Publicado por: animo30 | 29 de Outubro de 2009

CARLOS JÚLIO E OS CINCO…DONS DO ALENTEJO!!!

Não, não se trata de mais um dos saudosos e famosos livrinhos de aventuras d’OS CINCO da Enid Blyton. Apenas o dom da amizade com gratificantes tons alentejanos. Obrigado, Carlos Júlio, “espalha”, aqui, neste chão, a tua “inquietação”:

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Conheço o António Colaço desde o advento das rádios livres, ele que foi um dos seus precursores na Rádio Antena Livre de Abrantes. Já lá vão uns anitos. Estava eu na Antena 1. Depois estivemos juntos na Rádio Ribatejo, em Santarém, a primeira rádio da TSF, quando a TSF era uma cooperativa de profissionais e amantes da rádio. Também lá estava o Fernando Alves, o José Carlos Barreto e tantos outros que hoje andam por aí espalhados. Derramados pelo vento da vida. Depois seguimos caminhos diversos, mas mantivemo-nos sempre em contacto. Ele no Parlamento, eu nos jornalismos. Sempre com a inquietação dos dias à nossa volta.
Nos idos de Março/Abril o António Colaço inaugurou uma nova exposição de pintura em Lisboa. Foi polémica. Devia ter sido exposta no Parlamento mas houve quem não quisesse, dado o autor “não ter nome”. António Colaço expôs então, a convite de Vasco Lourenço, na Associação 25 de Abril. Mas havia um compromisso entre nós – entre mim e o António Colaço – de que, na próxima exposição, ele queria mostrá-la no concelho de Aljustrel, já que o pai era de Messejana e tinha emigrado para a zona de Abrantes sem nunca ter voltado à sua terra de origem. António Colaço queria fazer esta homenagem como um regresso às raízes. Eu prometi ajudá-lo na concretização desse desejo.
E fizemo-lo, com a ajuda de Manuel Camacho, na altura presidente da Câmara de Aljustrel. (Obrigado Manel!). A exposição foi inaugurada em meados de Junho na Biblioteca Municipal de Aljustrel (onde tive a honra de fazer uma breve introdução à exposição) e depois, acho que em Agosto, em Messejana, a terra do pai de António Colaço (onde não tive oportunidade de estar presente).
Esta exposição tem muito de memória, de Alentejo, de terra, de sul (onde o António Colaço regressou para recolher elementos físicos e pictóricos para a exposição) e que pode agora ser vista, em imagens, através do site do Expresso. Aconselho vivamente este olhar. Um olhar que é também uma homenagem a um amigo, a um companheiro.Mais: a um patrício, cujas raízes estão em Messejana, mas cuja alma, religiosa e crente, vagabundeia pelo mundo. Como diz a canção: ó inquietação, ó inquietação!

Carlos Júlio

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