
Martini começa por confessar o sofrimento que lhe causa “o facto de ver que a cultura do mundo avança com um passo mais veloz do que o da Igreja oficial”. Exemplificando com a biologia, depois de afirmar que o embrião não pode ser considerado “de modo puramente instrumental”, também diz que compreende que “se ponha hoje o problema de tantos embriões destinados um dia a morrer congelados e que poderiam ser utilizados para a investigação”.
Precisamente quanto ao celibato, reconhecendo que é “uma questão delicadíssima”, afirma que é preciso caminhar no sentido da opção livre: “Creio que o celibato é um grande valor, que permanecerá sempre na Igreja: é um sinal evangélico. Mas isto não significa que seja necessário impô-lo a todos. Aliás, nas Igrejas orientais católicas já não é exigido a todos os sacerdotes”. Alguns bispos propõem ordenar homens casados com experiência e maturidade. Martini chama a atenção para o perigo do clericalismo, acrescentando: “Estou certo de que haverá sempre muitos que optarão pela via celibatária. Porque os jovens são idealistas e generosos. Mas há no mundo algumas situações particularmente difíceis, especialmente nalguns continentes. Penso que compete aos bispos desses países apresentar estas situações e encontrar soluções”.
O cardeal confessa, em comunhão com Verzé, que há múltiplos problemas que mostram uma Igreja “demasiado afastada da realidade”. Outro exemplo disso é a sua atitude para com os católicos divorciados e recasados, que se encontram entre “as muitíssimas pessoas que na Igreja sofrem porque se sentem marginalizadas”. Evidentemente, é preciso distinguir, pois “não devemos favorecer a leviandade nem a superficialidade, mas promover a fidelidade e a perseverança. No entanto, há alguns que se encontram hoje numa situação irreversível e sem culpa. Talvez tenham contraído novos deveres para com os filhos do segundo casamento, não havendo nenhum motivo para voltar atrás; pelo contrário, esse comportamento não seria adequado. Assumo que a Igreja deve encontrar soluções para estas pessoas”.
A eleição dos bispos merece igualmente atenção. É uma questão muito complexa, mas o actual modo de elegê-los “deve ser melhorado”. O problema existe e “deve poder fazer-se uma discussão pública sobre o tema”.
Martini não é o outro Papa, no quadro de uma cisão na Igreja. Ele exprime a sã multiplicidade de opiniões na Igreja. Como ele próprio diz, “é necessário que a Igreja toda se ponha a reflectir e, guiada pelo Papa, encontre vias de saída”.
(In, Diário de Notícias)
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AMANHÃ, QUARTA FEIRA, RTP1 16.30H….

Amanhã, quarta-feira, na RTP1, a partir das 16.30 e até às 18h - não sabemos ainda a hora certa – estaremos no programa “Portugal No Coração” – para falar da Exposição Perto do Princípio, patente ao público na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel, até ao dia 8 de Agosto e que seguirá para Messejana a partir de 15 de Agosto.
Ponto final.
antónio colaço
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PERTO DO PRINCÍPIO.DENTRO DA RTP1



Invejei a tua gravata,
Congratulei-me ao ouvir-te dizer tanto em tão pouco tempo,
Admirei-me com o teu gesto solidário,
Aprendi uma nova refutação (simples e eficaz) da «arte pela arte»,
E, mais uma vez, a tua polivalência ficou bem patente.
Parabéns e um abraço do
Mário Pissarra
NOTA
Obrigado, Mário.Fica sempre a sensação do muito que ficou por dizer. Mas, como diz o ditado, melhor que nada e sempre deu para saltar entre o Alentejo e África. Não é facil. Entre a homenagem ao Pai, (passado), e a vertigem da dolorosa realidade africana (presente), esta frustada gana de saber que, por instantes, podes dominar um meio audiovisual que muito nos ajudaria a pôr o Mundo numa outra ordem. Também queria debater alguns dos caminhos da arte, mas, foi praticamente impossível. Mal regressei ao trabalho tropeço em declarações de Cruzeiro Seixas à Lusa, que, muito melhor do que eu, avança só com isto:
“As coisas interessam-me na medida em que são a vida de um homem, são um testmunho, elas são muito mais um testemunho do que uma obra de arte. O que pretendo fazer é testemunhos, é o meu testemunho, se é obra de arte ou não isso já não me interessa. Nao me interessa muito, pelo menos“.
Obrigado, na mesma.
________________________
José Carlos Albino, Messejana
Boa prestação Televisiva, com Messejana bem referida e 15 da Agosto, Festas Sta. Maria! Como Messejanense Activo, Obrigado!
ZCA
_______________________
Colaço no coração de Portugal. Muito bem.
Um abraço
pfm
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A todos muito obrigado!
antónio colaço
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WEBANGELHO.QUE NOS ESPERA?
nota
É isto que me fascina em Anselmo:a sua Palavra faz com que as nossas palavras, por vezes, as nossas palavrinhas de ocasião, percam a importância que do alto da nossa presumida cátedra lhes atribuímos! Não é falta de auto-estima, não,é humildade ( da genuína, claro!) para parar por uns instantes, interiorizar, apreender toda a riqueza e…sentir-se Outro, porque esta Palavra só pode ser inspirada pelo Espírito!
Por isso, aqui neste sítio, pare tudo – voltaremos à edição PARA COMPLETAR A REPORTAGEM NO LOUSAL , mais tarde – a Palavra a Anselmo, sem deslumbramentos-outros, sim, mas completamente abertos à privilegiada Iluminação de o termos como Amigo, Companheiro de Jornada!
Obrigado, Pe Anselmo Borges!
ac
_________________________

Mesmo os mais distraídos colocar-se-ão, nas situações-limite, as velhas perguntas: donde vimos?, para onde vamos?, quem somos? Porque a realidade nos aparece por vezes exultante e, outras, horrorosa, e morreremos, perguntamos: o que é verdadeiramente?, qual o sentido da existência?, que andamos cá a fazer?, que nos espera?
Cada um de nós vivencia-se a si mesmo como presença de si a si mesmo: sou eu e não outro. Coincidimos, portanto, connosco mesmos. Mas, por outro lado, experienciamo-nos como não plena e totalmente idênticos. Somos nós mesmos e chamados a sermos nós mesmos, pois estamos ainda a caminho de nos tornarmos nós mesmos.
Precisamente deste paradoxo de sermos e ainda não sermos adequada e plenamente surge a nossa inquietação radical e a pergunta que nos constitui: afinal, o que somos?, quem somos?
Eu sou eu, mas ainda não sou o que serei. Cá está, portanto, a pergunta ineliminável: então, o que sou e quem sou? E que devo fazer para ser finalmente eu?
É assim que a pergunta pelo sentido não é uma questão adjacente, que pode colocar-se ou não. Ela é constitutiva do ser humano enquanto tal, questão fundamental da Filosofia, como viu A. Camus.
Sentido tem a ver com caminho, viagem e direcção – nas estradas, por exemplo, encontramos placas em seta a indicar o caminho e a direcção para alcançar uma meta, um objectivo, um destino. Qual é então o caminho e o sentido da existência humana? O que move a minha vida?
O Homem vem ao mundo por fazer e quer queira quer não tem essa tarefa constitutiva: fazer-se a si mesmo. E tanto podemos fazer de nós uma obra de arte como fracassar.
Einstein constatou que quem sente a vida vazia de sentido não é feliz e sobrevive mal. O Homem não pode viver sem sentido. Aliás, a existência humana está baseada na convicção do sentido. A sua própria negação ainda o afirma. No limite, não é possível o “suicídio lógico”, pois quem pegasse numa arma para suicidar-se, porque tudo é absurdo, negaria o absurdo e afirmaria o sentido.
O famoso psiquiatra Viktor Frankl, fundador da logoterapia, mostrou, a partir dos estudos que realizou com base na sua terrível experiência nos campos de concentração nazis, que a exigência mais radical do ser humano é o sentido, razões para viver. Contra Freud e Adler, no mais fundo de nós, mais do que a exigência de prazer e de poder está a vontade de sentido.
Nos campos de concentração, verificou que sobreviviam mais aqueles que ainda tinham um sentido para a existência: reencontrar a família, realizar uma obra, lutar para que nunca mais acontecesse o intolerável. O que significa que o sentido não está em nós, mas fora. Se estivesse em nós, não se colocaria a questão, pois estaria sempre presente. O sentido está no encontro com o mundo e com os outros: é saindo de si que o Homem vem a si. Dá um exemplo: quando se começa a ver pequenas manchas à frente do olho, é bom ir ao médico, pois está doente: o olho é intencional, isto é, não foi feito para se ver a si mesmo, mas o que não é ele. Paradoxalmente, só saindo de si é que o Homem encontra sentido. É o amor que dá sentido. Por isso, sente a vida como tendo sentido quem vê a sua existência reconhecida. A nossa vida não tem sentido, quando não vale para ninguém.
A existência caminha de sentido em sentido – o que vamos realizando. Mas, um dia, somos confrontados com a pergunta: qual é o sentido de todos os sentidos? Este é o núcleo da questão religiosa: o quê ou quem dá sentido último à existência, para que não fique na situação da ponte que não encontra o outro lado, a outra margem? Porque, sem o Sentido último, os caminhos de sentido não vão dar a lado nenhum.
“Conhecer Deus” era a maior esperança para João Bénard da Costa, que, por isso, podia dizer: “Acredito que esta vida não pode acabar aqui: nada faria sentido, para mim, se assim fosse”. C
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E O LOUSAL AQUI TÃO PERTO

Quando enviei esta imagem ao meu querido amigo Carlos Júlio, da TSFÉvora e um dos responsáveis máximos pela deslocação da Exposição Perto do Princípio para Aljustrel e Messejana, disse-me simplesmente que parecia o Fittipaldi Mineiro!!!É aos comandos desta pequena locomotiva mineira que vos convido para uma breve viagem pelo complexo turístico das Minas do Lousal onde tive o privilégio de assentar arraiais por algumas horas aquando da montagem da referida Exposição.
A minha homenagem, assim, antes de tudo o mais, aos mineiros do Lousal!

Dificuldades várias impediram a atempada e prometida edição desta pequena reportagem mas o comentário aqui caído, e que recuperámos como texto principal, obriga a que não se demore mais tempo! E começamos já por destacar a D.Fernanda Calado como uma das responsáveis pelo coração gastronómico do Complexo da Mina do Saber, ou, melhor, da Mina do Sabor, tamanha a qualidade quer da gastronomia quer da animação cultural que ela proporciona a quem visita a unidade. Infelizmente não temos imagem da Dª Fernanda só nos restando aconselhar aos nosso amigos que comprovem o que dizemos visitando! 
A palavra à Dª Fernanda, que teve a amabilidade de ver a nossa despretensiosa prestação televisiva, e a quem, desde já, agradecemos a atenção:
Pela Terra Mineira do Lousal passou um casal muito interessante, a conversa trocada, entre nós, aparentemente superficial conteve de certa forma algo de inspirador, afinal o homem era um artista !!! Um laço foi criado por um simples e valioso anel de sentimentos que entre Saberes e Sabores foi descoberto .Afinal o homem dá “ânimo” às gentes e terras de autenticidade. Um bem haja por existir e distribuir bons valores. Como alguém já disse: Não vivo para “comentar” Mas “comento” porque vivo. E assim roda o mundo… infelizmente é o que não deve ser… basta, no entanto, mais arte de viver! Obrigado, António Colaço. Por acaso gostei da sua gravata mas a sua postura contributiva foi muito mais interessante. M.Fernanda Calado Lousal /Grândola Pela Terra Mineira do Lousal passou um casal muito interessante, a conversa trocada, entre nós, aparentemente superficial conteve de certa forma algo de inspirador, afinal o homem era um artista !!! Um laço foi criado por um simples e valioso anel de sentimentos que entre Saberes e Sabores foi descoberto .Afinal o homem dá “ânimo” às gentes e terras de autenticidade. Um bem haja por existir e distribuir bons valores. Como alguém já disse: Não vivo para “comentar” Mas “comento” porque vivo. E assim roda o mundo… infelizmente é o que não deve ser… basta, no entanto, mais arte de viver!
Obrigado, António Colaço. Por acaso gostei da sua gravata mas a sua postura contributiva foi muito mais interessante.
M.Fernanda Calado
Lousal . Grandola
E pronto, é altura de Saborearmos o Saber da Mina. A viagem passa pelo “Jantarinho”, delicioso manjar de grão, enchidos, um tinto de Pias, sericaia e, sobretudo, a sentida animação do Coro dos antigos minieros do Lousal. Depois, para fazer a digestão, damos uma volta pelo Centro de Artesanato e do que resta das minas propiamente ditas!



Os mineiros do Lousal, numa original encenação – eles são,afinal, comensais como nós, só que ….comem e…cantam!Simplemente fabulosos! – acrescentam mais sabor ao tempero dos pratos que se acercam das mesas.
Depois podemos subir ao primeiro andar e deliciar-nos com as telas, mas, sobretudo, a cerâmica de Paula Lança e a arte popular-mitológica, mais arrojada, de João Água Morna. A não perder.



Já no exterior, uma breve ronda pela rota das pirites!



Em pleno Centro de Artesanato, ocasião para descobrir outros licorosos sabores – Licor de Coentro, imaginem só – e perdermo-nos nos aturados trabalhos de Paula Lança - uma novidade, sem dúvida, na exímia forma como transporta para o barro o rendilhado dos mais diversos bordados. A seu lado Idalina Matos, uma outra bordadeira de reconhecidos méritos patentes nas diversas condecorações de que já foi alvo por parte de diversas entidades.Uma verdadeira Mina do Saber mas …. à superfície!




E pronto, meu caro Carlos Júlio, esta descida à Mina do Saber só podia mesmo terminar com este meu público OBRIGADO ao teu empenhamento, mas, sobretudo, à tua grande amizade, à tua, como dizer, à nossa grande inquietação!.Tardio ( não, não vou meter-me connosco, alentejanos!!!) mas garantido! A todos, muito obrigado por esta alentejana reconfirmação!
antónio colaço
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PERTO DO PRINCÍPIO.TOMAI E…VÍDEO!RTP1
O pretexto foi falar da Exposição “Perto do Princípio“, patente na Galeria da Biblioteca Municipal de Aljustrel até dia 8 de Agosto. Dirás para ti próprio, “António, pois, querias dar bordoada no Julião Sarmento e mais aquela da arte só para as elites, na Joana Vasconcelos e mais a sua grande tirada “só existe quem vende” ou,mesmo, no Leonel Moura e os seus robotários tão queridos, tão afectivos, tão cheios de mil bytes emocionais ou não te tivesse o Leonel acusado de subjectivista…pois é!!! Há quanto tempo sonhas com as recensões no JL, no suplemento Actual, do Expresso, ou aspiras a uma qualquer converseta com o Alexandre Pomar, o Alexandre Melo ou mesmo o João Pinharanda, hein?!…desanda daí, meu, vai lá falar com o outro João, acalma-o e verás que fazes mais pela arte, pela tal arte que proclamas não se esgotar nem nas galerias e muito menos nos artistas.- Por uns instantes que sejam, sê coerente!!!!”
antónio colaço
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ELE HÁ “GENTE”….CAPAZ DE TUDO
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MATINAS

Pelas irmãs hortênsias que são belas e puras e que nos tornam os dias menos tensos e as horas menos duras, Louvado sejas, oh, meu Senhor.
antónio colaço
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DESLUMBRAMENTOS

O pedregulho de Carrilho da Graça avança sobre as outrora serenas colinas de Abrantes, dia a dia, mais descaracterizadas.

Mais acima, num ininterrupto deslumbramento outro, as imagens de um Mação a cair aos bocados, dia a dia, cada vez mais rupestrizado, imagens que nunca serão mostradas por televisões de trazer por casa, televisões faz-de-conta, para quem Mação e as suas gentes não contam, pura e simplesmente são metidos …na arca de todos os esquecimentos.
antónio colaço
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CUIDADO! O PEDREGULHO VEM AÍ!HÁ QUE PARÁ-LO!

Olá a todos
Para quem não saiba, a Câmara Municipal de Abrantes prepara-se
para construir, sem a adequada discussão pública e em vésperas de eleições, um paralelepípedo
em betão com a altura de 10 andares no Convento de São Domingos em Abrantes.O edifício vai albergar o novo Museu Ibérico de Arqueologia
e também ter as colecções pessoais de Maria Lucília Moita e de Charters de
Almeida.O interesse do museu não está, de todo, em causa, mas o edifício,
apesar de ser do Arquitecto Carrilho da Graça, é um enorme mastodonte que vai transformar irreversivelmente o centro histórico de Abrantes, conforme se pode ver nas imagens anexas, de uma maquete e de uma simulação sobre fotografia.
Está a circular esta Petição:
http://www.gopetition.com/online/28923.html
para que o projecto seja, no mínimo, adequadamente discutido
e ponderado.Vejam e, caso concordem, assinem e divulguem a quem
entenderem.Cada vez mais são estas iniciativas desinteressadas de cidadãos
que conseguem travar os disparates que nos tentam impor.
João Albuquerque Carreiras
NR -Mão amiga fez-nos chegar este texto. No segundo seguinte, Zás!Assinatura com ele!
Na ânimo, preservamos as serenas colinas de Abrantes, apesar da meia dúzia de atentados, ou não tenha sido o animador de serviço o autor do slogan “POR ABRANTES, QUANTO ANTES!” que serviu de apoio à candidatura de quem, agora, sanciona o pedregulho!
Por ABRANTES, ASSINE QUANTO ANTES!!!
antónio colaço
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MATINAS/WEBANGELHO
Obrigado, Senhor, por este nascer do sol de mil Palavras radiosas feito. Depois da multiplicação do Pão, a Multiplicação da Palavra. Ambas para nos saciar a fome e sede de Eternidade. ac

Pe Anselmo Borges
Imagem de Deus e do Homem
I ndependentemente do que se pense sobre a concepção de Deus como mera projecção do Homem, penso que mesmo os crentes não terão dúvidas de que a imagem de Deus será decisiva para a imagem que têm de si mesmos, do Homem e do mundo.
Talvez nada possa prejudicar tanto o ser humano como uma imagem malsã de Deus. Por isso, nunca se agradecerá suficientemente àqueles e àquelas, crentes e ateus, que ousaram, até ao sacrifício da própria vida, purificar a imagem de Deus. De facto, é preferível ser ateu a acreditar num deus que humilha o Homem, o escraviza ou diminui aos seus próprios olhos. Uma imagem malsã de Deus envenena a imagem do Homem e vice-versa.
Cá está! Durante séculos, foi pregado um deus irado e mesquinho. Era tal a sua ira que precisou da morte do Filho para ser aplacado e reconciliar-se com a Humanidade. E, devido ao pecado cometido por Adão e Eva, mandou todos os males ao mundo, incluindo a morte. Durante quanto tempo se pregou que foi por causa de terem comido o fruto proibido – uma maçã, segundo a imaginação popular?
Perante a arbitrariedade de um deus assim, o que podia esperar-se senão ateísmo? Não se tratava de um deus mesquinho e invejoso da alegria dos seres humanos? E não criou esta ideia personalidades atormentadas, torturadas, com a obsessão de não ofenderem um deus que tudo proibia? Ainda recentemente, uma jovem estudante me atirou: “quando penso na Igreja, só vejo proibições, como se a alegria estivesse envenenada”.
Mas, depois, foi-se para um outro extremo, não menos pernicioso. Começou-se a pregar um Deus que é amor, mas sem se perceber o que é o amor. Prega-se então um deus “bonzinho”, que nada exige, que não impõe regras nem limites, que permite tudo.
No fundo, um deus que não é nada. De facto, um deus que tudo permite e nada exige ainda ama? Sabemos o que acontece aos filhos com a imagem de pais irados. E que lhes acontece, quando os pais tudo permitem e nada exigem? Quando os pais não impõem regras nem limites, os filhos ainda acreditam que lhes têm amor de verdade?
Afinal, onde reside o equívoco? A imagem de um deus irado estará na base de personalidades torturadas, azedas e violentas; a imagem do deus “bonzinho” estará na base de personalidades anárquicas, desestruturadas, sem auto-estima e igualmente destruidoras.
Assim, o que é preciso compreender é que Deus não impõe mandamentos arbitrários, pelo culto de si e para ser tiranicamente obedecido. É igualmente um erro pensar que os homens e as mulheres ofendem Deus directamente. Como pode um ser finito ofender Deus? Pelo menos segundo a compreensão do cristianismo, Deus não se revelou por causa dele e da sua glória, mas por causa dos seres humanos e da sua felicidade, de tal modo que só o que ofende os homens e as mulheres o pode ofender a ele.
O que Deus exige é por causa do Homem. O único interesse de Deus é o Homem. Como escreveu Santo Ireneu, “a glória de Deus é o Homem vivo”, isto é, o Homem plenamente realizado em todas as dimensões. De tal modo Deus ama o Homem que quer que tenha um desenvolvimento íntegro de toda a sua pessoa. Não pode desenvolver-se apenas numa dimensão, pois precisa de um crescimento holístico. Deus quer que o Homem vá tão longe no seu ser quanto pode ser.
É necessário sublinhar este desenvolvimento harmónico da pessoa toda, que é o que Deus quer.
A pessoa deve desenvolver-se no seu ser físico – também é preciso cuidar da saúde, por exemplo -, no seu ser intelectual – é preciso esforçar-se por entender a realidade, entender-se a si mesmo e a sociedade -, no seu ser emocional – cada vez estamos mais despertos para a importância das emoções positivas e negativas na existência humana -, no seu ser social – os outros também existem e sem tu não há eu -, no seu ser artístico – sem beleza, não há salvação -, no seu ser moral – é preciso aprender a distinguir entre bem e mal e a saber julgar do bem e do mal – no seu ser espiritual – não é o Homem, constitutivamente, o ser do transcendimento sem fim, até ao Infinito?
In Diário de Notícias, hoje.
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PEDREGULHO?NÂO!OBRIGADO!!! (2)

A Câmara de Abrantes decidiu construir um paralelípipedo no centro histórico. Uma obra intelectual, imponente, polémica, horrenda, mas como tem a assinatura do arquitecto Carrilho da Graça, a coisa está assegurada. É cultura, meus!
O crime foi-me dado a conhecer pelo blogue Animo do meu querido amigo António Colaço. E depois de ver a estupidez não queria acreditar.
Entretanto li não sei onde, o meu colega arquitecto a justificar por palavras o que a vista não consegue digerir. É um argumento, ou uma ferramenta, que os artistas costumam usar quando o que desenham é uma bosta. Já vi paginadores de jornais (que não são sequer artistas nem jornalistas) a justificarem com teorias delirantes o facto óbvio de a paginação de uma reportagem estar uma simples…merda. Julgam sempre que uma tretas podem salvar uma solução de jerico, desde que falem baixo, pausadamente.
Estou-me nas tintas para o meu colega Carrilho da Graça e para os seus prémios. Até gosto de peças suas, embora ache sempre que são mais esculturas para o utilizador servir, do que para servirem o utilizador. O pior que a arquitectura pode ter é esse conceito do bonitinho e do artístico. O sonho tem de vir depois da função. E é a função que “genializa” a forma. Se é funcional é bonito, se é bonito pode ser uma inutilidade e o tempo se encarregará de liquidar a proeza.
Não percebo porque tem Abrantes de levar com um caixote para a vida e não percebo que direito tem um arquitecto de incomodar toda uma população com ruído visual. Não percebo. Mas Carrilho dirá de sua graça com mais uma tirada teórica. Faz-me lembrar o arquitecto Braizinha que tive no último ano de arquitectura. Desprovido de talento, passava as aulas a gabar as virtudes dos bairros clandestinos à volta de Lisboa, enquanto ia citando umas frases de algibeira. Eles intelectualizam nós temos de levar com os mastodontes.
Luiz Carvalho, In Istante Fatal
2
Carissimo ABrantino ( com “A”grande!)
Imagine que só agora vi a sua resposta à minha mensagem.
Pois é tenho desde essa altura feito uma cruzada bastante sózinho para chamar a atenção da malta, porque o que faz falta é avisar a malta (como dizia o outro!) Em todo o caso está decorrer uma petição on-line para repensar este “pedragulho” por favor mande para os seus contactos.
António Castelbranco
NR
Duas reacções de peso e ambas de arquitectos! Na primeira, o meu querido amigo Luiz Carvalho, arquitecto de instantes …. fatais,na segunda António Castelbranco, que ainda não tropeçou na ânimo e sim no Adufe! A ambos, Abrantes agradece.
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PEDREGULHO OU DE COMO UMA desGRAÇA NUNCA VEM SÓ
O Arqto António Castelbranco, filho, cede à ânimo o artigo que enviou para os nossos amigos do semanário Primeira Linha, de Abrantes, a quem agradecemos, igualmente, a cedência da respectiva foto. Antes de o publicar, gostava de deixar muito claro que o meu amor por Abrantes é antigo e enquanto pude, enquanto nela estive, sempre defendi o seu bom nome por muito que algumas das memórias de alguns dos actuais protagonistas do facto já se tenham esquecido. A luta pela legalização das rádios livres fez de Abrantes uma pátria de todos os debates. Foi, também , com a minha colaboração, com a minha palavra, que a Central Termoelétrioca do Pego, a sua localização, então envolta numa polémica – que só não conheceu os contornos de hoje porque ainda não tínhamos televisões, telemóveis, twiters, blogs… – pode ser debatida e discutida na rádio que, então, dava os primeiros passos. Fui eu quem coordenou, dentro e fora da rádio, os acalorados debates que então se realizaram. Fui eu quem no seio da rádio garantiu que por ali passariam todas as vozes, a favor e contra! Os abrantinos puderam dizer de sua justiça! Foi graças a um homem de que só recordo o primeiro nome, Eng Garcia, militante comunista, com uma poderosa, persuasiva e esclarecida capacidade de a todos nos esclarecer/convencer que a EDP está hoje no Pego!
Pois bem, o pedregulho que se aproxima vertiginosamente de Abrantes, não me parece ter percorrido todos os caminhos de um, ou mais DEBATES abertos, sérios e AMIGOS DE ABRANTES!
Deixo-vos, colhidas este fim de semana, duas ou três imagens da Abrantes que eu gosto. Sem pedregulhos a ferir-nos os olhos e com as nuvens por companheiras, inteiras. Sem sombra de qualquer projectada sombra pedregúlhica!


1.E agora o texto do Arquitecto António Castelbranco. Ah, não deixem de passar pelos Comentários.Para aqueles que só agora aqui chegaram, têm esta petição ao vosso dispor. Sirvam-se, quer dizer, assinem!
2.O título deste post é da inteira responsabilidade do animador de serviço.
antónio colaço
______________________________________________

Foto: Arqto Castelbranco (Primeira Linha)
No passado dia 25 de Junho, tivemos na Igreja de Santa Maria do Castelo a apresentação do projecto para o Museu Ibérico. Fiquei satisfeito por ver que houve interesse por parte dos abrantinos em assistirem a esta apresentação.
Os desenhos e as maquetas são de grande qualidade apesar das fotomontagens não representarem correctamente o volume que se pretende construir, que afinal não é de 30 metros de altura mas sim de 45 metros de altura (ou seja uma torre de 15 andares).
O arquitecto apresentou o projecto e falou bem, todavia, nem eu nem a audiência ficámos convencidos, o que de resto valeu um reparo de desespero por parte do projectista, Carrilho da Graça, que perguntou se “na sala não há ninguém que goste do projecto?”. Com efeito “as primeiras críticas de quantos encheram a Igreja de Santa Maria, no castelo, foram de tal modo corrosivas” que o autor do projecto procurou o apoio de alguém mas a audiência deixou claro que este projecto tal como está não se enquadra, não cabe e não fica bem no meio do centro histórico da nossa cidade.
Neste sentido, está a decorrer uma petição on-line – http://www.gopetition.com/online/28923.html – que já conta com mais de 325 assinaturas (em menos de 3 dias) a pedir para que o projecto seja repensado.
Da conversa do projectista ficaram-me 3 argumentos:
1- O projecto respeita a beleza da paisagem de Abrantes e envolvente
2- O projecto respeita o delicado convento e o seu claustro
3- O projecto respeita tem um diálogo entre a cidade e o museu
Quanto a mim, penso e disse que:
1- O projecto não respeita paisagem nenhuma, impõe-se à paisagem
2- Pelo seu tamanho (torre de 45 metros) o projecto não respeita o convento e muito menos a linguagem arquitectónica delicada do seu claustro
3- O projecto não tem qualquer diálogo com cidade, terá um eventual monologo, mas um diálogo NUNCA!
… e foi justamente isto que foi publicado no Público de Sábado: “Eu só vejo um monólogo – o projecto fala e a cidade ouve!”
Em todo o caso, deixo-vos algumas opiniões que foram emitidas pelas pessoas que votaram na petição on-line, e sugiro que vão ver o que Portugal (porque não é só Abrantes que tem votado) tem a dizer sobre este projecto.
- Para aberrações já bastam as que se estão a construir na Encosta Sul
- Estou farto de “caixotes”, perante os quais devemos fazer mesuras e exclamações de admiração bacoca!
- Não é possível uma absurdidade como esta !
- Acho que se devem de pronunciar os abrantinos sobre um empenho deste calibre.
Obrigado
- Isto e’ uma monstruosidade que só’ cabe na cabeça do presidente
- Basta à ditadura dos arquitectos sobre o património e sobre a ignorância dos decisores políticos!
-Continuará este a ser um “Portugal dos Pequeninos” ? Haja visão de futuro e enquadramento paisagístico.
Basta de mamarrachos como o de Sagres!!!
- O País vai estando saturado de “mamarrachos”. Em Abrantes, mais um, não!!
- O museu parece-me bem, mas não neste local. Com ou sem eleições, a localização deve ser discutida
-Por favor, deixem de desequilibrar as harmonias arquitectónicas tradicionais, em pseudo-criações (que são mais imitações) post-modernistas ou minimalistas, descontextualizadas e infectadas pelas megalomanias político-construtivas…
-Mais um tenebroso atentado urbanístico na nossa martirizada Cidade. Esta velha e florida urbe não merecia este funesto destino. Se é para “dar nas vistas”, encham este -paralelepípedo estanque com terra e prantem-lhe por riba uma frondosa araucária!!!
- Basta de mamarrachos. Mandem os arquitectos fazer os seus delírios fora dos centros históricos
- Um edifício com a volumetria proposta e o impacto visual que promete causar, merece amplo debate e o consenso da população, que deve ser auscultada. Por isso assino pela suspensão do avanço da obra, já que está provado que a mesma não tem ainda consenso
Arqº António Castelbranco
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HOJE NA SIC / PARLAMENTO GLOBAL:AJUDE-NOS A AJUDAR BULENGA (UGANDA).QUANTO OFERECE POR ESTE QUADRO?

No princípio eram as obras de remodelação do Plenário de S.Bento. De entre os muros agora reformulados, alguns tijolos oitocentistas. O artista parou, olhou e disse: destes velhos tijolos façamos novos tijolos, novas construções que albergarão crianças órfãs cujos pais morreram com sida na Africa longínqua, Uganda, aldeia de Bulenga.

O artista meteu mãos à obra e ao sétimo dia descansou e viu que era agradável à vista a obra que então concluíra.

Foi então que decidiu chamar-lhe a Última Pedra. Ao contrário das primeiras pedras que se lançam em televisivas cerimónias, estas três últimas pedras de uma obra já concluída, recusaram-se a ir para o lixo e querem contribuir para que mil outras novas pedras possam servir de alicerce aos cinquenta pequenitos órfãos de Bulenga que esperam pelos euros que a generosidade dos participantes do Parlamento Global/ Sic, enquanto decorrer o Debate do Estado da Nação quiserem licitar.
A melhor oferta seguirá integralmente para Bulenga!
Veja o que a Rita Colaço e Lina Ribeiro andam a fazer por lá!
Vamos ajudá-las?
Venha daí a sua proposta!
Obrigado, Anabela Neves, e a toda a tua generosa equipa!
antónio colaço
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NOS CORNOS DE BULENGA!PEGAR ÁFRICA DE FRENTE!

Queridos amiguinhos órfãos de Bulenga, Uganda, o tio António bem vos queria ajudar mas o tio Manuel, acometido pela mais recente doença do nemátodo, sim aquele bichinho que ataca a madeira do pinho, estragou tudo e o quadrinho que pretendíamos vender em leilão, por obra e graça da generosidade do Parlamento Global da tia Anabela Neves e de todos os priminhos da sua equipa, a quem uma vez mais agradeço toda a atenção, foi à viola!!!
Não era fácil introduzir um leilão, a sua dinâmica, no meio do twítico frenesi de deputados, jovens e terceira idade em catadupas opinativas. O quê, não sabem do que estou a falar? Claro, vocês estão é preocupados com o que hão-de comer ao fim do dia, e é se houver alguma coisa para comer senão lá terão de beber o angustiado chá com que enganam a malvada dessa fome que vos calhou em sortes, quanto mais agora terem obrigação de saber o que é isso do twiter. Ou então, se calhar, a culpa é do tio António que lá porque embrulhou três tijolos oitocentistas com meia dúzia de acrílicas pinceladas e pelo facto de ter feito uma exposição e ter aparecido na televisão julgava que convencia o pessoal da massa a investir na compra da sua arte. Ele julgava que isto de ter nome se arranja assim do pé para mão! É o arranjas. Razão teve a Zita Seabra em ter dado para trás a tempo de evitar que ele pudesse ter exposto na Assembleia!
Ainda se vocês tivessem sorte de conhecer a Joana Vasconcelos, essa sim é que sabe como arranjar uns bons milhares de euros. Aqueles 190 mil euros com que ela vendeu os talheres de plástico a fingir de filigrana de Viana, hein, lá em Londres… olhem só a sorte que aquilo vos dava.

