Publicado por: animo30 | 12 de Dezembro de 2008

PESSOA E A DESGRAÇA DE UM PEDREGULHO

O Arqº Carrilho da Graça acaba de ganhar o Prémio Fernando Pessoa, 2008.

É caso para dizer, independentemente do mérito da obra do senhor, que UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ!

adufeabrantesmuseu

Meu caro Fernando Pessoa, caríssimo Dr. Balsemão e restante Júri do Prémio, desde já, os mais sinceros cumprimentos pela vossa boa fé em premiar a obra daqueles que, entre nós, por obras e feitos se vão destacando!

Mas, por amor de Deus, parem um bocadinho para pensar no que acabam de sancionar. O senhor arquitecto pode ser, como diz o meu querido sogro, “uma boa pessoa”, mas não acredito que o Pessoa,, onde está, não esteja a torcer para que esta obra – esta e não o conjunto da sua obra – vá por diante em Abrantes.

É por isso que daqui lanço um repto ao Júri para que, antes de entregarem o prémio ao senhor arquitecto, venham a ABRANTES, QUANTO ANTES, ver o pedregulho que o senhor Carrilho aqui quer deixar cair.

Para saberem do que se passa retomo o que escrevi, então no Adufe, e que mereceu estas palavras do Arqº António Castelbranco:

Gostei muito deste seu comentário – que encontrei por acaso aqui há tempos – sobre este exagero démodé da arquitectura moderna, que pretende ser o futuro museu ibérico (que, diga-se de passagem, é uma óptima ideia). Todavia, a sua escala, o seu enquadramento na paisagem e a sua integração no tecido urbano do centro histórico de Abrantes são claramente excessivos.
 

 

adufemuseuiberico2500x5001

Maquetes e mais detalhes aqui.

 

 É urgente repensar a integração deste projecto, antes que este seja objecto de aprovações burocráticas. Mas, ou muito me engano ou a malta por aqui anda toda distraída… ou, se calhar, acham bem a proposta tal como está… eu não.
Cumprimentos
ACb

abrantes5

Esta encosta descendo a abraçar este rio, não lhe mete graça, arqt Carrilho?!

 

Transformar este comentário, só agora chegado, num post, é, como se calcula, um privilégio, por vir de quem vem. Os abrantinos sabem de quem falo. Tive acesso, através do site da câmara, à maquete. O pesadelo aumenta na proporção do “pedregulho acqbático” assim, agora, visto. Ou seja, aquele que é o grande desafio para o autor – criar ruptura com a harmonia da paisagem – é o grande temor e, se quisermos, o grande tremor para todos quantos adoram Abrantes. Distanciado do que por ali se passa, mas, creio, em processo de reaproximação a uma cidade a que, também, despretensiosamente, acho que dei o meu melhor, quando pude, não posso ficar indiferente aos apelos para que o assunto não morra no segredo de uma qualquer agenda eleitoral.
Estou muito à-vontade para dizer o que digo. Por isso, ao publicar a maquete, o que se pede, no mínimo, é que a dita tivesse um outro enquadramento, o tal que a todos os que gostam de Abrantes nos faz tremer, o tal que demonstra o monstro que esta encerra e…não mostra.

Por favor, rolem o pedregulho pela encosta abaixo. Quer dizer, este pedregulho de papel, pois para estragos já temos quanto baste.

Muito obrigado, senhor arquitecto. Disponha deste espaço como entender.

antónio colaço

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Categorias

%d bloggers like this: