




Acho que, verdadeiramente, o Sol ainda não se pôs lá naquele lado onde guardamos todas as nossas memórias.As Festas de Santa Clara-a-Nova, num Alentejo a despedir-se do Alentejo, quase a entrar nos Algarves, parece que ainda continuam tal a animação com que são feitas.Sem tempo para muitas palavras, estas são imagens carregadas de um Tempo que parece, às vezes, já ter desaparecido, o de uma comunidade que preserva as suas tradições a todo o custo.
A arruada dos rapazes depois de uma noite a bailar, continuamente, no adro da Igreja, depois de servida, pela madrugada, no mesmo recinto, a açorda alentejana, ei-los que partem pela aldeia, como que a recusarem a ideia de que a festa terminou!
No ombro de um deles, um pequeno pinto, impávido e sereno, melhor dizendo, solidário com as bem dessendentadas gargantas da rapaziada, não rejeitou a cerveja que lhe serviram na mão em forma de concha!
-“Chega, não lhe dês mais, pois já bebeu uma!”.
antónio colaço
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