Mas não, foi uma tarde inteira aqui a dar ao dedo, como podem ver na foto que vos mando, apenas para saberem que dei o meu melhor e nada!!!Ainda tentei antecipar a demissão do Tio Manuel Pinho mas ninguém me ligou nenhum! Espero que vocês não me demitam de vos ajudar.
Vou ver o que é que havemos de fazer para que alguém, finalmente, diga, “os três tijolos para cá e tome lá x euros para os seus amigos de Bulenga!!!”
O que vale é que aquele seu amigo lá do Kazaquistan nos enviou uns eurinhos bem bons, e que ainda estamos a utilizar, com as poupanças que a Rita e a Lina vão milagrosamente gerindo! Será que é ele, que se vai encontrar consigo em Setembro, que vai levar a obra?!
Não desespere, a gente sabe que vocês aí também estais em crise e já só pedimos que não se esqueçam da gente para que, sobretudo, não nos esqueçamos de nós próprios e continuemos, desgraçadamente, a ver esta África morrer para o esquecimento do Mundo!
antónio colaço
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WEBANGELHO.PE ANSELMO BORGES
Pe Anselmo Borges
O não crente e o cardeal
O bem conhecido jornalista, político e escritor italiano Eugenio Scalfari, fundador do influente La Repubblica, foi ao encontro do cardeal Carlo Martini, antigo arcebispo de Milão e uma das figuras católicas mais escutadas dentro e fora da Igreja, para uma entrevista, acabada de publicar no seu jornal.
Scalfari, cujo último livro é L’uomo che non credeva in Dio (O homem que não acreditava em Deus), disse ao cardeal que não crê em Deus e que o diz “com plena tranquilidade de espírito”. E o cardeal: “Eu sei, mas não estou preocupado por causa de si. Por vezes, os não crentes estão mais próximos de nós do que muitos devotos fingidos”.
Então, o que é que o preocupa verdadeiramente, quais são, na Igreja, os problemas mais importantes? Resposta: “Antes de mais, a atitude da Igreja para com os divorciados, depois, a nomeação ou a eleição dos bispos, o celibato dos padres, o papel do laicado católico, as relações entre a hierarquia eclesiástica e a política. Parecem-lhe problemas de solução fácil?”
A nossa sociedade está cada vez mais invadida pela indiferença e são o individualismo e a procura exacerbada dos próprios interesses que cavam fundo o abismo entre a fé e a caridade. Talvez ainda se vá uma ou outra vez à missa e se ponha os filhos em contacto com os sacramentos. Mas esquece-se o essencial: a caridade. Ora, “sem caridade, a fé é cega. Sem a caridade, não há esperança nem justiça”. Entenda-se: a caridade não é esmola, é atenção ao outro, compreensão e reconhecimento do outro, presença ao outro na sua solidão, “comunhão de espíritos, luta contra a injustiça”. O verdadeiro pecado do mundo é a injustiça e a desigualdade, que bradam aos céus. Jesus disse que “o reino de Deus será dos pobres, dos débeis, dos excluídos”.
Para Martini, a questão fundamental não está na escassa frequência dos sacramentos, da missa, das vocações, que são “aspectos externos”. “A substância é a caridade, a visão do bem comum e da felicidade comum”, incluindo a das gerações futuras.
Assim, quando Scalfari cita um escrito recente de Vittorio Messori, no qual o influente intelectual católico distingue entre o clero que se ocupa da salvação das almas e a Igreja institucional, o cardeal faz notar que o Vaticano com a sua Secretaria de Estado e os seus Núncios são o resíduo de “uma fase em que ainda existia o poder temporal e o Papa era sobretudo um soberano; mas, graças a Deus, esse poder acabou e não pode ser restaurado”. Quanto à estrutura diplomática vaticana, nem sempre existiu e “poderia no futuro ser fortemente reduzida ou mesmo desmantelada. A tarefa da Igreja é testemunhar a palavra de Deus, o Verbo Encarnado, o mundo dos justos que virá. Tudo o resto é secundário”.
É neste contexto que é preciso rever o papel dos fiéis na Igreja. “Demasiado frequentemente é um papel passivo. Houve épocas na Igreja nas quais a participação activa das comunidades cristãs era muito mais intensa”. Martini tem insistido na desolação do carreirismo na Igreja. Assim, na sequência desta denúncia, há quem se pergunte se os bispos escolhidos são sempre os melhores. Aliás, uma vez que é o Papa que nomeia os bispos e, entre eles, os cardeais, que, por sua vez, escolherão o seu sucessor, há igualmente quem se interrogue, não sem razão, se não se corre o perigo de certa endogamia.
Martini concorda com Scalfari, quando lhe pergunta se o impulso do Vaticano II não está debilitado. O Concílio “queria que a Igreja se confrontasse com a sociedade moderna e a ciência, mas este confronto foi marginal. Estamos ainda longe de ter enfrentado este problema e quase parece que voltámos o olhar mais para trás do que para a frente”.
Mostra-se, pois, favorável a outro Concílio, que considera mesmo “necessário”, mas para tratar de “temas específicos e concretos”. Seria necessário concretizar o que foi sugerido e até decretado pelo Concílio de Constança: “convocar um Concílio cada vinte ou trinta anos, mas só com um tema ou dois no máximo”. Os temas do próximo seriam “a relação da Igreja com os divorciados” e a confissão, “sacramento extraordinariamente importante, mas hoje exangue”.
In Diário de Notícias, hoje
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OS SENHORES DO BREJO OU DE COMO CONVIVER É PRECISO


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WEBANGELHO.FREI BENTO DOMINGUES

Bons sinais
Frei Bento Domingues, O.P.
As crises até podem ser proveitosas, se provocarem a tomada de consciência dos perigos que nos espreitam 1. Este texto pode servir para anunciar outros com rumores do passado e do futuro, a partir do nosso presente. Ainda há quem se lembre do longo conflito entre as decisões do Vaticano, dos anos oitenta do século passado, e certas correntes do pensamento social do mundo católico, de modo particular as situadas no âmbito da Teologia da Libertação. Esta era acusada de se ter deixado influenciar pelo marxismo, quer de marca soviética, castrista ou libertária e que viu a sua ruína na queda do Muro de Berlim e no desmantelamento do império comunista. Pensava-se que a Igreja iria abandonar definitivamente a questão social e centrar-se na sacristia e nos seus anexos. Entretanto, os movimentos “espiritualistas” passaram a ser acusados de revelarem mais sede de poder na Igreja e na sociedade do que paixão pelo espírito de Cristo. Por seu lado, a instituição eclesiástica perdeu, pelo abandono e pela idade, muitos padres e os poucos novos, que vão chegando – dada a descontinuidade de gerações -, parece que não conseguem perceber a significação do Vaticano II, para a missão da Igreja, no mundo contemporâneo. É preciso cuidado com todos os esquemas simplistas. Há, no entanto, apesar de todas as ambiguidades, um conjunto de sinais que mostram que algum equilíbrio de tendências se começa a esboçar. 2. O Papa já assinou uma nova encíclica, Caritas in Veritate, fazendo a ponte entre a encíclica Populorum Progressio (1967), de Paulo VI, e os desafios que temos diante de nós. As Jornadas Pastorais do nosso Episcopado acabam de desenhar, para os católicos portugueses, uma nova pedagogia social, compreendendo que são os pobres o verdadeiro “altar” de Deus. Já está publicado o documento da Comissão Teológica Internacional, resultado de uma investigação preocupada com uma ética universal e apresentada como “um novo olhar sobre a lei natural”, tendo em conta todas as contribuições do passado e do presente. Está anunciada, para Novembro, a “Carta da Compaixão”, preparada desde 2008. Destina-se a congregar todos aqueles, religiosos ou não, que não suportam a situação actual do mundo da exclusão, atentos à antiga “regra de ouro” na sua formulação negativa e positiva: não fazer aos outros o que não desejamos que nos façam a nós e fazer-lhes aquilo que gostaríamos que nos fizessem. São bons sinais, embora a situação seja complexa. A pastoral da Igreja já compreendeu que não pode preocupar-se, apenas, com a aliança da cultura e da fé no campo da diversidade das expressões filosóficas e artísticas. As tecnociências, que estão a modificar a imagem que o ser humano tinha da sua própria natureza, da sua origem, das suas relações interpessoais, interpovos e com os outros seres vivos ou não, levantam novas questões à inteligência da fé e exigem um confronto entre diversas concepções éticas. Mediante o controlo da reprodução humana, do comportamento psíquico e das doenças, as tecnociências marcam já alguns aspectos da cultura do futuro. É preciso, para isso, que haja futuro. 3. Todos estes sinais fazem apelo a exigências éticas, sabendo que o capitalismo é amoral. Como lembra o filósofo A. Comte-Sponville, o capitalismo não funciona pela virtude, pela generosidade, pelo desinteresse, mas no interesse pessoal ou familiar: funciona por egoísmo. Por isso, é ele tão forte, pois nunca falta egoísmo. O mercado é incapaz de se auto-regular de modo socialmente aceitável e a moral não basta. Entre o poder cego da economia e a fraqueza da moral, só restam a política e o direito para fixar os limites do que não é negociável, para que os valores morais dos indivíduos controlem, em parte, a realidade amoral da economia. Hoje, a questão situa-se entre a escala mundial dos problemas económicos e a escala nacional dos nossos meios de acção. Este desfasamento entrega a política nacional à sua impotência. Como não se pode abolir a mundialização dos problemas, para limitar os efeitos perversos do capitalismo, é necessária uma política mundial que supõe um compromisso entre Estados: “Quanto mais lúcido se for acerca da força da economia e da fraqueza da moral, mais exigente se deve ser sobre o direito e a política” (1). Jacques Attali nota que o crescimento da economia criminosa pode vir a dominar a economia real. A Somália é, hoje, uma economia de mercado sem Estado, a economia das máfias e da traficância. Tendo isto em conta, as crises até podem ser proveitosas, se provocarem a tomada de consciência dos perigos que nos espreitam em relação às gerações presentes e às gerações futuras das quais só nós podemos ser a voz. Se não se actuar depressa, a selvajaria absoluta arrebentará com tudo; mas tudo pode ser salvo se houver consciência da importância de um Estado de direito global que actue no interesse de todos. Há quem diga que, por razões económicas (o crescimento) e por razões morais (o desenvolvimento), caminhamos para uma catástrofe ecológica. Se, porém, acolhermos o alarme desta crise, poderemos converter os nossos estilos de vida e dar bons sinais de que juntos podemos enfrentar o futuro que exige uma política global.
(1) Cf. Le capitalisme en crise, in Le Monde des religions, n.° 36 (2009) 78-81.
In Publico de 05/07/2009
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SOFIA SILVA.UMA NOVA BAILIRINA COM RAÍZES CARDIGUENSES

A ânimo dá os parabéns à Sofia Silva, finalista, com mais 8 colegas, do Curso de Bailado da Companhia Nacional de Bailado. Na sexta-feira o Teatro Camões encheu-se de familiares e amigos para o tradicional espectáculo de final de curso. (Sofia, as fotografias não são famosas mas vale o registo para te agradecer, a ti e a todos os bailarinos e balarinas, desde os mais pequeninos,até aos mais consagrados, não só os momentos que nos proporcionaram, como , sobretudo, os momentos com que nos deliciarão os dias que se avizinham!).


A jornalista Rita Colaço acompanhou durante vários meses o quotidiano das finalistas da Companhia Nacional de Bailado e no próximo Sábado, na Antena 1 (FM 95.7), no programa “Este Sábado“, a ser emitido entre as 12 e as 13 horas, apresenta uma desenvolvida reportagem.
Na linha das críticas de MSTavares aos blogues, a ânimo felicita os Pais e familiares de todos os finalistas.
antónio colaço
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O PEDREGULHO VISTO POR UM DISCÍPULO DE FRANK LLOYD WRIGT
ENTREVISTA COM O ARQUITECTO PHIL HAWES, sobre o projecto para o Museu Ibérico, de Abrantes.
( Enviado pelo Arqto António Castelbranco. Entrevista de Mário Semedo para o semanário Primeira Linha )
Phil Hawes, arquitecto americano, discípulo do famoso arquitecto Frank Lloyd Wright, e arquitecto do conhecido projecto Biosfera 2, esteve em Abrantes, aproveitei para o entrevistar:
Mário Semedo: agora que teve contacto com o projecto para o Museu de Ibérico, qual a sua opinião sobre o projecto?
Phil Hawes: Estou completamente estupefacto com a arquitectura proposta para o Museu Ibérico. Caridosamente falando é uma abominação ego-maníaca. Está para além do meu entendimento como é possível que os residentes de uma cidade tão bela como Abrantes possam seriamente considerar uma úlcera como esta na paisagem de sua cidade. O impacto que este edifício vai ter irá negativamente mudar para sempre o aspecto actual da cidade de Abrantes, uma vez que irá abrir o caminho para a sua futura degradação visual.
Para lhe dizer a verdade, nem sequer Speer (o arquitecto de Hitler) consideraria tamanha declaração ditatorial, contudo … talvez Estaline estivesse mais inclinado para semelhantes declarações arquitectónicas!
MS: Considera por isso que o projecto tal como está não deveria ser construído?
Phil Hawes: espero não ter deixado qualquer dúvida na sua mente; considero este projecto como um completo desastre arquitectónico. Não posso imaginar nenhum estudante do primeiro ano de arquitectura conceber algo tão ofensivo e destrutivo para o tecido da comunidade. Com efeito, tenho sido professor de arquitectura em 4 universidades diferentes na E.U.A. e na Europa, e posso dizer-lhe que eu nunca tive um aluno que me fizesse algo tão fora de escala, tão fora de contexto, e tão longe de qualquer realidade actual.
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MAÇÃO.ANTIGOS ALUNOS COM MANJAR DOS DEUSES PELAS MÃOS DOS DIABÓLICOS JULIO PIRES E ZÉ HENRIQUE

Foto:Chão do Brejo (Arq João Colaço)
É deste Brejo que vos falamos. Foi aqui ( no Parque de Merendas, ao centro, na zona verde ) que, no passado Sábado, os Antigos Alunos do Colégio D.Pedro V, de Mação, se reuniram para o seu tradicional almoço anual. Sem sombra de dúvidas o melhor almoço de todos os que já se realizaram nos últimos tempos. Responsáveis pelo êxito da iniciativa, estes dois homens: Júlio Pires e Zé Henrique, mestre cozinheiro do restaurante Casa Velha, em Mação!

Para darmos algum colorido a esta breve reportagem, convoquemos o acordeonista contratado, mestre Martinho, de Domingos da Vinha, Gavião.

À sombra das ainda tímidas glicínias que o saudoso Adílio Barbeiro ali plantou ( Adílio, sabes bem o quanto te apoiei na concretização desta tua última obra, e só por isso passamos ao lado dos últimos deslizes que nos afastaram na convicção de que no “derradeiro dia” tudo isso de nada vale!) as quase duas centenas de comensais puderam deliciar-se com um verdadeiro manjar de deuses descido do alto da montanha a que subiram.

Dos enchidos da terra, nas suas multifacetadas variedades qual delas a mais tentadora – morcela, chouriço, paio, farinheira, entremeada, a que as brasas emprestaram um estaladiço bronze, terminando num bucho banhando-se em aromático molho – com demorada passagem pelas migas em que douradas sardinhas repousavam de seus calores, até às delicadas bolsinhas de linho branco em que se escondiam saborosíssimos nacos de pão ( bolsas confeccionadas pelas laboriosas mãos da Maria Manuel Pires, mulher de Júlio), para não falar dos vinhos, dos licores, do arroz doce, das cavacas, do bolo finto….ufff mas, sobretudo, do apaladado convívio, do bem temperado recordar de outros tempos!!!

Jorge Aleixo: Comigo contam sempre!
Como foi possível que algumas pessoas tivessem, à ultima hora, faltado a um manjar destes e deixassem que o ambiente pré-eleitoral, e outras refregas judiciais, as tivessem afastado desta grande, farta e nobre mesa onde a amizade deve merecer os mais celebrados e declarados votos de que jamais se deixará perturbar por qualquer outro ruído vindo das ruas?
No Chão do Brejo, um só desejo: regressar à Vila e fazer dela o Céu que lá em cima experimentámos! É por isso que Mação, quem nela manda ou quem nós permitimos que por nos (des)mande, não pode continuar a esquecer por mais tempo este nosso pedacinho de Céu que outros tanto desejariam poder usufruir a dois passos da sua terra!
Para o incansável Júlio Pires - o ano passado editou um DVD sobre a história do Colégio, mas este ano deu-nos a todos uma belíssima aula de história natural ao recordar-nos o nosso património paisagístico e gastronómico – e para o generoso Zé Henrique – que continua a cometer o crime de gostar de Mação, para ambos e todos os que ajudaram, os parabéns com um pedido na volta: queremos voltar para o ano até para que os que desistiram saibam o que perderam e assim, venham a tempo de, também eles, gozarem deste pedacinho de Céu aqui bem dentro da nossa terra!
antónio colaço
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ESTÁ NAS MÃOS DOS AMIGOS DE ABRANTES SALVAR A CIDADE DO PEDREGULHO!POR ABRANTES,QUANTO ANTES!!!DEBATER ANTES DE DECIDIR!

A ânimo está em condiçoes de avançar com a informação de que o pedregulho de Abrantes, não obstante toda a celeridade que foi pedida para o projecto ( eleições oblige!!! ), não obstante o estudo prévio já ter merecido aprovação por parte do IGESPAR, nada está ainda decidido em definitivo.
Ou seja, está nas mãos dos abrantinos, naturais e amigos de Abrantes, exigir toda a informação, a informação de tudo o que verdadeiramente está em causa, para que o processo, a sua decisão final possa contar com a nossa esclarecida opinião.
Tanto quanto é possível adiantar, há dúvidas junto do licenciamento final do processo, sobre as “implicações de ordem arqueológica“, ou seja as fundações da dita torre!!! Ou seja, “o conceito” está aprovado, quer dizer, o pedregulho em si, o único impedimento são as “implicações arqueológicas”, quer dizer, os esqueletos, o legado dos nossos antepassados!!!
Pois bem, é em nome do respeito pelo património que nos legaram exactamente os nossos antepassados que faz sentido esta luta! Segundo os defensores do projecto, para além do nome de Carrilho da Graça – outra vez o deslumbramento com os nomes!!! ( por ex. adoro a obra de José Guimarães mas acho um autêntico mamarracho a sua escultura gigantesca na Av Infante D.Henrique , ali para as bandas da Expo!!!Mas, claro, é de José Guimarães….) – o projecto é importante para afirmar Abrantes, bla, bla!!! Mas… qual Abrantes? A Abrantes desfigurada? Quase que apetece dizer quando nos argumentam que no passado também construíam castelos, então, façam favor, destruam o Castelo, e, se quiserem, destruam a cidade toda! Que chatice a Igreja de S.Vicente, destruam-na! Que chatice as muralhas, ficava ali tão bem um torre-outra, do Carrilho da Graça, se quiserem, destruam-nas…

Abrantes dá mau jeito?
Destruam-na, arrasem-na, estejam à vontade! Carrilhôôôô, pst, pst!!! faz favor, avance!!!
A caricatura é uma arma, sim, mas os atestados que em nome dos desafios do futuro nos querem passar só merece mesmo que a usemos.
É assim, ou damos de mão beijada que, hoje, no Convento de S.Domingos, amanhã no meio da Barão da Batalha, os construtores de cidades caixotes avancem ou, então, não poderemos deixar de exigir, confrontar, os seus defensores com a ideia de cidades acolhedoras que queremos que Abrantes continue a ser!
Por que não experimenta o senhor arquitecto Carrilho da Graça desafiar-se a si próprio e conceber para o mesmo lugar um outro projecto? Ninguém põe em causa o valiosíssimo espólio que queremos ver salvaguardado, o que questionamos é que a pretexto de o salvaguardar percamos esse espólio outro que é o belíssimo património visual de Abrantes, mau grado a meia dúzia de aberrações que foram consentidas!
Só há uma solução: DEBATER! DEBATER ANTES DE DECIDIR!
CONTRA OS CALENDÁRIOS ELEITORAIS A FAVOR DOS NOSSOS VALORES PATRIMONIAIS!
PS – A ânimo, o seu animador de serviço, declara, para todos os efeitos que recusa terminantemente qualquer aproveitamento eleitoral politico-partidário desta sua tomada de posição feita em nome de uma cidadania que se quer livre, ILUMINADA (convocamos a nesga de luminoso sol, assim como quem ainda vai a tempo!!!).
Reconstruir Abrantes nos termos em que defendem os autores desta proposta configura profunda alteração da sua matriz genética . O atentado que se prepara ou é sancionado, referendado pela vontade da maioria ou configurará a confiscação de cidadania a todos os que gostamos muito da “fresca” Abrantes, aquela e não outra que ” logra do Tejo as águas abundantes”, no dizer do nosso querido Luiz Vaz!! Não nos atirem pedregulhos, perdão, areia, para os olhos!
Queremos continuar a ver o Tejo e tudo à volta!!!!
Assine a petição!
antónio colaço
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AFINAL, A DESLUMBRAMENTO NACIONAL RESPONDEMOS, DESLUMBRADOS, COM PALAVRAS DE QUEM SABE VINDO… DOS STATES!
ENTREVISTA COM O ARQUITECTO PHIL HAWES, sobre o projecto para o Museu Ibérico, de Abrantes.
( Enviado pelo Arqto António Castelbranco. Entrevista de Mário Semedo para o semanário Primeira Linha )
Phil Hawes, arquitecto americano, discípulo do famoso arquitecto Frank Lloyd Wright, e arquitecto do conhecido projecto Biosfera 2, esteve em Abrantes, aproveitei para o entrevistar:
Mário Semedo: agora que teve contacto com o projecto para o Museu de Ibérico, qual a sua opinião sobre o projecto?
Phil Hawes: Estou completamente estupefacto com a arquitectura proposta para o Museu Ibérico. Caridosamente falando é uma abominação ego-maníaca. Está para além do meu entendimento como é possível que os residentes de uma cidade tão bela como Abrantes possam seriamente considerar uma úlcera como esta na paisagem de sua cidade. O impacto que este edifício vai ter irá negativamente mudar para sempre o aspecto actual da cidade de Abrantes, uma vez que irá abrir o caminho para a sua futura degradação visual.
Para lhe dizer a verdade, nem sequer Speer (o arquitecto de Hitler) consideraria tamanha declaração ditatorial, contudo … talvez Estaline estivesse mais inclinado para semelhantes declarações arquitectónicas!
MS: Considera por isso que o projecto tal como está não deveria ser construído?
Phil Hawes: espero não ter deixado qualquer dúvida na sua mente; considero este projecto como um completo desastre arquitectónico. Não posso imaginar nenhum estudante do primeiro ano de arquitectura conceber algo tão ofensivo e destrutivo para o tecido da comunidade. Com efeito, tenho sido professor de arquitectura em 4 universidades diferentes na E.U.A. e na Europa, e posso dizer-lhe que eu nunca tive um aluno que me fizesse algo tão fora de escala, tão fora de contexto, e tão longe de qualquer realidade actual.
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MATINAS


Obrigado pela Irmã Luz que espalhas pela cidade e que, de mãos dadas, com a Irmã Água, ambas tornam mais luminosos e refrescantes os nossos atormentados dias.
antónio colaço
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MATINAS

Obrigado pelo mar que nos deste para descobrir, para achar. Pudesse Henrique, hoje, dispor das nossas condições e quantas mais lições não nos daria.
Navegar é preciso sim, achar Portugal dentro de Portugal, muito mais.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Camaradas, conto com todos e com cada um de vós. Conto inteiramente com o PS, conto com o PS inteiro. Força, camaradas, ânimo, coragem, vamos a isto!
José Sócrates, jantar final de Legislatura na Estufa Real
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FOTOGRAFAR QUEM FOTOGRAFA

Raramente são fotografados mas são eles, em regra, quem fotografa os momentos raros, únicos, fatais, como faz questão de sublinhar o meu amigo Luiz Carvalho, fotojornalista do Expresso ( ao lado, Pedro Cunha, Público) aqui “apanhado”, desfocado, como convém, por um inapto paparazzi.
antónio colaço
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COM A MODA CONTRA A MODA DO CANCRO. QUE O CANCRO FIQUE FORA DE MODA. JÁ!


Parabéns, Sónia Fertuzinhos. Ou de como a máxima A Assembleia no Quotidiano dos Portugueses, os Portugueses no Quotidiano da Assembleia, pode ser uma realidade. Parabéns para ti e para todos os que contigo colaboram, mais logo, às 21.30 no átrio do Palácio de S.Bento, desfilando com os seus lenços.
antónio colaço
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ÂNIMOS EXALTADOS

Depois das férias esperam-se ânimos menos exaltados!
( RTPn a propósito das guerras do Twiter na ARL Açores!)
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OS NOSSOS RECURSOS

Mesmo a fechar as matrículas da e-learning Aberta!!!! Depois das frequências de Teologia ( Porto), de História(Lisboa), de Música(Conservatório Regional de Tomar), de Ciências Sociais ( Lisboa), agora …. Estudos Artísticos.
Ou, como diria nos quentes e iniciais anos 70 ao meu professor Laginha, da Fac Letras de Lisboa, quando abandonei História …” Professor, mais do que perder o Curso de História, não quero perder da história o curso dos dias!”
Era Abril com seus apelos mil! Hoje, mais do que o curso, ainda e sempre, não desperdiçar …. recursos. Ou a história dos talentos e o que fazer com eles.
Aprender, portanto.Seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempre.Com redobrada frequência, mesmo que sem a deslumbrada sequência final.
antónio colaço
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NA PONTA DOS PÉS.REPORTAGEM,HOJE,ENTRE AS 12 E AS 13, NA ANTENA 1…..

No Conservatório Nacional, a Escola de Dança terminou mais um ano. Rita Colaço, nos bastidores, conta como tudo se passa “Nas Pontas dos Pés“. O resultado, hoje, entre as 12 e as 13, na Antena 1 (95.7 FM) no programa “Este Sábado”.
antónio colaço
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MATINAS

Nascer do sol.Área de Serviço de Santarém, hoje.
Ilumina com a Tua Luz o inconsciente motorista do TIR que hoje quase nos desgraçava a todos na 2ª circular. Para que pare na próxima área de serviço e perceba que a todos nos criaste para sermos felizes.
antónio colaço
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ÚLTIMA HORA.ABRANTES COM MENAGE(M) À TROIS!
No princípio era a Torre de Menagem. Carrilho chegou e implantou uma Outra Torre. Agora, a CMAbrantes acaba de convidar o mesmo Carrilho da Graça para desenhar os novos Paços do Concelho. A ânimo aposta, depois de conversas junto de fontes próximas do IGESPAR, que Carrilho vai avançar para uns Paços de Concelho concebidos a partir de …. mais duas Torres, complementando, assim, o ” diálogo” iniciado com a Torre do MIAA. Ou seja, Abrantes, outrora a capital das rádios livres, em breve será a capital do “Menage(m) à Trois”.
Aguardar desenvolvimentos.
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ÂNIMOS EXALTADOS

Um deputado do PS desabafava ao DN que, após as europeias, o aparelho partidário ficou “desanimado”. Esta proibição, agora decretada, foi uma espécie de “chicotada no ânimo” de um partido “já deprimido”.Foi a puxar pelo “ânimo! e pela “coragem” dos socialistas que José Sócrates, a olhar para Manuel Alegre, fechou a noite.”Conto com todos e com cada um de vós.Força camaradas, ânimo, coragem, vamos a isto”!
Nuno Saraiva, Diário de Notícias – 10.07.09
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MATINAS/WEBANGELHO.EM BUSCA DE SENTIDO

Em Ti, o sentido para tudo quanto se passa comigo.Que a Tua Luz, a clara percepção dela, nunca me falte na viagem. Tu és, de facto, o Único destino.
antónio colaço
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Pe Anselmo Borges
EM BUSCA DE SENTIDO
Há hoje uma forte corrente científico-filosófica para a qual entre o Homem e os outros animais a diferença é apenas de grau. Continuo a pensar que ela é qualitativa.
Como mostrou o filósofo Pedro Laín Entralgo, a via mais adequada de acesso à comparação entre o Homem e o animal é a conduta humana observável.
Entre todos os seres da Terra, só o Homem é livre – Kant sugeriu que a liberdade é o divino em nós -, e, assim, responsável e moral, só ele tem a capacidade de razão abstracta, de autoposse, só ele se sabe sujeito de obrigações para lá das instâncias meramente instintivas, só ele pode sorrir, só ele é animal simbólico e simbolizante, só ele é capaz de amor de doação, o animal também sabe, mas só o Homem sabe que sabe, só ele é capaz de autoconsciência, de linguagem duplamente articulada, de sentido do passado e do futuro, de promessas, de criação e contemplação da beleza, de descida à sua intimidade e subjectividade pessoal, só ele sabe que é mortal e gasta tempo com os mortos e espera para lá da morte, só ele pergunta e fá-lo ilimitadamente, só ele cria instituições jurídicas e compõe música, só ele tem de confrontar-se com a questão da transcendência e do Infinito…
Evidentemente, as investigações etológicas, bioquímicas, da genética e das neurociências constituem hoje talvez o maior desafio alguma vez lançado a uma concepção verdadeiramente humanista, por causa da tentação de reduzir o humano a uma explicação no quadro exclusivo do zoológico e bioquímico. De qualquer forma, ao ser humano reflexivo impor-se-á sempre a subjectividade própria, pois a ciência objectiva só existe para e a partir do sujeito. Por mais que objective de si, o sujeito humano deparará sempre com o inobjectivável, já que a condição de possibilidade de objectivar é ele mesmo enquanto sujeito irredutível. O Homem enquanto sujeito transcenderá continuamente a explicação das ciências objectivantes. Aliás, sem esta diferença essencial, o Homem não poderia exigir respeito e reconhecimento pela sua dignidade.
Outra característica sua essencial é a busca de sentido. Enquanto os outros animais aparecem praticamente feitos, o Homem nasce prematuro, por fazer, e tem de fazer-se. Daí a pergunta: fazer-se como e para quê, com que meta e objectivo?
Dizemos que algo não tem sentido – uma frase, ou discurso, por exemplo -, quando os seus elementos surgem sem organização, sem fio condutor. O sentido tem, pois, a ver com uma totalidade harmónica, com significado.
Recentemente, os jornais faziam-se eco da preocupação das autoridades inglesas porque uma percentagem elevada de jovens (10%) se queixa do vazio existencial, sentindo a vida como insignificante e não valendo a pena. Investigadores sociais e psiquiatras não têm dúvidas de que o vazio e a frustração existencial são uma das causas maiores dos desequilíbrios do Homem contemporâneo. Não faltam investigações científicas que mostram que a carência de sentido está frequentemente na base da dependência da droga, do alcoolismo, da criminalidade, do suicídio. Outras investigações chegam à mesma conclusão pela positiva: há, por exemplo, conexão entre a prática de uma religião e o sentimento de felicidade e uma vida mais longa. Entre as razões para essa ligação está precisamente o facto de a dimensão espiritual ajudar a fixar um sentido para a existência: quem vive e vê a sua vida integrada numa totalidade com sentido e sentido último resiste mais e melhor também em termos físicos e mentais.
O Homem é por natureza o ser da transcendência: nunca se contenta com o dado e está sempre para lá de si e de toda a meta alcançada. Vive inclusivamente um desnível insuperável entre o que faz e realiza e a aspiração inesgotável a realizar-se sempre mais. Vai, portanto, caminhando de sentido em sentido, mas só encontraria satisfação total no Bem Sumo enquanto sentido de todos os sentidos, isto é, o sentido último e global. Aí está a razão por que não pode deixar de pôr a questão de Deus, independentemente da resposta que lhe dê, pois ela é intrínseca ao dinamismo do ser Homem.
In, Diário de Notícias 12.07 2009
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MATINAS

Na cidade dos homens a Luz de Deus desponta em qualquer esquina. Só resta mesmo quebrar a rotina e abrir-Lhe a retina com que nos dotou.
antónio colaço
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SOBRE A POBREZA

