Publicado por: animo30 | 2 de Agosto de 2009

MAÇÃO.ÁGUA RUPESTRE

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Domingo, 2 de Agosto, dia do Senhor, por volta das 10.30 da manhã, tu preparas-te para a tua higiene matinal, dominical, estás no sec XXI, estás por Mação, vila ultimamente muito badalada devido aos muitos comboios que à pala de um património rupestre que praticamente desconheces, tem conseguido uns bons milhões da UE para seminários, mestrados e outros altos estudos cirurgica e internacionalmente frequentados e o que vês  sair das torneiras – último grito das novas tecnologias de urbanismo habitacional – coisa bem distinta da distante época cavernal?

-Água, senhor, são gotículas de água …”pura”!!!!

-Chamais água a esta massa pastosa, barrenta, de que os nossos cavernosos antepassados jamais se abeirariam tal a limpidez das águas das suas fontes naturais?!

Bom, só mesmo para guionista de meia tigela, a água de Mação e a telenovela em volta dela.

Há quantos anos?!

De novo às portas de uma campanha eleitoral autárquica, que argumentos, impávido e sereno, o PSD local, há quase 40 anos à frente dos destinos de Mação esgrimirá perante uma tão inexistente quanto acomodada oposição?!

-“Olhai pelos que mais precisam” …. de água pura, parecem dizer os últimos cartazes de Manuela Ferreira Leite espalhados pela vila.

-Há 40 anos que NÓS NUNCA BAIXÁMOS OS BRAÇOS para resolver os problemas com a qualidade da água de Mação!!!!

E se Mação tem boas nascentes!!!!!

O que é que Mação não tem?!….

Estamos todos rupestrizados, deslumbrados com as sumidades académicas que nos visitam, que adoram a nossa gastronomia, mas que ignoram o nosso dia-a-dia. Pior, os rupestres que tanto lhes ocupam os dias, seguramente, que mais do que os mestrados, há muito que como verdadeiros mestres na arte da sobrevivência, já teriam resolvido o problema da água que consumiam. Ou seja, chamar água rupestre, como aqui fazemos, quase que ronda a afronta à dignidade com que enfrentaram a “adversidade” de terem vivido na época que viveram. 

Mais, com Mação a cair aos pedaços, se eles fossem vivos, há muito que as nossas ruas  meteriam outro vistaço!

Ao menos as suas grutas metiam a um canto os  abortos arquitectónicos com que Mação foi ( e está a ser) desfigurada por algumas  das nossas trutas.

Rupestres, sim, mas, como diz o outro “nós é que não somos parvos“!!!!

PS-Curiosamente, ou não, o sabonete que se vê à direita, é de….mel! Cor de mel!Á água é que é cor de fel!!!

antónio colaço

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