
Chegas ao Largo do Camões. Sabes que lá ao fundo, à esquerda, subindo, alguém espera por ti, de cravo ao peito, as silenciadas armas ali por perto. Sim, o mítico Largo do Carmo, de Salgueiro Maia e camaradas, está a dois passos.

Continuas a subir, a Rua da Misericórdia, o nº 95 espera por ti . Rejubilas. O santo e a senha estavam certos. Deixaste o Palácio de S. Bento para trás, subiste a Calçada do Combro, estás feliz, conseguiste erguer-te dos escombros que nunca adivinhaste. Bates e a porta abre-se. Abril, finalmente, e os seus ânimos mil, abrem-se para ti!

Chegou, finalmente, a hora de poder anunciar aos meus queridos amigos que a Exposição ” ABRIL, ÂNIMOS MIL”, será inaugurada pelas 19 horas da Quinta-feira, 16 de Abril, do corrente ano, prolongando-se até 8 de Maio, na Galeria da Associação 25 de Abril graças à colaboração do meu querido amigo e presidente da minha Associação 25 de Abril, Vasco Lourenco.
Como miliciano de Abril e artista plástico não posso deixar de agradecer publicamente a confiança depositada. Tudo farei para honrar Abril, tal como há 35 anos, nos telhados dos velhos estúdios, da velha televisão do velho regime. Devo reconhecer, todavia, que passados estes anos todos, no domínio da actividade dita intelectual, e, concretamente, no das artes plásticas, e não só, muitos dos velhos vícios continuam ainda a ser reproduzidos por alguns dos novos protagonistas que, ingenuamente, supunha imbuídos do espírito daquela redentora madrugada. Fazer esta exposição de pintura e escultura, 35 anos depois, na sede da A25, é, para mim, afortunadamente, um privilégio que desde já, penhoradamente, agradeço. Muito obrigado, camarada Vasco Lourenço e a todos os membros da direcção da Associação.

Pormenor da gravata que o artista ( hoje, desalmadamente, a puxar pelos galões! ) levou para a reunião de trabalho com Vasco Lourenço e o coronel Aprígio Ramalho.

Pormenor da Galeria desenhada por Siza Vieira ( todo o prédio, claro!). O programa das festas será divulgado em breve estando garantidos, para já, alguns licores e bolo finto de Mação…
Agora, se não se importam, o artista regressa ao atelier, cada vez mais sereno, mais tranquilo, e empenhadíssimo em defender o seu … bom nome.

Dos talentos trabalhados, só podem sair bons resultados.
Boa hora o acompanhe.
By: duarte tapadas on 7 de Março de 2009
at 21:18
Quando a arte é genuína, lá do fundo da verdade, é natural que a porta SE ABRA.
Um grande abraço matutino
By: Paulo Nuno Vicente on 9 de Março de 2009
at 10:14