Aves Jana
Da pobreza – 1
Há meses a apresentadora de uma gala de beneficência afirmou que «temos em Portugal dois milhões de pessoas com fome». Não é verdade. Trata-se de um erro resultante da confusão entre “pobre” e “com fome”.
Uma pessoa “com fome”, sabemos o que é.
E uma pessoa “pobre”?
À primeira vista, também sabemos. Mas, se quisermos precisar o que julgamos saber, a coisa torna-se mais complicada. O Banco Mundial encontrou trinta e três definições diferentes de “limiar de pobreza”, ou seja, do limite abaixo do qual uma pessoa é considerada pobre.
A ONU adopta como critério de pobreza uma pessoa viver “com menos de um dólar por dia”. Se adoptarmos este critério, podemos talvez dizer que em Portugal não há pobreza, ou é um fenómeno residual.
Mas a União Europeia, e nós com ela, adopta outro critério. A pobreza é aqui definida em termos de “distância económica” relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade. Ou seja, a pobreza não se define por um valor estável, mas por um valor móvel. Numa sociedade em desenvolvimento económico, esse valor mediano sobre. E, ao subir, pode fazer aumentar de imediato o número de pobres.
Dizer que há em Portugal dois milhões de pobres é dizer que há dois milhões de pessoas que têm um rendimento abaixo dos 60% do rendimento mediano dos portugueses. Em 2005, esse rendimento era de 382 euros mensais, portanto muito acima de um dólar por dia. Ou seja, comparados com a pobreza que vai pelo mundo, os nossos milhões de pobres até são “ricos”.
Ora um dos problemas da nossa economia está em que os salários mais altos estão cada vez mais altos e os salários mais baixos não sobem na mesma proporção. Por isso estão cada vez mais baixos, isto é, estão «a afastar-se cada vez mais» do rendimento mediano. Percebemos então como a sociedade portuguesa pode estar cada vez mais rica e termos cada vez mais pobres. O que não significa, em absoluto, que esses pobres vivam cada vez pior. Sabemos como alguns dos nossos idosos, são pobres de um ponto de vista técnico, mas sempre viveram numa tal frugalidade que lhes permite mesmo assim fazer economias e “ajudar os filhos”, que ganham muito mais.
Não estou a justificar nada. Estou apenas a dizer que é conveniente sabermos com o rigor possível do que estamos a falar, para não falarmos sem dizer nada.
Sabendo que as coisas são assim, podemos então aceitá-las como estão ou não aceitar. E, se não aceitarmos, partirmos para alteração do estado de coisas. No caso português, alterar o actual estado de coisas é alterar a distribuição da riqueza no conjunto da população. Não é, seguramente, “matar a fome” a dois milhões de portugueses.
Da pobreza – 2
Como vimos, há muitas definições de pobreza. E cada definição tem convenientes e inconvenientes. A definição de pobreza como “distância económica” relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade permite uma abordagem estatística e uma comparação horizontal entre países e, assim, contribuir para a definição de políticas objectivas tanto nacionais como internacionais.
Não tenho nada contra essa definição. Mas prefiro completá-la com outra: «Pobre é uma pessoa que se encontra numa situação de carência da qual não pode sair pelos seus próprios meios.»
Tem o defeito de não permitir quantificar, muito menos de um modo universal, um “limiar de pobreza” que possibilite identificar de imediato quem está em situação de pobreza. Mas tem algumas vantagens.
Antes de mais, centra a definição na pessoa, não na situação. Um pobre é uma pessoa, que se encontra numa situação difícil. Mas, sobretudo, ele é pobre não porque se encontra numa dada situação, mas porque não consegue sair dela pelos recursos de que dispõe.
Percebe-se, de modo muito claro, que esta pessoa, em situação de carência reconhecida, precisa de ajuda. Só com ajuda de terceiros poderá sair da situação em que se encontra.
Fica também claro que o objectivo é ajudá-la a sair da situação. E deveria ficar também claro, mas já não é tão fácil, que o sujeito do verbo “sair” é essa pessoa, e não aquele que a ajuda. E deveria ainda ficar claro que não é ajudar e muito menos solução manter a pessoa na incapacidade de sair situação em que se encontra.
Dito de outro modo. Não é grande ajuda matar a fome a quem é pobre, se mantivermos a pessoa na situação de continuar a precisar que lhe matem a fome. É o que diz o velho ditado chinês: «Não mates a fome a um pobre; ensina-o a pescar».
Sou claramente pela solidariedade social. Com este fundamento: a solidariedade é a única forma de salvar quem não pode salvar-se a si mesmo.
Mas, pela mesma razão, a solidariedade consiste apenas e só em fazer aquilo que a pessoa não pode fazer por si. Não pode ser substituir-se à pessoa. Ou seja, toda a solidariedade que mantenha a pessoa na dependência ou na necessidade da ajuda não é solidariedade. Mais que isso, ao manter a pessoa na dependência, sujeita a pessoa a um poder que está fora dela, recusa-lhe a autonomia em que se baseia o estatuto e a dignidade da pessoa e do cidadão.
Percebe-se, assim, que o problema da pobreza de facto, assim definida, é muito mais que um desvio ao rendimento mediano. É sobretudo uma questão de dignidade humana, de direitos fundamentais da pessoa. E percebemos como uma certa “solidariedade” pode manter essa indignidade, apesar das boas intenções. De boas intenções está o inferno cheio.
Ou seja, a verdadeira solidariedade tem de consistir em dar poder às pessoas para viverem a sua vida sem dependência externa injustificada, tem de ser ajudar a pessoa a tornar-se tão autónoma quanto lhe seja possível. Pois esse é o estatuto de base da dignidade de cada pessoa humana e de cada cidadão.
alves jana
NR – Crónicas publicadas no semanário Primeira Linha, Abrantes. Alves Jana foi um um dos principais animadores da ânimo inicial, versão off-set. Bem-vindo de regresso a esta casa, mesmo que para reproduzir as crónicas que assina no Primeira Linha, o que, desde já, agradecemos. Quer dizer, um destes dias, o Alves Jana vai perder dois minutinhos para escrever para os amigos da ânimo!
antónio colaço
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DIGA TRÊS TRISTES TORRES



última hora
Abrantes, Santarém, 14 Jul (Lusa) – A Câmara Municipal de Abrantes quer o arquitecto Carrilho de Graça a projectar o novo edifício dos Paços do Concelho, “a exemplo do que fez” com o futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte.
Nelson de Carvalho, presidente da Câmara de Abrantes, disse hoje à agência Lusa que “houve um contacto com resposta favorável” com o gabinete do arquitecto Carrilho da Graça, visando a execução de um estudo de requalificação do conjunto dos edifícios da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) e da antiga rodoviária, para instalação nessa zona do novo edifício dos paços do concelho.
“Trata-se de um espaço contíguo ao Convento de S. Domingos, cujo projecto de requalificação para instalação do futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte foi elaborado pelo mesmo arquitecto”, disse o autarca, acrescentando que a autarquia entende existirem “vantagens em ser o mesmo gabinete” a projectar o futuro edifício da câmara municipal.
“Faz todo o sentido pela proximidade com o futuro Museu Ibérico, que apresenta zonas comuns, de contiguidade e espaços públicos a partilhar, e pelo facto dos projectos interpenetrarem algum planeamento”, afirmou.
Nelson de Carvalho acrescentou à Lusa que o projecto é “vasto e ambicioso” e que “visa encontrar soluções de mobilidade e estacionamento” para o centro histórico, para além da requalificação de Largos e Praças que “são hoje as praças de chegada das pessoas a Abrantes”.
“Queremos requalificar o Largo 1º de Maio, junto ao Tribunal, construindo um parque de estacionamento subterrâneo com um ou mais pisos, com a criação de um acesso facilitador ao centro histórico através de um elevador que conduzirá os visitantes que tenham como destino o comércio tradicional, os serviços da Câmara ou o Museu Ibérico”, precisou.
Segundo acrescentou, a autarquia quer também que o plano integre estudos e projectos com vista a uma intervenção de requalificação da área próxima aos dois edifícios, “também ela a carecer de uma intervenção de regeneração, para além de um redesenhar da Praça da República”, situada junto ao futuro Museu.
Nelson de Carvalho acrescentou à Lusa que a autarquia já aprovou, em reunião de executivo, a aquisição de um imóvel devoluto localizado na Praça Raimundo Soares, no centro histórico da cidade, “com o objectivo imediato da sua requalificação para poder acolher uma residência de estudantes”.
O imóvel será adquirido pelo valor de 250 mil euros.
Na mesma reunião, a Câmara aprovou o lançamento de um concurso público, no valor de 110 mil euros, para aquisição do projecto de execução do recinto de feiras na Tapada da Fontinha, acessos e criação de via estruturante que, a funcionar em complemento com uma nova postura de circulação do trânsito, “permitirá desviar o trânsito que atravessa a cidade em direcção ao Hospital ou ao Rossio ao Sul do Tejo e facilitará a entrada de viaturas no Centro Histórico”.
MYF.
Lusa/Fim
NR
1.Segundo o take da Lusa , a CMA encomendou, para além do Museu ( NR- uma torre), “estudo de requalificação do conjunto dos edifícios da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), (NR – segunda torre) e da antiga Rodoviária ( NR – terceira torre) para instalação nessa zona do novo edifício dos paços do concelho.”
2.A ânimo conseguiu infiltrar um arquitecto no Gabinete de Carrilho e pode adiantar já o que se antevê. O nosso gabinete de design está agora a ultimar o “sky line” de Abrantes com a edificação destas três tristes torres. O cachet pedido pelo nosso designer deixou-nos meio desconfortáveis (ter-se-á passado para o outro lado?!) pelo que aguardamos a todo o momento a chegadada do trabalho executado por um outro gabinete.
3. Será preciso adiantar que …. “qualquer semelhança entre estes comentários e a realidade é mera …..”. Aliás, o animador de serviço está quase a ser convencido pelos argumentos de Carrilho. E é tão bonito o ” diálogo” entre … as quatro torres . Sim a de Menagem, claro.
antónio colaço
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MATINAS


Vem, Sol, senta-te comigo, juntos iluminamos mais, muitos mais.
antónio colaço
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CCB NON STOP… MA NON TROPPO

Lisboa, 8.45 da manhã. Bora lá até ao “NON STOP” do Tio Berardo.( Ei, Joe, aqui entre nós, dá aí uma ajuda para limpar a merda que se acumula no grande lago do Jardim Principal dos Jerónimos. Uma intervenção, a bem dizeri….coltural!!)

Na. Por aqui não se vê vivalma.Devem estar todos lá para dentro.Cá fora apenas a colorida multidão das bandeirinhas desfraldadas ao vento.

Mas o anúncio não engana: estamos em pleno dia 16 de Julho. Tio Joe, ” ê nã poude vire más cede,mén…“

Deve ter havido aqui festa, sim. Mas… non stop, quer dizer, o único que não pára de trabalhar é aquele homenzinho, lá ao fundo, afadigado em limpar canalizações, ou coisa que o valha! Os projectores estão desligados. A luz é agora natural.

O Sol. O irmão sol, o único em festa non stop, sim. Mas isso já a gente sabe! Mas… a festa, cadê ela, Joe?!

Bom, cerveja pela manhã, não propriamente….

Ei, Joe, não posso esperar mais. Venho cá para o ano. Deixo-te esta foto tipo Andy, do you like it?! Hou much?! Please…forget, man….
antónio colaço
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ÂNIMO.SERVIÇO PÚBLICO

Lisboa 8.40 da manhã. Hoje. Não, não se trata da mais recente intervenção de arte pública de Joana Vasconcelos ou Pedro Cabrita Reis…( estão lembrados do montão de pneus do ano passado, despejados mesmo às portas da nossa jóia da coroa ?!). Do que se trata é, nem mais nem menos de uma praga de ciúmes, perdão, de limos que ameaçam invadir todo o lago do Jardim Principal dos Jerónimos.
A ânimo, numa de serviço público, alerta quem de direito do Ministério da Cultura, agora que o Engº Sócrates reconheceu ter-se esquecido desta área, façam favor de actuar com as sobras do orçamento. É que depois fica mais caro e neste momento mais de metade já está lixada, perdão, limada, quer dizer cheia de limos.
antónio colaço
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INTERVALO PARA PUBLICIDADE

Na ânimo ficamos sempre animados com os bons exemplos de boa publicidade . A Super Bock não pára de nos surpreender. (Luiz, não, ainda não temos nenhum patrocínio!). Mais uma excelente campanha. Já que estamos às portas do Palácio de Belém, embora atrasados, parabéns, Senhor Presidente! O que os anos nos fazem, quando fazemos anos!
antónio colaço
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JERÓNIMOS sem palavras




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MALUDA.CALUDA.


É uma “retrospectiva” da obra da portuguesa Maluda. Com certeza. Que não deve deixar de ser vista, apesar das obras encavalitadas umas nas outras sob os auspícios do credibilizado GTAC-Grupo de Trabalho dos Assuntos Culturais da Assembleia, o tal que não permite exposições…. a quem não tem nome, segundo o Expresso. E, no entanto, tal como com a Exposição de Serralves, a Assembleia dispõe de muito mais espaços para algo que se assemelhe a uma verdadeira retrospectiva!!! O que diria Maluda se cá viesse?!
-Maluda, a minha solidaried…..
-Caluda!
antónio colaço
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DANIEL POTTER

- Olá, então não me perguntas como é que correu a Matemática ?
- Dois bilhetes agora para as 14h! O que é disseste?!
- Ainda há bilhetes para o “Anjos e Demónios”?
- Se há! Descanse, isto é tudo malta nova para o Harry Potter….
- Uff!!!Estava a fazer as contas….
antónio colaço
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S.BENTO.AS PROPOSTAS DESTE JARDIM…..





Este, sim, um Jardim constitucionalmente bem revisto, perdão, revisitado e aumentado.
antónio colaço
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A NET,ZMAGLH OU OS OPERÁRIOS DA PRIMEIRA HORA



A partir de fotograma de Nuno Fox(Sábado)
Parece que foi ontem. Estou a dois passos da secretária onde nasceu a Internet em Portugal!
Zé, eles não sabem do que falo. Alguns dos que te deram “porrada” brilham hoje com programas feitos de “janelas” debruçadas sobre o mundo dos blogues. Também estavam contra, ou, pelo menos, reticentes contra a “qualidade” das então rádios livres e depois, foi o que se viu.
Ainda não é chegada a hora de balanço mas…a história da net, em Portugal, nunca poderá ser feita sem que as tuas tantas e silenciosas horas contem para nos contar como tudo começou .
Apeteceu-me dizer-te isto até para que saibas que a muita porrada que me deste, em troca da velha Messa ( faz de conta que era essa a marca!!!) que te arranjei à socapa, para escreveres os textos da exclusão, valeu a pena.
Sim, não vivo para blogar, blogo porque vivo mas o pouco que balbucio a ti o devo!
Obrigado, Zé! Ou Zmaglh, como aprendemos desde a primeira hora
antónio colaço
NR – Dá para perceber a provocação andywarholiniana ? ” Colaço, deixa-te de manuscritos, já tens estas ferramentas…..”
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MATINAS

Obrigado pelo verde com que nos embrulhas a respiração dos dias, meu Santo e Louvado Senhor. Obrigado, Monsanto.
antónio colaço
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TRÊS TRISTES TORRES .parte dois

Um novo blogue de apoio à necessidade de DEBATER, ANTES DE ERGUER!
Respigamos, para já, a declaração do Arqtº Duarte Castelbranco, uma importante figura de Abrantes, Prof Catedrático nas Faculdades de Arquitectura de Lisboa e Porto, e que todos nos habituamos a respeitar:
‘’Em 1967 eu salvei o convento de São Domingos de ser demolido, passados 42 anos volta a pairar uma nuvem negra sobre o último convento de Abrantes. Construir de forma desproporcionada em relação ao espaço e aos edifícios existentes não construir, é destruir.’’
Duarte Castel’ Branco
Leia e …. assine a Petição
antónio colaço
NR – Sem tempo para mais, por hoje.
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EMERENCI@NO, FINALMENTE!

Emerenciano continua patente ao público até 27 do corrente mês, o Centro Cultural de Cascais mas, agora, já é possível, no instante de um clic, conviver com a sua vida e obra aqui!.
O Adufe acaba de nos reencaminhar um comentário deixado por Emerenciano em resposta ao comentário de um leitor a igual texto nosso no saudoso tempo em que por lá estagiámos antes do autónomo reaparecimento. A transcrição não sem que antes saudemos a qualidade da página de Emerenciano.
antónio colaço

Ocasionalmente vim hoje até este espaço, e devo o facto ao meu amigo Luís Rodrigues, que com a sua sabedoria está a produzir um site. Finalmente vou ter um site para divulgar através da internet a minha obra e, de certa maneira, parte da minha vida.
Sou surpreendido pelas palavras simpáticas de Arnaldo Silva, que diz ter sido meu aluno numa escola em Valbom-Gondomar, palavras que muito agradeço. E aproveito para lhe dizer que estou aposentado faz alguns anos, dedicando-me hoje àquilo que sempre gostei de fazer, sem que deixasse de me preocupar com a missão de professor, e desta missão tenho boas recordações. Foi uma parte importante da minha vida, esperando ter contribuído para a formação dos jovens que foram meus alunos, numa disciplina, Educação Visual, que permitia associar os aspectos importantes da vida. Retribuo desta forma o cumprimento, enviando-lhe um cordial abraço.Nesta circunstância quero dizer ao Manuel, que me dirige também algumas palavras, o seguinte: a minha obra não é tão divulgada como eu próprio desejava e a responsabilidade não me pertence. É muito difícil neste nosso país colherem a atenção de quem tem o poder de promoção dos artistas aqueles que não pertencem a certos grupos sociais influentes, ou não têm amigos bem colocados, seja em instituições ou nos jornais e televisão. Eu faço o que posso e já faço muito.
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ASSOCIAÇÃO JORNALISTAS PARLAMENTARES ATRIBUI PRÉMIOS 2009

A Associação dos Jornalistas Parlamentares reuniu o seu Plenário para atribuir, em Potestativo Agendamento Anual, os Prémios que visam distinguir os Deputados (com letra grande, dado o tamanho dos ditos prémios!). A ânimo, que não participou na gastronómica refrega ,sabe que o PAOD (…) foi bem animado. A julgar pela animação do Grande Almoço de Natal (foto), aí sim, onde jornalistas e assessores parlamentares mandam às malvas as aleivosas suspeitas das insondáveis promiscuidades de corredor, tudo somado deu no que deu e que a ânimo, gratuitamente, sem recurso a direito de resposta, direito de antena, e outros direitos, indo direitos ao assuntopublica!
Senhoras e Senhores, e os PREMIADOS SÃO:
DEPUTADO DO ANO
Paulo Rangel como líder parlamentar PSD
A REVELAÇÃO DO ANO
Nuno Melo
(Houve 2 voltas porque na primeira, o deputado do CDS-PP ganhou ex-aequo com Paulo Rangel)
A DESILUSÃO DO ANO
José Lello, do PS
A FRASE DO ANO
“O que ocorreu não devia ter ocorrido. Passemos adiante!”
(O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, comentando o gesto do ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, no debate do Estado da Nação).
MENÇÕES HONROSAS
Tudo bons rapazes!
Para todas as bancadas parlamentares e o seu papel na polémica sobre a lei de financiamento dos partidos.
Querido, mudei o voto!
Para Paulo Rangel, então líder parlamentar do PSD, sobre a mudança de voto dos sociais-democratas depois do veto presidencial sobre a mesma lei.
E tudo o Veto levou!
Para o grupo parlamentar do PS e o Governo que “levou” com 11 vetos de Cavaco Silva a diplomas aprovados pela maioria socialista.
Amanhã…talvez…
Sobre o processo de eleição do Provedor de Justiça que demorou mais de um ano.
Era tão bom…não foi?!
Para as duplas candidaturas nas eleições europeias, autárquicas e legislativas.
…que pena nunca ter tido um Magalhães em pequenino!!
Para Alberto Martins, líder parlamentar do PS, e a sua dificuldade em registar-se com o cartão magnético para a verificação de quórum.
Let´s twitt again…
Para a “febre” do Twitter no Parlamento, em especial, o deputado socialista Jorge Seguro.
E nós com isso?
A “febre” atingiu outros deputados do PS como António Galamba que twitava, inclusive, sobre as filas que apanhou na auto-estrada.
“…Neste caso, os cornos são nossos!!”
Para a bancada do PCP que se envolveu em discussão com o Bloco de Esquerda sobre o destinatário do gesto de Manuel Pinho.
Eu também quero uns para mim…!
Para o grupo parlamentar do BE sobre o mesmo episódio.
Vai tu…!!
Para o social-democrata José Eduardo Martins e a troca violenta de palavras e insultos com o socialista Afonso Candal.
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A redacção da ânimo que não fez parte da festa, mas faz FESTA AGORA, atribui um ânimo de ouro, exactamente, à Associação dos Jornalistas Parlamentares pela realização anual do Almoço de Natal nas suas instalações e confeccionado a partir da partilha dos sabores e saberes (aí vai cliché!) de cada comensal! Numa altura de crise …. de valores, o valor da amizade. O prémio será entregue no próximo natalício almoço na pessoa da Anabela Neves, a histórica líder da Associação.
A redacção da ânimo deliberou, ainda, atribuir uma MENÇÃO HONROSA ao autor da fotografia do ano, aquela em que captou o momento em que Maria Flor Pedroso com o seu potente e estridente assobio deu início às gastronómicas e natalícias hostilidades!

O ar incrédulo e delicioso de Eva Cabral (DN) e Célia de Sousa (A1) Susana Martins (RR), Susete Francisco (DN) e Paulo Magalhães (agora TVI, então RR).
antónio colaço
NR – A reportagem deste almoço não teve o patrocínio de qualquer marca publicitária e sim o nosso tão modesto quanto honrado pé-de-meia!
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ALJUSTREL? very well

Esta é a vista panorâmica de Aljustrel a partir da Galeria da sua Biblioteca Municipal. Amanhã, Sábado, entre as 10 e as 13, se quiser passar por lá – até ao dia 8 de Agosto – veja os últimos trabalhos do animador de serviço reunidos sob o tema “Perto do Princípio“, pintura e escultura.

A Exposição segue para Messejana, onde será inaugurada a 15 de Agosto, na Capela dos Santos Reis, com programa a definir.
Obrigado
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NAS PONTAS DOS PÉS!para ouvir

Nos bastidores da Escola Nacional de Bailado do Conservatório Nacional, Rita Colaço, pé ante pé, captou as derradeiras imagens sonoras de um ano lectivo nas pontas dos pés, quer dizer, a chegar ao fim, na ponta final.
AQUI! (Audio!)
Parabéns “menina Rita” como diria o Avô Zé Padeiro!
antónio colaço
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AMANHÃ, EM ABRANTES, QUASE 50 ANOS DEPOIS….

Amanhã, em Abrantes, grande parte destes jovens que em 1961 entraram no Seminário Menor de Gavião, muitos deles há quase 50 anos sem se encontrarem, vão meter-se ao caminho, numa caminhada bem diferente da que então fizeram. Se antes os animava um futuro de que desconheciam os contornos, hoje, que tais contornos estão praticamente delineados, o que resta para além das memórias, o que sobra e que ainda vá a tempo de fazer parte das tantas histórias que acrescentarão mais história ao que da História ainda resta para contar?
Contem connosco, deixem-nos cantar convosco.Sabemos, agora, por onde é que cada um anda.Está nas nossas mãos determinar até onde é que cada um quer ir na partilha do caminho que resta percorrer.
Poderemos voltar a encontrar-nos sós, acompanhados, lançando mão das novas tecnologias ou simplesmente pelos caminhos da imaginação.
Uma coisa temos como certa: em 1961, em Gavião ou, mais tarde, em 1963, em Alcains,acreditámos que havíamos de deixar este mundo diferente.
Não sabíamos como mas, queremos crer, acreditávamos que seria para melhor.
Os nossos rostos fulgurantes não nos deixam mentir. Está lá tudo na fotografia. Estamos lá todos, inteiros, totalmente empenhados.
É assim que vai continuar a ser!
Bom almoço!
antónio colaço
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Num rigoroso exclusivo para os leitores da ânimo, estreamos aqui ” a pequena longa metragem ….. “1963.perto do princípio“, realizada pelo animador de serviço a pretexto de idêntico Encontro com os alunos de 1963, há alguns atrás, e de que o autor faz parte! Será passado amanhã, antes do almoço, para o qual tivemos o privilégio de um convite. Isto porque vamos blogando algures na net, também.
segunda parte
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JOÃO CASAIS EM DIRECTO DO KAZAKISTAN ADQUIRE “A ÚLTIMA PEDRA”. MENINOS DE BULENGA COM MAIS 501 EUROS!!!Obrigado, João!

Chamo-me a ” Última Pedra“, ( 70X50 ) sou um quadro feito a partir da colagem de três tijolos oitocentistas, recuperados a partir dos restos das obras de renovação do Plenário da Assembleia da República, sobre fundo de madeira e utilização de acrílico.
Acabo de ser adquirido por alguém que veio de longe, “de muito longe”. Estou feliz porque a solidariedade não tem pátria e África, os putos órfãos de Bulenga, contam, a partir de agora, com mais 501 euros para os tantos mil e um tijolos de que se faz o seu quotidiano em prol de uma digna sobrevivência.
Obrigado João Casais, umas boas férias para ti e espero ser, em breve, também, em Cristelo, no Canadá ou no longinquo Kazahkistan, uma boa companhia, uma companhia de peso - peso uns bons quilos!!! – mas a tua generosidade pesa muito mais no sofrido coração de Africa.
Estou muito orgulhoso de que sejas o meu novo dono, ou, se quiseres, que o meu autor, agora, já possa dizer, como os grandes nomes da nossa praça, “pintor x representado no …. Kazakistan”! Ora tomem!
ac
O mail do João Casais acabadinho de chegar:


My dear friend Colaço.
Falei que tinha outro assunto para falar contigo. (Aqui neste sítio).
Aquela saída do Tio Pinho acabou por te complicar, e de que maneira… o teu projectado Leilão. No entanto os meninos da Bulenga, continuam a precisar de ajuda.
Juntando o útil ao agradável, este forreta vai cobrir o teu lanço de 500 euros, com mais 1 euro… (501.00 €) e tu vais oferecer o dinheiro aos meninos da Bulenga, e o Kazakistanês vai ficar com uma obra do amigo Colaço.
Happy end? I hope so.
Qual a conta que devo usar para a transferência? Isto no caso de o quadro ainda se encontrar em leilão, claro.
Um abração, ( a partir de Cristelo).
jc
NR . João, no dia 5 de Setembro, este “A Última Pedra” estará nas tuas mãos!
2.Para ti e todos os que queiram ajudar Bulenga, lembramos que as meninas Rita Colaço e Lina Ribeiro continuam a tudo fazer para dar a cana aos nossos putos de Bulenga. Aqui fica a conta que elas abriram:
” É preciso continuar:
NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)
Muito obrigado!
antónio colaço
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OS OLHOS DA RÁDIO

“Quero dar olhos a quem não vê, através da rádio. Quero que quem me ouve possa ver e sentir o que eu estou a ver e sentir.”
Manuel Vilas Boas, jornalista TSF, in Notícias Magazine. 19 Jul.2009
NR – És grande, Manel.És cá dos meus!ac
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VÉSPERAS/WEBANGELHO

Lisboa, ontem.

Pe Anselmo Borges
A IGREJA E O SOCIAL (1)
Não terá sido mera coincidência a terceira encíclica de Bento XVI sobre “o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade” no contexto da presente crise económica mundial, Caritas in Veritate (A caridade na verdade), ter sido publicada pelo Vaticano na véspera da cimeira do G8 e dois dias antes do encontro de Obama com o Papa. O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, veio sublinhar o facto na RAI, televisão pública do país, declarando que a encíclica papal “guiou”os trabalhos do G8.
A chamada “Doutrina Social da Igreja” é constituída fundamentalmente por uma série de encíclicas de Papas, a primeira das quais foi a Rerum Novarum, de Leão XIII, seguindo-se a Quadragesimo Anno, de Pio XI, a Pacem in Terris, de João XXIII, a Populorum Progressio, de Paulo VI, a Laborem Exercens, a Sollicitudo Rei Socialis e a Centesimus Annus, de João Paulo II. A mais de 40 anos da publicação da Populorum Progressio, Bento XVI quer, com esta nova encíclica, homenagear o seu autor, Paulo VI, retomando os seus ensinamentos, mas actualizando-os, para que iluminem o caminho da Humanidade em vias de unificação.
Caritas in Veritate foi recebida com indiscutível interesse. O debate público à sua volta revela a grande autoridade do Papa não só no mundo católico, mas também entre políticos e organismos internacionais. Vários media mundiais de referência consagraram-lhe o editorial, sublinhando a sua importância e até a sua inesperada orientação à esquerda.
Defende o mercado e a liberdade individual, mas denuncia o capitalismo selvagem; apela para os valores éticos que devem guiar a economia e a política – “para o seu correcto funcionamento, a economia tem necessidade da ética, e uma ética amiga da pessoa”; pronuncia-se pela necessidade de o Estado recuperar um papel activo, destinado inclusive a crescer, sobretudo por causa da regulação do mercado; declara a urgência da reforma das Nações Unidas e da arquitectura financeira global, acentuando a necessidade de uma “Autoridade política mundial” reconhecida por todos, que, actuando segundo os princípios da solidariedade e da subsidiariedade, goze de poder efectivo.
O que conta é o Homem, e o desenvolvimento só é verdadeiro, se for integral, isto é, do Homem todo e de todos os homens. Reclama, pois, uma globalização que tenha em conta a dignidade pessoal de todos. Assim, “a crise obriga-nos a rever o nosso caminho, a dar-nos novas regras e a encontrar novas formas de compromisso, a apoiar-nos nas experiências positivas e a rejeitar as negativas”. “Devemos ser protagonistas e não vítimas da globalização”.
Neste domínio, “a Igreja não tem soluções técnicas para oferecer” e também não pretende “de modo nenhum meter- -se na política dos Estados”. Mas, estando ao serviço de Deus, tem uma missão a cumprir a favor de uma sociedade à medida do Homem e da sua dignidade. “A fidelidade ao Homem exige a fidelidade à verdade, que é a única garantia de liberdade e de possibilidade de um desenvolvimento humano integral”.
Precisamente “caridade” e “verdade” não são apenas as palavras que dão o nome à encíclica. São o seu fundamento. Porque Deus “é ao mesmo tempo Agapé e Lógos: Caridade e Verdade, Amor e Razão”. Assim, o amor é o caminho real da doutrina social da Igreja. Mas a verdade é luz que dá sentido e valor ao amor. Sem verdade, o amor cai em sentimentalismos. “Sem verdade, sem confiança e amor pelo verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a actuação social fica à mercê de interesses privados e lógicas de poder”.
A caridade na verdade é “o princípio sobre o qual gira a doutrina social da Igreja”, que actua nos dois critérios fundamentais orientadores da acção moral: a justiça e o bem comum. Quem ama é justo e até supera a justiça, com relações de gratuidade. O bem comum é exigência da justiça e do amor. “Trabalhar pelo bem comum é cuidar e utilizar o conjunto de instituições que estruturam jurídica, civil, política e culturalmente a vida social, que se configura assim como pólis, como cidade”, cada vez mais cosmopólis.
In, Diário de Notícias 19 Julho 2009
NR-Sublinhados nossos.
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ÂNIMO.UM LUGAR DE SANTID@DE

Na cidade dos homens, a Santidade de Deus. Um tímido balbuciar, ainda, sim, mas o prenúncio de que Deus se nos anunci@, também por @qui.
antónio colaço
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ânimo.SERVIÇO PÚBLICO

Serviço público é voltar a insistir até que deixe de existir. Hoje nos Jerónimos, amanhã outros patrimónios. Para que conste.
antónio colaço
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VÉSPERAS/WEBANGELHO

Obrigado pela multiplicação que Operaste no outro lado deste l@go. Tanto pão para distribuir, tanto peixe, e a decidida vontade que nada se perca do que sobra. Aos amigos que por aqui passam, ou que sabem dos dois outros projectos editoriais que alimentamos, apenas um pequeno compasso de espera. Amanhã voltaremos. Temos quase saciadas as tantas almas reencontradas. Obrigado. Pe Anselmo, Frei Bento, Vila de Rei, Mação, tanto caminho andado…
Ah! E Abrantes, sim, destorrear Abrantes de sereno azorrague em riste, “expulsar” quem a tranquilidade do nosso horizonte quer perturbar! É assinar! É assinar!!
antónio colaço
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WEBANGELHO segundo FREI BENTO DOMINGUES
DESTAQUE PARA ABRIR O APETITE:
Jesus, percebendo que o queriam fazer rei, fugiu. Os problemas não se resolvem com milagres. Estes podem ser, eventualmente, uma pedra no charco do fatalismo. Não são um método. A graça provoca a nossa responsabilidade, não a substitui. Não há falta de recursos. Há falta de sonho e de coração.

Não há falta de recursos
26/07/2009 Frei Bento Domingues O.P.
Os problemas não se resolvem com milagres. Estes podem ser, eventualmente, uma pedra no charco do fatalismo1.No Evangelho segundo S. João ou, como outros dizem, no IV Evangelho, há uma passagem que tem provocado os comentários mais contraditórios. Estava Jesus à mesa com os discípulos, em casa de Lázaro, que havia retornado à vida. Marta servia-os. Maria, como se sabe por outras fontes, não era muito dada aos trabalhos de casa. Tinha outros interesses e alguns comportamentos estranhos. Conta o Evangelho que, nesse jantar, resolveu banhar os pés de Jesus com um “perfume de puro nardo, muito caro”, e de os enxugar com os seus próprios cabelos. A casa ficou toda perfumada.
Judas estava nesse jantar. Não suportou a atitude passiva de Jesus: “Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários (equivalente a trezentos dias de salário) para dar aos pobres?” A observação de Judas não podia ser mais sensata: andava Jesus sempre preocupado com os pobres e, depois, deixa gastar, consigo, essa quantia exorbitante num gesto de pura gratuidade.
O narrador não gostou da observação de Judas e aproveitou para carregar mais a sua triste memória: “Ele disse isto, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, roubava o que aí era colocado.” Mais ainda. O narrador destaca a reacção de Jesus, politicamente incorrecta, que atravessou os séculos e tem sido usada para o melhor e para o pior: “Deixai-a; para me ungir no dia do meu sepultamento é que o guardou! Pois sempre tereis pobres convosco, mas a mim nem sempre me tereis.”
2.Já não estamos no clima da “opção preferencial pelos pobres”, um tema fundamental da Teologia da Libertação. Dispomos, no entanto, de bastantes teóricos para explicar as raízes da pobreza e com programas que a podem vencer a curto prazo. Não faltam obras de autores muito considerados – vários já apresentados nestas crónicas – que apontam métodos e medidas para conseguir o fim da pobreza na nossa geração. De vez em quando, há notícias, a nível nacional e internacional, de voluntários das organizações da Igreja ou não, tanto para socorrer os pobres, em situação de urgência, como para vencer as razões da sua exclusão.
António Guterres – alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados – veio a Lisboa receber o Prémio Internacional Calouste Gulbenkian. Foi entrevistado por Teresa de Sousa (P2, 22/07/2009). Esta lembrou-lhe a comparação que tinha feito entre os gastos da comunidade internacional para salvar o sistema financeiro e o que fazia para salvar as pessoas em situação desesperada. Esclareceu que não pede que seja gasto o mesmo dinheiro que foi gasto para salvar o sistema financeiro: “Se o fizesse seria demagogo. O que peço é que seja dada a mesma atenção aos problemas humanos que é dada aos problemas financeiros. (…) O financeiro recebe sempre mais atenção que o económico, o económico mais que o social e o social mais atenção que o humanitário.”
Há 40 anos, uma data recordada na semana passada, os astronautas norte-americanos realizaram um grande sonho: “Aqui, homens do planeta Terra/ puseram os pés na Lua pela primeira vez/ Julho 1969 A.D./ Viemos em paz em nome da Humanidade.”
Os dramas da pobreza extrema e da exclusão, que entristecem o nosso mundo, estão muito mais perto do que a Lua. Porque será que o abismo entre ricos e pobres se alarga cada vez mais? Poderíamos actualizar a queixa de Judas: em vez de andar a gastar essas somas astronómicas com a conquista do espaço, não seria melhor aplicá-las a vencer esta distância desumana? Não me parece que o dinheiro aplicado na investigação seja roubado aos pobres. Não seria difícil mostrar que os seus resultados podem vir a beneficiar toda a gente, tornar-se um bem comum para futuras gerações. A questão é outra.
3.Jesus Cristo não deixou nenhum método científico nem qualquer fórmula técnica para resolver os nossos problemas. Ninguém lhe peça, mesmo que seja muito católico, um programa de governo ou qualquer projecto de desenvolvimento.
É verdade que, na Missa de hoje, Jesus provoca os seus discípulos (Jo 6, 1-15). A situação era crítica. Uma multidão veio para a montanha escutar o mestre. Não havia nada para comer. Segundo os cálculos dos discípulos, duzentos denários de pão não chegavam nem para dar um bocadinho a cada um e não era com cinco pães de cevada e dois peixes, que um rapazito andava a vender, que se resolvia a questão. Jesus pediu aos discípulos para mandar sentar aquela gente toda. Deu graças a Deus, houve pão e peixe para todos – comeram quanto quiseram – e até sobrou, mas não permitiu desperdícios.
A multidão ficou entusiasmada: “Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo.” Tinham encontrado a solução para todas as situações. O narrador desta história tem uma observação curiosa: Jesus, percebendo que o queriam fazer rei, fugiu. Os problemas não se resolvem com milagres. Estes podem ser, eventualmente, uma pedra no charco do fatalismo. Não são um método. A graça provoca a nossa responsabilidade, não a substitui. Não há falta de recursos. Há falta de sonho e de coração. Até Setembro.
In Público, 26 Julho 2009
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WEBANGELHO segundo PE ANSELMO BORGES
DESTAQUE PARA ABRIR O APETIE À REFLEXÃO:
“A sociedade cada vez mais globalizada torna-nos mais próximos, mas não mais irmãos.”Anselmo citando o Papa.

