Publicado por: animo30 | 12 de Março de 2009

ATÉ MAIS LOGO, JOÃO MESQUITA

joao-mesquita

O João Mesquita partiu. A estas horas, o seu colega e outro grande amigo, Oliveira Figueiredo -lembra-me, João, mas acho que assistimos ambos à leitura do voto que então, aqui, em S.Bento propusemos se lesse em sua memória – já deve ter-lhe dado o  abraço da Eternidade. O João Mesquita e o Oliveira Figueiredo, este último o decano do jornalismo parlamentar, ambos acompanharam os meus primeiros passos nesta grande casa da nossa democracia. E hoje, João, dei, também, o passo decisivo para que o teu nome, mas, sobretudo, a tua postura de homem de bem, sejam, no Plenário, enaltecidos. O Henrique Monteiro, merece que destaque  um parágrafo do belíssimo texto que te dedica aqui:

O João foi um dos homens sérios que conheci. Não conheço assim tantos, infelizmente. Foi sério até à sua própria exaustão, prejudicou-se de ser sério, foi inflexivelmente sério. O João foi um dos homens de carácter que conheci. Um carácter amistoso de bon vivant à mistura com uma humildade republicana e laica de revolucionário. O João era uma contradição, daquelas boas contradições que nos dizem que um ser é tão livre que derrota as prisões e os preconceitos. Não seria possível compreender inteiramente o João sem entender o seu percurso, uma vez que toda a sua vida breve (faleceu com 51 anos) foi feita de amizades e cumplicidades que o marcaram, ao mesmo tempo que de acções suas que marcaram os que o foram rodeando.”

Está tudo dito. Resta-me, João , como derradeira homenagem, republicar a última reportagem que a ânimo fez contigo. Como se o lançamento de um outro livro em que trabalhavas fosse já amanhã e nós, de novo, pelas novas tecnologias e com a cumplicidade dos teus amigos, lá estivéssemos!

Até mais logo, João!

Um beijo solidário para ti, Clara Vasconcelos e filhota.

antónio colaço

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JOÃO MESQUITA LANÇA “ESPAÇOS PERDIDOS”

 

 

João Mesquita, o segundo a contar da direita, jornalista e histórico dirigente do Sindicato de Jornalistas, ( o primeiro é o, também, grande amigo, Ribeiro Cardoso – que é feito de ti, oh, meu?!) lança, neste preciso momento, no El Corte Inglês, em conjunto com mais colegas jornalistas, o livro “Espaços Perdidos” que caracteriza alguns dos cafés de Coimbra que mais importância assumiram nos históricos anos que antecederam o 25 de Abril. A obra, da editorial Minerva, tem coordenação de João Figueira, ex-jornalista do DN/Leiria e professor de jornalismo na Universidade de Coimbra, com colaboração, para além do próprio João Mesquita, de Júlio Roldão, jornalista, ex-JN, Graça Barbosa Ribeiro, jornalista do Público/Coimbra, Paula Carmo, jornalista do DN Coimbra, Álvaro Vieira, jornalista do Público/Porto e Marco Carvalho, jornalista da TDM.

O deputado Osvaldo de Castro, vice-presidente da Associaçao Académica de Coimbra, aquando da greve de 1969, lançou um desafio ao presidente da câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, para que tudo faça no sentido de preservar os cafés que ainda existem e reabilite aqueles que for possível.

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