

Estas são imagens colhidas no passado Domingo, em Abrantes, e mostram o Novo Arquivo Municipal “Eduardo Campos“, que será inaugurado no próximo Sábado,19 de Setembro, pelas 10.30.
O projecto da obra é da autoria do Arquitecto João Colaço*.

Este é o Convite endereçado pela Câmara Municipal de Abrantes e no qual é omitido o nome do autor da obra.
Sendo que um Arquivo serve, entre outras coisas, para guardar, como memórias vivas, quem foi quem e o que fez, no Concelho, será que a Câmara Municipal, o seu Presidente, já não tem memória de quem foi o autor?
Ficamos a aguardar pelo Convite para a inauguração do polémico MIA, o chamado Pedregulho de Abrantes, vulgo Museu Ibérico.
O quê, não sabem quem é o autor?! Pronto, somos humildes, batem-nos mas damos a outra face, Carrilho, Carrilho da Graça!
Ironias à parte, não fica bem a uma câmara, ainda por cima socialista, para quem a valorização das pessoas está acima de tudo, passar ao lado de quem suou estopinhas para dar corpo a uma ideia que, ao princípio, parecia não querer ultrapassar a feitura de um moderno armazém de velharias documentais e nada mais. Sei do que falo.
É tempo de as câmaras municipais começarem a dar nome aos autores das suas obras, sejam eles os humildes arquitectos dos seus gabinetes ou os badalados arquitectos pagos a peso de ouro mas de quem, a reboque da sua mediática áurea , os senhores autarcas lá vão embarcando alguns dos seus desmedidos deslumbramentos.
antónio colaço
*Declaração de interesses – O Arquitecto João Colaço é meu filho e com o qual tenho grandes discussões sobre alguns dos caminhos e opções da moderna arquitectura. Era o que faltava não defender as minhas crias quando passo o tempo a defender as crias de todos os meus queridos amigos.Parabéns, grande João, e desculpa nem sempre ter-te dado toda a atenção para os mil e um esquiços com que perpetuaste a memória do “tio Eduardo Campos”!!!Parabéns, Eduardo Campos – tu que já estás nessa Eternidade inarquivável – apesar das polémicas, das distâncias do Arquivo em relação ao centro da cidade, ele ali está para nos encurtar distâncias com as memórias dos nossos antepassados. Como tu tão bem soubeste comprovar!
Não tenho dúvidas quanto à necessidade de um novo espaço para acolher o espólio documental do nosso concelho, mas instalar um Arquivo Histórico numa zona industrial, longe do centro histórico da cidade e de difícil acesso para quem não tem meio de transporte, como seja por exemplo um estudante, revela acima de tudo uma visão destorcida da realidade. Não sou nem socialista nem de partido nenhum e o que ví deste executivo foi um completo esvaziamento do centro da cidade de Abrantes, com todos os problemas que isso acarreta e o amordeçamento das freguesias do concelho.
saudações
By: Tramagalense on 19 de Setembro de 2009
at 15:23