Caridade e verdade não servem apenas de título da nova encíclica de Bento XVI: Caritas in Veritate (A caridade na verdade). Elas constituem a estrutura de todo o documento, pois Deus é ao mesmo tempo Agapé e Lógos, Caridade e Razão, Amor eterno e Verdade absoluta
O amor é o princípio de toda a acção humana individual e colectiva. Evidentemente, não pode existir sem a justiça, embora a supere. Mas o amor e a justiça têm de ser iluminados pela verdade, sendo esta luz da verdade simultaneamente a da razão e da fé. “Só com o amor – “caritas” -, iluminado pela luz da razão e da fé, é possível conseguir objectivos de desenvolvimento com um carácter mais humano e humanizador”, segundo o princípio: “Se não for do Homem todo e de todos os homens, não é verdadeiro desenvolvimento.”
A partir deste fundamento, a encíclica, lembrando que “a Igreja, estando ao serviço de Deus, está ao serviço do mundo em termos de amor e de verdade”, acusa os desvios e problemas dramáticos do desenvolvimento, ao mesmo tempo que avança com princípios e propostas.
Assim, previne para o risco de confiar todo o processo do desenvolvimento apenas à técnica, segundo a mentalidade tecnicista, que “faz coincidir a verdade com o factível”. Critica as posições neoliberais, cujo único objectivo é o lucro. Contra a pretensão de o Homem encontrar, sozinho, a solução dos problemas, afirma: “A razão, por si só, é capaz de aceitar a igualdade entre os homens, mas não consegue fundar a fraternidade” e, por isso, “a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos mais próximos, mas não mais irmãos.” Como admitir que a riqueza mundial cresça em termos absolutos, mas aumentem também as desigualdades? Encontra-se corrupção e ilegalidade nos países ricos e também nos países pobres. “Há formas excessivas de protecção dos conhecimentos por parte dos países ricos” e “as ajudas internacionais desviaram-se frequentemente da sua finalidade por irresponsabilidades tanto nos doadores como nos beneficiários”. É um equívoco pensar que a economia de mercado precisa de uma quota de pobreza e de subdesenvolvimento para funcionar melhor. Os organismos internacionais de ajuda deveriam perguntar-se pela eficácia real dos seus aparelhos burocráticos de alto custo. As organizações sindicais nacionais não podem ignorar os trabalhadores dos países em vias de desenvolvimento.
Para o seu correcto funcionamento, a economia precisa da ética, “uma ética amiga da pessoa”. O comércio mundial tem de ser justo. O desenvolvimento tem de respeitar a ecologia ambiental, humana e social, pensando também nas gerações futuras. No quadro da interdependência global, impõe-se que nos tornemos seus protagonistas e não vítimas, sendo urgente uma nova síntese humanista para um humanismo integral e uma globalização orientada pela relacionalidade, comunhão e participação de todos, no vínculo indissolúvel de solidariedade e subsidiariedade.
É neste contexto que aparece a proposta mais sublinhada por todos: “Perante o imparável aumento da interdependência mundial e também face a uma recessão de alcance global, sente-se intensamente a urgência da reforma tanto da Organização das Nações Unidas como da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações. De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para pôr em prática o princípio da responsabilidade de proteger e dar também uma voz eficaz nas decisões comuns às nações mais pobres. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos.” Para conseguir o governo da economia mundial, o desarmamento, a segurança alimentar e a paz, a salvaguarda do meio ambiente e a regulação dos fluxos migratórios, “urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial”, “que deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efectivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos”.
Padre e professor de Filosofia
In Diário de Notícias, 25 Julho 2009
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AGUARELA
S
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E O SEU LUGAR, É AQUI?!

É uma imagem de há poucos minutos. Um painel de promoção da venda de lugares cativos para o Estádio Alvalade. Bem à frente de S. Bento.
O seu lugar é aqui, diz.
O seu, de quem, de sportinguistas dos amanhês que cantam do Paulo Bento?
E então os benfiquistas, qual o lugar deles se S.Bento é de todos nós?!
O seu lugar, a você que não entrou nas listas, todas as listas, de todos os partidos, o seu lugar é aqui?!
Não se faz.
antónio colaço
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WEBANGELHO
Com a chuva por companheira neste primeiro de Agosto, a ânimo entra de férias mas…sempre que puder passe por aqui!
Podemos surpreender!Boas férias para si! E… por que não, para começar, esta oportuna reflexão?!Afinal, você e eu somos uns sortudos, temos férias.E… os outros?!ac

O futuro: sem futuro?
por ANSELMO BORGES
(In Diário de Notícias, hoje)
Se há desafio gigantesco para a humanidade, é o de encontrar um modelo económico que alie liberdade e justiça
Eles também nascem. E crescem. Também amam e esperam. São seres humanos como nós. Também sorriem, mas tristes: a alma afunda-se na negrura da impotência, da dor e da tristeza. Tentam trabalhar. Sofrem demais. Morrem cedo, demasiado cedo. De desnutrição, de falta de água e de higiene e de remédios. De fome. Faltou-lhes tudo.
Eles são os pobres. Aos milhões, cada vez mais. E é uma vergonha para a Humanidade que, quando há possibilidade do mínimo para todos, tantos morram ao abandono da fome. E Deus a perguntar, como no princípio a Caim: “O que fizeste do teu irmão?” Como se pode tolerar que ao mesmo tempo que aumenta a riqueza mundial seja cada vez maior o fosso entre os ricos e os pobres, cujo número, com a crise, não cessa de crescer?
São homens e mulheres, aos milhões – muitas crianças -, a quem foi negada a dignidade humana. Este é que é o problema maior da Humanidade, que tem de ter uma solução. Esperamos numa boa solução. Porque, se não for a bem, será a mal. De facto, quem julga que o tempo das revoluções acabou está enganado. Vem aí a revolução dos pobres e desesperados.
Na sua última encíclica, Caritas in Veritate (A caridade na verdade), Bento XVI tentou dizê-lo, mas, segundo alguns, sem a força necessária. Daí, a par do merecido aplauso, as justas críticas ao documento. Que é demasiado longo, num amálgama para todos os gostos, o que é verdade. Que, ao falar a partir de um lugar soberano de pureza moral, ignora a necessária autocrítica da Igreja, o que também é verdade. Que a crítica do mercado e do universo financeiro tinha de ser muito mais severa e concreta. Que é equilibrista e tem míngua de análise crítica e denúncia e anúncio proféticos.
Se há desafio gigantesco para a Humanidade, é o de encontrar um modelo económico que alie liberdade e justiça. De facto, com o comunismo, o que se queria era implantar a justiça, mas o resultado foi uma sociedade sem liberdade nem justiça. Com o capitalismo desenfreado, a liberdade é só para alguns e opressora.
Como acaba de escrever o famoso bispo Pedro Casaldáliga, “impõe-se também uma recusa crítica do suposto ‘triunfo’ do capitalismo neoliberal. Porque nós, pelo menos, não vemos em lado nenhum esse triunfo, se nos referimos à imensa maioria da Humanidade. Acrescendo que o próprio capitalismo neoliberal triunfante não se sente tão seguro de si, frente às suas contradições internas. Mas, mesmo que esse triunfo do egoísmo estrutural se tivesse dado, seria um fracasso ético da família humana, pois estar-se-ia a evidenciar, mais uma vez, a impossibilidade de uma política e uma economia honestamente fraternas; ter-se-ia imposto outra vez, como única possível, a ‘ética dos lobos’”.
A encíclica, inesperadamente, refere- -se à necessidade de mais Estado, critica o neoliberalismo e diz que urge uma Autoridade política mundial reconhecida por todos. Mas não houve ousadia profética. Continua a inscrever-se, ainda que o seu fio condutor seja o do desenvolvimento humano integral, no horizonte do desenvolvimento aparentemente sem limites. Como escreveu J. Ignacio Calleja, não se colocou a questão do “decrescimento” como forma de mudar os estilos de vida. Eu próprio há muito tempo me pergunto se não continuamos inconscientemente instalados na ideia de um progresso ilimitado. Mas a pergunta é: é possível um desenvolvimento sem limites num mundo limitado? Por outro lado, não é verdade que se torna cada vez mais claro que o “trabalho” se tornou definitivamente um bem escasso e que é preciso partilhá-lo, com todas as consequências? Cá está o tal “decrescimento”.
Afinal, a questão é simples. O presente modelo de desenvolvimento não é universalizável. Quem tiver dúvidas pergunte o que acontecerá, quando, por exemplo, os quase três mil milhões de chineses e indianos quiserem e obtiverem os padrões de vida e consumo ocidentais. A contradição é esta: por um lado, impõe-se promover os pobres, que têm direito ao desenvolvimento, mas, por outro, no quadro do nosso modelo, isso é problemático, porque o planeta não aguenta ecologicamente. Então?
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MAÇÃO.ÁGUA RUPESTRE

Domingo, 2 de Agosto, dia do Senhor, por volta das 10.30 da manhã, tu preparas-te para a tua higiene matinal, dominical, estás no sec XXI, estás por Mação, vila ultimamente muito badalada devido aos muitos comboios que à pala de um património rupestre que praticamente desconheces, tem conseguido uns bons milhões da UE para seminários, mestrados e outros altos estudos cirurgica e internacionalmente frequentados e o que vês sair das torneiras - último grito das novas tecnologias de urbanismo habitacional – coisa bem distinta da distante época cavernal?
-Água, senhor, são gotículas de água …”pura”!!!!
-Chamais água a esta massa pastosa, barrenta, de que os nossos cavernosos antepassados jamais se abeirariam tal a limpidez das águas das suas fontes naturais?!
Bom, só mesmo para guionista de meia tigela, a água de Mação e a telenovela em volta dela.
Há quantos anos?!
De novo às portas de uma campanha eleitoral autárquica, que argumentos, impávido e sereno, o PSD local, há quase 40 anos à frente dos destinos de Mação esgrimirá perante uma tão inexistente quanto acomodada oposição?!
-”Olhai pelos que mais precisam” …. de água pura, parecem dizer os últimos cartazes de Manuela Ferreira Leite espalhados pela vila.
-Há 40 anos que NÓS NUNCA BAIXÁMOS OS BRAÇOS para resolver os problemas com a qualidade da água de Mação!!!!
E se Mação tem boas nascentes!!!!!
O que é que Mação não tem?!….
Estamos todos rupestrizados, deslumbrados com as sumidades académicas que nos visitam, que adoram a nossa gastronomia, mas que ignoram o nosso dia-a-dia. Pior, os rupestres que tanto lhes ocupam os dias, seguramente, que mais do que os mestrados, há muito que como verdadeiros mestres na arte da sobrevivência, já teriam resolvido o problema da água que consumiam. Ou seja, chamar água rupestre, como aqui fazemos, quase que ronda a afronta à dignidade com que enfrentaram a “adversidade” de terem vivido na época que viveram.
Mais, com Mação a cair aos pedaços, se eles fossem vivos, há muito que as nossas ruas meteriam outro vistaço!
Ao menos as suas grutas metiam a um canto os abortos arquitectónicos com que Mação foi ( e está a ser) desfigurada por algumas das nossas trutas.
Rupestres, sim, mas, como diz o outro “nós é que não somos parvos“!!!!
PS-Curiosamente, ou não, o sabonete que se vê à direita, é de….mel! Cor de mel!Á água é que é cor de fel!!!
antónio colaço
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MESSEJANA.15 DE AGOSTO.16 H CAPELA DOS SANTOS REIS.”PERTO DO PRINCÍPIO”

Está tudo dito!
A ânimo em ritmo de férias, sim, mas a trabalhar para que a homenagem ao meu querido e saudoso Pai, no próximo dia 15 de Agosto, possa estar à altura do grande homem que José Jacinto, o Zé Padeiro, foi!
Um obrigado à Câmara de Aljustrel e à Junta de Freguesia de Messejana, na pessoa dos seus presidentes agradecendo a todos os que tornaram possível a concretização deste sonho antigo.
Adeus, Zé! Até mais logo!
PERTO DO PRINCÍPIO
Aljustrel, Messejana, há mais de meio século que me bailam nas caiadas ruelas da memória os nomes destas longínquas terras que o meu querido Pai, de quando em vez, entre uma indisfarçável saudade e uma contida amargura, convocava para as familiares conversas da casa térrea do Largo do Espírito Santo na altoalentejana e distante vila de Gavião que o acolhera.
Como costumo dizer, não vivo para pintar, pinto porque vivo. E porque estou vivo, mais de meio século, depois, peregrinei pela Messejana que o viu nascer, sem a sua companhia, sim, mas com o privilégio da mais que adivinhada eternidade. Mais uma vez senti-me, como noutras ocasiões, muito perto do Princípio. É certo que partiu sem termos tido tempo de lá voltarmos os dois, toda a sua família, como sonhávamos. Apenas soube de uma infância ausente e de anos de grande carência, que, sem grandes entusiasmos, de vez em quando nos relatava.
Mas sei, sobretudo, que para o final não adivinhado dos seus dias, alimentava esse grande desejo de um regresso de cabeça levantada .
Pai, andarilho de mil trilhos, por entre os mais recônditos lugarejos altoalentejanos, beirões e ribatejanos, sei que querias regressar nem que fosse por umas horas, com toda a tua tribo. Para comermos as popias que um dia trouxeste, no regresso daquela aventura em motoreta sem mudanças. ..Como o David Lynch adoraria ter-te conhecido mais à tua Historia Real (The Straight Story, 1999).
Pai, aqui do alto desta pequena colina, bem encostado ao torreão medieval, à sua ruína, os pés bem assentes na terra que daqui levei para te consagrar, proclamo aos quatro cantos da terra que te viu peregrinar: hoje, Pai, como tu, somos todos de Messejana.
És Eterno, Pai, porque foste sempre tão terno. Obrigado por esta aprendizagem de lugares e gentes que em ti bebi mesmo quando tal significou adormecer ao colo da Mãe Maria José, noite dentro, na camioneta dos “reboliços”, a caminho de mais uma terra, a caminho de conhecer novos amigos, deixando para trás outros que mal tivera tempo de conhecer. Sim, sei agora que era assim que procuravas o melhor para nós. Mesmo que, tempos mais tarde, regressássemos ao sítio de partida. Foi nesse ir e vir, nessa itinerante sobrevivência, que em parte nos habituamos a não sofrer tanto com o que não se tem sabendo que nos tínhamos a nós como adquirido e supremo bem. Tudo para perceber, hoje, com acrescida clarividência, que o ser é mais reconfortante do que o ter. Foi nesse ir e vir que aprendi o teu incrível amor pela terra que te levava, em cada sítio que pousávamos, a desbravar silvedos e matagais para nos servires à mesa os legumes essenciais. Foi nesse ir e vir que aprendi contigo a acrescentar mais vida à vida de padeiro que levavas. Sim, foste padeiro mas também o carpinteiro dos bancos e mesas que não tínhamos, o sapateiro que nos conservava as desgastadas meias-solas por mais alguns anos, mas, também, e, sobretudo, o grande animador das mil e umas tantas conversas entre gente habitualmente calada e que só por ti esperava para lhes desatares os nós da voz que em si traziam silenciada. Pai, com que saudade ainda me sinto por não ter desfilado contigo, pelas ruas de Cardigos, essa outra terra-mãe a que invariavelmente regressavas, na carnavalesca orquestra que, no silêncio da beiroa “aloja”, peça a peça, construíste pela picassiana reconversão de canas, latas, palmeiras, em pífaros, cornetas e mil tambores, a que juntaste trajos com seus rigores!
Pai, com as tintas escorrendo pelas mãos, fiz das minhas mais recentes madrugadas, uma tímida aproximação às tuas sempre tão cansadas mãos, domando a farinha, enrolando o pão, que a todos, pela manhãzinha, nos asseguravas. Não foi canseira, Pai, e, sim, uma nobre missão: há muito que queria dizer-te que lá em casa, todos temos a tua Messejana no nosso coração. Anda, Pai, vem daí. Dá-me a tua mão!.

Obrigado, Zé Jacinto (o primeiro a contar da direita). Eu Sinto-te.
antónio colaço
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WEBANGELHO

O capitalismo é moral?
por Anselmo Borges
(In DN,Hoje)
Há um passo célebre da Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant, sobre o “comerciante avisado”, para mostrar o que é realmente moral. O comerciante avisado e prudente não engana os seus clientes, pois a honestidade é necessária para o bom andamento do negócio. Ele age de modo conforme ao dever – não enganar os clientes -, mas isso não significa que aja moralmente. A acção só é moral, se agir por dever e não com uma intenção egoísta, isto é, porque o seu lucro o exige.
Em A República, Platão apresenta o famoso anel de Giges, que, colocado numa certa posição, tornava o seu possuidor invisível. Com o anel e os seus poderes mágicos de invisibilidade, Giges, que era um homem honesto, entregou-se a uma série de crimes. Colocado nesta situação de poder tornar-se invisível, pode alguém fazer o teste da sua moralidade, verificando que só é verdadeiramente moral quem, mesmo invisível, continuasse a agir por dever e não por interesse ou por medo do juízo dos outros.
À pergunta em epígrafe, que constitui também o título de uma obra de André Comte-Sponville, o conceituado filósofo responde: “Não. O capitalismo não é moral, mas também não é imoral; é – total, radical, definitivamente – amoral.” Assim, por exemplo, aos protestos compreensíveis de quem se revolta porque o preço de determinado produto está acima do que a decência pode tolerar, observa: “A decência, que eu saiba, não é uma noção económica.”
Para perguntas e respostas correctas, é necessário distinguir as ordens, os níveis ou domínios.
A primeira ordem é a ordem tecnocientífica – no caso da economia, a ordem económico-tecnocientífica -, estruturada, interior- mente, pela oposição do possível e do impossível. Esta fronteira interna entre o possível e o impossível é incapaz de limitar a ordem tecno-científica, porque se desloca constantemente: pense-se no que era antes impossível e hoje possível no domínio da biologia e do progresso tecnológico em geral. Mas precisamente estas novas possibilidades e suas consequências – manipulações genéticas, poluição…; no caso da economia, as variações do mercado… – podem pôr em causa o futuro da Humanidade ou afectar dramaticamente a vida de milhões de pessoas.
Assim, uma vez que esta ordem é incapaz de limitar-se a si mesma – não há limite biológico para a biologia, limite económico para a economia, etc. -, é preciso limitá-la do exterior, com a ordem jurí- dico-política, a lei, o Estado, ordem estruturada interiormente pela oposição do legal e do ilegal.
O legal pode, porém, não respeitar a dignidade humana: pense-se na legalização do esclavagismo ou do racismo. Não se vota o bem e o mal: “O indivíduo tem mais deveres do que o cidadão.” Assim, a ordem jurídico-política é limitada do exterior pela natureza e pela razão, pela ordem moral (o dever, o interdito). Quer dizer, há o pré-jurídico e pré-político.
Por último, a ordem moral é “completada”, abrindo-se ao divino, que é a ordem do amor e da gratuidade.
O capitalismo é, pois, amoral. Não funciona pela virtude nem pelo desinteresse ou pela generosidade, mas pelo interesse pessoal ou familiar, pelo egoísmo. Se funciona bem, é precisamente porque egoísmo é coisa que não falta, mas, também por isso, não basta. O mercado, que mostrou ser o sistema mais eficaz, não tem a capacidade de regulação socialmente aceitável e a moral também não consegue.
Então? “Entre o poder cego da economia e a fraqueza da moral, só a política e o direito nos permitem fixar limites não-mercantis ao mercado, regulá-lo, a fim de que os valores morais dos indivíduos dominem, pelo menos em parte, a realidade amoral da economia. O problema, hoje, é que se cavou um desfasamento entre a escala mundial dos problemas económicos e a escala nacional dos nossos meios de acção sobre esses problemas.” É aqui que se mostra a urgência de uma política mundial, o que implica compromissos entre Estados, para que o capitalismo seja limitado nos seus efeitos perversos e dramáticos. “Quanto mais lúcido se é quanto à força da economia e à fraqueza da moral mais exigente se deve ser quanto ao direito e à política.” C
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A desMistificAÇÃO:”CONCRETIZAR SONHOS” OU DESMONTAR A CRUA REALIDADE?!

Entre o proclamado “Concelho a Concretizar Sonhos” e a dura REALIDADE de Mação, quase 35 anos de MISTIFICAÇÂO.
Aguarde.
Vamos demonstrar-lhe porque é que o seu sonho de um Mação
COM ÁGUA DE QUALIDADE
COM UM PATRIMÓNIO RECUPERADO DE QUALIDADE
COM UM CENTRO HISTÓRICO LONGE DAS ACTUAIS RUÍNAS
COM UMA POLÍTICA DE TURISMO QUE POTENCIALIZE A NOSSA RIQUEZA PAISAGÍSTICA
etc,etc,etc,
tarda, mais de 35 anos depois, em ser uma realidade!
antónio colaço
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ÁGUA DE MAÇÃO:DO SONHO AOS PESADELOS!!!JÁ REPAROU NA SUA ÁGUA DE HOJE?

Somos duas pobres mas honradas postas de pescada que muito gostaríamos de ser cozidas, hoje, em água que não parecesse estagnada!

Agora para a limpeza completa do seu rosto, “água cor de mel”!!!
(Nota: esta imagem de hoje foi obtida uma semana depois de uma outra que publicamos lá mais para baixo.É visível que está menos colorida, um pouco mais …”límpida”,quer dizer!)
Estamos há mais de 35 anos à espera de que corra nas nossas maçanicas torneiras água com qualidade!
UM SONHO QUE DEMORA A …CONCRETIZAR!
Um pesadelo, portanto!
Se você tem “o bom feitio dos beirões“, se é “brincalhão como os ribatejanos” e se “é pachorrento como os alentejanos” e, sobretudo, se deixar que façam de si parvo*, vai ter de aguentar mais 35 anos para esperar que “se concretizem” estes e outros “sonhos”.

Já voltamos para continuar a desMistificAÇÂO!
PATRIMÓNIO:ENTRE O SONHO E OS PESADELOS DOS ÚLTIMOS ABORTOS ARQUITECTÓNICOS E DESENVERGONHADOS (DES)ALINHAMENTOS!
antónio colaço
*O actual presidente da CMMação, em entrevista ao Jornal de Abrantes, Junho,2009.
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É HOJE,PAI!A CAMINHO DE MESSEJANA

A exposição quase montada, a ânimo/blog quase desmontada, quer dizer, semrede, sem pedalada para acompanhar o que por aqui se passa!
Obrigado Joaquim Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de Messejana!
antónio colaço
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MESSEJANA,NO CALOR DAS TANTAS MEMÓRIAS

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WEBANGELHO

Conheci-o na minha juventude como professor de Teologia Moral. Mas não sabia, como acaba de revelar em entrevista a José Manuel Vidal para o EL Mundo, que trabalhou para os serviços secretos vaticanos e o Mossad, que a CIA quis contratá-lo e que esteve detido pelo KGB. Aos 90 anos e nas vésperas de morrer – tem um cancro terminal -, o Padre redentorista Antonio Hortelano faz, antecipando um livro de memórias, quase pronto, revelações surpreendentes.
Embora irritantes para alguns, não faltando mesmo quem o considere um infiltrado e narcisista, valerá a pena uma aproximação de quem se aproxima da morte com imensa dignidade. Acabado de chegar do México, levaram-no ao hospital por causa da gripe A. E o médico: que não tinha a gripe A, mas um cancro do pulmão em fase terminal. Antonio Hortelano: “Vou morrer. Restam-me uns dois meses de vida. Mas não quis químio nem radioterapia. Só cuidados intensivos.”
Formou parte dos serviços secretos vaticanos. “Com missões especiais e de forma eventual”, diz. O cardeal Montini, então secretário de Estado do Vaticano e futuro Papa Paulo VI, encomendou-lhe várias dessas missões. Foi assim que, por exemplo, viajou com passaporte italiano até à Hungria comunista, por causa do cardeal Mindszenty. Cumprida a missão, de regresso a Viena, foi apanhado pelo KGB, interrogado durante horas e acusado de espionagem. Após 48 horas de interrogatório, “mexidos os pauzinhos adequados” – Vaticano e Israel -, soltaram-no, podendo regressar.
Confessa que trabalhou mais com o Mossad do que com o Vaticano. Porquê com os judeus? Casa bem o sacerdócio católico com ser espião judeu? “Perfeitamente. Jesus foi judeu de raça e religião. E nunca saiu do judaísmo. Não se pode ser cristão sem ser judeu.”
Através do Vaticano e do Mossad, tem o privilégio de imensa informação de tipo religioso e político. Até aprendeu as técnicas subversivas. Conhece particularmente os problemas da América Latina e a história da Teologia da Libertação, com a qual aliás tem diferendos. Foi neste contexto que a CIA o pretendeu contratar. “Pensaram que era o candidato ideal para denunciar os teólogos radicais. Mandei a CIA pelo cano de esgoto abaixo, com o que ganhei muitos inimigos.”
“O Muro de Berlim caiu graças a João Paulo II, aliado com Reagan.” Mas censura Wojtyla pela troca de informações diárias com Reagan: “Todas as manhãs, Reagan mandava as suas informações ao Papa e este enviava-lhe a informação mais quente que recebia de todas as nunciaturas.” “Foi um grande erro.” Pior, porém, foi o escândalo do IOR, o Banco do Vaticano, e ter confiado as finanças da Igreja a monsenhor Marcinkus. “Foi o arcebispo de Baltimore que lho recomendou, mas já nos Estados Unidos Marcinkus estava relacionado com a Máfia. Por isso, quando se deu a queda do Banco Ambrosiano, que deixou um buraco no IOR de mais de mil milhões de dólares, Marcinkus quis tapá- -lo negociando a dívida com a Máfia. No fim, depois de vários mortos, o Vaticano pediu aos religiosos que se encarregassem da dívida. Aceitaram, mas com a condição de ficarem com a gestão das finanças vaticanas. O Papa não quis e então apareceu o Opus Dei, que, através de Rumasa, tapou o buraco de Roma em troca da prelatura pessoal e da canonização do fundador da Obra.”
A Igreja enquanto instituição “precisa de mudanças estruturais, mas sem dinamitá-la”. Ousa escrever uma “última carta ao Papa”, na qual propõe “com humildade” algumas medidas. Que a Igreja seja “mais equilibrada e mais feminina”. Com padres casados e mulheres ordenadas. Com bispos eleitos por 9 anos e a supressão do colégio cardinalício, já que o Papa seria eleito por “uma representação de todo o Povo de Deus”.
Não tem medo de morrer? “Nenhum. Tenho fé e acredito no Além.” Sente-se orgulhoso por ter trabalhado pelos outros, não esquecendo que também foi “egoísta e muito teimoso”. Mas Deus conta com isso. “Em breve chegarei à sua presença e dir-lhe-ei: ‘Aqui está o Antonio’.” E o epitáfio? A frase do filósofo Zubiri: “Penso, logo existo e existo, não entregue ao nada, mas a Deus.”
In Diário de Notícias, 15 Agosto
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MESSEJANA NO CORAÇÃO

E cá estamos no grande dia, Pai.Uma vernissage fora do vulgar, sem coctails e discursos mas com muito afecto.Desde logo da família e de amigos que a nós se juntaram. Que melhor homenagem, a ti, andarilho de mil trilhos, que passaste a vida conhecendo gentes, provenientes de tantas partes do sul deste Portugal? Obrigado muito especial a estes amigos que nos rodeiam, a mim e Meninha, minha mulher.Proporcionaram-nos alguns inesquecíveis dias num Alentejo quase a despedir-se a caminho dos Algarves e que aqui, publicamente, agradeço. A essa viagem voltaremos um destes dias. Apesar dos problemas da rede, foi tão intensa e carinhosa a rede de carinho e cuidados básicos (não, não repares para a minha barriga, Pai!)mas, como digo, não vivo para blogar, blogo porque vivo!

E a inauguração continuou, com a inesperada vinda de outros amigos vindos das suas férias e a que se juntou, igualmente, o Presidente da Câmara de Aljustrel, Dr.Manuel Camacho Colaço, o primeiro à direita (sim, parece que temos mesmo laços de parentesco, tal como com o Dr.Francisco Palma Colaço, presidente da Junta de Aljustrel,autor da foto e a quem agradeço, também, todo o apoio).

Manuel Camacho tem sido de uma dedicação extrema e a ele se deve, em grande medida, esta exposição/homenagem a ti, Pai. A ele e todos os que tornaram possível, desde o mais humilde ao mais qualificado funcionário da Câmara de Aljustrel, obrigado, outra vez!

E, finalmente, um obrigado enorme ao Joaquim Gonçalves, Presidente da Junta de Messejana, pois foi ele quem, na inauguração da exposição em Aljustrel, meteu os pauzinhos na engrenagem e lá conseguiu que a exposição viesse complementar o programa das Festas de Messejana, graças à disponibilidade de Manuel Camacho! Vês, Pai, todos juntos à tua volta. O Joaquim chegou um pouco mais tarde pois andou num virote de inaugurações mas fez questão de que tudo corresse pelo melhor.Obrigado, também. E deixo-vos com as imagens possíveis, ainda a recuperar do trauma da falta de rede, não vá ela voltar a faltar!
Quem quiser passar por Messejana, até 30 de Agosto, dirija-se à Junta de Freguesia, que fica mesnmo no Largo principal e alguém da Junta mostrará a Exposição!


Vê, Pai, a Procissão passando mesmo em frente à Capela dos Santos Reis! A inauguração que faltava com a presença da Senhora da Assunção!

antónio colaço
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SAUDADES DE SANTA CLARA A NOVA





Acho que, verdadeiramente, o Sol ainda não se pôs lá naquele lado onde guardamos todas as nossas memórias.As Festas de Santa Clara-a-Nova, num Alentejo a despedir-se do Alentejo, quase a entrar nos Algarves, parece que ainda continuam tal a animação com que são feitas.Sem tempo para muitas palavras, estas são imagens carregadas de um Tempo que parece, às vezes, já ter desaparecido, o de uma comunidade que preserva as suas tradições a todo o custo.
A arruada dos rapazes depois de uma noite a bailar, continuamente, no adro da Igreja, depois de servida, pela madrugada, no mesmo recinto, a açorda alentejana, ei-los que partem pela aldeia, como que a recusarem a ideia de que a festa terminou!
No ombro de um deles, um pequeno pinto, impávido e sereno, melhor dizendo, solidário com as bem dessendentadas gargantas da rapaziada, não rejeitou a cerveja que lhe serviram na mão em forma de concha!
-”Chega, não lhe dês mais, pois já bebeu uma!”.
antónio colaço
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MIAA!UM GRANDE PROJECTO MAS NÃO HABIA NEXEXIDADE!OH, BALHA-ME DEUJI!!!
A ânimo já visitou por um destes quentes dias de Agosto a Igreja de Sta Maria do Castelo.

Eduardo Campos, meu saudoso amigo e companheiro de muitas jornadas em defesa de Abrantes, vê lá que não me saíste da memória enquanto deambulava por ali! Acho que estarias na nossa trincheira quando visses o que vimos!
Não é tempo ainda de escrita mais aprofundada mas… a sensação que fica é que estamos a lidar com gente deslumbrada! Que a todo o preço nos quer fazer ver que a “fresca Abrantes” tem gente “fresca” a querer tratar-lhe da saúde!
O que é um grande projecto de arquitectura?
Sim, este MIAA é um grande projecto de arquitectura.
Tranquilizados, assim, os especialistas, coloca-se a questão, mas… Abrantes, a nossa querida e aconchegadinha cidade, que apesar de alguns atentados ao seu património visual lá se vai impondo, serena e bela, espreguiçando os seus tranquilos dias no “fermoso” Tejo, de “águas abundantes”, Abrantes, uma pequena mas rica cidade, precisa de se afirmar com coisas grandes que a “desassemelham” (parece-me ouvir a tua voz, Eduardo) ou mesmo, “precisa de semelhante “tralha visual”?!
Como diria o Herman dos bons velhos tempos, “o projecto é um bom projecto, sim senhori, mas não habia nexexidade de uma coisa assim, oh Balha-me Deuji!!


