Publicado por: animo30 | 21 de Maio de 2009

WEBANGELHO

Padre VitorGonçalves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

À PROCURA DA PALAVRA

P. Vítor Gonçalves

 

ASCENSÃO DO SENHOR Ano B

 

“Expulsarão os demónios em meu nome;

falarão novas línguas.”

Mc 16, 17

 

Novas línguas

 

           Nos dias da Ascensão celebrava-se a fecundidade dos campos naquelas saudosas terras ribatejanas. E em todos os lugares onde a terra ainda é como seio que recebe as sementes e o trabalho dos homens, ecoa este sinal da subida de Jesus ao Céu que é descida de bênçãos. Não esquecendo a morte (e até o Senhor da Boa Morte em Povos), condição tão fundamental para mais vida! Agora as “bênçãos” parecem ter mais a ver com políticas económicas e subsídios, mas quem anda mesmo com os pés na terra e ama o lento crescer de tudo olha para o céu com um olhar lavado. Quanta responsabilidade por bens desperdiçados em nome de lucros indignos! Uma bênção não tem sempre uma responsabilidade comunitária?

           Não sei se a subida de Jesus ao céu evocou os foguetões e satélites que há 43 anos já se lançavam para o espaço, para ser escolhido este dia para celebrar as comunicações sociais. Certo é que a espantosa evolução das tecnologias que procuram aproximar os homens e mulheres implicam novas relações. Novas línguas se apresentam em cada dia. Exigindo a promoção de uma “cultura de respeito, de diálogo e de amizade”, como diz Bento XVI na sua mensagem. O ser humano não precisa apenas de comunicação mas, mais profundamente, de comunhão. Novas línguas e linguagens são importantes, mas são instrumentos ao serviço de um bem maior que é a realização de cada pessoa num projecto de amor. Por isso, também aqui é preciso expulsar alguns “demónios” que “endeusam” a técnica, a eficácia, a autosuficiência electrónica que se manifesta em relações virtuais e dependências cibernéticas.

           As boas colheitas de antigamente fazem-se hoje também com programas informáticos. Em nome de um desenvolvimento a que podemos chamar humano? Ou para atingir uma eficácia e exploração que beneficia poucos privilegiados e exclui multidões? São novas línguas para criar muros maiores?

           Perguntaram um dia ao Dalai-Lama: Que mais te surpreende na humanidade?” Ele respondeu: “Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma, que acabam por não viverem nem o presente nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

Novas ou velhas, estas palavras só não as entende quem não quiser! Porque a linguagem do amor é sempre nova em qualquer tempo!

NOTA

Finalmente descobrimos a fotografia que, há tempos, conseguimos e posteriormente perdemos! Seja bem-vindo, caríssimo amigo!ac


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