Acredito que o “CONTA-ME COMO FOI” transforma-se, de capítulo para capítulo, num verdadeiro “Não apaguem a memória”. Diria mesmo, faz mais para percebermos como tudo se passou do que muitas e proclamadas boas intenções, para não dizer de alguns estafados guiões!
Refiro-me, não só às mentalidades com que me/nos embrulharam os anos 60 como, sobretudo, à dramática embrulhada da guerra colonial e aos milhares de mortos que, de África,vieram com a sua juventude embrulhada em negras tábuas de fúnebre pinho.Para mim, África, pior, a expectativa de África, tropeçou na gloriosa e redentora madrugada de 25 de Abril ( por isso não me canso de o celebrar! )no quartel da EPAM, ao Lumiar: “Desta vez não vamos falhar!”, disseram-nos. O 16 de Março tinha sido há tão poucos dias, em Mafra! Carlos, Mariano, Asdrúbal, bora lá este ano até à “Toca”?!
antónio colaço