O projecto, em si, é um GRRRRRRRANDE projecto. Sem sombra de dúvidas. Ma a GRRRRRRANDE dúvida, que para nós é uma certeza, é se o Arqtº Carrilho da Graça não seria capaz de ser amigo de Abrantes e dotá-la de um novo equipamento mais amigo dela, da sua dimensão, que a não deixasse infeliz, assim com uma “coisa” destas, enorme, dentro de si, sentindo que todos zombam dela quando por aqui passam!
E tanto espaço para conseguir esse novo desafio! Em socalco, senhor Arquitecto!
Oh “balha-nos Deuji”!!!
Ba, ide-bos, lá experimentar! A experiência é a “madre de todas las cousas”!!!
Inspire-se neste pedacinho de Abrantes que lhe deixamos!
É só subir um bocadinho à nossa querida Torre de Menagem! Esta sim!É cá das nossas!

antónio colaço
NOTAS
1.Apesar de em férias, com pouca rede, esta é uma primeira abordagem pelo lado do humor. Ainda não pelo lado do furor! Do temor, do despudor do que por aí vem!
2.Escreve-nos o Arqº António Castelbranco que um senhor chamado Fernando Baptista Pereira escreve hoje no Jornal de Abrantes de que ele estará rodeado de uma corte de medíocres. O animador de serviço, que não conhece, ainda, pessoalamente, o Arqtº Castelbranco e, muito menos FBP, declara, solenemente,que nunca foi dado a qualquer espírito de Corte (ler côrte) e antes, mais, ao espírito de Corte ( ler cóóóórte!!!), até por via da sua humilde e assumida proveniência de classe! Assim foi sempre, assim continuará ! A luta pelas rádios livres, de que Abrantes foi pioneira, visou um corte (córte!!!) com o centralismo radiofónico de Lisboa! E conseguimos! ( Puxa aí dos galões, antónio!!!). Abraços.
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MAÇÃO E AS “TRANSFORMAÇÕES ARTÍSTICAS” DA PAISAGEM

Venha daí, sim, é um convite para si que acaba de entrar em Mação, a capital da nova “cultura rupestre”! Deixe que lhe mostremos alguns dos mais significativos exemplares da alteração artística da paisagem de que fomos capazes ao longo destes mais de 35 anos de poder laranja.Venha, pois, “concretizar sonhos” de um Mação lindo, equilibrado, bem reconstruído, sem sombra de atentado ao seu património, numa palavra, rupestrizado! Não ligue às más linguas que sempre aparecem, sobretudo, nestas ocasiões eleitorais, a dizer mal de tudo quanto de excelso se fez por estas terras outrora esquecidas, abandonadas, tomadas de assalto por uns rupetres que aqui ousaram “esborratar” a paisagem!
Senhoras e Senhores, a vossa atenção para as nossas….transformações! Para a nossa transforMAÇÃO! Perdão, em inglês, que tem mais pinta:transforMATION!

Nada melhor do que começar este roteiro pelo princípio e no princípio eram os….romanos! Isto perceberam os nossos iluminados autarcas que, depois de muito pensarem, resolveram acrescentar história à nossa história. E se melhor pensaram, melhor fizeram. Para que os romanaos não se ficassem a rir, eles, uns “estupidus” que não tiveram tempo de inventar o sistema de “esgotus”, tomem lá disto, e aí vão estas maravilhosas tubagens para escoar as nossas m….!
Assim se “concretiza o sonho” da defesa do nosso património!

Para este local está pensada uma intervenção na paisagem, qualquer coisa tipo “Forum Trajano”, ainda na linha romana, tão a ver? O projecto está em execução há mais de 35 anos. Mas também fica bonito assim. Um destes dias não se admirem de mais um lote de pinturas rupestres ….colombianas, brasileiras, chilenas, nas paredes que restam.

Descontinuidade das ruas! O Pe Figueiredo já deve ter dado tanta volta na tumba! E não é que a melhor homenagem que lhe podiam fazer era destruírem a sua já desfigurada rua, pregar-lhe ali meia dúzia de fúnebres ciprestes, para que nos lembremos de que está morto e bem morto?! Aquela rua, vai perdendo leitura, tantos os atentados, perdão, tantas as “transformações artísticas” na sua paisagem!


A nova Central de Camionagem, bem no Centro Histórico! Quem lhe disse que era um “auditório”, enganou-se!A mais acabada obra de integração na paisagem. Bem no Centro Histórico.
-Oh senhor articulista mas aquilo até tem pedrinhas do seu Brejo, por amor de Deus..
As pedrinhas do faz-de-conta-que-a-gente-recupera!

Na Rua de Stº António, o milagre da transformação de uma pequena e “alegre casinha,” ali a dois passos da Igreja Matriz , o Centro Histórico por natureza, definido e protegido por Lei própria – bem ao lado de uma casinha que sofreu os rigores do IGESPAR!!!! - o alegre casarão do nosso presidente, o mais refinado exemplar da arquitectura tipo caixote e que, sabe-se lá porque raios de autorizações do dito IGESPAR, upa, upa, aí vai ela três andares acima!!!!Aliás, quando se entra em Mação damos logo de caras com mais esta “artistica transformation” da paisagem!!!

Esta é a mais recente “transformation” e que a dois passos da Matriz, no Largo Dr.Samuel Mirrado,convoca a nossa impotente capacidade de indignação. Este é, de facto, o Largo onde tudo acontece!Porcos e veados “pastam” na relva pública, bem perto de um edifício também modificado por artes mágicas que só o IGESPAR pode explicar. Para completar tão idílica “paisagem” faltava este “cartaz” eleitoral ( não, não vale a pena discutir a sua demagógica e lamentável composição!) a tapar, pelo menos, a leitura da escultura/memória de um dos mais ilustres filhos da terra. Mas que é isso para quem está habituado ao quero posso e mando de 35 anos a fazer de conta!
Para quando uma reportagem da nova TV de Mação sobre estes e outros atentados, perdão, sobre estes portentados “artísticos”?!
Mas… infelizmente há mais!

Largo do Cineteatro: fica à consideração dos (e)leitores não só a autorizada volumetria da nova obra ali em execução, bem como o respectivo alinhamento ( meio metro para dentro do Largo é obra!!! Quando alguns munícipes foram autuados por menos…. como a seu tempo veremos!!!). Mas, é como diz o outro, Mação já está tão desfigurado…. deixa andar!
Por mim, deixem-nos cair aos pedaços, rupestrizem-nos e organizem visitas guiadas de colombianos, chilenos, ingleses, etc, ah! e com transmissão directa via Net, com direitos reservados, claro!
antónio colaço
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HOJE:RITA COLAÇO NA ZONA DESMILITARIZADA DAS COREIAS…

Quando findar este Domingo, estará a começar um novo dia lá para as bandas da Coreia do Sul. A nossa Ritinha não pára.Por sua conta e risco próprios foi seleccionada de entre uma vasta lista de candidatos jornalistas europeus e tem retratado diarimanete mais esta aventura. Depois do susto que cá por casa apanhámos há dois anos, quando conseguiu visitar a Coreia do Norte – 10 infindáveis dias sem qualquer tipo de contacto… – agora a realidade é mais tranquila. Mas… nunca se sabe.Hoje a visita leva-a para a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias! Aguardemos! Podem acompanhar a visita aqui!
Aqui fica um dos seus primeiros textos explicativos sobre a viagem!
Beijos, filhota!
__________________________________________
Amanhã vou partir para mais uma aventura coreana.
Desta vez, fico-me apenas pelo Sul da península mas vou estar muito perto do Norte quando visitar a Zona Desmilitarizada (DMZ) e estiver a escassos centímetros do solo que pisei há três anos.
Vou estar quase duas semanas na Coreia do Sul, numa viagem com outros jornalistas europeus, centrada em temas como: as relações entre a Europa e a Coreia; a questão do nuclear; e a reunificação da Península Coreana. Vou, ainda, encontrar-me com estudantes, políticos, empresários e jornalistas coreanos.
A estadia vai ser agitada mas prometo partilhá-la neste blog.
Viajem comigo neste “Regresso à Península”!
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WEBANGELHO.Gripe A e Teologia

Pe Anselmo Borges (In, DN Domingo)
Médicas e médicos amigos que muito considero e prezo pediram-me que escrevesse um artigo sobre a gripe A e a comunhão na Missa. Seria um contributo para a saúde pública.
É o que vou tentar, consciente de que se trata, paradoxalmente, de um tema melindroso para alguns, dado o facto de os católicos ao longo de tanto tempo terem sido educados no quadro do preceito eclesiástico estrito de comungarem na boca. Uma prova do melindre está em que, apesar de ter tentado delicadamente levar as pessoas a comungar na mão, não tive ainda êxito pleno.
Em primeiro lugar e referindo-me ao tema de modo genérico, penso que a questão da gripe A deve ser encarada com responsabilidade, o que significa, em termos simples, sem leviandade, portanto, seguindo as normas da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas também sem histerismo. E não me passa pela cabeça que alguém cometa a infâmia de contagiar seja quem for intencionalmente. Espera-se que o Ministério da Saúde continue operante, eficaz e gerindo o problema com dignidade responsável.
Será neste quadro da responsabilidade que há-de situar-se uma colaboração sadia dos bispos e do Ministério no referente a grandes ajuntamentos religiosos, como Missas ou peregrinações.
É neste âmbito também, embora indo para lá dele, que apelo vivamente à comunhão na mão. De facto, é preciso reconhecer que a comunhão na boca está sujeita a grande perigo de contágio, como qualquer pessoa minimamente atenta pode constatar. Assim, devendo os católicos ser responsáveis e exemplos de responsabilidade, não podem pôr em perigo a saúde dos outros nem a própria. Todos reconhecerão, pois, facilmente que é um dever moral todos comungarem na mão e não na boca. Aliás, não faltará – e bem – quem associe, no caso, ética e estética: quem duvida que é mais estético receber a hóstia na mão aberta do que na língua estendida?
Mas, aqui, surgem debates aparentemente teológicos. Por exemplo: que comungar na boca é sinal de respeito pela presença de Cristo na hóstia consagrada. Mas eu pergunto: será porventura a língua mais digna do que as mãos? As pessoas pecam com as mãos: desvio dos bens alheios, assinaturas falsas ou indevidas, tráfico de drogas, armas assassinas, toques de traição… E com a língua não pecam? Ai!, as maledicências, as calúnias, os perjúrios, as promessas incumpridas, as palavras de amor-ódio, aquelas palavras que derrotam e matam o outro, contratos imorais e mortais…
Afinal, tão digna é a mão como a língua. É com a língua que falamos, e a linguagem duplamente articulada é característica específica humana. Mas foi quando o nosso antepassado se ergueu sobre os dois pés que se libertou a mão e se desenvolveu o cérebro e surgiu o que se chama Homem. Saudamo-nos falando e também apertando-nos as mãos.
Depois, vem o que é teologicamente mais significativo. Quem nunca reparou que só damos de comer na boca às crianças e às pessoas impossibilitadas de o fazerem elas próprias? E é um enorme gesto de afecto e ternura. Mas é também um sinal de dependência. Os adultos, em princípio, levam a comida à boca com as suas próprias mãos.
Neste sentido, não quereria ir tão longe como aqueles e aquelas que dizem que com a comunhão na boca a Igreja hierárquica acabou por infantilizar os fiéis. Ora, a Igreja deve ser a assembleia dos fiéis a Cristo, daqueles e daquelas que viram e vêem nele o enviado de Deus e o salvador e se entregam por ele confiadamente a Deus como sentido último da sua vida. Todos igualmente responsáveis, embora com ministérios e tarefas diferentes. Não se pode infantilizar os fiéis e a seguir queixar-se pela sua falta de responsabilidade e participação na vida da Igreja e na transformação do mundo, como Cristo quer.
Aliás, Cristo, na primeira Eucaristia, na Última Ceia – celebração da Palavra e do Pão -, tomou o pão e partiu-o, dizendo: “Tomai todos e comei, isto é o meu corpo, a minha vida, entregue por vós.” E neste sinal os discípulos souberam que Deus é amor. Como ainda hoje, nalgumas casas, o pai ou a mãe partem o pão, distribuindo-o por todos, comendo cada um com a sua própria mão: é a partilha da vida.
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SUBLIME

A caminho da Lagoa Comprida.Sábado.
Obrigado.
antónio colaço
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A RITA NO PARALELO 38.UMA MULHER DE CORAGEM NAS COREIAS!
![nao-fala-nao-mexe-nao-respira[1] nao-fala-nao-mexe-nao-respira[1]](http://animo30.files.wordpress.com/2009/08/nao-fala-nao-mexe-nao-respira1.jpg?w=500)
Como Pai, não tenho palavras para a emocionada descrição que a Rita acaba de editar no seu regresso ao Paralelo 38, nas Coreias, mas, agora, do lado Sul.
Está tudo aqui!
Uma mulher de coragem nas Coreias. Acredito que a Rita voltará um dia e, aí, à 3ª, a LIBERDADE será de vez!
antónio colaço
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MAÇÃO A CONCRETIZAR SONHO:ÁGUA SEM NÓDOAS!!!

A Internet é mesmo a única arma a que podemos recorrer para não calar a nossa indignação perante a continuada falta de qualidade da água que consumimos, que bebemos!
Esta imagem é de há minutos! Ontem, os serviços camarários de Mação andaram por perto, na rua onde moramos, quiçá, para evitar mais imagens como esta, pensámos!!!
Qual o quê!!!É o que se vê!
Razão tinha o ex-vereador Almeida: a Câmara de Mação vai ter de gastar até ao último cêntimo para adquirir “tira-nódoas”sim, mas, para, de uma vez por todas, nos distribuir água tão límpida como a que brota em abundância das nossas serras. De facto, avolumam-se cá em casa as peças de roupa que mudaram de cor graças ao engenho e arte da nossa querida Câmara.
Admirem-se que um destes dias o povo, finalmente, à semelhança da Entidade do Ambiente que retirou a bandeira azul à Praia do Carvoeiro, o povo retire, finalmente, esta gente do lugar onde está e onde continua a dar provas de uma total incapacidade para resolver um problema com mais de 35 anos de atraso. Ainda se não tivéssemos água com qualidade!
antónio colaço
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MÁGUAS DE MAÇÃO

Esta imagem é das 9.30 da manhã de hoje.
Ainda mais barrenta que ontem.
Não há notícia de nenhuma indignação.
Não há sinais de nenhuma manifestação dos tão pacíficos quanto resignados habitantes depositando nas escadarias dos Paços do Concelho de Mação os mil garrafões contendo, engarrafada, as mil horas de um silencioso desespero.
Por isso não virão as SICs, as TVIs e as RTPs para abrirem os telejornais.
Por que é que em Mação ninguém protesta, ninguém diz nada!
Por que é que em Mação é tudo tão previsível e a democracia qualquer tipo de eleição aqui dispensaria?!
Mágoas de Mação, mágoas das suas serras vendo sofrer os seus habitantes num Mação cheio de nascentes de águas limpidas e puras.
Pudessem ao menos descer das fontes, galgar seus montes e de uma vez por todas lavar as mentes daqueles que nos mentem, todos os dias, com todos os dentes que têm nas desenvergonhadas caras.
Ah! Que saudades de erguer a cristalina taça brindando, dessedentado, à fresca água de Mação que desde cedo me conquistou!!!
antónio colaço
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CREDO!!!!

Deixe-me adivinhar o que está a imaginar:
- Aí está a última iniciativa empresarial do mais famoso empresário/autarca, ou será o contrário - que a gente de tão confundida já nem sabe distinguir com clareza…. – que depois do ramo dos equipamentoas para casa de banho, do ramo dos queijos/mel/alfaces/abóboras/doçaria/enchidos, para não falar do ramo farmacêutico/clínico, surpreende-nos, agora, com uma investida na …. restauração mas de cariz…rupestre tipo, lebre esfolada com salada de carqueja, coelho morto à paulada servido em eucaliptada, febras de sardão com molho de sardaniscas escalfadas….
Não, deixe-se de maledicências. A pessoa em causa quer é paz e sossego e depois de falhar na previsão das muitas filas de pessoas que, a caminho dos Jumbos de Castelo Branco parariam em Mação para comprar nas suas lojas, em regra sempre às moscas, agora o que quer é dedicar-se mesmo a conseguir vencer o candidato da oposição, aliás, um candidato imparável e imbatível a contratar artistas pimba para as festas da sua terra, iniciativas que, apesar de tudo, deixam o social democrata muito perturbado tal o impacto cultural das referidas iniciativas, tipo, “nunca se sabe, pode ser desta que me retirem o vitalício cargo”!!!
Pode estar tranquilo, ainda não é desta que o sector da restauração da nossa terra vai sentir a concorrência desleal neste sector. A imagem que reproduzimos, provavelmente, até já tropeçou nela, pois encontra-se a Sul, na animada cidade de Portimão que promove, entre outros, o Festival da Sardinha, qualquer coisa assim de muito parecido mas sem a grandiosidade dos nossos Festivais da Lampreia, do Cabrito, etc, etc, etc, etc,etc.
antónio colaço
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A(SSA)SSINATURAS & (DES)ALINHAMENTOS

Venha daí para um pequeno exercício com três hipóteses de trabalho!
HIPOTESE A
A ânimo descobriu a mais recente gravura rupestre bem vincada e cinzelada em discreta rocha do Vale do Ocreza e a caminho vêm já, interrompendo as suas mais que merecidas férias, as mais altas sumidades da arqueologia rupestre que têm feito de Mação a grande capital da dita.
HIPÓTESE B
A assinatura que divulgamos é de um puto entusiasmado com a descoberta da escrita – “Paizinho, já sei escrever o meu nome, olha! Olha! “- e que tem passado os dias deste quente Verão em discretos ensaios caligráficos permitindo que a aragem da tarde deixasse esvoaçar da panorâmica varanda do seu terceiro andar, por providencial distracção, esta folha que um atento maçanico fez chegar à nossa redacção.
ÚLTIMA HIPÓTESE
Imagine uma folha A4. Divida-a em três partes, dedique-lhe a terceira e última parte para receber esta assinatura.
Que tal? O que acha? Infantil afirmação de poder? Insatisfação com a obra feita ? Procura angustiada de uma qualquer compensação?
Não perca mais tempo. Provavelmente nunca irá receber um ofício com uma assinatura desta grandiosidade.
De facto, o munícipe que no-la facultou não passa de um simples cidadão a quem calhou a sorte de uma autuação no valor de 500 euros por transgressões várias, nomeadamente, de supostos “desalinhamentos”!
Vá ao Largo do Cineteatro e veja só o “alinhamento” – para não falar da excessiva volumetria da obra ali em execução bem nas “barbas” da Câmara!


De facto há assinaturas que vêm por bem! No inconsciente deste senhor, no momento da assinatura, deve ter passado qualquer coisa tipo deste género vou a(ssa)ssinar-te com uma caligrafia não da minha altura mas….do tamanho do meu poder!
“Oh! Vã gloria de mandar”
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges
(In DN de hoje)

NR – Com o sol a pôr-se no Vale das Árvores o adeus às férias só encontra alento nas sábias palavras de Anselmo.Obrigado, bom Amigo.ac
A TENTAÇÃO DO CRISTIANISMO
Deus em Cristo “ocupa-se de cada um em pessoa e pessoalmente” e dá-lhe a vida eterna, na ressurreição (…)
Na França, talvez o país europeu mais laico, não há receio de debater, ao mais alto nível e publicamente, com a participação de alguns dos filósofos hoje mais influentes, a questão da religião e, concretamente, do cristianismo. Assim, realizou-se na Sorbonne, em 2008, um debate sobre o tema em epígrafe, de que resultou um livro, acabado de editar, com o mesmo título: La tentation du christianisme.
É que – lê-se na introdução – não se pode esquecer que “a religião foi durante muito tempo a nossa cultura e continua a sê-lo, mesmo sem darmos por isso. Sem uma reapropriação lúcida e esclarecida dessa herança, é grande o risco de ver ressurgir os demónios do passado”: os fundamentalismos e “um materialismo hiperbólico”.
A filosofia leva consigo três perguntas fundamentais, como disse Kant: Que posso saber?, que devo fazer?, que me é permitido esperar? No fundo, o que as atravessa é a questão do Homem e do sentido da existência. Há uma teoria, que responde à pergunta pela realidade global enquanto lugar onde se joga a existência humana. Há uma ética, que pergunta pelas regras do jogo. A terceira pergunta tem a ver com a finalidade do jogo e a salvação: o quê ou quem nos salva da finitude e do temor da morte?
Segundo Luc Ferry, antigo ministro da Educação da França, para perceber como é que o cristianismo se tornou chave da cultura ocidental, não há como compará-lo com a filosofia grega e, nomeadamente, o estoicismo, no quadro das três interrogações apontadas. De facto, o cristianismo operou uma revolução nos três aspectos: teórico, ético e soteriológico.
Em primeiro lugar, uma revolução no plano da teoria. Na perspectiva grega, o cosmos é theion, isto é, divino, e também Lógos, “lógico”, racional, derivando daí a ética: o bem, para os estóicos, era a justeza, isto é, estar ajustado à ordem do cosmos.
Na perspectiva cristã, o Lógos divino encarna numa figura humana, Jesus, como diz o Evangelho segundo São João: “No princípio era o Lógos, o Lógos era Deus e o Lógos fez-se carne (Homem)”. Deparamo-nos então com uma dupla revolução, ontológica e epistemológica: “O ser supremo, o divino, deixa de ser uma estrutura anónima e cega para tornar-se uma pessoa; o modo de apreensão ou de conhecimento do divino já não é essencialmente a razão, mas a fé.” É fundamentalmente com a fé-confiança que se vai ao encontro das pessoas.
Daqui, deriva uma revolução ética. A cosmologia grega implicava um mundo hierarquizado e aristocrático, confundindo-se a dignidade moral com os talentos naturais. O cristianismo apresenta o escândalo de um Deus encarnado numa figura humana frágil e, agora, o valor moral já não provém dos dons naturais, mas da liberdade: pense-se na famosa parábola dos talentos – afinal, o decisivo não são os talentos recebidos, mas o que deles se faz. Assim, a infinita dignidade da pessoa humana e a igualdade radical de todos vieram ao mundo pelo cristianismo e “todas as morais democráticas, sem excepção, são directamente suas herdeiras”.
Finalmente, uma revolução soteriológica. Se o divino já se não confunde com a estrutura cega e anónima do mundo, mas encarnou, identificando-se com uma pessoa concreta, a salvação muda de sentido, tornando-se uma promessa e um compromisso de Cristo, de uma pessoa com outras pessoas, portanto, “um assunto de intersubjectividade, não de mundanidade”. Deus em Cristo “ocupa-se de cada um em pessoa e pessoalmente” e dá-lhe a vida eterna, na ressurreição: “Poder reviver e reencontrar depois da morte os que amamos – vamos reencontrar a pessoa amada com o rosto do amor. A promessa é, evidentemente, grandiosa. É aqui que se encontra o coração do coração da tentação cristã, da sedução que o cristianismo exercerá sobre os homens.”
Luc Ferrry não crê, porque “é demasiado belo para ser verdade”. Outros, porém, acreditaram e acreditam, precisamente porque o cristianismo mostra a sua verdade na sua correspondência com o dinamismo mais fundo do ser humano. Cabe a cada um decidir.
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O MISTÉRIO DA ÁGUA PORCA DE MAÇÃO

Hoje, Domingo,9.40, a água de Mação, na Rua Mons Alvares de Moura, bem pior do que a desta imagem.
Procurámos e encontrámos, bem perto, no Largo Dr.Samuel Mirrado, paredes meias com a vetusta Matriz, a origem da misteriosa chafurdice que escorre nas torneiras do Centro Histórico.


De facto, daquela escultura do grande empreendedor do Mação de outrora, Dr. Samuel Mirrado, que um demagógico cartaz eleitoral praticamente esconde, era audível uma voz cansada, sussurando:
- Sr. internauta, por favor, só o Sr é que me pode dar ouvidos!!!!Liberte-me, tirem-me daqui ou, então, por favor, afastem de mim esta imunda porca que continuamente lança aqui os seus suínos dejectos!!!Nunca esperei ver isto nos meus dias!!!E queixa-se o senhor da qualidade da água da sua rua!!! Pois fique a saber que é aqui que reside o mal!!!Esta porca não me larga há que séculos, para não falar da cabra que me dá cabo da pouca erva verdejante!!!Não há ninguém que ponha cobro a isto?! O Sr. Provedor de Justiça, por que não lhe fazem uma exposição?Sim, assim resolvia o seu problema da qualidade de água e eu o meu da qualidade do ambiente!
- Oh! Dr. Samuel olhe que acaba de nos dar uma belíssima ideia e como o homenzinho tomou agora conta do cargo é bem capaz de dar uma boa ajuda e como tem lá uns assessores que adoram deixar escapar os assuntos para as televisões….
Conclusão: depois da Porca de Murça, alguém quis criar a imagem da Porca de Mação.Assim como as gravuras do Coa, de que já ninguém fala, e sim nas gravuras de Mação, tá-se a ver…
antónio colaço
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ABÓBORAS, SIMPLESMENTE

Nem só de porcas misérias vive o quotidiano de Mação. Mestre Salvador responde à crise com as abóboras que se vê!
antónio colaço
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LARGO DO CINETEATRO SOFRE NOVO ATENTADO


Mão amiga fez-nos chegar o desenho final da obra que se agiganta em pleno Largo do Cineteatro, em Mação. Já não bastava a volumetria e o (des)alinhamento, no final, o produto vai ser este! Ou seja, a descaracterização total de Mação continua e nós a vê-los passar!
Alguém consegue explicar esta contradição de uma Câmara que só ve a preservação das gravuras rupestres à sua frente mas, pelo contrário, pouco a pouco promove a descaracterização de Mação com estas modernices. Lembramos o caso patente na Rua de Sto António, onde uma casinha de rés-do-chão deu origem a um gigante de três modernaços andares. Como é, senhor presidente?!
Vamos dar uma lista de projectos modernaços que pode utilizar para substituir os velhos edifícios que estão a cair.Aguarde!
antónio colaço
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MESSEJANA.MAIS UMA SEMANA.ATÉ 6 DE SETEMBRO

Para quem esteja a regressar ou a ir para os Algarves, pode fazer um desvio na A2 e sair em Aljustrel, segue direcção a Messejana. É perto e bom caminho. A Exposição “Perto do Princípio” está por lá mais uma semanita!
Obrigado.
antónio colaço
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ÚLTIMA HORA.PETRONILHO CARRAÇA ARQUITECTA TORRES EM MAÇÃO

Mação, frente à Igreja Matriz, sim, ali bem na cara do povo maçanico, uma imagem captada pela nossa reportagem mas que tem os dias contados. A ânimo apurou que a autarquia maçanica, deslumbrada com o Pedregulho que se prepara para Abrantes, da autoria do arquitecto Carrilho da Graça, e na linha da importação das boas notícias – sim, é certo que se vier incêndio o presidente dirá aos media que o fogo veio importado de outros concelhos! – tratou de se meter em campo e acaba de contratualizar com o gabinete de um outro arquitecto, de seu nome Petronilho Carraça, para a implementação de projectos que visam substituir os velhos edifícios em ruínas por modernas torres concebidas segundo as mais nodernas linhas arquitecónicas.
A ânimo tem já na sua posse alguns dos projectos mais arrojados e que a seu tempo revelaremos. Por hoje, o estudo prévio previsto para a torre no Largo da Matriz. De facto, depois das autorizadas reconstruções quer na Rua de Stº António, quer no Largo do Cineteatro, tudo vai ser possível. Nada vai ficar como dantes, quartel general…. em Mação! (Não rima mas, para o caso pouco importa! )

antónio colaço
NR – Claro que, pelo sim pelo não, sempre adiantaremos que, “qualquer semelhança com a realidade é mera coincid….”)
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E O PORTO AQUI TÃO PERTO



antonio colaço
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E O PORTO AQUI TÃO PERTO (II)













E cai a noite em Santa Catarina. No mesmo sítio onde começou o dia, o pedinte com um “pédemeia”, um outro em forma de estátua, o esplendor do Majestic, S.Bento do chegar e partir,a catedral dos livros na Livraria Lello,a Cedofeita do calçado de outrora, dizem-me,o Palácio Cristal dos inacessíveis mundiais de hóquei, o velho ISET-InstitutoSuperior de Teologia e os dois anos por lá passados, no Palácio D.Manuel,a agradável surpresa do Via Catarina e a fabulosa recriação de um Porto antigo para lugar de comer e conversar.
Porto, tão Perto do meu Princípio.
antónio colaço
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ADEUS, JOÃO VIEIRA

No regresso às aulas, eis uma daquelas notícias que, de em quando em vez, regressa, para que continuemos a aprender , a… apreendê-la. A integrá-la nos nossos dias.
Tive o privilégio, ainda que por breves tempos, de privar com o JoãoVieira. Desde um almoço na Versailhes, a visita a sua casa e, finalmente, ao atelier de onde levei o original com que aderiu a participar,entre outros, em 2004, na Exposição “Abril, ânimos mil” com que celebrámos os 25 anos da ânimo. Nem sempre no meio artístico, como noutros meios, que implicam alguma exposição pública, e não só,a partilha de experiências e de percursos estilísticos é possível . No João Vieira tudo isso encontrei. João, para si, a renovação da estima e da amizade que tornou possível!
Vou ali e já volto com a imagem do seu Painel de S.Vicente aqui em S.Bento.
Para a família um abraço solidário.
antónio colaço
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WEBANGELHO

Pe Anselmo Borges (In Diário de Notícias.5 Setembro.09)
Ética e religião
Desde o Eutífron, de Platão, que, nesta relação de ética e religião, se coloca o famoso dilema: os mandamentos são bons porque Deus os prescreve ou Deus prescreve-os porque são bons? Na segunda hipótese, Deus não seria absoluto, já que subordinado a normas e valores independentes dele. Na primeira, poderia mandar o arbitrário, como afirmou o voluntarismo medieval: segundo Ockam, “Deus pode ordenar que a vontade criada o odeie”.
Mas o dilema tem solução. O Homem é um animal ético e a moral é autónoma. Ao contrário dos outros animais, o Homem vem ao mundo por fazer e tem de fazer-se, realizar-se a si mesmo. E qual é o critério da acção humana boa senão precisamente a adequada e plena realização do ser humano? A exigência moral não surge do facto de se ser crente ou ateu, mas da condição humana de querer ser pessoa humana autêntica e cabal, plenamente realizada, de tal modo que o teólogo Andrés Torres Queiruga pode escrever, com razão: se se pensar fundo, “não existe nada que no nível moral deva fazer um crente e não um ateu, contanto que tanto um como o outro queiram ser honestos”. Se dissentirem em muitas opções, isso não acontecerá propriamente por motivos religiosos, mas morais, devido à dificuldade em saber qual é muitas vezes a decisão correcta.
Então, por paradoxal que pareça, autonomia e teonomia coincidem. De facto, se se aceitar, como é o caso da perspectiva cristã, que Deus cria por amor, o que é que Deus pode querer e mandar senão precisamente a adequada e plena realização da pessoa humana? Na criação por amor, o único interesse de Deus só pode ser o Homem vivo, realizado e feliz.
Mesmo que não possam ser separadas, moral e religião distinguem-se. A prova está em que se pode ser não religioso e moral: não é verdade que, “se Deus não existir, tudo é permitido”. Por outro lado, o crente também sabe que a religião, embora a implique, não se reduz à moral.
De qualquer modo, a religião pode contribuir para a moral, de múltiplos modos. A religião autêntica deverá constituir mais um impulso para a acção ética. Quando se pergunta pelo fundamento último da moral na sua incondicionalidade, é difícil não ser confrontado com a religião e o absoluto de Deus. Depois, a religião dá horizonte de futuro, mesmo quando se falhou e se precisa de perdão e novo alento – há uma personagem de Hemingway que, a um dado momento, pergunta, perplexa: agora que não há Deus, quem nos perdoará? -, e abre à esperança de sentido último.
Melhor do que o que aí fica poderá dizê-lo uma carta comovente que o senador Edward Kennedy enviou ao Papa, pouco tempo antes de morrer, e que o cardeal Th. McCarrick revelou na celebração do seu funeral.
Alguns passos: “Santidade, espero que ao receber esta carta goze de boa saúde. Rezo para que tenha todas as bênçãos de Deus na condução da nossa Igreja e inspire o mundo nestes tempos difíceis. Escrevo-lhe com profunda humildade para pedir-lhe que reze por mim, agora que a minha saúde declina. Foi-me diagnosticado um cancro no cérebro há mais de um ano e, embora continue em terapia, o mal continua a minar-me. Tenho 77 anos e preparo-me para a passagem seguinte da vida. Tive a graça de ser membro de uma família maravilhosa, e os meus pais, em particular a minha mãe, mantiveram a fé católica no centro das nossas vidas. O dom da fé manteve-se, cresceu e deu-me alívio nas horas mais escuras. Sei que fui um homem imperfeito, mas com a ajuda da fé procurei endireitar o caminho. Quero que saiba, Santidade, que nos quase 50 anos de serviço público, dei o meu melhor para embandeirar os direitos dos pobres e abrir portas de oportunidades económicas. Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé. Rezo para que Deus o abençoe a si e à nossa Igreja e agradeceria muito as suas orações por mim.”
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DESCUBRA AS SEMELHANÇAS…
Venha daí, subamos até ao Centro Comercail GranPlaza, passe a publicidade, na cidade do Porto, ali para as bandas de Santa Catarina.
Repare bem no conceito, cinco andares com grande abertura, a meio, abrindo para grande clarabóia:



Subamos, agora, à Igreja de Santa Maria do Castelo, vejamos o conceito de Carrilho da Graça que tanto maravilhou os técnicos do IGESPAR :


antónio colaço
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LISBOAS ( AS LISBOAS QUE FAZEM LISBOA)


Sabe que os proprietários dos ”Pasteis de Belém” e da Pastelaria “Suiça” são do concelho de Mação?
Gosta do “cafés das velhas” ou do também chamado “café das borras” mas não sabia onde adquiri-lo?
Suba ao Nº 55 da Avenida de Roma, entre na “Cafélia” dos maçanicos Sr. Ferreira e Dª Alice e depois conte.
Mais pormenores para amanhã.
LISBOAS. A ânimo na rota das tantas Lisboas de que é feita a Grande Lisboa.
antónio colaço
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VÉSPERAS


Senhor, sabes que já sei que nunca Te assumiste como o “Deus que dá jeito” tipo “proteje-me dos meus inimigos“, ou “oh, Mãe, aquele menino bateu-me” mas…, Senhor, por favor, só por esta vez, concede um pouco mais da Tua Iluminação à oposição maçanica. Não é justo que “os da situação” continuem a ganhar, há mais de 30 anos, por falta de comparência dos adversários.
Por onde andam? Que ideias? Que projectos? Que trajectos ?
antónio colaço
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MATINAS

O problema não são as nuvens e, sim, acreditar sempre no tímido fio de Luz com que nos amparas.
antónio colaço
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CHÃO DO BREJO, PERDÃO, PÓVOA DÃO

Este é o rio Dão, lá para as bandas de Santar.

