Publicado por: animo30 | 18 de Fevereiro de 2009

WEBANGELHO

Lamentavelmente, fruto do que por ali em baixo se pressente, escapou-nos a edição do Webangelho de Frei Bento Domingues. As nossas desculpas.

Além do mais é daqueles textos de “encher o olho”, como diz o povo, a que eu acrescentaria, é daqueles textos de deixar a alma aos pulos! De ALEGRIA!. Porque contra todas alergias que persistem em AFASTAR-NOS  da FESTA. De DEUS, do DEUS que sempre que nos lembramos dEle bate as palmas, abraça-nos, empurra-nos para o quotidiano, como quem diz, não percas mais tempo Comigo, vai, vai amar o teu próximo, como a ti mesmo, vai cuidar dos que precisam de apoio para o corpo e para a alma, dos que tardam em descobrir-Me, lá bem no mais íntimo deles, como tu, AGORA, finalmente, sim, vai,vai, não demores mais,  porque estou sempre convosco, como vos disse por Aquele rapaz que vos enviei para vos lembrar essas coisas, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, eu estarei no meio deles, de vós, sim, mas se Me sabeis entre vós, Vós que já me SABEIS, não é preciso andarem sempre a falar em Mim e sim alargar o número daqueles que, de tão ocupados com o que não interessa, ignorando o que estão a perder, desconhecem-Me, quer dizer, ignoram-Me, não querendo e não podendo desfrutar do que é sentir-se possuído do AMOR que só posso significar para eles!

Obrigado Frei Bento, por nos qwertar, alertar com os seus Iluminados caracteres. Caracteres que mais não fazem do que nos revelar o Divino Carácter de quem nos anuncia. O resto, sim, é preciso muita paciência para vencer tanta resistência, tanta inquinada penitência, oh Deus da Sapiência, Tu sabes.

antónio colaço

freibento2

Os padres e os bispos não são a Igreja
15/02/2009    Frei Bento Domingues O.P.


 
Certos párocos e serviços paroquiais procedem como se fossem donos da prática religiosa dos católicos

1. Qualquer padre católico ou bispo subscreve este título. São os meios de comunicação social que tendem a tomar a parte pelo todo. A Igreja Católica não pode falar sempre a uma só voz porque é uma unidade plural. Poder-se-á, no entanto, perguntar, a que propósito vem este título?
Reuniu-se, em Fátima (6-7/02/2009), o X Colóquio Nacional de Paróquias com o tema: “Porquê transmitir a fé – seduzidos por Deus – fascinados pelo Evangelho?” Desta interrogação não transitou muito para a opinião pública. A atenção fixou-se em números: a Igreja Católica tem, em Portugal, 4400 paróquias. Destas, 1100 não têm pároco residente. Segundo as previsões mais coerentes – se não houver mudanças radicais de orientação -, estes números só podem piorar. É evidente que a deslocação dos padres para acudir às paróquias está mais facilitada. Mas o carro, o telemóvel e o correio electrónico não resolvem tudo. A questão de fundo pode ser formulada da seguinte maneira: a hierarquia católica dá grande importância à celebração dominical da Eucaristia e à qual os fiéis têm direito. Não toma, porém, as medidas necessárias para dispor de pessoas habilitadas a presidir à assembleia eucarística com tudo o que esta supõe e implica. Ao não permitir a ordenação de homens casados nem de mulheres – sejam elas solteiras ou casadas -, o futuro é preocupante.

2.Segundo o Direito Canónico, a paróquia é uma certa comunidade de fiéis, constituída estavelmente na Igreja particular, cuja cura pastoral, sob a autoridade do bispo diocesano, está confiada ao pároco, como a seu pastor próprio (Cân. 515 § 1.°). A paróquia, em regra geral, seja territorial e englobe todos os fiéis de um território certo; onde porém for conveniente, constituam-se paróquias pessoais, determinadas por razão do rito, da língua, da nação dos fiéis de algum território, ou até por outra razão (Cân. 518). No magistério de João Paulo II, a comunhão eclesial, embora possua sempre uma dimensão universal, encontra a sua expressão mais imediata e visível na paróquia: esta é a última localização da Igreja; é, em certo sentido, a própria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e das suas filhas (Christifideles Laici, 26).
Não são as normas do Direito Canónico que podem, só por si, responder à pergunta do citado colóquio. O padre João Castelhano, um dos seus impulsionadores e pároco de S. José, em Coimbra, insiste em não privilegiar o “como” da transmissão da fé, embora destaque as potencialidades do bom uso dos novos meios de comunicação. A presença das paróquias portuguesas na Internet mostra que os responsáveis estão abertos e atentos a novas formas de evangelização. Mas a pergunta fundamental é outra: porquê evangelizar? Que pode isso significar e exigir, hoje?
A sociedade portuguesa mudou e a população já não está organizada em torno do campanário. O que antigamente era uma diocese cabe, agora, em metade de uma paróquia urbana. No entanto, é sempre uma aventura arriscada mexer nos serviços médicos, jurídicos ou religiosos. A eliminação ou criação de paróquias exige uma reestruturação que nem sempre é pacífica. Por outro lado, como sublinhou o pároco de Santa Cruz, importa respeitar a liberdade de os católicos escolherem o local onde cultivam a fé e onde melhor se sentem, seja na sua área de residência, num movimento ou na sua paróquia afectiva. As preocupações com o papel da paróquia levam certos párocos e serviços paroquiais a proceder como se fossem donos da prática religiosa dos católicos.

3.Para sossegar a consciência, destaca-se que a falta crescente de padres pode ser uma boa oportunidade para vencer o clericalismo e promover o papel dos leigos no apostolado e nos serviços paroquiais: muito daquilo que ocupa os padres pode e deve ser realizado por leigos. Que Deus possa escrever direito por linhas tortas é uma sabedoria portuguesa que Bernanos descobriu no Brasil. Não devemos, no entanto, exigir ao Espírito Santo esforços suplementares para aquilo que compete aos seres humanos. Repete-se que há falta de vocações. Não acredito. Se a vocação é dom de Deus, não se esgota facilmente. Deveríamos olhar mais para o tabu que impede caminhos de solução. Por que não reintegrar aqueles padres que tiveram de abandonar o ministério presbiteral e que estão em condições de prestar serviços relevantes para os quais foram preparados? Por que razão não chamar, ao presbiterado, homens casados que manifestam grande capacidade de serviço na Igreja? E as mulheres? Será que, por serem mulheres, Cristo não as quer ver a presidir à Eucaristia? Precisamente Ele que, segundo os Evangelhos, lhes deu com amizade o papel de comunicar, aos apóstolos, o Evangelho da Ressurreição? Se Deus criou o ser humano à Sua imagem, homem e mulher, seria ridículo atribuir a Deus uma mentalidade patriarcal. Criar um deus à imagem do masculino é criar um ídolo. O sujeito masculino não tem mais aptidão para ser chamado à presidência da Eucaristia do que o sujeito feminino.
Ninguém, na Igreja, homem ou mulher, tem direito a ser padre ou bispo. Uma pessoa baptizada pode ser chamada a servir a comunidade através do ministério ordenado

(In Público, 15.Fev.09)

 

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