Publicado por: animo30 | 5 de Janeiro de 2009

VÉSPERAS

4jan

Não vivo para blogar, blogo do que vivo.

Os últimos dias iluminaram-me o modus faciendi desta coisa. Quase ia passando ao lado da vida tudo fazendo para que nada do que se passasse, passasse ao lado desta coisa, sem o seu frenético registo!

A contradição total assim instalada. E no entanto, a coisa mexe, mexe-se. Reina desordem aqui, sim, não é possível sair de um fabuloso concerto nos Jerónimos e chegar ao fundo do Mosteiro, desembainhar o portátil, o telemobile e, ali mesmo, qual gruta de Belém editar o menino post!!! Não! Muito menos é verdadeira uma certa sensaçãozinha que o nosso condicionado ego de editores adiados (?) sustenta de que milhares de leitores aguardam, ansiosos e desesperados, pela nossa douta opinião.

Em coerência, e até porque neste preciso momento o tempo escasseia – a veia, a veia vai-se e nem mais um segundo, pois então! – só o tempo para dizer que é tempo de desacertar o passo com este tempo. O tempo que criámos, porque o Tempo é Outro e, cada vez mais, por aqui, vamos sabendo d’Ele!

Outono de mim, desfolhado, desguarnecido, despojado, aguardo a Tua Primavera. E não sofro. Tenho a coragem das árvores de peito feito ao frio e ao vento. Nada invento.

antónio colaço

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Responses

  1. Sabia-te com queda para aquela arte de tela e tinta, da cegueira dos pintores. Descubro-te agora na palavra.
    E ainda bem.
    abraço.
    JR


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