Esta é a aldeia medieval de Póvoa Dão, não muito longe do rio que lhe banha os pés. Por que não descermos até lá?





Afinal se foi possível recuperar no Dão, por que é que não é possível recuperar em Mação?!
O que nos dizem os senhores da oposição ?
O que nos dizem os senhores da “situação”?

antónio colaço
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PARABÉNS, MÃE.

Onde quer que estejas sei que sabes onde estou e que Sou contigo. Somos contigo. Um beijo (E)terno.
Sempre.
teu tózé
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ÂNIMOS EXALTADOS

Faltou o ânimo.
( Correio da Manhã sobre debate Jerónimo/Manuel Ferreira Leite )
2
Autonomia dá ânimo aos médicos de família.
JN 7.09.09
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última hora:RETORTA DESENTORTA ânimo!OU DE COMO VAI DEMORAR MENOS A ABRIR A ânimo!!!
É assim: como terão lido ali em baixo, dois comentários de dois amigos alertam-nos para a lentidão/desespero em abrir a ânimo ( até achamos que o ânimo do pessoal anda por baixo e que nem tudo é culpa do Sócrates. Ou, quiçá, a expectativa de Manuela já a fazer estragos!!!).
Vai daí, recorremos ao nosso querido amigo e vizinho Mário Filipe já que o nosso amigo estalajadeiro deste novo regresso da ânimo, Rui Branco, deve andar, algures, pelo Portugal do MEP e a última coisa que queremos é perturbar o seu trabalho, nós que, há muito, o aguardamos por S.Bento (o Rui sabe do que falamos).

O que pedimos ao Mário foi que pusesse a ânimo a abrir só com os posts do dia, o que em muito aligeirará os ferrolhos! Os posts mais antigos serão consultados no calendáriozinho que nos acompanha.
E se temos matéria escaldante para editar!!!
É o que vamos fazer só com os títulos!!!
antónio colaço
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WEBANGELHOS DE ANSELMO BORGES E BENTO DOMINGUES

Frei Bento Domingues, In Público 13 Setembro 2009
Conversas interrompidas
Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas
1. Quando se chega à minha idade, a morte está sempre a interromper conversas ou a impedir outras que andavam adiadas. Almocei com Raúl Solnado no dia anterior à sua entrada no hospital com a promessa de continuarmos os nossos encontros. Em Junho, durante um lanche em sua casa, foi a uma estante, retirou um livro de colaboração – não me lembro do título – e apontou-me um pequeno texto assinado por ele. Estava, ali, o essencial de tudo. Pedi-lhe para o fotocopiar e dar a conhecer. Disseram-me que foi colocado em cima do caixão e teria sido lido, por alguém da RTP, durante o percurso para o cemitério. Não posso deixar de o reproduzir na primeira crónica depois das férias:
“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso.
“Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz.
“Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo.
“Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.” (Raúl Solnado, Um Vazio no Tempo, 2007).
2. Há muitos anos que não consigo separar-me da obra Os Degraus do Parnaso, de M. S. Lourenço. É, para mim, uma fonte inesgotável. Na sua harmonia literária e filosófica – fruto de uma “fecundação cruzada” – cumpre, de forma admirável, a tarefa de nos levar, pela sua perfeição, até à fronteira do inexprimível e à incapacidade de nos rendermos à crescente “indústria da cultura” e às suas inundações de lixo.
Nesses textos não há, apenas, uma fecundação cruzada de criação literária e de presença filosófica actuante. A ligação entre religião e literatura é omnipresente: sustenta que “o artista verdadeiro é aquele que alcançou o conhecimento verdadeiro, o qual consiste na percepção da realidade sensível e na intuição da realidade inexprimível. A aura que rodeia o artista verdadeiro é um efeito do Sopro divino”.
Depois de marcar a diferença entre o processo científico e o literário na procura da verdade e de concluir pelo valor cognitivo da experiência simbólica da obra de arte, enfrenta a questão das fronteiras entre a literatura e a religião: “Tenho defendido a ideia de que o culto religioso não existe incondicionalmente e que a expressão da experiência religiosa é condicionada pela formulação literária que a descreve, uma vez que esta é o veículo da asserção religiosa. O passo de S. João segundo o qual o princípio é o Logos é assim interpretável como exprimindo a ideia segundo a qual o Logos, a fórmula, é a linguagem universal e, portanto também, a da religião e do seu culto. Assim, o problema da verdade da religião reconduz-se ao problema da verdade das fórmulas da literatura subjacente. Uma doutrina religiosa é apenas tão verdadeira quanto o for a fórmula literária que a transmite.”
A última vez que falei com M. Lourenço ao telefone, não lhe exprimi, apenas, a minha admiração pela sua “cultura da subtileza”, mas também o desejo de a ver contrariar, de forma activa, a mediocridade da nossa cultura católica. Era uma conversa adiada para quando me mandasse a obra completa, em processo de publicação na Assírio & Alvim. Agora, espero que o Sopro divino que o habitava não me abandone até ao novo encontro porque, como escreveu, a “ressurreição é uma ideia justa”.
3. Em 1960, foi eleito o primeiro Presidente católico dos EUA, John Kennedy. Tomou posse em 1961. Foi assassinado em 1963. Era o mais velho de nove irmãos. As grandes causas, as tragédias e os escândalos desta espantosa família católica encheram as bocas do mundo. Morreu, em Agosto, o mais novo, Edward Kennedy.
Alguns sectores da Igreja – dadas as suas posições controversas – procuraram impedir a celebração católica do seu funeral. O cardeal Sean O’Malley justificou-a, lendo uma carta de E. Kennedy ao Papa: “(…) Trabalhei para receber os imigrantes, combater a discriminação e ampliar o acesso aos cuidados médicos e à educação. Procurei sempre ser um católico fiel, Santidade, e, embora as minhas debilidades me tenham feito falhar, nunca deixei de crer e respeitar os ensinamentos fundamentais da minha fé.”
Esta carta, à boca da morte, de um político livre no seio da Igreja, é uma conversa para continuar.
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Pe.Anselmo Borges, In Diário de Notícias
PORTUGUÊS E MATEMÁTICA
Se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre a Matemática
A palavra escola vem do grego scholê, que significa ócio. Não se trata, porém, do ócio da preguiça, mas do tempo livre para o exercício da liberdade do cidadão enquanto homem livre, tendo, portanto, a escola de ser o lugar e a instituição da formação para o ser Homem pleno e íntegro.
Há aquele preceito paradoxal de Píndaro: “Homem, torna-te no que és”. Então, o Homem já é e tem de tornar-se no que é? Realmente, quando se compara o Homem e os outros animais, constata-se que os outros já vêm ao mundo feitos enquanto o Homem nasce prematuro, por fazer e tendo de fazer-se: devido ao que os biólogos chamam a neotenia, já nasce Homem, mas tem de fazer-se plenamente humano. E aí está a razão da educação enquanto o trabalho mais humano e humanizador, de tal modo que Fernando Savater pode justamente considerar os professores como “a corporação mais necessária, mais esforçada e generosa, mais civilizadora de quantos trabalham para satisfazer as exigências de um Estado democrático”. Porque o que é próprio do Homem não é tanto aprender como “aprender de outros homens, ser ensinado por eles”.
Savater também escreve, com razão, que “a principal disciplina que os homens ensinam uns aos outros é em que consiste ser Homem”. Por isso, o horizonte da escola tem de ser o Homem na sua humanidade plena, o humanismo integral. Não se justifica aquela abusada separação entre ciências e humanidades. Aliás, na base dessa separação está um equívoco: a denominação de “humanidades” é de origem renascentista, não por oposição às ciências – essa separação entre ciências da natureza, com base na explicação, e ciências do espírito, com base na compreensão, acentuou-se no século XIX -, mas aos estudos bíblico-teológicos. De facto, das humanidades faziam parte tanto o Banquete, de Platão, como os Elementos de Geometria, de Euclides.
Compreende-se, pois, que da educação faça parte tanto o Português como a Matemática. Mas, se a linguagem é estruturante de mundo e o saber fundamental, torna-se claro que, se a compreensão do Português for frágil, não há razão para espanto no desastre em Matemática.
Fica aí uma súmula de erros em Português em escritos académicos recentes de estudantes universitários.
Erro constante é o de colocar o verbo haver no plural, quando deveria ser colocado no singular. Note-se, porém, que este erro é frequente mesmo em professores dos diversos graus de ensino, ministros, gestores, advogados… Exemplos: “haviam muitas possibilidades”, “poderiam haver outros partidos”. Neste caso, será preciso perguntar qual é o sujeito.
Uma boa pontuação é rara e uma bênção, pois dificilmente se sabe colocar uma vírgula no lugar certo. Mas não é raro colocá-la imediatamente a seguir ao sujeito da frase. Será então preciso perguntar: qual é a lógica que preside à coisa?
Agora, casos concretos: “o homem dasse a conhecer”; “vou reflectir à cerca de outro tema”; “deve-se dizer não há violência”; “se ele mandá-se, como seria?”; “há-dem ver” – aqui, observo que já ouvi esta a um ministro; “o nosso tempo trás de volta o mito”; “isto nada tem haver com o que foi dito”; “à muito tempo que é assim”; “tratam-se de questões complexas” – é muito frequente ouvir este erro na televisão, na rádio e em conferências; “vamos, quando quiser-mos”; “é assim; senão vejamos” – outro erro comum.
Por onde começar na reforma do ensino?
Tive a sorte de ter tido excelentes professores, mas talvez aquele ao qual mais devo seja o da escola primária, como então se dizia – saíamos de lá a dividir correctamente as orações, a distinguir entre um “que” relativo e um “que” integrante, um “se” condicional e um “se” infinitivo, e a redigir sem erros mortais. Ele não tinha passado pela Universidade, mas era dedicado e punha-nos a fazer essas coisas – redacções ou composições literárias, ditados, cópias… – com naturalidade e exigência, corrigindo diariamente o que era para corrigir. Cumpria como professor o que diz o étimo, que é profiteor: declarar abertamente, confessar publicamente, proclamar, obrigar-se a, dar a conhecer, entregar uma mensagem, ensinar.
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MAÇÃO:QUERES CAIAR?TENS DE PAGAR!!!

Sim, sou por uma escrita consequente. Falo e escrevo sobre o regresso às origens e praticamente todos os fins-de-semana subo até Mação.
Falo e escrevo sobre recuperação do Centro Histórico e, em coerência, recuperámos a casa do Bisavô Luís, preservando a sua traça, para não falar de um pequeno jardim que construímos na casa em ruínas que lhe estava contígua, assim alindando uma azinhaga que envergonha quem ali passa.
Nestes dias mais recentes, procedemos à caiação da casa. Da tão apregoada campanha de caiação da Câmara, ficamos agora a saber com o que contamos:
- Uma licença de …. 50 ( C-I-N-Q-U-E-N-T-A ) euros!
Depois de uma autuação de 500 euros por uma espécie de rede e uma espécie de portão, no referido jardim, para nos proteger dos muitos cães à solta nas ruas de Mação, ficamos conversados sobre o apoio à recuperação de um Centro Histórico.
Mais palavras, para quê?!
A factura, para que conste!

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MAÇÃO.PE FIGUEIREDO MERECIA MAIS E MELHOR

(…)
- Quero que saiba, António Colaço que tem toda a razão, tem a minha total concordância. Mas, o que é que a gente há-de fazer a estas pessoas que nem sequer tomam a liberdade de nos consultar sobre como melhor nos homenagearem?”
Chegue-se aqui, claro, está a ver, olhe bem, estou ali encurralado entre fúnebres ciprestes, numa reles chapa de aço e, o que me está a fazer mais confusão, aquela espécie de mictório dos meus tão recuados tempos, está a ver. Estou mesmo a ver o pessoal mais novo que tanto desacato tem feito por essas noites de Mação fora – sim, sim, sei bem o que tem sofrido – chegar ali e, zás, desbraguilhar as águas! Mas o que mais me dói, de facto, e nisso dou-lhe toda a razão, é a da constante descontinuidade da Rua, da minha rua, veja só, que assim é assassinada. Desculpe que recorra ao meu querido Latim pra lhe dizer que “Aliquis non debet esse judex in propria cauisa”, quer dizer, como sabe, “Não se deve ser juiz em causa própria” mas, de facto preferia mil vezes que erguessem ali qualquer coisa que mantivesse a antiga fachada das casas e, nela, construíssem o Centro de Estudos com o meu nome. Aliás, não duvido que o meu nome e a minha humilde obra, seja-me permitido reconhecê-lo, serviriam para procurar apoios fora do Concelho. Sei o que pensa e que “Ab alio spectes alteri quod feceris“, que o mesmo é dizer “Quem faz o mal, espere outro tal“.Quero que saiba que me tem a seu lado nessa luta por preservar o Bilhete de Identidade da nossa terra.
- Custa-me muito, que Vª Revª, a importância da sua obra, fique não só associada a uma simples placa de latão, ou lá o metal que é, mas, sobretudo, a mais um dos muitos e mais recentes atentados à desfiguração urbanística da nosso querida Vila. Bom Pe António Figueiredo, deixe-me que lhe diga, por aqui, nós, enquanto estivermos vivos, seremos sempre daqueles a quem não se aplicará o “Qui tacet,consentire videtur“, ou seja, connosco jamais o ” Quem cala consente“!!!


-Oh, António Colaço, não o deixo sair, assim já sem amaciar esse seu legítimo fel. Pronto, eu sei que o artista queria referir-se às folhas de um livro, abertas, mas, acontece aos melhores, aquilo não tem nenhuma dessa leitura mas… ficou a intenção e o boneco tirado das feiras, tipo tiro ao alvo, deve agradar imenso ao Paulinho das Feiras. Acontece aos melhores artistas. Vá não seja tão mauzinho.”Beati monoculi in terra caecorum“, ou seja, “Em terra de cegos, quem um olho é rei”! Eu sei que não devia estar com estas coisas, mas também não me conformo com essa da descontinuidade!
antónio colaço
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MAÇÃO.NÃO BEBEREMOS DESTE CHAFURDÃO!
São imagens que deveriam fazer corar de vergonha qualquer autarca que se preze e, sobretudo, fazer as autoridades que superintendem à saúde pública de Mação meterem-se ao caminho, URGENTEMENTE, para apurar o que se passa.
Foram captadas esta manhã, 9.36, na Rua Mons. Alvares de Moura.
Continuadamente, temos alertado para este problema através de imagens fixas, mas, hoje, perante o deplorável espectáculo e face à gravidade da situação e perante o continuado silêncio da Câmara Municipal de Mação, resolvemos lançar mão de uma arma mais convincente!
Aí estão, para que todo o mundo saiba e veja de que é feita a água, perdão, o CHAFURDÃO com que é abastecido o Centro Histórico de Mação!
Sim, é uma denúncia pública e tem assinatura!
BASTA! Será que em 35 anos de poder autárquico laranja não foi possível perceber como fazer chegar a nossas casas a água límpida das nossas tantas serras?!
Que dizem os senhores candidatos de todos os partidos concorrentes acerca deste CHAFURDÃO?!
Vão continuar serenamente calados?!
antónio colaço
NOTA DA REDACÇÃO
A ânimo está a ser objecto de intervenção no sentido de uma mais eficaz leitura dos seus textos. Enquanto tal não é possível, para ler posts anteriores, mesmo de hoje, clique no calendário ao lado. Ate já.ac
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APELO.QUEREMOS A ânimo MAIS LEVE?!QUEM AJUDA?

Não obstante o empenho, a sempre disponível e total solidariedade do nosso querido Mário Retorta, perdão, Mário Filipe Pires,a verdade é que não conseguimos fazer com que o template da WordPress coloque a ânimo a abrir apenas com os posts do dia!
Parece residir aqui alguma da lentidão no “entrar” na ânimo . Também a ordem de colocação dos posts está alterada uma vez que no final dos posts do dia somos recambiados para o …princípio da ânimo, ou seja, o eterno “Obrigado Rui“!!! ( Não seja pelo Rui que, de tão atarefado na campanha, tem entre mãos tarefas mais …. animadas do seu MEP!).
ASSIM, SERÁ QUE ALGUMA ALMA ANIMADA E ENTENDIDA NESTAS COISAS CONSEGUIRÁ RESOLVER-NOS O PROBLEMA, DANDO CONTA DESSA DISPONIBILIDADE PARA O NOSSO MAIL?!EMPRESTAMOS A CHAVES E TUDO DESTA NOSSA âSSOALHADA!!!
antónio colaço
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NOVO ARQUIVO DE ABRANTES SEM MEMÓRIA DE PATERNIDADE


Estas são imagens colhidas no passado Domingo, em Abrantes, e mostram o Novo Arquivo Municipal “Eduardo Campos“, que será inaugurado no próximo Sábado,19 de Setembro, pelas 10.30.
O projecto da obra é da autoria do Arquitecto João Colaço*.

Este é o Convite endereçado pela Câmara Municipal de Abrantes e no qual é omitido o nome do autor da obra.
Sendo que um Arquivo serve, entre outras coisas, para guardar, como memórias vivas, quem foi quem e o que fez, no Concelho, será que a Câmara Municipal, o seu Presidente, já não tem memória de quem foi o autor?
Ficamos a aguardar pelo Convite para a inauguração do polémico MIA, o chamado Pedregulho de Abrantes, vulgo Museu Ibérico.
O quê, não sabem quem é o autor?! Pronto, somos humildes, batem-nos mas damos a outra face, Carrilho, Carrilho da Graça!
Ironias à parte, não fica bem a uma câmara, ainda por cima socialista, para quem a valorização das pessoas está acima de tudo, passar ao lado de quem suou estopinhas para dar corpo a uma ideia que, ao princípio, parecia não querer ultrapassar a feitura de um moderno armazém de velharias documentais e nada mais. Sei do que falo.
É tempo de as câmaras municipais começarem a dar nome aos autores das suas obras, sejam eles os humildes arquitectos dos seus gabinetes ou os badalados arquitectos pagos a peso de ouro mas de quem, a reboque da sua mediática áurea , os senhores autarcas lá vão embarcando alguns dos seus desmedidos deslumbramentos.
antónio colaço
*Declaração de interesses – O Arquitecto João Colaço é meu filho e com o qual tenho grandes discussões sobre alguns dos caminhos e opções da moderna arquitectura. Era o que faltava não defender as minhas crias quando passo o tempo a defender as crias de todos os meus queridos amigos.Parabéns, grande João, e desculpa nem sempre ter-te dado toda a atenção para os mil e um esquiços com que perpetuaste a memória do “tio Eduardo Campos”!!!Parabéns, Eduardo Campos – tu que já estás nessa Eternidade inarquivável – apesar das polémicas, das distâncias do Arquivo em relação ao centro da cidade, ele ali está para nos encurtar distâncias com as memórias dos nossos antepassados. Como tu tão bem soubeste comprovar!
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ÂNIMOS EXALTADOS

O treinador dos encarnados ( Jorge Jesus) quer acalmar os ânimos dos adeptos.
In, Público
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S.BENTO.UMA VOZ À ESPERA DAS VOZES DE ELEIÇÃO
A meio da campanha, longe do frenesi eleitoral, na antiga Capela de S.Bento, uma voz, enquanto não chegam as vozes de eleição.
antónio colaço
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WEBANGELHOS DE ANSELMO E BENTO

OUVIR O SILÊNCIO
Pe. Anselmo Borges
No meio da vertigem das tempestades de palavras em que vivemos, que nos atordoam e paralisam, talvez se torne urgente parar. Para ouvir.
Ouvir o quê? Ouvir o silêncio. E só depois de ouvir o silêncio será possível falar, falar com sentido e palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras. De verdade. Onde se acendem as palavras novas, seminais, iluminadas e iluminantes, criadoras, e a Poesia, senão no silêncio, talvez melhor, na Palavra originária que fala no silêncio?
Ouvir o quê? Ouvir a voz da consciência, que sussurra ou grita no silêncio. Quem a ouve?
Ouvir o quê? Ouvir música, a grande música, aquela que diz o indizível e nos transporta lá, lá ao donde somos e para onde verdadeiramente queremos ir: a nossa morada.
Ouvir o quê? Ouvir os gemidos dos pobres, os gritos dos explorados, dos abandonados, dos que não podem falar, das vítimas das injustiças.
Ouvir o quê? Talvez Deus – um dia ouvi Jacques Lacan dizer que os teólogos não acreditam em Deus, porque falam demasiado dele -, o Deus que, no meio do barulho, só está presente pela ausência.
Ouvir o quê? Ouvir a sabedoria. Sócrates, o mártir da Filosofia, que só sabia que não sabia, consagrou a vida a confrontar a retórica sofística com a arrogância da ignorância e a urgência da busca da verdade. Falava, depois de ouvir o seu daímon, a voz do deus e da consciência.
Ninguém sabe se Deus existe ou não. Como escreve o filósofo André Comte-Sponville, tanto aquele que diz: “Eu sei que Deus não existe” como aquele que diz: “Eu sei que Deus existe” é “um imbecil que toma a fé por um saber”. Deus não é “objecto” de saber, mas de fé. E há razões para acreditar e razões para não acreditar.
Comte-Sponville não crê, apresentando argumentos, mas compreendendo também os argumentos de quem crê. Numa obra sua recente, L’Esprit de l’athéisme, mostra razões para não crer, mas sublinhando a urgência de pensar, se se não quiser cair no perigo iminente de fanatismos e do niilismo, e, consequentemente, na barbárie, “uma espiritualidade sem Deus”.
Constituinte dessa espiritualidade, no quadro de um “ateísmo místico”, é precisamente o silêncio. “Silêncio do mar. Silêncio do vento. Silêncio do sábio, mesmo quando fala. Basta calar-se, ou, melhor, fazer silêncio em si (calar-se é fácil, fazer silêncio é outra coisa), para que só haja a verdade, que todo o discurso supõe, verdade que os contém a todos e que nenhum contém. Verdade do silêncio: silêncio da verdade.”
Encontrei Raul Solnado apenas uma vez. Num casamento. Surpreendeu-me a imagem que me ficou: a de um homem reflexivo. Não professava nenhuma religião. Por isso, não teve funeral religioso. Mas deixou um pequeno escrito, com uma experiência, no silêncio, na Expo, em Lisboa, em 2007.
“Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso. Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz. Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo. Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira.”
In Diário de Notícias ( 19.Set.09)
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NR – A ânimo, lugar de santidade, com palavras santas, abençoadas, iluminadas graças a Sto Anselmo, a S. Bento Domingues. Por que não? Todos santos como eles! Parece-me uma aspiração mais que justa. Não estou a ver Deus a discriminar-nos e, sim, a santificar-nos. A todos por igual. Uns chegam primeiro a esse estádio, já aqui nesta nossa terra, porque apreenderam o livro das divinas instruções primeiro. Demos graças por tê-los entre nós, abrindo-nos o Caminho …capítulo a capítulo, página a página.
Como dirá Frei Bento, a seguir:
Ganha quem perde no que faz pela alegria dos outros.
Aqui, na ânimo temos todos os motivos para estar tão alegres!
Obrigado, Anselmo e Bento, santos de Eleição, outra vez.
antónio colaço
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Frei Bento Domingues
O poder de servir e o poder de dominar
Será sempre despropositado tentar extrair dos Evangelhos programas para a construção da vida social, cultural e política
1.Os católicos portugueses celebram, hoje, a Eucaristia em contexto de campanha eleitoral. Espero que ninguém ceda à tentação de a utilizar para apoiar ou atacar, directa ou indirectamente, qualquer dos partidos, seja qual for o motivo. Não porque as expressões religiosas do culto cristão sejam indiferentes ao que se passa na sociedade. A Igreja mantém, no Baptismo, o chamado rito do Ephphatha, inspirado no Evangelho de S. Marcos (7, 31-37). Conta-se que, certo dia, apresentaram a Jesus um surdo tartamudo. Ele curou-o, abrindo-lhe os ouvidos e desprendendo-lhe a língua. Não consta, no entanto, que Jesus tenha fundado qualquer instituição para tratamento dos ouvidos ou da fala. Não veio substituir os caminhos das ciências, das artes ou das políticas, tarefa da investigação e da criatividade humanas. Será sempre despropositado tentar extrair dos Evangelhos programas para a construção da vida social, cultural e política.
Nesse gesto simbólico, exprime-se, no entanto, algo de essencial: não se pode ser cristão e manter-se surdo e mudo perante o que acontece no coração da nossa actualidade. Não porque os cristãos disponham de receitas, prontas a servir, para salvar a natureza ou para alterar o curso da história humana. Como dizia Tomás de Aquino, “a graça não substitui a natureza”. A Liturgia, enquanto acontecimento simbólico, é polivalente e ambígua nas suas múltiplas significações, segundo os diferentes participantes. Como respiração da vida, ninguém deve tentar controlar o modo como a celebração é interpretada por aqueles que nela participam de forma activa. Servir-se da Missa para inculcar uma ideologia não é só um abuso intolerável. É impedir que ela seja o grande apelo à conversão de todos pelos caminhos só de Deus conhecidos.
2. A narrativa deste domingo, tirada também do Evangelho de S. Marcos (9, 33-37), é especialmente cruel para os dirigentes da Igreja e isto não diz respeito, apenas, à Igreja dos começos. Como realça a Bíblia de Jerusalém, desde o capítulo quarto até ao capítulo dez, não há meio de os discípulos compreenderem o desígnio e as intervenções de Jesus. É, pelo menos, o que o narrador repete oito vezes, observando que o desentendimento chegara a tal ponto que os discípulos já tinham medo de o interrogar. Como se lê na Missa de hoje, foi, então, o próprio Jesus, quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, que teve a iniciativa de lhes perguntar: “Que discutíeis vós pelo caminho?” Não teve resposta, pois andavam a discutir acerca de qual deles era o mais importante. Aproveitou, então, para uma reunião muito frontal e rematou: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último, isto é, aquele que se coloca ao serviço de todos.”
Pelo que vem a seguir, a reunião não deu grande resultado. As discussões continuaram e a questão de fundo era esta: que temos nós a ganhar com este aventureiro, pronto a cair na boca do lobo ao ir para Jerusalém?
É verdade que Pedro já tinha tentado chamá-lo à razão, mas foi repreendido e envergonhado perante os outros: “Arreda-te de mim, Satanás, porque não pensas as coisas de Deus, mas dos homens.” Jesus aproveitou para radicalizar a sua posição. “Chamando a si a multidão, juntamente com os discípulos, disse-lhes: ‘Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há-de salvá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?’”
Esta conversa não agradou. Quando se viram confrontados com a posição de Jesus acerca da incompatibilidade do apego à riqueza com a entrada no Reino de Deus, sentiram a urgência de colocar tudo em pratos limpos. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que tinham abandonado a empresa do pai para seguir Jesus, foram ter com Ele e disseram-lhe: “Mestre, concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda.” Os outros, julgando-se preteridos, começaram a indignar-se. Para Jesus, esse carreirismo não pode ter lugar na sua Igreja: “Aqueles que vemos governar as nações dominam-nas e os seus grandes tiranizam-nas. Entre vós não deverá ser assim: ao contrário, aquele que, entre vós, quiser ser grande seja o vosso servidor e aquele que quiser ser o primeiro, entre vós, seja o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos” (cf. Mc 10).
3. É consensual que Jesus não encarregou a Igreja de fazer um partido político: “Dai a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.” As comunidades cristãs, na sua diversidade e no seu interno pluralismo político, para terem algo de original a dizer, terão de não reproduzir, no seu interior, o que criticam na política de dominação. A vida não acaba onde começa o Reino de Deus, como pensava Nietzsche. Pelo contrário, é intensificada ao transformar-se. Ganha quem perde no que faz pela alegria dos outros.
In, Público 20.Setembro 2009
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ABRANTES.ESCOLHA PESSOAS DO NOSSO CONCELHO. AS OUTRAS TÊM SIDA, SARNA, LEPRA E …GRIPE A!!!

Quem cala consente, diz o povo. Na ânimo, em regra, não calamos. E muito menos quando tropeçamos, assim de chofre, num “cartaz” destes.
Lamentável.
Fosse do PS, PSD ou CDS. Mas não, é dos Independentes pelo concelho de Abrantes!
Sei do que falo e do que vivi quando arribei a Abrantes em meados da década de 70.
É tudo uma questão de … territórios. Como quem diz, chega para lá que aqui só eu é que sou bom, só eu é que mando, só eu é que sei, porque sou daqui!
Viu-se!
Felizmente que alguns desses “chauvinistas” abriram os olhos a tempo e apanharam o comboio das novas causas que fizeram com que o nome de Abrantes conhecesse primeiras páginas por bons motivos. É preciso relembrar tudo, outra vez?!
E se retirassem o cartaz quanto antes?!
Antes que o eleitorado penalize nas urnas essa vossa, como dizer, mentalidade inábil*, deitando por terra as vossas, como dizer, potencialidades para ”realizar tarefas de forma satisfatória”.Não por serem independentes e sim, competentes, como todos os outros, sejam ou não de Abrantes.
antónio colaço
*Competentia – Substantivo feminino, habilidade para realizar alguma tarefa de forma satisfatória (Wikipedia).
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NOVO ARQUIVO INAUGURADO. VELHA QUESTÃO DE AUTORIA NÃO ARQUIVADA




E pronto, está inaugurado o novo Arquivo Municipal. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, na sua intervenção, deu conhecimento aos presentes e agradeceu a colaboração do arq.º João Colaço, como autor do projecto, numa referência que é de aplaudir. A sua influência ainda não se fez sentir foi que na tradicional placa inaugurativa, pelo menos o nome do autor lá ficasse consignado.
É uma transformação de mentalidades, eu sei, mas que terá de encontrar aliados a começar pela comunicação social. Um arquitecto da Câmara não deixa de ser um autor e como tal com os seus direitos de autor consagrados. Esta imagem aqui fica à espera da placa inaugurativa do polémico MIA. Aí, depois, continuaremos a conversa.

Não é uma questão de defesa das crias, como dizia a um amigo há dias, mas esta coisa dos nomes – sendo que eu próprio, graças à querida Zita Seabra, passei as passas do Algarve…adiante – remexe-me as entranhas! Por isso, meu caro arqtº João Colaço*, hoje, aqui e agora é como se o seu nome estivesse para sempre gravado naquela placa. Melhor, a sua imagem, a sua pessoa, sentado sob a sua belíssima pala, como que acolhendo e preservando, defendendo, todo o fabuloso espólio da nossa terra.
Muito obrigado e parabéns pela sua primeira obra.
antónio colaço
*Não porque seja meu filho mas para que os filhos dos outros, um destes dias, vejam os seus direitos de autor plenamente consagrados.
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TODOS AO 12ºFESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO.
Não. O órgão da Matriz de Mação não integra o Programa do 12º Festival Internacional de Órgão deste ano.
Consulte o Programa e não perca nenhuma das sessões. Infelizmente as muitas tarefas impediram, ao contrário do que é costume, participar na Abertura. Pelo menos, contamos aparecer pelos Jerónimos.
Por isso, demos um pulo até ao órgão da Matriz de Mação(Sec XVII), com uma breve visita prévia que partilhamos convosco. Não, o problema não é de algumas palhetas desafinadas e sim do executante, um aprendiz de sons a quem aquela fabulosa peça agradece, pelo menos, algumas improvisadas festinhas. Nada mais do que isso. O órgão agradece, como se pode ler aqui!
O “organista é um bom organista …” e na linha de alguns comentários anteriores, tentou, em 1980, a aprendizagem no Conservatório Regional de Tomar que, de uma vez por todas, desse consistência a um irreprimivível autodidatismo.Um acidente de automóvel interromperia tão saudável aspiração! Estavam por lá, entre outros, o prof Antoine Sibertin Blanc,hoje, organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, então nosso professor de Canto Coral ( foi lá que fomos companheiros de carteira dessa grande estrela Carlos Moisés, dos Quinta do Bill!Ah! Carlos, saudades da Dª Tamagnini e suas exigências!!!)
antónio colaço
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VÉSPERAS
Sei cada vez mais de TI, sinto-Te cada vez mais, a qualquer momento, em qualquer lugar, nos instantes mais belos como naqueles em que pareço perdido, desligado, em suma, de Ti, oh! Altíssimo e Bom Senhor.
Obrigado pela Revelação deste fabuloso fim de tarde. Sim, estás sempre a Revelar-Te, eu sei, eu é que não consigo acompanhar-Te.
antónio colaço
ADEUS, MARIA JOÃO RIJO
Tropecei na notícia quase sem querer. Morreu a Maria João Rijo, de Abrantes.
(Mas…quem quer esta notícia, apresente-se ela de mil e uma maneiras?! Dois segundos depois, acreditando que as coisas continuam, refeito, de mãos dadas com a Esperança de uma Vida outra, continuo.)
A foto que publico refere-se a um tempo tão histórico quanto glorioso do quotidiano abrantino dos inícios da década de 80: as emissões piratas da TVA-Televisão de Abrantes!!!!( Sim, hoje, com a evolução tecnológica das TVNETs tudo isso parece fácil! Valeu, no entanto, uma ida nossa ao DIAP e respectivo processo, adiante.)
A Maria João Rijo, minha colaboradora nos incipientes serviços culturais da Câmara Municipal de Abrantes – obrigado, Maria João, por todo o apoio!- foi, ao tempo, convocada para emprestar a imagem de eficiente “locutora de continuidade” o que fez com brilhante profissionalismo!!! A emissão passava-se no velhinho Convento de S.Domingos, sobre o qual se preparam para fazer precipitar, em breve, um Pedregulho ( Maria João, de certeza que abriríamos as notícias com essa outra nefasta notícia para o património edificado de Abrantes!!!Agora que estás com o nosso querido Eduardo Campos, iluminem lá aquelas deslumbradas mentes dos nossos autarcas!!!) e contava com a inquestionável solidariedade do Engº Bioucas!
Maria João, pela tua solidariedade, também, naquela arriscada noite de todas as piratarias, um MUITO OBRIGADO, outra vez!
Para a família da João um abraço solidário!
antónio colaço
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PROJECTO DDV.DÁ DEUS VOZES…
O projecto DDV – Dá Deus Vozes, leva-nos, hoje, a um Parque de Estacionamento.
Tal como as artes plásticas não se esgotam nas galerias – o animador de serviço já expôs nas abandonadas casas da Serra do Bando, Mação,nos corredores da TSF, Amoreiras, aquando das emissões do Postigo, de Ferando Alves, uma vernissage com obras de arte, vinho do Porto, catálogos mas… sem visitantes, apenas registada em vídeo ainda não editado – também o canto não se esgota nos salões, basílicas ou grandes auditórios do CCB.
O projecto DDV levou-nos aos corredores de S.Bento. Hoje, a um qualquer parqueamento.Mais do que a qualidade, perceba-se a intencionalidade.
Melhores dias virão. Com mais qualidade, sem receios, sem rodeios, aceitando mesmo os galanteios de umas boas salvas de palmas que caracterizam estes meios.
Vá, lá. Comecem também a cantar. Antes e depois de estacionar.
antónio colaço
NR – Já se percebeu que a ânimo entrou, finalmente, no reino do You Tube, mas…sem rede! Sem cuidados de edição, que ainda não possuímos, mas que sabemos. Vícios antigos dos tempos em que corríamos à frente dos fiscais dos Radioelétricos para pôr no ar emissões de rádio e também de televisão. Como se diz na tropa, “respeitinho que a velhice é um posto”!!!!Posto isto, desculpem-nos estas imagens, por enquanto, ”não editadas”! Nunca, deitadas, à sombra da bananeira, à espera de um sucesso que cá por estas bandas nunca nos veio ter de mão beijada! O nosso sucesso é o privilégio deste estar aqui com todo o apreço por si ( isto hoje é só rima!!!).
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CINCO MINUTOS DE ÂNIMO COM….
Na continuação das comemorações dos 30 anos da ânimo, não perca, dentro de dias, como pode ver e ouvir quem vamos convidar para nos dar ânimo, durante CINCO MINUTOS.
Aqui na ânimo.TV, bem perto de si.
Você poderá ser o próximo convidado.
Saiba, em breve, como pode convidar-nos a ouvir o que tem para nos dizer, em CINCO MINUTOS.
antónio colaço
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A FALA DAS URNAS.UMA NOVA MAIORIA.A DOS QUE MAIS PRECISAM.
Imagem da única rosa colhida, esta tarde, no meu Vale das Árvores. Quase ao fechar das urnas, um botão a desabrochar.
É tempo de assumir que o caminho se faz com mais gente. Gente do lado do pão, da paz e da justiça para os que mais precisam. Gente do lado da maioria.
Viva a nova maioria.
Tem de ser Melhor. Tem de ser Maior.
Com todos. A Esquerda TODA.
antónio colaço*
Um post assumidamente pouco correcto.Politicamente falando…depois da fala das urnas! Uma fala…correcta!Não há volta a dar!
Acredito no ânimo de José Sócrates para fazer todas as pontes com as esquerdas! Todas.
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CONTRIBUTOS PARA UM DEBATE
Muito sugestiva a rosa.
Certificaste-te que não é transgénica e que não tem um microfone acopulado?
É que o Diabo, às vezes, tece-as…
JATS
Meu caro Colaço.
A poucos dias de terminar, oficialmente, esta legislatura, sou a reagir às tuas observações(votos?).
A esquerda de que falas existe mesmo? Ou é um sonho inspirado pelo bucólico espaço que nos envias?
É que eu acho que todos os do lado esquerdo da política têm que mudar de forma visível para que alguma esquerda se possa afirmar. Não será, penso eu, mantendo-se nos seus feudos político ideológicos, como até aqui.
Se a situação do País não determina uma visão original da esquerda portuguesa , então não será esta que determinará o curso deste País. Nestas eleições não vi, nem ouvi, ninguém falar do País real, mas apenas da forma como o fantasia. Ainda desconto que em campanha eleitoral era improvável que alguém o fizesse, mas agora é o momento da verdade ( que pode uma vez mais ser adiado, é certo, mas com uma alta factura!).O Sócrates tem mais hipótese de chegar ao fim da próxima legislatura, ou ao momento que achar mais interessante para a terminar, sem a esquerda de que falas. Com a actual esquerda só ajudará a direita a recompor-se e a descaracterizar mais o PS. O espectro partidário parlamentar actual não é a representação fiel do povo português! Não nos esqueçamos de que a economia é determinante( K. Marx lives!)
Não há uma crise para vencer, mas uma nova economia para edificar. E não há nenhuma visão disso da parte de nenhuma esquerda europeia. Esse é o busílis!
Estou absolutamente convencido disto, já o manifestei, já paguei a respectiva…. mas não mudarei facilmente.
Um abraço
V. Leite
Olá António
Obrigada pelo mail. Que linda foto, a nora e a rosa, a primeira, a falar de esperança…
Beijinhos
H. Martins
Olá camarada Colaço.
LINDA esta foto! Para uma “galinha do campo” como eu, foi um pitéu para os meus olhos.
Espero poder retribuir-lhe, não com uma foto, mas com uma palavra, simples e pequena : “VITÓRIA”
Já estou em combate como um soldado abenegado. O povo ditará no dia 11 a sua livre escolha democrática – a CDU quer fazer mais um mandato, o último possível para a actual presidente Gabriela Tsukamoto, nós, gostaríamos de “tombar o muro de berlim” em Nisa!
Abraço, da
Idalina Trindade
Um botão a desabrochar no Outono?
Sim, poderá, mas será sempre mais complicado desabrochar e será sempre a mais frágil.
Quanto às pontes:
PS/BE – Não muito provável, mas possível.
PS/CDU – Falta de disponibilidade para acordos, menos provável do que a aliança com o BE
Penso eu de que…
Não sou jardineira nem politóloga, mas adoro ROSAS, cheias de ânimo.
MC
Infelizmente , tenho-o por mais capaz de fazer a ponte com o PP…
Mas é bonito o teu post. E o teu Vale das Árvores deve ser um espanto.
Abraço,
Diana Andringa
Um abraço, Colaço.
Concordo contigo quanto ao que escreves no sentido de esta Nova Maioria aprofundar os princípios de igualdade de oportunidades/mais concursos públicos para o preenchimento dos lugares na Administração Pública, tornar o aparelho de Estado cada vez mais imune aos humores do poder político, de tentar conciliar firmeza com a transparência dos fundamentos das decisões, etc, etc.
Dificuldades de sobra, com certeza, mas com debate, discussão, as chaves das soluções estarão ao dispor de muitos mais.
Carlos Sousa
Dia 26 de Setembro fui à Biblioteca de Torres Novas ao lançamento do livro (O Nevoeiro dos Dias — 65 poemas) do meu grande amigo Eduardo de Jesus Bento. Gostaria de dedicar a todos os amigos deste blog a dedicatória que teve a amabilidade de escrever: Mário, digo apenas: as ocasiões, todas, são para os amigos. Obrigado, Eduardo. Só espero que todos tenhamos e voz e os gestos para celebrar a amizade!
Hoje, 27 de Setembro, fui votar. Olhei para o boletim, virei os olhos para o outro lado, fechei-os e fiz uma cruz. A saliva foi insuficiente para debelar o embaraço e a secura da garganta. Chegado a casa, continuei e acabei de ler os 65 poemas (comemorou desta forma original os seu sexagésimo quinto aniversário…) e transcrevo o poema Nós, que é o que melhor traduz o meu estado de espírito:
Lentos são os pássaros neste tempo apressado.
Buscam o leito seco dos rios.
É a aridez que conduz os pássaros
E os homens retardatários buscam
ainda algum abrigo,
em vão!
Não há porto, nem barco, nem água…
A secura apoderou-se das planícies.
Os sonhos mortos às portas da alegria
fenecem com fúnebres corolas
que acompanham os mortos.
Somos nós os mortos
E trazemos na alma o esquecimento
do sereno crepúsculo, do som da fonte, do regresso dos rebanhos.
Eduardo de Jesus Bento
Um abraço de amizade para todos os que se sentem unidos pelo blog
Mário Pissarra
E, já agora, meu caro Colaço, que esta “nova maioria” não olhe apenas para um lado, que olhe também para a direita (não, não me refiro a outras direitas que não precisam que olhem por elas), que olhe para o interior profundo, esquecido, desertificado, que nem sempre sabe reivindicar. Quanto ao resto, estou como dizia alguém, não os invejo, diria até que a sorte nem sempre é dos vencedores.
Um abraço
Silvério Mateus
Custa-me a acreditar na concretização dessa hipótese, já na aliança com o CDS não digo que não.
Um amigo meu tem uma opinião muito interessante sobre estas eleições, ele diz que o PSD não quis ganhá-las. E eu começo a pensar que ele tem razão…
Pedro Reis
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PROCLAMAÇÃO
Crónica publicada no mensário VMT – Voz da Minha Terra, de Mação. Campanha eleitoral autárquica oblige. Apesar de ser um exercício da mais pura ficção, não restam dúvidas de que desejo, ardentemente, como qualquer maçanico que se preze, 35 anos depois de um avassalador poder laranja, que ele possa ser proferido pela candidatura socialista à Câmara de Mação liderada por Nuno Neto e Helder Oliveira. Chegou a sua hora . Boa sorte e, se possível, um pouco mais de audácia.
Peço-lhe que me acompanhe por alguns instantes numa pequena meditação. Não é pedir muito tendo em conta o tempo tantas vezes perdido em frente de um televisor, cavalgando telenovelas, vidas alheias, fugindo a assumir o papel principal na sua própria história de vida. Estou, imaginemos, estamos – eu, você, em suma, cada um dos milhares de leitores do VMT em si considerados - no dia 11 de Outubro, à noite, e o povo de Mação acabou de me eleger, de nos eleger, para Presidente da Câmara Municipal de Mação. Fomos eleitos na base de um programa e da confiança que os cidadãos em nós depositaram. O que vai seguir-se é, assim, uma Proclamação que visa relembrar e comprometer-nos perante todos.
Maçanicos, agora que fui eleito Presidente da Câmara, quero jurar solenemente a fidelidade ao principio de que para mim todos são cidadãos com iguais direitos e deveres e tudo farei para aprofundar, nos próximos anos, um relacionamento pessoal com todo o universo de eleitores e cidadãos residentes no nosso concelho o que me fará levar ao extremo recorrer a todos os meios para, porta-a-porta, telefone a telefone, telemóvel a telemóvel ou mesmo internet/vídeo conferência, perceber como vivem, o que sonham, o que sofrem e o que é a Câmara Municipal que, a partir de agora, dirijo, poderá fazer para vos tornar os dias mais leves, para tornar as decisões mais corresponsáveis, para ter, enfim, uma população que conhece não só o seu presidente mas que, através dele, à sua imagem, deseja conhecer-se entre si, pertença a que partido pertencer, professe a religião que professar, tenha a idade que tiver, adopte o estilo de vida que adoptar.
Ficam por isso excluídos, a partir deste momento, qualquer tipo de favorecimento, partidário, familiar, cunhas, pedidos, numa palavra “conhecimentos”, porque vamos todos, a partir de agora, ficar a conhecermo-nos uns aos outros..
Maçanicos, agora que fui eleito Presidente – não se esqueça é você que também está a dirigir-se a eles!! – tudo farei para desenvolver as potencialidades do meu concelho, a começar pelas riquezas naturais, iniciando, desde já, os contactos com a população do Chão do Brejo/Castelo, para conseguirmos ir a tempo de alcançar os fundos comunitários que restam e converter a Serra do Bando no Parque Natural da Serra do Bando, na Grande Sala de Visitas do nosso concelho transformando-a num dos nossos principais motores económicos, nomeadamente, pela rápida criação de muitos postos de trabalho dadas as diversas áreas que para ali serão chamadas a intervir como sejam, restauração, agricultura, artesanato,serviços,saúde, ensino, etc. Tal passará pela recuperação da aldeia existente e construção de raiz de um Hotel da Serra em moldes já aqui largas vezes abordado, entre outras apostas (é uma crónica, não se esqueça!)
Nesse sentido, a Câmara Municipal deixará de servir como fonte empregadora e, sobretudo, geradora de injustiças ao pagar com empregos os votos obtidos nas urnas durante tantas décadas. Acabaram-se os medos.Todos serão precisos.
Maçanicos, agora que fui eleito Presidente, tudo farei para redinamizar o nosso Centro Histórico, iniciando, desde já, um plano de conversações para saber quem é quem no que aos proprietários dos imóveis abandonados diz respeito e com base na mais recente legislação do nosso governo, definiremos um plano de reabilitações. Aquilo que alguns chamaram a nova Central de Camionagem, o chamado Auditório, será reformulado no seu aspecto exterior por forma a atenuar o desenquadramento para que a “pallete de modernice” bacoca convoca. O Posto de Turismo será, de facto, um posto de turismo e não um estabelecimento de florista, com muito respeito por quem lá está e a polémica escultura de homenagem ao Pe Figueiredo bem como a reposição daquele espaço como património edificado, verdadeiramente dedicado a um memorial digno do ilustre latinista, repondo, assim, a continuidade da rua, serão outras das realidades.Tudo faremos, ainda, para dialogar com todos os proprietários, invertendo a lógica da caça à multa e às pequenas taxas para pequenas obras, incentivando, antes, os moradores, da sede da vila e aldeias do concelho, para que as promovam dando delas, apenas, prévio conhecimento.
Ficam, por isso, excluídas quaisquer obras de construção que visem alterar o bilhete de identidade herdado de nossos pais. Nesse sentido, todos os proprietários que contribuíram para a edificação dos vulgarmente chamados mamarrachos, nomeadamente, no Largo do Cineteatro, Rua de Stº António, e não só, serão chamados à Câmara para a definição de uma solução que reponha o velho traçado do nosso património edificado.
Maçanicos, a partir hoje, todas as reuniões da Câmara passarão a ser semanais, depois do horário de trabalho e com períodos dedicados à intervenção do público que assim poderá nelas participar.
Quero, para terminar, pedir desculpa por 35 anos de um poder que vos ignorou, sim, mas para quem agora peço a vossa máxima compreensão. Vamos mostrar como se utiliza o poder, desde logo, para lhes perdoar e mostrar-lhes não só como se deve fazer mas, sobretudo, que se juntem a nós para também fazerem.
Maçanicos, quero ser um Presidente inteiro e a tempo inteiro. A minha única empresa sois vós. Ajudai-me a conseguir para Mação, finalmente, a arrumação que a nossa terra merece.Muito obrigado.
MAÇÃO – Nascer do sol…
antónio colaço
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PASTEIS DE BELÉM. VENERÁVEIS E INVULNERÁVEIS
( A partir de espectacular foto de Vasco Neves/DN de hoje)
Nunca fui muito à bola com uma certa imagem de seriedade que Aníbal quis transmitir. Confesso, todavia, que o homem me pareceu ter mudado aqui há alguns tempos atrás. Pura ilusão. A estafada encenação do “forçado“ presidente atirado às feras, quase tropeçando nos barrocos cortinados com que uma qualquer Graça Viterbo lhe embrulhou os dias, deixaram-me estarrecido perante tamanha hipocrisia ( há muito que não via e ouvia tanta unanimidade nos fora das rádios e TVs condenando semelhante desfaçatez ).
Um chefe não discute na praça pública as ” vulnerabilidades” das suas tropas! Ataca-as, lá, onde elas parecem ter lugar!
Senhor Presidente, não é só o Lima que precisa de limar as arestas da honra perdida. Encontrem-se ambos, de ” preferência num local “discreto” e, depois, vejam se acertam o passo, não vá o povo juntar-se às portas do Palácio de todas as Habilidades, por causa das suas tantas….Necessidades.
O senhor acabou de revelar o segredo de Belém!
O que nos vale é que, apesar de tudo, para a nossa penalizante delícia – essa outra incontornável e gastronómica vulnerabilidade – o segredo dos vizinhos Pasteis de Belém … se mantém invulnerável!
Ah! Veneráveis Pastéis de Belém, ou, como diria Pessoa, “come pastéis, Aníbal, come pastéis”!
antónio colaço
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EXCLUSIVO.ESTREIA DO NOVO ÓRGÃO DE TUBOS DOS JERÓNIMOS
Graças à informação de um amigo da ânimo pudemos desfrutar do Concerto de estreia do novo Órgão de Tubos do Mosteiro doa Jerónimos!
Apenas um reparo, que não é tão pequeno assim. Discordamos, em absoluto, da sua localização. Por que não colocá-lo no Coro alto?
A leitura do conjunto da Igreja fica completamente anulada.Isto se diz a favor da belíssima peça que é o Órgão fabricado pela Organaria Mathis AG de Nafels, Suiça. Uma opinião para fundamentar melhor – diga-nos de sua justiça - mas que hoje, agora, pode esperar.
É para lá que vamos já com o Prof Wolfgang Seifen, Professor Catedrático de Improvisação na Universidade das Artes de Berlim :
antónio colaço
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WEBANGELHO SEGUNDO ANSELMO.OS CRISTÃOS E A CRISE
Pe Anselmo Borges
In Diário de Notícias, hoje
Os cristãos e a criseFrente a este título, temos, logo à partida, de reconhecer que é nos países de maioria cristã que estão os responsáveismaiores pela crise. Não foi no hemisfério Norte que começou? Por outro lado, é na Europa que se encontra hoje o melhor nível de vida da história, e o modelo social europeu é invejado. Mas há uma pergunta, aparentemente cínica, para a qual não é fácil encontrar resposta definitiva: somos ricos à custa do Terceiro Mundo? Eles são pobres porque nós somos ricos?
Depois, é preciso perceber que há, nesta questão, níveis ou esferas a distinguir, como escrevi aqui, no artigo “O capitalismo é moral?”. À economia não se pede que seja moral, mas eficiente. Por isso, não há uma moral da economia ou da empresa, mas deve haver moral na economia e na empresa.
No Evangelho segundo São Mateus, há um texto terrível – o da parábola dos talentos. Um servo recebeu cinco e conseguiu outros cinco; outro, dois e ganhou outros dois; o terceiro recebeu um só talento e, com medo, guardou-o, para poder entregá-lo ao senhor, quando voltasse. Resposta do senhor: “Devias ter levado o meu dinheiro aos banqueiros e tê-lo-ia levantado com juros. Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque ao que tem será dado e terá em abundância; mas ao que não tem até o que tem lhe será tirado” O dito “ao que tem mais será dado e ao que não tem até o que tem lhe será tirado” ficou conhecido na sociologia como “o efeito de Mateus”.
É certo que a parábola deve ser lida à luz do texto seguinte, referente ao Juízo Final, portanto, à verdade última da História: “Vinde, benditos de meu Pai, porque me destes de comer, de beber, de vestir…” O critério de salvação é a bondade e o bem-fazer aos preferidos de Deus, os pobres. Mas isso não nega a necessidade de eficiência da economia.
Onde está então um sistema novo a unir liberdade e justiça, política e moral, amor e eficiência? De qualquer modo, há uma nova tomada de consciência, sintetizada nesta afirmação contundente de um especialista em economia, Jacques Attali: hoje, “coabitam duas tendências: a selvajaria absoluta, que vai fazer com que tudo expluda, se não se agir rapidamente; e a tomada de consciência do interesse de um Estado de direito global, que tudo pode salvar”.
No contexto da crise, realizou-se de 3 a 6 de Setembro, em Madrid, com 700 participantes, o XXIX Congresso de Teologia sobre o tema “O cristianismo perante a crise”. Ficam aí algumas conclusões.
A crise de 2008 e 2009 é “uma prova de fogo não só para os dirigentes mundiais, mas também para a consciência de muitos cristãos, ao questionar o seu nível de solidariedade comprometida”.
Trata-se de “uma realidade de injustiça económica que exclui os mais necessitados e vulneráveis da sociedade”, tornando-se patente a fragilidade de uma sociedade que substituiu os valores cristãos pelo “enriquecimento fácil e a ostentação sem limites”. Assim, quando “não só a economia e a política, mas também a fé e a ética estão em crise, é hora de solidarizar-se com os grupos mais frágeis da humanidade e recuperar alguns valores cristãos, como a opção preferencial pelos pobres”.
“Embora consideremos que o responsável pela crise é o sistema capitalista, que permite que alguns enriqueçam à custa do empobrecimento das maiorias populares, denunciamos a apatia e a falta de compromisso social das confissões religiosas, que se preocupam mais com questões de poder e com continuar a defender situações de privilégio no campo económico e social do que em denunciar as injustiças de um sistema que atenaza os sectores mais necessitados.”
Impõe-se construir “uma nova ordem mundial – política, económica, jurídica – alternativa ao neoliberalismo, baseada na cooperação, na solidariedade e capaz de levar a cabo controles efectivos do actual sistema financeiro”.
No plano pessoal, “como cidadãos e crentes”, temos de assumir compromissos concretos, “renunciando ao consumo irracional e insolidário, vivendo com austeridade, solidarizando-nos de modo efectivo com as vítimas da crise”.
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FINAL DO FESTIVAL DE ÓRGÃO
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MAÇÃO.VANDALISMO DE MÃO EM MÃO.
Nos últimos dias acordaram novamente, sabe-se lá a mando de quem, em nome de quê, pequenos e estouvados demónios cavalgando uma juventude desorientada, sem horizontes, na maçanica terra de “verde horizonte” cognominada.
Vêm pela calada da noite, batem em veloz e cobarde retirada uma vez a patifaria consumada. Desta vez, uma média mas cortante pedra, cujo impacto ficou assinalado no corte de 1 cm na porta chapeada, provocando, ainda, a queda de um dos ferrolhos do postigo.
Já não é o susto de quem, regressado da grande cidade, vê, assim, sobressaltado, o merecido descanso ao cair da tarde. E sim a apatia, a falta de colaboração de quem, no interior da sede da GNR/corporação, responde com um nem sim nem não, “o que é que a gente pode fazer?!“, “alguns deles até são filhos do jet-set e os pais em vez de os educar tratam é de os safar”!!!!
Garrafas de cerveja atiradas para o páteo, corte de plantas no pequeno jardim, avaria de uma fechadura nova colocada na velha porta recuperada, a porta escarrada ( sim, assim com todas as incomodadas letras!!!)…
É esta a juventude do autárquico MAÇÃO TOTAL ?!
Recuso-me a aceitar. Deve haver uma outra razão. Uma outra mão por trás que diz ” vai e faz, não o deixes em paz”, “escreve demais, critica demais, perturba a nossa paz “….
Não comprarei por preço algum toda a PAZ que em Mação sei.
antónio colaço
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CADOUÇOS(ABRANTES) E PÓVOA (DÃO).ELES FAZEM, MAÇÃO, NÃO!
Pude visitar nas férias de Verão dois sítios onde GENTE CAPAZ, GENTE QUE FAZ, recuperou e devolveu à vida, no caso a aldeia medieval de Póvoa Dão, ali bem no coração do Dão (qualquer coisa assim como o já tão estafado, eu sei, Chão do Brejo, na nossa querida Serra do Bando ) e a Herdade de Cadouços, ali para as bandas de Água Travessa, Bemposta, Abrantes, já reconhecida pelo famoso Guia Michelin, a fazer lembrar o que se podia fazer com o Lagar de Azeite da Rua Luís Camões.
Em ambos os casos a nossa câmara, o seu presidente, dirão sempre que isso dá muito trabalho, essa coisa de ter de juntar os proprietários….
Ficam as imagens. Afinal, é mesmo possível! Passem por lá.
ALDEIA DE PÓVOA DÃO
Deixemos o Dão, rumemos a Sul, a caminho do Chão…,perdão, da Bemposta, ali para as bandas de Abrantes. Dentro de Bemposta, junto da Igreja siga para a direita, pois está bem assinalado. Desta Herdade, fica a imagem de grandes relvados, grandes espaços, uma grande barragem com imensos achegãs dentro, e para além das belíssimas esculturas de mestre Zé Pimenta ( de Rio de Moinhos!) a informação de que o seu vinho biológico estagia ao som de … canto gregoriano! Ainda nos chamam idealistas…Ah! E tem um grande public relations, Jorge Rosado, de seu nome.
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POR UM MAÇÃO MAIOR.SEM ASSOBIOS!
FOTOMONTAGEM*
“Permitam-me a imodéstia mas, em Mação, eu sou Feliz!”
Saldanha Rocha, folheto de candidatura PSD, 28.9.09
Para que também eu continue, com muito orgulho a ser feliz em Mação, com uma felicidade feita do amor à recuperação do Centro Histórico, à exaltação das virtudes da abandonada paisagem das nossas serranias, feita da prevalência da ética nos negócios públicos em áreas onde confusão entre sector público /privado não pode ter lugar, feita da proclamação da participação de todos (assembleias municipais abertas) nas decisões que a todos dizem respeito, uma felicidade feita, numa palavra, com a comprovada convivencialidade dos eleitos com os seus eleitores.
Por um Mação Maior,
- apesar de ti, deslumbrado com o poder que te caiu nas mãos
( para quando a homenagem a Elvino Pombo?)
- apesar do teu eternizado e “asfixiante” partido à frente dos destinos de Mação (desculpe lá, Manuela, venha cá ver como isto é),
- apesar da vossa arrogância de vos saberdes eternos, tanta a traficância de cargos e empregos vários.
Por um Mação Maior, meu caro Mané, ficas a saber que na noite do próximo domingo, aconteça o que acontecer, se voltares a parar à minha porta a caravana da tua deslumbrada consagração e tentares assobiar para me amedrontares, como o fizeste na noite eleitoral de há quatro anos, será Portugal inteiro que concluirá pela imagem assim alcançada de que valores é feita a felicidade que agora, nessa imodéstia que te caracteriza, proclamas aos quatro ventos da terra.
antónio colaço
*Factos: Há quatro anos, na caravana com que celebrou a sua vitória eleitoral, Saldanha Rocha mandou parar a viatura de caixa aberta em que se pavoneava assobiando como se reproduz na fotomontagem. Eu estava lá por acaso. Vi tudo e quase não acreditei!
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ENCERRADOS PARA….REFLEXÃO
O Sol adianta , hoje, que apenas 37 Câmaras mudarão de mãos. Miguel Sousa Tavares constatava, ontem, que muitos autarcas/ou as forças políticas que os apoiam já levam quase 34 anos de eternizado poder….e que é muito difícil que algum deles o perca.
Assim, que reflexão é possível? Ficamos em casa durante quatro anos,deixando que os outros decidam por nós? Temos algum tácito bem bom negocial – um emprego, uma licençazita por baixo da mesa, um concursozito com informação antecipada, um estranho pudor em afrontar “o senhor presidente”?!
Vinde, o artista contratado para nos animar o silêncio é um bom artista, tem as suas (muitas) limitações mas a única coisa que pretende é que, no próximo domingo, cada um se meta ao caminho e execute a mais bela peça da democracia: VOTE!
Órgão da Igreja da Ameixoeira, Lisboa.
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ABRANTES NO CÉU MAS… COM OS PÉS MAIS ASSENTES NA TERRA,SIM?! MAÇÃO, OH NÃO!!!
Parabéns, Maria do Céu.
Não tenho o prazer de a conhecer mas espero que tenha os pés cada vez mais assentes na terra. Como já ficou escrito, há algum tempo, veja se o executivo regressa ao contacto com o social . Ou seja, menos deslumbramento e mais empenhamento. Apesar de tudo os abrantinos acreditam que é possível um pouco mais de sensibilidade social.
Para bem de todos nós,liberte-nos do Pedregulho.Quero dar por bem emprego o meu voto.
É o meu único pedido.
O meu segundo pedido – soube-o à boca das urnas – é que trate de reparar o lapso cometido com o não Convite a toda a família do meu querido amigo Eduardo Campos para a inauguração do Arquivo Histórico com o seu nome.
Quanto ao chauvinismo protagonizado pelos “ICA”, acho que morreram na praia vítimas dos seus próprios erros, ou, antes – para salvaguardar a boa fé da maior parte de muitos amigos que por lá vi - de quem, ressentido, foi incapaz de converter o ressentimento em renascimento, em ressurgimento, não contra tudo e contra todos e sim com o melhor de todos, sejam, ou não, “do nosso concelho”.
A primeira declaração do líder, aos microfones da RAL, há pouco, um verdadeiro desastre: “este resultado demonstra que há um espaço de …manobra!!” O manobrismo foi, como se viu, derrotado e dá sinais de não ter emenda. Manobra não é bem o mesmo do que querer fazer obra, meter mãos à obra. É mais meter as mãos pelos pés. Deu no que deu. Infelizmente já sabemos do que a casa gasta.
antónio colaço
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MAÇÃO
OH! NÃO!! MAIS 4 ANOS DE SALDANHA A METER DESTA ÁGUA EM MAÇÃO!!!
Sem palavras. No tira-teimas final dentro da família socialista, afinal, a única mas dramática conclusão é que o PS liderado por Nuno Neto não conseguiu vencer.
Nenhuma outra conclusão é legítima! O futuro … a quem pertence?
Para o bem e para o mal até a água que andou menos turva nos últimos dias, mal terminou a campanha ( deve haver uma bem montada central de comando!!!) ei-la de regresso.!!! Imagens colhidas hoje de manhã e que não editamos logo para que não nos acusassem de querermos interferir no processo eleitoral.
Assim, como duro castigo para todos ( que água correrá nas torneiras de Saldanha?!) este é o único resultado visível dos votos desta noite!
Parabéns aos vencedores que assim nos fazem regressar as dores?! Como diz o do anúncio, “eu é que não sou parvo“!!!
Bora ao Brejo …. a buscar mais uns garrafõezitos… antes que o Saldanha crie mais uma empresa tipo “MÁGOAS de Mação!, sei lá!!!!!!
antónio colaço
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EXCLUSIVO!EXPLOSIVO!ADIVINHE QUEM ESTREIA “CINCO MINUTOS COM….”
Aqui, entre as 19 e as 20!
Hoje!
Na ânimo.tv*
antónio colaço
*Está bem, os rapazes do You Tube querem lá saber….
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S.BENTO DA PORTA … RELATIVAMENTE ABERTA
Falhou a iniciativa dos nossos primeiros “CINCO MINUTOS COM…”
Era uma ideia simples, sem grandes riscos, cinco minutos com alguém que muito prezamos e que poderia estar sentado no hemiciclo de S.Bento, amanhã.
O povo não quis.
Mas o nosso convidado quis e aceitou de bom grado subir a S.Bento e, sentado nas plebiscitadas cadeiras, reflectirmos sobre dois ou três temas em torno não só das expectativas da nova legislatura mas, também, das mudanças e contributos para dias melhores a alcançar.
Creio que o politicamente correcto falou mais alto em cima da hora. Estranhamos, pois a nova força política que o nosso amigo integra propõe-se combater isso mesmo.
Ficamos com estas silenciosas imagens de um S.Bento de todos os silêncios.
De que falas serão feitos os silêncios da maioria relativa e seus impasses?!
Estão abertas, pois, relativamente, as Portas de S.Bento da Porta Aberta!
antónio colaço
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MATINAS
Sabes que não ando afastado de Ti, oh Deus nosso Criador e sim, por causa do frenesim dos últimos dias, Tu é que andas, descaradamente, afastado daqui, por mim.
Entra com o sol do teu Sol Todo.
antónio colaço
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WEBANGELHO DE ANSELMO
Tudo em Anselmo é de excelência, mas, confesso, há momentos de grande PLENITUDE, redundâncias à parte!Este, hoje, é um momento de grande CINTILÂNCIA. Só pode ser mesmo de PALAVRA REVELADA!Um privilégio!Obrigado bom Amigo!
ac
Pe Anselmo Borges
(In DN hoje)
Pecado original e política
Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador. Já várias vezes tentei aqui explicar que o chamado pecado original tal como habitualmente é interpretado – um pecado de Adão e Eva, de origem sexual e transmitido sexualmente – foi sobretudo obra de Santo Agostinho e não tem raiz bíblica. Mas há uPecado original e política Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador. Já várias vezes tentei aqui explicar que o chamado pecado original tal como habitualmente é interpretado – um pecado de Adão e Eva, de origem sexual e transmitido sexualmente – foi sobretudo obra de Santo Agostinho e não tem raiz bíblica. Mas há uma verdade no pecado original: quer referir-se ao mistério de uma liberdade humana ferida. Porque é que a vontade não é sempre boa? Há um lado obscuro da liberdade. Somos seres morais, mas não fazemos sempre o bem, de tal modo que R. Niebuhr afirmou que o pecado original é a única doutrina cristã empiricamente verificável. E o filósofo agnóstico M. Horkheimer também disse que era um dogma que ele aceitava. Três impulsos fundamentais movem o ser humano: o prazer, o ter e o poder. Provavelmente, o mais forte e abrangente é o do poder, de tal modo que Adler poderá ter mais razão do que Freud. No limite, o homem sonha com a omnipotência, porque ela o libertaria da morte, e aí está a razão por que o poder é a tentação maior. Como escreveu E. Canetti, “Dos esforços de uns tantos para afastar de si a morte surgiu a monstruosa estrutura do poder. Para que um só indivíduo continuasse a viver, exigiu-se uma infinidade de mortes. A confusão que surgiu disso chama-se História”. Nunca estaremos suficientemente gratos aos gregos pela invenção da democracia, segundo a qual todos os cidadãos têm direitos políticos iguais. Ninguém está acima da lei, que deve ser obedecida por todos. Que mandem todos não é natural. Natural é que mandem os mais fortes, os mais espertos, os mais ricos, os que estudaram mais, os astutos, os santos. Como escreveu Fernando Savater, “que o poder seja coisa de todos, que todos intervenham, falem, votem, elejam, decidam, tenham ocasião de equivocar-se, procurem enganar ou permitam que os enganem, protestem… isso não é coisa natural, mas um invento artificial, uma aposta desconcertante contra a natureza e os deuses. É uma obra de arte. Os gregos foram grandes artistas: a democracia foi a obra-prima da sua arte, a mais arriscada e inverosímil, a mais discutida”. A política é actividade nobre e são de saudar sempre aqueles que generosamente se entregam à causa pública. Mas há a advertência de Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, exceptuando todas as outras.” Também para avisar que não é perfeita e que tem defeitos. A ameaça maior é o poder e o seu exercício. Afinal, o que fará correr tanto tantos políticos? Lá andam eles e elas a palmilhar o país de cima abaixo, de lés a lés. Dormirão bem e o suficiente? Têm de ouvir o que ninguém gosta. Beijam quem lhes não agrada, enrugadas e mal cheirosas. Apertam mãos sujas. Nas famosas arruadas – que palavra que tão mal soa! -, esbanjam sorrisos, têm de sorrir, sorrir sempre, mesmo sem vontade. Têm de fazer promessas que sabem não poder cumprir. Em vez de esclarecerem os cidadãos, tentam tantas vezes enfeitiçá-los com discursos de sofistas. Claro que a política também é jogo, mas há tanta intriga e inveja e cilada que o espectáculo é, por vezes, pícaro e deplorável… O poder traz prestígio, mesmo que suposto. E benesses de todo o género. E sedução e luxos e exposição e fama. E precedências e continências nas paradas e guardas de honra. E dinheiro e convívio com os grandes deste mundo. E a ilusão de que se deixa uma marca na História. E a imposição da própria vontade. E a aparência da imortalidade pelos feitos. O poder – quem o repetiu foi um político nosso, famoso – é o maior afrodisíaco. Não é sempre assim, mas o perigo espreita. O risco é servir-se em vez de servir. Ou servir alguns apenas e não o bem comum. Corromper e deixar-se corromper. Não respeitar a separação de poderes e, concretamente, a independência do poder judicial. E que acontecerá quando o poder, mesmo conquistado legitimamente, se exerce sem competência intelectual, moral e técnica? A tentação é tamanha que mesmo na Igreja se esqueceu a revolução única do cristianismo: Deus não se revelou como omnipotência abstracta, mas força infinita do amor criador. E Cristo disse: “Não vim para ser servido, mas para servir.”
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ESTÁ A CHEGAR A MQT-MAÇÃO QUEM TV
LIgação, dentro de momentos, à primeira emissão experimental da MQT -Mação Quem Tv.
Aqui!
antónio colaço
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MQT * MAÇÃO QUEM TV . NO AR COM OS PÉS BEM ASSENTES NA TERRA
Boa noite, senhoras e senhores telespectadores, no preciso momento em que se comemoram os 50 anos do Telejornal, a MQT *MACÃO QUEMTV (deve ler-se “Mação quem te viu e quem TV”) aqui está a dar os seus primeiros passos!
Para já, muda, numa espécie de homenagem ao cinema mudo, mas embrulhada no silêncio de um vozeario insuportável, apenas perturbado pelo dlim dlão de um “está na hora, Mação“!!!! Um inexplicável paradoxo, em tudo idêntico a esse paradoxo outro que é, em pleno sec XXI , ainda ser possível recolher imagens destas em Mação.
Não, não estamos em directo. São imagens colhidas ontem, domingo, com o sol que resta deste soalheiro Outono. Um Outono que ameaça, para hoje, quebrar a monotonia enviando as chuvas que tardam.
Daí a pergunta: o que vai acontecer a esta afronta bem colocada no Centro Histórico da Vila se uma descarga de água fizer desmoronar as periclitantes paredes?!
MQT-MAÇÃO QUEM TV…. qual nova TV, qual carapuça, antes, sim, recorrer à força das imagens para, forçar, ao menos, assim, quem de direito, a intervir.A pôr fim a esta vergonha. Para começo de novo mandato, a promessa: contem connosco!
Alô, régie, NO AR!
antónio colaço
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EM ANO DE 30 ANIVERSÁRIO….
Expresso, 10 Outubro, 2009
(ÚNICA, Expresso 17 Out 2009)
Não é por nada mas…. hoje é dia de puxar dos galões cá em casa. Em ano de celebração do 30 aniversário, dois dos nossos amigos da equipa fundadora da ânimo nas páginas do Expresso com uma semana de intervalo. Sem qualquer sombra de deslumbramento. Para que conste.
De Carlos Alexandre está tudo dito. Ou, se quiserem, Carlos, faz o que tens a fazer! Ânimo!
No que diz respeito ao animador de serviço, apenas esta pequena nota:
a peça jornalística em causa está na Única, revista do Expresso, desta semana. Um trabalho que deveria ter sido publicado aquando da Exposição “Perto do Princípio“, que decorreu em Messejana, no passado mês de Agosto. A obra fotografada rendeu 600 euros que foram inteirinhos para os 50 putos órfãos de pais com sida de Bulenga, nos arredores do Uganda e foi feita a partir de três tijolos oitocentistas deitados para o lixo das obras de recuperação do Plenário da Assembleia da República.Intitula-se “A última pedra“, por oposição ao tradicional lançamento da ….primeira pedra! Aqui é a última pedra que foi lançada, não para o lixo, e, sim, para uma boa causa!
antónio colaço
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VÉSPERAS
Sem palavras. Jesu, de Bach. Uma das mais melodiosas versões que o You Tube nos proporciona.
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BONS TEMPOS VIRÃO…
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SEM NOME,SEM ABRIGO, PERDÃO, COM ABRIGO
Sem palavras é o que é.
O Expresso acaba de me pregar mais esta agradável partida.
Obrigado, Zita Seabra. Do fundo do meu coração. Um coração do tamanho de todos os nomes.
Clique no Van Gogh!!!
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WEBANGELHO.CAIM E SARAMAGO
Caim e Saramago
por Anselmo Borges
In DN de Hoje
“Éo primeiro exemplar que vendo”, diz-me a jovem da livraria, e parte da passada segunda-feira foi para a leitura do Caim de Saramago. Sinceramente, gostei. O romance escalpeliza um Deus tirânico, arbitrário, imoral, cruel, concluindo que “a história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele”. Um crente reflexivo não precisa de irar–se. Em primeiro lugar, há a liberdade de expressão. Depois, é preciso reconhecer que também há na Bíblia e noutros livros sagrados muito daquilo que Saramago denuncia: violência, crueldade, imoralidade, tirania, arbitrariedade. Chamei aqui frequentemente a atenção para isso. Quantas vezes, num quadro sádico, se pregou inclusivamente que Deus, para aplacar a sua ira, precisou do sangue do próprio Filho. Neste sentido, os ateus que sabem o que isso quer dizer prestam real serviço a Deus na medida em que obrigam os crentes a purificar a sua imagem. No limite, ai dos crentes, se não houvesse ateus! O que causou mal-estar e crítica legítima foram, no que alguns consideraram uma operação de marketing, as declarações de Saramago em Penafiel, que continuaram, referindo-se à Bíblia como “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”, sendo o Corão “a mesma coisa”. “Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos.” “O Deus da Bíblia é rancoroso, vingativo e má pessoa.” Foram afirmações de ignorância arrogante. E não fica bem ao Prémio Nobel passar um certificado de estupidez aos crentes, que são milhões. Aliás, perante o Deus de Saramago, só haveria uma atitude digna para o crente: ser ateu. A Bíblia na sua configuração actual, cuja formação demorou mais de mil anos, é formada por 73 livros, mas os crentes aceitam-na como um todo e só como todo é que se reclama da verdade. Como qualquer livro, para se poder apreender o seu sentido, tem de ser lida na totalidade. Saramago, com as suas declarações, fez, pois, uma leitura completamente parcial e unilateral. Todo o cristão lúcido sabe que a Bíblia não é um ditado divino e que precisa de interpretação. O fio condutor dessa interpretação ou hermenêutica tem a ver com a salvação plena e o sentido último. O que lá se encontra de desumano é para que o crente tome consciência do que nem o homem nem Deus devem ser. A Bíblia relata, ao longo de mais de mil anos, a relação dos encontros e desencontros dos homens com Deus e de Deus com os homens, sendo natural que se vá dando uma compreensão cada vez mais purificada de Deus. Assim, termina em Jesus Cristo, que mandou amar os próprios inimigos. E a única tentativa de “definir” Deus aparece em São João, e diz: “Deus é amor.” Mas, mesmo no Antigo Testamento, também há, por exemplo, o Cântico dos Cânticos e os Profetas, arautos da revolução moral segundo a justiça. Foi neste contexto que, interpelado pelos media, chamei à colação um dos grandes filósofos do século XX, Ernst Bloch, também ele ateu e marxista, mas conhecedor da Bíblia. Professor na Universidade de Leipzig, na então República Democrática Alemã, teve problemas com o regime comunista, vindo assim para Tubinga, precisamente porque chamava a atenção para a importância da Bíblia. Sem a Bíblia, “o livro mais significativo da literatura mundial”, não podemos compreender as catedrais, a Idade Média, Dante, Rembrandt, Händel, Bach. Sim, que se entende então verdadeiramente? Sem ela, não se entende a cultura alemã, a Missa solemnis de Beethoven, nenhum Requiem, nada”. Para Bloch, há um duplo fio condutor na Bíblia: o sacerdotal, em que domina o deus opressor, dos senhores, e o profético-messiânico-apocalíptico, que anuncia o Reino de Deus, a herdar meta-religiosamente como Reino do Homem: “Esta vida no horizonte do futuro veio ao mundo pela Bíblia.” C
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NR
Ainda sobre este tema a não perder no Expresso de hoje um belíssimo artigo do meu amigo Daniel Oliveira.
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ÂNIMOS EXALTADOS
Neste combate não nos faltará nem ânimo, nem coragem, nem determinação!
José Sócrates, Primeiro discurso.
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DOIS CAVALOS.LOUVOR E EXALTAÇÃO
A ânimo não conseguiu, de todo, reviver os bons velhos tempos que o encontro de 2CV marcado para este fim-de-semana, em Mação, proporcionava deixando, desde já, os parabéns para a organização.
Na memória as fabulosas tardes da capital do autocross, na saudosa Pista de Vale de Roubam, em Abrantes, e a animação das corridas que nós próprios ali protagonizámos fazendo a “narração” para os milhares de espectadores que de todo o Portugal para ali se encaminhavam. Uma foto procurada algures no Google:
Apanhado a regressar do Encontro de Mação – alguém tem imagens para partilhar, aceitamos – Arturo Cortez, um dos entusiastas no patrocínio às tão loucas quanto enlameadas tardes de Abrantes, acompanhado por sua mulher, em directo para as câmeras da ânimo.TV:
antónio colaço
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PROJECTO DDV.DÁ DEUS VOZES
Uma vontade imensa de regressar às cantorias. À ideia de que, se a arte não se esgota nas galerias, também as cantorias não se esgotam nas catedrais.
O regresso ao Túnel que dá acesso à Torre do Padrão, à Rosa dos Ventos, mesmo ao lado do CCB, 8.45 de uma enevoada manhã.
Para nosso espanto, alguém se antecipara. Não restou outra atitude senão a de captar o precioso instante. Nem sequer uma moedinha, uma palavrinha, e, mesmo, umas palminhas para saudar o cantante.
Assim se reparam três erros num só gesto: divulgá-lo!
Pode ser que alguma televisão, sem agenda, por ali passe!
Obrigado, irmão cantor! BRAVÔ!!!!!!
antónio colaço
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MAÇÃO. A CÂMARA PARCA OU … A CÂMARA PORCA?
Esta imagem foi recolhida no site de campanha do PSDMação e espelha, como poucas, a atitude de Saldanha Rocha, o reeleito presidente da CM Mação, quando os problemas exigem um pouco mais do que showoff televisivo em que é perito!
-Há incêndios?
- Chega prá lá! Não é nada comigo! Vieram importados dos outros concelhos!
- É preciso avançar para alcançar fundos para tornar a Serra do Bando num grande Parque Natural?
- Chega prá lá. Não é nada comigo! É um problema dos proprietários da Serra, eles que se entendam!
Etc,etc!
Mas… desta vez a SIC apanhou Saldanha só que, nem aqui, confrontado com esta vergonha mal cheirosa deu o braço a torcer:
- O quê, esgotos em Carvoeiro?! Chega prá lá !Não é problema nosso, somos uma câmara de parcos recursos…
Apetecia dizer como o do anúncio ” nós é que não somos parvos, perdão, parcos, perdão, porcos”!!!!
Senhoras e senhores, queiram ocupar os vossos lugares, apertar os vossos cintos e …. colocar as vossas máscaras!!!
Sim, vamos descer à terra da GRIPE M ( gripe Mação Menor! )
Valter Marques, põe aqui os olhos, meu! No próximo fim-de-semana vais saber porquê!
Amigo leitor, preparado para o que der e vier?
antónio colaço
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MATINAS
Sol, Irmão Sol, toma, para ti este farol. Para que nunca te percas de nós. Precisamos de ti tanto quanto tu precisas de nós.
“Eu sou a Luz do mundo…”.
Nunca ficaremos sós.
antónio colaço
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INTERVALO. EMÍLIO CAO, FINALMENTE!
Provavelmente os 2.10 mais belos da música galega! Ou, se se quiser, de música da Música! Não há palavras. Está feito o reencontro com Emílio Cao!
Os amigos da ânimo dos tempos mais recuados bem se lembram das emissões de rádio onde Emílio Cao tinha lugar de destaque.
Ataca, Emílio!
antónio colaço
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CARLOS JÚLIO E OS CINCO…DONS DO ALENTEJO!!!
Não, não se trata de mais um dos saudosos e famosos livrinhos de aventuras d’OS CINCO da Enid Blyton. Apenas o dom da amizade com gratificantes tons alentejanos. Obrigado, Carlos Júlio, “espalha”, aqui, neste chão, a tua “inquietação”:
Conheço o António Colaço desde o advento das rádios livres, ele que foi um dos seus precursores na Rádio Antena Livre de Abrantes. Já lá vão uns anitos. Estava eu na Antena 1. Depois estivemos juntos na Rádio Ribatejo, em Santarém, a primeira rádio da TSF, quando a TSF era uma cooperativa de profissionais e amantes da rádio. Também lá estava o Fernando Alves, o José Carlos Barreto e tantos outros que hoje andam por aí espalhados. Derramados pelo vento da vida. Depois seguimos caminhos diversos, mas mantivemo-nos sempre em contacto. Ele no Parlamento, eu nos jornalismos. Sempre com a inquietação dos dias à nossa volta.
Nos idos de Março/Abril o António Colaço inaugurou uma nova exposição de pintura em Lisboa. Foi polémica. Devia ter sido exposta no Parlamento mas houve quem não quisesse, dado o autor “não ter nome”. António Colaço expôs então, a convite de Vasco Lourenço, na Associação 25 de Abril. Mas havia um compromisso entre nós – entre mim e o António Colaço – de que, na próxima exposição, ele queria mostrá-la no concelho de Aljustrel, já que o pai era de Messejana e tinha emigrado para a zona de Abrantes sem nunca ter voltado à sua terra de origem. António Colaço queria fazer esta homenagem como um regresso às raízes. Eu prometi ajudá-lo na concretização desse desejo.
E fizemo-lo, com a ajuda de Manuel Camacho, na altura presidente da Câmara de Aljustrel. (Obrigado Manel!). A exposição foi inaugurada em meados de Junho na Biblioteca Municipal de Aljustrel (onde tive a honra de fazer uma breve introdução à exposição) e depois, acho que em Agosto, em Messejana, a terra do pai de António Colaço (onde não tive oportunidade de estar presente).
Esta exposição tem muito de memória, de Alentejo, de terra, de sul (onde o António Colaço regressou para recolher elementos físicos e pictóricos para a exposição) e que pode agora ser vista, em imagens, através do site do Expresso. Aconselho vivamente este olhar. Um olhar que é também uma homenagem a um amigo, a um companheiro.Mais: a um patrício, cujas raízes estão em Messejana, mas cuja alma, religiosa e crente, vagabundeia pelo mundo. Como diz a canção: ó inquietação, ó inquietação!
Carlos Júlio
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MAÇÃO.QTV.CASA REBELO, REBELA-TE,OU NOS PATAMARES DA DEMAGOGIA
Estamos a aproximar-nos do grande dia de Todos os Santos que faz subir a Mação multidões para a tradicional Feira que aqui tem lugar.
Mais um ano em que a nossa querida terra fica a marcar passo, alindada que deveria estar, para receber aqueles que aqui se deslocam, muitas vezes com o único objectivo de …. vir à Feira dos Santos de Mação!
Quer isto dizer que, apesar de tudo, apesar de todos os atropelos ao nosso património edificado, Mação ainda existe,Mação ainda resiste. O último dos quais, na continuada linha de nos rupestrizarem, é meterem-nos num jogo rupestre, assim à descarada, dando possibilidade aos jogadores de intervirem, no jogo, claro, com o nosso atribulado quotidiano. É melhor ficarmos por aqui esperando por um sinal, por uma atitude que tarda por parte dos rupéstricos (académicos rupestre) responsáveis e de quem lhes dá total cobertura, no sentido de aguardadas intervenções que, de uma vez por todas, nos tranquilizem os corações.
As imagens que se seguem, de tão reais, de tão inestéticas, fazem parte do jogo outro que vos propomos: não vamos deixar que continuem a brincar connosco …. às casinhas!
Atente-se, só, para o naco de refinada e cínica prosa do presidente no seu último boletim:
(…)
“Mação oferece-lhe ainda os conhecimentos e a ciência que aqui se desenvolvem pelas mãos de investigadores de arte rupestre de todo o mundo e os projectos internacionais que elevam o nosso nome a patamares elevados à escala mundial!!!”
Para além das redundâncias o que mais choca é a deslumbrância! Um nome, dr. Saldanha, só o é quando significa vida por dentro do nome de quem o habita e o Mação que andam a vender é, de facto, o Mação morto, rupestre, coisa bem diferente do Mação agonizante em que, com o silêncio cúmplice de todos os académicos nos vai tornando os dias! Uma coisa é estudar o passado, outra coisa é deixar estalar o presente!
No mínimo deveria perceber-se que os nossos académicos têm o dever de combinar preocupações rupestres com um não decidido à crescente rupestrização de Mação! O seu silêncio e a cumplicidade da autarquia torna ambos responsáveis por cada pedaço de telhado, por cada pedaço de muro em que vamos tropeçando, seja na Travessa do Fraião, seja na desvirtuada rua de Santo António!
antónio colaço
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MATINAS
Ainda que as nuvens demorem a desvanecer-se, sei que a Tua Luz paira sobre as ondas e que um pedaço de terra, a Tua Terra Prometida, para sempre nos espera.
antónio colaço
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BOLINHOS, BOLINHOS….
Querida Mãezinha, não sei se consegues perceber a nossa alegria, apesar de termos deixado os nossos lares há tão poucos dias, aqui estamos a reclamar que não nos faltes, tu e as Mães dos meus queridos colegas de aventura, com os “Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!” que faziam a delícia das nossas gulosas gargantas por estes dias!
Lembras-te das bolsinhas em retalhinhos coloridos que com tanta paciência para nós costuravas? Se quiseres podes mandar no cabaz pela carreira dos Claras que aqui no seminário depois vão lá buscar. Vê se mandas daquelas broas de milho,das maiores, lembras-te, com intenso sabor a erva doce, para além daquelas mais pequeninas, com sabor a nozes e mel… Mas olha, manda em quantidade para repartir com os meus novos amigos. Eles estão neste momento, tal como eu, na solidão das suas carteiras, um bocadinho às escondidas, a escrever o mesmo postal que eu…espera, tenho de parar, vou disfarçar e esconder o postal entre as páginas da Selecta Latina.
Vem aí o padre perfeito que está sempre de olho em nós. Eu estou aqui mesmo ao pé de um santo em madeira, acho que se chama S.Tomás de Aquino, se queres que te diga ainda não sei bem quem ele é, mas, se a santa protecção dele pode ser uma vantagem a verdade é que tenho de olhar sempre para trás para ver se o padre já entrou na sala o que, como deves clacular, exige uma capacidade de manobra mais rápida que a dos meus colegas que estão lá mais para o fundo.Pronto, o padre Emílio já se foi, dizem que bate muito com uma vergasta, acho que não me vou safar até porque a Matemática, de que ele é professor, não é muito do meu agrado, como sabes! Que S.Tomás me ajude e desvie a vergastinha das minhas queridas orelhas.
Pronto, não posso demorar mais até porque daqui a bocado vamos todos para o recreio e, imagina tu, enquanto os outros meninos vão jogar a bola, descobri ali numa sala um velho órgão mas que está meio estragado e custa um pouco a pôr-se de pé!!!É engraçado acho que vou ser capaz de o pôr a tocar. Claro que eu não sei como é que aquilo se toca mas deve ser melhor do que aquelas imitações que fazia aí com os dedos na nossa mesa que o Pai carpinteirou no Verão passado, enquanto comia e que tanto te irritavam, ” pára, Tóze!!! Come, Tóze!!!”….Mãezinha, tenho muitas saudades tuas e…. das tuas broínhas….
Mãezinha, na linha do que diz aquele nosso amigo lá de Proença, o Zé Henrique, mas agora ao contrário, ” a sorte que nós tivemos em encontrar umas mulheres assim” ( a mulher dele também se chama Filomena, como a nossa Meninha, sabes?!) toma, prova das broínhas que fizemos a noite passada sob a criativa batuta de Meninha.
Já comprámos numa grande superfície tudo o que precisávamos para os putos que amanhã nos vão bater lá à porta. Não tem nada a ver com os nossos tempos, em que, pela manhã cedo, nos metíamos ao caminho das aldeolas em torno de Cardigos, como a Lameirancha….
Pronto, faz de conta que aí onde estás nos agradeces por manter viva a tradição e que te soube bem na Net eterna de que são feitos os teus dias dar uma espreitadela pelos aromas da nossa receita. Vai lá descansar mais um bocadinho que é para os meninos que costumam passar por aqui se deliciarem também um pouquinho!
-Bolinhos, bolinhos, à porta dos seus santinhos!!!
antónio colaço
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VALE TER ESPERANÇA PARA 2013
Este título, meu caro Valter, não é uma pergunta de quem duvida e sim a convicta afirmação de alguém que em ti e na tua energia acredita!
Sim, vale ter esperança em Valter Marques como o homem em quem os maçanicos depositam todas as adiadas esperanças para as mais que desejadas e legítimas mudanças.
-Mas eu só fui eleito para governar os meus conterrâneos de Penhascoso, dirás!
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Deixa-me que te felicite, antes de tudo o mais, não só pela vitória do teu querer mas, também, pelo querer vitorioso dos nossos amigos de Penhascoso.
Porém, Valter, a tua vitória é o primeiro passo para essa vitória outra há muito por todos nós desejada, qual seja, a de ver a nossa terra libertada de quase quarenta anos de nada. Eu sei que me vais chamar excessivo e, até, por que não reconhecê-lo, desestabilizador na serenidade de que deveriam ser feitos estes teus primeiros dias como responsável dos destinos de Penhascoso! Não te dou razão pela único motivo de estar a falar para um jovem que acreditou e se fez ao caminho e a quem não imagino ficar mudo, quedo e assim com tão pouco, contente!
Não! É por isso que a tua vitória contém tudo aquilo de que precisamos e de que não fomos capazes ao longo destes últimos e atribulados anos de militância no PS/Mação! Ou melhor, de que não fomos capazes no conjunto das forças vivas maçanicas! Sim, faltou-nos a tua genica e o teu querer, perdemos demasiado tempo a discutir, entre nós, quem tinha mais poder!
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É certo que vais ter todo o tempo do mundo para mudares Penhascoso e aquilo que nele precisa de verdadeira mudança, respeitando e aplaudindo o que o teu antecessor conseguiu de melhor! Sabes, tens a humildade que nunca faltou aos grandes de coração e tanto assim é que nas tuas primeiras palavras disseste que querias trabalhar para e com todos, outro dos sinais de que precisamos para as desafiantes tarefas que ora te confiamos! Ou seja, nas mudanças que vais operar em Penhascoso, todos temos os olhos postos no Valter generoso, no Valter que queremos generosamente a mudar Mação!
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Vais ver que vais conseguir tempo para tudo e, sobretudo, conseguir tempo para nos reconciliares a todos.
És o único, Valter, que está em condições de provar que Mação tem solução!
Desde logo, por solucionares o que entre nós, dentro da casa socialista parecia não ter solução! A palavra mágica que tu conheces como poucos, eu sei, Valter, é o perdão! Perdoar significa para grande parte dos entendidos nas modernas terapias comportamentais ” deixar partir”, ser capaz de perceber que uns e outros, em nome das mais diversas razões, fomos incapazes de dizer um decidido não a egoísmos vários, a uma excessiva atenção sobre nós próprios, nunca percebendo que não somos sózinhos e que contar com o outro não nos diminui, e, sim, engrandece porque dinâmico somatório de várias vontades, vários protagonismos.
O passado é passado, não o podemos mudar mas podemos mudar a forma como olhamos para o que nele fizemos, sobretudo, porque, em face dos fracos resultados alcançados na dúzia de anos que duraram estes desencontros só podemos concluir que há que desistir. Desistir de insistir nas mesmas atitudes!
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És tu Valter, de mãos dadas com mais meia dúzia de jovens, de coração limpo, não contaminado pelos nefastos condicionalismos de que te falei, quem está em melhores condições para nos chamares a Penhascoso, daqui a um ano, talvez, com alguma obra feita, sim, mas sobretudo numa quotidiana atitude de ”mãos à obra“, vamos lá a erguer a obra 2013!
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E tu és, Valter, no meu modesto entender, o alicerce, a primeira pedra, dessa grande obra que será colocar-te na Câmara Municipal de Mação em 2013!
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E que se saiba desde já! Para que os que em ti confiam estreitem todos os laços da muita solidariedade que vai ser precisa e para que os que julgam que o Palácio lhes pertence ad aeternum te temam, com um temor que os faça fazer melhor, sim, mas que na hora de decidir o povo saiba de quem falamos e com quem verdadeiramente contamos para mudar, para, finalmente, evoluir!
antónio colaço
PS
1.Mas é claro que tenho um primeiro pedido a fazer-te: devolve-me a alegria e o fascínio dos moínhos do Penhascoso da minha adolescência. Pelo menos um dos que ainda lá deixou os seus vestígios. Valter, tal como eles, que o vento te faça mover todas as montanhas!
2.Voltarei a mais alguns detalhes, mas, amanhã, Valter, quero que sejas um dos motivos de animada conversa nesse momento maior de todos nós que é a Feira dos Santos. Vamos enfeirar o futuro! Temos o Valter Marques a marcar a agenda deste nosso presente! Com os olhos postos num mais solidário futuro!
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WEBANGELHO DE ANSELMO
Pe Anselmo Borges
In DN Sab 31.10.09
SERIA INJUSTO NÃO HAVER DEUS
As nossas sociedades científico-técnicas, comandadas pela razão instrumental, pelo progresso, o êxito e o consumo, hedonistas, nas quais a fé se obnubilou, são as primeiras da História a fazer da morte tabu. Este tabu, acompanhado da perda da fé no Além e da eternidade, é essencial para o entendimento do que se passa. Porque já não há eternidade, o tempo não faz texto, ficando reduzido a instantes que se devoram. Como pode então ainda haver valores e futuro num tempo que se dissolve na voragem de instantes?
De qualquer modo, estas nossas sociedades permitem a visita dos mortos dois dias por ano: 1 e 2 de Novembro. Os cemitérios enchem-se e, de forma mais ou menos explícita e funda, num silêncio ao mesmo tempo vazio e opaco, plúmbeo, há o confronto com a ultimidade, aí onde verdadeiramente se é Homem. Afinal, qual é o sentido da existência e de tudo? O que vale verdadeiramente? M. Heidegger chamou a atenção para isso: a diferença entre a existência autêntica e a existência inautêntica dá-se nesse confronto. Se tudo decorre na banalidade rasante e na gritaria oca, a explicação está aqui: no último tabu.
Para onde vão os mortos? Para o Silêncio. O mistério da morte é esse: dizemos que partiram, mas o que abala é não deixarem endereço. Na morte, a evidência é o cadáver. Mas quem se contenta com o cadáver? Por isso, a morte é o impensável que obriga a pensar e, enquanto formos mortais, havemos de perguntar por Deus.
Deus não é “objecto” de ciência, mas uma esperança, sobretudo quando se pensa nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, “se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos e colheu ingratidão; trabalhou e vive na miséria; amou e vive na solidão. E no entanto está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode… Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!… Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a História seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus – não para eles mesmos”.
A curto, a médio, a longo prazo, todos foram estando mortos. A curto, a médio, a longo prazo, todos iremos, todos irão estando mortos, e lá, no final, só há uma alternativa.
Claude Lévi-Strauss conclui assim o seu L’homme nu: “Ao homem incumbe viver e lutar, pensar e crer, sobretudo conservar a coragem, sem que nunca o abandone a certeza adversa de que outrora não estava presente e que não estará sempre presente sobre a Terra e que, com o seu desaparecimento inelutável da superfície de um planeta também ele votado à morte, os seus trabalhos, os seus sofrimentos, as suas alegrias, as suas esperanças e as suas obras se tornarão como se não tivessem existido, não havendo já nenhuma consciência para preservar ao menos a lembrança desses movimentos efémeros, excepto, através de alguns traços rapidamente apagados de um mundo de rosto impassível, a constatação anulada de que existiram, isto é, nada”.
A Bíblia, no último livro, Apocalipse, conclui assim: “Vi então um novo céu e uma nova terra. E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém. E ouvi uma voz potente que vinha do trono: ‘Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.’”
No meio da perplexidade, fico com Kant: “A balança do entendimento não é completamente imparcial, e um braço da mesma com o dístico ‘esperança do futuro’ tem uma vantagem mecânica, que faz com que mesmo razões leves, que caem no seu respectivo prato, levantem o outro braço, que contém especulações em si de maior peso. Esta é a única incorrecção que eu não posso eliminar e que eu na realidade não quero abandonar.”
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ÚLTIMA HORA: PEDREGULHO….SENSUAL
É um rigoroso exclusivo. A ânimo sabe que o arquitecto Carrilho da Graça se prepara para introduzir significativas alterações no projecto do MIIA, mais conhecido, entre nós, os da ânimo, claro, como o Pedregulho de Abrantes. Com efeito, e citamos de memória, Carrilho declarou, há dias, que a sua nova ponte pedonal na Covilhã, as suas linhas, convocavam para uma leitura “muito sensual” do projecto.
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Tudo indica pelo pedacinho de desenho, os chamados desenhos de sobremesa…, que recolhemos* numa das tascas mais famosas de Abrantes, que o arquitecto resolveu imprimir ao Pedregulho umas tão significativas quanto “sensuais” nuances acreditando que, assim, ganhará mais alguns renitentes adeptos para a sua causa!!!
antónio colaço
*Qualquer semelhança entre este texto – a sua segunda parte, porque a primeira, a da covilhanense ponte sensual é verídica!- - e a realidade é, infelizmente, mera coincidência. Acredite, junte-se a nós!
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O PRESIDENTE QUE DÁ (VENDE) NOZES!
O povo diz, por vezes, e com razão, “Dá Deus Nozes a quem não tem dentes” para sublinhar as oportunidades perdidas por todos nós ao longo da vida!
Pois em Mação, no passado fim-de-semana, estupefactos, os maçanicos viram o seu presidente e família não perderem mais uma oportunidade de negócio - o mesmo presidente que se declarou à Lusa no ano passado como verdadeiro “empresário” – pegar numa das carrinhas da recente campanha eleitoral (ostentando ainda o letreiro ”concretizarmacao” !!!)e, ocupando com um dia de antecedência, como documenta a foto, o lugar tradicionalmente ocupado pelos comerciantes que, vindos de longe, pagando os seus impostos, nos visitam para animar a Feira dos Santos ( um vendedor de queijo que por não ter calado a sua indignação ia armando um pé de vento e arriscou ser sovado).
Sabado,17.40.Véspera da Feira.Carrinha “concretizarmacao” marca, perdão, concretiza ocupação de território e em péssimo estacionamento!!!!
No momento em que a reportagem da ânimo captou as imagens da passagem da Filarmónica União Maçaense um dos familiares retirou-se indo juntar-se ao presidente que, à porta de uma das diversas empresas assistia ao desenrolar da venda das ditas nozes!
As imagens:
A ânimo sabe que as actividades empresariais do presidente motivaram um requerimento dos deputados socialistas na passada legislatura e que outras diligências já terão tido lugar. O que verdadeiramente nos intriga, para além de todas as questões éticas, e não só, devido ao mal-estar entre os comerciantes dos diversos sectores, o que é que provoca o fascínio de Saldanha pelo negócio das … nozes? A promoção dos nossos produtos? Mas temos assim tanta noz? Afinal que apoio se dá aos pequenos produtores quando é o próprio presidente da autarquia que lhes sai ao caminho, ocupando o terrado na mais desleal das concorrências?! Já nem perguntamos se existem licenças para o efeito.
Até quando permitirão as nossas autoridades inspectivas esta descarada promiscuidade?!
A democracia não se esgota nas eleições por muito que alguns julguem que os seus deveres de transparência cessem no momento em que cessa a contagem dos votos!
2013 é já amanhã! Aqui, nós não desistimos de perceber, em cada dia que passa como foi possível passarem-se tantos dias sem percebermos como é que tudo se passava, como é que tudo se passou ou melhor, como é que tudo parece querer continuar a passar-se!
antónio colaço
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ÁGUA RUPESTRE? NÃO, OBRIGADO
Um verdadeiro drama caíu nas cozinhas e nas casas de banho de todos os maçanicos que, respondendo ao mais recente apelo do presidente da autarquia ” Mação apetece!” receberam os seus familiares vindos de longe para a tradicional Feira dos Santos!
De facto, nem neste dia a Câmara se empenhou para oferecer água com alguma qualidade. As imagens que divulgamos ( sim,mais do mesmo mas infelizmente e enquanto o assunto não merecer a atenção de quem de direito continuarão a vir direitinhas para aqui!) reportam o estado da água quer para o banho
- quem sabe se não estará aqui uma nova fonte de riqueza cosmética dadas as conhecidas propriedades do barro … -
….. quer para a cozinha, o que provocou um assinalável consumo de garrafões lá por casa para conseguir oferecer um cozido decente à família!
Ou será que o senhor presidente/empresário, como gosta de alardear nas múltiplas entrevistas aos media, está sem tempo para se dedicar aos verdadeiros problemas dos munícipes que, apesar de tudo, lá o continuam a eleger?!
Vê, Valter Marques, tem muito por onde começar a perceber primeiro o que nunca deve fazer e, sobretudo, como lutar para deste mal nos livrar!!!
antónio colaço
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In,Diario de Notícias,hoje











































